Reavivados por Sua Palavra


Isaías 29 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
22 de dezembro de 2023, 0:45
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A “Lareira de Deus” (v.1), Jerusalém, foi tida por culpada diante de Deus. Seus habitantes continuavam com suas práticas religiosas sem se dar conta de que estavam festejando de si para si mesmos. O juízo do Senhor sobreviria “de repente, num instante” (v.5). E o povo se humilharia perante Deus até ao pó (v.4). A atitude que não buscaram em tempo de bonança, teriam ao sobrevir as grandes manifestações da parte “do Senhor dos Exércitos” (v.6): santificariam o Seu nome e temeriam o Deus de Israel (v.23).

A cegueira espiritual e a hipocrisia, são, sem dúvida alguma, os maiores perigos da vida cristã. “O espírito de profundo sono espiritual” (v.10) faz com que qualquer revelação da parte de Deus se torne “um livro selado” (v.11). Ou seja, torna-se algo impossível de se compreender. Mas a dura repreensão do Senhor ao Seu povo não era para a sua destruição, mas para a sua redenção (v.22), uma “obra maravilhosa no meio deste povo” (v.14). Deus, como um Pai zeloso, iria até às últimas consequências para salvar os Seus filhinhos. Todos os juízos que sobreviriam aos habitantes de Jerusalém eram a disciplina de amor de um Pai que desejava vê-los “livres já da escuridão e das trevas” (v.18).

Diante de um povo com o mesmo quadro espiritual, Cristo replicou as palavras proféticas de repreensão aos escribas e fariseus: “Hipócritas! Bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. E em vão Me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (Mt.15:7-9). “Maquinalmente” (v.13) aqueles que se chamavam pelo nome de Deus se orgulhavam de suas práticas religiosas, enquanto seus corações estavam longe do Senhor. A verdadeira adoração não consiste em ser um “bom” membro de igreja, mas em permitir que o Único que é verdadeiramente Bom habite em nosso coração. A adoração dos judeus consistia em rituais e em suas próprias doutrinas. Trocaram o Oleiro pelo barro e o Artífice pelas obras (v.16).

Vivemos em um estado diferente? Não, amados! É triste, mas Deus continua a dizer ao Seu povo hoje: “Que perversidade a vossa!” Será que temos nos aproximado de Deus como deveríamos? Será que verdadeiramente estamos buscando no Senhor a real mudança de coração que necessitamos cada dia? Ou somos zelosos membros de igreja, esquecendo-nos do Senhor da igreja? Como podemos esperar que Deus aceite a nossa adoração com o coração cheio de orgulho, inveja ou raiva de alguém? Isto não se chama adoração, isto se chama ofensa a Deus!

Muitos têm usado a Palavra do Senhor para condenar, tramar armadilhas, envergonhar os irmãos e “sem motivo” negar “ao justo o seu direito” (v.21). E sobre o pedestal da arrogância e confiança própria, não conseguem enxergar as verdades libertadoras da Palavra de Deus. Leem a Bíblia, mas não a entendem de fato. Fazem longas orações, presumindo “que pelo seu muito falar serão ouvidos” (Mt.6:7). Porém, permanecem cegos e “bêbados estão” (v.9), embriagados com sua própria sabedoria (v.14).

A infinita graça de Deus continua realizando a sua “obra maravilhosa”, fazendo de tudo para salvar o pecador. Chegou o tempo do grande reavivamento e reforma do povo do Senhor! Deus está despertando a Sua Igreja do “espírito de profundo sono” e promovendo a cura dos surdos e dos cegos espirituais (v.18). Muitos, como os dois cegos de Jericó, atendendo aos apelos do Espírito Santo, têm gritado em meio à cegueira espiritual: “Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de nós!” (Mt.20:31). E mesmo em meio a uma multidão ao redor os repreendendo para que se calem; mesmo em meio a uma multidão indiferente que olha para estes e os julgam fanáticos e fundamentalistas, eles continuam a clamar pelo Único Senhor capaz de curá-los e redimi-los. Então, algo maravilhoso acontece! Jesus Se volta para estes e pergunta: “Que quereis que Eu vos faça?” (Mt.20:32). E o milagre da verdadeira conversão acontece. E o coração que reconhece a sua total dependência de Cristo, clama: “Senhor, que se nos abram os olhos” (Mt.20:33). E Jesus, cheio de compaixão, nos toca, imediatamente nossos olhos se abrem e, finalmente, O seguimos (Mt.20:34).

Jesus está voltando, meus irmãos! E se desejamos contemplar a Sua face, precisamos começar a fazer isto aqui, pela fé. “Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los? Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça”. Abra o seu coração a Jesus! Permita que Ele realize a Sua “obra maravilhosa” em sua vida, como seu Salvador pessoal! Que se cumpram as palavras do Senhor no meio do Seu povo, hoje: “E os que erram de espírito virão a ter entendimento, e os murmuradores hão de aceitar instrução” (v.24).

Oh, Pai, estamos cansados e sobrecarregados! Lançamo-nos em Teus braços de amor e clamamos por Tua força! Abre os nossos olhos para contemplarmos as maravilhas da Tua Lei, que é a revelação do Teu santo caráter! Abre os nossos ouvidos para ouvirmos a doce e suave voz do Teu Espírito! Converte-nos e seremos convertidos! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, salvos pela maravilhosa graça de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Isaías29 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ISAÍAS 29 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Maria Eduarda
22 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 29 – Você gosta de gente falsa? Aprecias quando as pessoas se aproximam de ti intendado enganar? Gostas daqueles que vivem uma mentira, tentando iludir com palavras e atitudes?

Se você, que não possui perfeição não tolera pessoas hipócritas, imagina um Deus santo! “O povo [de Deus da época de Isaías] caracterizava-se por insensibilidade espiritual, hipocrisia religiosa e falta de disposição em confiar o seu próprio destino a Deus” (Robert B. Chisholm).

Talvez precisamos mais das mensagens de Isaías. Elas não foram úteis apenas para Israel. No cristianismo, a religiosidade não flui melhor que no judaísmo. Com uma Bíblia maior, não tornamo-nos pessoas melhores.

Será que as mesmas características do antigo povo de Deus não estão estampadas no atual povo de Deus? Será que…

  1. Somos menos insensíveis espiritualmente? Estamos priorizando a Deus mais do que o povo de Israel no passado?
  2. Estamos mais distantes da hipocrisia? Somos mais consagrados e piedosos do que os judeus de antigamente?
  3. Temos mais disposição em confiar a Deus nosso futuro? Entregamos cada dia, cada decisão e todos nossos planos para Ele dirigir, alterar alguma coisa ou substitui-los pelos Seus?

Proponho que, estamos iguais ou piores que os israelitas do passado! Se iguais ou piores, a Palavra de Deus está à nossa disposição como esteve para os antigos judeus. Reflita profundamente nestes itens:

  1. Descaso às coisas espirituais reduz tudo a nada: Ariel, o sagrado nome de Jerusalém, sofreria seu último cerco por inimigos destruidores (Isaías 29:1-4; Miqueias 4:11; 5:4-15).
  2. Os instrumentos de Deus que amarem ao pecado e abusarem do poder ultrapassando os planos de Deus sofrerão terríveis consequências; foi assim no passado e continuará assim até a consumação dos séculos (Isaías 29:5-12; Zacarias 14:3, 12-15).
  3. Cegueira religiosa e fria formalidade resultam em vida espiritual vazia de sentido e desprovida de propósitos nobres. Tais pessoas se decepcionarão consigo mesmas, pois serão vomitadas da boca de Deus, enquanto os humildes e sensíveis à vontade divina serão salvos (Isaías 29:13-24; Apocalipse 3:14-21).

Sem a revelação forte e impactante da Palavra de Deus nos conformamos facilmente com nossa insensibilidade espiritual, hipocrisia religiosa e falta de disposição em confiar a vida inteira a Deus.

Por isso, na Bíblia somos confrontados para que sejamos reavivados! Aceitaremos? – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 28 by Luís Uehara
21 de dezembro de 2023, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/28

Neste capítulo Isaías fala a respeito de Efraim (simbolizando o reino do Norte), mas na verdade há uma sombra sobre Efraim que precisamos considerar. Existe um rei orgulhoso e existem bêbados em Efraim que são vencidos pelo álcool. Efraim é como uma flor de gloriosa beleza que está murchando (v. 1).

Quando Isaías disse isso, ele também tinha Lúcifer em mente o qual, apesar de sua beleza, tornou-se orgulhoso e foi expulso do céu juntamente com seus apoiadores. Isaías viu que o Senhor como uma tempestade poderosa os lançou para a terra com mão forte (v. 2d). O Messias expulsou a Lúcifer do céu, devido a sua maldade e no Juízo Executivo lidará de modo final e conclusivo com todo o mal. Sim, a coroa orgulhosa e os bêbados de Efraim murcharão e desaparecerão (v. 4).

Na Era Messiânica o Senhor “será uma coroa gloriosa… para o remanescente do seu povo” (v. 5b, NVI). Cristo recuperará o que Adão perdeu e no Juízo Final julgará com “um espírito de justiça” (v. 6a, NVI). Enquanto este tempo não chega, e especialmente no tempo de angústia, Jesus, o Messias Guerreiro, será “força para os que fazem recuar das portas a guerra” (v. 6b NVI).
Querido Deus,

Ajuda-nos a confiar que Tu nos concederás tudo o que for necessário para a nossa salvação. Amém.

Koot Van Wick
Coreia do Sul

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/28
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli



ISAÍAS 28 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
21 de dezembro de 2023, 0:50
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2081 palavras (comentários mais significativos destacados em azul).

Bêbados de Efraim. Este capítulo é a única mensagem de Isaías de reprovação dirigida especificamente ao reino do norte (embora se mencione também Jerusalém no v. 14). Portanto, deve ter sido transmitida antes da conquista de Samaria pelos assírios em 723/722 a.C. Samaria, a “soberba coroa”de uma nação de bêbados, foi repreendida mais de uma vez pela embriaguez (Am 4:1, 2; 6:1, 6).  Com frequência, os profetas advertiram sobre esse vício (Is 5:11, 12; 28:7, 8). Porém, como deixa claro o contexto, Isaías se refere em primeiro lugar aos líderes do reino do norte, que estavam bêbados tanto literal como figuradamente eram incapazes de guiar a nação em harmonia com a vontade de Deus. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 212.

Da flor caduca. Desde a morte de Jeroboão II, em 753 [a.C.], até a queda do reino, 30 anos depois, todos puderam ver como diminuía a força e a glória de Israel. CBASD, vol. 4, p. 212.

Fertilíssimo vale. Samaria ficava num vale bonito e fértil. CBASD, vol. 4, p. 212.

Homem valente. Isto é, Assíria, o “cetro” da ira divina (ver com. [CBASD] de Is 7:17-20; 10:5). CBASD, vol. 4, p. 212.

4 Figo prematuro. Ver com. [CBASD] de Mc 11:13. A plantação regular era colhida no mês de agosto. Os primeiros figos, que amadureciam em junho, eram considerados uma iguaria especial (ver Os 9:10; Mq 7:1). Eram colhidos com rapidez e logo devorados. Assim seria com Samaria. CBASD, vol. 4, p. 212.

5 Os restantes. Quando Israel caiu, os de Judá permaneceram relativamente fiéis ao Senhor, e pra eles o Senhor era uma coroa de glória (ver Os 1:6, 7; 4:15-17; 11:12). CBASD, vol. 4, p. 212.

6 O espírito de justiça. Deus deu ao bom rei Ezequias espírito de sabedoria e bom juízo que, em tempos de crise, o capacitariam a tomar sábias decisões. Isso salvou a nação da destruição que veio a Israel no norte. Deus promete espírito de discernimento aos líderes em todo tempoCBASD, vol. 4, p. 212.

Contra as portas. Ou, “às portas”. Os assírios tinham avançado aos portões de Jerusalém, e sua queda parecia inevitável, mas o Senhor fez as hostes assírias retrocederem e Judá foi salvo (ver Is 37:23-37). CBASD, vol. 4, p. 212.

7 Também estes cambaleiam. O povo de Judá, em particular seus líderes, também tinham se tornado escravos do vinho. Mesmo os sacerdotes e profetas, que deveriam dar exemplo, se desviaram. Na embriaguez, eles cambaleavam e perambulavam fora do caminho. Os falsos profetas estavam embriagados enquanto apresentavam suas mensagens, e os sacerdotes tropeçavam em seu serviço sagrado. Ao se entregarem ao vinho e à bebida forte, eles já não podiam fazer “diferença entre o sagrado e o profano e o imundo e o limpo” (Lv 10:9, 10). CBASD, vol. 4, p. 212.

Tropeçam no juízo. Literalmente, “confusos”. Eles não podiam pensar com clareza e lógica. CBASD, vol. 4, p. 212.

Não há lugar sem imundícia. Retratam-se as piores características da embriaguez (ver v. 8). Os sacerdotes e o povo estavam contaminados, literal e espiritualmente. CBASD, vol. 4, p. 212.

A quem, pois, se ensinaria […]? Os sacerdotes e profetas, cujo ofício era ensinar o povo, tinham se desviado e, portanto, não podiam exercer suas responsabilidades (ver com. [CBASD] de Mt 23:16). A mente deles estava tão obscurecida que Deus não podia ler ensinar. Portanto, era necessário que fossem postos de lado e que novos líderes fossem escolhidos: homens que fossem humildes e dispostos, zelosos e espirituais. Os antigos líderes cuja mente estava empalidecida deviam ser substituídos por homens a quem Deus pudesse transmitir Suas mensagens de verdade e sabedoria. Embora os sacerdotes mais experientes pudessem considerá-los como bebês, eram humildes, submissos e capazes de aprender os caminhos de Deus. CBASD, vol. 4, p. 213.

10 Preceito sobre preceito. A verdade deve ser apresentada de forma clara e lógica, um ponto conduzindo naturalmente ao outro. Só assim os seres humanos podem conhecer a fundo a verdade. A instrução deve ser dada como se fosse para crianças, repetindo o mesmo ponto vez após vez, e indo de um ponto a outro por meio de etapas fáceis e suaves, de modo que as pessoas cuja mente foi obscurecida pelo pecado sejam capazes de a acompanhar. Tal instrução pode parecer simples, mas é eficazCBASD, vol. 4, p. 213.

11 Língua estranha. Isto é, “uma língua estrangeira”. Deus tinha falado ao povo na língua deles por meio de Seus mensageiros, os profetas, mas eles não ouviram. Então, falaria com eles por outros meios, primeiramente os assírios e, mais tarde, os babilônios, os persas e os romanos. Paulo aplica esta passagem a homens cujo falar era incompreensível aos ouvintes (1Co 14:21). CBASD, vol. 4, p. 213.

13 Caiam para trás. Deus falou a Seu povo com clareza e simplicidade, e ele [o povo] não tinha desculpas. Assim, os conselhos, que tinham o propósito de trazer bênçãos, se colocavam como testemunhas contra eles. A “principal pedra, angular” da verdade tinha se tornado para eles “pedra de tropeço e rocha de ofensa”(1Pe 2:6-8; cf. Is 28:16). O que lhes foi dado como auxílio se tornou motivo para queda (ver com. [CBASD] de Rm 7:10). CBASD, vol. 4, p. 213.

14 Homens escarnecedores. Isaías estava se dirigindo aos mesmos homens que, em sua sabedoria mundana, tinham zombado de seus ensinamentos e persistiram em defender uma política que resultaria na ruína nacional. CBASD, vol. 4, p. 213.

15 Dizeis. Os escarnecedores do v. 14 falam, e essa é sua resposta sarcástica à mensagem solene de advertência registrada nos v. 1 a 13. CBASD, vol. 4, p. 213.

Aliança com a morte. A morte, diziam eles, tinha concordado em deixá-los viver a despeito dos decretos do Céu. Declarara que certamente não morreriam por seus erro (ver com. [CBASD] de Gn 3:4). CBASD, vol. 4, p. 213.

Além. Do heb. she’ol, o reino figurado dos mortos (ver com. [CBASD] de Pv 15:11). She’ol é apresentado como uma nação estrangeira com a qual os “escarnecedores” fizeram a aliança. O rei dessa nação é a “morte”. Esses líderes do povo de Deus eram tão vis e réprobos que escarneciam abertamente da verdade e da justiça. O ímpio rei Acaz, pai de Ezequias, fez uma aliança com a Assíria e aceitou os deuses e os cultos assírios; de fato, substituiu o altar do Senhor em Jerusalém por um altar pagão (2Rs 16:7-18). Eles esperavam escapar dos açoites servindo aos diabo.  CBASD, vol. 4, p. 213, 214.

16 Pedra preciosa, angular. O Messias (ver Mt 21:42; At 4:10, 11; Rm 9:33; Ef 2:20; 1Pe 2:6-8). Eis a Pedra já provada sobre a qual a igreja podia estar em segurança. Por mais poderosa que fosse a tempestade a açoitar a estrutura erguida, este fundamento jamais cederia (ver com. [CBASD] de Mt 7:24-27). Era comum o uso de antigas pedras angulares (ver com. de Mt 21:42; sobre Cristo como a Rocha sobre a qual se construiu a igreja, ver com. [CBASD] de Mt 16:18). CBASD, vol. 4, p. 214.

17 Farei do juízo a régua. Literalmente, “porei a justiça como uma linha de medir”. A injustiça prevalecia, mas o Messias (ver com. [CBASD] do v. 16) restauraria nos seres humanos o conhecimento do que constitui a conduta correta para com Deus e para com o próximo (ver com. [CBASD] de Mt 5:19-22), enaltecendo e honrando a lei (Is 42:21). Isaías continua a figura do v. 16, extraída da construção de um edifício. A igreja de Deus teria a Cristo como “pedra angular”, e se lhe exigiria alcançar as normas divinas de retidão e justiça (ver com. [CBASD] de Mq 6:8; cf. 1Pe 2:5-10). CBASD, vol. 4, p. 214.

Prumo. Um prumo é usado para determinar se muros, janelas e portas estão em harmonia com o fundamento, para que a construção seja estável e simétrica. CBASD, vol. 4, p. 214.

Saraiva varrerá. Somente uma estrutura construída sobre Cristo e Seus padrões de justiça, retidão e verdade pode permanecer segura (ver com. [CBASD] de Mt 7:24-27). Aquele que constroem sobre um fundamento falso verão que sua estrutura não pode suportar a prova do tempo (comparar com Ap 16:21). CBASD, vol. 4, p. 214.

19 Todas as vezes que passar. Os escarnecedores (v. 14) pensavam que tal enchente jamais viria e que sua estrutura de mentiras permaneceria (ver M7 7:26, 27; cf. Pe 3:3-7). Quando o ser humano cair em si, seu despertar será triste, pois sua casa de mentiras estará se desmoronando ao seu redor (ver GC. 562). CBASD, vol. 4, p. 214.

20 A cama será tão curta. A “cama” representa a política seguida pelos líderes de Judá. Essa política, diziam, traria paz e descanso à nação. Mas Isaías adverte que seria insuficiente para satisfazer suas necessidades. […] Suas estratégias eram insuficientes para atender as demandas da situação em que o povo se encontrava. Os recursos nos quais confiavam não os salvariam. Os esquemas supostamente inteligentes, contudo maus, aos quais os seres humanos com frequência recorrem, certamente trarão nada além de decepção e vergonha. O único refúgio seguro em tempos de dificuldades é confiar no Senhor e fazer o que é reto (ver Sl 37:3). CBASD, vol. 4, p. 214, 215.

21 Como no monte Perazim. Quando Davi foi ungido rei, os filisteus ficaram contra ele, mas foram mortos em Perazim e Gibeão (1Cr 14:8-16). Assim como o Senhor Se manifestou  ao derrotar os inimigos de Davi, também Ele subjugará os inimigos de Sião nos últimos dias. CBASD, vol. 4, p. 215.

Sua obra estranha. Deus é, por natureza, misericordioso, clemente e longânime (Êx 34:6, 7; Ez 18:23, 32; 33:11; 2Pe 3:9). É estranho a Ele causar dor e sofrimento, punição e morte às Suas criaturas. Mas, ao mesmo tempo, Ele “não inocenta o culpado” (Êx 34:7). Às vezes, a justiça divina parece demorar tanto que os seres humanos concluem que jamais virá (Ec 8:11; Sf 1:12; Ml 2:17; 3:14) e que podem continuar impunes nos seus caminhos maus. Todos que presumem tirar vantagem da longanimidade e misericórdia divinas são advertidos de que o juízo é certo (ver Ez 12:21-28; ver com. [CBASD] de Is 28:14, 22, 23). Quando Cristo vier como guerreiro para subjugar os inimigos (Ap 19:11-21), as pessoas O verão atuando num papel que parece bem diferente de tudo o que já viram. O cordeiro de Deus estão aparecerá como “o Leão da tribo de Judá” (Ap 5:5).  CBASD, vol. 4, p. 215.

22 Grilhões não se façam mais fortes. A resistência apenas acrescentaria a culpa e aumentaria a punição (ver Jr 28:10, 13). CBASD, vol. 4, p. 215.

23 Inclinai os ouvidos. Nos v. 23 a 29, Isaías apresenta uma lição tirada do trabalho de um agricultor – lavrar, semear e trilhar – mas deixa a interpretação da parábola para o leitor. Assim como existe uma época apropriada para cada um desses processos agrícolas, também o agricultor celestial, no devido tempo, fará o que deve ser feito (ver Is 5:1-1-7; Tg 5:70). Os escarnecedores (Is 28:14, 21, 22) não deveriam se enganar e pensar que o tempo da colheita pode ser adiado indefinidamente. Deus lida com o ser humano segundo suas necessidades individuais, seja com punição ou misericórdia, mas sempre segundo o que é melhor para cada um (ver DTN, 224; MDC, 150). CBASD, vol. 4, p. 215.

24 Lavra todo dia. Nenhum lavrador experiente passará todo o tempo lavrando ou semeando, apesar da importância desses processos. Mas é essencial que cada atividade seja realizada no tempo certo. Nenhum dos processos continua para sempre; assim é com o Agricultor celestial. CBASD, vol. 4, p. 215.

25 Nivelado a superfície. Cada semente é plantada de forma específica no lugar preparado para ela. Um tipo de semente é espalhado, outro semeado em fileiras, e ainda outro enterrado em sua cova. Deus adapta Seu modo de lidar com o ser humano de acordo com o que é melhor para cada um. CBASD, vol. 4, p. 215.

Endro. […] erva […] identificada como Nigella sativa, ou cominho preto. CBASD, vol. 4, p. 215.

Cominho. Como o endro, este também é usado no Oriente para auxiliar na digestão. CBASD, vol. 4, p. 216.

O trigo. Literalmente, “painço”, um cereal inferior ao trigo e usado em geral pelas classs mais pobres. CBASD, vol. 4, p. 216.

Cevada. Cereal mais usado pelas classes pobres. CBASD, vol. 4, p. 216.

Espelta. Um tipo de trigo de qualidade inferior. CBASD, vol. 4, p. 216.

27 O endro não se trilha. Um fazendeiro que usasse um trilho pesado para trilhar sementes, para as quais seria suficiente uma leve batida com uma vara, seria considerado tolo. O que Isaías quer dizer é que alguns indivíduos, assim como o endro e o cominho, reagem satisfatoriamente a uma trilha mais leve. O Senhor pode lidar de forma mais gentil com eles do que com outros. CBASD, vol. 4, p. 216.

28 É esmiuçado o cereal? O objetivo do trilho não é esmagar e arruinar o grão, mas separá-lo da palha. Porém, o método leve usado para trilhar o cominho (ver com. do v. 27) seria ineficaz para trilhar grãos usados para fazer pão. CBASD, vol. 4, p. 216.

29 Maravilhoso em conselho. Os juízos divinos não se baseiam em vingança, mas em justiça e sabedoria. Quando entende os caminhos de Deus, o ser humano O considera, de fato, um maravilhoso conselheiro (Is 9:6). CBASD, vol. 4, p. 216.

Grande em sabedoria. Deus não é só onisciente, mas também onipotente; não apenas sábio, mas todo-poderoso. Ele não é apenas sábio mas todo-poderoso. Ele não é apenas “grande em sabedoria”, mas também pode fazer com que Seus planos alcancem o resultado pretendido. CBASD, vol. 4, p. 216.

 

Selecionados e digitados por Jeferson Quimelli



Isaías 28 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
21 de dezembro de 2023, 0:45
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Em nosso estudo das Escrituras, creio todos já haverem percebido, e dia a dia aprendido, que não há mensagens isoladas na Bíblia. Sempre encontramos conexão com outros textos, quer seja do Antigo ou do Novo Testamento. A missão de Isaías consistia em admoestar as nações de sua época, mas também em declarar verdades que seriam replicadas por Jesus e pelos discípulos, e profecias que se cumpririam muitos anos após a sua morte e que nem a nossa geração ainda testemunhou. Em um tempo em que até mesmo “o sacerdote e o profeta” (v.7) se refugiavam na “mentira e debaixo da falsidade” (v.15), “A quem, pois, se ensinaria o conhecimento? E a quem se daria a entender o que se ouviu?” (v.9).

Efraim, referindo-se ao reino do Norte (Israel), e Jerusalém, representando o reino do Sul (Judá), estavam perdidos em sua soberba e vileza. Haviam se afastado tanto dos propósitos de Deus que nem mesmo seus líderes poderiam conduzi-los. Não havia “lugar sem imundícia” (v.8), e através de alianças políticas com as nações pagãs, trouxeram sobre si a calamidade. Mas há algo de mais profundo nesta mensagem; algo de maior abrangência e alcance, que ultrapassa as fronteiras de Israel e rompe as cortinas do tempo, fazendo soar o alarme em nossa geração de que estamos bem perto da “destruição, e essa já está determinada sobre toda a Terra” (v.22).

O livro de Isaías está repleto de profecias messiânicas. Profecias que apontam para Cristo e Sua obra redentora. Durante anos, os judeus aguardavam o cumprimento da promessa, a chegada do tão esperado Messias. Mas, assim como seus antepassados, eles se perderam em suas ideias e conceitos próprios. Criaram um Messias conforme as suas necessidades e inclinações terrenas, de modo que Ele “veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam” (Jo.1:11). A “pedra preciosa, angular, solidamente assentada” (v.16) foi vista por eles como “pedra de tropeço e rocha de escândalo” (Rm.9:33), posto que tentavam obter a justiça por meio das obras da Lei. Cristo veio para dar “descanso ao cansado […] mas não quiseram ouvir” (v.12).

Amados, a justiça que provém da fé é a única que pode nos dar a salvação. Precisamos enxergar a Lei pela ótica de Cristo: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo.14:15). É “a fé que atua pelo amor” (Gl.5:6) a força motriz da “perseverança dos santos” (Ap.14:12). Sabemos que a nossa obediência é importante, mas ela nunca será suficiente. Se fosse assim, Deus não teria imolado um cordeiro ainda no Éden e vestido o primeiro casal como um símbolo da Sua aliança eterna com a humanidade e de que necessitamos de um substituto, um Salvador, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29). Apenas com as vestes da justiça de Cristo, somos salvos de nossos pecados e habilitados a obedecer.

Deus não nos deixou abandonados à própria sorte como em uma estrada sem sinalização. Ele nos enviou do Céu o Seu Filho, a pura e perfeita revelação de Sua glória e caráter, que “foi obediente até a morte, e morte de cruz” (Fp.2:8). Ele nos deixou a Sua Palavra, que testifica de Cristo (Jo.5:39), de onde ecoam as Suas áureas palavras: “Eu sou o Caminho, e a Verdade, e a Vida” (Jo.14:6). Ele nos deixou o Espírito Santo, que a todo momento apela ao nosso coração e nos diz: “Olhem para Jesus! Pensem em Jesus! Vivam por Ele”! “Porque”, dentro em breve, “o Senhor Se levantará” como Justo Juiz, “para realizar a Sua obra, a Sua obra estranha” (v.21). Aquele que criou todas as coisas e a tudo deu vida, Se levantará para executar uma obra estranha à Sua natureza: para destruir “os que destroem a Terra” (Ap.11:18).

Que unidos a Cristo, Aquele “que é poderoso para [nos] guardar de tropeços”, naquele Grande Dia, Ele nos apresente diante do Universo “com exaltação, imaculados diante da Sua glória” (Jd.24).

Santo e Todo-Poderoso Deus, e nosso Pai amado, a Tua Palavra é lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho. Queremos obedecê-la porque nós Te amamos! Enche-nos do Teu Espírito até que o caráter de Cristo seja refletido em nós! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, salvos pela justiça de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Isaías28 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ISAÍAS 28 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Maria Eduarda
21 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 28 – Como estamos perdidos e condenados à morte por causa de nossos pecados, Deus criou métodos visando atrair-nos para Seu plano de libertação.

  • Com nossos defeitos e erros, Deus nos ama e quer moldar nosso caráter.

O alvo primário de Deus é a salvação dos condenados. Cada ato Seu, mesmo que muitas vezes não compreendemos, serve para nos despertar para Seu perdão. Sua Palavra, a Bíblia Sagrada, é um dos muitos meios que Ele usa para alcançar nosso arruinado coração.

Considere, reflita:

  • Vida dissoluta, orgulho, arrogância e egoísmo dos crentes israelitas resultaria em castigo divino: Uma invasão assíria (Isaías 28:1-4, 7-8).
  • A Palavra de Deus revelou-lhes a situação deles e o perigo em que se encontravam por preferirem o pecado antes que o alerta divino, selando assim, seu infeliz destino (Isaías 28:9-13).
  • O objetivo de Deus é salvar, ainda que um pequeno remanescente, o qual nem isso seria possível se não fosse Seus métodos insistentes de atração e transformação (Isaías 28:5-6).
  • Querendo fugir da morte, os ignorantes fazem aliança com o pecado que promete prazer, mas paga com morte a seus clientes. Fazer planos com a morte e com o inferno não é nada sábio. Só existe segurança na Pedra divina: Cristo (Isaías 28:14-20; Daniel 2:34; 9:27; I Pedro 2:8).
  • Sem Cristo não há opção, a condenação é certa e nada poderá evitá-la. A única saída é confiar em Deus e em Seu Messias. Escarnecer de Deus e de Seu plano é assinar a própria sentença. Os líderes políticos e eclesiásticos que são responsáveis pelo povo deveriam saber e ensinar as verdades contidas nos versos 13-29.

“Assim como um lavrador poda, planta e colhe no devido tempo e usa os métodos adequados para cada atividade, assim também o Senhor lidaria com o Seu povo de maneira sábia e apropriada. Embora o julgamento fosse necessário [para Efraim e Judá], o Senhor não permitiria que fosse excessivo”, comenta Robert B. Chisholm.

As estratégias de Deus para salvar-nos são muitas e Ele trata individualmente com cada pecador. A alguns Ele alerta, a outros Ele disciplina, a outros Ele deixa experimentar a vergonha do pecado, a outros o sofrimento. Mas a todos Ele almeja salvar.

Deixe Deus libertar, guiar e moldar teu caráter! Você permite-lhe a poda? – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 27 by Luís Uehara
20 de dezembro de 2023, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/27

Uma trombeta soará e a verdade destruirá o mal.

Isaías tem belas imagens que retratam Deus como um Jardineiro que tenta de tudo para mostrar Seu amor perfeito à Sua criação. Ele cuida e cultiva as vinhas com ternura. Ele é um vigia cantando sobre Sua vinha dia e noite, sempre protegendo Seu povo do perigo. Mas repetidamente Seu povo escolhido não mudará seus hábitos de uvas bravas. Deus descreve um futuro maravilhoso para Israel, enchendo a face do mundo de frutos. Ainda podemos participar do plano de Deus para o Seu povo. Podemos compartilhar Jesus com nossos colegas de trabalho, vizinhos e amigos. “Ao proclamar as verdades do evangelho eterno a todas as nações, tribos, línguas e povos, a igreja de Deus na terra hoje está cumprindo a antiga profecia” (Profetas e Reis, pág. 703).

Nós também somos encorajados a nos apoderarmos de Sua força. “Em Cristo toda provisão foi feita, todo encorajamento oferecido” (Profetas e Reis pág. 326). Este mundo é muito inseguro para ficar longe dos braços de Jesus. Ele é a nossa força para qualquer provação e dificuldade.

Naquele dia, Deus usará uma “grande e forte espada” “brilhante” para destruir completamente Satanás (Deuteronômio 32:41). Uma poderosa trombeta soará “naquele dia” e estaremos para sempre com Nosso Rei.

Cheri Holmes
Enfermeira registrada em pronto-socorro, Lynden, Washington, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/27
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli



Isaías 27 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
20 de dezembro de 2023, 0:50
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541 palavras

1 Leviatã. Na mitologia Cananéia “leviatã” era uma serpente de sete cabeças que lutava contra os deuses e as forças do bem, portanto, era considerado uma incorporação das forças do mal. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 208.

A vinha deliciosa. Isaías entoou um triste cântico sobre Israel (Is 5:1-7), descrito como uma vinha infrutífera. Nesta passagem, o cântico é de alegria, pois a vinha finalmente enche de frutos o mundo todo (Is 27:6). CBASD, vol. 4, p. 208.

Não há indignação em Mim. Deus não está irado com Sua vinha. CBASD, vol. 4, p. 209.

Apoderem da Minha força. Ou, “minha proteção”. Na hora do conflito, quando o inimigo direciona  seus esforços contra o povo de Deus, a igreja é advertida a buscar a proteção divina. Se a igreja faz isso, os esforços do inimigo não terão êxito. O povo de Deus terá feito as pazes com Ele e O terão como amigo. Podem confiar nEle e, mesmo em meio às maiores provações, ficarão em paz. Estas palavras são particularmente apropriadas ao tempo de angústia, durante as sete últimas pragas, quando Satanás fará tudo o que puder contra os santos. CBASD, vol. 4, p. 209.

Fruto. Deus planejou que Israel proclamasse a salvação ao mundo todo […]. Quando a nação de Israel falhou, a tarefa foi dada ao Israel espiritual, os cristãos. A igreja, composta de gentios e judeus, é representada por ramos injetados para substituir os ramos naturais rejeitados da árvore de Israel (ver Rm 8:11, 12, 15-26). CBASD, vol. 4, p. 209.

7 Feriu o SENHOR a Israel […]? Feriu Deus o Seu próprio povo como feriu os que guerreavam contra ele? Isaías traça um contraste entre o modo como Deus lida com Seu povo e como lida com os inimigos. O povo de Deus pode sofrer prova e tribulação, mas não será destruído por completo. Deus “fere”Seu povo para o benefício dele (ver Hb 12:5-11; Ap 3:19), não para destrui-lo, mas para mudar seus defeitos de caráter. CBASD, vol. 4, p. 209.

Com forte sopro … o vento oriental. O vento oriental era quente, seco, sufocante, que vinha do deserto, um símbolo apropriado de morte e destruição (Gn 41:6; Jó 27:21; Sl 48:7; Os 13:15). No sentido figurado, esse vento representa juízos que Deus permite virem sobre Seu povo. […] A punição parecia decorrente de causas naturais, embora na realidade, fosse ordenada ou permitida por Deus. CBASD, vol. 4, p. 209.

9 A culpa de Jacó. Isto é, o resultado. O “fruto”da punição, arrependimento e perdão, será a remoção de todo vestígio de idolatria. O cativeiro babilônico curou toda a idolatria dos judeus (PR, 705). CBASD, vol. 4, p. 209.

Como pedras de cal. As pedras do altar serão esmagadas como se fossem cal, e os postes-ídolos (do heb. ‘asherim […]) serão destruídos. Deus permite que provações sobrevenham a Seu povo a fim de purificá-lo de suas iniquidades. CBASD, vol. 4, p. 210;

10 A cidade fortificada. Isto é, Jerusalém, como símbolo do povo de Deus. O que era uma cidade florescente se tornaria um deserto. Onde havia casas, seria pasto (ver Is 7:23-25). Esta profecia se cumpriu um século depois, em 586 a.C. (ver Dn 9:16, 17). CBASD, vol. 4, p. 210.

12 Debulhará. Esse é o grande dia do juízo, quando o trigo é reunido no celeiro celestial e a palha é queimada (Jl 3:13; Mt 3:12;  13:39, 40;Ap. 14:14-19). CBASD, vol. 4, p. 210.

Um a um. Deus reúne os justos um a um, não coletivamente, mas como indivíduos. CBASD, vol. 4, p. 210.

 

Selecionados e digitados por Jeferson Quimelli



Isaías 27 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
20 de dezembro de 2023, 0:45
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O capítulo de hoje inicia com a verdade absoluta de que Deus destruirá o mal. É só uma questão de tempo, e o “dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás” (Ap.12:9), será destruído de uma vez por todas. Toda a maldade, todo o pecado e todo o engano que envolveram este mundo em densas trevas serão aniquilados e para sempre esquecidos. “Naquele dia” (v.1), qualquer resquício do que seja obscuro ou duvidoso ficará para trás, num passado apagado pela borracha da justiça divina. Apenas as marcas no corpo de Cristo nos lembrarão constantemente o alto preço que por nós foi pago.

Como uma vinha de excelentes frutos, o remanescente subsistirá confiante na fiel promessa: “Eu, o Senhor, a vigio e a cada momento a regarei; para que ninguém lhe faça dano, de noite e de dia Eu cuidarei dela” (v.3). O amor de Deus como um manto invisível cobrirá os Seus escolhidos de tal forma que “encherão de fruto o mundo” (v.6). E mediante o poder do Espírito Santo na vida das fiéis testemunhas de Jesus (At.1:8), os salvos serão “colhidos um a um” (v.12). “Que formosos são sobre os montes, os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!” (Is.52:7).

As Escrituras afirmam que Jesus virá segunda vez para ressuscitar os justos (1Ts.4:16) e para resgatar os que passarão pela “grande tribulação” (Ap.7:14), como descrito pelo profeta Daniel: “haverá tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1). “Naquele dia, se tocará uma grande trombeta” (v.13). “A trombeta soará” (1Co.15:52) e o destino eterno de toda a humanidade estará definitivamente resolvido. Mas apesar da destruição que haverá, ainda não será o fim. Após os mil anos da prisão solitária de Satanás (Ap.20:2), Jesus descerá do Céu terceira vez, “com os anjos do Seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição” (2Ts.1:7-9).

Jesus declarou: “Eu sou a videira verdadeira, e Meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em Mim, não der fruto, Ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda” (Jo.15:1-2). Se estamos em Cristo, precisamos encher “de fruto o mundo” (v.6), “o fruto do Espírito” (Gl.5:22-23), a fim de povoar o Céu e despovoar o lago de fogo. Pois aos que rejeitarem o último chamado de Deus, como os ramos que secam e são quebrados, “lhes deitam fogo, porque este povo não é povo de entendimento” (v.11). Estamos às vésperas do fechamento da porta da graça e da hora do juízo de Deus. Enquanto há oportunidade, obedeçamos à voz profética: “Deixai que Deus opere, e ande o instrumento humano silenciosamente diante dEle, vigiando, esperando, orando, olhando a Jesus a todo momento, conduzido e controlado pelo precioso Espírito que é luz e vida” (EGW, Mensagens Escolhidas, vol.2, p.17).

Senhor, nosso Deus, que o Teu precioso Espírito que é luz e vida, conduza e controle a nossa vida em todos os aspectos. Em nossa fraqueza, faz-nos fortes, Pai! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, fiéis testemunhas de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Isaías27 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ISAÍAS 27 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Maria Eduarda
20 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 27 – O escopo desta seção apocalíptica de Isaías vai além dos limites geográficos do mundo material. Abrange a realidade espiritual, que Paulo chama de “dominadores deste mundo em trevas”, “as forças espirituais do mal nas regiões celestiais” (Efésios 6:12).

Antes mesmo de chegar a Isaías 27, o profeta já havia feito alusão a um ser que agia por trás das forças humanas corruptoras, ao falar do rei da Babilônia como tendo caído dos Céus, estrela da manhã, como tendo sido atirado à Terra – aquele que dizia no coração: “Subirei aos Céus, acima das estrelas de Deus; eu me assentarei no monte da assembleia, no ponto mais elevado do monte santo. Subirei mãos alto que as mais altas nuvens; serei como o Altíssimo” (Isaías 14:12-14).

Ao iniciar Isaías 27, o profeta trata da execução do Leviatã/Dragão/Monstro, “serpente veloz”, “serpente tortuosa”, a “serpente aquática”. A ideia da serpente vem de Gênesis 3:1-15.

Comentando Isaías 27:1, a Bíblia Andrews explica que o dragão é uma “criatura misteriosa descrita, neste contexto, como uma ‘serpente sinuosa’, um réptil do mar ou monstro marinho. O termo ocorre em Jó 3:8; 41:1; Sl 74:14; 104:26. A criatura pode ter dado a João o motivo para chamar Satanás de dragão e antiga serpente (Ap 12:9; 20:2)”.

O intuito divino com Isaías 27:1 é revelar que as poderosas forças do mal não estão no controle. Deus domina e destrói as potestades do mal. Portanto,

• Adversidades que Seu povo enfrenta, não são porque Ele não dá conta de protegê-lo.
• Nossas aflições não são porque Deus negligencia atenção e proteção.

Na sequência, “a passagem deixa claro que o juízo tinha o objetivo de banir a idolatria do meio do povo de Deus. A pergunta do v. 7 leva à afirmação do v. 9, a qual declara que até mesmo o juízo por meio do exílio tinha em si um componente de redenção” (Bíblia Andrews).

Isaías 27:2-13 demonstra que Deus cuida de Sua vinha e faz o necessário para torná-la frutífera. “Às vezes pode parecer que o Senhor esqueceu os perigos de Sua igreja, e o dano a ela feito por seus inimigos. Mas Deus não esqueceu. Nada neste mundo é tão caro ao coração de Deus como Sua igreja”, diz Ellen White. Então, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.