Reavivados por Sua Palavra


ISAÍAS 30 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
23 de dezembro de 2023, 0:50
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1744 palavras (destaques em azul)

1 Ai dos filhos rebeldes. Isaías ainda tem em mente a invasão de Senaqueribe, quando Rabsaqué zombou de Ezequias por confiar no Egito (2Rs 18:19, 21; Is 36:4, 6). Este capítulo mostra que um grupo considerável de Judá era a favor da aliança com o Egito. Em vez de voltarem para Deus e confiarem nEle, esses covardes se rebelaram contra Deus e buscaram o auxílio dos pagãos. CBASD, vol. 4, p. 222.

À sombra do Egito. Uma terra de sol quase constante e pouca sombra. Nessa época, o Egito era fraco e incapaz de prestar ajuda efetiva contra a Assíria. Poucos anos depois disso, o Egito foi invadido pelos exércitos de Estar-Hadom e Assurbanípal (ver vol. 2 [CBASD], p. 27). O grupo de Judá que era favorável do Egito e que lhe pediu conselho a Deus porque sabia que estava agindo contrariamente à Sua vontade. Ao entrar na terra prometida, Israel foi proibido de fazer aliança com osso povos vizinhos (Êx 23:32, 33; Dt 7:2; Jz 2:2). Quando Josué fez aliança com os gibeonitas, ele o fez sem pedir o conselho de Deus (Jz 9:14). CBASD, vol. 4, p. 222, 223.

3 Em vergonha. O Egito era uma nação fraca nessa época (ver com. do v. 2). Senaqueribe zombou dos judeus por terem procurado uma nação que não podia ajudá-los, e declarou que a “cana esmagada”do Egito furaria as mãos de qualquer um que se apoiasse nela (Is 36:6; 2Rs 18:21). CBASD, vol. 4, p. 223.

Estão em Zoã. Uma cidade construída no braço que passava por Tânis do Nilo, identificada com a atual vila de Tsân el-Agar, na parte ocidental do delta, CBASD, vol. 4, p. 223.

Hanes. É a Heracleópolis no banco ocidental do Nilo, cerca de 90 km ao sul pelo oeste de Mênfis. CBASD, vol. 4, p. 223.

Todos se envergonharão de um povo Isto é, “por causa de um povo”. A aliança com o Egito só produziu vergonha. Suas promessas de ajuda se provaram inúteis, pois isso provocou a ira da Assíria sobre Judá. Foi a aliança de Oseias com o Egito e sua recusa de pagar tributo à Assíria que, em alguns anos antes, moera Salmaneser contra Samaria (2Rs 17:4-6).

6 Nesta mensagem solene, o profeta retrata vividamente a viagem vergonhosa dos emissários, com jumentos e camelos carregados de presentes, no caminho pelo Neguebe e pelo deserto do Egito para buscar ajuda de uma nação da qual Deus os havia libertado. A terra pela qual passaram era desolada, habitada por animais selvagens, víboras e serpentes venenosas. CBASD, vol. 4, p. 223.

7 Gabarola que nada faz. O Egito prometeria ajuda, mas, na verdade, não faria coisa alguma quando seu auxílio fosse necessário. CBASD, vol. 4, p. 223.

Escreve-o num livro […] para sempre, perpetuamente. A verdade que Isaías estava prestes a declarar não era importante só para aquele momento. Nela havia uma lição para gerações futuras (ver 1Co 10:11). […] Aqueles que abandonaram o Senhor e buscaram a ajuda do Egito estavam na verdade se voltando para Satanás, ao fazerem isso, buscavam em vão por socorro, pois Satanás era um inimigo derrotado, que não podia sequer salvar a si mesmo. A mensagem a ser escrita num livro é dada imediatamente. CBASD, vol. 4, p. 223.

9 Povo rebelde. Israel tinha seguido Satanás em sua rebelião e guerra contra Deus. Como seus pais, antes deles (Jo 8:44), tinham se refugiado na mentira (ver com. [CBASD] de Is 28:15). CBASD, vol. 4, p. 223.

10 Profetizai-nos ilusões. Quando foi expulso do Céu, o único objetivo de Satanás era enganar o mundo (Ap 12:9). Ao praticar o engano, o povo de Judá estava seguindo o diabo. Ele escolheram ignorar os profetas de Deus, cujas mensagens eram sempre mal recebido as. Tanto se desviaram da verdade que estavam satisfeitos com o erro, e desejavam mensagens que os fizessem se sentir confortáveis em seus errosCBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 223.

11 Apartai-vos. Eles sabiam que Isaías era um profeta verdadeiro, ma não queria nada com ele nem com Dos. A simples ideia de santidade os enchia de ressentimento e de ódio. CBASD, vol. 4, p. 223.

12 Pelo que. O povo, isto é, a maioria deles, não ouviria, ma as palavras de Isaías testemunhariam contra eles no dia do juízo. CBASD, vol. 4, p. 224.

Na opressão e na perversidade. Esses ímpios oprimiam o fraco e então se vangloriavam do que faziam. A justiça e a disposição de ouvir a razão caracterizam os verdadeiros filhos de Deus. Com sua recusa arrogante de ouvir as palavras de Isaías, esses ouvintes réprobos deram prova da justiça da sentença pronunciada sobre eles. CBASD, vol. 4, p. 224.

13 Prestes a cair. Uma barriga num muro alto mostra que ele está prestes a cair. CBASD, vol. 4, p. 224.

14 O vaso do oleiro. Uma vez quebrado em pedaços, um vaso de barro jamais pode ser emendado para uso. Assim seria com os homens ímpios de Jerusalém. Total destruição os aguardava.  CBASD, vol. 4, p. 224.

Sen nada lhes poupar. Ou seja, Ele não terá compaixão.  CBASD, vol. 4, p. 224.

15 Em vos converterdes e em sossegardes. A única esperança de Judá era abandonar o caminho do mal e se voltar para Deus. Ao fazer isso, encontraria confiança, descanso e paz. Ao buscar a força humana, encontrara apenas destruição, problemas e derrota. Mas a confiança em Deus traria paz, tranquilidade e força. CBASD, vol. 4, p. 224.

16 Sobre cavalos. A Assíria tinha introduzido a cavalaria, e os judeus confiavam nesses animais a fim de resisti-la. Isaías declara que os cavalos seriam úteis apenas para facilitar a retirada. Na antiguidade, usava-se o cavalo quase que exclusivamente para a guerra. CBASD, vol. 4, p. 224.

17 Pela ameaça de apenas um. Deus tinha prometido que, se fossem fiéis, cinco deles perseguiriam cem, e cem perseguiriam dez mil (Lv 26:8). Porém, por causa da perversidade de Jacó, a bênção prometida se inverteria. Durante a época de Isaías, Piakhi, do Egito (ver vol. 2, p. 36, 62 [CBASD], se jactou de que com a ajuda de seu deus, Amor “muitos darão as costas a alguns poucos, e um derrotará mil”. Contudo,  em tom de zombaria, Isaías proclamou que quem fugiria seriam as forças do Egito, nas quais os réprobos judeus estavam depositando sua confiança. CBASD, vol. 4, p. 224.

19 Habitará em Sião. Estas palavras consoladoras dirigidas aos habitantes de Jerusalém foram muito apropriadas para o período de ansiedade e angústia que e seguiu à queda de Samaria e ao cativeiro de Israel. Assegura-se aos habitantes de Sião que não sofreriam o mesmo destino de seus vizinhos do norte. Deus ouviria seu clamor e os salvaria, bem como à cidade (ver Is 37:21-36). CBASD, vol. 4, p. 224.

20 Pão de angústia. Esta predição se cumpriu durante a invasão de Senaqueribe a Judá, quando somente Jerusalém permaneceu. CBASD, vol. 4, p. 224.

Não se esconderão mais. Os juízos prestes a cair sobre o país faria parecer que Deus o tinha abandonado (ver Sl13:1; 83:1; etc.). Finalmente, os mestres fiéis de Judá, Isaías e seus companheiros, seriam reconhecidos, e sua fé, recompensada. Eles e suas mensagens seriam vindicados quando Deus livrasse Jerusalém. CBASD, vol. 4, p. 224.

21 Ouvirão. Deus lhes daria a direção do Espírito Santo para guiá-los no caminho reto e corrigi-los quando estivessem para se desviar. Todos que desejam podem ouvir o “cicio tranquilo e suave”CBASD, vol. 4, p. 224, 225.

22 Imagens esculpidas. Com temor a Deus, Ezequias e os fiéis de Judá destruiriam as imagens esculpidas e todos os monumentos de idolatria (ver 2Cr 31:1). Esses objetos de adoração seriam descartados como completamente inúteis. Assim como os perversos habitantes de Jerusalém não queriam nada com o Santo de Israel (Is 30:11), tampouco o remanescente fiel desejaria ter alguma relação com a idolatria. CBASD, vol. 4, p. 225.

24 Forragem com sal. Literalmente, “forragem miss”ou “forragem úmida”, isto é, “mistura”, supostamente um tipo superior de alimento para o gado. Os bois e jumentos que lavravam a terra teriam o melhor alimento. […] A ideia era de que haveria abundância. CBASD, vol. 4, p. 225.

Forquilha. Instrumento para separar a palha do trigo (ver com. [CBASD] de Mt 3:12). CBASD, vol. 4, p. 225.

25 Correntes de águas. Isaías contempla ribeiros nas montanhas e montes, normalmente secos e sem vegetação. Mesmo os lugares mais improváveis produziriam colheita abundante. O profeta previu uma época áurea na qual a terra seria restaurada à sua beleza e fertilidade originais. CBASD, vol. 4, p. 225.

 No dia. Isto é, o dia em que Deus subjugaria todos Seus inimigos […]. CBASD, vol. 4, p. 225.

Caírem as torres. As torres fortificadas que guardam os muros das cidades inimigas cairiam […]. CBASD, vol. 4, p. 225.

27 Nome do Senhor. Deus Se levanta para defender a causa de Seu povo sitiado […] É Cristo quem leva o nome de Deus (Êx 23:21). CBASD, vol. 4, p. 225.

Cheios de indignação. O tempo da indignação divina será o das sete últimas pragas (Ap 15:1, 7; 16:1). Quando vier novamente, Cristo matará os ímpios com “o sopro dos Seus lábios (Is 11:4), com chamas de fogo (Sl 50:3; 97:3; 2Pe 3:10). CBASD, vol. 4, p. 225.

28 Torrente que transborda. A ira de Cristo é retratada como torrente que inunda, que a tudo arrasta (ver Is 8:8). CBASD, vol. 4, p. 225.

Para peneirar as nações. O trigo deve ser separado da palha (ver com. de Mt 3:12; 13:38-40).CBASD, vol. 4, p. 225.

Um freio. A figura muda, e as nações são retratadas como controladas por um poder que as impele à destruição contra a própria vontade. CBASD, vol. 4, p. 225, 226.

29 Festa santa. É provável que seja a Festa dos Tabernáculos, no outono, quando se colhiam os frutos (Lv 23:34, 39-43; Ne 8:14-18). CBASD, vol. 4, p. 226.

30 Sua voz majestosa. Numa linguagem bastante simbólica, Isaías descreve a derrota dos exércitos assírios (ver v. 31). Usa-se linguagem similar em outras passagens para descrever eventos da segunda vinda de Cristo (Ap 16:18-21; 19:15). CBASD, vol. 4, p. 226.

31 Assíria. No tempo de Isaías, a Assíria era o maior inimigo de Judá. Esta previsão aponta para a destruição do exército de Senaqueribe (ver Is 37:36). CBASD, vol. 4, p. 226.

32 Cada pancada. […] cada pancada do juízo divino sobre a Assíria seria recebida com cânticos de vitória e regozijo por parte do povo de Deus. CBASD, vol. 4, p. 226.

33 fogueira. Referência a um local de queima no vale de Hinom, no sul de Jerusalém (ver Jr 7:21-32). Bíblia de Estudo Andrews.

Mais uma vez menciona-se a destruição do exército de Senaqueribe em linguagem simbólica (ver com. do v. 30). Este nome foi dado ao vale de Hinom, ao sul de Jerusalém, onde seres humanos, em especial crianças, eram sacrificados a Moloque (ver com. [CBASD] de 2Rs 16:3; 23:10; Jr 7:31; cf. Jr 19:6, 11-13 [especialmente nos dias de Manassés – filho de Ezequias-, que se julga ter assassinado Isaías em instrumento de tortura, de acordo com a tradição judaica]). Esse lugar se tornou símbolo do fogo dos últimos dias. A transliteração grega do termo heb. ge Hinnom (vale de Hinom), Genna, é sempre reduzida como “inferno”, no NT (ver com. de 5:22). Neste caso, a “fogueira” é o lugar onde os inimigos do Senhor serão consumidos pelo fogo (ver Is 33:14; Hb 12:29; Ap 20:9). CBASD, vol. 4, p. 226.



Isaías 30 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
23 de dezembro de 2023, 0:45
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Tenho um grande carinho por este versículo. Ele tem me acompanhado em minha caminhada cristã e se cumprido em minha vida. Mas nem sempre foi assim. Por muitos anos andei sem consultar a Deus, “buscando refúgio” (v.2) onde o auxílio é “vão e inútil” (v.7). “Ai dos filhos rebeldes, diz o Senhor, que executam planos que não procedem de Mim” (v.1). Quando o Senhor fala em execução de planos, Ele está se referindo a tudo em nossa vida. Desde como administramos o nosso tempo, nossos recursos, e até nossas atividades religiosas. O Egito, além das riquezas (v.6), tinha um sistema pagão que consistia em rituais idólatras e um estilo de vida imoral e extravagante. Quando os filhos de Israel passaram 40 anos num percurso que poderia ter durado 40 dias, foi justamente por causa da inversão de valores que adquiriram pelo tempo vivido no Egito. Deus precisava reeducar o Seu povo e ensiná-lo a confiar tão-somente nEle.

Ninguém gosta de ser repreendido. Porém, há aqueles que aceitam a repreensão e aqueles que a rejeitam. O povo tinha uma escolha a fazer: continuar se abrigando “na sombra do Egito” (v.3), ou se converter e confiar em Deus (v.15). Assim como no Êxodo a dureza de coração do Faraó levou o Egito à ruína, se o povo endurecesse o coração, haveria uma completa ruína “de repente, num momento”, como “um muro alto, que […] está prestes a cair” (v.13). Os filhos de Israel não desejavam ouvir as verdades do Senhor, mas enganavam a si mesmos com palavras “aprazíveis” e profecias ilusórias (v.10), acrescentando “pecado sobre pecado!” (v.1). Ao invés de se converter e sossegar, descansar e confiar em Deus (v.15), escolheram se desviar do caminho e se apartar da vereda (v.11). No entanto, “o Senhor espera” (v.18). O Senhor é longânimo “e Se detém, para Se compadecer de” nós. Louvado seja o nome do Senhor! “Bem-aventurados todos os que nEle esperam” (v.18).

O Senhor dos Exércitos também é nosso Pai e espera pacientemente por Seus filhos que ainda “não querem ouvir” a Sua Lei (v.9). Ele os ama da mesma forma que ama aqueles que Lhe são obedientes. “Embora o Senhor vos dê pão de angústia e água de aflição” (v.20), tudo o que Ele faz é para que mesmo nos desvios de percurso, Seus filhos não deixem de ouvir a Sua voz a lhes reconduzir ao caminho (v.21). Quando entendemos que Jesus é o caminho (Jo.14:6), “Seus passos” (1Pe.2:21) tornam-se o nosso GPS para a Canaã celestial e tudo aquilo que fomos um dia buscar no “Egito”, lançamos “fora como coisa imunda e a cada uma”, dizemos: “Fora daqui!” (v.22). Passamos a abominar o pecado e tudo o que ele representa. E no lugar de “pão de angústia”, recebemos pão “farto e nutritivo”; no lugar de “água de aflição”, chuvas de bênçãos (v.23).

Está chegando o Dia em que “O Senhor fará ouvir a Sua voz majestosa”, mas também “fará ver o golpe do Seu braço, que desce com indignação de ira” (v.30). Oxalá que o Dia do Senhor seja aquele em que “tu não chorarás mais” (v.19), mas o teu pranto será convertido em cântico, “festa santa” e “alegria de coração” (v.29). Prefira a correção de Deus às “coisas aprazíveis” deste mundo. Levemos a sério o que Ele nos deixou escrito (v.8) e, certamente, continuaremos ouvindo a Sua voz nos conduzindo: “Este é o caminho, andai por ele” (v.21), até que Cristo volte.

Senhor, nosso Deus e Pai, guia-nos pelas veredas da justiça por amor do Teu nome! Retira do nosso coração tudo o que te desagrada e enche-o do Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, povo do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Isaías30 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ISAÍAS 30 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Maria Eduarda
23 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 30 – A misericórdia divina contrasta com a desobediência humana. Aqui, o profeta profere poderosa mensagem de arrependimento humano vinculado à restauração divina. É uma profecia de restauração e também de sábia advertência para quem vive na desobediência.

Observe a seguinte síntese do capítulo em pauta:

• Isaías 30:1-5 destaca a imprudência de confiar em alianças humanas em lugar de depender da orientação divina.
• Isaías 30:6-7 salienta a obstinação do povo na desobediência a Deus, mesmo cientes das terríveis consequências.
• Isaías 30:8-17 trata da paciência e da misericórdia divinas, encorajando pecadores a abandonarem os caminhos da rebeldia, rebelião e perversão.
• Isaías 30:18-26 enfatiza a restauração prometida àqueles que retornam à aliança com o Deus compassivo, disposto a perdoar a todo transgressor.
• Isaías 30:27-33 revela a destruição operada por Deus sobre o inimigo de Seu povo a fim de mostrar Seu poder e Sua justiça ao proteger o povo que confia nEle.

Podemos afirmar que nossa vida é feita de decisões. Cada ouvinte precisa escolher entre a obediência e a rebelião. Isaías tem uma mensagem oportuna para nosso tempo. Ele mostra que confiar em Deus, não em alianças humanas, traz restauração e proteção que nossa alma anseia com todas as forças. Assim, Isaías 30 revela a chamada à fidelidade divina, alertando contra depositar a confiança em fontes humanas.

Cada pessoa, em sua trajetória, depara-se com a encruzilhada entre a obediência e a rebeldia diante das orientações de Deus. O profeta incentiva a todos nós a confiar em Deus como o alicerce seguro para nossa história. Em um mundo tomado pela incerteza, Isaías lembra-nos da instabilidade das alianças humanas e da fragilidade das fontes terrenas de confiança. Somos confrontados com a necessidade de olhar para além das soluções temporárias oferecidas pelo mundo e então, depositar toda nossa confiança na sabedoria e poder divinos, que são eternos e inabaláveis, para obtermos vitórias!

À medida que adentramos pelos desafiadores anos do século 21, o chamado à fidelidade a Deus contido em Isaías 30 permanece tão relevante quanto nunca. Num mundo empapuçado de incertezas, a escolha entre a obediência e a rebeldia ganha urgência renovada. O texto profético convida-nos a refletir sobre nossas decisões e a escolher o caminho da confiança inabalável em Deus; nEle há verdadeira restauração e proteção! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 29 by Luís Uehara
22 de dezembro de 2023, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/29

Quando nosso coração é oferecido ao Senhor, Ele é capaz de habitar em nós. Sua presença traz luz e sabedoria a todas as coisas que talvez não tivéssemos entendido antes. Ultimamente, tenho me sentido inspirado a orar diariamente por mais sabedoria para compreender os eventos mundiais à luz das profecias bíblicas, para saber por quem orar no trabalho e para obter entendimento sobre como ajudar o próximo. O diálogo aberto com Jesus permite que Ele me use como Ele determina, um recipiente disponível para Sua perfeita vontade. Manter os nossos corações abrandados à liderança do Espírito Santo em todas as áreas da nossa vida permite que a Sua verdade brilhe sobre os outros.

“Vivemos em tempos repletos de importância para cada qual. A luz se derrama ao redor de nós, em raios vivos e constantes. Se essa luz for devidamente acolhida e apreciada, será uma bênção para nós e para outros; se, porém, confiarmos em nossa própria sabedoria e força, ou na força e sabedoria de nossos semelhantes, tornar-se-á ela um veneno.” Testemunhos aos Ministros, p. 385

Você está vivendo a lei do Senhor em sua vida pessoal?

Cheri Holmes
Enfermeira registrada em pronto-socorro, Lynden, Washington, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/29
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli



ISAÍAS 29 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
22 de dezembro de 2023, 0:50
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1245 palavras (com destaques em azul)

1 Lareira de Deus. Ou “Ariel”([versão] ARC). Um nome simbólico que se aplica a Jerusalém ou a uma parte dela. Não se conhece a etimologia e o significado desta palavra, e pode ter sido cunhada por Isaías.  […] Há a possibilidade de o nome significar “altar de Deus” (ver Ez 43:15, 16, em que a palavra é traduzida como “altar”, na ACF) […] Este e os capítulos seguintes parecem se referir à invasão de Senaqueribe a Judá e ao inútil cerco de Jerusalém. Antes da invasão assíria, Deus deu claras advertências dos terrores que sobreviveriam. Os judeus foram repreendidos pela hipocrisia, teimoso e fracasso em não entender a importância dos eventos anunciados. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 218.

Acrescentai ano a ano. O povo continuava com seu afazeres sem se preocupar com o futuro, como se um ano fosse seguir ao outro sem mudança de rotina de vida prazerosa. Celebravam as festas anuais e continuavam adorando no templo, contudo se envolviam em crime que ameaçavam destruir a nação (ver Is 1:4, 10-13, 21-23). CBASD, vol. 4, p. 218.

2 Porei a Lareira de Deus em aperto. O Senhor pronunciou juízo contra Jerusalém, e a cidade será para Ele como “lareira”- talvez como um “altar” (ver com. [CBASD] do v. 1) sobre o qual seus habitantes seriam o sacrifício. CBASD, vol. 4, p. 218.

Acamparei em redor de ti. Jerusalém é retratada como sitiada. Cenas como as descritas nesta passagem aparecem com frequência nas esculturas assírias […] Levantavam-se rampas contra os muros da cidade, e se traziam máquinas de guerra para derrubar as defesas (ver Jr 33:4; Ez 4:2). Essa é uma boa descrição do método usado por Senaqueribe para tomar Jerusalém (ver 2Rs 19:32). CBASD, vol. 4, p. 218.

Inimigos. Isto é, os exércitos que cercavam a cidade. CBASD, vol. 4, p. 218.

Num instante. Sobre o inesperado livramento de Jerusalém, ver Is 37:36. CBASD, vol. 4, p. 218.

Vem o castigo. Jerusalém será “visitada” (ARC) com castigos divinos. […] Aqui, as palavras podem ser uma representação figurada dos terrores da guerra, ou uma descrição literal de alguma terrível convulsão da natureza que açoitou os exércitos assírios (ver com. [CBASD] de 2Rs 19:35).

Como sonho. Um sonho vem e vai rapidamente. As forças assírias desapareceriam como um sonho do qual se acorda (Sl 73:19, 20). CBASD, vol. 4, p. 218.

9 Isaías convida o povo de Jerusalém a fazer uma pausa nas suas atividades para considerar a real natureza de sua situação. CBASD, vol. 4, p. 219.

Cegai-vos. Literalmente, “contemplai [com ansiedade] ao redor e olhai”. CBASD, vol. 4, p. 219.

Bêbados estão, mas não de vinho. Isaías desvia o olhar dos exércitos assírios e se dirige mais uma vez para o povo de Jerusalém. Ele lhes havia transmitido uma mensagem que podia tê-los feito tremer, mas estavam como em um estupor, incapazes de perceber a importância solene da advertência. Haviam perdido a sensibilidade e a razão, não por causa da embriaguez, mas porque estavam tão ocupados com as questões terrenas que não podiam compreender a mensagem celestial […]. CBASD, vol. 4, p. 219.

10 Fechou os vossos olhos. Ver com. [CBASD] de Is 6:9, 10. O povo de Judá andava tateando como cegos, como se em letargia (ver com. do v. 9). Os olhos do entendimento estavam fechados. Os líderes, cuja responsabilidade era guiar os assuntos da nação, tinham perdido todo senso de direção. Os videntes, que profetizavam por dinheiro, estavam completamente cegos. Deus tinha lhes enviado mensagem após mensagem, mas a cada rejeição da luz se tornavam mais cegos, e a percepção da verdade ficou embotada. Nesse sentido é que o Senhor “fechou” os olhos deles (ver com. [CBASD] de Êx 4:21). CBASD, vol. 4, p. 219.

11 Toda visão. Isto é, tudo o que Isaías tinha falado a eles. CBASD, vol. 4, p. 219.

Um livro selado. Era comum que documentos fossem enrolados e selados […]. As mensagens solenes de Isaías não tinham mais valor para o povo de Jerusalém do que se o profeta as tivesse escrito e selado, a fim de que não pudessem ser lidas. Descrença e desobediência tinha impedido de forma tão eficaz que a luz celestial chegasse até eles, que era como se nunca tivesse sido revelada. Para os que se recusam a estudar a Bíblia e a crer em suas solenes advertências, ela é como um livro selado. Os profetas deram ao mundo mensagens inspiradas de luz e esperança, mas hoje, como outrora, o mundo caminha na escuridão porque se recusa a enxergar (ver com. [CBASD] de Os 4:6). CBASD, vol. 4, p. 219.

12 Ao que não sabe ler. Isto é, que professa não compreender os caminhos de Deus, como os videntes do v. 10. Uma pessoa pode ser sábia nas coisas deste mundo, mas analfabeta para as coisas de Deus. Ao mesmo tempo, alguém pode ser um mero novato nos conhecimentos mundanos e, contudo, sábio nas coisas de Deus. Preconceito e descrença fecham os olhos do entendimento espiritual para o que Deus tem revelado com vistas ao esclarecimento e bênção do mundoCBASD, vol. 4, p. 219.

13 Com seus lábios. O povo de Jerusalém professava religiosidade, mas no coração sequer conhecia a Deus. Assim também era nos dias de Cristo […]; o povo era hipócrita (ver com. [cbasd] de Mt 6:2). A adoração consistia de um ritual desprovido de verdadeira comunhão com o Céu (ver 2Tm 3:5). Imaginavam que o desempenho exterior cumpria os requerimentos divinos e que mereciam o favor divino (ver com. [CBASD] de Mq 6:6-8)CBASD, vol. 4, p. 219.

14 A sabedoria dos seus lábios. Quando o ser humano não leva Deus em consideração, sua sabedoria se torna tolice. Por não amar a luz, é deixado na escuridão (ver 2Ts 2:12; cf. Os 4:6). Essa foi a experiência dos líderes judeus. Escureceram o conselho com “palavras sem conhecimento” (Jó 38:2), e a luz da nação foi condenada a se transformar em trevas. CBASD, vol. 4, p. 219.

15 Quem nos vê? Buscavam esconder a hipocrisia, as motivações e ações, na esperança de que nem o homem nem Deus detectassem seu verdadeiro caráter. CBASD, vol. 4, p. 220.

16 Que perversidade a vossa! Tentavam fazer com que o oleiro seguisse as ordens do barro. Achavam que sua sabedoria era mais do que a do Criador. Esses líderes espirituais eram ateus que, na prática, se mascaravam sob o disfarce da religiãoCBASD, vol. 4, p. 220.

17 Dentro em pouco. Isaías não era só profeta de castigos, mas também de esperança. Ele era um verdadeiro otimista; não via apenas a escuridão do presente, mas também, a luz gloriosa do futuro (ver com [CBASD] de Is 9:2). CBASD, vol. 4, p. 220.

18 Os cegos […] as verão. Isaías previu um tempo quando as condições dos v. 10 a 12 seriam revertidas […]. CBASD, vol. 4, p. 220.

22 Já não será envergonhado. Abraão e Jacó aqui representam o verdadeiro povo de Deus. Assim como o Senhor tinha libertado os pais da nação, também libertaria seus descendentes dos inimigos. CBASD, vol. 4, p. 220.

23 Temerão o Deus de Israel. Revela-se  a vitória final da justiça. O “tirano” (v. 20) foi reduzido a nada, Israel não seria mais envergonhado (v. 22), e seus filhos, perdido por muito tempo, seriam reconduzidos ao redil. Quando os fiéis d toda a Terra forem levados ao redil, se juntarão a Jacó em adoração e servirão ao Senhor. CBASD, vol. 4, p. 220.

24 Os murmuradores. No tempo de Isaías, como no deserto (Êx 17:2, 7; Nm 14:22; 20:3; Dt 1:27; 6:16; Sl 95:10, 11; 106:25). Isaías proclama que existe esperança até mesmo no coração mais duro e rebeldeCBASD, vol. 4, p. 220.

Hão de aceitar instrução. Muitos que  erraram (ver Is 28:7; 29:10-13), escaparão das trevas (Is 29:18) e aprenderão com s experiências pelas quais passaram. Embora a grande maioria do povo não aproveitasse as mensagens de conselho e advertência repetidamente enviadas por meio do mensageiro de Deus, haveria um pequeno “remanescente” (ver Is 1:9, ARC; 11:11, 16; etc.) cujo coração reagiria e se voltaria para o Senhor. CBASD, vol. 4, p. 220.

 

Compilação e digitação: Jeferson Quimelli



Isaías 29 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
22 de dezembro de 2023, 0:45
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A “Lareira de Deus” (v.1), Jerusalém, foi tida por culpada diante de Deus. Seus habitantes continuavam com suas práticas religiosas sem se dar conta de que estavam festejando de si para si mesmos. O juízo do Senhor sobreviria “de repente, num instante” (v.5). E o povo se humilharia perante Deus até ao pó (v.4). A atitude que não buscaram em tempo de bonança, teriam ao sobrevir as grandes manifestações da parte “do Senhor dos Exércitos” (v.6): santificariam o Seu nome e temeriam o Deus de Israel (v.23).

A cegueira espiritual e a hipocrisia, são, sem dúvida alguma, os maiores perigos da vida cristã. “O espírito de profundo sono espiritual” (v.10) faz com que qualquer revelação da parte de Deus se torne “um livro selado” (v.11). Ou seja, torna-se algo impossível de se compreender. Mas a dura repreensão do Senhor ao Seu povo não era para a sua destruição, mas para a sua redenção (v.22), uma “obra maravilhosa no meio deste povo” (v.14). Deus, como um Pai zeloso, iria até às últimas consequências para salvar os Seus filhinhos. Todos os juízos que sobreviriam aos habitantes de Jerusalém eram a disciplina de amor de um Pai que desejava vê-los “livres já da escuridão e das trevas” (v.18).

Diante de um povo com o mesmo quadro espiritual, Cristo replicou as palavras proféticas de repreensão aos escribas e fariseus: “Hipócritas! Bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. E em vão Me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (Mt.15:7-9). “Maquinalmente” (v.13) aqueles que se chamavam pelo nome de Deus se orgulhavam de suas práticas religiosas, enquanto seus corações estavam longe do Senhor. A verdadeira adoração não consiste em ser um “bom” membro de igreja, mas em permitir que o Único que é verdadeiramente Bom habite em nosso coração. A adoração dos judeus consistia em rituais e em suas próprias doutrinas. Trocaram o Oleiro pelo barro e o Artífice pelas obras (v.16).

Vivemos em um estado diferente? Não, amados! É triste, mas Deus continua a dizer ao Seu povo hoje: “Que perversidade a vossa!” Será que temos nos aproximado de Deus como deveríamos? Será que verdadeiramente estamos buscando no Senhor a real mudança de coração que necessitamos cada dia? Ou somos zelosos membros de igreja, esquecendo-nos do Senhor da igreja? Como podemos esperar que Deus aceite a nossa adoração com o coração cheio de orgulho, inveja ou raiva de alguém? Isto não se chama adoração, isto se chama ofensa a Deus!

Muitos têm usado a Palavra do Senhor para condenar, tramar armadilhas, envergonhar os irmãos e “sem motivo” negar “ao justo o seu direito” (v.21). E sobre o pedestal da arrogância e confiança própria, não conseguem enxergar as verdades libertadoras da Palavra de Deus. Leem a Bíblia, mas não a entendem de fato. Fazem longas orações, presumindo “que pelo seu muito falar serão ouvidos” (Mt.6:7). Porém, permanecem cegos e “bêbados estão” (v.9), embriagados com sua própria sabedoria (v.14).

A infinita graça de Deus continua realizando a sua “obra maravilhosa”, fazendo de tudo para salvar o pecador. Chegou o tempo do grande reavivamento e reforma do povo do Senhor! Deus está despertando a Sua Igreja do “espírito de profundo sono” e promovendo a cura dos surdos e dos cegos espirituais (v.18). Muitos, como os dois cegos de Jericó, atendendo aos apelos do Espírito Santo, têm gritado em meio à cegueira espiritual: “Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de nós!” (Mt.20:31). E mesmo em meio a uma multidão ao redor os repreendendo para que se calem; mesmo em meio a uma multidão indiferente que olha para estes e os julgam fanáticos e fundamentalistas, eles continuam a clamar pelo Único Senhor capaz de curá-los e redimi-los. Então, algo maravilhoso acontece! Jesus Se volta para estes e pergunta: “Que quereis que Eu vos faça?” (Mt.20:32). E o milagre da verdadeira conversão acontece. E o coração que reconhece a sua total dependência de Cristo, clama: “Senhor, que se nos abram os olhos” (Mt.20:33). E Jesus, cheio de compaixão, nos toca, imediatamente nossos olhos se abrem e, finalmente, O seguimos (Mt.20:34).

Jesus está voltando, meus irmãos! E se desejamos contemplar a Sua face, precisamos começar a fazer isto aqui, pela fé. “Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los? Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça”. Abra o seu coração a Jesus! Permita que Ele realize a Sua “obra maravilhosa” em sua vida, como seu Salvador pessoal! Que se cumpram as palavras do Senhor no meio do Seu povo, hoje: “E os que erram de espírito virão a ter entendimento, e os murmuradores hão de aceitar instrução” (v.24).

Oh, Pai, estamos cansados e sobrecarregados! Lançamo-nos em Teus braços de amor e clamamos por Tua força! Abre os nossos olhos para contemplarmos as maravilhas da Tua Lei, que é a revelação do Teu santo caráter! Abre os nossos ouvidos para ouvirmos a doce e suave voz do Teu Espírito! Converte-nos e seremos convertidos! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, salvos pela maravilhosa graça de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Isaías29 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ISAÍAS 29 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Maria Eduarda
22 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 29 – Você gosta de gente falsa? Aprecias quando as pessoas se aproximam de ti intendado enganar? Gostas daqueles que vivem uma mentira, tentando iludir com palavras e atitudes?

Se você, que não possui perfeição não tolera pessoas hipócritas, imagina um Deus santo! “O povo [de Deus da época de Isaías] caracterizava-se por insensibilidade espiritual, hipocrisia religiosa e falta de disposição em confiar o seu próprio destino a Deus” (Robert B. Chisholm).

Talvez precisamos mais das mensagens de Isaías. Elas não foram úteis apenas para Israel. No cristianismo, a religiosidade não flui melhor que no judaísmo. Com uma Bíblia maior, não tornamo-nos pessoas melhores.

Será que as mesmas características do antigo povo de Deus não estão estampadas no atual povo de Deus? Será que…

  1. Somos menos insensíveis espiritualmente? Estamos priorizando a Deus mais do que o povo de Israel no passado?
  2. Estamos mais distantes da hipocrisia? Somos mais consagrados e piedosos do que os judeus de antigamente?
  3. Temos mais disposição em confiar a Deus nosso futuro? Entregamos cada dia, cada decisão e todos nossos planos para Ele dirigir, alterar alguma coisa ou substitui-los pelos Seus?

Proponho que, estamos iguais ou piores que os israelitas do passado! Se iguais ou piores, a Palavra de Deus está à nossa disposição como esteve para os antigos judeus. Reflita profundamente nestes itens:

  1. Descaso às coisas espirituais reduz tudo a nada: Ariel, o sagrado nome de Jerusalém, sofreria seu último cerco por inimigos destruidores (Isaías 29:1-4; Miqueias 4:11; 5:4-15).
  2. Os instrumentos de Deus que amarem ao pecado e abusarem do poder ultrapassando os planos de Deus sofrerão terríveis consequências; foi assim no passado e continuará assim até a consumação dos séculos (Isaías 29:5-12; Zacarias 14:3, 12-15).
  3. Cegueira religiosa e fria formalidade resultam em vida espiritual vazia de sentido e desprovida de propósitos nobres. Tais pessoas se decepcionarão consigo mesmas, pois serão vomitadas da boca de Deus, enquanto os humildes e sensíveis à vontade divina serão salvos (Isaías 29:13-24; Apocalipse 3:14-21).

Sem a revelação forte e impactante da Palavra de Deus nos conformamos facilmente com nossa insensibilidade espiritual, hipocrisia religiosa e falta de disposição em confiar a vida inteira a Deus.

Por isso, na Bíblia somos confrontados para que sejamos reavivados! Aceitaremos? – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 28 by Luís Uehara
21 de dezembro de 2023, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/28

Neste capítulo Isaías fala a respeito de Efraim (simbolizando o reino do Norte), mas na verdade há uma sombra sobre Efraim que precisamos considerar. Existe um rei orgulhoso e existem bêbados em Efraim que são vencidos pelo álcool. Efraim é como uma flor de gloriosa beleza que está murchando (v. 1).

Quando Isaías disse isso, ele também tinha Lúcifer em mente o qual, apesar de sua beleza, tornou-se orgulhoso e foi expulso do céu juntamente com seus apoiadores. Isaías viu que o Senhor como uma tempestade poderosa os lançou para a terra com mão forte (v. 2d). O Messias expulsou a Lúcifer do céu, devido a sua maldade e no Juízo Executivo lidará de modo final e conclusivo com todo o mal. Sim, a coroa orgulhosa e os bêbados de Efraim murcharão e desaparecerão (v. 4).

Na Era Messiânica o Senhor “será uma coroa gloriosa… para o remanescente do seu povo” (v. 5b, NVI). Cristo recuperará o que Adão perdeu e no Juízo Final julgará com “um espírito de justiça” (v. 6a, NVI). Enquanto este tempo não chega, e especialmente no tempo de angústia, Jesus, o Messias Guerreiro, será “força para os que fazem recuar das portas a guerra” (v. 6b NVI).
Querido Deus,

Ajuda-nos a confiar que Tu nos concederás tudo o que for necessário para a nossa salvação. Amém.

Koot Van Wick
Coreia do Sul

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/28
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli



ISAÍAS 28 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
21 de dezembro de 2023, 0:50
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2081 palavras (comentários mais significativos destacados em azul).

Bêbados de Efraim. Este capítulo é a única mensagem de Isaías de reprovação dirigida especificamente ao reino do norte (embora se mencione também Jerusalém no v. 14). Portanto, deve ter sido transmitida antes da conquista de Samaria pelos assírios em 723/722 a.C. Samaria, a “soberba coroa”de uma nação de bêbados, foi repreendida mais de uma vez pela embriaguez (Am 4:1, 2; 6:1, 6).  Com frequência, os profetas advertiram sobre esse vício (Is 5:11, 12; 28:7, 8). Porém, como deixa claro o contexto, Isaías se refere em primeiro lugar aos líderes do reino do norte, que estavam bêbados tanto literal como figuradamente eram incapazes de guiar a nação em harmonia com a vontade de Deus. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 212.

Da flor caduca. Desde a morte de Jeroboão II, em 753 [a.C.], até a queda do reino, 30 anos depois, todos puderam ver como diminuía a força e a glória de Israel. CBASD, vol. 4, p. 212.

Fertilíssimo vale. Samaria ficava num vale bonito e fértil. CBASD, vol. 4, p. 212.

Homem valente. Isto é, Assíria, o “cetro” da ira divina (ver com. [CBASD] de Is 7:17-20; 10:5). CBASD, vol. 4, p. 212.

4 Figo prematuro. Ver com. [CBASD] de Mc 11:13. A plantação regular era colhida no mês de agosto. Os primeiros figos, que amadureciam em junho, eram considerados uma iguaria especial (ver Os 9:10; Mq 7:1). Eram colhidos com rapidez e logo devorados. Assim seria com Samaria. CBASD, vol. 4, p. 212.

5 Os restantes. Quando Israel caiu, os de Judá permaneceram relativamente fiéis ao Senhor, e pra eles o Senhor era uma coroa de glória (ver Os 1:6, 7; 4:15-17; 11:12). CBASD, vol. 4, p. 212.

6 O espírito de justiça. Deus deu ao bom rei Ezequias espírito de sabedoria e bom juízo que, em tempos de crise, o capacitariam a tomar sábias decisões. Isso salvou a nação da destruição que veio a Israel no norte. Deus promete espírito de discernimento aos líderes em todo tempoCBASD, vol. 4, p. 212.

Contra as portas. Ou, “às portas”. Os assírios tinham avançado aos portões de Jerusalém, e sua queda parecia inevitável, mas o Senhor fez as hostes assírias retrocederem e Judá foi salvo (ver Is 37:23-37). CBASD, vol. 4, p. 212.

7 Também estes cambaleiam. O povo de Judá, em particular seus líderes, também tinham se tornado escravos do vinho. Mesmo os sacerdotes e profetas, que deveriam dar exemplo, se desviaram. Na embriaguez, eles cambaleavam e perambulavam fora do caminho. Os falsos profetas estavam embriagados enquanto apresentavam suas mensagens, e os sacerdotes tropeçavam em seu serviço sagrado. Ao se entregarem ao vinho e à bebida forte, eles já não podiam fazer “diferença entre o sagrado e o profano e o imundo e o limpo” (Lv 10:9, 10). CBASD, vol. 4, p. 212.

Tropeçam no juízo. Literalmente, “confusos”. Eles não podiam pensar com clareza e lógica. CBASD, vol. 4, p. 212.

Não há lugar sem imundícia. Retratam-se as piores características da embriaguez (ver v. 8). Os sacerdotes e o povo estavam contaminados, literal e espiritualmente. CBASD, vol. 4, p. 212.

A quem, pois, se ensinaria […]? Os sacerdotes e profetas, cujo ofício era ensinar o povo, tinham se desviado e, portanto, não podiam exercer suas responsabilidades (ver com. [CBASD] de Mt 23:16). A mente deles estava tão obscurecida que Deus não podia ler ensinar. Portanto, era necessário que fossem postos de lado e que novos líderes fossem escolhidos: homens que fossem humildes e dispostos, zelosos e espirituais. Os antigos líderes cuja mente estava empalidecida deviam ser substituídos por homens a quem Deus pudesse transmitir Suas mensagens de verdade e sabedoria. Embora os sacerdotes mais experientes pudessem considerá-los como bebês, eram humildes, submissos e capazes de aprender os caminhos de Deus. CBASD, vol. 4, p. 213.

10 Preceito sobre preceito. A verdade deve ser apresentada de forma clara e lógica, um ponto conduzindo naturalmente ao outro. Só assim os seres humanos podem conhecer a fundo a verdade. A instrução deve ser dada como se fosse para crianças, repetindo o mesmo ponto vez após vez, e indo de um ponto a outro por meio de etapas fáceis e suaves, de modo que as pessoas cuja mente foi obscurecida pelo pecado sejam capazes de a acompanhar. Tal instrução pode parecer simples, mas é eficazCBASD, vol. 4, p. 213.

11 Língua estranha. Isto é, “uma língua estrangeira”. Deus tinha falado ao povo na língua deles por meio de Seus mensageiros, os profetas, mas eles não ouviram. Então, falaria com eles por outros meios, primeiramente os assírios e, mais tarde, os babilônios, os persas e os romanos. Paulo aplica esta passagem a homens cujo falar era incompreensível aos ouvintes (1Co 14:21). CBASD, vol. 4, p. 213.

13 Caiam para trás. Deus falou a Seu povo com clareza e simplicidade, e ele [o povo] não tinha desculpas. Assim, os conselhos, que tinham o propósito de trazer bênçãos, se colocavam como testemunhas contra eles. A “principal pedra, angular” da verdade tinha se tornado para eles “pedra de tropeço e rocha de ofensa”(1Pe 2:6-8; cf. Is 28:16). O que lhes foi dado como auxílio se tornou motivo para queda (ver com. [CBASD] de Rm 7:10). CBASD, vol. 4, p. 213.

14 Homens escarnecedores. Isaías estava se dirigindo aos mesmos homens que, em sua sabedoria mundana, tinham zombado de seus ensinamentos e persistiram em defender uma política que resultaria na ruína nacional. CBASD, vol. 4, p. 213.

15 Dizeis. Os escarnecedores do v. 14 falam, e essa é sua resposta sarcástica à mensagem solene de advertência registrada nos v. 1 a 13. CBASD, vol. 4, p. 213.

Aliança com a morte. A morte, diziam eles, tinha concordado em deixá-los viver a despeito dos decretos do Céu. Declarara que certamente não morreriam por seus erro (ver com. [CBASD] de Gn 3:4). CBASD, vol. 4, p. 213.

Além. Do heb. she’ol, o reino figurado dos mortos (ver com. [CBASD] de Pv 15:11). She’ol é apresentado como uma nação estrangeira com a qual os “escarnecedores” fizeram a aliança. O rei dessa nação é a “morte”. Esses líderes do povo de Deus eram tão vis e réprobos que escarneciam abertamente da verdade e da justiça. O ímpio rei Acaz, pai de Ezequias, fez uma aliança com a Assíria e aceitou os deuses e os cultos assírios; de fato, substituiu o altar do Senhor em Jerusalém por um altar pagão (2Rs 16:7-18). Eles esperavam escapar dos açoites servindo aos diabo.  CBASD, vol. 4, p. 213, 214.

16 Pedra preciosa, angular. O Messias (ver Mt 21:42; At 4:10, 11; Rm 9:33; Ef 2:20; 1Pe 2:6-8). Eis a Pedra já provada sobre a qual a igreja podia estar em segurança. Por mais poderosa que fosse a tempestade a açoitar a estrutura erguida, este fundamento jamais cederia (ver com. [CBASD] de Mt 7:24-27). Era comum o uso de antigas pedras angulares (ver com. de Mt 21:42; sobre Cristo como a Rocha sobre a qual se construiu a igreja, ver com. [CBASD] de Mt 16:18). CBASD, vol. 4, p. 214.

17 Farei do juízo a régua. Literalmente, “porei a justiça como uma linha de medir”. A injustiça prevalecia, mas o Messias (ver com. [CBASD] do v. 16) restauraria nos seres humanos o conhecimento do que constitui a conduta correta para com Deus e para com o próximo (ver com. [CBASD] de Mt 5:19-22), enaltecendo e honrando a lei (Is 42:21). Isaías continua a figura do v. 16, extraída da construção de um edifício. A igreja de Deus teria a Cristo como “pedra angular”, e se lhe exigiria alcançar as normas divinas de retidão e justiça (ver com. [CBASD] de Mq 6:8; cf. 1Pe 2:5-10). CBASD, vol. 4, p. 214.

Prumo. Um prumo é usado para determinar se muros, janelas e portas estão em harmonia com o fundamento, para que a construção seja estável e simétrica. CBASD, vol. 4, p. 214.

Saraiva varrerá. Somente uma estrutura construída sobre Cristo e Seus padrões de justiça, retidão e verdade pode permanecer segura (ver com. [CBASD] de Mt 7:24-27). Aquele que constroem sobre um fundamento falso verão que sua estrutura não pode suportar a prova do tempo (comparar com Ap 16:21). CBASD, vol. 4, p. 214.

19 Todas as vezes que passar. Os escarnecedores (v. 14) pensavam que tal enchente jamais viria e que sua estrutura de mentiras permaneceria (ver M7 7:26, 27; cf. Pe 3:3-7). Quando o ser humano cair em si, seu despertar será triste, pois sua casa de mentiras estará se desmoronando ao seu redor (ver GC. 562). CBASD, vol. 4, p. 214.

20 A cama será tão curta. A “cama” representa a política seguida pelos líderes de Judá. Essa política, diziam, traria paz e descanso à nação. Mas Isaías adverte que seria insuficiente para satisfazer suas necessidades. […] Suas estratégias eram insuficientes para atender as demandas da situação em que o povo se encontrava. Os recursos nos quais confiavam não os salvariam. Os esquemas supostamente inteligentes, contudo maus, aos quais os seres humanos com frequência recorrem, certamente trarão nada além de decepção e vergonha. O único refúgio seguro em tempos de dificuldades é confiar no Senhor e fazer o que é reto (ver Sl 37:3). CBASD, vol. 4, p. 214, 215.

21 Como no monte Perazim. Quando Davi foi ungido rei, os filisteus ficaram contra ele, mas foram mortos em Perazim e Gibeão (1Cr 14:8-16). Assim como o Senhor Se manifestou  ao derrotar os inimigos de Davi, também Ele subjugará os inimigos de Sião nos últimos dias. CBASD, vol. 4, p. 215.

Sua obra estranha. Deus é, por natureza, misericordioso, clemente e longânime (Êx 34:6, 7; Ez 18:23, 32; 33:11; 2Pe 3:9). É estranho a Ele causar dor e sofrimento, punição e morte às Suas criaturas. Mas, ao mesmo tempo, Ele “não inocenta o culpado” (Êx 34:7). Às vezes, a justiça divina parece demorar tanto que os seres humanos concluem que jamais virá (Ec 8:11; Sf 1:12; Ml 2:17; 3:14) e que podem continuar impunes nos seus caminhos maus. Todos que presumem tirar vantagem da longanimidade e misericórdia divinas são advertidos de que o juízo é certo (ver Ez 12:21-28; ver com. [CBASD] de Is 28:14, 22, 23). Quando Cristo vier como guerreiro para subjugar os inimigos (Ap 19:11-21), as pessoas O verão atuando num papel que parece bem diferente de tudo o que já viram. O cordeiro de Deus estão aparecerá como “o Leão da tribo de Judá” (Ap 5:5).  CBASD, vol. 4, p. 215.

22 Grilhões não se façam mais fortes. A resistência apenas acrescentaria a culpa e aumentaria a punição (ver Jr 28:10, 13). CBASD, vol. 4, p. 215.

23 Inclinai os ouvidos. Nos v. 23 a 29, Isaías apresenta uma lição tirada do trabalho de um agricultor – lavrar, semear e trilhar – mas deixa a interpretação da parábola para o leitor. Assim como existe uma época apropriada para cada um desses processos agrícolas, também o agricultor celestial, no devido tempo, fará o que deve ser feito (ver Is 5:1-1-7; Tg 5:70). Os escarnecedores (Is 28:14, 21, 22) não deveriam se enganar e pensar que o tempo da colheita pode ser adiado indefinidamente. Deus lida com o ser humano segundo suas necessidades individuais, seja com punição ou misericórdia, mas sempre segundo o que é melhor para cada um (ver DTN, 224; MDC, 150). CBASD, vol. 4, p. 215.

24 Lavra todo dia. Nenhum lavrador experiente passará todo o tempo lavrando ou semeando, apesar da importância desses processos. Mas é essencial que cada atividade seja realizada no tempo certo. Nenhum dos processos continua para sempre; assim é com o Agricultor celestial. CBASD, vol. 4, p. 215.

25 Nivelado a superfície. Cada semente é plantada de forma específica no lugar preparado para ela. Um tipo de semente é espalhado, outro semeado em fileiras, e ainda outro enterrado em sua cova. Deus adapta Seu modo de lidar com o ser humano de acordo com o que é melhor para cada um. CBASD, vol. 4, p. 215.

Endro. […] erva […] identificada como Nigella sativa, ou cominho preto. CBASD, vol. 4, p. 215.

Cominho. Como o endro, este também é usado no Oriente para auxiliar na digestão. CBASD, vol. 4, p. 216.

O trigo. Literalmente, “painço”, um cereal inferior ao trigo e usado em geral pelas classs mais pobres. CBASD, vol. 4, p. 216.

Cevada. Cereal mais usado pelas classes pobres. CBASD, vol. 4, p. 216.

Espelta. Um tipo de trigo de qualidade inferior. CBASD, vol. 4, p. 216.

27 O endro não se trilha. Um fazendeiro que usasse um trilho pesado para trilhar sementes, para as quais seria suficiente uma leve batida com uma vara, seria considerado tolo. O que Isaías quer dizer é que alguns indivíduos, assim como o endro e o cominho, reagem satisfatoriamente a uma trilha mais leve. O Senhor pode lidar de forma mais gentil com eles do que com outros. CBASD, vol. 4, p. 216.

28 É esmiuçado o cereal? O objetivo do trilho não é esmagar e arruinar o grão, mas separá-lo da palha. Porém, o método leve usado para trilhar o cominho (ver com. do v. 27) seria ineficaz para trilhar grãos usados para fazer pão. CBASD, vol. 4, p. 216.

29 Maravilhoso em conselho. Os juízos divinos não se baseiam em vingança, mas em justiça e sabedoria. Quando entende os caminhos de Deus, o ser humano O considera, de fato, um maravilhoso conselheiro (Is 9:6). CBASD, vol. 4, p. 216.

Grande em sabedoria. Deus não é só onisciente, mas também onipotente; não apenas sábio, mas todo-poderoso. Ele não é apenas sábio mas todo-poderoso. Ele não é apenas “grande em sabedoria”, mas também pode fazer com que Seus planos alcancem o resultado pretendido. CBASD, vol. 4, p. 216.

 

Selecionados e digitados por Jeferson Quimelli



Isaías 28 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
21 de dezembro de 2023, 0:45
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Em nosso estudo das Escrituras, creio todos já haverem percebido, e dia a dia aprendido, que não há mensagens isoladas na Bíblia. Sempre encontramos conexão com outros textos, quer seja do Antigo ou do Novo Testamento. A missão de Isaías consistia em admoestar as nações de sua época, mas também em declarar verdades que seriam replicadas por Jesus e pelos discípulos, e profecias que se cumpririam muitos anos após a sua morte e que nem a nossa geração ainda testemunhou. Em um tempo em que até mesmo “o sacerdote e o profeta” (v.7) se refugiavam na “mentira e debaixo da falsidade” (v.15), “A quem, pois, se ensinaria o conhecimento? E a quem se daria a entender o que se ouviu?” (v.9).

Efraim, referindo-se ao reino do Norte (Israel), e Jerusalém, representando o reino do Sul (Judá), estavam perdidos em sua soberba e vileza. Haviam se afastado tanto dos propósitos de Deus que nem mesmo seus líderes poderiam conduzi-los. Não havia “lugar sem imundícia” (v.8), e através de alianças políticas com as nações pagãs, trouxeram sobre si a calamidade. Mas há algo de mais profundo nesta mensagem; algo de maior abrangência e alcance, que ultrapassa as fronteiras de Israel e rompe as cortinas do tempo, fazendo soar o alarme em nossa geração de que estamos bem perto da “destruição, e essa já está determinada sobre toda a Terra” (v.22).

O livro de Isaías está repleto de profecias messiânicas. Profecias que apontam para Cristo e Sua obra redentora. Durante anos, os judeus aguardavam o cumprimento da promessa, a chegada do tão esperado Messias. Mas, assim como seus antepassados, eles se perderam em suas ideias e conceitos próprios. Criaram um Messias conforme as suas necessidades e inclinações terrenas, de modo que Ele “veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam” (Jo.1:11). A “pedra preciosa, angular, solidamente assentada” (v.16) foi vista por eles como “pedra de tropeço e rocha de escândalo” (Rm.9:33), posto que tentavam obter a justiça por meio das obras da Lei. Cristo veio para dar “descanso ao cansado […] mas não quiseram ouvir” (v.12).

Amados, a justiça que provém da fé é a única que pode nos dar a salvação. Precisamos enxergar a Lei pela ótica de Cristo: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo.14:15). É “a fé que atua pelo amor” (Gl.5:6) a força motriz da “perseverança dos santos” (Ap.14:12). Sabemos que a nossa obediência é importante, mas ela nunca será suficiente. Se fosse assim, Deus não teria imolado um cordeiro ainda no Éden e vestido o primeiro casal como um símbolo da Sua aliança eterna com a humanidade e de que necessitamos de um substituto, um Salvador, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29). Apenas com as vestes da justiça de Cristo, somos salvos de nossos pecados e habilitados a obedecer.

Deus não nos deixou abandonados à própria sorte como em uma estrada sem sinalização. Ele nos enviou do Céu o Seu Filho, a pura e perfeita revelação de Sua glória e caráter, que “foi obediente até a morte, e morte de cruz” (Fp.2:8). Ele nos deixou a Sua Palavra, que testifica de Cristo (Jo.5:39), de onde ecoam as Suas áureas palavras: “Eu sou o Caminho, e a Verdade, e a Vida” (Jo.14:6). Ele nos deixou o Espírito Santo, que a todo momento apela ao nosso coração e nos diz: “Olhem para Jesus! Pensem em Jesus! Vivam por Ele”! “Porque”, dentro em breve, “o Senhor Se levantará” como Justo Juiz, “para realizar a Sua obra, a Sua obra estranha” (v.21). Aquele que criou todas as coisas e a tudo deu vida, Se levantará para executar uma obra estranha à Sua natureza: para destruir “os que destroem a Terra” (Ap.11:18).

Que unidos a Cristo, Aquele “que é poderoso para [nos] guardar de tropeços”, naquele Grande Dia, Ele nos apresente diante do Universo “com exaltação, imaculados diante da Sua glória” (Jd.24).

Santo e Todo-Poderoso Deus, e nosso Pai amado, a Tua Palavra é lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho. Queremos obedecê-la porque nós Te amamos! Enche-nos do Teu Espírito até que o caráter de Cristo seja refletido em nós! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, salvos pela justiça de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Isaías28 #RPSP

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