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10:1 – 11:18 A história de Cornélio é muito importante. … Ela não significa que as leis dietéticas [de dieta alimentar] tenham sido abolidas. … Pedro acredita que as leis de restrição alimentar do AT vieram de Deus; no entanto, a voz divina lhe diz: “Levanta-te e come” e “O que Deus purificou não consideres comum” (10:13-15). Esta tensão revela o verdadeiro significado: “Deus me demostrou que a nenhum homem considerasse comum ou imundo” (10:28). O que muda não é a dieta alimentar de Pedro, mas as pessoas com quem eles está disposto a se associar. Ele agora entende que “Deus não faz acepção de pessoas” e que Jesus Cristo é “Senhor de todos” (10:34-36). E este é precisamente o ponto a respeito do qual ele é mais tarde questionado: “Entraste na casa de incircuncisos e comeste com eles!” (11:3). Eles não questionaram o que ele comeu, mas com quem ele comeu. Pedro novamente resume o que ele aprendeu no eirado: “Então, o Espírito me disse que eu fosse com eles [os servos de Cornélio], sem hesitar” (11:12; ver notas em Mt 15:11; Mc 7:15-23; e 1Tm 4:1-5). O que esta história significa? Cornélio representa um ponto de virada crítico na missão dos cristãos. Enquanto Filipe tinha já pregado na Samaria (At 8:4-11) e batizado o oficial etíope (8:26-40), estas pessoas ainda estavam na órbita do judaísmo. Cornélio era claramente um gentio e ele foi ganho à fé pelo próprio Pedro. então, Cornélio representava a quebra definitiva, o caso teste ou precedente. O evangelho não seria restrito aos limites do judaísmo. E seria estendido aos gentios. Andrews Study Bible.
1 Cesareia. Localizada 48 km ao norte de Jope, recebeu esse nome em homenagem a Augusto César. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Cornélio. A conversão de Cornélio marca uma nova etapa de expansão no crescimento da igreja. Ele era centurião romano, mas não completamente pagão. Era “piedoso”, “temente a Deus” e dava esmolas. Mesmo assim, aos olhos dos judeus, era um gentio, por não ser circuncidado. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 247.
Centurião. Oficial no exército romano que comandava 100 homens (cf Mt 8.11; Lc 7.2-10). Bíblia Shedd.
Os centuriões eram cuidadosamente selecionados; todos os mencionados no AT parecem ter qualidades nobres (e.g., Lc 7.5). Os centuriões davam a estabilidade necessária a todo o sistema romano. Bíblia de Estudo NVI Vida.
2 Com toda a sua casa. Cornélio não se contentou em encontrar uma verdade mais elevada para si, mas procurou reparti-la com seus familiares, servos e outros que estavam sob sua influência. O soldado enviado para encontrar Pedro é qualificado como “piedoso”. CBASD, vol. 6, p. 248.
Muitas esmolas. Cornélio era generoso assim como o outro centurião, de quem os judeus disseram: “é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga” (Lc 7:5). CBASD, vol. 6, p. 248.
Orava. A combinação de esmolas e oração era comum tanto no judaísmo quanto no inicio do cristianismo. Sem dúvida, a visão pode ser considerada uma resposta às orações de Cornélio, logo, é natural pensar que ele estava buscando orientação e conhecimento mais detalhado dos caminhos de Deus. CBASD, vol. 6, p. 248.
3 Hora nona. Esta era a hora da oração vespertina no templo. Parece que Cornélio havia adotado os horários judaicos de oração e estava orando quando recebeu a visão. CBASD, vol. 6, p. 248.
anjo de Deus. Os Manuscritos do Mar Morto indicam que uma crença comum entre judeus fiéis era que anjos não se associavam com gentios; portanto, o fato de um anjo vir a Cornélio era significante. Andrews Study Bible.
4 Subiram. A oração pode ser vista como o incenso que sobe ao trono de Deus ou como a fumaça dos holocaustos, que, em hebraico, era chamada de ‘olah, “aquilo que ascende”. Esta era uma expressão especialmente adequada para se referir à oração feita no momento do sacrifício da tarde. CBASD, vol. 6, p. 248.
7 Um soldado piedoso. A palavra “piedoso” significa que este homem, assim como seu superior, o centurião, era um adorador do Deus verdadeiro, mas não um prosélito circuncidado. CBASD, vol. 6, p. 249.
9 ao eirado … a fim de orar. É provável que Pedro orasse três vezes por dia (cf. 3.1; Dn 6.10); esta era a oração do meio-dia. As casas típicas tinham um teto plano, alcançado por uma escadaria externa. Bíblia de Genebra.
10 Um êxtase. Lucas usa esta palavra de novo para se referir à visão de Paulo no templo (At 22:17). Representa um estado no qual a ação costumeira dos sentidos é suspensa, a fim de que a visão seja contemplada apenas mentalmente, como em um sonho. CBASD, vol. 6, p. 250.
A consciência de Pedro foi retirada das coisas externas, em preparação para a visão. Bíblia de Genebra.
13 Mata e come. Pedro estava com fome e o impulso natural foi confirmado por uma voz do céu. Ele resistiu por uma questão de consciência. Pedro ainda não havia aprendido que a distinção entre judeus e gentios não se mantinha, em Cristo (Gl 3:28,29). Mesmo depois da visão, ele não conseguiu entender essa ideia com clareza. Isso ficou evidente mais tarde em sua dissimulação em Antioquia, quando Paulo o repreendeu abertamente (Gl 2:9-21). CBASD, vol. 6, p. 250.
14 De modo nenhum, Senhor! A enfática resistência de Pedro mesmo a uma voz do céu está em harmonia com seu caráter. Sua exclamação lembra a de Ezequiel, quando contemplou Israel comendo alimento imundo (Ez 4:14). A abstenção de carnes impuras era uma das marcas distintivas de um judeu, que devia ser cumprida com todo rigor. No entanto, a distinção entre animais limpos e imundos, que se tornou definitiva em Levítico 11, precede a nação judaica. A distinção foi feita por Deus e respeitada por Noé ao supervisionar a entrada de animais na arca (Gn 8:20). A alimentação original dos seres humanos consistia de frutas, cereais e nozes (Gn 1:29). Antes da introdução de alimentos cárneos à dieta, a diferença entre animais puros e imundos já ficara evidente. Portanto, não há base para a posição de que a restrição aos alimentos impuros foi removida quando o ritual das cerimônias judaicas se encerrou na cruz. Na visão de Pedro, essas restrições alimentares eram referências simbólicas da distinção feita pelos judeus entre eles e os gentios. O assunto em pauta era a anulação de tais diferenças étnicas. CBASD, vol. 6, p. 251.
Comum. O uso da palavra “comum” no sentido de “impuro”, segundo o ritual mosaico, se refletia na atitude dos judeus em relação aos gentios. Todos os não judeu eram considerados gente comum, excluída da aliança com Deus. CBASD, vol. 6, p. 251.
16 três vezes. A repetição reforça a lição. É interessante que o número de repetições da visão se encaixa com o número de mensageiros que vieram da parte de Cornélio. Andrews Study Bible.
15 Ao que Deus purificou. Na visão animais puros e imundos estavam na mesma posição e eram trazidos do céu no mesmo lençol. Portanto, representavam uma mistura de coisas, nenhuma das quais deveria ser chamada de comum ou imunda. Ao interpretar esta visão, é preciso reconhecer que embora tenha ocorrido no contexto de fome física, ela não trata de comida, mas de pessoas. Pedro devia ver os gentios como “purificados” na era da graça. CBASD, vol. 6, p. 251.
17 Perplexo. Isto é, “sem saber o que pensar”. Desperto do êxtase, Pedro não sabia como entender o que vira e ouvira. Os representantes de Cornélio, chamando por ele no momento, deram a resposta. CBASD, vol. 6, p. 251.
19 Meditava Pedro. Ele refletia sobre as dificuldades que encontrara e perguntava a Deus o que Ele queria ensinar com a visão, enquanto meditava nessas coisas, a explicação chegou. CBASD, vol. 6, p. 252.
Disse-lhe o Espírito. Pedro não estava mais em êxtase. O Espírito divino então falou ao apóstolo. A instrução do Espírito subentendia que Pedro deveria relacionar a chegada dos mensageiros à visão que tivera. CBASD, vol. 6, p. 252.
19-20 O Espírito confirma o significado evidente da visão. Deus abolira em Cristo a distinção entre judeu e gentio (Gl 3.28). Bíblia Shedd.
20 Duvidando. Assim como antes, Pedro ainda não sabia o que o Senhor estava fazendo. Tanto ele quanto os mensageiros de Cornélio estavam agindo em obediência às instruções do Espírito Santo, a visão não dera a Pedro nenhuma pista de que ele faria uma viagem. Então ficou sabendo disso e entendeu que “nada duvidando” significava, ao fim da jornada, não fazer distinção entre os judeus e as outras pessoas. Dessa maneira, a visão foi se tornando inteligível pouco a pouco até que sua perplexidade terminou. CBASD, vol. 6, p. 252.
23 Convidando-os. O convite para os gentios entrarem na casa foi o primeiro passo de Pedro em abandonar as reservas dos judeus em relação aos não judeus. CBASD, vol. 6, p. 253.
24 Cornélio estava esperando. Sua atitude preparada demonstra o quanto ele tinha certeza de que sua visão fora real e de que Deus estava prestes a responder suas orações. CBASD, vol. 6, p. 253.
Parentes e amigos íntimos. Com certeza, este grupo incluía os soldados sob o comando de Cornélio que sentiam simpatia por seus sentimentos religiosos, bem como amigos da comunidade. Ele tentou reunir o maior número de pessoas para terem também a nova luz que estava prestes a receber. CBASD, vol. 6, p. 253.
26. Pedro o levantou. A reação de Pedro demonstra que só Deus deve ser adorado. Um ser humano nunca deveria exigir ou receber esse tipo de homenagem. CBASD, vol. 6, p. 253.
É possível que Cornélio apenas pretendesse homenagear Pedro como alguém superior – sendo mensageiro de Deus. Pedro, no entanto, não quis deixar margem a nenhum equívoco – não devia ser adorado como se fosse mais que um ser criado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
27 Entrou. Contrário à lei e à prática judaicas. Pedro entrou na casa de um gentio obedecendo à revelação da visão no eirado. Bíblia Shedd.
28 É proibido. O apóstolo declarou como fato conhecido que um judeu não podia se associar a um gentio. CBASD, vol. 6, p. 253.
A nenhum homem considerasse comum. O apóstolo demonstrou o que havia aprendido com a visão. Toda humanidade fora redimida por meio da encarnação, do sacrifício e da ascensão de Cristo. Nem mesmo o mais humilde pagão era considerado comum ou imundo. Deus estava disposto a aceitar todos os seres humanos e foi isso que Ele fez mediante Jesus. Somente o pecado faz separação entre as pessoas e Deus (Is 59:2). CBASD, vol. 6, p. 254.
33 Fizeste bem. A expressão não é de mera aprovação, mas de gratidão verdadeira. CBASD, vol. 6, p. 255.
Estamos todos aqui. As palavras sugerem que os amigos reunidos na casa de Cornélio sentiam a mesma avidez por conhecer a verdade e estavam prontos para obedecer ao que lhes fosse revelado como a vontade de Deus. CBASD, vol. 6, p. 255.
34 Acepção de pessoas. Deus não é como rei que dispensa favores a seus favoritos. A frase no grego é uma tradução do hebraico que se refere a um juiz parcial e interesseiro. Bíblia Shedd.
Pedro vira no Mestre uma ausência de “acepção de pessoas”, pois Cristo não fazia distinção de posição social, conhecimento ou riqueza. Até Seus inimigos reconheceram isso (Mt 22:16). CBASD, vol. 6, p. 255.
35 Aceitável. Deus não tem mais um povo escolhido. Ele convida todas as pessoas a se arrependerem e aceita quem o faz com sinceridade. CBASD, vol. 6, p. 256.
Pedro não proclama salvação pelas obras, mas sim, a aceitabilidade dos homens de qualquer nacionalidade. Nem herança nem rito religioso (e.g., circuncisão) facilitam a aproximação de Deus que se revela aos que O procuram (17.27). Bíblia Shedd.
36 A palavra. Isto é, a mensagem de boas-novas que trouxe paz à Terra por meio de um Salvador, que é Cristo, o Senhor. CBASD, vol. 6, p. 256.
evangelho da paz, por meio de Jesus Cristo … o Senhor de todos. Cristo não é apenas o messias nacional de Israel, mas o Rei do mundo. Paz entre Deus e os homens (Is 52.17) e entre judeus e gentios (Ef 2.17). Bíblia Shedd.
37 depois do batismo que João pregou. De modo semelhante ao esboço de Marcos [em seu evangelho], o sermão de Pedro começa com o batismo feito por João Batista e continua até a ressurreição de Jesus. Esse fato é relevante, uma vez que os pais da igreja primitiva consideravam Marcos o “intérprete de Pedro”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
44 Caiu o Espírito Santo. A descida do Espírito Santo sobre o gentio Cornélio e sua família antes do batismo cumpriu diretamente, para os companheiros de Pedro, a promessa de Cristo de que o Espírito Santo “vos guiará a toda a verdade” (Jo 16:13). A despeito da visão que o apóstolo recebera, ele ainda estava despreparado para aceitar os gentios na igreja até o momento em que o Espírito Santo demonstrou que esses eram aceitáveis para Deus. CBASD, vol. 6, p. 258.
45 os fiéis que eram da circuncisão … admiraram-se. Era difícil para os judeus rigorosos, que não tinham a visão de Pedro, entender que Deus não mostrava favoritismo em sua oferta. Bíblia de Genebra.
48 Ordenou que fossem batizados. A construção da frase sugere que não foi Pedro quem batizou os conversos. Jesus (Jo 4:1, 2) e Paulo (ICo 1:14-16) evitavam batizar e parece que Pedro adotou uma conduta semelhante nesta situação. Paulo declarou que se abstinha de batizar para não criar divisões e atrapalhar a unidade cristã por meio da cisão entre partidos com o nome de quem batizou cada grupo. Este pode ter sido o motivo aqui (1Co 1:12). CBASD, vol. 6, p. 260.
Pedro mesmo não batizou para não suscitar grupinhos em torno dele (cf 1Co 1.15ss). Bíblia Shedd.
Permanecesse. É provável que Pedro tenha consentido em ficar, demonstrando que estava preparado para agir segundo a visão recebida. Ele deve ter se misturado aos novos conversos, comendo e bebendo com eles. CBASD, vol. 6, p. 260.
Compilação: Tatiana W / Jeferson Q
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“Esta é a palavra que Deus enviou aos filhos de Israel, anunciando-lhes o evangelho da paz, por meio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de todos” (v.36).
Passada a experiência da segunda multiplicação dos pães e dos peixes, Jesus orientou Seus discípulos da seguinte forma: “Vede e acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus” (Mt.16:6). A acepção de pessoas por parte destes líderes religiosos gerava no povo um pensamento exclusivista levedando Israel com o fermento da arrogância e do orgulho. O ministério terrestre de Cristo, além de ter sido para Seus discípulos uma escola de evangelismo público, precisava também ensiná-los que Jesus “é o Senhor de todos” (v.36). Portanto, todos eram chamados a nEle crer e dEle receber uma nova vida. Mesmo diante disso, a cultura da discriminação ainda era muito forte, inclusive entre os próprios discípulos.
A experiência de Filipe com o eunuco etíope e agora a de Pedro com Cornélio e sua casa revelam que “o evangelho da paz” (v.36) é uma mensagem global, sem distinções de nacionalidade, cor, classe social ou dificuldades pessoais. Foi porque “Deus amou ao mundo de tal maneira”, que Ele enviou o Seu Filho unigênito (Jo.3:16). Crer em Jesus depende de uma escolha humana, mas o amor dEle por nós não depende de nossa escolha. O Senhor nos ama porque Ele é o nosso Criador e o nosso Salvador. Os apóstolos e a igreja primitiva como um todo precisavam compreender este princípio que abrange o mundo inteiro: o amor incondicional de Deus pela raça caída.
Sobre Cornélio, a Bíblia diz que era um centurião “piedoso e temente a Deus com toda a sua casa e que fazia muitas esmolas ao povo e, de contínuo, orava a Deus” (v.2). Era um homem que vivia o evangelho na prática antes mesmo de conhecer toda a verdade. Porém, na cultura farisaica dos judeus, aquele homem era “comum ou imundo” (v.28). Era literalmente “proibido a um judeu ajuntar-se a alguém de outra raça” (v.28). Se a igreja cristã já sofria perseguição antes, com o evangelho sendo propagado entre os gentios, certamente sua afronta aos costumes judaicos não ficaria sem a devida resposta. Pedro perceberia que estava entrando em campo perigoso, contudo, incontestavelmente sagrado.
O fato de Pedro ter ficado na casa de um curtidor já era uma preparação para o que estava por vir. O curtidor trabalhava com peles de animais e, para os judeus, seu ofício era considerado impuro. A descida do lençol místico colocou Pedro em situação que considerou muito embaraçosa. “Mata e come” (v.13) foi uma ordem duplamente difícil, já que tanto ter contato com animais imundos como comê-los era cerimonialmente inaceitável e até abominável. Mas a repetição da visão por três vezes era sinal de que a mensagem dada era extremamente importante, e até urgente. Pois, enquanto tentava entender o significado do que viu, os mensageiros de Cornélio já estavam na porta à sua procura.
A atitude de Cornélio ao encontrar-se com Pedro se assemelha com a atitude de muitos que ainda não possuem todo o conhecimento da verdade. Mas mesmo assim, com seus costumes errados e práticas que precisam ser abandonadas, Deus reconhece seus corações sedentos de Sua Palavra e sincero desejo de amá-Lo e servi-Lo. Pedro deve ter ficado muito constrangido com aquela recepção e até duvidado de que tinha uma missão naquele lugar. Mas seus pensamentos logo começaram a mudar quando percebeu o interesse e profunda reverência daquelas pessoas para com sua pregação. E ao testemunhar a descida do Espírito Santo em estrangeiros que nem o batismo ainda haviam recebido, compreendeu o real significado de sua visão e das palavras: “Ao que Deus purificou não consideres comum” (v.15).
Batizados, aqueles gentios foram aceitos na comunidade cristã com o aval inquestionável do Espírito Santo. Hoje, as palavras inspiradas ecoam pelos quatro cantos da Terra: “em qualquer nação, aquele que [teme a Deus] e faz o que é justo Lhe é aceitável” (v.35). Não importa o que já fizemos. Não importa em que somos tentados. Não importam as nossas limitações. Deus quer nos salvar. Arrependimento e confissão é uma obra necessária e urgente. Há três mensagens de amor e de juízo que precisam ser proclamadas (Ap.14:6-12). Como as “quatro pontas” (v.11) daquele grande lençol, Deus segura os quatro ventos da Terra até que Seus filhos sejam todos selados (Ap.7:1-3). E esta obra está prestes a ser concluída.
Como Pedro, somos chamados a pregar o evangelho ao mundo guiados pelo Espírito Santo. Como Cornélio, necessitamos do Espírito Santo a fim de obtermos o pleno conhecimento da verdade. Amados, não é hora de questionar a sinceridade uns dos outros. É hora de subir “ao eirado […] a fim de orar” (v.9) uns pelos outros. É hora de orar de contínuo a Deus (v.2). A visão de Cornélio e a visão de Pedro foram antecedidas pela oração. Este capítulo não tem nada a ver com comer ou não comer carnes imundas, meus irmãos! Precisamos pedir ao Espírito Santo que converta os nossos corações como foi com Cornélio e sua casa, e desperte a nossa mente como foi com Pedro, para que possamos enxergar a beleza do conhecimento bíblico de forma límpida e inquestionável.
Logo, veremos “o céu aberto e descendo” (v.11) não mais um lençol místico cheio de animais, mas Jesus vindo entre nuvens, com todos os Seus anjos. Que nestes últimos instantes de oportunidade, ao ouvirmos a Palavra de Deus, o Espírito Santo caia sobre nós e, naquele grande Dia, sejamos encontrados cheios do Espírito “e engrandecendo a Deus” (v.46). Vigiemos e oremos!
Bom dia, batizados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Atos10 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ATOS 10 – É possível dividir o livro de Atos da seguinte forma:
• O nascimento da igreja cristã: Os acontecimentos quando a igreja era bebê no berço de Jerusalém (Atos 1-7);
• O desenvolvimento da igreja cristã: O bebê cresceu e tornou-se adolescente na Judeia e Samaria (Atos 8-12);
• A maturidade da igreja cristã: A adolescente igreja alcança vida adulta quando prega o evangelho em todo o mundo pagão (Atos 13-28).
A igreja precisa crescer em todos os aspectos, sempre ligada a Cristo (Efésios 5:15). A igreja precisa revelar sinais de sua maturidade ao mundo através de seu comportamento (Colossenses 1:10; I Tessalonicenses 3:12; Hebreus 6:1). Deus não quer crentes imaturos (I Pedro 2:2; 2 Pedro 3:18); por isso, Ele Se satisfaz quando a fé e o amor dos crentes aumentam e amadurecem para com o próximo (II Tessalonicenses 1:3).
Nota-se que em Atos 10, a igreja sob a liderança de Pedro, precisava amadurecer – havia traços de imaturidade na igreja, inclusive em Pedro.
Observe que:
1. Deus trabalha no mundo, nas pessoas que precisam ser alcançadas no paganismo, como Cornélio (vs. 1-8).
2. Deus trabalha com a igreja, para que esta não atrapalhe com sua imaturidade o trabalho de Deus no mundo. Deus preparou o preconceituoso Pedro para atender e receber na igreja a Cornélio e Sua família (vs. 9-23). Algumas reflexões:
• O que seria de Cornélio se Deus não educasse à Igreja através de Pedro?
• Como a Igreja cresceria no mundo se o mundo pagão era barreira para os cristãos?
• Deus usa diversos recursos para preparar Sua igreja: Assim como Deus orientou Ananias para receber Saulo e orientou Pedro através de uma visão para receber a família de Cornélio, Ele quer orientar-nos hoje.
• Os crentes devem estar dispostos a saírem da imaturidade/infantilidade a fim de alcançarem maturidade, ainda que gere dor e sofrimento.
3. Deus ajuda a Sua igreja a crescer fazendo Seus líderes crescerem. O discurso de Pedro ampliou a visão da igreja em relação à missão de evangelizar o mundo (vs. 24-48).
A pregação da Palavra de Deus tem ficado em segundo plano em muitas igrejas; por isso, não vemos atualmente tanta transformação de vida, nem muitos pagãos se tornarem cristãos.
Não nos conformemos com a infantilidade. Busquemos a maturidade!
“Senhor, reaviva-nos” – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO ATOS 9 – Primeiro leia a Bíblia
ATOS 9 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
ATOS 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal do Youtube
(pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/atos/9
Paulo converteu-se de um perseguidor abusivo a um renomado professor e pregador de Cristo.
A mudança de Saulo começou quando ele expandiu sua perseguição aos crentes para Damasco. No entanto, Jesus tinha outros planos. Ele se apresentou a Saulo como o Filho glorificado de Deus. De repente, brilhou ao redor de Saulo uma luz celestial. Ele saiu de seu primeiro encontro com Jesus cego e confuso. O que ele deveria fazer depois de passar anos caçando e punindo cristãos? Saulo orou com fervor e jejuou por três dias. Deus respondeu à sua oração e após o jejum, Saulo recebeu a visão imediatamente, levantou-se e foi batizado (Atos 9:18). Deus queria que Saulo fosse usado como um vaso para Ele, para levar Seu nome perante os filhos de Israel, gentios e reis (Atos 9:15). Inicialmente, ninguém acreditava que a conversão de Saulo era genuína. A maioria enxergou isso como um truque a fim de atrair os crentes, apenas para serem presos ou mortos.
Desamparo é algo poderoso quando a pessoa reconhece sua necessidade e busca a Deus em oração. Saulo estava desamparado e sozinho, sem direção ou propósito. Deus ouviu suas orações. Da mesma forma, quando estamos desamparados e não encontramos esperança na vida, Deus atua por meio de seu povo e da orientação do Espírito Santo como fez com Saulo por meio de Ananias. Deus usou Ananias para ajudar a Saulo e assisti-lo em sua jornada cristã.
Michael Mondol
Coordenador do projeto Serviços de Bolsas Escolares para Crianças de Bangladesh
União Missão Adventista de Bangladesh
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1273
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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1-31 Esta é a primeira das três narrativas da história de conversão e chamado de Saulo [Saul] de Tarso em Atos (ver também 22:1-21; 26:1-23). … Depois da narrativa da história de Jesus esta é, provavelmente, a mais importante narrativa em todo o NT. Através da intervenção de Deus, o grande perseguidor de cristãos se torna o grande campeão de Cristo. Andrews Study Bible.
A conversão de Paulo, narrada três vezes … é o mais importante acontecimento da história, desde o Pentecostes, até o dia de hoje. Bíblia Shedd.
1 Respirando. Do gr. emftieõ, “inspirar” ou “respirar sobre”. A prisão e a morte dos cristãos eram, em sentido figurado, o próprio ar que Saulo respirava. Os povos semitas costumavam associar a emoção da raiva à respiração. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 224.
Contra os discípulos. Os nomes das vítimas desta perseguição contínua não são mencionados, mas a confissão posterior de Paulo, “contra estes dava o meu voto, quando os matavam” (At 26:11), revela que Estêvão não foi o único a ser morto na época. CBASD, vol. 6, p. 224.
2 pediu [ao sumo sacerdote] cartas. Cartas de autorização do Sinédrio eram válidas entre os judeus por toda a extensão do império romano. Bíblia Shedd.
Damasco. É uma das cidades mais antigas do mundo. A tradição defende que nela ocorreu o assassinato de Abel. CBASD, vol. 6, p. 224.
Do Caminho. Isto é, “qualquer um que pertença ao caminho”. A palavra “Caminho” foi um dos primeiros sinônimos de cristianismo. CBASD, vol. 6, p. 226.
Termo originalmente de uso popular mas agora tornado técnico, usado para denominar o movimento cristão. Bíblia Shedd.
3-9 Próximo ao fim da viagem, Paulo é confrontado por Aquele cujos seguidores ele está perseguindo. A caminho de fazer prisioneiros cujos nomes ele não conhece, ele se torna o prisioneiro dAquele que sabe o seu nome e o chama por ele. Jesus Se identifica com Seus seguidores ao perguntar: Saulo, Saulo, por que me persegues? (v.4), mostrando que tinha conhecimento de suas prisões. Andrews Study Bible.
3 Brilhou. Em Atos 22:6 é dito que isto ocorreu ao meio-dia. Por mais brilhante que seja a claridade do sol oriental ao meio-dia, Paulo afirmou que a luz vinda do céu era “mais resplandecente que o sol”. Em meio a esse fulgor, ele viu o Cristo glorificado com tanta clareza que mais tarde se incluiu entre os que tiveram o privilégio de contemplar o Senhor após Sua ressurreição. CBASD, vol. 6, p. 227.
4 Saulo, Saulo. A repetição significa um trato íntimo e pessoal (cf Gn 22.11; 46.2; Êx 3.4; 1Sm 3.10; Lc 10.41; 22.31). Bíblia de Genebra.
Por que Me persegues? Perseguir os discípulos de Jesus era perseguir Jesus (Mt 5.10-12; Jo 15.19-20). Bíblia de Genebra.
Cristo fez ao perseguidor uma pergunta penetrante, desafiando os motivos de sua conduta e mostrando que Saulo não conhecia Aquele a quem perseguia implacavelmente. CBASD, vol. 6, p. 228.
5 A quem tu persegues. O pronome “tu” é enfático no texto grego, assim como o pronome anterior, “Eu”. Isso coloca Cristo, em Seu amor, poder e em Sua glória, em contraste com Saulo, perseguidor, mas então prostrado e temeroso. CBASD, vol. 6, p. 228.
7 ouviam a voz. os que estavam com Paulo ouviam o som, mas não entendiam o que a voz dizia (22.9; cf Dn 10.7). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Não vendo, contudo, ninguém. Eles viram a luz celestial, mas não reconheceram a forma divina que Paulo viu envolta no resplendor. CBASD, vol. 6, p. 229.
11 rua chamada Direita. Esta é ainda uma rua principal de Damasco. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Forma um nítido contraste com as numerosas ruas tortas da cidade. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Tarso. Cidade natal de Paulo, onde conseguiu sua cultura grega. Era centro universitário, capital da Silícia [hoje sul da Turquia]. Bíblia Shedd.
está orando. Acontecimentos importantes em Lucas e Atos são acompanhados de oração. Bíblia Shedd.
13 De muitos tenho ouvido. Ananias recua diante da ordem implícita. Seu espírito obediente, mas humano, rejeita o pensamento de ministrar a alguém com uma reputação tão temível quanto Saulo. CBASD, vol. 6, p. 231.
Teus santos. Os crentes ligados ao justo (7.52), separados para Deus, e batizados pelo Espírito Santo, são santos (1 Pe 2.9). Bíblia Shedd.
15 Levar o Meu nome. Isto explica o propósito divino para a eleição de Paulo. Ele levaria o nome de Cristo, ou seja, demonstraria Seu caráter (At 3:16). CBASD, vol. 6, p. 232.
16 Eu lhe mostrarei. Isto sugere instruções especiais de Cristo a Paulo, talvez por meio de visões. A expectativa de sofrimento tende a deter algumas pessoas de dar início a um projeto. Para Saulo de Tarso, porém, tal possibilidade seria um desafio. Mesmo que não expiasse o passado, ela o capacitaria a produzir frutos dignos de seu arrependimento. Esta predição de sofrimento se cumpriu em diversas situações. CBASD, vol. 6, p. 232.
17-19 Nesta cena sagrada, vemos o Senhor ressuscitado reunindo Saulo e Ananias. Ananias inicia a história convencido de que Saulo é mau e termina impondo suas mãos de cura sobre a cabeça de Saulo. Saulo inicia a história como inimigo jurado do Caminho e acaba como seguidor deste Caminho.Estes são estudos de caso da graça transformadora de Deus, que ainda está ativa hoje! Andrews Study Bible.
17 Ananias foi. Ele aceitou as declarações divinas e prestou obediência imediata. CBASD, vol. 6, p. 232.
o próprio Jesus que te apareceu. Saulo não tinha tido um sonho ou uma visão, mas tinha visto o Senhor (cf Is 6.1, 5). Bíblia de Genebra.
fiques cheio do Espírito Santo. Cf 2.38. Nada é dito a respeito de quaisquer dons sobrenaturais, mas a ênfase recai sobre a poderosa pregação a respeito de Jesus como o Filho de Deus (v. 20). Bíblia de Genebra.
18 como que umas escamas. Lucas frequentemente chama atenção para as enfermidades físicas (13.11; 28.3-8). Bíblia de Genebra.
Batizado. O relato mais completo em Atos 22:16 mostra que Ananias exortou Paulo a participar do rito. Fica claro que o batismo era considerado uma condição para a admissão na igreja. Nenhuma visão ou revelação de Senhor, nem a intensidade da convicção pessoal eximiram Saulo de ser batizado. CBASD, vol. 6, p. 233.
20 sinagogas. Saulo adotou o costume de pregar nas sinagogas em cada oportunidade que se apresentava (13.5; 14.1; 17.1, 2, 10; 18. 4, 19; 19.8). Bíblia de Estudo NVI Vida.
22 Saulo, porém, mais e mais. Ele crescia em experiência e eficácia. O Espírito Santo lhe concedia mais e mais poder com o passar do tempo. CBASD, vol. 6, p. 234.
Confundia. A instrução que Paulo recebera de Gamaliel o colocava em posição vantajosa. Ele podia usar seu conhecimento do judaísmo para embasar suas novas convicções. Seus métodos chamavam a atenção dos judeus que buscavam com sinceridade a Esperança de Israel. Infelizmente, porém, esse grupo não era a maioria dos ouvintes. O restante dos judeus se “confundia”. Eles ouviam as passagens das Escrituras aplicadas à vida de Jesus com a mente fechada. Continuavam a rejeitar o Salvador, mas ainda não tinham chegado a atacar Saulo. CBASD, vol. 6, p. 234.
23 muitos dias. Provavelmente o período de aproximadamente três anos que Paulo passou na Arábia (ver Gl 1:17-18), provavelmente fazendo seus primeiros trabalhos de evangelismo na Arábia dos Nabateus, que tinha Petra como capital. A fuga de Paulo de Damasco (v. 25) ocorre ao final deste período. Andrews Study Bible.
os judeus decidiram de comum acordo matá-lo. Quando Paulo voltou a Damasco, o governador que representava Aretas deu ordens para a sua prisão (2Co 11.32). Bíblia de Estudo NVI Vida.
25 Seus discípulos. Esta tradução, comprovada por evidências textuais, está de acordo com as implicações da expressão “muitos dias”, no v. 23. Em sua segunda visita a Damasco, Saulo permaneceu ali o suficiente para reunir um grupo de seguidores que o aceitaram como mestre e então se mostraram dispostos a arriscar a própria vida para garantir a segurança dele. CBASD, vol. 6, p. 236.
Ver 2Co 11:32-33, onde o próprio Paulo conta a história desta fuga. Andrews Study Bible.
26 Jerusalém. A fuga de Damasco para Jerusalém ocorreu após os três anos de residência na Arábia (Gl 1:17, 18). Portanto, seria a primeira visita de Paulo à capital desde a partida para Damasco e é provável que ainda fosse conhecido pelos cristãos em Jerusalém somente como um inimigo. CBASD, vol. 6, p. 236.
o temiam. Consideravam que a estratégia de Paulo era fingir-se de crente para se infiltrar na Igreja. Bíblia Shedd.
27 Barnabé. Por que Barnabé aceitou Saulo enquanto os outros discípulos o temiam? A resposta é que ele era uma pessoa gentil e generosa (At 4:36, 37). CBASD, vol. 6, p. 236.
30 Ao conhecimento dos irmãos. Eles conheciam Saulo e a conspiração que fora feita contra ele. Tal conhecimento os despertou para ação imediata. Desceram com ele para o litoral, de onde poderia fugir. CBASD, vol. 6, p. 238.
Tarso. Onde Barnabé foi buscar Paulo uns dez anos mais tarde (11.25; Gl 2.1). teria viajado de barco; Cesareia era porto importante. Bíblia Shedd.
31 Igreja. Só aqui encontramos o singular para significar mais do que uma igreja local. Bíblia Shedd.
A igreja ideal: 1) Edifica-se por ensino e amor (Rm 15.1-14); 2) Vive na consciência da presença imediata de Deus (1Pe 1.15-17); 3) Vive impulsionada (gr paraklesis, “exortação”, “encorajamento”; …) pelo Espírito; 4) Cresce pela evangelização dos perdidos (8.4). Bíblia Shedd.
9:32 – 12:24 Tendo apresentado Saulo de Tarso, Lucas aqui se volta para o importante papel que Pedro desempenha no início do cristianismo dos gentios, uma história contada em cinco segmentos: (1) a cura de Eneias e Dorcas, por Pedro (9:32-43); (2) a história de Cornélio (10:1-48); (3) O ministérios de Pedro por Cornélio homologado em Jerusalém (11:1-18); (4) Antioquia como um centro do cristianismo (11:19-30); e (5) Herodes Agripa I e a igreja (12:1-24). Andrews Study Bible.
32 Lida. 18 km a sudoeste de Jope; um importante porto da Judeia. Andrews Study Bible.
34 Jesus Cristo. Pedro toma o cuidado de não sugerir que ele possui poder pessoal para curar. Ele atribui a Cristo a habilidade de ajudar o sofredor . CBASD, vol. 6, p. 240.
35 Sarona [ou Sarom]. A planície fértil de Sarona segue o litoral mediterrâneo por uns 80 km, aproximadamente de Jope até Cesaréia. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Os quais se converteram. O milagre da restauração física de Eneias despertou fé no poder de Jesus Cristo para realizar curas espirituais. Desse modo, o círculo de cristãos aumentou ainda mais. Estava sendo preparado o caminho para a apresentação do evangelho aos gentios que viviam na região litorânea. CBASD, vol. 6, p. 242.
36-43 Curar um paralítico (vv 32-35) era um grande milagre, mas ressuscitar Tabita (Dorcas, em aramaico) era ainda mais espantoso e resultou em muitas conversões. Aparentemente, é nesta mesma estadia de Pedro em Jope que Pedro teve a visão dos animais em um grande lençol (10:5). Andrews Study Bible.
36 Jope. Um antigo porto de mar (atualmente Jafa, ao sul de Tel Aviv), cerca de 60 km a noroeste de Jerusalém, o porto do qual Jonas zarpou (Jn 1.3). Bíblia de Genebra.
Boas obras. Alguns consideram Dorcas a diaconisa da igreja de Jope. Caso seja verdade, isso pode refletir a influência de Filipe. Ele era um dos sete (At 6:3, 5) e é possível que tenha instituído o modelo organizacional da igreja de Jerusalém nos grupos que fundou. Por isso, Dorcas demonstraria cuidado especial pelas viúvas da igreja. CBASD, vol. 6, p. 242.
37 quarto do andar superior [NVI; ARA: Cenáculo]. Se houvesse atraso no sepultamento, o costume era colocar o corpo num quarto do andar superior. Em Jerusalém, o corpo devia ser sepultado no mesmo dia que a pessoa morresse, mas fora de Jerusalém, permitia-se um período de até três dias para o sepultamento. Bíblia de Estudo NVI Vida.
39 mostrando-lhe. Do grego dá pra entender que elas se vestiam de trajes feitos por Dorcas. Bíblia Shedd.
40 Orou. Pedro se ajoelhou e fez uma oração fervorosa, reconhecendo que somente o poder de Deus seria capaz de realizar o milagre. Mais uma vez, a oração demonstra ser o canal usado pela igreja apostólica para obter poder. CBASD, vol. 6, p. 243.
Levanta-te. A brevidade desta ordem demonstra sua firme crença de que a oração seria respondida positivamente. CBASD, vol. 6, p. 243.
42 Muitos creram. A notícia do milagre espalhou com rapidez. Toda a região de Jope passou por um despertamento espiritual, e a mensagem do evangelho recebeu poderoso ímpeto. CBASD, vol. 6, p. 244.
43 um curtidor chamado Simão. Os judeus acreditavam que a curtição de peles era uma profissão imunda, pois envolvia contato com animais mortos (Lv 5.2). Pedro estava disposto a hospedar-se com um curtidor porque a mensagem do evangelho estava começando a romper barreira entre as pessoas. Bíblia de Genebra.
A disposição de Pedro de hospedar-se com ele, já demonstra uma disposição de rejeitar o preconceito judaico e prepara o caminho para sua visão iminente e para a missão junto aos gentios. Bíblia de Estudo NVI Vida.
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“Mas o Senhor lhe disse: Vai, porque este é para Mim um instrumento escolhido para levar o Meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel” (v.15).
A transformação de Saulo foi impressionante e surpreendente. Aquele que perseguia, encarcerava e mandava matar os “que eram do Caminho” (v.2) não imaginava que o próprio Jesus iria cruzar o seu caminho. Uma “luz do céu brilhou ao seu redor” (v.3) e logo pôde ouvir “uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que Me persegues?” (v.4). Ora, se por causa de uma oferta mentirosa Ananias e Safira foram mortos, porque o Senhor não exterminou a Saulo que tanto mal havia feito aos Seus filhos? Porque “o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (1Sm 16:7). Jesus enxergou em Saulo o que ninguém mais poderia: “um instrumento escolhido” (v.15) para dar continuidade à obra mundial da pregação do evangelho.
Imagino aquele zeloso judeu outrora forte e imbatível, prostrado durante três dias de jejum, chorando como uma criança, pedindo perdão por todo o mal que fizera a seus irmãos e sua conivência no assassinato de Estêvão. O receio de Ananias era compreensível, haja vista a sede de sangue cristão que levara Saulo a Damasco. Era difícil aceitar que uma mudança tão rápida havia se operado na vida do perseguidor. Mas confiante na revelação divina, impôs as mãos sobre Saulo e as escamas do ódio, do orgulho, da descrença, “lhe caíram dos olhos… e tornou a ver” (v.18). De forma que, após batizado, de perseguidor passou a ser perseguido, tendo que estar peregrinando de cidade em cidade a fim de preservar a sua vida.
Assim, a igreja primitiva avançava e “crescia em número”, “caminhando no temor do Senhor e no conforto do Espírito Santo” (v.31). Pedro e os demais apóstolos também continuavam a pregar e realizar muitas curas e milagres. Dentre eles, a Bíblia destaca a cura de Eneias e a ressurreição de Dorcas. Quando vamos aos evangelhos, dificilmente a Bíblia apresenta o nome daqueles aos quais Jesus curou. Conhecemos bem a cura da mulher do fluxo de sangue, a ressurreição da filha de Jairo, a cura dos dez leprosos, do homem da mão ressequida, do servo do centurião romano, mas em nenhum desses casos a Escritura faz referência ao nome deles.
Eneias é um nome de origem grega (Aineias) e significa “louvado”, “ser louvado” ou “glorioso”. A sua cura foi um verdadeiro louvor e glória ao nome de Jesus, de modo que “todos os habitantes de Lida e Sarona” ao ver-lhe curado, “se converteram ao Senhor” (v.35). Já Dorcas, ou Tabita em hebraico, também é um nome de origem grega e significa “gazela” ou, por extensão, “aquela que é rápida”. Dorcas foi a primeira mulher a ganhar o título de “discípula” (v.36) e suas boas obras eram notáveis. Sendo uma mulher generosa, ela usava o seu talento como um ministério. Talvez Dorcas não tivesse o dom da oratória como Pedro, nem o da escrita como João. Talvez não tivesse a ousadia e a coragem de Paulo. Mas o que ela tinha nas mãos entregou ao serviço do Senhor, de forma que o seu púlpito era uma agulha.
Sobre o relato de Dorcas, diz o pastor Emílio Abdala: “Primeiro as boas obras, depois as boas novas”. Foi assim na vida daquela discípula. As suas obras testificavam de sua fé em Cristo e era assim que apresentava Jesus às pessoas: fazendo o que Ele fazia. Até então seu ministério poderia ter sido, aos seus olhos, um trabalho muito pequeno comparado ao ministério dos discípulos, mas a sua ressurreição foi a grande prova de que a sua vida era, e deveria continuar sendo, um instrumento de Deus para a salvação e alegria de muitos. Assim Jesus nos chama hoje como Suas últimas testemunhas.
Amados, Deus chama discípulos para os auditórios de milhares, mas também para os de apenas um só ouvinte. O Deus que elegeu a Saulo como apóstolo dos gentios é o mesmo que elegeu a Dorcas como discípula das boas obras. Não importa o que você tenha em mãos. Se é uma agulha, costure para a glória de Deus. Se é um martelo, construa para a glória de Deus. Se é uma vassoura e um rodo, faça o melhor para a glória de Deus. Ou se, como Eneias, está paralisado e acha que não pode fazer nada na obra do Senhor, ouça agora, pela fé: “Jesus Cristo te cura!” (v.34). Creia que Ele está lhe chamando, neste momento; que você é “um instrumento escolhido” para que muitos também creiam no Senhor e para que Ele volte logo. Vigiemos e oremos!
Bom dia, discípulos e discípulas de Jesus!
* Oremos para que se manifestem em nós os dons do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Atos9 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ATOS 9 – A oração deu vida à igreja, e a pregação a levou ao crescimento numérico e qualitativo.
Walter Steger observou: “A igreja cristã foi construída sobre a pregação poderosa. Nos dias dos apóstolos, foi a pregação, e não a política, o que transtornou o mundo inteiro (At 17:6). A Reforma Protestante aconteceu graças a pregadores consagrados e cheios do Espírito Santo. A pregação tem mudado as estruturas sociais, desfeito tiranias e libertado multidões da escravidão e da superstição. Os grandes momentos da história têm sido influenciados principalmente pela pregação bíblica cheia do Espírito”.
A pregação de Estêvão alcançou o coração em ebulição de Paulo, que levou-o de perseguidor dos cristãos a pregador de Cristo. Observe como isso aconteceu:
1. Deus permite que um poderosíssimo pregador tombe como mártir para impressionar Saulo não apenas com seu sermão, mas com sua vida entregue pela verdade que defendia (7:58-60; 8:1-3; 9:1-2).
2. Deus prepara a situação para fazer um enganado perceber seu erro a fim de levá-lo da falsidade para a verdade. O próprio Jesus entrou em cena, indagou Saulo e o orientou quanto ao que devia fazer (vs. 3-9). Algumas lições:
• Deus conhecia o coração de Saulo, por isso agiu assim com Ele sabendo qual seria o resultado.
• Cada pessoa convertida tem sua própria história, a de Saulo é exclusiva dele tanto quanto a tua é exclusivamente tua.
• A pessoa orientada por Cristo recebe instruções de unir-se à igreja de Deus, não a criar uma igreja paralela, outra denominação.
3. Deus trabalha com Sua igreja antes de trabalhar através dela (vs. 10-19). Pergunto:
• Como Ananias lidaria com Saulo com tanto medo e preconceito em relação a ele?
• Como a igreja receberia a Saulo sem saber que uma hora para outra ele se tornara cristão?
• Como Paulo se uniria à igreja de Deus se a igreja não fosse preparada pelo Céu para recebê-lo?
4. Deus operava na igreja e através dela por meio de Seus servos pregadores:
• Saulo ouviu Estevão e deixou de ser perseguidor para tornar-se pregador.
• Enéias foi curado de sua paralisia para atrair mais conversos a Jesus.
• Tabita foi ressuscitada para mostrar o poder divino sobre o poder da morte.
Assim, a igreja de Deus prosperava. Ele quer Sua igreja prosperando ainda hoje! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO ATOS 8 – Primeiro leia a Bíblia
ATOS 8 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
ATOS 8 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal do Youtube
(pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/atos/8
O Espírito Santo ocupa o lugar central em Atos 8. Na primeira história, Simão o mágico, é batizado e posteriormente oferece dinheiro a Pedro e João a fim de adquirir o poder do Espírito Santo. A resposta de Pedro à tentativa de Simão de barganhar com Deus é inequívoca e serve como um aviso severo para nós: “Pereça você com o seu dinheiro! Você pensa que pode comprar o dom de Deus com dinheiro?” (v. 20 NVI).
Existe possibilidade de que nós também tenhamos procurado comprar dons de Deus. Podemos ter dado um envelope com dinheiro como oferta e confiantemente pensado que Deus agora está obrigado a nos abençoar com algo. Podemos ter pensado que Deus nos deve alegria, paz, prosperidade porque guardamos o sábado, honramos nossos pais e não roubamos. Mas a nossa justiça é como trapos imundos para Deus. A única coisa que pode nos recomendar a Deus é nossa fé nos méritos de Jesus.
Mais tarde, em Atos 8, o Espírito Santo diz a Filipe para ajudar o etíope a ver pelas Escrituras que Jesus era o Messias. O etíope foi profundamente tocado pelo Espírito Santo e imediatamente pediu o batismo.
Após saírem os dois da água, o Espírito Santo arrebatou a Filipe, e o etíope “cheio de alegria, seguiu o seu caminho.” A alegria é um dom do Espírito Santo. O rico etíope não tinha procurado comprar as bênçãos do Espírito Santo.
Andrew McChesney
Editor da Adventist Mission
Conferência Geral da IASD
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1272
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara