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“Pelo que, julgo eu, não devemos perturbar aqueles que, dentre os gentios, se convertem a Deus” (v.19).
Quando Deus estabeleceu uma aliança com Abraão, instituiu um sinal físico que deveria ser seguido de geração em geração: “… todo macho entre vós será circuncidado” (Gn.17:10). Foi uma forma de Deus assinalar o Seu povo com uma marca distintiva. Esta questão foi tratada de forma acalorada na igreja primitiva, dada a multiplicação de novos conversos gentios, isto é, incircuncisos. Tal controvérsia precisava ser logo resolvida a fim de que não se tornasse motivo de divisão entre judeus e gentios.
Enviados a Jerusalém, Paulo e Barnabé relataram acerca da “conversão dos gentios”, causando “grande alegria a todos os irmãos” (v.3). Sendo bem recebidos por todos, uma reunião foi realizada junto com “os apóstolos e os presbíteros para examinar a questão” (v.6). Percebam que surgida a controvérsia, trataram logo de resolvê-la, a fim de chegar em comum acordo. Afinal de contas, era natural aos judeus conversos sustentar algumas de suas tradições dada a importância da aliança e do que ela significava para o seu povo. Jesus mesmo foi circuncidado no oitavo dia após o Seu nascimento (Lc.2:21). O que eles precisavam compreender, no entanto, é que após a morte e ressurreição de Cristo, uma nova aliança foi estabelecida: “Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é Ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas” (Hb.8:6). Uma aliança renovada que inclui todos os povos, tribos, línguas e nações no “Israel de Deus” (Gl.6:16).
O apóstolo Pedro declarou: “E [Deus] não estabeleceu distinção alguma entre nós e eles, purificando-lhes pela fé o coração” (v.9). “Mas cremos que fomos salvos pela graça do Senhor Jesus, como também aqueles o foram” (v.11). Qual foi o resultado de tais palavras? O silêncio de toda a multidão, que parou para ouvir a Paulo e Barnabé sobre os muitos sinais e prodígios que “Deus fizera por meio deles entre os gentios” (v.12). A exposição seguinte de Tiago, utilizando uma aplicação profética do livro de Amós, foi decisiva para que chegassem à seguinte conclusão, parafraseando numa linguagem contemporânea: Não é conveniente impor aos gentios que “se convertem a Deus” (v.19) uma carga que nem os mais antigos conseguem carregar (v.10), mas orientá-los a fim de “que se abstenham” da idolatria, da imoralidade sexual e de alimentos imundos (v.20). No mais, o que eles tiverem de aprender, é ensinado na igreja “todos os sábados” (v.21).
Esta coerente e sábia decisão, orientada pelo Espírito Santo, foi escrita e enviada às igrejas através de Paulo e Barnabé, além de “Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens notáveis entre os irmãos” (v.22). Ou seja, a cúpula da igreja enviou homens cuja credibilidade era notável e cujo testemunho confirmava cada palavra daquela epístola. Não que fossem homens sem defeitos, mas que por palavra e por ação, revelavam a obra transformadora do Espírito Santo. Sempre zeloso em obras, Paulo não tolerou a ideia de ter em sua companhia alguém que já o havia deixado na mão. A insistência de Barnabé em dar uma segunda chance a João Marcos não agradou a Paulo, de tal modo “que vieram a separar-se” (v.39). Tal fato, porém, não atrapalhou a obra, mas a expandiu, formando mais uma dupla missionária.
Precisamos, hoje, ter a mesma coerência com a qual agiram os líderes da igreja primitiva. Assuntos conflitantes não devem ser estendidos em contendas e debates que ao invés de somar para Deus, causam divisões desnecessárias. Jesus mesmo afirmou: “quem Comigo não ajunta espalha” (Lc.11:23). Notem que Paulo e Barnabé logo encontraram uma solução para que a obra de Deus continuasse avançando, e não ficaram trocando farpas entre si.
Portanto, “evita discussões insensatas, genealogias, contendas e debates sobre a lei; porque não têm utilidade e são fúteis” (Tt.3:9). Avança no sentido de apresentar a Jesus através de uma vida notoriamente guiada pelo Espírito Santo. “Quem entre vós é sábio e inteligente? Mostre em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as suas obras” (Tg.3:13), “para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora” (Ef.3:10). Que as nossas palavras e ações sejam bênçãos aos nossos semelhantes, de forma que se alegrem “pelo conforto recebido” (v.31). Vigiemos e oremos!
Bom dia, homens e mulheres notáveis!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Atos15 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ATOS 15 – A igreja deve passar por inúmeras experiências, boas e ruins, a fim de amadurecer. Deus não quer uma igreja débil, sem raízes no lugar certo e sem convicta necessidade da dependência de Seu poder.
O martírio de Tiago e a prisão de Pedro em Atos 12 levaram à Igreja…
· …à maior consagração e dependência do Senhor da existência.
· …ao amadurecimento espiritual.
· …do crescimento qualitativo ao quantitativo.
A primeira viagem missionária de Paulo (Atos 14-15) fez com que a igreja…
· …pensasse e investisse mais na missão.
· …avançasse mais com a pregação para alcançar mais pagãos.
· …tivesse mais experiência de vida, o que é essencial à maturidade.
O crescimento encontra dificuldades. Em Atos 15 alguns problemas exigiram da igreja a organização de um concílio. Mario Veloso oferece-nos os seguintes pontos:
1. Em Antioquia: O problema (15:1-3):
a) Problema na doutrina.
b) Contenda doutrinária.
c) Viagem a Jerusalém: Relatórios em Fenícia e Samaria.
2. Em Jerusalém: A solução (15:4-29):
a) Reunião do concílio e relatório;
b) O Concílio delibera (15:6-21):
· Primeiro, se reúnem.
· Segundo, realiza-se a discussão:
1) Uso de alimentos oferecidos a ídolos;
2) Comer carne de animais estrangulados;
3) Conduta moral dos crentes gentios.
· Os líderes se pronunciam.
c) Pedro: A experiência (15:7-11).
d) Paulo e Barnabé: Os sinais (15:12).
e) Tiago: As Escrituras (15:13-18).
3. Decisão do Concílio (15:19-29): Composta de dois elementos:
a) Nomeação de uma comissão que levaria a carta a Antioquia.
b) Conteúdo da carta:
· Identifica os autores e destinatários.
· Reconhece a existência do problema e sua origem.
· Apresentação dos portadores da carta.
· Conteúdo da decisão.
4. Em Antioquia: Alegria (15:30-35)
a) Entrega da carta: Todos receberam.
b) Alegria de todos.
Após isso, Paulo e Barnabé iniciaram uma nova aventura missionária, mas não sem fortalecer a fé dos conversos da primeira viagem (15:36-41).
Enfim, reuniões administrativas, Concílios e Organização Eclesiástica são importantes, porém, “não importa quão importante a organização possa ser para a proteção da igreja e para garantir a harmonia de ação, ela não deve vir para tomar das mãos do Mestre e disciplina que só a Ele cabe dar” (Tiago White).
Toda decisão administrativa deve, primariamente, “parecer bem ao Espírito Santo”, depois, aos homens consagrados; então, a alegria será resultado da dependência do Senhor da Igreja. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO ATOS 14 – Primeiro leia a Bíblia
ATOS 14 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
ATOS 14 – COMENTÁRIO SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal do Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/atos/14
A maioria das pessoas que acompanham à mídia provavelmente pode citar pelo menos um pregador que deixou a fama subir à cabeça. Não vou dar a eles mais publicidade do que isso – sabemos o que eles fizeram para receber notoriedade. Não há nada de errado em confiar em nossos líderes espirituais. No entanto, pregadores famosos se tornaram celebridades apenas porque muitas pessoas olharam para eles em vez de olhar para o Criador.
Paulo curou um homem aleijado de nascença e muitos testemunharam esse milagre. Ouvimos essas histórias e acreditamos nelas, mas pare por um momento e pense como teria sido presenciar isso. Posso imaginar que tenha sido algo bastante grandioso e inspirador. Certamente chamou a atenção da multidão.
O que Paulo e Barnabé fizeram quando as pessoas pensaram que eles eram deuses e quiseram honrá-los e oferecer sacrifícios para eles? Ficaram horrorizados com a ideia. Rasgaram suas roupas em sinal de tristeza. Eles correram para a multidão e imediatamente redirecionaram suas mentes para o Deus vivo, nosso Criador, que é quem nos sustenta.
Somos líderes espirituais que procuram dirigir o foco das pessoas para Deus?
Cathy Robertson Kabanuk
Professora e assistente social, Fall River Mills, Califórnia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1278
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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726 palavras
1 Falaram de tal modo. Eles falaram em diversas ocasiões. Em algumas delas, não só judeus, mas também gentios pareciam estar presentes. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 306.
Grande multidão. Assim como na pregação em Antioquia da Síria (At 11:21,24), houve êxito na pregação do evangelho em Icônio. CBASD, vol. 6, p. 306.
3 Muito tempo. Provavelmente, meses. Como os novos crentes eram muitos, era necessária uma longa permanência para confirmá-los na fé. CBASD, vol. 6, p. 306.
6 Sabendo-o. Sem dúvida, havia pessoas do lado dos apóstolos com contato suficiente com o grupo de oposição, a ponto de saberem do plano. CBASD, vol. 6, p. 307.
9 Fixando nele os olhos. A fé do coxo resplandeceu em sua face, e Paulo reconheceu nele alguém pronto a ser curado e se tornar um sinal para o povo de Listra. CBASD, vol. 6, p. 308.
Possuía fé. Este é um pré-requisito para o milagre. CBASD, vol. 6, p. 308.
12 Júpiter … Mercúrio. Do gr. Zeus … Hermes, ou seja Zeus, chefe de todos os deuses, e seu filho Hermes, arauto e mensageiro dos deuses, patrono da eloquência. No panteão romano, os equivalentes a esses deuses eram Júpiter e Mercúrio, nomes usados pela versão ARA. A adoração a Zeus e Hermes parecia bem popular na região de Listra. CBASD, vol. 6, p. 308.
13 Sacrificar. O sacrifício devia consistir de cortar a garganta de bois e derramar parte do sangue sobre o altar. CBASD, vol. 6, p. 309.
14 Rasgando as suas vestes. Entre os judeus, esta era uma expressão de horror, sobretudo como protesto contra a blasfêmia (Mt 26:65). Paulo e Barnabé perceberam que era isso que os habitantes pagãos de Listra estavam prestes a fazer em ignorância. Não se sabe até que ponto a população compreendeu este ato, mas seu caráter drástico deve ter chamado a atenção e detido o povo. CBASD, vol. 6, p. 309.
15 E vos anunciamos. Para os idólatras, a mensagem que exaltava o Deus vivo em lugar de ídolos devia ser, de fato, uma ótima notícia, especialmente considerando que Jesus Cristo Se fez Deus encarnado, o Salvador da humanidade. CBASD, vol. 6, p. 309.
18 Com dificuldade que impediram. Tamanha era a avidez do povo em reatar o ato de adoração. Sem dúvida, alguns dos que foram impedidos deixaram as “coisas vãs” e passaram a servir o Deus vivo. De todo modo, Paulo trabalhou em Listra o suficiente para que uma igreja fosse fundada ali. A judia Loide, junto com a filha Eunice e o neto Timóteo estiveram entre os primeiros conversos (2Tm 1:5). CBASD, vol. 6, p. 310.
19 Instigando as multidões. A mudança súbita de atitude por parte do povo de Listra lembra a transformação da multidão em Jerusalém, das hosanas para o clamor “Seja crucificado!” (Mt 21:9; 27:22). Não é difícil compreender essas ondas de emoção no caso de pessoas supersticiosas, como os licaônicos, tradicionalmente vistos como não confiáveis. CBASD, vol. 6, p. 310.
Apedrejando a Paulo. A forma de punição característica dos judeus, nesse caso ajudados pelos habitantes pagãos de Listra. Este é o único episódio registrado da vida de Paulo em que sofreu esse tipo de ataque (2 Cor 11:25). CBASD, vol. 6, p. 310.
20 Levantou-se. A recuperação da consciência de Paulo, a demonstração imediata de vigor e a ousadia ao entrar de novo na cidade podem ter sido consideradas um milagre. O fato de um apedrejado por uma multidão irada, considerado morto, reviver e sair andando como se nada houvesse acontecido era uma evidência ainda mais clara do poder de Deus do que a cura do coxo. CBASD, vol. 6, p. 311.
22 Fortalecendo. A ação de Paulo aqui está em harmonia com a ordem de Jesus a Pedro: “Tu,pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos” (Lc 22:32). Paulo podia fazer isso por meio de advertências e exortações extraídas das próprias tribulações e dos livramentos que recebera. CBASD, vol. 6, p. 311.
26 Que haviam já cumprido. Paulo e Barnabé haviam sido enviados pela igreja em Antioquia para a realização de uma tarefa específica: a evangelização dos gentios. Então podiam retornar para sua congregação com a alegria de uma missão cumprida. Embora tivessem apenas iniciado a obra de pregar aos gentios, o que realizaram fora bem feito. CBASD, vol. 6, p. 313.
28 Não pouco tempo. Naturalmente, Paulo se sentia mais atraído por Antioquia do que por Jerusalém, pois foi ali que os gentios formaram uma igreja pela primeira vez, e essa era a igreja que o enviara como missionário. Durante este período, com certeza, os dois apóstolos continuaram a atrair muitos conversos gentios, além dos que já haviam sido conquistados. CBASD, vol. 6, p. 313.
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“… e vos anunciamos o evangelho para que destas coisas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que há neles” (v.15).
Sob a guia do Espírito Santo, a dupla missionária continuava a sua jornada evangelística. Paulo e Barnabé aceitavam com submissão a rota de Deus e, em Icônio, “entraram juntos na sinagoga judaica e falaram de tal modo, que veio a crer grande multidão, tanto de judeus como de gregos” (v.1). Paulo mesmo escreveria mais tarde aos efésios que a nossa luta não é contra pessoas, e sim contra Satanás e seus anjos (Ef.6:12). Quando pessoas se levantam contra os servos de Deus, estão sendo apenas instrumentos do adversário. Assim como um coração contrito e quebrantado torna-se sensível à atuação do Espírito Santo, um coração endurecido e orgulhoso torna-se alvo fácil do maligno.
“Mas os judeus incrédulos incitaram e irritaram os ânimos dos gentios contra os irmãos” (v.2). Ou seja, eles causaram uma grande divisão. Não mediram esforços para colocar uns contra os outros. Enquanto Paulo e Barnabé falavam “ousadamente no Senhor, O qual confirmava a palavra da Sua graça” (v.3), aqueles agentes do inimigo provocavam dissensões entre os ouvintes. E vocês têm ideia, amados, do quanto esse tipo de atitude é ofensiva a Deus? Vejamos o que escreveu o sábio Salomão: “Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a Sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contenda entre irmãos” (Pv.6:16-19).
A contenda é tão terrível aos olhos de Deus que Ele não apenas odeia, mas considera uma abominação. Sabem porquê? Porque esse foi o veículo usado por Lúcifer para fazer cair do Céu com ele terça parte da corte angelical. Porque esse pecado lembra o primeiro dia em que o Céu ficou de luto. Porque o amor de Deus foi questionado por um rebelde que com sagacidade e sutileza tentava desviar os olhos de seus companheiros da glória de Deus para as trevas do pecado. Por isso que o inimigo não está preocupado se estamos dentro da igreja, mas em que estejamos ocupados em conflitos internos enquanto ele destrói vidas dentro e fora dela.
A Bíblia diz que aquela dupla missionária não abandonou o posto de seu dever e nem se deixou desanimar. Com ousadia, permaneciam ali cumprindo a missão que o Senhor lhes confiou, até que o Espírito os enviasse a outro lugar. Ameaçados de morte, eles fugiram para outras cidades “onde anunciaram o evangelho” (v.7). Este era o grande objetivo na vida daqueles servos do Altíssimo: anunciar o evangelho. E deve ser o nosso maior objetivo também. Precisamos ser luz na vida das pessoas, e não trevas. Muitos há que pensam estar servindo a Deus com uma vida de mediocridade espiritual disfarçada de jubileu eclesiástico. Anos de igreja, amados, não é sinônimo de santidade, mas agravante de responsabilidade. E eu falo isso por experiência própria. Perdi vários anos da preciosa vida que o meu Salvador me concedeu com minha religião hipócrita e egoísta. Eu afirmava servir a Jesus, mas nem ao menos O conhecia.
Quando lembro de como o Espírito Santo me buscou, e de como me despertou de minha paralisia espiritual, me identifico com o “homem aleijado” (v.8) em Listra e as palavras de Paulo me são familiares: “Apruma-te direito sobre os pés!” (v.10). E cada vez que me deparo com situações adversas, encontro em Cristo Jesus o alívio e o conforto suficientes para prosseguir. Infelizmente, as pessoas de Listra não entenderam isso, desviando a glória de Deus para aqueles que eram apenas Seus instrumentos e dando ouvidos aos incrédulos.
Ouvi certa vez um pregador dizer mais ou menos o seguinte: “Pessoas decepcionam pessoas, mas Deus nunca nos decepciona”. Mesmo que estejamos buscando conhecer melhor a vontade de Deus em nossa vida a fim de colocá-la em prática, ainda assim falhamos. É do próprio Paulo a famosa declaração: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Rm.7:19). E quanto mais avanço na jornada cristã mais percebo o quanto eu preciso desesperadamente da graça de Jesus e de Sua justiça. Enquanto isso, Deus me chama e chama a você também, para que procuremos nos fortalecer uns aos outros, e não torcer para que o outro caia. Tendo em mente que “através de muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus” (v.22).
Se Paulo e Barnabé “voltaram” (v.21) aos lugares onde haviam sido ameaçados de morte; se mesmo gravemente ferido pelo povo, Paulo “levantou-se e entrou na cidade” (v.20). Porque permitimos que um simples desentendimento ou a apatia de alguns nos afaste da casa de Deus? Eu sei que não é fácil lidar com a indiferença ou com a maledicência, mas quando depositamos a nossa vida nas mãos do Senhor todos os dias e nEle confiamos, Ele nos dota de força e fé que nada nem ninguém pode destruir. Escolha ser uma bênção na vida de seus semelhantes. Fuja de conflitos. No que “depender de vós, tende paz com todos os homens” (Rm.12:18). E poderás voltar a qualquer lugar de cabeça erguida, na certeza de que o Espírito Santo é Quem te guia. Vigiemos e oremos!
Bom dia, mensageiros do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Atos14 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ATOS 14 – Pela graça divina o evangelho se espalha. O evangelho tem poder de penetrar em muitos corações quando compartilhado pelo poder do Espírito Santo. Contudo, os missionários regidos por Deus enfrentam não apenas oposição mas incompreensão, rejeição e até perseguição.
O capítulo 14 de Atos é assim esboçado por F. F. Bruce, no capítulo “Icônio, Listra e Derbe” de seu livro:
1. Aventuras em Icônio (vs. 1-7);
2. Cura milagrosa em Listra (vs. 8-13);
3. Proclamação do Deus vivo (vs. 14-18);
4. Perseguidos em Listra, os missionários vão a Derbe e depois voltam sobre seus passos (vs. 19-23);
5. Retorno a Antiquia pelo rio Orontes (vs. 24-28).
Deus abriu as portas para os apóstolos anunciarem as boas novas de salvação aos gentios. A pregação ousada/destemida foi o método usado. Uma multidão de judeus e gregos creu; todavia houve alguns incrédulos entre os judeus que, motivados por sua descrença, incitaram e irritaram os ânimos dos gentios contra os evangelistas (vs. 1-2).
Reflita que em todos os tempos:
• Apesar dos obstáculos (adversidades), aqueles que fazem a vontade de Deus continuam perseverantemente falando ousadamente no Senhor, confirmando a palavra de Sua graça e realizando sinais e prodígios graciosos (v. 3).
• O verdadeiro evangelho suscita ódio aos que preferem à mentira. O coração desprovido de amor não mede esforços para atacar aos Servos do Senhor. Ao serem expulsos, os dedicados missionários insistem na pregação do evangelho por onde vão (vs. 4-7).
• A cosmovisão de pessoas moldadas por filosofias e tradições antibíblicas interpreta incorretamente a exposição do evangelho, deturpa conceitos divinos e age cegamente. Neste caso, pessoas assim precisam do esforço dos crentes a fim de corrigirem a visão distorcida; as palavras dos cristãos devem ter como propósito a conversão dos pagãos (vs. 8-18).
• O Grande Conflito é mais nítido quando o verdadeiro evangelho entra em contado direto com o reino das trevas. Paulo sentiu na pele o que realmente isso significa. Ele foi apedrejado, arrastado e diagnosticado morto após pregar o evangelho, mas Deus preservou sua vida (vs. 19-20).
• O instrutor bíblico deve fazer discípulos pregando antes, durante e depois da conversão das pessoas. Não se deve esquecer os recém-conversos, enquanto amadurecem é importante instruí-los na liderança eclesiástica (vs. 21-23).
• Relatar testemunhos missionários enriquece/aviva a igreja de Cristo (vs. 27-28).
Reavivemo-nos! Vamos evangelizar mais… – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO ATOS 13 – Primeiro leia a Bíblia
ATOS 13 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
ATOS 13 – COMENTÁRIO SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/atos/13
As duas histórias neste capítulo têm uma linha comum: vemos o Evangelho crescendo entre os gentios, enquanto a maioria da liderança judaica o rejeita.
Não sabemos o que finalmente aconteceu com Bar-Jesus. O ponto focal desta história é que Sérgio queria ouvir a Boa Nova, mas o feiticeiro judeu, por seus próprios motivos egoístas, não queria que Sérgio aceitasse a fé e tentou interferir.
Na segunda história, depois que Paulo e Barnabé ensinaram na sinagoga local, a notícia se espalhou e, na semana seguinte, quase toda a cidade apareceu na sinagoga para ouvi-los. Esse seria o sonho de qualquer evangelista. Poderíamos imaginar a congregação ficando energizada e alegre ao ver o Espírito Santo se mover por toda a cidade! Que reavivamento poderia ter acontecido!
Infelizmente, não foi isso que aconteceu. Os judeus ficaram com ciúmes. Eles se opuseram a Paulo e Barnabé, enquanto ao redor deles os gentios se convertiam com alegria.
Deus prometeu derramar o Espírito nos últimos dias, e muitos aguardam esse grande reavivamento. Cuidemos para não ficarmos tão imersos na tradição religiosa a ponto de não conseguirmos perceber e participar do reavivamento quando ele chegar!
Cathy Robertson Kabanuk
Professora e assistente social, Fall River Mills, Califórnia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1277
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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617 palavras
1 Profetas e mestres. Esta é a primeira menção a pessoas com dons específicos do Espírito atuando de forma administrativa na igreja. Não há indício específico de uma organização formal da igreja em Antioquia, embora, sem dúvida, isso existisse. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 285.
2 Separai-me. No texto grego, a partícula dê vem depois deste verbo, indicando o aspecto definitivo da ordem e a necessidade de executá-la imediatamente. Paulo e Barnabé deveriam ser separados para uma nova obra. CBASD, vol. 6, p. 288.
5 João. Isto é, João Marcos, primo de Barnabé (Cl 4:10). CBASD, vol. 6, p. 289.
7 Procônsul. As províncias do império romano, sob a organização de Augusto, eram divididas em duas classes. Aquelas que requeriam controle militar eram sujeitas ao imperador em sua função de comandante das legiões e governadas por procuradores. Já as mais pacíficas ficavam sob o domínio do Senado e eram governadas por procônsules. CBASD, vol. 6, p. 289.
8 Procurando afastar. Sérgio Paulo ainda não havia aceitado a doutrina de Cristo, embora seja provável que tanto Elimas quanto ele tivessem ouvido bastante os apóstolos desde a chegada deles a Salamina. O feiticeiro percebeu o interesse do procônsul e desejava desviar a atenção dele, para que não mandasse buscar Barnabé e Saulo. Mas o procônsul estava determinado em seu propósito e convocou os apóstolos. CBASD, vol. 6, p. 290.
11 Ficarás cego. Um juízo bem adequado pois Elimas estava lutando contra a luz da verdade. O castigo de Elimas se contrasta com a experiência anterior do apóstolo. Paulo ficara cego à luz externa, mas fora iluminado por uma luz celestial. CBASD, vol. 6, p. 291.
12 O procônsul. Ele viu o milagre e ouviu as palavras que o acompanharam. Ele creu que os apóstolos tinham mais poder e aceitou a mensagem de Cristo, muito superior ao que Elimas fazia. CBASD, vol. 6, p. 292.
13 João, porém, apartando-se. Isto é, João Marcos. Não há pista sobre por que ele se foi. Talvez temesse os perigos e dificuldades da viagem pelo interior. É provável que João Marcos seja o mesmo que escreveu o segundo evangelho. Mais tarde, ele se tornou um diligente obreiro na causa de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 292.
27 Não conhecendo. Paulo subentende que pregava a gentios e judeus da diáspora porque a oferta de salvação fora rejeitada por aqueles que deveriam tê-la aceitado e, caso o tivessem feito, se tornariam testemunhas aos que estavam geográfica e espiritualmente “longe” (Ef 2:17). CBASD, vol. 6, p. 295.
42 Ao saírem eles. “Enquanto eles estavam saindo, suplicaram”, subentendendo-se que tanto judeus quanto prosélitos pediram mais instruções. CBASD, vol. 6, p. 301.
45 Inveja. Do gr. zelos, “zelo” e, num sentido negativo, “inveja”. Parece que dois fatores provocaram este sentimento. Sem dúvida, os judeus de Antioquia estavam incomodados com o fato dos recém chegados Paulo e Barnabé despertarem tal interesse entre os gentios. Eles também perceberam que os gentios eram convidados a desfrutar os mesmos privilégios religiosos que eles, e isso os aborrecia. CBASD, vol. 6, p. 302.
46 Indignos. Há certa ironia nas palavras de Paulo. Os judeus se consideravam dignos das mais elevadas bênçãos de Deus, e os apóstolos estavam, levando a eles a maior bênção de todas: a vida eterna em Jesus. Mas, em seu exclusivismo, rejeitaram a mensagem e se revelaram “indignos”. Logo, pela própria recusa, os judeus atraíram juízo sobre si mesmos. CBASD, vol. 6, p. 302.
51 Sacudindo […] o pó. Em obediência à ordem do Senhor (Mt 10:14), isso mostra que esses missionários tinham conhecimento do que Jesus ensinara aos doze. Este gesto não foi feito contra os pagãos, mas contra os judeus incrédulos. Por rejeitarem o evangelho, até mesmo o pó da rua onde pisavam era imundo para os apóstolos. CBASD, vol. 6, p. 304.
52 Transbordavam de alegria. A forma verbal usada indica que se tratava de uma experiência contínua. Tal “alegria” é um resultado da conversão. CBASD, vol. 6, p. 304.