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ECLESIASTES 6 – Este capítulo é uma obra rica em reflexões sobre a vida, a sabedoria e o propósito humano. Contém temas que tratam de diversos aspectos da existência:
• Posses materiais e riquezas não passam de meras futilidades; são bugigangas que iludem aos sofredores neste mundo de aflições (Eclesiastes 6:1-2). É ironia ter riquezas e não poder desfrutá-las plenamente, tanto quanto é loucura trabalhar de forma insana para depois usar os recursos para tratar doenças resultantes do trabalho.
• Por mais intensa e extensa que seja a vida, se não houver satisfação e verdadeiro contentamento, será pior que ter sido abortada. A insatisfação é insaciável sem intimidade com o Criador; o pecador morre como qualquer animal (Eclesiastes 6:3-6).
• O trabalhador incansável com uma família grande, porém desprovido de verdadeiro contentamento, passará pela vida como se não tivesse vivido (Eclesiastes 6:7-9). O contentamento, independente das circunstâncias, só se obtém com investimento no relacionamento com Deus.
• A ignorância da humanidade é confrontada pelo estudo correto da Palavra de Deus. As perguntas retóricas servem para nos colocar em nosso lugar e nos fazer reconhecer nossa tremenda necessidade e carência de Deus como prioridade em nossa existência (Eclesiastes 6:10-12).
Eclesiastes 6 destaca a efemeridade da vida e dos bens materiais, enfatizando que a verdadeira realização não pode ser encontrada em coisas de valor meramente terreno. Salomão salienta a importância de encontrar contentamento na vida, reconhecendo que a verdadeira sabedoria para aproveitar bem os anos vem de Deus, o Autor da vida.
Eclesiastes 6 também aborda a questão da ambição, da cobiça que domina nosso coração. Nossa filosofia é: Quanto mais tem, mais quer. Somos naturalmente insaciáveis. Leroy Froom reconhece que…
“A cobiça é um dos inimigos mais terríveis do ser humano”. Ao analisar esse tema, ele afirma que “a maldição das riquezas trouxe mais sofrimento à raça humana do que talvez qualquer outra coisa. Ela inspirou os atos mais baixos da história. Impérios foram destruídos, nações arruinadas, continentes mergulharam em guerras mais devastadoras e pessoas se envolveram em disputas amargas, não por causa da pobreza extrema, mas do abuso injusto do dinheiro”.
Em outras palavras, qualquer coisa que substituir o lugar de Deus em nossa vida, só promoverá terríveis desgraças! Isso está comprovado. Então, urgentemente devemos reavivar-nos em Sua Palavra! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: ECLESIASTES 5 – Primeiro leia a Bíblia
ECLESIASTES 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ec/5
Tentamos arduamente obter o pão de cada dia, cumprir obrigações, alcançar metas dignas, nos preparar para a aposentadoria. São ruins essas coisas? Não, mas elas não podem nos salvar. Se achamos que sim, ainda não aprendemos o que significa Deus ser o Senhor da nossa vida.
Buscamos riqueza para termos segurança, respeito, influência, oportunidades, acesso a pessoas influentes e bem-sucedidas, conforto (casa, carro, roupas, brinquedos, etc.), prazeres e hobbies.
A busca pela riqueza, entretanto, vem acompanhada de algumas armadilhas em potencial: estresse, preocupações, problemas de saúde, esforço infrutífero, falsa segurança, vazio, egocentrismo e distração de coisas mais dignas.
Veja alguns bons conselhos de Salomão e seus colegas bíblicos:
- Não faça da riqueza o seu foco. Invista o seu amor e paixão em áreas com valor duradouro. Onde estiver o seu tesouro, também estará o seu coração. Mateus 6:21
- Não deixe a riqueza, ou a falta dela, definir seus relacionamentos. Não fique com inveja das pessoas porque elas têm mais nem menospreze as pessoas que têm menos.
- Esteja disposto a deixar a riqueza ir embora. Nada é garantido, mesmo que seus investimentos e ativos pareçam os melhores. Aproveite o presente enquanto durar.
- Seja generoso e compassivo. Faça coisas positivas com a riqueza que você tem. Assim como Paulo, esteja contente com ou sem as riquezas. Troque suas preocupações por oração, gratidão e paz que ultrapassam o entendimento.
Art Kharns
Diretor de Música
Igreja Adventista do Sétimo Dia de Simi Valley, Califórnia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ecc54
Tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli
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1. Guarda o pé… equivale à expressão coloquial “olhe por onde anda” e é usada aqui em sentido figurado (comparar com Gn 17:1; Sl 119:101)…
Sacrifícios de tolos… Aquele em cuja presença estão (v. 2), seus pensamentos se concentram em coisas terrenas, como resultado, suas palavras são imprudentes, precipitadas e demasiadas. Os que vão à igreja, inconscientes da presença de Deus, que continuamente pensam e conversam sobre assuntos triviais, são aqui classificados pelos sábios como “tolos”. A adoração deles é externa e formal.
Fazem mal. Ignorantes dos requerimentos espirituais, eles não rendem culto a Deus com sinceridade e inteligência (ver Jo 4:24). Pecam em sua ignorância voluntária e, como resultado, Deus não aceita seu culto nem suas ofertas.
2. Precipites… Palavras apressadas, descuidadas e precipitadas, seja em conversação, petição ou oração, são perigosas…
Diante de Deus. deus deve ser tratado com respeito reverente (ver 1Rs 8:43). Não se pode aproximar-se dEle como se aproxima de seres humanos.
8… Opressão. É comum a exploração por meio de governantes corrompidos. Sistemas políticos raramente beneficiam os pobres. O próprio Salomão era culpado de oprimir os pobres a fim de executar seus grandiosos planos (1Rs 12:4).
10. Ama o dinheiro. A vida devotada à aquisição de riquezas raramente é satisfeita com o que é acumulado…
Abundância. O avarento, não importa quanto aumentem suas posses, ele as julga insuficientes e deseja mais.
11. Também se multiplicam… Com o aumento da riqueza, o rico amplia seu círculo de relações. Ele é convidado a se divertir profusamente. Assessores, servos e dependentes se multiplicam e parentes pedem ajuda financeira.
Que mais proveito […]?… O acúmulo, investimento e a proteção da riqueza podem ser a causa de grande ansiedade e levar ao colapso nervoso. os ricos deste mundo não dispõe de passaporte para a imortalidade.
12. Trabalhador… Um dia de trabalho físico é uma preparação excelente para uma boa noite de repouso.
Não o deixa dormir. A responsabilidade de cuidar das riquezas geralmente acarreta problemas e rouba o descanso da pessoa, a ponto de prejudicar a saúde e ocasionar um colapso nervoso.
13… Para o próprio dano. Perda de sono devido à ansiedade sobre o investimento e a vigilância sobre a riqueza aflige com frequência o seu possuidor (ver v. 12)… Ficam também preocupados em pensar que seus herdeiros esbanjarão os frutos de seus árduos labores. Porém o caráter do possuidor é que sofre mais pelo acúmulo de riquezas (ver Pv 11:24; Lc 12: 16-21).
14. Má aventura. Melhor seria “uma aventura ruim” (RSV), ou seja, um mau investimento, ‘mau negócio” (NVI) que resulta em séria perda. A especulação imprudente pode acabar com as economias de toda uma vida do dia para a noite. É essencial o cuidado constante para que o negociante mantenha o capital e obtenha o lucro.
15… Nada poderá levar consigo. Somente a “riqueza” espiritual que a pessoa tiver acumulado na vida é que poderá ser levada para além do túmulo (ver Jo 3: 36; cf Ap 22:14). O caráter é o único tesouro que se pode levar deste mundo para o mundo futuro (PJ, 332).
16… Trabalhado para o vento. Esta é uma figura que denota absoluta futilidade (ver Jó 15:2; Pv 11:29). O vento é insubstancial, invisível e não pode ser agarrado e segurado. Assim são os bens deste mundo.
17. Nas trevas comeu. Uma metáfora que descreve o fato de que uma pessoa que vive exclusivamente para acumular riquezas materiais nunca alcança a satisfação que espera. Contrasta com a perspectiva de alguém cuja esperança está nas coisas eternas (Mq 7:8), que suporta os desconfortos materiais do presente mundo com vistas a realidades que são vistas apenas com os olhos da fé (Hb 11:27).
18. Eu vi. Nos v. 12 a 17, Salomão demonstrou claramente a loucura de acumular bens para benefício próprio. Então, a partir do cenário de sua própria experiência, ele observa que a riqueza tem valor somente quando é empregada para suprir as necessidades e alegrias da vida.
19. Comer. Aqui é utilizado no sentido figurado de empregar as “riquezas e bens” em lugar de acumulá-los (ver v. 13).
Dom de Deus. a habilidade de adquirir riquezas vem de Deus (Dt 8:18; Tg 1:16, 17). Todas as faculdades que o ser humano possui são dons de Deus. Tudo que se adquiriu em virtude destas habilidades deve ser motivo de gratidão a Deus.
Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.
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“Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu, na terra; portanto, sejam poucas as tuas palavras” (v.2).
No santuário, tanto o móvel no deserto, quanto o suntuoso templo de Jerusalém, havia o pátio e dois compartimentos: o lugar Santo e o lugar Santíssimo. O acesso ao lugar Santo era permitido apenas aos sacerdotes e ao sumo sacerdote. No lugar Santíssimo só poderia entrar o sumo sacerdote, uma vez ao ano. O pátio, porém, também era um lugar de extrema solenidade, onde eram oferecidos os sacrifícios e um lugar também reservado à oração (Is.56:7). Por isso que Jesus reagiu energicamente quando viu o lugar de oração transformado em “um covil de salteadores” (Mt.21:13). A reverência descrita no versículo 1 diz respeito não apenas à forma de adoração, mas à intenção: “chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos”. Não é o sacrifício que agrada a Deus, e sim se há por trás do sacrifício um coração que agrada ao Senhor.
Quando Saul descumpriu as ordens de Deus e usou os sacrifícios como desculpa, a resposta do profeta Samuel lançou por terra as suas obras: “Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender a Deus, melhor do que a gordura de carneiros” (1Sm.15:22). Apesar de não termos mais a prática de sacrificar animais, pois o verdadeiro Cordeiro de Deus pagou o preço de forma perfeita e completa (Hb.10:14), os “sacrifícios” ganharam uma nova roupagem, e muitas vezes têm tirado o foco do principal: fazer a vontade de Deus.
Jesus está sempre à porta do nosso coração, porém, Ele não entra se não for convidado. Ele diz que está à porta e bate (Ap.3:20). Mas se a nossa atenção estiver voltada para “sacrifícios de tolos” (v.1) ou “palavras néscias” (v.3), abafamos a Sua voz com os ecos de uma adoração vazia. Então, não sentindo preenchido o coração com o Único capaz de saciá-lo, fazemos votos na tentativa de angariar pontos com Deus. E diante de um deslize quanto ao voto feito, nós mesmos nos sentenciamos culpados. Lembre-se de Pedro. Tão impetuoso e tão rápido com as palavras. Diante da possibilidade de ver o seu Salvador sentenciado à morte, prontamente Lhe fez um voto: “Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo Te negarei” (Mt.26:35). Porém, na prática, as suas palavras não se consumaram, e após negar a Jesus por três vezes, caindo em si, “saindo dali, chorou amargamente” (Mt.26:75).
A conclusão do versículo 7 resume em uma frase qual deve ser a minha e a sua atitude: “Tu, porém, teme a Deus”. Toda a Bíblia confirma o fato de que usar mais os ouvidos e menos a boca é sinônimo de sabedoria e de discernimento espiritual. Pois está escrito:
“Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor” (Dt.6:4).
“Amando o Senhor, teu Deus, dando ouvidos à Sua voz” (Dt.30:20).
“[…] e todo o povo tinha os ouvidos atentos ao Livro da Lei” (Ne.8:3).
“Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o coração” (Sl.95:7).
“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mc.4:9).
“Bem-aventurados aqueles […] que ouvem as palavras da profecia” (Ap.1:3).
De Gênesis a Apocalipse encontramos a confirmação das Escrituras a este respeito. Precisamos nos calar mais e permitir que o Senhor fale. É quando calamos o nosso eu, que percebemos com clareza a voz de Deus. Sejamos, pois, prudentes no falar. Se tivermos de falar, que sigamos o conselho do próprio Pedro, após compreender esta verdade: “Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus” (1Pe.4:11) “[…] a fim de proclamardes as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9).
Querido Deus e Pai amado, clamamos a Ti que nos conceda a sabedoria de Cristo para falar e também para calar, e um coração quieto para discernir a voz do Teu Espírito. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, ouvintes do Senhor e proclamadores das Suas virtudes!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Eclesiastes5 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ECLESIASTES 5 – A festa dos tabernáculos duravam 7 dias no Antigo Testamento; cujo objetivo era comemorar a peregrinação dos israelitas no deserto após a libertação egípcia. Vivendo em cabanas, os judeus relembravam a proteção de Deus e a dependência dEle durante a jornada no deserto.
Nós fomos libertos da escravidão do pecado não por meio de Moisés, mas através do Messias. Estamos numa jornada árida neste mundo aguardando adentrar à “Canaã Celestial” (João 14:1-3). Sendo que Eclesiastes era lido durante a festa dos tabernáculos, devemos considerar seus ensinamentos; pois, em breve Jesus nos levará para a maior de todas as festas (Apocalipse 7:9).
Eclesiastes 5 oferece paralelos simbólicos com os temas da festa dos tabernáculos, ambos destacam a transitoriedade da vida e a importância de depender de Deus em vez de confiar nas riquezas materiais ou nas realizações humanas.
O instinto religioso do ser humano é importante, mas pode ser manipulado, a religiosidade pode ser adulterada e a espiritualidade pode ficar comprometida; por exemplo, “a religiosidade pode impedir as pessoas de perceber a necessidade da salvação como dom gratuito da graça de Deus. Além disso, a religiosidade humana talvez seja apenas uma manifestação exterior sem nenhuma solidez interna. Como em qualquer outra área humana, a vaidade também pode se infiltrar na vida religiosa até mesmo com mais profundidade. Portanto, no capítulo 5, Salomão apresenta alguns conselhos para o leitor se precaver contra o formalismo e a exterioridade no relacionamento com o Criador”, analisa William MacDonald.
Alegar crer em Deus mas confiar nas realizações humanas e nos bens materiais é hipocrisia. Segundo Merril Unger, Eclesiastes 5 apresenta o desenvolvimento do tema do vazio da vida em vista da insinceridade religiosa e da riqueza. Isso porque o mesmo orgulho que um rico pode ter de suas riquezas, pode ser do religioso que exibe sua opulenta espiritualidade.
A hipocrisia no relacionamento com Deus (Eclesiastes 5:1-8), nas relações sociais e econômicas (Eclesiastes 5:8-14), a ilusão de confiar nas posses materiais (Eclesiastes 5:15-20) precisam ser libertas pela sincera busca por Deus.
As fragilidades das cabanas na festa dos tabernáculos deveriam ensinar a necessidade de total dependência de Deus para tudo e a integração dos fieis na jornada da vida; deste modo, precisamos hoje destas mesmas lições de vida! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ECLESIASTES 4 – Primeiro leia a Bíblia
ECLESIASTES 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ec/4
Meu marido e eu somos pais adotivos de crianças clinicamente frágeis, mas também acolhemos temporariamente crianças com alguma particularidade em nossa fazenda terapêutica. Essas crianças são uma imagem vívida da opressão, como terem apenas alface com sal para o jantar, porque era tudo o que havia na geladeira, ou meninas ainda crianças serem coagidas a trabalhar nas ruas para poder colocar comida na mesa a fim de alimentar seus irmãos menores. Algumas dessas crianças nasceram com muitas complicações de saúde devido a drogas ou tiveram danos cerebrais porque foram severamente espancadas.
Tudo isso me lembra continuamente que este mundo não é o nosso lar. Não precisamos nos apegar a este mundo. Ao mesmo tempo, sou grata a Deus por meu marido, que se sacrifica tanto a fim de ser o meu ajudador na criação desses preciosos filhos. Ele é meu melhor amigo e o amor da minha vida.
Lembremo-nos das sábias palavras de Salomão, em cada um desses capítulos, de que este mundo é vazio e sem sentido quando destituído de Deus e do serviço aos outros. Assim como aconteceu com Salomão, precisamos descobrir que a vida não se trata apenas de ser temporariamente populares ou bem-sucedidos, mas de sair da nossa bolha segura e ver as necessidades daqueles que nos rodeiam.
Jill Simpson Marier
Primeira Igreja Adventista do Sétimo Dia de Augusta
Lincolnton, Geórgia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ecc/4
Tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli
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1 … Opressões. Do heb. ‘ashuquim, de uma raiz que significa “oprimir”, “ser injusto com”, “extorquir”. Está relacionada a uma palavra árabe que significa “rudeza” ou “injustiça”. Salomão se refere aos padecimentos dos fracos e pobres através da história (ver Jó 35:9; Am 3:9; cf 1Sm 12:4)…
Consolasse… O coração aflito anseia por palavras de consolo de alguém que o compreenda, e sua angústia se aprofunda quando ninguém o conforta (ver Sl 69:20; Lm 1:2).
2 … Mais do que os que ainda vivem. Comparar com Jó 3:13 e as palavras de Cristo referentes a Judas (Mt 26:24). Em certas más circunstâncias, e a partir de determinados pontos de vista, poderia ser melhor estar morto do que continuar a viver. É deste ponto de vista que Salomão escreve. Ele representa um estado de espírito despertado pelas desigualdades e maldades que resultaram de milhares de anos de pecado. Hoje, mais do que no passado, homens e mulheres sentem a futilidade da vida.
3. Mais […] feliz. Mediante a fé em Deus e firme confiança no salvador (Mt 11:28) se enfrenta melhor o pessimismo, que procede do diabo (comparar com a calma confiança de Paulo, em Rm 5:1).
4… Inveja. A rivalidade desperta inveja e amargura à medida que se intensifica a competição. O princípio aqui apresentado se aplica a condições de trabalho, rivalidade nos negócios, questões internacionais e relacionamentos pessoais.
Correr atrás do vento. Uma figura de linguagem que descreve a futilidade do sucesso mundano como garantia de felicidade.
6… Punhado de descanso. Literalmente, “completar a mão com serenidade”. O hebraico indica uma mão em concha.Sem dúvida, “serenidade” aqui se refere à paz mental…
Cheias de trabalho. Atividade intensa, uma agitação nervosa no empenho de realizar muito cada dia a fim de obter a recompensa máxima. Uma vida plena e feliz não depende de abundância de coisas desta vida.
7. Considerei outra vaidade. Salomão se refere a outro fenômeno da vida: a avareza.
8. Um homem sem ninguém. A descrição é de uma pessoa solitária, sem amigos ou pessoas próximas…
Não tem filho nem irmã. Um quadro patético de solidão, com pouco incentivo para estimular alguém em seus esforços. Trabalhar para prover as necessidades de pessoas amadas é uma tarefa nobre e traz satisfação…
Não se fartam de riquezas. Quanto mais se acumula, mais se deseja. A aquisição de riqueza se torna uma obsessão para o avarento (ver Pv27:20). Poucas pessoas estão contentes com sua sorte.
Nego à minha alma… É uma virtude cristã ser laborioso, porém, plenamente satisfeito sob a mão de Deus (Rm 12:11; Ef 4:28; 1Tm 6:8; Hb 13:5). A indolência é reprovável em um cristão (Pv 12:24; Ec 10:18)…
11. Se dois dormirem juntos. O v. 10 trata de auxílio e apoio na dificuldade; o v. 11, de conforto. Neste verso, Salomão se refere ao calor do dia seguido pelo frio da noite e a pobreza de uma pessoa comum, cuja única roupa de cama com frequência se consistia somente de sua vestimenta externa (ver Êx 22:26, 27).
12. Se alguém quiser prevalecer. Aqui são enfatizadas as bênçãos da ajuda e da proteção. A mesma verdade se expressa no aforismo: “a união faz a força”.
Cordão de três dobras. Separadamente, três pedaços de corda podem se romper com facilidade, mas quando trançado em uma corda, é muito difícil rompê-las. Alguns comentaristas têm exagerado ao tentar explicar este verso. Eles pretendem ver aqui uma alusão à Trindade; citam incidentes como o amor e companheirismo entre Lázaro e suas irmãs Marta e Maria; e também a Cristo, quando escolheu três discípulos para acompanhá-Lo ao jardim do Getsêmani. Tais exegeses fantasiosas devem ser evitadas.
13… E insensato. Seria melhor “mas insensato”.
14. Saia do cárcere… O significado é que um jovem pode vencer as desvantagens que enfrenta e, se for sábio e dócil para o ensino, se tornará um sucesso na vida. Ele poderá até mesmo ocupar os postos mais elevados da nação (ver 1Rs 11: 26-28).
15… O jovem sucessor. Este verso pode se referir ao entusiasmo que acompanha a ascenção do novo governante ao ocupar o lugar do que foi deposto.
16… Tampouco […] se hão de regozijar nele. A aclamação pública de hoje pode se transformar em condenação pública amanhã. José, no Egito, ilustra a inconstância da recompensa do mundo (Êx 1:8).
Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.
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“Então, vi que todo trabalho e toda destreza em obras provêm da inveja do homem contra o seu próximo. Também isto é vaidade e correr atrás do vento” (v.4).
Ao finalizar “a Sua obra, que fizera” (Gn.2:1), completando a semana da criação, Deus a coroou com o sábado, um dia de descanso para que o homem sempre mantivesse na lembrança a sua origem divina. Um dia antes, Deus havia criado Adão e permitido que ele mesmo notasse que ali ainda “não se achava uma auxiliadora que lhe fosse idônea” (Gn.2:20). Então, Deus formou a mulher e, unindo-a ao homem, compôs o primeiro “cordão de três dobras” (v.12) do planeta recém-criado. Ao iniciar sua vida, o primeiro casal desfrutou de seu primeiro dia nas horas do sábado andando lado a lado com o Criador. A primeira lição dada ao recém-formado casal se resume em uma sentença: dependência de Deus.
No sábado, o homem e a mulher aprenderam que a verdadeira adoração não é baseada no que fazemos, e sim no que Deus faz. O Éden foi o presente de casamento que receberam “para o cultivar e o guardar” (Gn.2:15). A ligação do homem com a terra vem da sua composição e também de sua primeira lida. A eles não foi dado apenas um trabalho, mas o meio mais eficaz e salutar de manter-se integralmente em harmonia com o Criador. Nas flores a desabrochar, nas sementes a brotar, nos frutos prontos para colher, no curso dos rios, na doçura das pequenas e grandes criaturas, Adão e Eva aprendiam juntos as ricas lições da natureza.
Infelizmente, em dado momento em que a mulher se distanciou de seu companheiro, Satanás encontrou uma oportuna fragilidade. O primeiro diálogo de Satanás com um membro da raça humana revela a importância e verdade nas palavras do sábio: “Melhor é serem dois do que um” (v.9). “Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão” (v.12). Mas o pecado veio, e com ele a maldição da terra, a fadiga e “os cardos e abrolhos” (Gn.3:17-18). Ainda assim, “lavrar a terra” (Gn.3:23) foi o trabalho que o Senhor deixou aos cuidados do homem realizar. Pode não se tratar da atividade mais fácil ou mais lucrativa, mas certamente a que mais se aproxima das atividades edênicas.
A agricultura, no entanto, não é um fim em si mesma, nem garantia de intimidade com Deus, mas um dos meios deixados por Ele com essa finalidade. Lembre que Caim era agricultor, e nem por isso reconheceu o cuidado de Deus em suas obras. Na realidade, a vida campestre, onde há a oportunidade de conectar-se com a criação e instruir os filhos o mais distante possível das corruptoras influências do mundo, ainda é a melhor opção. As discussões e tantas controvérsias com relação à vida no campo poderiam ser dissolvidas tão somente se o assunto fosse estudado com oração e humildade, e sincero desejo de conhecer a vontade de Deus a esse respeito.
Em um mundo voluntariamente competitivo e capitalista, o Senhor tem um chamado para cada cristão que se dispõe a largar as redes do serviço egoísta e dar o passo de fé, aceitando o convite de Cristo: “Vinde após Mim, e Eu vos farei pescadores de homens” (Mc.1:17). Nem todos são chamados a abandonar seu trabalho laboral por completo, mas todos somos chamados a viver a vontade de Deus e abandonar as obras que “provêm da inveja do homem contra o seu próximo” (v.4).
Hoje, o Senhor nos chama para nos unirmos a Ele num cordão inquebrável que nem a morte pode romper (Rm.8:38-39). O Criador nos convida a olhar para as Suas obras e delas extrair as lições que nos edificam aqui e preparam para a vida porvir. Hoje, Jesus nos estende o Seu convite: “Segue-Me” (Mt.9:9). Porque mais felizes não são “os que já morreram” (v.2), ou “aquele que ainda não nasceu” (v.3), mas “o que confia no Senhor, esse é feliz” (Pv.16:20).
Oh, Pai, que geração egoísta e egocêntrica a nossa! Não paramos mais para refletir sobre nossas palavras e ações, e isso tem nos trazido um grave prejuízo emocional e, consequentemente, espiritual. Desperta-nos, Senhor! Retira de nós o egoísmo! Que contemplando a Cristo nosso eu seja subjugado e as virtudes do nosso Redentor preencham o nosso coração. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, chamados para um propósito divino!
Rosana Garcia Barros
#Eclesiastes4 #RPSP
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