Reavivados por Sua Palavra


O Evangelho de Mateus – comentários selecionados by Jeferson Quimelli
2 de novembro de 2014, 11:38
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Autor

Mateus, cujo nome significa “dádiva do Senhor”, era um cobrador de impostos que deixou o seu serviço para seguir Jesus (9.9-13). Em Marcos e em Lucas, é chamado por seu outro nome, Levi. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Contexto histórico

No tempo de Cristo, a Palestina estava sob jurisdição de Roma, cujas legiões, lideradas por Pompeu, subjugaram a região e a anexaram à província romana da Síria, em 64-63 a.C. Depois de terem desfrutado independência política por cerca de 80 anos antes da chegada dos romanos, os judeus sofreram muito com a presença e a autoridade de representantes estrangeiros civis e militares. A indicação de Herodes, o Grande, pelo senado romano como monarca sobre grande parte da palestina tornou a sorte dos judeus ainda mais amarga. … A dominação dos judeus por Roma era resultado direto da desobediência às ordens divinas (ver CBASD, vol. 4, p. 17-20). Por meio de Moisés e dos profetas, Deus advertiu Seu povo dos sofrimentos que resultariam da desobediência. … Os judeus criam que as profecias messiânicas do AT prometiam um messias político que libertaria Israel da opressão estrangeira e subjugaria todas as nações. Desse modo, as aspirações políticas distorciam a esperança messiânica e, visto que Jesus de Nazaré não cumpriu essas falsas expectativas, o orgulho nacional com eficácia impediu que O reconhecessem como Aquele de quem os profetas haviam testemunhado. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 272.

Destinatários

Como o evangelho de Mateus foi escrito em grego, seus leitores eram, sem dúvida, falantes dessa língua. Segundo parece, também eram judeus. Muitos elementos deixam prever leitores de origem judaica: Mateus preocupa-se com o cumprimento do AT (faz mais citações do AT e alusões a ele que qualquer outro autor do NT); remonta a ascendência de Jesus a Abraão (1.1-17); não se detém em explicações acerca de costumes judaicos (ao contrário sobretudo de Marcos); emprega terminologia judaica (e.g., “Reino dos céus” e “Pai celestial”, em que “céus” e “celestial” revelam a relutância reverencial dos judeus em citar o nome de Deus); realça o papel de Jesus como “Filho de Davi” … . Não significa, porém, que Mateus restrinja seu evangelho aos judeus. Registra a visita dos magos (não-judeus) para adorar o menino Jesus (2.1-22) bem como a declaração de Jesus: “O campo é o mundo” (13.38). Apresenta também na íntegra a Grande Comissão (28.18-20). Esses textos revelam que, embora o evangelho de Mateus seja judaico, sua visão é universal. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Propósito

Cada evangelista, sob a influência do Espírito Santo, cuidadosamente selecionou material para compartilhar um quadro de Jesus que tinha sentido e importância para uma audiência específica. Andrews Study Bible.

O propósito principal de Mateus é comprovar aos seus leitores judeus que Jesus é o Messias por eles esperado. Seu método consiste primordialmente em demonstrar que Jesus, por sua vida e ministério, cumpriu o AT. Bíblia de Estudo NVI Vida.

… testificar que Jesus era o Messias da promessa do Antigo testamento e que a Sua missão messiânica consistia em trazer o Reino de Deus até os homens. Bíblia Shedd.

O Evangelho de Mateus é especialmente valioso para aqueles que aguardam o Retorno de Cristo. Os sermões de Jesus, em especial o Sermão da Montanha, são instruções éticas aos cristãos que aguardam a Segunda Vinda. Muitas de suas parábolas, especialmente as do cap. 13, enfatizam o caráter misto da igreja, composto de verdadeiros e falsos crentes. Ali Jesus destaca que a separação entre estes grupos se dará ao fim dos tempos pelo Juiz divino de todas as coisas e pessoas. Enquanto isso, os cristãos deviam ser como crianças e ter espírito perdoador (cap. 18). O Evangelho de Mateus se interessa especialmente em escatologia, a doutrina das últimas coisas. … Jesus, contudo, deixou claro que ninguém sabe quando a Segunda Vinda ocorrerá (25:13). Em lugar de focar o estabelecimento de datas, Jesus conclamou Seus discípulos a vigiar e a estar prontos (24:42; 25:13). Andrews Study Bible.

Estrutura

O modo de dispor a matéria revela um toque artístico. O evangelho inteiro é narrado em torno de cinco grandes discursos: 1) caps. 5-7; 2) cap. 10; 3) cap 13; 4) cap. 18; 5) caps. 24, 25. Fica claro que essa disposição é premeditada, porque cada discurso termina com o refrão “Quando Jesus acabou de dizer essas coisas” ou palavras semelhantes (7.28; 11.1; 13.53; 19.1; 26.1). … Essa divisão em cinco partes pode deixar prever, também, que Mateus usou o Pentateuco (os cinco primeiros livros do AT) como modelo da estrutura de seu livro. É possível que esteja apresentando o evangelho como uma nova Tora, e Jesus como um novo Moisés, maior.

Os leitores de Mateus podem ver claramente que ele traça frequentes paralelos entre Moisés e Jesus. Andrews Study Bible.

Outro fato importante a se lembrar sobre o estudo do livro de Mateus é que esse evangelho apresenta a vida de Cristo numa ordem essencialmente lógica, em vez de cronológica. … seu objetivo era desenvolver um conceito da vida e da missão de Jesus que contribuiria com seu propósito primário ao escrever. Ele não é o cronista que registra os fatos à medida que ocorrem, mas o historiador que reflete sobre o significado desses eventos tendo como pano de fundo a história da nação escolhida. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 276.



Por quê quatro evangelhos? by Jeferson Quimelli
2 de novembro de 2014, 11:28
Filed under: Sem categoria

A fim de que um quadro completo da vida e do ministério de Jesus pudesse ser preservado para gerações futuras, o Espírito Santo conduziu e capacitou quatro homens para preservar um registro da narrativa do evangelho, escrito talvez a partir do ponto de vista que interessava a cada um pessoalmente. Cada evangelista foi guiado por um objetivo diferente ao escrever e omitiu certos incidentes mencionados pelos demais, acrescentando certos detalhes (ver p. 178-180).

É como se quatro pintores fizessem um quadro de Jesus, cada um a partir de um ponto de vista diferente. O sujeito é o mesmo, mas o aspecto é diferente. Em conjunto, os quatro retratos fornecem um conceito mais completo e perfeito de Jesus do que uma única figura. O retrato feito pelos quatro evangelistas nos possibilita contemplar a vida de Cristo numa perspectiva real. Tudo o que precisamos saber sobre o Salvador foi revelado (ver O Outro Poder, p. 158). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 272.



Mateus 1 by Jeferson Quimelli
2 de novembro de 2014, 0:00
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Comentário devocional:

Os primeiros dezessete versículos do Evangelho de Mateus geralmente são lidos rapidamente, porque se compõem de uma lista de nomes. Mas, o conhecido reformador Ulrich Zwingli disse: “A genealogia de Jesus, se entendida corretamente, contém o essencial da teologia ou a mensagem central da Reforma”. Ou seja, a salvação pela fé.

De fato, seu primeiro sermão na Catedral de Zurique, em Janeiro de 1519 foi sobre a “Genealogia de Jesus”. Até o dia de hoje, a porta principal da Catedral contém as imagens esculpida das quatro mulheres mencionadas na linhagem de Jesus: Raabe, Rute, Bate-Seba, e Maria. 

Por que Mateus deliberadamente mencionou estas mulheres na genealogia de Jesus? A lista começa com Tamar que fingiu ser uma prostituta a fim de ter um filho do seu sogro Judá. Ela era viúva e de acordo com o costume judaico a família do marido deveria prover um marido para ela, que deveria sustentá-la. Mas Judá não lhe entregou um dos filhos como prescrevia a lei (cf. Gên 38:1-30). No desfecho da história Judá reconheceu: “Ela é mais justa do que eu, pois eu devia tê-la entregue a meu filho Selá” (Gên 38:26 NVI).

Raabe era um não-judia e uma prostituta. No entanto, ela escondeu dois espias judeus e salvou suas vidas (Jos 2:1-21). Não somente por ter salvo a vida destes homens, mas por sua nova vida de fidelidade ao lado do povo de Deus, ela foi considerada uma mulher justa pela tradição judaica. Mais importante ainda, ela foi ancestral do próprio Rei Davi.

Existe um livro inteiro na Bíblia dedicado a Rute, que apesar de não ser judia foi considerada justa e foi a bisavó do rei Davi.

Mateus não citou Bate-Seba, a outra mulher ancestral de Jesus. Ele simplesmente afirma que ela era a mulher de Urias, o oficial que foi intencionalmente enviado por Davi à frente do campo de batalha para ser morto. Apesar de Urias não ser um judeu, a Escritura afirma claramente que era justo e fiel a Deus e a Davi (2 Sam 11:1-27). 

Pode-se facilmente notar duas características principais compartilhadas por essas mulheres: (1) elas eram gentias ou eram casadas com os gentios e (2) algumas não tinham boa reputação. No entanto, são listadas na genealogia dos reis, que é também a genealogia do Rei dos Reis.

Essa lista genealógica que traz o nome de quatro mulheres com reputação duvidosa nos ensina que não há limites para o perdão de Deus e a transformação que Ele pode operar na vida daqueles que O aceitam como Senhor e Salvador.

Oleg Kostyuk
Host of Cross Connection
Hope Channel

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/1/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Mateus 1

Comentário em áudio 



O período intertestamentário by Jeferson Quimelli
1 de novembro de 2014, 12:00
Filed under: Estudo devocional da Bíblia | Tags:

Entre o último livro escrito do Velho Testamento, Malaquias, e o primeiro escrito no Novo Testamento, Marcos, ocorreram mais de 400 anos. Foram anos em que não houve revelação profética, chamados por muito de “anos de silêncio Porém, em termos sociais e políticos, estes anos não foram nada silenciosos.

Historicamente, houve a dominação persa, da qual poucos detalhes se sabe da Palestina neste período. Com a dominação greco-macedônica, primeiro por Alexandre e depois pelos reinos Selêucidas, ao norte, e Ptolemaico, ao sul, houve uma forte tendência de helenização cultural e religiosa, principalmente no reino de Antíoco Epifânio IV (selêucida), que chegou a erigir uma estátua a Zeus e a sacrificar um porco no templo em Jerusalém. A oposição a Antíoco deflagrou a revolta dos macabeus, que durou 24 anos e que resultou na independência de Judá em 142 a.C. (evento que deu origem à festividade judaica Hanukah). Esta independência durou até 63 a.C., quando os romanos assumiram o controle, sob o general Pompeu. Este general tomou Jerusalém após um sítio de três meses, massacrou os sacerdotes e entrou no lugar Santo dos Santos, iniciando um amargo período de dominação romana.

Literariamente, houve a produção da Septuaginta, tradução para o grego dos livros hebraicos que geraram o nosso Antigo Testamento. O objetivo desta tradução era colocar as Escrituras na língua que os judeus da dispersão (iniciada com os exílios assírio e babilônico), que já não falavam hebraico, pudessem compreender. Isso permitiu sua disseminação também a todo o mundo de fala grega de então. A Septuaginta também incluía muitos livros de cunho histórico, porém de teologia duvidosa e contraditória com os demais livros canônicos (reconhecidos como inspirados por Deus). Estes foram chamados de apócrifos. Não aceitos pelos judeus quando da formação do cânon da Bíblia hebraica, foram confirmados na Bíblia católica pelo Concílio de Trento (1546) e confirmados pelo Concílio Vaticano I (1869 – 1870).

Socialmente, ocorreu a Diáspora (ou dispersão) dos judeus por todas as partes conhecidas do mundo de então, começando com as invasões assírias e babilônicas. Aonde moravam, os judeus se reuniam nas sinagogas e concentravam sua vida religiosa no estudo da Torá (Pentateuco). Quando os apóstolos começaram a evangelizar fora da terra de Israel, os primeiros lugares que eles visitavam eram as sinagogas.

Afastados do templo, com o objetivo de conservar a sua identidade, os judeus passaram a congregar em sinagogas, centro de ensino e estudo da Torá. A classe (ou partido) que se reuniu em torno das sinagogas foi a dos fariseus, que se esforçaram por interpretar a Lei de Moisés, colocando assim uma “cerca” para que os judeus se mantivessem vivendo em retidão perante Deus. Estas interpretações estavam compiladas na Mishnah e no Talmude.

Em torno do templo se compôs a classe aristocrata dos saduceus, em menor número, porém com grande poder político. Rejeitavam qualquer doutrina que não estivesse explicitamente citada na Torá, incluindo a da ressurreição.

Significativas, ainda, são as classes dos essênios e dos zelotes. Os essênios se compunham de um grupo separatista, semelhantes aos fariseus, que ressaltavam a rigorosa observância da lei e consideravam o sacerdócio do templo corrupto. Eles reuniam-se em comunidades, como a de Qumran, que preservou os Manuscritos do Mar Morto. Já os zelotes se compunham de judeus que visavam a independência dos romanos pela força. Sendo muito combativos, presume-se que tenham sido os causadores da destruição de Jerusalém, em 70 d.C. Foram exterminados na fortaleza natural de Massada, último reduto da rebelião contra o império romano.

Todas estas mudanças históricas, culturais e sociais compuseram o quadro observado no Novo Testamento. Foi neste ambiente heterogêneo de insatisfação política e social que nasceu, viveu e pregou nosso Redentor e Senhor Jesus Cristo.

 

Fator históricos entre Malaquias e Jesus

Fator históricos entre Malaquias e Jesus

Fontes:
Comentários da Bíblia de Estudo NVI Vida. Editora Vida.
Sue Graves. O que é a Bíblia? Uma Introdução ao Livro da Fé Cristã. SBB.



Vamos ler juntos Mateus? by Jeferson Quimelli
1 de novembro de 2014, 3:00
Filed under: Estudo devocional da Bíblia

Que bênção termos lido juntos o Antigo Testamento!

Agora teremos o privilégio de ler juntos sobre a vida de Jesus no Evangelho de Mateus!



Malaquias 4 by Jeferson Quimelli
1 de novembro de 2014, 0:00
Filed under: Tempo do Fim, testemunho | Tags: , ,

Comentário devocional:

Em Malaquias 3, Deus prometeu enviar um mensageiro especial para preparar o povo para a Sua própria vinda a este mundo. Quem seria este mensageiro?

Malaquias 4 o identifica: “Vejam, eu enviarei a vocês o profeta Elias antes do grande e temível dia do Senhor. Ele fará com que os corações dos pais se voltem para seus filhos, e os corações dos filhos para seus pais; do contrário, eu virei e castigarei a terra com maldição “(Ml 4:5 e 6 NVI).

O mensageiro de Deus é identificado como Elias, o grande profeta de Israel. Mas o que significa isso, que Deus enviaria Elias? Deus enviaria de volta Elias do céu, para onde havia sido transladado? Ou seria outro semelhante a ele? Como identificá-lo?

Qual a aparência do Elias real? “O rei [Acabe] lhes perguntou: ‘Como era o homem que os encontrou e lhes disse isso?’ Eles responderam: ‘Ele vestia roupas de pelos e usava um cinto de couro’. O rei concluiu: ‘Era o tesbita Elias’ ” (2 Reis 1:7, 8).

A profecia do retorno de Elias tornou-se muito importante para os judeus. Na verdade, em cada refeição da Páscoa, os judeus deixavam um lugar extra à mesa, em antecipação do retorno de Elias.

Depois do livro de Malaquias, não haveria profetas em Israel por um longo tempo. Por 400 anos, nenhum profeta falaria. Deus parecia estar em silêncio. Mas o silêncio seria quebrado pelo nascimento milagroso do filho de Zacarias, o sacerdote (Lucas 1:5-25), que passou a pregar no deserto, vestindo uma roupa de pelos e um cinto de couro. Quando perguntado se ele era Elias, João Batista simplesmente respondia: ““Eu sou a voz do que clama no deserto: ‘Façam um caminho reto para o Senhor’” (João 1: 23 NVI). Ele falaria com o espírito e o poder de Elias (Lucas 1:17).

Essa profecia de Malaquias tem também uma aplicação para os últimos dias. Um povo (Elias) preparará o caminho para a Segunda Vinda de Cristo. Eles farão isso através da pregação da pregação da Mensagem dos Três Anjos para o mundo inteiro (Apoc 14: 6-7). Essa mensagem deve alcançar toda nação, tribo, língua e povo. Está você disposto a fazer parte deste movimento que, no espírito de Elias, preparará o mundo para o retorno de Jesus?

Andy Nash
Southern Adventist University

 
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mal/4/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Malaquias 4

Comentário em áudio