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ECLESIASTES 4 – O livro de Eclesiastes era lido durante a festa dos tabernáculos, também conhecida como Sucot – uma das festas judaicas mais importantes. Devido a possuir uma mensagem com tom reflexivo e filosófico sobre a vida, incluindo questões sobre a existência, o propósito da vida e a inevitabilidade da morte, este livro mantém sua relevância.
A festa dos tabernáculos era celebrada no outono e tem ligação com a colheita. Durante essa festa, os judeus construíam tendas temporárias para relembrar a peregrinação de Israel pelo deserto após a libertação do Egito. O outono é uma época de transição, quando os grãos e frutos estão sendo recolhidos e as pessoas se preparam para os meses de inverno. É um momento em que as pessoas são motivadas a refletir sobre a natureza passageira da vida e a efemeridade das coisas materiais.
Eclesiastes oferece uma perspectiva sobre a importância de aproveitar a vida e encontrar significado, mesmo em meio aos invernos da existência, como a inevitabilidade da morte. No capítulo 4, seguindo a estrutura de Merril Unger, tendo em vista as desigualdades da vida, o sábio rei Salomão…
• …Reflete no desatino de desperdiçar a vida em inveja e mesquinhez (versos 1-6). Durante as festas de tabernáculo, é importante lembrar da gratidão e da partilha. Refletir sobre o desperdício da vida em inveja e mesquinhez destaca a necessidade de valorizar as bênçãos recebidas com a colheita, promovendo uma atitude de gratidão – o que está alinhado com o espírito dessa festa.
• …Analisa a riqueza do avarento como um pobre substituto da companhia humana (versos 7-12). Durante a festa dos tabernáculo, as pessoas viviam juntas, promovendo amizade e união entre os fieis, deixando claro que a verdadeira riqueza está nas relações e no apoio mútuo, não no acúmulo de bens materiais.
• …Medita na efemeridade da fama e do poder régios (versos 13-16). Durante a festa, as pessoas viviam em cabanas simples, lembrando da dependência de Deus em vez de confiar na habilidade e destreza humana – a transitoriedade da fama e do poder está alinhada com a atitude de reverência e temor a Deus celebrada durante a festa.
Nós cristãos, que aguardamos o cumprimento profético da festa dos tabernáculos (Zacarias 14:16-19; Apocalipse 7:9), devemos praticar os princípios de Eclesiastes 4! Então, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ECLESIASTES 3 – Primeiro leia a Bíblia
ECLESIASTES 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ec/3
Eu não sou uma mulher paciente. Não gosto de esperar por nada e por isso a lição mais difícil para mim aprender tem sido ficar quieta e esperar em Deus. Muitas vezes prejudiquei os planos de Deus por causa da minha impaciência e impulsividade para fazer o trabalho, estragando tudo. Felizmente, Deus tem uma paciência imensa!
Salomão nos lembra que há uma estação para tudo. Há tempo para trabalhar e tempo para descansar – e também tempo para fazer uma pausa e esperar por Deus. Cabe a Ele tomar a decisão sobre o que é verdadeiro a respeito de uma pessoa e fazer o trabalho que precisa ser feito se esse indivíduo se desviou. Enquanto isso, precisamos nos concentrar em trabalhar em nossas próprias vidas a fim de nos tornarmos a pessoa que precisamos ser para Deus.
Serei a primeira a admitir que tudo isso é um enorme desafio e Deus ainda tem muito trabalho a fazer comigo.
Jill Simpson Marier
Primeira Igreja Adventista do Sétimo dia de Augusta
Lincolnton, Geórgia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ecc/3
Tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli
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1. … Propósito. De uma palavra hebraica cuja raiz significa “deleitar-se em”, “ter prazer em”. O substantivo basicamente significa ” aquilo em que alguém se deleita”, seja uma profissão ou um passatempo.
4. … Prantear. … É um termo específico para se referir às ruidosas lamentações públicas e expressões de luto manifestadas pelos povos orientais (ver 2Sm 3:31; Jr 4:8; 9:17-22; 49:3).
Saltar de alegria. Ou, “dançar” (NVI). Nos tempos antigos, especialmente no Oriente, a dança era uma parte importante das cerimônias religiosas e festivas (ver 2Sm 6:14, 16; 1Cr 15:29; cf. Mt 11:17; ver com. de Êx 15:20; 32:19).
5 Juntar pedras. Referência à remoção das pedras que estavam no campo impedindo o cultivo, e a utilização delas para construir cercas entre as propriedades ou muros de contenção para os campos e vinhas (ver Is 5:2, 5).
8. … De guerra. Talvez uma ilustração sobre a verdade desta afirmação é que a batalha do grande dia do Senhor, ainda por vir (Ap 16:15-17), será seguida pela paz eterna (Ap 21:22).
10. Trabalho. Ver com. de Ec 1:13. A severa disciplina da vida, necessária ao que busca a imortalidade (ver Rm 2:6, 7) está sob as mãos de um Pai amoroso e onipotente.
11 … Eternidade. Do heb ‘olam, de uma raiz que significa “esconder”, “obscuro” (ver com. de Êx 12:14; 21:6). A tradução de ‘olam como “mundo” (ARC) é mais incomum. Ocorre frequentemente como “eternidade”, “duradouro”, “continuidade”. Nos pensamento humano está implantada uma preocupação profunda com o futuro. Esta consciência do infinito no tempo e no espaço desperta insatisfação com a natureza transitória das coisas da vida (ver com. do v. 14).
No coração. Ou seja, nos pensamentos dele. É desígnio de Deus que o ser humano compreenda que o mundo material não constitui a essência de sua existência. Ele está unido a dois mundos: fisicamente a este mundo, porém mental, espiritual e psicologicamente ao mundo eterno. Apesar da consciência obscurecida pelo pecado, o homem ainda parece ter percepção de que deveria continuar a viver para além dos estreitos limites desta vida transitória.
14. Eternamente. Da mesma palavra hebraica traduzida como “mundo”e “eternidade” no v. 11 [‘olam] (ver com. do v. 11). Aqui Salomão afirma a imutabilidade da vontade divina que atua nos assuntos humanos (ver Sl 33:11; Is 46:10).
15 O que é já foi. Este verso indica a plenitude e permanência das obras de Deus. Em certo sentido, com Ele não há passado nem futuro. A eternidade está sempre presente (ver Ap 1:8).
16 No lugar do juízo. Ou, “lugar de justiça”, isto é, o lugar dedicado à administração da justiça. Suborno e corrupção permitiram que a impiedade reinasse nos átrios sagrados da dispensação da justiça.
18 … Prove. Literalmente “purificar”(ver Is 52:11; Dn 11:35; 12:10), “selecionar”, “testar”, “provar”. Salomão expressou o desejo de que Deus testasse as pessoas como uma medida disciplinar, a fim de purificá-las e limpá-las (ver Jó 5:17; 23:10…).
19 … Morre. Este fenômeno inescrutável da morte acontece a todos os seres viventes, sejam humanos ou animais…
Fôlego. do heb. ruach. Quando o sopro de vida se vai, morre a criatura vivente, seja humanos ou animal (ver com. do v. 21).
Nenhuma vantagem. Todas as criaturas viventes, sem distinção, morrem quando cessa o fôlego. As consequências físicas da morte são as mesmas. As aparências externas não sugerem superioridade para o ser humano. Mas, por meio da fé na Palavra inspirada, cremos que Deus os redimirá do poder da sepultura Iconizei 15:51-58).
21 Quem sabe […]? …O destino do corpo é conhecido: ele retorna ao pó, por meio de um processo de desintegração, mas a sabedoria humana não pode assegurar o que acontece ao “espírito” ou “fôlego”, exceto que “retornará a Deus” (…)…
Fôlego. … Note que tanto o ser humano quanto o animal possuem um ruach e que o ruach do ser humano é “o mesmo do animal”. Se o ruach ou “fôlego” do ser humano se torna uma entidade consciente desencarnada na morte, o mesmo deveria acontecer com o ruach dos animais. Mas a Bíblia em nenhum lugar afirma que, na morte, um “espírito” consciente, continue a viver fora do corpo. E nenhum cristão faz tal afirmação com relação aos animais. No v. 21, Salomão incredulamente pergunta quem sabe e pode provar que o ruach do ser humano sobe enquanto que o dos animais desce. Salomão desconhecia esse processo e duvidava que alguém o soubesse.
22 Alegrar-se […] nas suas obras. Ou seja, encontrar contentamento e satisfação no que esta vida tem a oferecer. Esta é a perspectiva normal de uma pessoa cuja fé não está firmemente baseada nas coisas eternas.
O que será depois dele? O que jaz além da sepultura escapa ao alcance do conhecimento humano… Há cristãos que, como os saduceus da Antiguidade, não creem na ressurreição futura. Porém, Deus é o Deus dos vivos (ver Mat 22: 23-32) e os “filhos de Deus” (IJo 3:1,2) viverão novamente. Jesus Cristo tem assegurado a vida eterna além do túmulo (ICo 15:16-22; 2Tm 1:10).
Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.
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“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu” (v.1).
Você já ouviu alguém dizendo que o tempo está passando muito rápido? Talvez você tenha esta mesma impressão. Na verdade, há uma batalha invisível acontecendo a fim de que o bom ou o mau uso do tempo pelo homem o aproxime ou o afaste do propósito original e eterno para o qual foi criado. Desde a queda de nossos primeiros pais, a Terra se tornou o palco do grande conflito cósmico entre o bem e o mal. E quanto mais o tempo passa, mais aumenta a expectativa do Universo pelo desfecho desta batalha. De um lado, Aquele que venceu no Céu, no deserto, na cruz e no sepulcro, e que voltará para destruir o mal e o último inimigo: a morte (1Co.15:26). Do outro lado, um inimigo vencido, o originador do pecado e da morte, que será “lançado para dentro do lago de fogo e enxofre” (Ap.20:10) e que sabe “que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12).
Para Satanás e seus anjos, portanto, o tempo é um recurso que, por estar se esgotando, é utilizado com bastante astúcia e determinado esforço. Enquanto as trevas estão reunidas e focadas em retirar pessoas da eternidade, Deus convoca Seu povo a iluminar o mundo com Sua glória e unir-se a Ele na obra de preparar as pessoas para a vida que, pela fé, já podem começar a experimentar aqui, pois Ele “também pôs a eternidade no coração do homem” (v.11). Enquanto empregamos o valioso dom do tempo de forma egoísta e negligente, existe um plano maligno seguindo o seu curso a fim de destruir a nossa vida e aquelas pelas quais deveríamos nos esforçar por ganhar. No determinado tempo de Seu juízo, o Senhor não exigirá de nós uma lista de boas obras, mas o fiel cumprimento dos talentos que nos confiou.
Assim como “há tempo para todo propósito debaixo do céu” (v.1), o nosso tempo de vida deve ser confiado a Deus a fim de que cumpra fielmente o plano que Ele estabeleceu. Lembre-se de Noé e sua família, que tiveram sua fé provada durante 120 anos, até que viesse o dilúvio. Lembre-se de Sara e Abraão, que foram provados pela demora em ver cumprida a promessa. Lembre-se de Moisés, que foi educado 40 anos na escola da mansidão para que pudesse suportar 40 anos guiando Israel pelo deserto da provação. Lembre-se de Jesus, que aguardou com paciência o tempo determinado por Deus para só então iniciar o Seu ministério terrestre. O Senhor também tem um chamado individual para cada um de nós. Para identificá-lo, basta estarmos dispostos a obedecer ao conselho do salmista: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará” (Sl.37:5).
A obra do Espírito Santo na vida é gradual e paciente. Como perfeito Professor, ensina o penitente a lição do tempo, concedendo a cada um a oportunidade de aprender mediante cada circunstância. Em “tempo de chorar”, são provados a fidelidade, a fé e a paciência com o mesmo rigor com que são provados a humildade, a gratidão e a alegria em “tempo de rir” (v.3). A bondade, a benignidade e o amor são virtudes que devem brilhar em “tempo de abraçar” e com mais intensidade incidir a sua luz em “tempo de afastar-se de abraçar” (v.5). A mansidão e o domínio próprio devem ser notados “em tempo de estar calado e tempo de falar” (v.7), em “tempo de guerra e tempo de paz” (v.8).
“Sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente” (v.14). E que, dentro em breve, “Deus fará renovar-se o que se passou” (v.15). “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram […] E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá” (Ap.21:1 e 4). Eu almejo esse tempo determinado por Deus com todo o meu coração! Logo, “Deus julgará o justo e o perverso” (v.17). O lugar em que “reinava a maldade” (v.16) será transformado no centro do Universo, habitação dos salvos, e “Deus habitará com eles” (Ap.21:3). Ali, tanto “os filhos dos homens […] como os animais” (v.18) viverão seguros e para sempre felizes.
Mães e pais, mestres e pastores, ou qualquer que seja o posto do dever, “cada um segundo a sua própria capacidade” (Mt.25:15), será coroado por Cristo pela fidelidade com que dependeu dEle no emprego de Seus bens. Da mesma sorte, serão lançados fora os servos infiéis, que julgaram seus esforços próprios como suficientes. É tempo de fervorosa oração e zeloso preparo a fim de sermos nesta Terra exatamente quem o Senhor nos criou para ser: “os que criei para Minha glória, e que formei, e fiz”, diz o Senhor (Is.43:7).
Senhor, não temos vivido dias fáceis. Há um inimigo que constantemente nos acusa como indignos da salvação. E realmente somos indignos e imerecedores da vida eterna. Mas, como Paulo, podemos dizer: Graças a Deus por nosso Senhor Jesus Cristo! Por isso, Paizinho, confiantes nos méritos de Cristo, clamamos pelo poder do Espírito Santo nos capacitando a administrar o tempo com sabedoria e discernimento, remindo o tempo, pois os dias são maus. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo de Deus do tempo do fim!
Rosana Garcia Barros
#Eclesiastes3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ECLESIASTES 3 – Num mundo onde tudo parece estar fora de lugar e fora de controle, precisamos ter discernimento e viver pautados pela sabedoria, para não agir loucamente desperdiçando tempo e vida.
Em vez de sucumbir diante ao desespero das adversidades, é necessário aprender com os desafios e se fortalecer com os problemas cultivando resiliência. Devemos aceitar que há coisas que não dá para mudar e situações que não dá para controlar nem alterar, mas podemos escolher nossa atitude perante elas.
• Na aceitação, substituiremos a tensão pela paz, o conflito pela tranquilidade.
A vida é feita de ciclos, e precisamos encontrar significado em cada estação da existência. Assim como há tempo para nascer, e um tempo para morrer, há um tempo para plantar as sementes de sabedoria que renderão frutos de alegria. É sábio entender que nossa vida futura dependerá do que plantamos.
• A velhice depende de como a infância e a juventude foram vividas.
Com Salomão, podemos aprender que cada experiência tem o seu momento adequado. Vivê-los de forma equivocada, nos levará a uma vida frustrada. Contudo, como esse rei sábio, é importante aprender com o passado, corrigir a rota no presente e, manter os olhos no futuro dependendo de Deus e Suas orientações. Portanto, é possível encontrar equilíbrio na aceitação do que não pode ser mudado e na esperança para moldar o que está por vir.
• A vida é feita de ciclos de aprendizagens também, de constante transformação; caso não queiramos aprender, estaremos fadados à deformação, frustrações e insatisfação.
Após explanar sobre os ciclos da vida, Salomão apresenta uma série de contrastes que refletem a dualidade da vida e do tempo. Ele descreve a beleza e a ordem divina na criação, embora reconheça a futilidade e a transitoriedade da vida neste planeta (Eclesiastes 3:9-15).
Por fim, Salomão reflete sobre a natureza humana; ele analisa a injustiça e a opressão existentes no mundo – percebendo que os justos sofrem, e questiona esta triste realidade, revelando incompreensão dos planos divinos (Eclesiastes 3:16-22).
E. Stedman foi clínico ao dizer: “Não conheço outra obra que investigue de maneira tão apaixonada a dor e o prazer, o fracasso e o sucesso; nenhuma outra que demonstre tristeza tão nobre como esse poema insuperável em iluminação espiritual”. Portanto, reavivemo-nos com Eclesiastes! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ECLESIASTES 2 – Primeiro leia a Bíblia
ECLESIASTES 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ec/2
Houve uma época em que meu relacionamento com Deus e com a igreja não andou bem. Eu havia passado por um divórcio horrível e senti que precisava reavaliar o que era mais importante na vida, assim como Salomão.
Este capítulo me faz lembrar de muitos sentimentos e pensamentos que tive naquele tempo e espero que muitas pessoas relacionem este capítulo com o seu passado também. Muitos de nós passamos por esta desafiadora estação seca de querer desistir, ir embora, viver nossa própria vida à parte de Deus.
Deus me abençoou ricamente, no meio da estação seca, com tudo o que eu poderia sonhar, pelo qual sou muito grata. Ao mesmo tempo também Ele me deu a percepção de que posso ter todas essas coisas bonitas, incluindo a casa dos meus sonhos, mas que tudo isso sem Ele é nada.
Durante a “estação seca”, havia uma sede por Deus em meu coração que nunca desapareceu. Passei por muitas dificuldades, me afastei de Deus muitas vezes … mas Ele nunca desistiu de mim.
Salomão está certo ao afirmar, no final do capítulo, que “a vida sem Deus não faz sentido, é como correr atrás do vento”.
A princípio eu não tinha nada, me preocupava em como iria alimentar meus filhos no dia seguinte. Agora tenho em abundância … mas mesmo essa abundância não vale nada sem a união com Cristo e o desejo de agradá-lo em todas as coisas.
Jill Simpson Marier
Lincolnton, Geórgia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ecc/2
Tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli
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1. Disse comigo. Aqui a parte racional da mente de Salomão fala com a parte que representa o desejo físico e a satisfação…
Eu te provarei. Ou seja, “fazer um teste” ou “experimentar” para descobrir os resultados de determinado modo de agir.
Alegria. Ou “prazer”. A palavra hebraica tem significado amplo: “felicidade”, “prazer”, “júbilo”, todas elas denotando satisfação física. Aqui, seu uso está limitado às emoções e apetites despertados ao participar dos prazeres terrenos, embora em outros lugares a palavra possa denotar alegria e felicidade religiosas.
Goza, pois, a felicidade. Literalmente, “pareça bem”, isto é, “aproveite bem as boas coisas da vida”. Um moderno idiomatismo equivalente seria “divirta-se”. Salomão se propôs sorver os prazeres que o mundo oferece até se saciar, na busca de satisfação duradoura.
3. Dar-me ao vinho. Ou melhor, “refrescar meu corpo com vinho”…
Regendo-me […] pela sabedoria… Salomão pretendia que o bom senso lhe permitisse satisfazer o apetite e a paixão com moderação. Em outras palavras, ao iniciar a experiência (…), ele se propôs a não ser tão imprudente, nem se exceder. Essa, naturalmente, é a intenção da maioria das pessoas que cedem aos prazeres sensuais. Porém, a ideia de que é possível utilizar moderadamente as coisas erradas, é um engano fatal.
Loucura. Talvez, nesse caso, signifique “o que pode levar ao pecado” sem ser algo pecaminoso em si mesmo. Parece que Salomão procurou estas experiências para tirar o máximo proveito delas, visando aprender pela experiência o que a satisfação tinha a lhe oferecer, porém, sem permitir que ela o dominasse.
Até ver. Aqui Salomão declara explicitamente seu propósito. Ninguém o obrigou a se portar de forma tão arriscada e insensata. Deus não podia elogiá-lo por essa conduta.
Homens. Do heb. ‘adam, o termo genérico que inclui homens e mulheres …
4. … Vinhas. Comparar com Ct 8:11. A condição econômica do povo comum nos dias de Salomão é sugerida em I Reis 4:25: “cada um debaixo da sua videira e debaixo de sua figueira”.
5. Jardins. Literalmente, “cercos”, do verbo “encerrar”, “cercar”. Devido ao fato de cabras, asnos e outros animais no Oriente Médio pastarem sem restrições, é impossível ter um jardim sem uma cerca forte e bem conservada.
Pomares. Do heb. pardes … era um parque ou área real preservada e cercada…
6. Açudes. As chuvas da palestina não fornecem água suficiente (…). A irrigação já era necessária nos tempos antigos, quando os agricultores escavavam cisternas e reservatórios…
7. Servos e servas. Uma grande comitiva de servos e trabalhadores seria necessária para manter os vastos projetos de Salomão. A rainha de Sabá ficou admirada com a quantidade de empregados nas suas obras (IRs 10:5). Ele utilizou escravos não hebreus (IRs 9:21; 2Cr 8;8) bem como um grande número de servos hebreus submetidos a um tipo de escravidão mais branda…
8. … Cantores. Salomão deve ter feito muitas festas e recebido visitantes de vários países. Isso requeria grande grupo de artistas profissionais (ver 2Sm 19:35; Am 6:5).
9. … Preservou também comigo a minha sabedoria … A expressão pode significar que a sua sabedoria se manteve com ele no sentido de ajudá-lo a adquirir todas as suas posses e também guardá-lo de praticar excessos…
11. … Correr atrás do vento. Banquetes, festividades, música e prazer sensual não fornecem satisfação duradoura. De acordo com João 4:24, literalmente, “Deus é espírito” e não “um espírito” no sentido de ser um espírito entre muitos, mas essencial e absolutamente espírito. O ser humano deve se aproximar de Deus mediante seu próprio espírito. Somente nesse tipo de união o ser humano pode encontrar perfeita satisfação e contentamento. Salomão observou que todos os prazeres do mundo eram como o “vento”, “sopro” ou “correr atrás do vento”…
12. Passei a considerar… Salomão havia experimentado e tomado nota das alegrias materiais da vida. Então, ele começou a examinar a sabedoria e a tolice de forma realista…
strong>Já fizeram. A pessoa inferior que viria “depois do rei” dificilmente poderia esperar fazer mais do que Salomão já tinha realizado. Ele havia comprovado o vazio e a futilidade dosa prazeres deste mundo, portanto, o assunto podia ser considerado resolvido.
13. Luz traz mais proveito do que as trevas... Nesta figura de linguagem se compara “a luz” com o desenvolvimento espiritual e mental e “as trevas”, com a depravação moral e mental…
15. … Também isso era vaidade. Salomão raciocinava que a ambição e o esforço para progredir na vida não têm valor, são um mero e fugaz alento. Na verdade, à parte de Deus, não há resposta para os enigmas da vida. A verdadeira finalidade da existência somente se encontra quando o ser humano cresce em sabedoria divina e organiza sua vida em harmonia com a vontade de Deus (ver Mt 6:33).
16. A memória não durará para sempre. Tanto o tolo quanto o sábio são rapidamente esquecidos poe seus semelhantes. Esta afirmação é verdadeira no que se refere a este mundo, mas uma pessoa que organiza sua vida de acordo com a sabedoria divina é lembrada para sempre (Sl 112:6; Pv 10:7) e pode se alegrar com confiança porque seu nome está escrito no Céu (Lc 10:20; Fp 4:3).
21. Destreza… o pensamento de Salomão era: mesmo que uma pessoa tenha sido habilidosa e bem-sucedida, ela ainda deixa os frutos de seu trabalho a alguém que não contribuiu na sua edificação e que, portanto, é incapaz de valorizá-los
23. Dias. Em contraste com “noite”. As horas de trabalho foram plenas de atividade, e a “noite”, para examinar as labutas do dia. Salomão parece não ter compreendido completamente as bênçãos da disciplina do esforço, tristeza e desapontamento (ver Jó 35:10; cf Rm 8:35; 2Co 12:9; Hb 12:11; Ap 3:19).
24. Comer, beber. Salomão apresenta suas conclusões baseadas nas experiências vividas. Ele sente que o ganho final é nulo, portanto, por que não comer e beber e se alegrar com as coisas que a vida oferece?…
Da mão de Deus. É da vontade de deus que o ser humano não apenas desfrute os frutos de seu trabalho, mas que também encontre prazer em realizar suas tarefas. Esta expressão também sugere que Salomão reconhecia o soberano poder de Deus, e o desenlace feliz que Ele reserva para Seus filhos a despeito de sofrimentos e desapontamentos.
26. Porque Deus dá… Salomão confessa a onipotência e a vigilância onipresente de Deus, que não abandona o ser humano…
Ajunte. O pecador desperdiça a vida em trabalhos que não o levam ao reino eterno. Tudo o que ele acumula é apenas para esta vida. Ele labuta para ajuntar riquezas e as acumula, mas não com um propósito eterno (ver Mt 13:12; 25:28; Lc 12:20)…
Correr atrás do vento… A ênfase está no fato fundamental de que Deus dispõe como Lhe apraz.
Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.
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“Então, vi que a sabedoria é mais proveitosa do que a estultícia, quanto a luz traz mais proveito do que as trevas” (v.13).
Um discurso negativo e nada atraente ou a visão da realidade. Salomão traçou um cenário nada promissor envolvendo contrastes entre os principais elementos pelos quais o homem mais ocupa a vida. Grandes empreendimentos, prósperas reservas de suprimentos, uma equipe multidisciplinar a seu serviço, “prata e ouro e tesouros de reis e de províncias”, “cantores e cantoras”, “mulheres e mulheres” (v.8), compunham o quinhão de Salomão. Tudo o que um homem pudesse ter em seu tempo, Salomão possuía, para no fim concluir “que tudo era vaidade e correr atrás do vento” (v.11).
Tudo o que havia conquistado a custo de muito trabalho, “havia de deixar a quem viesse depois” dele (v.18). E quem poderia garantir que seu herdeiro seria “sábio ou estulto”? (v.19). Todo o trabalho, por mais que seja “feito com sabedoria, ciência e destreza” (v.21) geralmente é deixado “como porção a quem por ele não se esforçou; também isto é vaidade e grande mal” (v.21). Ainda que não tivesse a intenção, Salomão deixou registrada a realidade da maioria das famílias. Enquanto os pais trabalham incessantemente para obter possessões e garantir o sustento e bem-estar da família, os filhos são acostumados à facilidade e inutilidade. E o contentamento em usufruir do “que vem da mão de Deus” (v.24) é trocado pela “vaidade e correr atrás do vento” (v.26) de uma herança ganha sem esforço algum.
Salomão estava vivendo uma grande angústia de espírito quando escreveu este livro. Ao olhar para trás e para o que havia se tornado, despertou do sono da ilusão para contemplar o triste resultado de suas más escolhas. Diante disso, ele não poderia ficar calado. Precisava deixar registrado à humanidade as terríveis consequências de uma vida afastada dos propósitos de Deus. De tudo o que possuiu, ele reconheceu o valor da sabedoria que o Senhor lhe concedeu, assim como a luz é mais proveitosa do que as trevas (v.13). Se houvesse vivido a sabedoria, quão diferente teria sido a sua pregação! Se houvesse aceitado viver os planos de Deus, quão diferente seria o desfecho de sua vida! “Porque Deus dá sabedoria, conhecimento e prazer ao homem que Lhe agrada” (v.26).
Mas, amados, as advertências aqui contidas não significam que devemos jogar tudo para o alto, e sim, que devemos repensar a nossa vida olhando para o alto. Deus é a fonte de toda sabedoria, de todo conhecimento e de toda felicidade. Ele é o nosso Provedor. Precisamos aplicar o nosso coração à realização da Sua vontade, que é boa, agradável e perfeita (Rm.12:2). Problemas virão. Tempestades tentarão abater a nossa vida. Satanás apontará em nossa direção as suas flechas envenenadas. É nesse momento que o Senhor nos convida a sermos fortalecidos nEle “e na força do Seu poder” (Ef.6:10). “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis” (Ef.6:13).
Cristo venceu todas as vaidades deste mundo para que sejamos vencedores com Ele. Ele brilhou a luz da Sua sabedoria sobre as trevas do pecado. Não julgue ser tarde demais para você! Não desanime! Tenha fé! Lembre-se: “O justo viverá por fé” (Rm.1:17). Nisso não há vaidade!
Nosso Deus e Pai amado, necessitamos da Tua sabedoria a fim de vivermos os Teus propósitos. Por vezes estamos tão envolvidos em nossa rotina diária, que negligenciamos o principal, que é a comunhão Contigo. Enche-nos do Teu Espírito, Senhor! Pois só assim seremos sábios para a salvação. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, cheios do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Eclesiastes2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100