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“A intimidade do Senhor é para os que O temem, aos quais Ele dará a conhecer a Sua aliança” (v.14).
Em uma das orações mais lindas da Bíblia, Davi abriu o seu coração ao Senhor expondo os seus maiores medos em um acróstico do alfabeto hebraico. Ainda que fossem muitos os seus inimigos (v.19), ainda que fosse perseguido sem causa (v.3), nada disso o atormentava mais do que as tribulações de seu coração, as suas angústias pessoais (v.17). Mais do que segurança, Davi desejava sentir-se perdoado. Era como se ele tivesse orado da seguinte forma:
— Senhor, não te lembres de mim segundo os meus pecados, nem segundo as transgressões que já cometi, mas que a Tua misericórdia e a Tua bondade continuem a me seguir, para que eu possa me arrepender de forma genuína e andar em sinceridade e em retidão (v.21) diante de Ti!
Quando Davi expressou grande preocupação em não ser envergonhado, não estava preocupado com ele mesmo, mas que a exultação dos inimigos (v.2) em face de sua iniquidade fosse uma desonra ao nome de Deus (v.11). “O temor do Senhor é a sabedoria” (Jó 28:28). Por isso que o salmista diz que “ao homem que teme ao Senhor, Ele o instruirá no caminho que deve escolher” (v.12). Isto não interfere em nosso livre arbítrio, amados, mas constrói uma ponte de ligação com o Céu fazendo com que a intimidade do Senhor nos preserve em sinceridade e em retidão e nos guarde de envergonhar o nome santo de Deus por meio de uma vida guiada pelo Espírito Santo.
Diante de um turbilhão de coisas ruins que nos cercam diariamente, somente a oração e a firme decisão em confiar no Senhor, em Sua bondade e misericórdia, é que ainda nos dão forças para voltar os nossos olhos para o Alto (v.15) e nos conduzir a guardar a Sua Palavra (v.10). A solidão de Davi (v.16) expressa a sua individualidade diante do que sentia e diante de seus pecados. Ninguém mais poderia sofrer em seu lugar ou sentir o que ele sentia. Ele sabia que somente Deus o compreenderia.
Davi foi um homem sujeito aos mesmos sentimentos que nós, assim como tantos outros “heróis” da fé que admiramos. Uma vida de comunhão com Deus foi o que tornou homens e mulheres comuns em testemunhos de fé e de coragem. “A intimidade do Senhor é para os que O temem”, ou seja, o relacionamento pessoal com Deus é para os sábios. Quer ter sabedoria? Então jamais considere-se sábio aos seus próprios olhos, mas busque sabedoria mantendo os olhos fixos em Cristo Jesus todos os dias. Ele é a Fonte inesgotável de todo o entendimento. Que Jesus seja, de fato e de verdade, o seu melhor Amigo. E Ele guiará a sua vida por veredas de misericórdia e de verdade. “Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1Jo.2:1). Espere em Deus (v.21) todos os dias de sua vida, “teme ao Senhor” (v.12) e até “a sua descendência herdará a terra” (v.13). Vigiemos e oremos!
Bom dia, sábios de Deus!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Salmos25 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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SALMO 25 – Este Salmo apresenta uma visão abrangente do maravilhoso caráter de Deus, com traços que são particularmente relevantes aos intelectuais de nosso século pós-moderno. Em suas palavras, encontramos a misericórdia divina, que nos recorda da importância da compaixão e da empatia em nossa sociedade secularizada. Além disso, nota-se a orientação amorosa de um Deus que Se importa e oferece direção em meio às incertezas do cotidiano. A Sua fidelidade nos assegura de que podemos construir relacionamentos autênticos e duradouros, enquanto Sua paciência nos acompanha durante o processo de descoberta pessoal. A bondade e o amor divinos nos envolvem, fornecendo um refúgio seguro. Aprendemos também que Deus Se revela como um conselheiro sábio, capaz de nos guiar em nossas tomadas de decisões. Ao nos familiarizarmos com tais traços de caráter divino, encontraremos inspiração e encorajamento para enfrentar os desafios da vida pós-moderna, em um mundo que alega viver no período da pós-verdade.
Vemos nesse Salmo que Deus é cheio de misericórdia e bondade (Salmo 25:6). Ele guia os humildes e lhes ensina Seu caminho (Salmo 25:4-7, 9). Sua justiça visa mostrar o caminho certo aos pecadores (Salmo 25:8) e concede proteção a quem O buscar (Salmo 25:1-3, 20-22).
Todos os caminhos divinos são amor e fidelidade (Salmo 25:10); e, ligado a isso, integridade e retidão caracterizam Seu maravilhoso caráter (Salmo 25:12-17, 21). Por isso, é possível dizer diante dEle:
• “Por amor do teu nome, Senhor, perdoa o meu pecado, que é tão grande!” (Salmo 25:11).
• “Olha para a minha tribulação e o meu sofrimento, e perdoa todos os meus pecados” (Salmo 25:18).
Em um mundo em constante mudança, este Salmo oferece aos pensantes pós-modernos uma visão reconfortante do caráter de Deus. Sua misericórdia, orientação amorosa, fidelidade e paciência são um lembrete poderoso de que eles não estão sozinhos em suas jornadas. A bondade e o amor de Deus fornecem um alicerce seguro para construir relacionamentos significativos e experimentar uma paz perene e permanente. Além disso, a sabedoria e o conselho do Senhor revelados a nós em Sua Palavra, são uma bússola confiável em meio às escolhas e decisões da existência. Abracemos estes traços divinos a fim de encontrarmos esperança, direção e propósito em nossa procura por significado em uma sociedade instável e incerta.
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: SALMO 24 – Primeiro leia a Bíblia
SALMO 24 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/sl/24
Anseio pelo Céu e pela presença de Deus, mas assim como no santuário no deserto, devemos ser purificados para entrar. Existem requisitos para o acesso ao monte santo de Deus descritos por Davi: mãos limpas, coração puro, falta de vaidade e língua verdadeira. Coloque seu orgulho no altar diariamente e evite pensar apenas em si mesmo, mas procure maneiras de ajudar os outros. Em seguida, devemos ser lavados na pia e ter mãos e corações limpos. Como os cristãos ansiosos pelo retorno de Jesus em breve, vamos purificar nossas mentes e cada palavra falada enquanto procuramos maneiras de levar outros a Jesus. Permitamos que Jesus tenha acesso para transformar nossos corações e mentes todas as manhãs e coloque Sua armadura sobre nós.
Jesus nos deu acesso ao céu por meio de Seu sacrifício no Calvário e abriu as portas do Céu para todos os que crêem em Seu nome. Ele está vindo em breve para nos levar para casa, para o Seu Santo Lugar! Então nós também cantaremos e gritaremos com todo o céu: “Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória (v. 7).”
Maranata!
Cheri Holmes
Enfermeira de pronto-socorro, Lynden, Washington, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/24
Tradução: Luis Uehara/Jeferson Quimelli
Texto da rodada de leitura anterior:
“A terra é do Senhor e tudo que nela existe. O mundo e todo o seu povo pertencem a ele”. Jesus é digno da mais alta honra porque criou todas as coisas; portanto pertencemos a ele. Em Apocalipse 5, vemos que Ele é digno novamente, porque Ele nos redimiu.
“Eu sou quem te ajuda, declara o Senhor; o teu Redentor é o Santo de Israel (Isaías 41:14).
Portanto, quem pode “escalar o monte do Senhor?” Parece uma tarefa difícil. É preciso ter pureza e honestidade para alcançar esse cume elevado. Mas se pertencemos a esse Jesus, de quem o salmista fala, como Ele é digno porque nos redimiu e nos ajuda, então é verdade que “Aquele que santifica e os que são santificados, todos têm uma fonte” (Hebreus 2:11).
Jesus é a fonte e quem santifica. Isso é uma boa notícia para aqueles que desejam se aproximar de Jesus como Davi. Apocalipse 5 repete as palavras do salmista: “Quem é digno?” …. o “Rei de glória.” Vamos celebrar a Sua dignidade porque somos dEle, somos do nosso Criador e Redentor.
April Snyder
Capelã Associada da Southwestern Adventist University,
Texas EUA
Fonte: https://reavivadosporsuapalavra.org/2020/02/26/
Tradução: Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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488 palavras
O Salmo 24, um dos hinos compostos para comemorar o estabelecimento de Jerusalém como a cidade do grande Rei (ver Sl 30;101; 132:1-4) parece ter seu contexto histórico nos eventos de 2Sm 6 e 1Cr 15. Davi conquistou a fortaleza jebusita de Sião (2Sm 5:6-10) e se determinou a levar a arca de seu local temporário , na casa de Obede-Edom em Quiriate-Jearim, para a tenda que preparou na cidade de Jerusalém. … As palavras dos v. 7 a 10 foram cantadas por dois corais de anjos quando os Céus receberam o verdadeiro Filho de Davi de volta à Jerusalém celestial (ver DTN, 833; PR, 187, 190, 191). O hino tem duas partes. No seu emprego original, a primeira parte foi, sem dúvida, cantada aos pés da colina em que estava Jerusalém, antes de a procissão começas a subir (v. 1-6); e a segunda foi cantada diante dos portões da cidade imediatamente antes da entrada triunfal (v. 7-10). As duas estrofes da orimeira parte podem ter sido cantadas de forma alternada por dois coros; e a segunda parte, por dois coros de forma antifônica*. Os v. 7 a 10 aparecem no coro inspirador “Levantai, ó portas, as vossas cabeças”, da segunda parte do oratório de Handel, O Messias, que interpreta com grande Messias a natureza antifônica deste salmo. O poema, cuidadosamente estruturado, é considerado uma ampliação do pensamento implícito na declaração de Jesus: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” (Mt 5:8). O requisito essencial para ser cidadão do reino de Deus é a pureza. Somente o puro de coração entrará na Jerusalém celestial. A justiça abre os portões dos céus (ver Sl 118:19, 20). CBASD – Comentário Bíblico Adventistado Sétimo Dia, vol. 3, p. 776. CBASD, vol. 3, p. 776.
1 Ao SENHOR pertence toda a terra. Deus tem direito sobre a Terra, sobre tudo que nela há, e sobre todos os seus habitantes, visto que é seu Criador e Senhor. Este conceito elimina completamente o exclusivismo do judeu ou gentio. O versículo é um exemplo perfeito de paralelismo sinonímico, no qual a segunda parte repete e amplia o pensamento da primeira.
4 limpo de mãos. Visto que as mãos são instrumentos de ação, tê-las limpas significa ser reto (ver Jó 17:9; Sl 18:24). CBASD, vol. 3, p. 776.
puro de coração. A verdadeira religião não consiste em mera conformidade exterior com ritos religiosos; ela domina o coração e produz pureza de pensamento e sinceridade de motivos. CBASD, vol. 3, p. 776.
10 O SENHOR dos Exércitos. Deus governa sobre um universo de coisas e seres criados e que estão ordenados como exército para a batalha. Seu domínio é universal. Os habitantes do universo, de todas as ordens e categorias, reconhecem o domínio divino. … O salmo termina em prefeita harmonia com o pensamento introdutório: somente Deus governa o universo; somente Ele deve ser reconhecido por todos. A cerimônia de estabelecimento da arca no monte do Senhor é uma ocasião adequada para essa proclamação. CBASD, vol. 3, p. 776, 777.
* Antífona: “Uma peça musical executada por dois coros semi-independentes, interagindo um com o outro, às vezes cantando frases alternadas, é classificada como antifonal”. https://pt.wikipedia.org/wiki/Antifona.
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“Quem é o Rei da Glória? O Senhor, forte e poderoso, o Senhor, poderoso nas batalhas” (v.8).
Após o Salmo em que o Senhor é chamado de o Bom Pastor, este Salmo o declara como “o Rei da Glória” (v.8, 10). Apesar de Davi referir-se a Jerusalém como o lugar da habitação de Deus, o texto de hoje também possui uma aplicação a um futuro bem próximo.
Muito em breve, o Senhor reivindicará tudo o que Lhe pertence (v.1) e, diante de Sua majestade, “Quem subirá ao monte do Senhor? Quem há de permanecer no Seu santo lugar?” (v.3). “E quem é que pode suster-se?” (Ap.6:17). O salmista nos apresenta a resposta: “O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura dolosamente” (v.4). E ainda completa dizendo que este é o que obterá “a bênção e a justiça do Deus da sua salvação” (v.5), e que “tal é a geração dos que O buscam, dos que buscam a face do Deus de Jacó” (v.6).
No livro de Mateus, Jesus confirmou as palavras deste Salmo em Seu sermão do monte. Entre as bem-aventuranças, a pureza ganha destaque: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” (Mt.5:8). A pureza é um requisito essencial para aqueles que contemplarão a face do Rei da Glória. Naquele grande Dia, aqueles que buscaram purificar-se mediante uma vida de comunhão e manter-se com as mãos limpas mediante uma vida de retidão (Sl.18:24), farão parte da reunião dos santos do Altíssimo, como escreveu Ellen White:
“Todos nós [os salvos] exclamamos então: ‘Quem poderá estar em pé? Estão as minhas vestes sem mancha?’ Então os anjos cessaram de cantar, e houve algum tempo de terrível silêncio, quando Jesus falou: ‘Aqueles que têm mãos limpas e coração puro serão capazes de estar em pé; Minha graça vos basta’. Com isso nos iluminou o rosto e encheu de alegria o coração. E os anjos tocaram mais fortemente e tornaram a cantar, enquanto uma nuvem mais se aproximava da Terra” (Primeiros Escritos, CPB, p.15).
O mesmo Deus que nos criou (Jo.1:1-3), que padeceu em dores como um servo sofredor (Sl.22), é O mesmo que voltará como Rei da Glória. E “Quem é Esse Rei da Glória? O Senhor dos Exércitos, Ele é o Rei da Glória” (v.10). Ele veio a primeira vez em semelhança de homens e foi “moído pelas nossas iniquidades” (Is.53:5). Mas, virá segunda vez como o “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Ap.19:16) e levará consigo todo aquele que se esforçou (Lc.13:24) em buscar nEle a pureza e a retidão.
Após a Sua vitória sobre o pecado e a morte, Jesus foi aclamado pelos anjos celestiais e a estes foi dada a ordem: “Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória” (v.7, 9). Oh, amados, não temos mais tempo a perder! A vitória de Cristo é nossa se Ele for o Rei da Glória em nossa vida! Precisamos nos revestir de toda a armadura de Deus (Ef.6:13) e combater o bom combate (2Tm.4:7). Então, é só um pouquinho mais, e estaremos recebendo dEle a coroa da justiça (2Tm.4:8). Sejamos a geração dos que buscam o Senhor, e, em breve, veremos “a face do Deus de Jacó” (v.6). Vigiemos e oremos!
Bom dia, limpos de mãos e puros de coração!
Rosana Garcia Barros
#Salmos24 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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SALMO 24 – As palavras deste Salmo podem ser usadas em serviços religiosos e momentos de adoração coletiva; podem ser recitadas, cantadas ou utilizadas como base para reflexões sobre a grandeza e santidade de Deus.
O Salmo enfatiza a necessidade de pureza e retidão para aproximar-se de Deus. Tem utilidade de lembrar-nos de buscar a intimidade com Deus e purificar nosso coração diante dEle.
O Salmo também aborda a importância da pureza e retidão na conduta do crente. Pois, pode ser aplicado em momentos de arrependimento e busca por perdão e consagração, conduzindo-nos através da necessidade de confessar pecados, e então buscar a reconciliação com Deus.
Além disso, em tempos de tentação e lutas contra o pecado, podemos recorrer ao Salmo 24 para fortalecer nossa determinação em buscar a pureza, e agradar a Deus em todas as áreas de nossa existência.
Portanto, a mensagem contida no Salmo 24, que inclui adoração, santidade e soberania divina, pode ser adaptada e aplicada em diversas situações de busca espiritual, reflexão, louvor e adoração.
Todavia, há três ocasiões importantes na história em que se encaixam o Salmo 24:
• Na entronização de um rei israelita: Na ocasião da entronização de um monarca, o Salmo poderia ser usado para lembrar tanto o rei quanto o povo de que Deus é o verdadeiro governante e de que a responsabilidade do rei é agir com justiça e retidão perante Ele e o povo.
• Na entronização de Cristo: Após a ressurreição e ascensão ao Céu, Cristo foi entronizado à direita de Deus Pai, como Rei dos reis e Senhor dos senhores. O Universo celebrou essa ocasião festiva com alegria e adoração.
• Na segunda vinda de Cristo: Nesse evento escatológico está associado ao juízo final e o estabelecimento do reino eterno; por isso, podemos usar o Salmo 24 como um chamado para estar preparado e aguardar com expectativa o retorno de Cristo.
Se era necessário preparar-se para estar dignamente diante de um rei humano, quão necessário é preparar-se para estar com o Rei divino. Somente aqueles que forem considerados dignos por Deus poderão estar em Sua presença.
Na segunda vinda de Cristo, aqueles que são dignos de entrar no reino celestial têm o coração voltado para Ele, pois O buscam de todo coração!
Enfim, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: SALMO 23 – Primeiro leia a Bíblia
SALMO 23 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/sl/23
Meu pastor suprirá minha necessidade—Jeová é Seu nome;
Em pastos aprazíveis Ele me faz alimentar, ao lado da corrente da vida.
Ele traz meu espírito errante de volta quando abandono Seu nome;
Ele me conduz, por Sua misericórdia, pelos caminhos da verdade e da graça.
Quando ando pelas sombras da morte, Tua presença é minha estada;
Todos meus medos se afastam, quando uma palavra de Teu sopro vivificante é falada.
Tua mão ainda serve a minha mesa, com meus inimigos à minha presença;
Meu cálice transborda de bênçãos, Teu óleo unge minha cabeça.
Todos os meus dias, meu Deus me supre de provisão;
Oh, que Tua casa seja minha morada e todo meu trabalho seja para Tua glorificação.
Enquanto outros chegam e partem, lá eu encontraria quietação;
Não mais um estranho ou um convidado, mas como uma criança em sua habitação.
— Isaac Watts (1674-1748)
Isaac Watts “introduziu uma nova maneira de traduzir os Salmos em versos para os cultos da igreja, propondo que eles fossem adaptados para hinos com uma perspectiva especificamente cristã… Ainda usamos muitos de seus hinos hoje. Seu amplo uso se deve aos seus dons poéticos, mas também porque interpretou o Antigo Testamento com o conhecimento do Novo. Dessa forma… o significado dos Salmos foi iluminado pela luz do evangelho, tornando-os uma alegria de cantar.” — Wikipédia.
Virgínia Davidson
Artista – projetista e construtora de vitrais. IASD de Spokane Valley, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/23
Tradução: Luis Uehara/Jeferson Quimelli
Comentário sobre o Salmo 23 da rodada anterior:
Uma das passagens mais conhecidas e amadas da Bíblia, o “Salmo do Pastor” de Davi, sempre aquece meu coração.
Nesta passagem, somos retratados como ovelhas. Uma vez eu morei em um lugar com muitas ovelhas. Um dia, enquanto dirigia subindo uma colina, vi um rebanho de ovelhas do outro lado da estrada. Eu freei estridentemente quando uma ovelha a balir ergueu os olhos, à frente do meu para-choque dianteiro. Esta ovelha não tinha ideia de quão perto estava da morte. Pouco tempo depois, um responsável apareceu galopando. Mencionei como eu quase havia atropelado uma de suas ovelhas. Ele simplesmente encolheu os ombros, dizendo que, de vez em quando, eles perdiam algumas. Eu pensei comigo mesmo: “Essa pessoa não é um bom pastor!”
Qualquer que seja a luta que possamos enfrentar, podemos sempre contar com o Bom Pastor a nos guiar pelas principais curvas e desvios de nossas vidas. O Bom Pastor não promete que a vida será fácil, mas promete estar conosco mesmo através do vale mais sombrio.
Michael W. Campbell
Professor de Religião
Southwestern Adventist University, Texas, EUA
Fonte: https: //reavivadosporsuapalavra.org/2020/02/25/
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1161 palavras
O Salmo 23 é talvez o mais conhecido e mais amado de todos os salmos. Conhecido universalmente como o “Salmo do Bom Pastor”, é, ao mesmo tempo, deleite das crianças e consolo dos mais velhos. É chamado de “A pérola dos salmos”, “O salmo do rouxinol”, “O cântico do pastor sobre seu Pastor”, etc. Agostinho disse que este Salmo era o hino dos mártires. Sem dúvida, mais livros e artigos têm sido compostos sobre este salmo do que sobre qualquer outro. Ele tem uma mensagem para o ser humano de todas as épocas. Este salmo, no entanto, é mais do que “O salmo do Pastor”. Ele retrata não apenas a figura do Pastor amoroso, que conduz Seu rebanho para descansar e se alimentar em “pastos verdejantes”, “junto às águas de descanso” e o protege dos perigos do deserto, mas também retrata a figura do amável Anfitrião, que provê superabundância de alimento e cuidado solícito para Seus convidados. O salmo termina com uma confissão de absoluta confiança em Yahweh para conduzir Seus filhos com amor, nesta vida, e os receber como convidados no lar eterno. … O Salmo 23 não tem qualquer traço de nacionalismo. Seu alcance é universal. As experiências de Davi como pastor nas montanhas acidentadas da Judeia e, mais tarde, como anfitrião na opulência da corte de sua capital, certamente o prepararam para escrever esta doce lírica sagrada. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do 7ª Dia, vol. 3, p. 771, 772.
Historicamente, o cordeiro do salmo era Davi; mas, em um contexto escatológico, conforme o salmo sugere em seu centro [v. 3b, 4a] … o cordeiro é o justo (v. 3), que passa pelo vale da sombra da morte (v. 4) – apontando, em última instância, para o justo e moribundo Cordeiro de Deus. Porque Jesus, o Cordeiro, viveu antes de nós e dependeu por completo de Deus, seu Pastor, podemos segui-Lo com segurança. Bíblia de Estudo Andrews.
1 meu pastor. A representação de Yahweh como pastor e de Seu povo como ovelhas é comum nas Escrituras. A primeira ocorrência dessa metáfora está em Gênesis 48:15, em que “o Deus que me sustentou” é literalmente “meu pastor”. … Para entender a beleza e o significado desta figura é preciso conhecer o perigo do deserto da Judeia e a estreita ligação entre o pastor e sua ovelha, principalmente o carinho que os une durante as muitas horas de solidão que passam juntos. CBASD, vol. 3, p. 772.
nada me faltará. Ou seja, “não passarei necessidade”. O restante do salmo detalha esta ideia básica. Bíblia de Estudo Andrews.
Ou, “de nada terei falta” (NVI). Uma declaração de confiança absoluta em Deus. Esta frase é a nota tônica do salmo. CBASD, vol. 3, p. 772.
2 pastos verdejantes. Literalmente, “pastos de grama fresca e nova”. CBASD, vol. 3, p. 772.
Ênfase em como o local é agradável, não na qualidade da grama. Bíblia de Estudo Andrews.
águas de descanso. Literalmente, “águas de lugares de descanso”, isto é, lugares de descanso com água, como ao lado de um rio, riacho, fonte ou lago. Um maravilhosa do quadro da graça divina (ver PP, 413). O bom Pastor conduz Suas ovelhas “junto a águas de descanso a fim de se prepararem para enfrentar as dificuldades do caminho. Deus concede momentos de refrigério para que o ser humano para que o ser humano esteja apto a enfrentar as duras batalhas do cotidiano. CBASD, vol. 3, p. 772.
As ovelhas têm medo de águas correntes, portanto, o pastor as conduz para águas tranquilas (ou prepara águas calmas para elas). Bíblia de Estudo Andrews.
alma. Do heb. nefesh (ver com. de Sl 3:2; 16:10). CBASD, vol. 3, p. 772.
refrigera-me a alma. As palavras gregas para refrigerar/sarar (iatria) e “alma” (psyche), quando colocadas juntas formam a palavra “psiquiatria”. Deus é o Psiquiatra divino, que traz refrigério e restauração à alma. Bíblia de Estudo Andrews.
veredas da justiça. Os que estão familiarizados com o território difícil da Judeia sabem quanto tempo se gasta e quantos danos se sofrem ao cruzar a região montanhosa, cortada de vales profundos, caso se desvie do caminho correto. Se permitirmos, Deus sempre nos guiará no caminho certo, embora, às vezes, não nos pareça fácil. CBASD, vol. 3, p. 772.
por amor do Seu nome. A direção de Deus é uma revelação de Seu caráter para o ser humano. CBASD, vol. 3, p. 772.
4 sombra da morte. O heb. tsalmaweth ocorre 18 vezes no hebraico, sendo traduzido na ARA como “sombra da morte” cinco vezes. Etimologicamente, deriva de tsel, “sombra”, e maweth, “morte”. … A frase “a sombra da morte” se tornou especialmente significativa para os leitores da grande alegoria de John Bunyan, O Peregrino. CBASD, vol. 3, p. 772.
Tu estás comigo. É o suficiente. O cristão precisa apenas estar seguro da presença de Deus. CBASD, vol. 3, p. 772.
O teu bordão e o teu cajado. O pastor da antiguidade carregava um bordão de 60 a 90 cm, com ponta de metal, para afugentar animais selvagens e um cajado comprido e torto, para resgatar ovelhas que se desviassem. Bíblia de Estudo Andrews.
bordão. Do heb shebet … O bordão é usado como arma para afugentar os animais vorazes que infestavam os campos de pastoreio. CBASD, vol. 3, p. 773.
cajado. Do heb . mish’eneth, “uma vara”, “um apoio”, para que se apoiassem enfermos ou pessoas de idade (Êx 21:19; Zc 8:4). CBASD, vol. 3, p. 773.
consolam.No hebraico, a figura de linguagem significa “dar sinais de contentamento”, sugerindo relaxamento total. Bíblia de Estudo Andrews.
O bordão e o cajado são indícios da presença do pastor e mostram que Ele está pronto a socorrer a qualquer momento. CBASD, vol. 3, p. 773.
5 Preparas-me uma mesa. O Pastor provê descanso, refrigério, alimento, restauração, companhia, direção, livramento do medo, conforto, segurança e vitória sobre os inimigos. O que mais pode querer o cristão? Contudo, o salmista destaca essas evidências da bondade de Yahweh e as acrescenta uma metáfora: a do amável Anfitrião. … Yahweh é ainda mais que um pastor – Ele é um rei que generosamente oferece aos convidados os manjares de Sua mesa. … A frase “preparas-me uma mesa” significa preparar uma refeição (ver Pv 9:2). CBASD, vol. 3, p. 773.
na presença dos meus adversários. Visto que Deus é o anfitrião, os planos dos inimigos para destruir o salmista não terão êxito. CBASD, vol. 3, p. 773.
óleo … cálice. No fim do dia, o pastor esfregava óleo calmante nos cortes e arranhões das ovelhas e lhes oferecia água do próprio cálice para matar a sede delas. Bíblia de Estudo Andrews.
meu cálice transborda. Comparar com Ef 3:20. Davi pensa em primeiro lugar, e talvez unicamente, no cálice de alegria do Senhor. Deus é generoso ao conceder Suas misericórdias. CBASD, vol. 3, p. 773.
6 misericórdia. Bênçãos materiais e espirituais seguem Davi por toda a vida. CBASD, vol. 3, p. 773.
seguirão. Literalmente, “perseguirão”. A imagem pode ser a de dois cães pastores que ficam atrás das ovelhas para mantê-las seguras, na linha. Bíblia de Estudo Andrews.
para todo o sempre. Literalmente, “para duração de dias”, indicando uma vida mais longa. Aquele que crê em Deus olha além de sua comunhão com Ele nesta vida e contempla a comunhão eterna que terá com Deus no porvir. O salmo termina com um sentimento de alegria infinda. CBASD, vol. 3, p. 773.