Comentário devocional:
Jó responde a seus amigos com desânimo. Eles falharam em demonstrar misericórdia e compaixão para com alguém que estava sofrendo (vv. 2-4).
O versículo seguinte parece ser um escárnio da abordagem teológica egípcia expressa por seus interlocutores. Jó lhes pergunta: “Por que vocês continuam pensando sobre os deuses e as voz sagrada que leva os homens para longe sob as águas? Quando os homens ouvem isso, eles tremem “(v. 5, ** tradução do original pelo autor). Jó quer saber os detalhes da origem desta teologia egípcia do que acontece aos mortos após a morte. Não há monstros à espreita no Nilo celeste tentando roubar as almas dos falecidos da voz sagrada do [Deus Sól] Ra enquanto, à meia-noite, ele viaja e atravessa os doze portões que dão acesso à sala de julgamento de Osíris, o juiz dos mortos.
“O submundo [sheol] está aberto diante de Deus e o local da destruição não lhe é encoberto” (v. 6, **). Não é verdade que Satanás vive confortavelmente e protegido do poder de Deus. A palavra Satanás vem do hebraico Abaddon e do grego Apollyon, que significa destruição e destruidor. Apocalipse 9:11 indica que Satanás é “rei” sobre todo o mal.
Jó lembra a seus amigos que “Deus estendeu os céus” e as estrelas na Criação e “suspendeu a terra sobre o nada” (Jó 26:7 e Gênesis 1:1-2). Essa frase mostra que Jó não acreditava que a Terra era sustentada sobre pilares, como alguns criam.
Jó continua e diz que Deus encontrou uma maneira de segurar a chuva em uma nuvem e mante-la alí por um tempo antes da água voltar para a terra em forma de chuva (v. 8). Deus cobre a Sua glória em Seu trono (v. 9, **). “Traça o horizonte sobre a superfície das águas para servir de limite entre a luz e as trevas” (v. 10, NVI). “As estruturas dos céus se espantam diante da sua repreensão” (v. 11, **). “Pelo seu poder Ele acalma as águas e perfura o monstro no mar. Pelo Seu poder Ele enfeita o céu (vv. 12-13, **).
No céu, os anjos ficaram admirados com os atos criativos de Deus e suas palavras faladas na criação. No final dos tempos, Deus vai manifestar o mesmo poder que Ele demonstrou na criação. “E isso tudo é apenas a borda de suas obras! Um suave sussurro é o que ouvimos dele. Mas quem poderá compreender o trovão do seu poder?” (v. 14, NVI). Moisés e Jó tinham uma visão bíblica dos eventos finais, com a erradicação definitiva de todos os males e o raiar de uma nova terra.
Querido Deus,
Cremos na erradicação final de Satanás e seus anjos. Sabemos que os grandes eventos finais da história deste mundo estão perto de ocorrer. Ajude-nos a permanecer firmes ao Teu lado. Amem.
Koot van Wyk
Universidade Nacional Kyungpook
Sangju, Coreia do Sul
Traduzido e adaptado por JDS
Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/job/26/
Texto bíblico: Jó 26
Comentário devocional:
Jó e Moisés tiveram experiências semelhantes. Ambos tinham posições principescas e perderam quase tudo que tinham. Moisés teve que fugir do Egito e Jó perdeu tudo o que tinha por causa do grande conflito entre Deus e Satanás.
Talvez você esteja se perguntando por que os amigos de Jó falaram com ele como se estivessem em um tribunal? Esse é o modo de falar com o qual Moisés e Jó estavam familiarizados.
Neste capítulo, é a vez de Jó falar. Ele avisa que seu discurso será amargo. “Me queixo com amargura; a mão dele é pesada, a despeito de meu gemido (v. 2). No entanto, Jó sente a necessidade de uma oportunidade de falar com Deus “perante o seu trono” no tribunal de justiça do Céu – um Juízo Investigativo, por assim dizer. “Eu lhe apresentaria a minha causa e encheria a minha boca de argumentos” (v. 4). Jó conhece o seu criador tão bem, que ele sabe o que Deus iria responder-lhe e ele entenderia o que Deus lhe dissesse (v. 5).
Será que Deus seria como os amigos de Jó utilizando grande poder, ou usando de coerção, como eles fizeram? (V. 6). Jó dá a entender que não. “O homem íntegro poderia apresentar-lhe sua causa; eu seria liberto para sempre de quem me julga” (v. 7). A expressão “liberto para sempre” sugere libertação do julgamento executivo e da segunda morte.
Jó expressa tal confiança no veredito como alguém que sabe possuir um advogado nas cortes celestes. “Mas ele conhece o caminho por onde ando; se me puser à prova aparecerei como o ouro” (v. 10). Este é o ponto central do livro de Jó, onde sua fé é vista de forma destacada.
Jó reafirma a sua integridade e dedicação em sua adoração a Deus (vv. 11-12). Ele guardava os mandamentos de Deus, seus estatutos e revelações, muito antes de Moisés ter recebido os Dez Mandamentos no Sinai. O que Moisés recebeu não era novo, mas uma repetição do que já era conhecido antes.
Jó termina o capítulo revelando seus sentimentos para com Deus no contexto do que lhe tem acontecido. “Deus fez desmaiar o meu coração; o Todo-poderoso causou-me pavor. Contudo, não fui silenciado pelas trevas, pelas densas trevas que cobrem o meu rosto” (vv. 16 e 17). Apesar de não ter como provar o seu argumento, ele afirma a sua confiança de que será inocentado no tribunal celestial.
Querido Deus,
Moisés e Jó sabiam que estavam sendo provados e que sairiam aprovados como o ouro. Não nos deixes cair em tentação, mas permita-nos também sermos aprovados como o ouro. Amem.
Koot van Wyk
Universidade Nacional Kyungpook
Sangju, Coreia do Sul
Trad JDS
Texto bíblico: Jó 23