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“Ele fez a terra pelo Seu poder; estabeleceu o mundo por Sua sabedoria e com a Sua inteligência estendeu os céus” (v.15).
A maior loucura de Nabucodonosor e de seus sucessores foi a de ignorar a voz de Deus. Mal havia levado cativo o povo de Israel e a sua sentença já estava decidida. Da mesma forma com que destruíram Jerusalém, veriam seu reino também destruído. A diferença é que Babilônia nunca mais “haverá quem nela habite” (v.37), mas, Jerusalém, seria reerguida. O terror das nações, a cabeça de ouro (Dn.2:38) se tornaria “objeto de espanto entre as nações!” (v.41).
E a ordem que se seguiu ao povo exilado, quando vissem cumprir-se a profecia, foi: “Fugi do meio da Babilônia, e cada um salve a sua vida; não pereçais na sua maldade; porque é tempo da vingança do Senhor: Ele lhe dará a sua paga” (v.6). O Senhor não permitiria que Babilônia prosseguisse em seus desígnios de exaltar a criatura em lugar do Criador. A adoração ao Deus que “fez a terra pelo Seu poder” foi trocada pela estupidez humana em se curvar perante uma “obra ridícula” (v.18). “O Criador de todas as coisas” (v.19) procurou de várias formas revelar-se àquela nação pagã, que vez após vez desprezou o “assim diz o Senhor”.
Finalmente, após setenta anos de cativeiro babilônico, o povo de Israel veria cumprida a justiça de Deus (v.10), e voltaria para a sua terra. A promessa de livramento do jugo do pecado é tão semelhante, que a Bíblia também chama de Babilônia ou a “grande meretriz” (Ap.17:1) “que habita sobre muitas águas” (v.13), aquela que influenciará os reinos do mundo “com o vinho de sua devassidão” (Ap.17:2). Discursos falsos com aparência de verdade se alastrarão pelo meio cristão como praga. E, a não ser que estejamos muito bem alicerçados na verdade, seremos levados por toda sorte de doutrinas.
O engano fará com que muitos “povos, multidões, nações e línguas” (Ap.17:15) enlouqueçam (v.7), e, “repentinamente” (v.8), serão ceifados juntamente com “as imagens de escultura da Babilônia” (v.47). O sistema religioso representado por Babilônia “deitou por terra a verdade; e o que fez prosperou” (Dn.8:12). E há algum tempo, seu líder mundial defendeu a tese de que o relato da criação não foi literal. Uma tremenda heresia que, infelizmente, tem sido aceita e aplaudida pela maioria, pois está escondida sob o manto da caridade e de palavras agradáveis.
O poder, a sabedoria e a inteligência do Senhor são trocados por fábulas humanas que supõem a evolução de um mundo que funciona com a precisão de um comando inteligente. Um mundo que comporta milhares de seres vivos onde nenhum é igual ao outro. Onde as nossas digitais são únicas. Onde de pequeninas sementes surgem árvores majestosas. Descarte a literalidade do Gênesis, e terá também que negar o sacrifício de Jesus prenunciado a Adão e Eva (Gn.3:15). Negue a criação e terá de negar que existe o pecado. Ora, e se não há pecado, que necessidade temos de um Salvador? Entendem a afirmação de que “todo homem se tornou estúpido e não tem saber” (v.17)? “Trabalharam os povos em vão, e para o fogo se afadigaram as nações” (v.58).
No entanto, “cada um” (v.45) que, dando ouvidos à voz do Senhor, sair do meio de Babilônia, não precisará ter medo dos juízos que sobrevirão (v.46). Sair de Babilônia pode significar para muitos carregar consigo as profundas marcas e cicatrizes do passado. Mas há um Salvador que os aguarda mesmo assim, pronto e desejoso de transformar essas marcas em testemunho de Sua graça redentora. “Ide-vos, não pareis” (v.50), é a ordem de Deus para Seus filhos hoje! Perseverem, e vocês serão salvos (Mt.24:13)! “Lembrai-vos do Senhor, e suba Jerusalém à vossa mente” (v.50). Que estas palavras sejam luz para sua vida, e que a busca pelas verdades do Senhor encha o seu coração da esperança de que, muito em breve, Jerusalém não estará só em sua mente, mas você mesmo estará lá!
Deus Bendito e Eterno, o Senhor nos deixou as devidas orientações, advertências e ordens acerca de nossa vida aqui e que envolvem o nosso destino eterno. A maravilhosa graça de Cristo se estende a todos nós a fim de, por seu poder, nos transformar. Pai, livra-nos de estarmos tão mesclados a este mundo, a ponto de sermos confundidos com os que são do mundo! Não podemos nos conformar a este século, Senhor! Batiza-nos com o Espírito Santo, nos concedendo uma mente renovada e uma santa disposição para fazer somente a Tua vontade. Que o Céu esteja sempre em nosso coração, pois temos saudades de Ti! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos.
Bom dia, obra-prima do Criador!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias51 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JEREMIAS 51 – Os eventos históricos têm propósitos maiores que as intenções humanas e estão sujeitos a um plano divino.
A história das potências políticas é vista como um palco onde as ações humanas têm consequências morais. A queda de Babilônia é um evento importante na teologia e escatologia bíblicas. Podemos ampliar nossa visão através da seguinte análise:
• Jeremias profetizou a queda iminente da Babilônia e convocou outras nações a unirem-se contra ela (Jeremias 51:1-4).
• Jeremias instrui o povo de Deus a sair da Babilônia antes que seja tarde demais, para que não compartilhem de sua punição (Jeremias 51:5-10, 45-46).
• Jeremias delineia as razões para a queda da Babilônia, que inclui orgulho, idolatria e violência. Além disso, o profeta trata do julgamento aos deuses babilônicos e a restauração do povo de Israel (Jeremias 51:11-19, 47-53).
• Jeremias expressa louvores e alegria pela queda de Babilônia, pois Deus é exaltado como o vingador de Seu povo (Jeremias 51:20-26, 33).
• Jeremias descreve os meios pelos quais Babilônia seria destruída, incluindo exércitos inimigos – onde os Medos são citados por nome – e a seca sobre as águas (Jeremias 51:11, 27-44, 54-58).
• Jeremias encerra suas profecias contra a Babilônia, pede que tudo seja escrito num rolo, lido e depois amarrado a uma pedra e então atirado no Eufrates – como uma encenação da fatalidade desta nação (Jeremias 51:59-64).
Literalmente, a profecia de Jeremias se cumpriu em Daniel 5:1-30. Porém, no Novo Testamento, especialmente em Apocalipse 17, 18 e 19, essa profecia é elevada a um nível espiritual – aguardamos seu cumprimento! João trata da Babilônia como poder político-religioso que exerce autoridade e influências mundiais.
• Da mesma forma que em Jeremias, em Apocalipse a Babilônia refere-se a uma grande potência sobre as nações e, condenada por sua imoralidade e idolatria.
• Assim como em Jeremias, a Babilônia apocalítica terá de enfrentar o julgamento divino por seus pecados contra Deus e contra Seu povo.
• Tanto em Jeremias quanto no Apocalipse, a queda de Babilônia resulta em liberdade e redenção ao povo de Deus; desta forma, a destruição da Babilônia é retratada como parte do plano de Deus para libertar Seu povo da opressão e então estabelecer Seu reino.
Aos fiéis, devemos permanecer firmes na fé: O julgamento de Deus é o alicerce da nossa esperança! Reavivemo-nos! – Heber Toth Arm
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Texto bíblico: JEREMIAS 50 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 50 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jr/50
De Gênesis a Apocalipse, Babilônia é um símbolo de rebelião contra Deus (Gn 10:10; 11:9; Ap 14:8; 17:5). No entanto, Deus é misericordioso e longânimo e insiste até mesmo com rebeldes endurecidos para que aceitem a cura que Ele oferece. Antes do julgamento sempre há um apelo ao arrependimento, um apelo para nos separarmos do pecado e da rebelião e para sermos fiéis e obedientes.
O primeiro apelo para sair de “Babilônia” foi dado a Abraão (Gn 12:1-4) e o apelo final é encontrado em Apocalipse 18:1-4.
Perguntas para reflexão:
Sou misericordioso e longânimo para com aqueles que cometem erros para com os outros ou para comigo?
Sou perseverante em convidar outros a abandonarem o pecado e a seguirem o caminho certo?
Misturo a adoração verdadeira com falsas crenças e ídolos de estimação que reluto em abandonar?
Este capítulo me convida a examinar o que se encontra nas profundezas do meu coração e a suplicar pela ajuda de Deus. Jeremias diz que “o coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo?” (Jeremias 17:9) Compreendendo isso sou levado a orar “cria em mim um coração puro, ó Deus, e renova dentro de mim um espírito estável.” (Salmo 51:10). Felizmente Ele está inclinado e disposto a atender a nossa súplica. Aleluia!!
Val Smit
Dona de casa, Kadoma, Zimbábue
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jer/50
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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2105 palavras
Os capítulos 50 e 51 de Jeremias são uma profecia contra o Império Caldeu Babilônico. Os caldeus eram os descendentes de Quésede, filho de Naor (irmão de Abraão) e Milca (Gênesis 22:22). Eles viviam inicialmente em Ur dos Caldeus e mais tarde de mudaram para o sul, conquistaram a cidade de Babilônia e fizeram dela sua capital.Curiosamente, tanto os babilônios como os israelitas eram descendentes de Eber (Gênesis 10:25) e eram também chamados de “Ibri”, “hebreus” (Eber, terminando com i). O Deus da Bíblia é “o Deus dos hebreus” (Gn 14:13; Êxodo 3:18).
A palavra “caldeus” veio do grego chaldaioi. Eles falavam o aramaico que Daniel teve que aprender durante o cativeiro e que Esdras e Neemias falaram quando voltaram para casa na Palestina.
Na época de Abraão, havia poucos crentes no Deus dos hebreus. Algumas gerações mais tarde, no tempo de Jó, os caldeus saquearam os bens de Jó (Jó 1:17). Eles conquistaram a terra da Mesopotâmia, e fizeram da antiga cidade de Babilônia a sua capital. Eles adotaram a religião da Babilônia e adoraram ao deus “Marduque” (Jeremias 50:2, NVI).
Há uma história interessante sobre o nome da cidade de Babilônia. Quando os sumérios construíram torres e cidades, eles deram a uma cidade que tinha uma torre feita de tijolos o nome de Ka-dingirra que significa “porta de Deus”. Mais tarde, os acádios que conquistaram esta cidade a chamaram de Bab-ili, que também significa “porta de deus”. Após a confusão da linguagem, esta cidade foi chamada de Babel “porque ali o Senhor confundiu a língua de todo o mundo. Dali o Senhor os espalhou por toda a terra” (Gênesis 11:9, NVI).
O retorno de Israel do exílio babilônico (v. 4) foi profetizado para acontecer após o Império Babilônico cair, conquistado pelos medos e persas.
Na Bíblia Jeremias usa o nome “Babilônia” mais do que qualquer outra pessoa. Ele fala em nome do Senhor: “Preparei uma armadilha para você, ó Babilônia, e você foi apanhada antes de percebê-lo; você foi achada e capturada porque se opôs ao Senhor” (Jer. 50:24, NVI). “Babilônia foi conquistada” (v. 2 NVI). Isaías também profetizou a respeito: “Caiu! A Babilônia caiu!” (Isaías 21:9 NVI). As razões para a queda da antiga Babilônia foi a sua adoração de ídolos (v. 2) e o orgulho acerca do seu poder. A cidade cairia “porque ela desafiou o Senhor, o Santo de Israel” (v. 29 NVI). A profecia de sua queda é repetida no Novo Testamento: “Caiu! Caiu a grande Babilônia!” (Apocalipse 18:2, NVI). A grande Babilônia também caiu pelos mesmos motivos: falsa adoração e orgulho.
Querido Deus, afasta de mim qualquer resquício de orgulho e apego a falsos deuses. Que a minha confiança e a minha alegria estejam somente em Ti. Amém. Yoshitaka Kobayashi, Japão. Publicado em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/06/20/
Muitas das expressões dos cap. 50 e 51, que descrevem a desolação da Babilônia literal, aparecem novamente em Apocalipse 16 a 19, na delineação que João faz da queda da Babilônia mística (ver com. [CBASD] de Is 47:1). Um estudo cuidadoso destas expressões em seu contexto histórico pode se provar um auxílio para clarificar o sentido das mesmas expressões no contexto do livro de Apocalipse. CBASD – Comentário Bíblico Adventista, vol. 4, p. 571.
1 Palavra que falou o SENHOR. … declaração da autoridade de Yahweh com respeito a Seu proceder em relação às nações. CBASD, vol. 4, p. 550.
contra a Babilônia. Profecias de juízo. Bíblia de Estudo Andrews.
Babilônia. A profecia de Jeremias contra Babilônia é o mais longo de seus discursos contra as nações estrangeiras relacionadas a Israel (Jr 50:1-51:58). Na época, a Babilônia era o poder dominante no Oriente Médio e o principal adversário do povo de Judá. … esta profecia pode ser datada no 4º ano de Zedequias (ver Jr 51:59, 60), em 594/593 a.C., de outono a outono. Alguns se maravilham de que Jeremias, cuja política foi estimular a cooperação com a Babilônia (Jr 27:12-18), numa época crucial como essa, fizesse uma declaração tão forte contra aquele país. A resposta parece estar no fato de que esta profecia não foi dada para benefício dos judeus em Jerusalém, a quem Jeremias dirigiu suas mensagens urgentes de cooperação com babilônia. Ela foi dirigida aos exilados (ver Jr 50:4-8, 17-20; 51:60-64). Se a mensagem alcançasse os babilônios, seria um aviso a eles que Yahweh ainda lhes traria juízo e destruição, por falharem em cooperar completamente com o plano celestial. Para os judeus exilados, isto era uma segurança de que Deus não havia esquecido de sua triste situação e que haveria uma restauração para eles no futuro. CBASD, vol. 4, p. 572.
2 Bel. Do babilônico bêlu, “senhor”(relacionado ao heb. ba’al), um título aplicado ao principal Deus da Babilônia Marduque (O “Merodaque” deste versículo). Jeremias repetidamente representou os castigos infligidos sobre as nações vizinhas como juízos sobre seus falsos deuses. CBASD, vol. 4, p. 572, 573.
Tomada é a Babilônia. Profecia cumprida em 539 a.C. pelo medo-persas. Bíblia de Estudo Andrews.
3 Do Norte. Em 539 a.C., os persas e medos conquistaram o reino babilônico. A Média ficava ao norte de Babilônia. CBASD, vol. 4, p. 573.
4 Naqueles dias. Tempo de restauração. Bíblia de Estudo Andrews.
andando e chorando. O propósito do cativeiro era conduzir Judá ao arrependimento. Bíblia de Estudo Andrews.
5 Aliança eterna. Era propósito de Deus que a disciplina dos exilados os levasse ao arrependimento genuíno e que o remanescente de Israel, depois de seu retorno, cumprisse o destino que Deus tinha planejado para os descendentes de Abraão. CBASD, vol. 4, p. 573.
6 O meu povo. Termo da aliança (ver 30:3). Bíblia de Estudo Andrews.
ovelhas perdidas. O povo desencaminhado.Bíblia de Estudo Andrews.
Pastores. Referência tanto aos líderes religiosos como aos políticos, que levavam o povo de Israel a se desviar. Quando os líderes religiosos da nação perderam seu poder espiritual, logo os governantes se degradaram moralmente. CBASD, vol. 4, p. 573.
Do monte passaram ao outeiro. O profeta podia ter em mente o fato de que a adoração idólatra era praticada com frequência no alto dos montes. CBASD, vol. 4, p. 573.
7 Morada de Justiça. Deus é declarado ser não apenas o verdadeiro repouso do perdido Israel, mas também a fonte da justiça. CBASD, vol. 4, p. 573.
8 Fugi. Para a ilustração do povo de Deus escapando da Babilônia espiritual, ver com. [CBASD] de Ap 18:4. CBASD, vol. 4, p. 573.
9 Um conjunto de grandes nações. Uma aliança para atacar Babilônia. Bíblia de Estudo Andrews.
Estas nações são enumeradas em Jeremias 51:27 e 28. CBASD, vol. 4, p. 573.
11 alegrais e exultais. Babilônia havia se aproveitado de Judá com alegria. Bíblia de Estudo Andrews.
minha herança. Judá continuava a ser o povo de Deus, mesmo depois de sofrer o juízo. Bíblia de Estudo Andrews.
12 Última. Numa época quando a nação estava ascendendo ao auge do seu poder … , Jeremias, em ironia mordaz, chama-a profeticamente de “a última das nações”(ver a profecia de Balaão para Amaleque, em Nm 24:20). CBASD, vol. 4, p. 573.
Um deserto. Por meio de visão profética, Jeremias olha através dos séculos e contempla o resultado de uma sucessão de catástrofes que levaria Babilônia a se transformar em “um deserto, uma terra seca e uma solidão”. O solo de Babilônia era altamente fértil, a terra produzia colheitas abundantes, mas quando deixada sem água, rapidamente se tornava num vasto deserto. Desde tempos antigos, a prosperidade do sul e do centro da Mesopotâmia dependiam da existência de um governo forte que mantivesse a rede de canais de irrigação. Períodos de anarquia eram fases de desolação. Como o profeta predisse desastre político, ele também viu o país se tornando num deserto. A desolação predita ocorreu, mesmo não sendo imediatamente após a queda de Babilônia. Sob os persas, a terra de Babilônia continuou a ser altamente produtiva. … A Mesopotâmia continuou a florescer sob o governo muçulmano até 1258, quando os mongóis, sob ordem do neto de Gengis Kahn, varreram a Ásia Ocidental. Como parte da depredação, eles demoliram o sistema de irrigação. Desde aquela época, as planícies central e sul da Mesopotâmia têm estado, em grande parte, desertas. CBASD, vol. 4, p. 574.
13 Não será habitada. Enquanto o v. 12 parece se aplicar ao país como um todo, este versículo menciona a cidade, especificamente. Babilônia não foi destruída por Ciro. Seu declínio ocorreu em etapas lentas (ver com. [CBASD] de Is 13:19). CBASD, vol. 4, p. 574.
17 leões. Exércitos inimigos. A Assíria conquistou Israel, o reino do norte, em 822 a.C. Bíblia de Estudo Andrews.
Assíria. Uma referência à destruição do reino do norte de Israel por meio do rei assírio Salmaneser V, em 723/722 a.C. (2Rs 18:9-12). CBASD, vol. 4, p. 574.
18 Como castiguei. Nínive, a capital da Assíria, foi destruída pelos babilônios e medos em 612 a.C. Menos de dez anos depois que os remanescentes do império desapareceram, os assírios, como nação, se perderam na história. … o reino de Babilônia logo perderia sua independência nas mãos dos persas (539 a.C.). … A cidade de Babilônia foi amplamente destruída, embora continuasse a existir por algum tempo depois disso (ver com. [CBASD] de Is 13:19). CBASD, vol. 4, p. 574.
19 Farei tornar Israel. Judá recebeu permissão para retornar em 537 a.C. A unificação do reino do norte nunca aconteceu (ver 23.6). Bíblia de Estudo Andrews.
Carmelo … Gileade. Áreas férteis de Israel. Bíblia de Estudo Andrews.
As áreas mencionadas neste versículo sugerem que Deus planejava restaurar as fronteiras originais de Israel. … Estas promessas eram condicionais à obediência (ver PR, 704). CBASD, vol. 4, p. 574.
20 E já não haverá. Ao perdão dos pecados prometido neste versículo seguiria o arrependimento sincero e um genuíno reavivamento espiritual. Os pecados que caracterizavam a Israel antes do exílio não deveriam ser repetidos. Israel falhou em cumprir o propósito divino. CBASD, vol. 4, p. 574.
Que eu deixar. Literalmente, “a quem Eu farei permanecer”. Este texto é uma garantia de perdão ao povo remanescente de Deus. Aos judeus que foram deixados no final do cativeiro foi dada a promessa de que, se eles se arrependessem, Deus não teria contra eles as más obras de sua história passada. CBASD, vol. 4, p. 574.
21 Duplamente rebelde. Os babilônios tiveram ampla oportunidade para conhecer e servir ao verdadeiro Deus por meio do testemunho dos judeus cativos em seu meio. CBASD, vol. 4, p. 575.
Terra de castigo. Ou, “Pecode”(ARC). Literalmente, “visitação”, no sentido de castigo. CBASD, vol. 4, p. 575.
23 Martelo. O poder que outrora destruiu outras nações é então quebrado (ver Is 14:4-6). CBASD, vol. 4, p. 575.
24 E não o soubestes. Babilônia foi pega de surpresa pelos persas (ver com. [CBASD] de Dn 5:30, 31). CBASD, vol. 4, p. 575.
25-27 Deus sai para a guerra contra babilônia. Seguem-se destruição e saque. Bíblia de Estudo Andrews.
27 Touros. Provavelmente, uma referência aos guerreiros ou príncipes de Babilônia (ver Sl 22:12; 68:30; Is 37:7). CBASD, vol. 4, p. 575.
28 Voz. Aqueles judeus que foram testemunhas oculares da invasão e queda de Babilônia dariam um impressionante testemunho em Jerusalém da magnitude do castigo da nação que tinha destruído o templo. CBASD, vol. 4, p. 575.
28 anunciarem em Sião. Jerusalém recebe [no futuro, mais de 70 anos depois] a notícia de Babilônia. Bíblia de Estudo Andrews.
29-32 Os preparativos para a guerra continuam. Bíblia de Estudo Andrews.
34 Redentor. Do heb. go’el. Esta palavra ocorre mais de 40 vezes no AT. Embora Jeremias a utilize somente aqui. Ela é traduzida de forma variada como “redentor”, “resgatador”, “vingador”. Este termo é aplicado a parentes próximos cujo dever era vingar um assassinato (ver Nm 35:19) e comprar de volta a terra vendida por uma pessoa pobre (ver Lv 25:23-25; cf. Rt 3:9; ver com. [CBASD] de Rt 2:20). CBASD, vol. 4, p. 575.
o seu Redentor é forte. O próprio Deus libertaria Seu povo. Bíblia de Estudo Andrews.
35-37 A espada virá. Ver 46:10. A batalha é anunciada. Bíblia de Estudo Andrews.
35 Sábios. Babilônia era famosa por seus sábios, de quem os reis dependiam para orientação (ver Dn 2:2, 12; Dn 5:15). CBASD, vol. 4, p. 575.
36 Gabarolas. Do heb. badim, “faladores vazios”. Provavelmente a referência seja aos assim chamados sábios de Babilônia (ver Is 44:25). CBASD, vol. 4, p. 575.
37 Misto de gente. Possivelmente uma referência às tropas estrangeiras no exército babilônico.CBASD, vol. 4, p. 575.
Tesouros. Os babilônios tinham roubado os tesouros de Judá (ver Jr 52:17-23; Dn 1:2). CBASD, vol. 4, p. 575.
38 Águas. A prosperidade de Babilônia dependia de seus dois grandes rios, Tigre e Eufrates.
41 Confins da terra. Ver Jr 51:27, 28. Quando os medos e os persas derrubaram Babilônia, em 539 a.C., seu império ao norte e leste se estendia para além dos limites de qualquer poder anterior na região do Oriente Médio. O império persa, como finalmente constituído, abrangeu da fronteira da Índia no leste, até a Trácia e o Egito no oeste, o sul da Arábia e o norte do moderno Turquistão e o Cáucaso. Este foi o maior império que a região tinha conhecido até então. CBASD, vol. 4, p. 576.
42, 43 O relato da invasão causa temor em Babilônia; até o rei fica desalentado. Bíblia de Estudo Andrews.
43 Desfaleceram as suas mãos. Ver Daniel 5:6, em que é descrita a conduta de Belsazar na época de Babilônia. Nabonido, com quem Belsazar compartilhava o governo, pareceu também não ter apresentado forte resistência aos invasores. O historiador babilônio Beroso afirma que Nabonido avançou contra os persas, mas foi derrotado em batalha, da qual fugiu e, mais tarde, se entregou sem tentar se defender (ver Josefo, Contra Ápion, i.20). CBASD, vol. 4, p. 576.
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“Naqueles dias, naquele tempo, diz o Senhor, voltarão os filhos de Israel, eles e os filhos de Judá juntamente; andando e chorando, virão e buscarão ao Senhor, seu Deus” (v.4).
Para todo aquele que sonha com o segundo advento de Cristo, este capítulo faz estremecer o coração! Não se trata apenas de um relato histórico, mas de uma descrição futura. E o Senhor nos revelou em Sua Palavra que este futuro já chegou. Estamos vivendo “naquele tempo” relatado no livro do profeta Daniel, os últimos dias deste mundo de pecado. E assim como foi prenunciada a queda do império babilônico, o mesmo acontece no tempo do fim : “Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” (Ap.14:8).
E o chamado urgente é para que as “ovelhas perdidas” que esqueceram “do seu redil” (v.6), fujam “do meio da Babilônia” (v.8) e voltem a unir-se “ao Senhor, em aliança eterna que jamais será esquecida” (v.5). Unir-se-á ao povo do advento todos os que, à semelhança deste, estiver em constante busca pelo Senhor e pela Sua promessa em derramar o Seu “Espírito sobre toda a carne” (Jl.2:28). Eles não andarão aflitos por causas terrenas, mas “em ordem de batalha” (v.14) estarão revestidos com a armadura de Deus, suplicando em intercessão por todos os seus irmãos (Ef.6:18). Haverá uma manifestação tal de unidade e de oração tal qual foi no Pentecostes.
“Há na Terra estrondo de batalha e de grande destruição” (v.22), que já conseguimos ouvir. “Porque a terra é de imagens de escultura, e os seus moradores enlouquecem por estas coisas horríveis” (v.38). O orgulho do império babilônico estava em seus deuses e imagens, e a estátua construída a mando de Nabucodonosor foi o estopim para que logo toda a nação adorasse a tudo, menos a Deus. Não vivemos numa realidade distante, amados. E eu ouso afirmar que vivemos em tempos consideravelmente piores. Pois o que se ergue hoje não é mais uma estátua apenas, mas uma infinidade de “imagens” que destronam por completo o Senhor do coração humano.
Enquanto isso, multidões passam de largo pela Palavra de Deus e recusam ouvir as Suas advertências. Ou pior, usam a Bíblia em suas retóricas convincentes, afagando o coração dos imprudentes, enquanto praticamente os incentivam a permanecer no pecado. Babilônia contemporânea tem “engolido” todos aqueles que, como Nabucodonosor, se recusam a dar ouvidos às verdades do Senhor.
Oh, amados, está chegando o dia em que Babilônia e todos os que insistiram em nela permanecer receberão a retribuição “segundo a sua obra; conforme tudo o que fez […] porque se houve arrogantemente contra o Senhor, contra o Santo de Israel” (v.29; Ap.18:6). E toda a opressão com que oprimiram os remanescentes dos últimos dias será castigada. Por isso, avante exército do Senhor, pois “o seu Redentor é forte, Senhor dos Exércitos é o Seu nome; certamente, pleiteará” a nossa causa! (v.34).
“Portanto, ouvi os conselhos do Senhor, que Ele decretou contra Babilônia, e os desígnios que Ele formou” (v.45). Prepara-te para o grande Dia do teu resgate, povo de Deus! É tempo de seguirmos a ordem do Senhor por intermédio do profeta Joel: “Ainda assim, agora mesmo, diz o Senhor: Convertei-vos a Mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus” (Jl.2:12-13).
Deus eterno e poderoso, só o Senhor é Deus e não há outro. O Teu amor nos redimiu pelo precioso sangue de Teu Unigênito! Louvado seja o Teu santo nome! Pai, vivemos nos últimos dias deste mundo de pecado. Estamos no tempo da última igreja, às vésperas da última trombeta. Desperta a Tua igreja, Senhor! Retira de nós os encantos desta terra, as vaidades que ainda nos assediam, o apetite pervertido, a ambição mundana, os gostos não santificados e dá-nos tão somente o intenso desejo de viver e andar no Espírito Santo. Queremos vê-Lo voltar em nossa geração! Dá-nos o necessário discernimento para conhecer o tempo em que estamos vivendo! Ensina-nos a contar os nossos dias a fim de alcançarmos coração sábio. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, remanescente do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias50 #RPSP
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JEREMIAS 50 – No micro, a decisão cabe a nós; no macro, cabe a Deus. Ele está no controle da História; e, sábio é todo aquele que optar por viver segundo Seus propósitos.
“O poder exercido por todo governante sobre a Terra, é-lhe comunicado pelo Céu; e depende seu êxito do uso que fizer no poder que assim lhe é concedido… Compreender que ‘a justiça exalta as nações’, que ‘com justiça se estabelece o trono’ e que ‘com benignidade’ (Prov. 14:34; 16:12; 20:28) ele é mantido; reconhecer a operação destes princípios na manifestação de Seu poder que ‘remove os reis e estabelece os reis’ (Dan. 2:21) – corresponde a entender a filosofia da História”, destaca Ellen White.
Em Jeremias 50, o relato de Babilônia ecoa através dos séculos trazendo consigo lições sobre poder, justiça e o desígnio divino. Os princípios bíblicos transcendem as fronteiras religiosas, apresentando-se como verdades universais aplicáveis a todos os contextos políticos e sociais.
• A queda da Babilônia serve como lembrete vívido das consequências do abuso do poder e da injustiça.
• A história da humanidade está repleta de exemplos que corroboram a importância da justiça e da benevolência na governança.
Ao examinarmos Jeremias 50 à luz desses princípios, somos confrontados com a narrativa de uma nação que se desviou do caminho da justiça e da retidão. A soberba e a opressão levaram à ruína de um império que, em sua arrogância, esqueceu-se dos princípios divinos que fundamentam a verdadeira autoridade.
Considerando que Deus interage com a história humana, é evidente que a história das nações não são apenas uma sequência de eventos aleatórios; ela é como um intrincado tecido de causa e efeito, influenciado pela interação entre a vontade de Deus e a vontade humana.
Por conseguinte, entender a filosofia da história não é apenas uma tarefa intelectual, mas uma jornada espiritual e moral. Implica reconhecer a soberania divina sobre os assuntos imperiais, governamentais – políticos, enquanto também se assume a responsabilidade pela justiça, retidão e compaixão em nossa própria esfera de atuação.
• A soberania divina sobre os assuntos humanos nos recorda que governantes são meros administradores temporários do poder concedido pelo Céu; devem, portanto, agir com responsabilidade e humildade.
Diante disso, é imprescindível preocuparmo-nos com os governantes e orar por todos eles! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Estamos muito felizes porque o Senhor permitiu que estejamos já há 12 anos estudando a Bíblia, capítulo a capítulo (aqui, o primeiro post)!
Contamos hoje com mais de 33 milhões de acessos, mais os 4 mil leitores que recebem seus comentários via e-mail.
Quanta coisa se passou nestes 12 anos, desde que tomamos conhecimento deste abençoado programa mundial de leitura diário da Palavra!
Quanta diferença tem feito em nossas vidas!
Quanto conhecimento, que visão abrangente do texto sagrado, que meditações, quanta inspiração tivemos em todos estes anos!
Agradecemos ao Senhor por nos manter ativos todos estes anos apesar das vicissitudes que este grupo de voluntários passou, pelos comentaristas diários, Rosana e Heber, que mudaram suas rotinas para nos outorgar suas abençoadas meditações diárias que tanto nos tem iluminado, apoiado e incentivado e por todas as mensagens que vocês nos enviaram de testemunho do poder da Palavra em suas vidas.
Louvado seja o Senhor!
E você? Tem algum testemunho a dar pelas bênçãos recebidas neste estudo dirigido da Bíblia?
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Texto bíblico: JEREMIAS 49 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 49 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jr/49
Os amonitas (descendentes de Ló) e os edomitas (descendentes de Esaú) eram parentes de Israel. Eles tiveram ampla oportunidade de aprender sobre Deus, amá-Lo e segui-Lo. Infelizmente eles e os seus descendentes, ao longo dos séculos, escolheram seguir o caminho do mal. Contudo, mesmo assim, Deus não desistiu deles.
Da mesma forma, não devemos desistir de parentes descrentes (2 Pedro 3:9). Quando eu tinha 13 anos, tive que ir para um internato. Uma regra que eles impunham era ir à igreja todas as semanas. Era uma escola da igreja que minha mãe havia frequentado até aos cinco anos. Quando eu tinha 16 anos, entreguei meu coração a Jesus e fui batizada. Então, comecei a orar por minha família. Orei por minha mãe por 20 anos, por meu pai por 14 anos (ele aceitou Jesus em seu leito de morte) e por meu irmão por 42 anos. Ainda estou orando por meu irmão mais velho e outros parentes descrentes. A moral da história é: não desista! Apenas continue orando e vivendo como Jesus.
Se Deus não desiste, por que eu deveria desistir das pessoas aceitarem a salvação?
Val Smit
Dona de casa, Kadoma, Zimbábue
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jer/49
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara