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I SAMUEL 17 – Subestimar um servo de Deus significa visão curta e limitada de Deus. Podemos descrer do potencial de alguém, porém, qualquer pessoa que acreditar no potencial de Deus surpreenderá os temerosos duvidosos.
Davi foi subestimado…
• …Por seus irmãos mais velhos (I Samuel 17:28-30).
• …Pelo rei Saul (I Samuel 17:31-33).
• …Pelo gigante guerreiro, Golias (I Samuel 17:41-44).
Existem pessoas habilidosas na arte de desvalorizar, desqualificar e desprezar pessoas. Suas abordagens são vistas nas seguintes situações:
• Manifestam-se como experts, sábios, inteligentes, amigos/irmãos para impedir aos planos ousados de alguém de visão. Eliabe, irmão mais velho de Davi, irritado perguntou ao seu irmão caçula: “Por que você veio até aqui?… Sei que você é presunçoso e que o seu coração é mau; você veio só para ver a batalha” –, sendo que sua presença devia-se à sua obediência ao pai, de levar comida a seus irmãos e 10 queijos ao comandante da unidade deles (I Samuel 17:17-19, 28).
• Manifestam-se como visionários, experientes, tentando humilhar ao que é diferente, desprezando suas características. Assim como o rei Saul desconsiderou Davi, muitos possuem uma carência infinita de revelar grandeza, nobreza e poder, para não apresentar seu problema com baixa autoestima, alma ferida. Tais pessoas encontram prazer e valor em si mesmas humilhando, desprezando e ferindo ao próximo (I Samuel 17:33).
• Manifestam-se como valentes, poderosos e vitoriosos, jactando-se diante de quem almeja humilhar, arruinar e destruir. Golias era grande, contudo não via a grande fé de Davi, muito menos o grande Deus que acompanha o jovenzinho ruivo que o enfrentava (I Samuel 17:41-47).
Quando ninguém valorizava ao jovenzinho Davi, Deus confiou a ele a vitória de Seu temeroso povo contra os perseverantes inimigos filisteus, causando uma impactante comoção (I Samuel 17:48-58).
Se quisermos obter sucesso e vitória como Davi, “uma de nossas maiores preocupações deveria ser preservar a reputação de Deus”; e, para que nossas intenções se tornem em ações, “devemos, primeiramente e acima de tudo, confiar em Deus para nos ajudar a conquistar nossos objetivos… Devemos manter um equilíbrio entre fé em Deus e a confiança em nós mesmos e em nossas habilidades… [e] devemos estar preparados para fazer o que Deus deseja realizar através de nós, em qualquer momento”, reflete Gene Getz.
Aprendamos com Davi. E reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: I SAMUEL 16 – Primeiro leia a Bíblia
I SAMUEL 16 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1sm/16
Leituras auxiliares recomendadas: A Unção de Davi e Davi e Golias
Samuel ficou com muita pena de Saul. Deus também se entristeceu por Saul ter sido uma vez ungido rei sobre o seu povo. Mas agora que Saul se fizera rebelde, não havia nada a fazer a não ser ungir outro rei – como Deus disse, “um vizinho seu, melhor do que você”.
Mas quem? Samuel não sabia. Então Deus o enviou a Belém para conhecer os filhos de Jessé. Eles desfilaram diante do profeta.
“Ohhh! – esse parece bom! Alto, bonito … ele seria um ótimo substituto para Saul!” Mas Deus sussurrou no coração de Samuel: “Não preste atenção ao exterior. Este não é o homem. Eu estou observando mais fundo do que você pode ver. O coração, o ser interior, é o que mais importa. Continue procurando!”
Mais seis filhos se apresentaram diante do homem de Deus. Com cada um deles, Deus disse a Samuel: “Não, não é este… ou este… ou o próximo. Vejo elementos faltando no caráter.”
Por fim, Samuel disse a Jessé: “Por acaso você tem mais filhos?” “Bem, sim … há o pequeno Davi, o mais novo, que está cuidando das ovelhas. Mas se esses rapazes robustos não te agradaram, eu não sei o que você veria em Davi para se agradar dele”.
“Mande chamá-lo!”
E Deus viu em Davi um homem segundo o seu próprio coração.
Virginia Davidson
Artista (projetista e construtora de vitrais)
Igreja Adventista do Sétimo Dia de Spokane Valley
Washington, EUA.
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1sa/16
Tradução: Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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680 palavras
2 Saul […] me matará. A estrada entre Ramá (onde Samuel estava, 15.34) e Belém passava por Gibeá de Saul. Saul já sabia que o Senhor escolhera alguém para substituí-lo como rei (15.28). Samuel teme que os ciúmes incitem Saul à violência. Incidentes posteriores (18.10,11; 19.10; 20.33) demonstram que os temores de Samuel eram bem fundamentados (Bíblia de Estudo NVI Vida).
5 Santificai-vos. Consistia em mudar de roupa, lavar os corpos e preparar as mentes para a meditação e oração (Êx 19.14-15). Bíblia Shedd.
14 O Espírito do Senhor se retirou de Saul. Ver Jz 16.20. Quando o Espírito se retirou de Saul e se apoderou de Davi (v.13), as respectivas carreiras contrastantes dos dois foram determinadas (Bíblia de Estudo NVI Vida).
Saul rejeitou o Espírito de Deus – cometeu o pecado imperdoável – e não havia nada mais que Deus pudesse fazer por ele. O Espírito do Senhor não se retirou de Saul de maneira arbitrária. Em vez disso, Saul se rebelou contra a orientação divina e, por vontade própria, se afastou da influência do Espírito. É preciso compreender isso em harmonia com o Salmo 139:7 e com o princípio fundamental do livre arbítrio. Se Deus, por meio do Espírito Santo, forçasse Sua presença na vida de Saul, a despeito dos desejos do monarca, estaria transformando-o numa mera máquina (CBASD-Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, Vol. 2, p. 569).
um espírito maligno, vindo da parte do Senhor. Enquanto o Espírito de Deus estava com Davi, Saul começava a experimentar sérias desordens mentais. Espíritos malignos estão sujeitos ao controle de Deus (1Rs 22:19-23) (Andrews Study Bible).
Às vezes, as Escrituras representam Deus fazendo algo que, na verdade, Ele não impediu. Ao dar a Satanás oportunidade de demonstrar seus princípios, na verdade, o Senhor estaria restringindo Seu próprio poder. É claro que há limites que o inimigo não pode ultrapassar (ver Jó 1:12) (CBASD, Vol. 2, p. 569).
o atormentava. As crescentes tendências de Saul à depressão, aos ciúmes e à violência eram ocasionadas, por certo, pelo conhecimento que tinha da sua rejeição como rei (13.13,14; 15.22-26; 18.9; 20.30-33; 22.16-18) e por sua consciência da crescente popularidade de Davi, mas um espírito maligno também estava em jogo nessas aberrações psicológicas (ver 18.10-12; 19.9,10) (Bíblia de Estudo NVI Vida).
Josefo descreve o mal da seguinte maneira: “E quanto a Saul, algumas desordens estranhas e demoníacas lhe sobrevieram, provocando-lhe a sensação de sufocamento, como se estivesse pronto a estrangulá-lo” (Antiguidades, vi8.2). Com certeza, uma grave melancolia se desenvolveu à medida que ele se preocupava com o anúncio do profeta de que a coroa fora dada a um homem “melhor” do que ele (1Sm 15:28). A possessão intermitente por um espírito maligno levou Saul a se sentir e agir como uma pessoa demente (CBASD, Vol. 2, p. 569).
16 tu te sentirás melhor. Reconhece-se geralmente o efeito calmante de certos tipos de música sobre o espírito perturbado (ver 2 Rs 3.15). Além desse efeito natural da música, no entanto, parece no presente caso que o Espírito do Senhor estava ativo na música de Davi para suprimir temporariamente o espírito maligno (cf v. 23) (Bíblia de Estudo NVI Vida).
A musicoterapia tinha um efeito calmante sobre Saul. Mais tarde na Bíblia, Davi é descrito como um doce cantor em Israel que compunha salmos (2Sm 23:1) (Andrews Study Bible).
harpa. Ou melhor, “lira”. Saul foi aconselhado a procurar alívio na musicoterapia. O som da lira de Davi e o canto de hinos consagrados proporcionavam a Saul libertação temporária do espírito mau que o atormentava […] Por rejeitar continuamente a orientação divina, ele se tornou como o homem da parábola que Jesus contou sobre a possessão demoníaca (Lc 11:24-26) na qual o “último estado” da alma acabou sendo muito “pior do que o primeiro” (CBASD, Vol. 2, p. 569).
21 Esteve perante ele. Esta declaração não se refere à postura de Davi na presença de Saul, mas que ele entrou no serviço do rei (ver Gn 41:46; Dn 1:19) (CBASD, Vol. 2, p. 570).
23 Saul sentia alívio. Literalmente, “”Saul respirava”. O termo ruach significa “respirar”, “soprar”. O uso do verbo sugere um exalar forte e pronunciado do fôlego, como o que costuma acompanhar o relaxamento após um período de tensão, seguido de respiração normal. Os ataques de possessão demoníaca eram, ao que parece, acompanhados de tensão física e nervosa (CBASD, Vol. 2, p. 570).
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“Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (v.7).
Diferentemente do procedimento de Saul, “Fez, pois, Samuel o que dissera o Senhor” (v.4). Ao chegar em Belém, o profeta foi prontamente recepcionado por um grupo de anciãos em pânico devido à sua visita surpresa. Samuel possuía tamanha autoridade espiritual que sua presença infundia temor aos impenitentes. Com a justificativa de estar ali “para sacrificar ao Senhor” (v.2), sua declaração de paz foi seguida por um momento de santificação dos anciãos, de Jessé e de seus filhos — um preparo necessário para o que estava por vir.
Na companhia de seus sete filhos, Jessé iniciou a apresentação daqueles belos homens, a começar pelo primogênito, que aparentemente mais se assemelhava ao porte e estatura de Saul. No momento em que o profeta pensou estar diante do futuro rei, sua concepção foi interrompida pelo princípio que norteia a eleição divina: “O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (v.7). Assim, o mais jovem e preterido entre os irmãos foi indicado pelo próprio Deus com as palavras decisivas: “este é ele” (v.12).
O livre-arbítrio é a chave de acesso ou de restrição à atuação divina. Pela desobediência às ordens de Deus, Saul tornou-se cada vez mais obstinado. Sua perda maior não foi a do trono de Israel, mas o fato de ter destronado o Senhor de seu próprio coração, permitindo que “um espírito maligno o atormentasse” (v.14). Foi requisitado, então, “um homem que saiba tocar harpa” (v.16). O seu alívio viria justamente daquele que ocuparia a sua função, e Saul “amou muito” a Davi “e o fez seu escudeiro” (v.21).
A genuína conversão não é obra de um momento apenas, mas deve ser confirmada pela santificação diária. O crescimento na graça de Cristo consiste em seguir os Seus passos, buscando uma vida de integridade e fidelidade diante do Senhor e dos homens. Enquanto a fama de Saul era a de um rei atormentado, Davi era reconhecido como alguém “que sabe tocar e é forte e valente, homem de guerra, sisudo em palavras e de boa aparência; e o Senhor é com ele” (v.18). Deus permitiu que um espírito maligno atormentasse Saul não para destruí-lo, mas para que ele se humilhasse e buscasse socorro e livramento no Senhor. O que, infelizmente, não aconteceu devido à dureza de seu coração.
Deus nos chama para sermos Seus fiéis representantes, mas, antes da obra exterior, deve haver uma mudança interior. Primeiro vem o reavivamento, depois a reforma. Quando esta ordem não é seguida, amados, não há crescimento espiritual e corremos o sério risco de apenas aparentar um cristianismo sem essência — ou, pior, de nos tornarmos marionetes do inimigo. Para além do que os olhos humanos podem enxergar, que a nossa vida seja um vaso escolhido para a glória de Deus, de modo que, pela fé, ouçamos as palavras de aprovação divina a nos dizer: “este é ele” (v.12), “esta é ela”.
Nosso Deus e Pai, não tem sido fácil nesses últimos dias mantermos os nossos olhos fixos em Ti e um coração que seja puro. Somente por Tua graça e pelo poder do Espírito Santo isso é possível. Socorre-nos, Pai! Concede-nos a mente de Cristo para que o inimigo das almas não encontre brechas em nossa vida. Queremos viver um cristianismo autêntico porque Cristo vive em nós. Santifica-nos, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, escolhidos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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I SAMUEL 16 – O exclusivismo não caracteriza o caráter do Deus da Bíblia. A religião bíblica não estreita a mente, pelo contrário, expande-a.
Note que Saul pertencia à tribo de Benjamim, de família nobre e rica (I Samuel 9:1-2); entretanto, a revelação apontava a realeza para a tribo de Judá (Gênesis 49:10). Saul fora escolhido por Deus conforme o perfil apreciado pela visão humana (I Samuel 10:23-24), mas Davi seria escolhido segundo o coração de Deus (I Samuel 13:13-14).
Jessé, pai de Davi, “foi descendente de Judá e neto de Boaz e Rute (Rt 4:18-22; Mt 1:2-5; Lc 3:32). Jessé teve oito filhos, dos quais Davi era o mais jovem (1Sm 17:12-14). A lista em 1 Crônicas 2:13-15 menciona apenas sete, mas o oitavo parece ter sido Eliú, que pode ter morrido sem deixar descendência (1Cr 27:18). Jessé também teve duas filhas, ou, talvez, enteadas (1Cr 2:16; cf. 2Sm 17:25). Jessé e sua família viviam em Belém quando Samuel, por ordem divina, foi ungir Davi como futuro rei de Israel (1Sm 16:1-13)”; assim, o Dicionário Bíblico Adventista amplia nossa compreensão da família do adolescente que fora ungido para ocupar o lugar do indisciplinado rei Saul (I Samuel 16:14-23).
Curiosamente, baseado na genealogia de Cristo, em Mateus 1:5, “é possível que a mãe de Boaz seja Raabe, a prostituta de Jericó (Js 2); isso pode significar que [o avô de Davi teve] tanto uma mãe como uma esposa gentia”, observa Boyd Luter.
Considerando estas peculiaridades, considera-se que o rei ancestral do Messias não era israelita puro. Ironicamente, Davi não sendo puramente israelita foi mais íntegro diante de Deus do que Saul, que era israelita puro.
Isso não é algo novo; pois, Calebe era líder representante da tribo de Judá, sendo seu pai quenezeu (Números 32:12), uma “tribo ou subtribo de Canaã… mencionados, pela primeira vez, entre os possuidores de Canaã no tempo de Abraão (Gn 15:19)… Acredita-se que os quenezeus também estivessem relacionados com os queneus”, (Dicionário Bíblico Adventista), os quais foram preservados por Saul (I Samuel 15:6).
Note que a visão de Deus é bem mais abrangente que a nossa percepção; por isso, precisamos de Sua revelação para reformular nossa cosmovisão da vida, da religião e da salvação.
Deus quer alcançar mais pessoas! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: I SAMUEL 15 – Primeiro leia a Bíblia
I SAMUEL 15 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1sm/15
Esta não é uma discussão sobre quem eram os amalequitas e do porquê Deus disse a Saul que os consagrasse à destruição. O que importa é que Saul realizou essa missão … e fez “do jeito dele”. Tantos animais lindos! Lindas ovelhas! E quem mataria um rei derrotado se pudesse trazê-lo de volta como um troféu? Então Saul prosseguiu em direção a Gilgal após a batalha, parando no Carmelo para montar um monumento para si mesmo.
Entra então em cena Samuel, que havia entregado a Saul a mensagem para destruir Amaleque. Saul cumprimentou-o ansiosamente: “Deus te abençoe! Eu fiz o que você me disse para fazer!”
Uau! Então, o que são todos esses sons de animais? – o balido das ovelhas, o mugido dos bois? Por que você não obedeceu ao Senhor?
“Oh, mas eu obedeci! Nós mantivemos de lado tudo de melhor e destruímos todo o resto. Queríamos ter um bom sacrifício para oferecer ao Senhor em Gilgal.”
Mas Deus realmente se importa com sacrifícios e ofertas, quando você não se importa com o que Ele diz? A rebelião – fazer sua própria vontade – coloca você em aliança com o diabo. Presunçosamente achar que você está certo, faz da sua própria opinião um ídolo, coloca você no trono.
Isto ainda é verdade hoje.
Virginia Davidson
Artista (projetista e construtora de vitrais)
Igreja Adventista do Sétimo Dia de Spokane Valley
Washington, EUA.
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1sa/15
Tradução: Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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452 palavras
1 A importância da obediência a Deus domina a história da rejeição por Deus de Saul como rei. Andrews Study Bible.
2 Sem dúvida, os amalequitas vinham atacado a parte sul de Judá, na região de Berseba, e esse pode ter sido um dos motivos para os anciãos da tribo terem pedido um rei (ver 1Sm 8:1-5). … Os amalequitas eram descendentes de Esaú (ver com. de Gn 36:12) e, portanto, parentes de sangue tanto dos queneus quanto dos israelitas. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 558.
6 queneus. Era um povo bom e pacífico, que descendia de Jetro, o sacerdote de Midiã. Bíblia Shedd.
exterminou o seu povo. Todos os amalequitas que encontraram. Alguns amalequitas sobreviveram (v. 27.8; 30.1, 18; 2Sm 8.12; 1Cr 4.43). Bíblia de Estudo NVI Vida.
8 Agague. No livro de Ester, o inimigo dos judeus é Hamã, o agagita (Et 3:1; 7:6). Andrews Study Bible. [Et 3:1: “…descendente de Agague”, NVI].
11 Arrependo-me. É um antropopatismo comum no AT. O verbo hebraico nacham, “arrepender-se”, expressa a atitude da mente de “deixar de fazer o que estava fazendo”. … (i.e., não pode mais acompanhar ao homem). Bíblia Shedd. [Tb no v. 35].
“O arrependimento do homem implica mudança de intuitos. O arrependimento de Deus implica mudança de circunstâncias e relações” (PP, 630). CBASD, vol. 2, p. 559.
22 obedecer é melhor que sacrificar. Fazer o correto é mais importante que o ritual. Andrews Study Bible.
Samuel não quer dizer que o sacrifício não é importante, mas que é aceitável somente quando é trazido numa atitude de obediência e devoção ao Senhor (v. Sl 15; Is 1.11-17; Os 6.6; Am 5.21-27; Mq 6.6-8). Bíblia de Estudo NVI Vida.
23 Ele o rejeitou como rei. O castigo aqui vai além do que foi declarado antes (… 13.14). Agora, o próprio Saul será rejeitado como rei. Embora isso não acontecesse imediatamente, como demonstra, os caps. 16-31, iniciou-se o processo que levou à sua morte [como o caso da morte de Adão ao comer do fruto], incluindo, no seu processo implacável, o afastamento do Espírito de Deus e do favor divino (16.14), o abandono do filho Jônatas e da filha Mical, que passaram para o lado de Davi, e a insubordinação dos próprios oficiais (22.17). Bíblia de Estudo NVI Vida.
33 Samuel despedaçou a Agague. De acordo com o código civil entregue a Israel (Êx 21:23, 24), Agague era culpado de morte, e Samuel o executou “perante o SENHOR”, assim como Elias matou posteriormente os profetas de Baal no Carmelo, acusados de blasfêmia (Lv 24:11, 16). Ao despedaçar Agague, Samuel frustrou o propósito de Saul de exibir o rei cativo como prova de sua liderança astuta. CBASD, vol. 2, p. 565.
como sua espada. O castigo corresponde ao pecado cometido. Andrews Study Bible.
35 Nunca mais viu Samuel a Saul. Uma tradução mais correta seria: “Nunca mais procurou Samuel a Saul”. Saul, porém, procurou a Samuel, passados 8 anos (ver 19.24). Bíblia Shedd.
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“[…] Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros” (v.22).
A ordem dada por Deus a Saul, por intermédio do profeta Samuel, foi a de destruir todos os amalequitas. Ao olharmos para o livro do profeta Jonas, vemos o esforço do Senhor para salvar uma cidade ímpia que, por muitos anos, perseguiu e oprimiu o Seu povo. Ainda assim, Deus os livrou da destruição porque enxergou além do que o profeta podia ver; Ele enxergou corações abertos ao arrependimento, como está escrito: “Mas, se o perverso se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os Meus estatutos, e fizer o que é reto e justo, certamente, viverá; não será morto” (Ez.18:21). Com certeza, todo o tempo em que os amalequitas não receberam o juízo de Deus foi um período de graça e misericórdia para que se arrependessem — o que, diferentemente do povo de Nínive, não aconteceu.
Saul, porém, preservou a vida do rei dos amalequitas como um troféu de sua conquista. Além disso, tomou do melhor das ovelhas, bois e cordeiros daquele povo, descumprindo as ordens diretas do Senhor. Samuel sofreu muito por Saul, a quem considerava como um filho, pois Deus o havia rejeitado como Seu ungido. Em uma atitude de desespero, Saul agarrou-se às vestes de Samuel e rasgou um pedaço do seu manto. Da mesma forma, seu reino seria rasgado e dado a outro que fizesse a vontade do Senhor. E a Bíblia diz que “o Senhor se arrependeu de haver constituído Saul rei sobre Israel” (v.35).
Saul insistia em agir segundo os caprichos de seu coração enganoso. Deixando de temer a Deus, declarou a causa de seu pecado: “porque temi o povo e dei ouvidos à sua voz” (v.24). Realizar obras como se fossem para o Senhor, mas ignorando o “assim diz o Senhor” (v.2), é repetir o erro de Saul: entristecer a Deus. As Escrituras afirmam que Deus “não é homem, para que se arrependa” (v.29). O “arrependimento” de Deus por ter constituído Saul como rei trata-se, portanto, de uma profunda tristeza por Saul não ter correspondido ao seu chamado. Assim como Samuel, Deus Se compadeceu dele, pois o rei havia se rebelado e deixado a obstinação dominá-lo.
O nosso coração é um terreno perigoso, amados, pois a respeito dele está escrito: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr.17:9). Saul fechou o coração para Deus e o escancarou para o inimigo. Sua obstinação tornou-se seu objeto de culto. Sua adoração parecia dirigida ao Senhor, quando na verdade não passava de um culto ao próprio “eu”. Reconhecimento e aplausos eram os deuses de Saul. Por mais que sua atitude pareça sincera no verso 24, ela é desmascarada no verso 30: “Pequei; honra-me, porém, agora, diante dos anciãos do meu povo e diante de Israel”. Em essência, ele dizia: “Tudo bem, Samuel, eu pequei, mas que isso fique entre nós; Tão somente me siga e faça de conta que aprova tudo o que eu faço, para que todos vejam que ainda estou no controle da situação”.
Se a desobediência não fosse algo tão sério, o pecado não teria entrado no mundo. Enquanto não entendermos que obedecer é uma questão de vida ou morte, continuaremos presos em nosso próprio mundo “desesperadamente corrupto”. A frase “Obedecer é melhor do que sacrificar” não se refere a um legalismo severo, mas a uma adoração genuína e eficaz. Meus irmãos, Deus não nos impõe a obediência; Ele nos mostra que ela é uma prova de amor. Cristo foi “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8), e tudo em Sua vida foi em obediência ao que sobre Ele estava escrito. Todas as profecias se cumpriram em Cristo porque Ele obedeceu, e Seu sacrifício tornou-se o maior ato de amor do Universo. Lembremos de Maria Madalena, que escolheu estar no melhor lugar do mundo, enquanto Marta corria de um lado para o outro para servir a todos com maestria (Lc.10:38-42). Contudo, antes de servir vem o ouvir; caso contrário, corremos o risco de cair no mesmo erro de Saul.
Assim como a obediência de Cristo O levou à maior prova de amor pela humanidade, a maior prova de amor da humanidade para com Deus é a obediência. Façamos como o salmista: “Guardo no coração as Tuas palavras, para não pecar contra Ti” (Sl.119:11). “Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na Sua lei medita de dia e de noite” (Sl.1:2). Esta é uma obra que só o Espírito Santo pode realizar em nós. Permita que Ele atue em seu coração e a obediência será o fruto natural de sua caminhada com Cristo.
Pai de misericórdias, sabemos que somos salvos por Tua graça mediante a fé e que isso não tem a nossa participação, mas é um dom de Deus. Há, porém, uma obra de santificação que precisa acontecer em nós e é justamente essa obra que nos torna pessoas diferentes, novas criaturas. Nós queremos Te obedecer porque nós Te amamos, Senhor. Batiza-nos com Teu Espírito para que Ele realize essa obra em nosso coração! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos obedientes do Pai celestial!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100