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JÓ 26 – A cosmovisão de um indivíduo se forma por uma série de fatores, como cultura, religião, filosofia, experiências, tradições familiares e educação. Dependendo da cosmovisão formada, será o modo que a realidade ao seu redor será interpretada – isso inclui o propósito da existência humana, a ideia de certo e errado, e, a existência divina.
Quando nossa cosmovisão está alinhada com a Bíblia, seremos capazes de compreender melhor a natureza da realidade, a existência de Deus, a moralidade e, o propósito da vida. Pois, a Bíblia é uma fonte confiável da revelação do Criador da vida, da natureza e do mundo em que vivemos. Sua Palavra é um manual que nos guia a um conhecimento mais elevado de nós mesmos, da realidade ao nosso redor e da realidade espiritual, além de fornecer um conjunto de valores morais e éticos que favorecem nas tomadas de decisões e na forma como vivemos o tempo de vida que Deus nos concede.
Bildade e Jó ilustram bem esses conceitos. Observe atentamente o contraste:
• A cosmovisão individual de Bildade (Jó 25) é marcada por sua ênfase na transcendência de Deus e na insignificância humana diante dEle. Para este indivíduo, a humanidade não passa de vermes insignificantes diante de Deus, e não há forma de alguém ser considerado justo diante dEle. Portanto, seu foco está na ideia de que a humanidade precisa humilhar-se perante Deus e buscar Sua misericórdia, reconhecendo a infinita grandeza e transcendência divina.
• Por outro lado, a cosmovisão de Jó (Jó 26) também reconhece a transcendência de Deus, porém enfatiza que Ele age em todos os lugares e está presente em Sua criação (imanência). Sua cosmovisão se baseia no conceito de que Deus é justo e que Sua sabedoria e poder são insondáveis, contudo, mesmo assim estão revelados na criação, o que leva Jó a confiar em Deus, apesar de sentir a própria insignificância diante da grandeza divina.
A diferença de cosmovisão afeta nossas ações:
• Enquanto Bildade enfatizava a humilhação diante de Deus, Jó enfatizava a confiança.
• Enquanto desespero, desamparo e desesperança resultariam da cosmovisão de Bildade, Jó prezava pela confiança e fé em Deus em meio às dificuldades.
Precisamos alinhar nossa cosmovisão com a Bíblia para lidarmos melhor com a vida! Reavivemo-nos no estudo da Palavra! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: JÓ 25 – Primeiro leia a Bíblia
JÓ 25 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jó/25
Enquanto inclina-se para o dramático, Bildade nos traz algumas boas lições neste pequeno capítulo.
1 – Deus é onipotente, onisciente e amoroso.
2 – Nós não somos.
Não tenho certeza se Jó precisava ser instruído neste aspecto, mas acho que todos nós poderíamos ser lembrados disso ocasionalmente.
O fato de que o Criador do universo não apenas nos criou, mas também nos amou o suficiente para vir ao nosso pequeno mundo e ser sacrificado por nossa redenção é uma realidade além da compreensão. Aquele que põe as estrelas em movimento, estabelece a paz em Seus altos lugares e faz Sua luz brilhar sobre todos, nos ama o suficiente para cuidar do que nos acontece a cada momento.
Quantas vezes queremos dizer: “Vejam que grande coisa eu fiz!” quando na verdade deveríamos estar dizendo: “Obrigado, Deus, pelo que você fez através de mim.”
Vamos nos comprometer hoje a nos humilhar e dar glória devidamente.
A Deus seja a glória!
Lisa Ward
Escriturária na IASD Country Life , Texas, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/25
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475 palavras
A resposta fina de Zofar é inconsistente.. Ela ignora os exemplos de Jó da prosperidade do ímpio. Ao invés de de tentar refutar a Jó, Bildade acusa Jó de orgulho por estar reivindicando que seu sofrimento não era resultado de pecado.. Jó nunca reivindicou estar sem pecado mas somente que não foi seu pecado que lhe causou seus problemas atuais. (Life Application Study Bible Kingsway.)
Esta curta resposta de Bildade encerra o que os três amigos de Jó tinham a dizer, pois Zofar não tenta responder. O discurso parece ser o esforço elaborado de alguém que sentia a necessidade de dizer algo, mas não sabia como refutar a linha argumentativa de Jó. Longe de aceitar o desafio de Jó e de lidar com a dificuldade envolvida na prosperidade dos ímpios, Bildade evita completamente o assunto e se limita a tocar brevemente em dois velhos e surrados temas: o poder de Deus e a pecaminosidade universal do ser humano. Ele não lança nova luz sobre nenhum desses temas. Repete em grande parte o que Elifaz já havia dito em discursos anteriores (ver Jó 4:17; 15:14) (CBASD, vol. 3, p. 635).
Bildade aceita a revelação inicial de Elifaz. (Andrews Study Bible.)
2 o domínio. Jó reconhecera plenamente a sabedoria de Deus (Jó 23:13). Contudo, Bildade podia fazer estas declarações facilmente porque não estava passando por uma experiência de sofrimento. Jó estava passando por um teste pessoal de sua confiança em Deus (CBASD, vol. 3, p. 635).
4-6 As novas provas pedidas por Jó (24.25) não foram alistadas (Bíblia Shedd).
4 Como, pois, seria justo[…]? Nem Bildade, nem seus amigos, nem Jó podiam responder a esta pergunta. Somente no tempo do evangelho é que os seres humanos receberam plena elucidação do princípio da justificação pela fé (ver Rm 3:23-25; Cl 1:25-27) (CBASD, vol. 3, p. 635).
5 não tem brilho. Bildade acredita que tanto a lua quanto as estrelas são imperfeitas quando contrastadas com Deus, o criador delas. Se assim é, quão pequeno deve parecer o homem! O que Bildade não sabia é que o ser humano, a despeito de sua fragilidade, é infinitamente mais precioso aos olhos de Deus do que as obras inanimadas da criação (CBASD, vol. 3, p. 635).
6 que é verme. Ver Jó 7:5. Estas palavras têm o objetivo de humilhar a Jó e de impressioná-lo com sua pequenez. Jó precisava ser encorajado, não ser conscientizado de sua fraqueza. Dessa forma, os amigos terminam sua defesa da tradição: falando de vermes! Em seu zelo por defender uma ideia, falharam em compreender a Deus e em solidarizar-se com o amigo que sofria (CBASD, vol. 3, p. 635).
É importante entender que foi Bildade, não Deus, que chamou o homem de verme. Os seres humanos são criados à imagem de Deus (Gn 1:26, 27). Sl8:5 diz que o homem é “um pouco inferior aos seres celestiais”. … Para nos achegarmos a Deus, não precisamos rastejar como vermes. Podemos nos aproximar dEle confiantemente em fé (Hb 4:16). (Life Application Study Bible Kingsway.)
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“Como, pois, seria justo o homem perante Deus, e como seria puro aquele que nasce de mulher?” (v.4).
Como advogados de Deus, os amigos de Jó insistiam em buscar discursos que refutassem as suas palavras. Apelando à justiça divina, Jó foi acusado de erguer aos Céus uma defesa inválida. Como questionar o juízo dAquele a quem “pertence o domínio e o poder” (v.2)? Para eles, o sofrimento de Jó era resultado de seus muitos pecados, e sua condição deveria ser aceita com conformidade e como uma oportunidade de arrependimento e confissão.
A busca de Jó por justiça foi interpretada por Bildade como uma tentativa de justificar-se a si mesmo. Em poucas palavras, Bildade concluiu: a natureza humana e a natureza divina são de inconcebível amálgama. Comparado a um verme, o homem jamais poderia alcançar a pureza. Davi declarou: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl.51:5). Mas, no mesmo Salmo, ele pediu: “Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve” (Sl.51:7).
O homem por si mesmo não pode justificar-se ou purificar-se, mas Jesus, por Sua misteriosa amálgama, nos comprou o direito de pedirmos, e diante de um coração humilde e contrito, Ele diz: “Quero, fica limpo!” (Lc.5:13). NEle estava a natureza humana e a natureza divina em perfeita fusão. Paulo denominou esta junção de o grande “mistério da piedade” (1Tm.3:16). O que era impossível, tornou-se realidade pelo poder de um Deus que nos ama “com amor eterno” (Jr.31:3). “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a Sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros” (1Pe.1:3-4).
É certo que “todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia” (Is.64:6). Mas o Justo, o Santo, o Puro, o nosso Redentor, deseja lançar sobre nós as imaculadas vestes de Sua justiça e nos fazer participantes da natureza divina. Não fomos chamados para advogar pela causa de Deus, mas para sermos testemunhas dAquele que é “poderoso para salvar” (Is.63:1). “Se sabeis que Ele é justo, reconhecei também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dEle” (1Jo.2:29). Eis o nascimento que ninguém pode refutar. Vigiemos e oremos!
Bom dia, nascidos de Deus!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Jó25 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JÓ 25 – Além da vida ser injusta, a maioria das pessoas está à favor do engano, do erro teológico e, das ilusórias opiniões pessoais.
Jó não podia ver Deus em seus amigos. Elifaz, Bildade e Zofar concordavam entre si em suas teologias esdrúxulas; porém, nenhum deles se uniu a Jó que estava mais certo que todos eles. A pressão sobre Jó era desproporcional. Três pessoas saudáveis contra um deploravelmente doente. As mais rebuscadas palavras de Jó não convenciam nenhum dos seus oponentes. Jó estava em grande desvantagem!
Diante disso, fica evidente que devemos estar sempre atentos; pois, a maioria, geralmente, está trilhando o caminho errado, defendendo conceitos equivocados e, combatendo quem está mais avançado na descoberta pela verdade.
A maioria dos professos cristãos em todos os tempos esteve e ainda está iludida com seu “cristianismo”. A esmagadora maioria faz total confusão entre a verdadeira espiritualidade e a falsa religiosidade. Geralmente, a maioria segue meias verdades, ou conceitos superficiais, como se fossem verdades integrais. Infelizmente, a maioria tem ingerido a verdade com porções venenosas de mentiras perniciosas.
Em seu breve discurso, observe as meias verdades de Bildade:
• Ele fala da transcendência de Deus; mas, ignora Sua imanência: Ao apresentar apenas a transcendência de Deus, Bildade transmite uma ideia equivocado do Ser de Deus – como se Deus estivesse bem distante e, de certa forma, desconectado das questões pequenas das pessoas, neste mundo finito num universo infinito. Isso leva a uma concepção errônea de que Ele não Se importa com os dilemas humanos. Mesmo com o sacrifício de Cristo provando o contrário, ainda tem quem pensa equivocadamente de Deus como pregava Bildade!
• Ele fala da insignificância humana ignorando que Deus criou os seres humanos à Sua imagem e semelhança: Alegando que a humanidade não passa de larvas e vermes, Bildade ignora a dignidade e o valor intrínsecos oriundos da imagem e semelhança divinas. Em outras palavras, ele sugere que intrinsecamente os seres humanos são corruptos; portanto, desprovidos de valor.
Na verdade, para Deus, valemos mais que prata e ouro! Ele nos comprou com o precioso sangue de Seu amado Filho, que veio morrer em nosso lugar (I Pedro 1:18-20).
Influenciados não por Bildade, mas pela mensagem bíblica, podemos revigorar-nos frente às mensagens humilhantes de pessoas ignorantes! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: JÓ 24 – Primeiro leia a Bíblia
JÓ 24 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jó/24
Os amigos de Jó o acusaram, mas Jó não aceitou! Ele contou histórias de justos que sofreram e ímpios que prosperaram.
Por que as pessoas piedosas sofrem?
Se essa vida fosse tudo o que tivéssemos, seria um quadro sombrio. Mas quando percebemos que essa vida é apenas um pedacinho da eternidade, um lugar de preparação para uma vida futura, o quadro torna-se diferente.
Daniel, José, Ester e Moisés não teriam escolhido as dificuldades, mas porque permaneceram fiéis na adversidade, quantos outros foram levados a Deus por meio de seus exemplos?
No grande conflito entre Deus e Satanás, Jó não sabia que estava sendo observado por seres de todo o Universo. Também não sabemos em que palco estamos e quem está assistindo. Pode ser um vizinho, um amigo ou um estranho. Nossas mentes são muito pequenas para entender o que Deus entende.
O que sabemos é que Deus tem o melhor em mente, e Seu caminho leva à vida eterna onde não haverá mais lágrimas.
Jesus nos lembrou: “Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”.– João 16:33.
Vamos renovar nosso compromisso de segui-Lo aonde quer que Ele nos guie.
Lisa Ward
Escriturária na IASD Country Life , Texas, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/24
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707 palavras
2 os limites. Ou, “os marcos de divisa” (NTLH). […] Nos lugares onde propriedades vizinhas não eram divididas por cercas de qualquer tipo, como no antigo Oriente em geral, a única forma de distinguir entre a terra de um homem e de outro era por meio de pequenas pedras colocadas a intervalos da linha de divisa. Uma forma fácil de roubo era deslocar esses marcos, colocando-os mais para dentro da terra do vizinho (CBASD, vol. 3, p. 632).
3 órfão. Ver 1Sm 12:3. Deus deu regulamentos destinados a reprimir a tendência natural dos egoístas de não tratar com bondade os órfãos e as viúvas (ver Êx 22:22; Dt 24:17; 27:19; Sl 94:6; Is 1:23; 10:2; Jr 5:28; Zc 7:10). O jumento do órfão e o boi da viúva estavam entre as mais valiosas posses desses desafortunados (CBASD, vol. 3, p. 632, 633).
5 como asnos monteses no deserto. Oprimidos e necessitados que eram banidos da sociedade e obrigados a procurar substitstência precária como a do jumento selvagem no deserto (CBASD, vol. 3, p. 633).
6 rabiscam. Rebuscam as últimas uvas, apesar de a Lei exigir que os restos da vindima sejam deixados para os pobres (Bíblia Shedd).
9 orfãozinhos são arrancados. Esta é uma referência ao costume cruel de tomar crianças como escravas a fim de saldar a dívida do pai (ver Ne 5:5; cf 2Rs 4:7) (CBASD, vol. 3, p. 632).
Das viúvas roubam-se até as criancinhas para serem vendidas e entregues à escravidão e, como escravas, trabalham com os gêneros alimentícios dos opressores, sem, entretanto, ter o direito de prová-los, 10, 11 (Bíblia Shedd).
12 desde as cidades. O clamor dos oprimidos emerge não só dos desertos e das fazendas, mas também das cidades. O objeto de Jó era mostrar, em oposição à crença errônea de seus amigos, que Deus não pune imediatamente todo ato mau nem recompensa toda boa obra. Muitas vezes, há um longo tempo até que o vício seja punido e a virtude, recompensada. Portanto, o caráter de alguém não pode ser julgado por sua prosperidade ou adversidade. Aqui se encontrava a falha básica na filosofia dos supostos amigos de Jó (CBASD, vol. 3, p. 633).
13 inimigos da luz. Este versículo inicia uma nova seção, que abrange os v. 13 a 17 e trata de assassinos, adúlteros e ladrões. Esse tipo de iniquidade floresce na escuridão. Seus adeptos são “inimigos da luz” – não só a luz do dia, mas também a luz da razão, da consciência e da lei. Não possuem qualquer restrição moral (CBASD, vol. 3, p. 633).
16 minam as casas. Antigamente o roubo das casas era feito desta forma. As janelas eram poucas e ficavam muito altas na parede. As portas eram fortemente trancadas com ferrolhos e barras, mas as paredes, por serem feitas de barro, entulho ou tijolos secos ao sol, eram fracas e podiam ser facilmente rompidas (ver Ez 12:5, 12) (CBASD, vol. 3, p. 633).
17 sombra da morte. Ou, “profunda escuridão”. Quando a profunda escuridão da noite se inicia, essas pessoas começam seu trabalho. A chegada da noite é para elas o que o amanhecer é para outros (CBASD, vol. 3, p. 634).
18 maldita é a porção. Isto é, seu modo de vida, seu modo de ganhar a vida, é abominável (CBASD, vol. 3, p. 634).
Já não andam pelo caminho das vinhas. Suas vinhas não produzirão. Eles tem vivido da pilhagem e não merecem ganhar sua subsistência por meio das vinhas(CBASD, vol. 3, p. 634).
20 A estéril. A opressão de uma estéril indicava extrema crueldade. A mulher estéril era especialmente vítima indefesa da pressão porque não tinha filho para defender seus direitos. A esterilidade era considerada como resultado de algum pecado e do desprazer divino(CBASD, vol. 3, p. 634).
24 São exaltados por breve tempo. Esta é a conclusão de Jó com respeito à maneira como Deus trata os ímpios. Seus amigos afirmam que estes são punidos nesta vida por seus pecados e que grandes crimes logo atrairiam grandes calamidades. Jó nega isso e diz que o fato é que os perversos são exaltados. Contudo, ele sabe que chegará o tempo em que eles receberão a recompensa de seus maus atos. Jó afirma, porém, que a morte deles pode ser tranquila e fácil e que talvez nenhuma prova extraordinária do desprazer divino acompanhe sua partida (CBASD, vol. 3, p. 634).
25 Jó termina seu discurso apelando para seus amigos provarem o contrário daquilo que dissera; não está interessado em ganhar o debate; só quer descobrir a verdade sobre os problemas que o afligem (Bíblia Shedd).
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“Desde as cidades gemem os homens, e a alma dos feridos clama; e, contudo, Deus não tem isso por anormal” (v.12).
Em seu sofrimento, Jó acabou construindo um conceito sobre a sorte do justo e do ímpio. Sua inquietação por justiça era reforçada pelo descaso e maldade cometidos contra os pobres e necessitados e pela prosperidade de seus algozes: “Por que o Todo-Poderoso não designa tempos de julgamento? E por que os que O conhecem não veem tais dias?” (v.1). Há um clamor pela urgente necessidade de entender os propósitos de Deus e de ter uma resposta quanto às injustiças cometidas. Por mais que Jó confiasse no justo julgamento de Deus, ele o teve por demais demorado.
Esse questionamento não foi levantado apenas por Jó. O profeta Habacuque, por exemplo, diante da apostasia e corrupção nacional, julgou tardio o juízo divino: “Até quando, Senhor, clamarei eu, e Tu não me escutarás? Gritar-Te-ei: Violência! E não salvarás? Por que me mostras a iniquidade e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há contendas, e o litígio se suscita […] porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida” (Hq.1:2-4). Apesar de serem homens e mulheres escolhidos por Deus para um ministério sagrado, os profetas eram os que mais sentiam e sofriam os resultados da injustiça.
A demora, em todos os aspectos da vida, é vista pela humanidade como um mal a ser evitado. O relógio nos mostra constantemente que há um horário a ser cumprido. E, a depender da situação, minutos de atraso podem resultar em perdas irreparáveis. Mas será que o Dono do tempo atrasa em Seus desígnios? Será que Deus demora em realizar a Sua justiça sobre a Terra? Estamos vivendo nos dias em que o apóstolo Pedro advertiu que surgiriam “escarnecedores com os seus escárnios […] e dizendo: Onde está a promessa da Sua vinda?” (2Pe.3:3 e 4). Mas a resposta dada pelo Espírito Santo ao apóstolo deve ser a nossa certeza de que Deus não atrasa, mas espera: “Não retarda o Senhor a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9).
Ainda que pareça tardio o cumprimento da derradeira promessa, ela “se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-O, porque, certamente, virá, não tardará” (Hq.2:3). Assim como Jó foi retribuído no tempo determinado, e Habacuque teve uma resposta à sua queixa, Deus tem designado o tempo perfeito para nos dar “a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que O amam” (Tg.1:12).
Diante das injustiças deste mundo hostil, confiemos nAquele a quem “pertence a vingança” (Rm.12:19). Que a nossa mente não fique a divagar em “tempos ou épocas que o Pai reservou pela Sua exclusiva autoridade; mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo” (At.1:7-8), e seremos testemunhas de Jesus, “esperando e apressando a vinda do Dia de Deus” (2Pe.3:12).
É certo que “os sábios entenderão” (Dn.12:10) que estamos muito perto do retorno do nosso Salvador. Logo Ele virá nos buscar. Mas, que até lá, nossa vida esteja escondida com Cristo em Deus (Cl.3:3), a fim de vivermos “de modo digno do Senhor, para o Seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus” (Cl.1:10). Vigiemos e oremos!
Bom dia, testemunhas de Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Jó24 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100