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Texto bíblico: ECLESIASTES 9 – Primeiro leia a Bíblia
ECLESIASTES 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ec/9
As palavras de Eclesiastes 9 me lembram que a vida é passageira e imprevisível. Não sabemos o que o futuro pode trazer – seja bom ou ruim. Tal incerteza pode trazer muita ansiedade se focarmos nela. No entanto, o escritor de Eclesiastes nos diz para aproveitarmos ao máximo a vida que nos foi dada. Embora não tenhamos controle sobre o que pode acontecer, podemos optar por aproveitar os prazeres simples que cada dia traz. Sinto-me inspirado a valorizar meus relacionamentos, saborear refeições compartilhadas com entes queridos, absorver a beleza ao meu redor e usar meus talentos com propósito. As dificuldades virão, mas posso suportá-las melhor apreciando as alegrias de hoje.
O escritor chama a morte de destino comum de todos. Lembrar que esta vida é transitória me mantém focado em coisas de valor duradouro. Quero viver com sabedoria, generosidade e fidelidade, sabendo que meu tempo é limitado. Embora não saiba o que o amanhã me reserva, posso viver plenamente no presente, valorizando esta dádiva da vida que me foi dada. A natureza passageira da vida me lembra, e espero que a todos nós, a dar o devido valor por cada dia.
Tyler Kraft
Pastor, IASD de Hayward, Califórnia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ecc/9
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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1 … Todas estas coisas. Ou seja, a questão da adversidade do justo e da prosperidade do ímpio.
Os justos. As obras de uma pessoa declaram o que ela é. pelos frutos serão conhecidos (Mt 7: 15-20).
Nas mão de Deus. A vontade de Deus é suprema. A mão é uma figura de poder e autoridade (Dt 33:3; Is 62:3).
Se é amor ou se é ódio. É difícil saber qual a intenção por trás das várias experiências da vida.Na maioria das vezes, estas experiências ilustram uma questão de causa e efeito (ver Gl 6:7). Às vezes Deus pode decidir realizar algo que, em Sua sabedoria, Ele sabe ser o melhor. Por meio da providência de Deus todas as experiências podem se tornar uma oportunidade para desenvolver o caráter.
Tudo lhe está oculto. A razão humana, sozinha, não pode penetras as vicissitudes da vida nem a natureza dos planos de Deus para a ida ou para o futuro…
2 … Ao bom. Todas as versões antigas com excessão dos Targuns acrescentam “e dos maus”, que parece necessário para completar o paralelo.
Ar puro. Possivelmente, uma referência à purificação cerimonial.
Ao que sacrifica. Ou seja, à pessoa que é meticulosa em cumprir as exigências rituais exteriores da vida religiosa.
3 Este é o mal. Salomão ainda não aceitava o fato de que os bons e os maus morrem.
4 … Um cão vivo. O cão é descrito na Bíblia como o mais desprezado de todos os animais (ÊX 22:31; 1Sm 17:43; Pv 26:11; 2Pe 2:22) e ainda é considerado assim nos países orientais. O cachorro é um símbolo de impiedade cruel (Sl 22:16, 59:2, 6, 14; Is 56:10, 11; Ap 22:14, 15).
5 Os vivos sabem. Eles conseguem planejar e fazer preparativos para a morte, pois sabem que devem enfrentá-la.
Os mortos não sabem coisa nenhuma. Ver Sl 88:10-12; 115:17.
Recompensa. Não é uma referência à recompensa eterna, quer seja da morte para os ímpios (Ap 20:11-15) ou da imortalidade para os justos (ver Ap 21:1-4; cf. Mt 16:27; 1Co 15: 51-54). Salomão está falando aqui sobre usufruir os frutos do trabalho nesta vida.
Sua memória. Ou seja, a lembrança deles na mente dos vivos e não a própria memória dos mortos. Isto é claro por causa do sentido da palavra zeker, “lembrança”, “memorial” e de seu uso no AT. Isto se refere, sem exceção, à “lembrança” de pessoas ou eventos, e junca à capacidade de memória (Jó 18: 17; Sl 31:12; 112:6).
6 … Parte. Quando a pessoa está viva tem uma parte a desempenhar e pode desfrutar a recompensa de seus labores, Mas, com a morte, suas funções terminam. Jó (Jó 14: 10-14), o salmista (Sl 30:9) e o profeta Isaías (Is 38:10) expressam esta mesma verdade.
7 … Tuas obras. Deus concede abundância de bençãos nesta vida e é Sua vontade que as pessoas as desfrutem. Porém, chegará o dia em que será feita a distinção entre o justo e o ímpio (Ml 3:18) com base na forma como utilizaram essas bençãos: se para fins egoístas ou para ministrar às necessidades de seus semelhantes (Mt 25:31-46).
8 … O óleo. Era um costume oriental aplicar óleo na cabeça para refrescar o corpo e perfumá-lo (ver Sl 23:5; Am 6:6). Não ungir a cabeça era considerado sinal de luto ou jejum (2Sm 14:2; Mt 6:17). O óleo também é símbolo das ricas bençãos de Deus (Sl 92:10; 104:15; cf. Is 61:3).
9 Goza a vida. Esta parte da oração diz, literalmente, para “ver a vida com a mulher que tu amas”. O casamento foi ordenado para trazer alegria suprema, e o lar deverias o Céu na Terra (ver Pv 5:18, 19; 18:22).
Tua porção. Ou seja, para que um homem tenha um casamento feliz. Era desígnio de Deus que o ser humano tivesse uma vida feliz e a consciência tranquila. O ser humano deve aproveitar plenamente os privilégios e responsabilidades que a vida lhe dá.
10 … No além. Do heb. she’ol, o figurado domínio dos mortos (…). Esta é a única menção de she’ol em Eclesiastes. É evidente que Salomão cria num estado de inconsciência no she’ol (…).
11 Ligeiros. Ao contrário dos seres humanos, Deus não depende de qualidades físicas e força mental (1Sm 14:6; 17:47). de modo semelhante, entre as pessoas, as qualidades exteriores, que parecem dar vantagem a uns sobre outros, não são as mais importantes.
14 Um grande rei. Comentaristas especulam por muito tempo com relação a que cidade Salomão se referia. Não há base para determinar que cidade estaria na mente do escritor nem qual seria o “grande rei”. Isto por ter sido uma alusão velada a algum evento histórico.
15 … Livrou. Em 2 Samuel 20:13 a 22, é descrito um evento semelhante, no qual uma cidade foi salva por uma sábia mulher.
Ninguém se lembrou. Quando a crise passou, o libertador foi ignorado e esquecido (comparar com a experiência de José em Gn 40:23). A aclamação pública é volúvel e não confiável. este pobre homem sábio mergulhou novamente na obscuridade.
16 … Suas palavras. Ele demonstrou bom senso, mas conselhos extras, talvez indesejáveis, não foram aceitos.
17 … Governa entre tolos. Num momento de empolgação, o demagogo pode ser seguido, para grande perda da nação.
18 Armas de guerra. O mundo precisa de sabedoria divina mais do que de um arsenal de bombas.
Destrói. Uma pessoa pode trazer grande perda para a nação (Js 7: 1, 4).
Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.
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“Deveras me apliquei a todas as coisas para claramente entender tudo isto: que os justos, e os sábios, e os seus feitos estão nas mãos de Deus; e, se é amor ou se é ódio que está à sua espera, não o sabe o homem. Tudo lhe está oculto” (v.1).
A meteorologia é a ciência que estuda os fenômenos climáticos, dando-nos a possibilidade de saber a previsão do tempo e a proximidade de possíveis desastres naturais. Porém, esta mesma previsibilidade, infelizmente, não podemos ter com relação ao que fazemos neste mundo. Ainda que sejamos, aos olhos de Deus, justos e sábios, nunca saberemos ao certo o que nos espera no futuro. Nossas ações, por melhores e bem intencionadas que sejam, nem sempre são correspondidas da maneira que esperamos. Mas existe algo completamente previsível: “Tudo igualmente sucede a todos” (v.2). E, só para não restar dúvidas, “a todos sucede o mesmo” (v.3).
Ninguém conhece o dia da morte, mas sabe que, enquanto estivermos neste mundo cujo “salário do pecado é a morte” (Rm.6:23), estamos todos sujeitos à mesma “remuneração”. Temos dentro de nós algo que pode decretar a nossa sentença de morte antes mesmo dela chegar de fato: o nosso coração. Pois “o coração dos homens está cheio de maldade” (v.3). “Enganoso é o coração […]” (Jr.17:9). Porém, enquanto há vida, há esperança! “Porque eu estou bem certo de que nem a morte […] poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:38-39).
Existem várias teorias sobre o estado dos mortos, mas a verdade sobre a morte é apenas uma, e Salomão (bem como toda a Bíblia) deixa isso bem claro: “[…] mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento” (v.5). Ao referir-se à morte de Lázaro, Jesus disse: “Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (Jo.11:11). Sobre a reação dos cristãos sobre a morte, Paulo escreveu: “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança” (1Ts.4:13).
A Bíblia compara a morte ao sono, um estado de completa inconsciência que só será interrompido quando a mesma voz que fez Lázaro sair do túmulo com vida, for ouvida na manhã da ressurreição. “Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Ts.4:16).
De forma sábia e prudente, o Senhor nos convida a procurarmos viver aqui um prenúncio do que viveremos na eternidade. O prazer de desfrutar com alegria das dádivas que Deus nos dá não é pecado, amados. O pecado está em permitir que os prazeres da vida ultrapassem os limites estabelecidos por Ele nas Escrituras. Mas se a nossa alegria não macular as alvas vestes que Jesus nos concede e nem esgotar o óleo do Espírito de nossa mente (v.8), então devemos louvar a Deus pela porção de regozijo que Ele nos oferece. Que Deus nos guie, para que nossa vida não seja regida por “ódio ou inveja” (v.6), ou qualquer outro tipo de sentimento que nos roube a esperança da vida eterna em Cristo Jesus.
A ilustração a respeito do pobre sábio descreve com exatidão esta verdade. Ainda que a sua sabedoria seja desprezada e suas palavras negligenciadas, “melhor é a sabedoria do que a força” (v.16). Porque a sabedoria “dá vida ao seu possuidor” (Ec.7:12), “mas um só pecador destrói muitas coisas boas” (v.18). Não pense que você tem o poder de prever suas intenções. Fuja do mal enquanto há esperança (v.4)! “Vai” (v.7) e desfruta da porção que Deus lhe confiou na companhia do cônjuge “que amas” (v.9). “Em todo tempo, sejam alvas as tuas vestes e jamais falte o óleo sobre a tua cabeça” (v.8). Tudo o que Deus lhe confiar para fazer, não faça motivado pelo egoísmo ou pela inveja, mas “conforme as tuas forças” (v.10), “para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt.5:16).
E lembrem-se, amados: Mais vale ouvir “as palavras dos sábios” em silêncio do que “os gritos de quem governa entre tolos” (v.17). Se, hoje, dermos ouvidos à sabedoria da Palavra, e nisso perseverarmos, a nossa previsão do tempo será a chegada da chuva serôdia, culminando no raiar da manhã gloriosa!
Querido Pai Celestial, humildemente Te pedimos por sabedoria e que em todo tempo sejam alvas as nossas vestes pelo lavar regenerador do Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, sábios do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Eclesiastes9 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ECLESIASTES 9 – O tema da morte vem pairando sobre o livro de Eclesiastes desde o início. Mesmo que cada ação em seu devido tempo tenha propósito (Eclesiastes 3:1-8), é certo que o tempo para cada pessoa terá fim (Eclesiastes 2:17-23; 3:18-21; 4:13-16; 6:3-6). O sábio rei Salomão admite que, no fim, a morte alcança a cada criatura viva que existe na Terra!
Como a morte é um assunto assustador, aterrorizante, “ao longo da história humana, as pessoas têm-se recusado a aceitar a finalização que a morte traz para a vida. A morte acarreta uma inaceitável e súbita interrupção de trabalho, planos e relacionamentos de uma pessoa. Embora figure na inscrição de muitas pedras tumulares de cemitério a frase ‘descanse em paz’, a verdade é que a maioria das pessoas não dá boa acolhida ao pacífico repouso da sepultura. Preferiam estar vivas e produzindo. Assim, não é de surpreender que o tema da morte e do além-túmulo sempre tenha sido uma questão de intensa preocupação e especulação. Afinal de contas, o índice de mortalidade é ainda de um por pessoa: cada um de nós, no tempo determinado, enfrentará a sombria realidade da morte”, considera Samuele Bacchiocche.
O medo e a não aceitação da realidade da morte requer que desçamos do pedestal de nossas opiniões e expectativas infundadas para submeter-se à revelação de Deus em Sua Palavra. Apenas pela revelação divina o ser humano pode tornar-se verdadeiramente sábio durante sua vida, declara Eclesiastes 9 logo no início. Em seguida, salienta que a morte espreita o justo e o ímpio – pessoas boas e más não estão livres dessa fatídica fatalidade irreversível (Eclesiastes 9:2-6).
Por conseguinte, é preciso saber aproveitar o prazer de alimentar-se, desfrutar da companhia da família e dos benefícios do trabalho antes de chegar à sepultura (Eclesiastes 9:7-10). Nem mesmo os mais sábios conseguiram até hoje driblar a morte, ou predizer acertadamente sua chegada (Eclesiastes 9:11-12). Todavia, nem por isso, nem pela pobreza ou, por quaisquer coisas, a sabedoria deveria ser desprezada, banalizada (Eclesiastes 9:13-18).
O propósito primário de Eclesiastes 9 não é doutrinar-nos sobre a morte, mas sobre a vida. Sendo que na morte não há vida, então não devemos desperdiçar tempo em coisas destruidoras da vida esperando tê-la novamente após morrer. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: ECLESIASTES 8 – Primeiro leia a Bíblia
ECLESIASTES 8 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ec/8
Salomão nos confronta com as duras incertezas da vida. O bem e o mal acontecem aos virtuosos e aos injustos (8:14-17). Da mesma forma, não temos controle quando a morte bate à porta (8:8). Portanto, o nosso futuro não está em nós e na nossa sabedoria (8:1), mas sim na sabedoria do nosso Salvador.
A sabedoria é elogiada em Ecl. 7:11: “A sabedoria, como uma herança, é coisa boa e beneficia aqueles que vêem o sol.” Nosso descanso mais verdadeiro está em Deus (Pv 3:13-18; Ap 22:14). Ele é o Criador da vida e possui as chaves da morte, reveladas através de Jesus. Confiando em Deus, abraçamos a conexão significativa que Ele orquestra (8:2-5).
Nossa visão é limitada como seres finitos, obscurecida por uma prescrição incapaz de desvendar a totalidade da obra de Deus (8:17). Em meio às obscuridades dos becos da vida, nossa esperança não está em nós mesmos, mas na presença, no caráter e no chamado inabaláveis de Deus. Em Suas mãos depositamos nossa confiança, encontrando consolo na segurança divina que transcende nossas limitações humanas.
John Strehle
Pastor Principal, IASD de Camarillo, Califórnia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ecc/8
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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1. O sábio. Salomão afirma que a sabedoria é superior a todas as outras posses.
E quem sabe […]? A pessoa verdadeiramente sábia saberá como interpretar as experiências da vida. Daniel é um nobre exemplo (Dn 5:10-29). Os apóstolos Paulo (1Co 2:15) e João (1Jo 2:27) enfatizam a mesma verdade.
Reluzir o seu tosto. A sabedoria e a serenidade interior são refletidas no rosto de quem é verdadeiramente sábio (ver Jó 29:24; cf. Nm 6:25; Sl 4:6).
Muda-se. A graça de Deus transformando o coração será refletida no rosto por uma expressão de alegria serena.
Dureza. Do heb. ´oz, frequentemente traduzido por “força”. Neste verso, a palavra significa “rigidez”, numa descrição de um rosto sem ternura, cultura e finas virtudes.
2 […] Mandamento. Literalmente, “boca” e, figurativamente, ordens verbais e escritas, de uso comum no AT (Êx 17:1; 38:21; Nm 3:39; 10:13; etc.).
3 Apresses em deixar. … O rei era todo-poderoso; portanto, não se devia retirar a fidelidade a ele apressadamente, nem abandonar seu serviço. O absoluto poder do monarca com frequência fazia com que ele fosse ditatorial e irrazoável, e seus servos deveriam permanecer calmos e tranquilos.
O que bem entende. O servo do rei pode estar com a razão, mas o poder do rei é supremo. É sábio não se opor a ele desnecessariamente.
5 Mandamento. Este termo é normalmente utilizado para os mandamentos de Deus, enquanto no v. 2, provém da palavra hebraica para “boca” (ver com. do v. 2).
Não experimenta nenhum mal. Submissão inteligente à lei do país e à lei de Deus é requisito para a paz e segurança no presente e na vida por vir (ver GC, 584, 585).
o tempo e o modo. O “coração” do sábio, ou seja, sua mente, discerne o tempo certo para falar e para ficar em silêncio. O sábio conhece métodos e procedimentos corretos e os segue. Ele reconhece as oportunidades e se apodera delas quando surgem.
6 Mal. Todo empreendimento requer planejamento cuidadoso e métodos apropriados para que não fracasse e, consequentemente, traga problemas em vez de bênçãos.
7 Como há de ser. Esta é uma das grandes fraquezas do ser humano e o motivo de grande parte de sua ansiedade, que ele não consegue prever o que pode lhe acontecer nem quando acontecerá (ver Is 47:13).
8 [Poder sobre o dia da morte] Reter o espírito (ARC). A vida pode ser ceifada a qualquer momento (Jó 21:17, 18; 34:14, 15).
Tréguas. Ou, “exceção”. Assim como os mercenários não conseguiam uma licença para se ausentar de suas funções durante o tempo de combate, assim também ninguém pode evitar a morte quando ela chega.
9 Tudo isto eu vi. Salomão teve várias experiências na vida e aprendeu muito por meio de observação.
10 Vi. Ver Jó 21:30-32. Alguns ímpios são enterrados com grandes honras (2Cr 16:13, 14; cf. Jr 22:18, 19).
11 Logo. A mesma ideia equivocada mantida pelos ímpios , de que eles não prestarão contas de seus atos, ocorrem em outras passagens bíblicas (ver Sl 10:6; 50:21; Is 26:10; 2Pe 3:4).
Inteiramente disposto. Comparar com o Sl 73: 8-11 e com as palavras de Cristo a respeito do coração humano (Mt 15:17-20).
12 Cem vezes. Com frequência o pecador age errado e parece escapar, pagando qualquer penalidade por suas transgressões (ver Pv 17:10).
Prolonguem. “Dias”é uma palavra acrescentada. Alguns se ressentem devido ao aparente atraso no julgamento dos ímpios (Ml 2:17). No entanto o julgamento divino ocorrerá no tempo devido (ver Is 3:11; Mt 16:27: Ap 20:11-15).
Que bem sucede. Tudo irá bem, afinal, para os que temem a Deus (Sl 37:11; Is 3:10; Ml 3:16).
14 Vaidade. Apesar da convicção de Salomão afirmada nos v. 12 e 13, ele ainda assim se sente angustiado por causa de certos paradoxos desconcertantes.
Justos. O termo hebraico sugere pessoas que praticam a justiça. Jó enfrentou o mesmo problema (Jó 9:22; cf. Ec 9:2, 3; Ez 21:3, 4).
Perversos. Comparar com Jó 21:7; Sl 73:3; Jr 12:1. Não se deve permitir que as desigualdades da vida enfraqueçam a fé no modo como Deus procede. Na eternidade todas as desigualdades serão corrigidas.
15 … Trabalho. A mesma palavra hebraica é traduzida como “enfadonho trabalho” (Ec 1:13; 2:23, 26; 3:10; 4:8; 5:14) e novamente como “muita ocupação” (Ec 5:3, ARC). Salomão se refere ao ciclo de árduo trabalho humano.
17 A obra de Deus. Ou seja, o propósito eterno de Deus e Suas relações com o ser humano (ver Rm 11:33-36; cf. Jó 11:7, 8).
Sábio. É privilégio do ser humano estudar as obras criadas por Deus e Sua Palavra revelada, mas ele deve tomar cuidado para não se tornar “sábio aos seu próprios olhos”(Pv 26:5) e achar que consegue compreender as profundezas da Divindade (ver Jó 11:7). A correta atitude do ser humano para com Deus é revelada na imagem que o apóstolo João faz dos redimidos (Ap 15:3, 4).
Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.
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“Quem guarda o mandamento não experimenta nenhum mal; e o coração do sábio conhece o tempo e o modo” (v.5).
O tema da submissão na Bíblia nunca foi visto como um princípio de fácil compreensão. O texto mais conhecido e mais polêmico a este respeito, encontra-se em Efésios 5:22, que diz: “As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor”. Este verso tem sido interpretado como machista e fora do contexto atual, o que não é verdade. Toda mulher cristã que busca em Deus o conhecimento da verdade e uma vida em harmonia com a Sua Palavra, entenderá o princípio contido nas palavras de Paulo. Já o texto de hoje, indica uma submissão suprema (v.4). Ou seja, o que o rei (ou governante) falar, cumpre-nos obedecer.
Talvez, se as pessoas soubessem simplesmente qual é o significado de submissão, não considerassem tão absurda essa ideia. Submissão é a circunstância em que se deve obedecer. Guarde bem esta palavra: dever (voltaremos a destacá-la no capítulo 12). O problema é que a maioria confunde submissão com subserviência. Subserviência significa aquele que obedece de forma humilhante. Com certeza não é essa obediência que se refere as Escrituras. A obediência nunca foi requisito para a salvação, mas deve ser o resultado dela. Se Jesus não tivesse sido obediente até a morte, a morte seria o nosso destino eterno. Ele mesmo nos deixou exemplo quando declarou: “Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço” (Jo.15:10).
A submissão bíblica é, sem dúvida, uma forma de tirarmos o foco de nós mesmos e de nossos propósitos egoístas e permitirmos que Deus faça resplandecer o Seu rosto sobre nós (v.1). Não adianta ficarmos cogitando desculpas para a desobediência, mas precisamos buscar na Palavra como fugir da rebeldia. O limite da ordem de um rei ou governante foi muito bem definido por Pedro e pelos demais apóstolos: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (At.5:29). O nosso dever cristão deve estar acima do nosso dever cívico, mas este também deve ser sempre obedecido, desde que não seja obstáculo para o exercício de nossa fé. Lembre-se de Daniel quando foi proibido de orar por um decreto inconsequente e ainda assim não rebaixou a sua norma espiritual, mesmo em face da morte.
Estamos cercados de cenas que retratam a grande desigualdade social que há em nosso país e na grande maioria dos países do mundo. Mesmo sendo, em grande parte, consequência da corrupção e da má gestão pública, isso não nos autoriza a deixarmos de obedecer às autoridades e de fazermos a nossa parte como cidadãos. Na verdade, isso reforça o nosso dever cristão: “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus” (Rm.13:1).
Assim também funciona no sentido espiritual. Muitos têm julgado que os perversos gozam privilégios ao passo que os cristãos têm sofrido apesar de fazer o bem (v.10 e 14). Entretanto, a Bíblia diz que “o perverso não irá bem” (v.13) e que, com certeza, o bem que “sucede aos que temem a Deus” (v.12) é a promessa de um reino onde o Rei é eternamente Justo. Portanto, o que devemos fazer, obedecendo ao Senhor, não nos torna escravos de um Deus tirano, mas livres em Cristo, o perfeito Legislador. Tiremos, pois, o foco deste mundo e das obras que se fazem debaixo do sol, as quais não podemos compreender (v.17), e busquemos viver aqui a nossa verdadeira cidadania: “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus” (Ef.2:19).
Louvado sejas Tu, ó Deus eterno, por Tua bondade e misericórdia! Queremos viver a Tua vontade. Ajuda-nos a sermos o que queres que sejamos, a fazermos o que queres que façamos e a nos aproximarmos de Ti, cada dia, com o coração contrito e sincero, disposto a ser moldado e, de glória em glória, transformado pelo Teu Espírito. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, cidadãos do reino de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Eclesiastes8 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ECLESIASTES 8 – O sábio rei Salomão nos conduz, neste capítulo, a explorar questões fundamentais da vida devido à complexidade humana e as adversidades da existência. Para que a vida alcance algum sentido, precisamos obter sabedoria para lidar com…
• As autoridades: É importante considerar e obedecer as autoridades estabelecidas. A sabedoria conduz à obediência; a loucura leva à desobediência.
• Incertezas da existência: Precisamos ter certeza que não podemos controlar tudo. Sem tal percepção, as incertezas tendem a aumentar as aflições.
• O julgamento divino: Deus considera cada atitude e ação de todos nós; devemos viver cientes disso.
• Alegria humana: Apesar das adversidades de uma sociedade pecaminosa, podemos encontrar alegria na vida.
• Paciência: A paciência vem da resiliência diante das diferentes circunstâncias que enfrentamos no dia a dia.
• Mistérios da vida e da morte: Nem tudo na vida e nem sobre a morte entendemos, precisamos aceitar a revelação de Deus mais do que buscar informações humanas conflitantes.
• Conhecimento: Saber com base em bons fundamentos é essencial em um mundo complexo. É expressamente essencial alcançar a compreensão de que “a sabedoria não é garantia de bons resultados porque imprevistos podem acontecer”; além disso, “a sabedoria pode não receber sua recompensa nesta vida”, comenta John MacArthur.
• Tempo: Vida liga-se a tempo – dois dons preciosos de Deus – devemos valorizá-los.
Somos incapazes de entender tudo sobre nós mesmos, sobre a vida, sobre o tempo, sobre justiça e principalmente sobre Deus e Seus soberanos propósitos. Contudo, no fim, “no julgamento final do justo ou do perverso não haverá injustiças, porque Deus se lembra perfeitamente de cada detalhe de cada um”, por mais complexo que seja o todo, explica MacArthur.
Neste mundo em que impera a hierarquia, a sabedoria divina te auxilia a tornar-te bom cidadão (Eclesiastes 8:1-4), te capacita a atuar com percepção correta das coisas (Eclesiastes 8:5-6). Essa sabedoria também concede habilidade ao enfrentar situações incontroláveis (Eclesiastes 8:7-9) e a compreender a morte e as vicissitudes que nos assolam (Eclesiastes 8:10). Ela nos ajuda a entender a morosidade da aplicação da justiça divina, e a certeza de que ainda que demore, Deus é justo e Sua justiça não falhará (Eclesiastes 8:11-13). Por fim, tal sabedoria nos faz compreender os dilemas, a viver com alegria, compreendendo nossas limitações (Eclesiastes 8:14-17).
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.