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ECLESIASTES 2 – Nossa existência é marcada pela busca de sentido. Sem esse sentido, sentimos um tremendo vazio na alma. Foi para resolver esse problema que Deus nos deixou Eclesiastes.
• O texto sagrado nos deixa claro que nossas buscas incessantes por prazeres passageiros são como tentar capturar o vento (Eclesiastes 2:1-11).
• Construir nossa vida sem os alicerces sólidos dos valores divinos, sincera compaixão e empatia nos fará submergir em prazeres momentâneos, levando-nos a experimentar frustrações, depressão e insatisfação indescritíveis (Eclesiastes 2:12-23).
• Inclusive desfrutar das bênçãos de Deus sem viver os princípios de vida descritos em Sua palavra, se torna sem sentido (Eclesiastes 2:24-25).
Aprofundando na mensagem de Eclesiastes 2, algumas aplicações devem impactar nosso coração. Note estas lições de vida extraídas deste texto sagrado:
• Acumular riquezas é como tentar encher um poço sem fundo. As muitas riquezas jamais satisfarão nosso coração vaidoso e ambicioso.
• No frenesi da busca pelo sucesso, perderemos de vista a verdadeira essência da vida, trazendo uma sensação frustrante pior que o sentimento resultante do fracasso.
• A sabedoria não está meramente no acumulo de obras e no aumento do conhecimento, mas na capacidade de discernir o que realmente é relevante e importante.
• A obsessão pelo trabalho incessante em vez de levar-nos ao verdadeiro propósito da vida, nos distanciará desse propósito.
• Sem dependência completa de Deus podemos até construir nossa vida como grandes castelos, mas estarão alicerçados na areia e serão levados pelas marés da vida.
Ellen White escreveu:
“Salomão possuía grande erudição; mas essa sabedoria era loucura, pois não soube permanecer na independência moral, livre de pecado, na força de um caráter moldado segundo a semelhança divina. Salomão conta o resultado de suas pesquisas, seus esforços penosos e suas perseverantes indagações. Declara ter sido vaidade sua sabedoria”.
“O livro de Eclesiastes foi escrito por Salomão em idade avançada, depois de haver provado plenamente que todos os prazeres que a Terra pode oferecer são vazios e insatisfatórios. Ele mostra quão impossível é que as vaidades do mundo satisfaçam os anseios da alma. Sua conclusão é que sabedoria consiste em desfrutar com gratidão as boas dádivas de Deus e fazer o que é certo, pois todas as nossas obras serão trazidas a julgamento”.
Portanto, reavivemo-nos: Só Deus dá sentido à vida! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ECLESIASTES 1 – Primeiro leia a Bíblia
ECLESIASTES 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ec/1
Sentimentos de desesperança. Tudo parece pesado. Difícil sair da cama, sorrir, cumprir com as obrigações da vida. Um fardo esmagador. Digo para mim mesmo: “estou sendo muito emocional. Acalme-se, respire fundo, pense melhor. Uma boa solução racional, baseada na melhor sabedoria, deve me tirar dessa situação”. Pode ajudar, talvez não.
Algumas coisas na vida realmente não podem ser explicadas. Algumas injustiças são difíceis de suportar. Nosso coração fica quebrantado ao ver as coisas que a vida muitas vezes joga em cima de nós, nos desgastando.
Precisamos de uma sabedoria melhor. Uma sabedoria que seja a mais gentil possível, mas honesta o suficiente para que consigamos enfrentar os problemas com coragem. Deus concedeu a Salomão uma sabedoria excepcional, a sabedoria do Pai, da Palavra, da Verdade, e ele aceitou o desafio de tentar encontrar sentido para a complexidade da vida.
Deus nos convida a ir a Ele com nossas dúvidas, nosso desespero, nossa necessidade desesperada por respostas. Deus incentiva nossa busca honesta. Eclesiastes 1 apresenta uma declaração clara do problema. No entanto, não para por aí. Fique ligado. Deus o atrairá, passo a passo, para a Sua perfeita vontade. Deus o encorajará a praticar ações que lhe farão prosperar. Se você sente que está num beco sem saída, não se desespere. O Pai ainda não terminou o trabalho dEle em sua vida.
Art Kharns
Diretor de música
Igreja Adventista do Sétimo Dia em Simi Valley, Califórnia, EUA.
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ecc/1
Tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli
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1. Palavra … O termo hebraico traduzido como “palavra” também significa “notícia”, “relatório”, “mensagem”, “história”ou “encargo”.
Pregador… Alguns escritores judeus têm explicado que Qoheleth significa “alguém que reúne uma congregação e expõe o ensino”. Outros o apresentam como “Pregador” porque é dito que Salomão proferia esses discursos diante de uma congregação. Isto é similar à raiz arábica diversas vezes traduzida como “grande colecionador” e “sincero investigador” (ver PR, 85; ver também a introdução a Eclesiastes).
Filho de Davi. Ou seja, Salomão. Quem seria mais qualificado que ele para expor as profundas verdades registradas neste livro? Deus o dotou com uma capacidade genial (IRs 3: 9-13), mas ele desperdiçou sua herança numa busca frenética pela felicidade.
Rei de Jerusalém… Sem dúvida esta expressão é uma referência direta ao rei Salomão, apesar de seu nome não ocorrer no livro. Outras expressões que indicam que se trata de Salomão são as referências à sua sabedoria e a ele como autor de vários provérbios (ver Ec 1:12, 13, 16; 2:15; 12:9; CF. IRs 3:12; 4;32).
2. Vaidade de vaidades [ARA; NVI: “Que grande inutilidade!”]. Do heb. habel habalim… O Pregador diz que é “vaidade” qualquer coisa que o ser humano busque em lugar de Deus e da obediência a Ele… literalmente “sopro dos sopros”, Salomão destaca o final inútil e insatisfatório da vida e do esforço humanos, a menos que sejam direcionados para Deus.
Tudo é vaidade… o mundo, incluindo a vida, não é mais do que apenas um sopro, sem oferecer qualquer promessa de esperança.
3. …A interrogação “que?” solicita uma resposta negativa enfática. Pode ser comparada com as palavras de Mateus 16:26, em que, literalmente, o Mestre pergunta: “Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” A resposta antecipada pelo Pregador é: “Nada”…
[Debaixo do sol. Outra expressão fundamental (empregada 29 vezes), que se refere a este mundo presente e às limitações que ele oferece. Bíblia de Estudo NVI Vida.]
4. … Permanece. Do heb. ‘amad, palavra com o sentido comum de “ficar”. Transmite a ideia de continuidade e durabilidade.
6. O vento. Do heb. ruach, “vento”, uma palavra que sempre indica atividade. É utilizada várias vezes em ligação às atividades de Deus na condição do plano da salvação.
8. … Canseiras… A aparente esterilidade da atividade humana e os desapontamentos que a acompanham são os pontos enfatizados aqui…
Não se fartam. A experiência exterior não pode satisfazer os desejos do coração. As coisas, isto é, as bênçãos materiais, não satisfazem a pessoa pensante. Aproximar-se verdadeiramente de Deus não é algo que se concretiza apenas pelos órgãos dos sentidos, pelos quais conhecemos Sua palavra e a revelação como um todo. Mais do que isso, é necessária uma experiência interior. “Deus é espírito” (Jo 4:24), portanto, o ser humano deve e aproximar dEle de maneira espiritual.
9. … Nada há, pois, novo. Não há variação no contínuo ciclo da natureza. Tendo testemunhado um ciclo, o ser humano já viu a todos. Cada um se mistura com o outro de modo tão imperceptível que não se nota diferença entre eles. Os ciclos parecem não ter outro propósito a não ser a perpetuação.
10. … Já foi… O contexto evidencia que as observações de Salomão nos v. 9 e 10 se aplicam aos vários fenômenos naturais e também ao ciclo da vida humana.
13. Apliquei o coração… Entre os hebreus, o coração era considerado como a sede dos sentimentos e da inteligência. Assim, “apliquei o coração” seria o mesmo que “apliquei minha mente” (ver ICr 22:19; Jó 7:17)…
Para nelas os exercitar (ARC). Deus implantou no coração da humanidade a necessidade de estudo e investigação. Esta é uma tarefa árdua, que requer esforço da mente e do corpo.
14. … Obras. Ou seja, projetos e atividades humanas, muitos dos quais se mostram sem valor ou benefício.
15. Torto. Esta expressão deriva de uma raiz que significa “dobrar”, “torcer”. Não se refere a algo que é inerentemente torto, mas àquilo que foi levado a ficar assim…
Endireitar… A ênfase está sobre a inabilidade humana para lidar na sua própria força com as situações que se apresentam constantemente.
16. … Larga experiência da sabedoria… A LXX interpreta “sabedoria” com uma palavra que denota valores éticos e morais, e, :conhecimento”, por uma palavra que significa o lado especulativo do esforço mental.
18. Enfado. A palavra assim traduzida é de uma raiz que significa “ser afligido”, “ser provocado”. Estudo excessivo leva a insônia, nervos desgastados e a outros problemas de saúde. No entanto, não se deve concluir que Salomão endossava a ideia de que a ignorância é felicidade (ver Pv 4:7).
Tristeza. Literalmente, “dor”física e mental. Se alguém deseja a sabedoria, deve investigar a fundo (ver Pv 2:4). Pesquisa constante e intensa cobra seu preço das forças e da saúde. Também é verdadeiro que elevado conhecimento não é sinal de caráter. A justiça de Cristo, recebida pela fé, abre as portas do reino celestial, o que o conhecimento por si só não pode alcançar.
Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.
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“Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade” (v.2).
Apesar de não haver a citação específica da autoria deste livro, ele próprio contribui para atribuir a Salomão o título de autor: “filho de Davi, rei de Jerusalém” (v.1). O título hebraico do livro significa “O Pregador” e define bem o seu objetivo: uma pregação que não possui prazo de validade. Salomão iniciou a sua tese pela conclusão da experiência de sua vida: “vaidade de vaidades, tudo é vaidade” (v.2). Por mais que avancemos no tempo e que a história nos confirme de que a cada geração o mundo se torna palco de novas descobertas e de novas conquistas, o sábio rei afirmou que “geração vai e geração vem” (v.4) e “nada há, pois, novo debaixo do sol” (v.9). Ou seja, o homem pode criar inovações tecnológicas, pode avançar em descobertas científicas, pode até inventar coisas que as gerações passadas nunca imaginaram que pudessem existir, porém, como o vento, tudo isso um dia passa.
A palavra hebraica usada para vaidade é “hebel” que quer dizer “vapor ou sopro”. O que tanto valorizamos ontem, amanhã pode não ter mais utilidade e assim sucessivamente. Um dia, quando o meu filho mais velho tinha por volta dos sete anos de idade, eu estava fazendo uma arrumação em meu guarda-roupas e encontrei uma fita cassete. Imediatamente ele começou a puxar a fita enquanto perguntava: “Mãe, o que é isso?” Eu ri muito na hora e percebi que aquele “estranho” objeto que já havia sido uma sensação na minha infância, agora não passa de uma peça de museu sem serventia.
A nossa vida não tem sentido se for resumida apenas aos louros desta Terra. Como a fita K7, “Já não há lembrança das coisas que precederam” (v.11). Tudo aqui passa. E com o passado foram as conquistas, as derrotas e todas as vaidades que fizeram de algumas pessoas nomes que marcaram a história. Famosos se vão e outros ocupam suas cadeiras. O que era novidade hoje, amanhã já será ultrapassado. Enquanto as “novidades” desta Terra ocuparem o espaço que só Deus pode preencher, as pessoas continuarão enfadadas e iludidas por algo cujos resultados só faz aumentar a tristeza (v.18). Quem entende que a “novidade de vida” (Rm.6:4) só pode vir por meio de Cristo, viverá aplicando “o coração a esquadrinhar” (v.13) como caminhar até encontrá-Lo face a face.
Creio que jamais houve uma geração tão sedenta por novidades e exposição como essa; tão consumista, mas ao mesmo tempo tão vazia; tão aplicada na tentativa de ser feliz, mas tão frustrada e depressiva. Portanto, amados, não apliquemos o coração em coisas que têm prazo de vencimento, “onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no Céu […] porque onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt.6:19-21). Cristo em breve voltará! Seja esta bendita esperança a riqueza que, todos os dias, ocupe o nosso coração!
Senhor, queremos estar prontos para o Dia do Senhor! Não permita que as distrações deste século nos tire a atenção do que realmente importa, que é olhar fixamente para o Autor e Consumador da nossa fé, Jesus Cristo. Em nome dEle nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, herdeiros dos tesouros celestes!
Rosana Garcia Barros
#Eclesiastes1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ECLESIASTES 1 – Sem aprofundar-se na verdadeira sabedoria será impossível entender o conteúdo das páginas de Eclesiastes. Prezar pela superficialidade no estudo não leva à interpretação correta deste material inspirado.
A pessoa que foi divinamente inspirada a escrever Eclesiastes foi Salomão, rei do povo de Deus graciosamente dotado de sabedoria singular. Ele apresenta-se como o “mestre”, o “filho de Davi”, que reinou “em Jerusalém” (Eclesiastes 1:1). Várias referências no texto indicam profundas experiências desse sábio na busca de sentido para a existência:
• Salomão, apesar de grande sabedoria e riqueza, expressa sentimentos de vaidade e futilidade. Ele viveu uma vida opulenta e experimentou muitos prazeres mundanos, mas percebeu que tais coisas eram passageiras e vazias (Eclesiastes 1:2).
• Salomão, durante seu longo reinado, realizou muitas obras titânicas, incluindo a construção do templo de Jerusalém e a expansão do reino de Israel. Contudo, ele pondera a inutilidade de todo esse trabalho em relação à busca de significado na vida (Eclesiastes 1:3-11).
• Salomão era reconhecido por sua sabedoria e, de fato, foi o mais sábio de todos os reis da antiguidade. Todavia, ele reflete sobre o valor da sabedoria em relação à busca de significado na vida (Eclesiastes 1:12-16).
• Salomão busca o conhecimento, porém, observa a futilidade de buscá-lo sem considerar a natureza passageira da vida em relação a Deus (Eclesiastes 1:17-18; 12:13-14).
“A autobiografia de Salomão é lamentável. Ele nos dá a história de sua busca pela felicidade: Dedicou-se a investigações intelectuais; gratificou seu amor ao prazer; executou seus planos e empreendimentos comerciais. Estava rodeado pelo fascinante esplendor da vida cortesã. Tudo o que o coração carnal pudesse desejar estava à sua disposição; mas ele resume sua experiência neste triste relato de Eclesiastes 1:14-2:11”, salienta Ellen White.
Fica evidente em Eclesiastes 1 que:
• Nossos dias, como o vento que sopra, são passageiros.
• Todas as buscas humanas são como sombras fugazes.
• A vaidade pode levar-nos a grandes realizações, mas não a satisfação plena.
Sendo rei majestoso, extremamente rico, profundamente sábio, trabalhador incansável, profusamente famoso e poderosamente influente… nada disso livrou Salomão das preocupações da vida. Ficando evidente que sem Deus, não importa o nível que atingirmos, a vida não terá pleno sentido. Só Deus dá real e verdadeiro sentido à vida!
Diante disso tudo, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: PROVÉRBIOS 31 – Primeiro leia a Bíblia
PROVÉRBIOS 31 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/pv/31
Muitas palavras foram escritas sobre A Mulher Ideal de Provérbios 31 – ela faz tantas coisas! Ao lermos a descrição surge uma pergunta: Encontramos aqui um modelo de como uma mulher deve cuidar do seu lar, ou uma permissão, nas entrelinhas, para que as mulheres se envolvam em um vasto espectro de atividades da vida? Quaisquer que sejam seus talentos e oportunidades, ela deve se apossar deles com a bênção de Deus e ser um sucesso – não importa sua idade, raça, status ou nacionalidade.
“É bom reter uma coisa e não abrir mão da outra” “pois você não sabe o que acontecerá, se esta ou aquela produzirá, ou se as duas serão igualmente boas” (Ec 7:18a; 11:6 NVI).
Entretanto, os versículos anteriores deste capítulo receberam muito menos atenção:
“Álcool deve ser usado somente como remédio por aqueles que estão morrendo ou em grande sofrimento. Deveria ser dado apenas àqueles que estão em sofrimento intenso para ajudá-los a superar sua miséria e sofrimento” (v. 6, 7, The Clear Word, tradução livre).
Seria este o nosso ministério? Ministrar álcool e outras drogas aos que sofrem? Não – o contexto mostra que a ideia principal do texto é totalmente diferente:
“Escute-me, Lemuel: reis nunca deveriam beber ou desejar álcool. Porque quando eles bebem, eles se esquecem da lei/juízo e privam as pessoas de seus direitos” (v. 4, 5, The Clear Word, tradução livre).
Ou seja, deixe estas drogas para aqueles que realmente delas precisam [o álcool, naquela época, era utilizado como tratamento paliativo para pacientes terminais, do qual a morfina seria o equivalente atual] – você precisa ser capaz de pensar claramente.
Hoje, todos que valorizam seu “poder régio da razão” fariam bem em se afastar completamente das bebidas alcoólicas.
Virginia Davidson
Artista – projetista e construtora de vitrais
Spokane Valley, Estado de Washington, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/pro/31
Tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli
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315 palavras
10. Os 22 versículos seguintes estão dispostos na forma de um acróstico habilidoso, seguindo a ordem das 22 letras do alfabeto hebraico. O v. 10 inicia com a primeira letra, o v. 11, com a segunda, e assim por diante. Alguns salmos foram compostos de maneira semelhante (Sl 9; 10; 25; 34; 37; 111; 112; 119; 145).
12. Às vezes, é comum a mulher se cansar de fazer o bem. Talvez o marido falhe em elogiar suas boas obras ou pareça mais interessado em tê-la como uma dona de casa econômica do que como companheira (ver v.28). Por essas razões, ela se torna negligente e relaxada ou dura e arrogante.
14. A mesma diligência em comprar apenas o melhor e pelo menor preço ainda é vista entre as mulheres. Este atributo faz algumas delas andarem ou dirigirem quilômetros para obter vantagem sobre os mercados mais próximos. Além disso, gostam de colocar alimentos surpreendentes na mesa – trazendo o seu pão de longe.
16. O dinheiro ganho é usado para fazer compras sábias de terra, e a terra recebe melhorias, com a plantação de vinhas. Dessa forma, seu lucro original é aplicado no trabalho, para que ela lucre ainda mais. Todavia, ninguém sofre com isso. O ganho não resulta em perda para outros. Ela produz riqueza nova, por meio de uma boa administração.
17. A imagem provavelmente é de enrolar o manto a fim de ficar livre para o trabalho ativo. A vigorosa saúde da mulher e sua força muscular aumentam pela atividade constante.
30. O charme e a beleza têm pouco valor por si mesmo. Há pessoas que possuem beleza de forma e de rosto, mas não se mostram amáveis na agitação da vida diária. A formosura recebe o louvor de pessoas não pensantes, mas a única mulher de verdadeiro valor é a que teme a Deus. Somente ela tem charme e beleza de verdade. O temor ao Senhor perpassa todos os aspectos dignos da vida e da personalidade humana.
Fonte: Comentário Bíblico Adventista, vol. 3.
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“Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas joias” (v.10).
Quando pensamos em Provérbios 31, rapidamente lembramos do louvor da mulher virtuosa. Em forma poética e ao mesmo tempo em linguagem acessível, este acróstico tornou-se o padrão que toda mulher piedosa deseja alcançar. Porém, há outra mulher neste capítulo, que mesmo não sendo protagonista, deveria igualmente ser admirada. Observem com cuidado o que diz o versículo 1: “Palavras do rei Lemuel, de Massá, as quais lhe ensinou sua mãe”. As palavras deste capítulo derivaram do ensinamento de uma mãe; uma mulher que compreendeu o seu papel no lar e cujas palavras excederam a excelência de tronos.
O primeiro conselho dado por aquela sábia mãe a seu filho estabeleceu um contraste com a mulher virtuosa: “Não dês às mulheres a tua força, nem os teus caminhos às que destroem os reis” (v.3). Foi quando os filhos de Deus olharam e tomaram para si as filhas dos homens (Gn.6:2), que o mundo entrou numa corrupção tão terrível cujo desfecho foi a destruição pelo dilúvio (Gn.6:5-7). Não deve ser passado por alto um conselho tão antigo e ao mesmo tempo tão contemporâneo. Relacionamentos sem a aprovação de Deus são fadados ao fracasso e geram sérios problemas, seja qual for a época.
O segundo conselho requer abstinência do álcool e de tudo o que possa entorpecer a mente. Sabemos que naquele tempo não existiam as drogas atuais, mas o vinho fermentado ou as bebidas misturadas, além de serem usadas para bebedices, também o eram para torpor de doentes e condenados à morte. O verso 6 não se trata de uma autorização especial, mas de um contexto histórico. A Cristo mesmo, em Sua profunda agonia na cruz, foi-Lhe oferecida uma bebida entorpecente, uma espécie de mistura de vinagre e fel (Jo.19:29).
O terceiro conselho trata-se mais de uma ordem, que poderia resumir-se a isto: “Abre a boca” (v.8 e 9) tão somente se for para fazer justiça. Isto é, cuidado com as tuas palavras para que da tua boca só proceda bênção. E, por fim, lemos sobre o “Bê a bá” da mulher segundo o coração de Deus. Geralmente é um texto muito admirado por mulheres, mas que deveria fazer parte do acervo de leituras de todo homem, principalmente daqueles cujos propósitos ainda não se uniram em matrimônio com uma mulher.
Em forma de acróstico com as 22 letras do alfabeto hebraico, o louvado texto apresenta uma mulher: virtuosa e valorosa (v.10), confiável (v.11), bondosa (v.12), trabalhadora graciosa (v.13), diligente, disposta e organizada (v.15), empreendedora (v.16), forte (v.17), amante de seu marido (v.18), piedosa (v.20), zelosa (v.21), de boa reputação (v.23), digna (v.25), sábia (v.26), boa esposa e mãe (v.28), inconfundível (v.29), temente a Deus (v.30) e admirável (v.31). Era exatamente o tipo de mulher que deveria ocupar a posição de rainha, ao lado de Lemuel e é o perfil idealizado por Deus para toda mulher desde a criação de Eva.
Como mãe, desejo e peço ao Senhor que desde já prepare para meus filhos mulheres virtuosas que antes de serem rainhas do lar, sejam servas do Rei dos reis. As palavras de uma mãe temente a Deus acompanham seus filhos na jornada da vida e produzem resultados que somente o Céu revelará com exatidão. Independentemente de quem tenha sido Lemuel, com certeza foi alguém que reconheceu na sabedoria de sua mãe, a voz de ordem de Deus: “Agora, pois, filho, dá-Me ouvidos e não te desvies das palavras da Minha boca” (Pv.5:7). Certamente, aquele que possui uma mãe e uma esposa tementes a Deus possui um tesouro maior do que o dos reis da Terra.
Não existem mulheres naturalmente virtuosas, e sim mulheres que buscam viver essas virtudes. Busquemos, pois, mulheres do Senhor, viver com humildade a Palavra de Deus, permitindo que Ele opere em nós o fruto do Espírito com todas as suas virtudes (Gl.5:22-23), lembrando que a verdadeira beleza não está no exterior, mas naquela que procede do alto (v.30). Mães, busquemos a sabedoria do Céu, conduzindo nossos filhos para uma vida sábia aqui e para o tempo que se chama eternidade. Filhos, deem ouvidos aos conselhos de sua mãe, pois são “como maçãs de ouro em salvas de prata” (Pv.25:11). “Ouvi o ensino, sede sábios e não o rejeiteis” (Pv.8:33).
Nosso Deus e Pai, Te louvamos e agradecemos pelo estudo de mais este livro e por tantos sábios ensinamentos. Necessitamos do Teu Espírito para colocar a Tua sabedoria em prática. Ajuda-nos, Senhor! Batiza-nos com o Espírito Santo e faz-nos virtuosos e sábios para a salvação! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, mulheres virtuosas e homens sábios!
Rosana Garcia Barros
#Provérbios31 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100