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“Então, disse Deus a Balaão: Não irás com eles, nem amaldiçoarás o povo; porque é povo abençoado” (v.12).
As constantes vitórias sobre os seus inimigos, o milagroso livramento do Mar Vermelho e os prodígios de Deus em favor de Israel no Egito fez deste povo o mais temido entre as nações. Além de ser mui numeroso, o santuário móvel revelava a presença de um Deus Todo-Poderoso e intimidava todo aquele que o avistava. Diante de tão poderosa ameaça, Balaque, rei dos moabitas, temeu por seu reino. Ele sabia, porém, que não se tratava apenas de evitar uma guerra com lanças e espadas, mas de um conflito que envolvia forças espirituais.
Julgando haver na Terra alguém capaz de interromper a bênção divina, Balaque mandou chamar um conhecido adivinho cujos encantamentos eram famosos em seus resultados. A Bíblia não menciona a origem de Balaão, mas que ele tinha conhecimento do Deus verdadeiro. Persuadido pelos “anciãos dos moabitas e os anciãos dos midianitas” (v.7), Balaão lhes ofertou pousada e lhes pediu que aguardassem a resposta do Senhor quanto ao seu pedido. A primeira fala do Senhor ao vulgo profeta, veio em forma de pergunta: “Quem são estes homens contigo?” (v.9). Ora, Deus sabia quem eles eram. A pergunta era na verdade uma reprovação à atitude de Balaão, que deveria tê-los mandado embora assim que tivesse ouvido a proposta, mas seu coração ansiava pelas recompensas oferecidas.
Ciente da resposta divina, logo pela manhã dispensou os “príncipes de Balaque” (v.13) para que retornassem à sua terra. O medo do rei pelo confronto com o povo de Deus, no entanto, fez Balaque insistir com Balaão, enviando-lhe príncipes “mais honrados do que os primeiros” (v.15) com promessas superiores. A primeira experiência não havia sido suficiente para que Balaão dispensasse a comitiva. Ele esperava que, de algum modo, pudesse ser recompensado. Segunda vez submeteu-se aos encantos da cobiça. O Senhor já havia lhe dado resposta, mas ele insistiu em obter a resposta que pudesse favorecê-lo.
Partindo para uma missão fadada ao fracasso, seguiu a passos pesados ao encontro de seu benfeitor. Sua consciência não o deixava em paz e, nesta viagem maldita, aliviava suas tensões espancando o animal que parecia estar tão nervoso quanto o dono. Por três vezes o Anjo do Senhor Se pôs no caminho de Balaão a fim de tirar-lhe a vida, e por três vezes a jumenta que o carregava o livrou da morte. “Então, o Senhor fez falar a jumenta” (v.28), que iniciou o diálogo mais estranho da história da humanidade. Balaão estava tão desorientado que não se deu conta de estar conversando com um animal, até que Deus abriu os seus olhos e “ele viu o Anjo do Senhor, que estava no caminho, com a sua espada desembainhada na mão” (v.31).
Prostrado com o rosto em terra, Balaão recebeu as últimas orientações acerca do que fazer e ao chegar diante do monarca de Moabe, deixou claro de que seus encantamentos não poderiam prevalecer diante da vontade de Deus: “A palavra que Deus puser na minha boca, essa falarei” (v.38). Levado para lugares cada vez mais altos, “Balaão viu dali a parte mais próxima do povo” (v.41). Olhando de cima, Balaque considerava lançar sobre Israel a maldição que os destruiria, ignorando que do mais alto lugar, há um Deus que cuida do Seu povo.
A atitude de Balaão frente às ofertas de Balaque representa a atitude de muitos frente às ofertas de Satanás. Mesmo reconhecendo a reprovação divina quanto ao mal que os assedia, até resistem por um tempo, mas retornando o inimigo com mais tentadoras sugestões, sem resistência moral e espiritual, ignorando o poder que lhes foi dado a resistir à primeira oferta, são deixados a seguir pelo caminho que escolheram. E mesmo que usem o nome do Senhor para justificar suas escolhas, em seu íntimo há um conflito gerado pela conscienciosa certeza de que estão partindo para um caminho contrário à vontade de Deus.
Faz parte integrante da fé cristã acreditar em relatos como o dilúvio, o grande peixe que engoliu o profeta Jonas e a conversa entre Balaão e a sua jumenta. Os atos sobrenaturais de Deus simbolizam o Seu grande zelo em fazer com que o homem caminhe na direção correta. A jumenta simboliza o incomparável amor de Deus em nos salvar de nós mesmos. Como Balaão, muitos vagueiam pelas estradas da vida em busca de honras desta Terra. A justiça de Deus arde como espada flamejante diante de nossos pecados, mas as Suas misericórdias nos desviam do castigo merecido. Convencidos de que estamos seguindo na direção certa, somos comprimidos pelas circunstâncias e a dor e o sofrimento tornam-se instrumentos para nos despertar de nossa letargia. Então, desviados e feridos, nos sentimos desamparados, como quem perde o chão.
Tudo isso, no entanto, se não reconhecido como atos de Deus para nos salvar, provocam no homem o desejo de vingança e olhamos para as nossas frustrações com a mesma ira de Balaão por seu animal de carga. O mesmo Deus que converteu a língua de uma jumenta em língua de erudito, é Aquele que age em defesa de Seu povo hoje. Inimigos podem até nos olhar de cima e assumirem posições mais elevadas, mas a nossa confiança deve estar em Deus: “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra” (Sl.121:1-2).
Nada neste mundo é mais amado por Deus do que o Seu povo. Somos alvos das bênçãos e das misericórdias divinas. Não incorramos no erro da igreja de Pérgamo, que sustentavam “a doutrina de Balaão, o qual ensinava a Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel para comerem coisas sacrificadas aos ídolos e praticarem a prostituição” (Ap.2:14). No que tudo indica, Balaão prosseguiu em auxiliar o rei de Moabe em suas investidas contra Israel. Isto nos mostra que precisamos ter muito cuidado quanto àqueles que afirmam ser profetas de Deus, mas cujos corações são contaminados pela cobiça.
Avancemos, em oração, para as cenas seguintes desta história repleta de ricos ensinamentos. Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo abençoado de Deus!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números22 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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NÚMEROS 22 – A vida vivida sem submissão a Deus leva-nos a decisões que nos tornam inferiores a jumentos. Nestas circunstâncias, Deus pode usar qualquer pessoa ou até mesmo um jumento para alertar-nos em nossas “burrices/idiotices” (2 Pedro 2:16).
Balaão é o ícone da apostasia no Antigo Testamento. Satanás se apodera de líderes espirituais que lhes dão abertura. Seu objetivo é seduzir milhares de pessoas ao engano e ao afastamento dos princípios bíblicos (Daniel 7:23-25; 8:10-13; 2 Tessalonicenses 2:3-12). Balaão é um exemplo do que não se deve fazer; e, uma evidência de que aquele que “julga estar firme, cuide-se para que não caia” (1 Coríntios 10:12).
A ganância e ambição de Balaão levaram-no a querer amaldiçoar o povo abençoado por Deus; ou seja, quando se inclina para coisas materiais, o indivíduo distancia-se dos princípios espirituais. O materialismo contrasta com os preceitos do cristianismo. Os bens materiais que devemos ajuntar não são os terrenais, mas os celestiais. Inverter isso equivale a se perder, abrindo mão do dom da salvação (Mateus 6:19-21).
O profeta que ansiava por uma espada para matar sua jumenta por desviar-se do caminho, foi assassinado pela espada por ter-se desviado do caminho de Deus. “Os israelitas mataram à espada Balaão, filho de Beor, que praticava adivinhação” (Josué 13:22). De profeta a adivinho, eis o fim de quem moralmente se torna inferior a um jumentinho. Apostasia vai além de cair da graça (Gálatas 5:4); ela afoga o apóstata na desgraça!
Inimigos do Senhor criam estratégias visando impedir o progresso do povo de Deus. Balaque chama Balaão para impedir o avanço da nação guiada pelo Senhor. O profeta Balaão se uniu ao rei Balaque contra o povo de Deus, assim como na profecia de Apocalipse 13:1-18, a primeira besta (o poder religioso mundial) se unirá à segunda besta (o poder político mundial) para desviar da rota aos cristãos. Outrora, Satanás intentava impedir a entrada à terra prometida; agora, intentará impedir os fieis de entrar no Céu.
Balaão poderia ter testemunhado de Deus a Balaque. Caso fizesse, não teria morrido à espada pelos israelitas; ainda teria levado muita gente a converter-se ao Deus verdadeiro – igual à prostituta Raabe (Josué 2:1-21).
Reavivemo-nos para que nosso fim não seja parecido ao de Balaão! Testemunhemos incessantemente de Deus! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO NÚMEROS 21 – Primeiro leia a Bíblia
NÚMEROS 21 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
NÚMEROS 21 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/nm/21
Muitas vezes, nossos maiores fracassos seguem rapidamente nos calcanhares de nossos maiores triunfos. Israel acabara de experimentar uma tremenda vitória sobre os cananeus. Eles viram Deus responder diretamente às suas orações. É quando nos sentimos confiantes em nossa própria força que somos mais propensos a tirar os olhos de Cristo e baixar a guarda.
O foco em nós mesmos leva à amargura, à queixa, à impaciência e à desconfiança da capacidade de Deus e de Seu caráter. À medida que a visão de Israel se concentrava em suas dificuldades, eles perderam de vista o propósito de seu tempo no deserto. Eles também pararam de agradecer a Deus por resgatá-los da escravidão egípcia e trazê-los à liberdade. As serpentes ardentes trouxeram uma oportunidade para reorientar sua atenção ao louvor pela libertação divina e confiança na capacidade de Deus em conduzi-los ao futuro. Eles não podiam curar a si mesmos. Tudo o que tinham que fazer para se manter vivo era olhar para cima.
Quantas vezes agimos da mesma forma? O orgulho em vitórias recentes distrai você de olhar para Cristo? Você está mordido pelo descontentamento? Deus está te oferecendo uma oportunidade de cura para levá-lo a olhar para cima.
Olhe para cima!
Sarah McDugal
Autora, Palestrante e Facilitadora para a Superação de Abusos
Ministério para o Desenvolvimento da Liderança entre as Mulheres
Tampa, Flórida, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/num/21
Tradução: Pr. Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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1161 palavras
1 Rei de Arade Arade fica cerca de 80 km ao norte de Cades, e a cerca de 27 km ao sul de Hebrom. A região é conhecida hoje como Tall’Arad (Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1).
Pelo caminho de Atarim Ou, “pelo caminho dos espias” (ARC) [ou, “pelo caminho que também foi percorrido pelos espias”].
Cativos Ao que parece, o rei pegou alguns retardatários no fim ou nas laterais da fila de marcha: pois, caso tivesse atacado a força principal, é provável que houvesse algum relato de mortes na batalha (Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1).
2 destruirei totalmente Lit. “dedicarei suas cidades” (Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1).
Isto significava uma total e imutável dedicação a Deus, o que neste contexto significava que os itens dedicados seriam completamente destruídos e Israel não poderia usá-los. Os caananitas não eram parentes dos israelitas como os edomitas eram. Assim, os israelitas retaliaram contra a agressão não provocada (comparar Ex. 17:8-16) (Andrews Study Bible).
3 Horma Hormah significa “destruição”, no sentido de dedicação a Deus e, portanto, irremissível para uso humano (Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1).
Refere-se a destruição sagrada. Este foi o lugar para onde os amalequitas e caananitas fizeram recuar os israelitas quando estes tentaram conquistar Canaã sem Deus (14:45). Então Deus os trouxe de volta ao lugar da derrota anterior e lhes deu a vitória(Andrews Study Bible).
6 serpentes abrasadoras Aparentemente suas picadas causavam dor ardente(Andrews Study Bible).
Morreram muitos do povo de Israel As mortes ocorreram porque Deus retirara Sua mão protetora. A região por onde viajavam era cheia de serpentes, escorpiões, etc. (Dt 8:15); cada dia era um milagre da proteção divina. Mas, nessa ocasião, o Senhor retirou sua proteção e permitiu que as víboras atacassem o povo (Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1).
8,9 serpente de bronze Tipifica Jesus Cristo, feito pecado por nós, para nos salvar (Jo 3.14-15). Olhar e viver era a mais simples manifestação da fé singela. “Ver”, aqui, é esperar dEle, depender dEle, crer nEle. Como ilustração, podemos dizer que a serpente é o pecado que requer o juízo de Deus. A haste lembra a Cruz de Cristo, onde foi oferecido substitutivamente para nos salvar: todos os que olharem para Ele com fé receberão dEle a salvação e a vida (Rm 8.3; 2 Co 5.21). Esta serpente de bronze, que tinha que ser guardada como lembrança da misericórdia de Deus, foi usada mais tarde como objeto de idolatria, pelo que o Rei Ezequias a despedaçou e a chamou Neustã, isto é, “pecado de bronze” (2 Rs 18.4) (Bíblia Shedd).
Esta escultura não devia ser adorada. […] Nem era um instrumento mágico.Em Taberá, Deus simplesmente retirou o perigo [fogo] de todos quando Moisés intercedeu por eles (Num 11.2). Mas agora a cura na picada dependia de escolher olhar para uma representação da origem do mal que o povo havia causado sobre si mesmos. Assim, olhar era uma forma de confissão não verbalizada. Jesus disse que Ele seria levantado (na cruz) como a serpente de bronze, para que todo aquele que crer tenha a vida eterna (João 3:14-15) (Andrews Study Bible).
Se olhava para a de bronze O povo sabia que não era suficiente apenas olhar para a serpente, mas o olhar devia ser acompanhado de fé, já que não havia cura na serpente em si mesma. Era possível contemplar a imagem sem ser curado, se a pessoa não colocasse fé em Deus como o divino restaurador. De modo semelhante, as ofertas apresentadas sem fé eram desprovidas de valor (ver Jo 3:14, 15; PP 430, 431) (Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1).
12 Vale de Zerede Por este tempo, o último representante da velha geração rebelde, proibida de entrar em Canaã (Num. 14) já havia morrido (Deut 2:14). Agora a nova geração poderia tomar a terra prometida (Andrews Study Bible).
14 Livro das Guerras Este registro se perdeu, assim como o do Livro dos Justos (Js 10:13; 2 Sm 1:18) (Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1).
16 Beer significa “poço” (de água). Deus trouxe o povo de novo a uma questão de repetida queda no passado – falta de água (20:2-5; 21:5; Ex 15:22-24; 17:1-3) – para que eles tivessem uma oportunidade de acreditar em Deus. Desta vez eles finalmente entenderam! (Andrews Study Bible).
17 Cantou Israel este cântico É difícil exagerar a importância de um bom poço nos países orientais. Eles eram motivo de cânticos de louvor e de disputas violentas (Gn 21:25; 26:15-22; Jz 1:15;ver Jo 4:12) (Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1).
21-35 Os israelitas precisaram viajar para o norte através das áreas a leste do rio Jordão (aonde se encontra agora a Jordânia), para entrar em Canaã por Jericó. Mas os reis Seom e Basã se recusaram a deixa-los passar em paz. Com o poder divino, os israelitas se defenderam com tanto sucesso que eles capturaram os territórios destes reis da Transjordânia. Isto encorajou os israelitas que eles também tomariam Canaã cooperando com Deus (contra o relatório negativo dos espias; 13:31) (Andrews Study Bible).
21-30 A vitória do povo de Deus sobre Seom, rei dos amorreus. Os amorreus não formavam uma nação, mas eram nômades que, ás vezes, conseguiram certos territórios. Seom seria apenas um entre os muitos líderes amorreus, e sua moradia na época da invasão deve ter sido as montanhas pelas quais o rio Jordão passava. É a porção que Gade e Rúben mais tarde pediram (32.1-32). Esse território consta nos mapas como território de Moabe, porque era dos moabitas, dos quais os amorreus tinham tomado esse trecho de terra (26), que logo depois caiu nas mãos dos israelitas (Bíblia Shedd).
29 Quemos o deus dos moabitas (1 Rs 11:7; Jr 48:7), a quem se ofereciam sacrifícios humanos (2 Rs 3:26, 27), (Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1).
31-35 A vitória sobre o rei de Basã. Basã é o nome do território que fica ao norte dos amorreus que veio a ser conquistado pelos israelitas e que mais tarde seria a parte mais preciosa da porção da tribo de Gade e da tribo de Rúben. Pertencia aos amonitas, descendetes de Ló, sobrinho de Abraão (Gn 19.35-38). Forma a parte mais rica do território chamado Gileade, bom para o gado. Este rei nem quis saber de mensageiros e já saiu para a batalha.
As tentativas de barrar o caminho do Povo de Deus para a terra Prometida são sugestões das ciladas que Satanás lança contra os crentes para que não entrem no gozo do Senhor, engendrando aflições aos crentes para que não sintam a plenitude da vida que Cristo deseja lhes dar aqui na terra, (Bíblia Shedd).
33 Ogue, rei de Basã O último de uma raça de gigantes (Deut. 3:11) (Andrews Study Bible).
Basã Esta era uma região famosa por suas ótimas pastagens, onde se desenvolviam grandes rebanhos, e também por suas florestas de carvalhos (Dt 32:14; Sl 22:12; Ez 27:6) [Provavelmente a área a leste do Mar da Galiléia] (Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1).
Neste mapa, retirado do Atlas Biblico, se encontram muitas das referências geográficas aproximadas citadas no capítulo: Caminho do Mar Vermelho (Tamar-Elate) (4), Obote, Ijé Abarim (11), Zerede (12), Arnon (13), Hesbom (21-25), Jasa (ou Jaza) (23), Jaboque (24), amorreus (21, 26) e Jazer (32).
O Atlas Bíblico foi publicado originalmente por Carta, The Israel Map and Publishing Company, Ltd e tem seus direitos para a língua portuguesa reservados à CPAD.
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“E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito, para que morramos neste deserto, onde não há pão nem água? E a nossa alma tem fastio deste pão vil” (v.5).
Após enfrentarem tantas perdas e mortes, finalmente Israel sentiria o sabor da vitória. Sob juramento, avançaram contra Arade, corajosamente, cumprindo com fidelidade o que votaram a Deus. E o Senhor lhes entregou os inimigos nas mãos. Porém, na ocasião de terem que “rodear a terra de Edom” (v.4), ficaram impacientes, tornando a murmurar contra Moisés e contra Deus. Moisés já não tinha mais o seu irmão Arão para compartilhar as suas angústias. Havia perdido a sua dupla de oração, e necessitava como nunca de conforto e alívio.
Chamando o maná, o pão do Céu, de “pão vil” (v.5), Israel ascendeu a ira do Senhor que, antes de ver mais uma vez Moisés sendo ameaçado de morte, prontamente retirou a Sua proteção do povo quanto às serpentes do deserto, “e morreram muitos do povo de Israel” (v.6). Mas àquele mesmo líder que rejeitaram, correram em busca de livramento. Reconheceram em Moisés o único capaz de ser ouvido por Deus. “Então, Moisés orou pelo povo” (v.7), e, segundo o mandado do Senhor, fez “uma serpente de bronze e a pôs sobre uma haste” e aqueles que haviam sido mordidos, ao olharem para a serpente de bronze, eram sarados (v.9).
Depois disto, Israel prosseguiu marchando, jornada após jornada. Em algumas delas Moisés recebia do Senhor o alívio de uma jornada tranquila. Em outras, porém, era assediado pela incredulidade e dureza de coração do povo. Tendo suas necessidades atendidas, os filhos de Israel irrompiam em cânticos de louvor. Em situações de perigo ou de escassez, tornavam a murmurar. Mesmo as constantes vitórias sobre os reinos inimigos não eram suficientes para assegurar-lhes de que a verdadeira felicidade está em fazer a vontade de Deus, independente das circunstâncias.
Que misericórdia e que paciência o Senhor tinha para com aquele povo rebelde! Vez após outra, Israel desafiava a Deus com suas palavras provocativas e atitudes insanas. Como “cobras” do deserto, os filhos de Israel não aliviavam quando o assunto era murmuração. Envenenaram-se a si mesmos ao rejeitar o cuidado paterno de Deus. Muitos têm dúvida quanto à serpente de bronze. Não se tratava, porém, de uma imagem de escultura para fins de adoração, mas para fins de ensino e de cura. Também não havia naquela escultura o poder da cura, mas na fé através da obediência à instrução divina dada por intermédio de Moisés, o Senhor sarava os que haviam sido mordidos “por alguma serpente” (v.9).
Jesus mesmo afirmou que aquela escultura levantada no deserto para a cura dos filhos de Israel, foi um símbolo de Seu sacrifício para a salvação dos que nEle creem: “E do modo por que Moisés levantou a serpente de bronze no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado para que todo o que nEle crê tenha a vida eterna” (Jo.3:14-15). Isso mesmo, o texto que introduz um dos versículos mais conhecidos das Escrituras, são palavras de Cristo acerca daquele fatídico episódio do deserto. Isto nos mostra que Israel estava diante de um dos símbolos do amor eterno de Deus por uma raça caída, corrompida, mas que é alvo constante de Sua compaixão e amor. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16).
Todas as vezes que rejeitamos a provisão de Deus para a nossa vida, estamos a replicar as palavras de Israel: “E a nossa alma tem fastio deste pão vil” (v.5). Caímos no perigo de dar as costas ao cuidado do Senhor e termos que enfrentar sozinhos os desertos desta vida. Muitos, contudo, nesta lida solitária, selam o seu destino final, perecendo pelo caminho. O Senhor nos convida, hoje, a olhar para a cruz e viver. Mesmo que, em algum ponto da nossa caminhada tenhamos nos desviado dos propósitos divinos e sido contaminados pelo veneno mortal do pecado, assim diz o Senhor: “Olhai para Mim e sede salvos” (Is.45:22).
Assim como Deus deu tantas vitórias a Israel, Ele deseja fazer de nós vitoriosos em Cristo Jesus. Temos um conflito a enfrentar todos os dias, e precisamos, antes de qualquer outra coisa, crer em Jesus e em Seu perfeito sacrifício. Creia que Aquele que já venceu a morte eterna por nós, “é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos” (Ef.3:20). Como Paulo, não duvidemos que, muito em breve, “se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória” (1Co.15:54). Vigiemos e oremos!
Bom dia, vitoriosos em Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números21 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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NÚMEROS 21 – A oposição ao povo de Deus sempre existiu; porém, Deus sempre preservou e cuidou, ainda que o aprendizado do povo acontecia morosamente com muita dificuldade (Números 21:10-35).
Aprender para avançar é um caminho difícil aos pecadores. A tendência para o mal é demasiadamente forte (Números 13:30-33). Para o apóstolo Paulo essa questão era clara; pois, mesmo sendo piamente convertido, declarou abertamente: “Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo” (Romanos 7:18); sua explicação nítida para isso, era o pecado que ainda habitava nele (Romanos 7:20).
Enquanto o que é corruptível não se revestir da incorruptibilidade, a lei do pecado continuará agindo em nós e contra o Espírito Santo que habita em nós (1 Coríntios 15:50-56). “Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês [cristãos convertidos] não fazem o que desejam” (Gálatas 5:17). Essa dura guerra durará até Jesus regressar.
Infelizmente, somos demasiadamente parecidos com o antigo povo de Deus. Observe:
Moisés não se envolveu na guerra contra Edom por ordem de Deus (Deuteronômio 2:2-6); por outro lado, envolveu os canaanitas de Arade numa batalha que culminou na vitória israelita (Números 21:1-3). Com a vitória, Israel motivou-se um pouquinho; porém, ainda não se libertara completamente da rebeldia e oposição ao líder instituído por Deus, além de detestar a comida miraculosamente enviada por Deus no deserto. Por conta disso, Deus pedagogicamente trabalhou sistematicamente a rebeldia deles mostrando a necessidade de confiar mais nEle. Deus enviou serpentes venenosas, e apresentou o evangelho a eles ilustrado na serpente de bronze (Números 21:4-9). Esse era o único meio de livrarem-se do salário do pecado que é a morte (Romanos 6:23; Atos 4:12; João 3:14-18; Gálatas 3:13; Deuteronômio 21:23).
Os problemas da vida visam alertar-nos. Precisamos ser cientes que somos frágeis, merecedores da morte; e, só é possível obter vida confiando em Jesus. Reclamar de Deus e do que Ele faz implica multiplicar problemas, não solucioná-los. Murmuração resulta da falta de confiança em Deus – isso é como veneno letal de serpentes abrasadoras.
Avançar e obter vitória em nossa trajetória espiritual só é possível quando permitirmos que Deus atue em nossa história (Números 21:34-35). Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO NÚMEROS 20 – Primeiro leia a Bíblia
NÚMEROS 20 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
NÚMEROS 20 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/nm/20
A palavra para “deserto” em hebraico é “midbar“. Ela pretende transmitir a ideia de um lugar de ordem, arranjo, harmonia. Aqui é onde YAHWEH trouxe Israel para ensiná-los a viver. No entanto, no versículo 5, Israel está amaldiçoando a Deus por trazê-los para esse lugar “maligno”. As circunstâncias são proibitivas. Há pouca comida ou água. Eles querem voltar para o Egito, o lugar da escravidão. Pois lá, gritaram, ao menos suas barrigas estavam cheias.
Deuteronômio 8:2-3 detalha seu vaguear pelo deserto a partir da perspectiva de Deus. Nós vemos que Deus permitiu que eles padecessem de fome. Por que o Criador e Sustentador do Universo quer fazer isso? É para “para te dar a entender que não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do SENHOR”. (Dt 8:3 NVI).
Deus está nos guiando, se escolhermos ser guiados, em circunstâncias semelhantes. Podemos ter pouco em termos de bênçãos físicas. Em nosso deserto espiritual, podemos ter pouco/nenhum alimento, água, abrigo, companheirismo, etc. Este lugar deserto destina-se a nos ensinar dependência, não independência, harmonia, não caos. Deus está querendo que percebamos que não vivemos apenas por essas coisas temporais, mas por toda Palavra que vem do Ser Auto-Existente. Faça dele uma prioridade e tudo o mais será fornecido.
Nicholas Arroyave Howling-Crane
Auxiliar dos Ministérios da Saúde e Evangelista de Literatura
Beaufort, Carolina do Sul, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/num/20
Tradução: Pr. Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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730 palavras
1 primeiro mês. O ano não é citado, mas uma comparação entre os vs. 22-29 com 33.38 leva à conclusão de que esse capítulo começa no quadragésimo ano depois do êxodo. A maioria do povo que tinha 20 anos ou mais na ocasião da rebelião de Cades (caps. 13, 14) já teria morrido [os mais velhos do povo teriam, portanto, 60 anos]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Cades. Esta seca Cades não é provavelmente o fértil oásis de Cades Barnéia (chamado hoje de Ein el-Qudeirat), onde os israelitas acamparam quando enviaram os espias (13:26). Andrews Study Bible.
morreu Miriã. A irmã de Moisés era uma mulher piedosa. Quando Moisés era ainda um bebê, ela ajudou a salvá-lo da morte (Êx 2.4-10). Após o livramento às margens do mar Vermelho, ela liderou o povo na celebração pela vitória (Êx 15.20-21). Contudo, 12.5-15 mostra-nos seu grave pecado e o castigo resultante. Bíblia de Genebra.
2 não havia água … se ajuntaram contra Moisés. Fica claro que a água proporcionada desde o milagre em Horebe [Sinai] (Êx 17:1-7), cerca de 40 anos antes, fora interrompida. Com isso, Deus queria provar a fé da nova geração que crescera no deserto (ver PP, 411). CBASD-Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 968.
Os filhos da nação rebelde desejam, agora, morrer com seus pais; as queixas contra o pão dos céus são repetidas pelos filhos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
3 o povo contendeu. A palavra [em heb] “contender” significa “opor-se de forma barulhenta”, às vezes, até mesmo com violência física. CBASD, vol. 1, p. 968.
8 A rocha aqui é uma figura de Cristo (1 Co 10.4). Foi ferido uma vez para nós, e agora só resta a oração da fé, pela qual entramos em contato com Ele. A rocha já tinha sido ferida uma vez (Êx 17.6), e daí o significado especial de apenas falar para a Rocha. Bíblia Shedd.
De acordo com Paulo, a rocha simbolizava Cristo (1 Co 10:4), que foi ferido pela morte apenas uma vez para trazer a “água vivificadora” (Jo 4:10; 19:34; Hb 9:26-28; 1 Jo 5:6). Andrews Study Bible.
10 rebeldes. A mesma linguagem usada por Deus a respeito dos pais daquela geração (Nm 17:10). CBASD, vol. 1, p. 969.
12 não crestes em Mim. Foi neste ponto que Moisés errou. CBASD, vol. 1, p. 969.
A palavra de condenação divina foi dirigida tanto a Moisés quanto a Arão, pois Arão tinha acompanhado Moisés e estava envolvido na precipitação do ato de seu irmão. O ministério de ambos estava chegando ao fim. Bíblia de Genebra.
não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel. A falta de fé impediu a exibição de santidade de Deus por meio de Moisés e Arão. CBASD, vol. 1, p. 969.
Líderes tem uma grande responsabilidade de sustentar a santa reputação de Deus (comparar Lv 10:3). Se eles falham, Deus deve se distanciar deles para que a comunidade da fé não seja desviada por interpretações erradas. Andrews Study Bible.
13 águas de Meribá. Meribá quer dizer “Contenda”. Bíblia Shedd.
Significa rebelião. Nota textual NVI.
O mesmo nome foi empregado 40 anos antes, na primeira ocasião de tirar água da rocha (Êx 17.7, em que também é chamado Massá, “teste”). Sl 95.8 lamenta a rebelião em Massá e Meribá. Bíblia de Estudo NVI Vida.
17 estrada do rei. A principal rota comercial norte-sul na Transjordânia [terras a leste do rio Jordão], que ligava Damasco com a Arábia. Bíblia de Estudo NVI Vida.
20 não passarás. Os edomitas temeram permitir a passagem de Israel por seu território. No entanto, venderam para eles as provisões necessárias à jornada (Dt 2:28, 29). CBASD, vol. 1, p. 970.
21 Israel se desviou. O próprio Deus ordenou que Israel se desviasse, mas instruiu a compra das provisões necessárias das mãos dos edomitas (Dt 2:5, 6). CBASD, vol. 1, p. 970.
Às vezes, o conflito é inevitável; às vezes, entretanto, não compensa por conta das consequências. O conflito aberto pode parecer heroico, corajoso e mesmo correto, mas não é sempre a melhor escolha. Devemos considerar o exemplo de Moisés e encontrar outro modo de resolver nossos problemas, mesmo que isto seja difícil de fazer. Life Application Study Bible Kingsway.
22 monte Hor. Nada de certo se sabe a respeito da sua localização, a não ser sua proximidade com a fronteira de Edom (v. 23). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Eleazar sucedeu a seu pai como sumo sacerdote. Arão teve a alegria de ver seu trabalho levado adiante por seu filho; Moisés, cujo ministério como mediador da aliança no Sinai, era sem igual (12.8; Êx 18-1-24-18), não teve igual ventura. Bíblia de Genebra.
24 reunido aos seus antepassados. Eufemismo da morte (v. eg., Gn 25.8, 17; 35:29). Bíblia de Estudo NVI Vida.
