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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jr/9
Jeremias 9 pinta outro quadro sombrio sobre como o povo de Deus estava enganado a respeito de sua condição espiritual. Este é um alerta para nós, hoje, para que nos humilhemos, confessemos nossa autossuficiência e busquemos ao
Senhor com um coração contrito. Todos nós precisamos desesperadamente da graça de Deus. Não permitamos que a vida relativamente fácil de hoje nos engane. Os ventos estão soprando nas esferas política e econômica como nunca vimos antes. Se tudo o que temos é um verniz espiritual, ele será reduzido a nada.
Que nossas raízes se aprofundem na graça salvadora de Deus para que possamos ser capacitados a atravessar estes tempos difíceis unidos a Jesus.
Ulli Tutsch
Professora secundária aposentada
Yakima, Estado de Washington, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jer/9
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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725 palavras
1 Prouvera a Deus a minha cabeça se tornasse em águas, e os meus olhos, em fonte de lágrimas! Então eu choraria de dia e de noite os mortos ... do meu povo. O desesperado sofrimento de Judá tocou profundamente o profeta, e ele chorou amargamente. Este versículo é, sem dúvida, a fonte da designação de Jeremias como o “profeta chorão”. A profundidade de seus sentimentos e a ternura de suas palavras nos lembram Cristo, que chorou pelos pecados e destino de Seu povo condenado, seis séculos mais tarde (ver Lc 19:41-44). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 425.
2 Prouvera a Deus eu tivesse no deserto uma estalagem de caminhantes. A vida com as pessoas ímpias e corruptas de Judá se tornou tão insuportável que Jeremias desejava a paz e tranquilidade de uma vida retirada, em algum lugar desolado e solitário (ver Sl 55:6-8). CBASD, vol. 4, p. 425.
3 Curvam. Literalmente, “pisam”. Os arcos de batalha de grande porte eram entesados ao pressionar os pés da extremidade inferior, enquanto a outra extremidade era dobrada para receber a corda de intestino de boi. CBASD, vol. 4, p. 425.
Língua. Sua língua é comparada a um arco com o qual atiram as flechas da mentira contra seus vizinhos (ver Sl 57:4; 58:7; 64:3, 4; cf. Is 59:4). CBASD, vol. 4, p. 425.
4 Guardai-vos cada um do seu amigo. Jeremias aprendeu por amarga experiência que ninguém era confiável, nem mesmo os da sua própria casa (ver Jr 12:6; cf. Mt 10:36). CBASD, vol. 4, p. 425.
7 Eu os acrisolarei. Para remoer as impurezas, Deus os colocaria na fornalha da aflição (ver com. de Jr 6:27-30; cf. Is 48:10). O objetivo do juízo era a purificação, não a destruição (ver Zc 13:9; Ml 3:3). CBASD, vol. 4, p. 426.
10 Montes … pastagens. Embora antes cheios de rebanhos, eles se tornariam totalmente destruídos e nem mesmo os pássaros poderiam encontrar subsistência. CBASD, vol. 4, p. 426.
Lamentação. Do heb. qinah, “uma elegia” ou “um lamento”. … As lamentações eram cantadas por pranteadoras profissionais, como mencionado no v. 17. CBASD, vol. 4, p. 426.
12 Quem é o homem sábio … ? O sábio e o profeta são desafiados a explicar a causa das calamidades nacionais(ver Jr 8:8, 9). CBASD, vol. 4, p. 426.
13 Porque. O próprio Yahweh responde a pergunta feita no v. 12. CBASD, vol. 4, p. 426.
Lei. Do heb torah, termo mais amplo do que “lei”. Torah significa “ensino”, “instrução” e “direção”, e pode ser utilizada também para os ensinamentos dos profetas (ver Jr 18:18; 26:4, 5; ver com. de Dt 31:9; Pv 3:1). CBASD, vol. 4, p. 426.
17 Carpideiras. “As mulheres que cantam um qinhah [hino fúnebre]” (ver com. do v. 10). Quando a morte afetava uma família, carpideiras eram contratadas para lamentar a perda. Elas enfatizavam a lamentação ao usar os cabelos despenteados, rasgar as roupas, etc. … Jeremias retrata a catástrofe da nação como se já houvesse ocorrido, e sugere sejam feitas as honras habituais aos mortos. CBASD, vol. 4, p. 427.
19 Deixamos a terra. Não foi uma partida voluntária. CBASD, vol. 4, p. 427.
20 Ensinai o pranto. Devido ao enorme aumento na quantidade de mortes (v. 21), o número de carpideiras seria insuficiente. Seria necessário que elas transmitissem suas habilidades para suas filhas e vizinhas. CBASD, vol. 4, p. 427.
22 Gavela atrás do segador (ARA; NVI: “como o trigo deixado para trás pelo ceifeiro”). Como a fileira de grãos recém-colhidos atrás de um ceifador, assim ficariam as vítimas do ceifador. No entanto, há uma diferença. Os grãos foram recolhidos. Contudo, esses mortos seriam deixado onde caíssem ou seriam desdenhosamente pisados. CBASD, vol. 4, p. 427.
24 Glorie-se nisto: em Me conhecer. Quem é verdadeiramente sábio atribui o louvor somente a Deus, nunca a si próprio … O conhecimento de Deus é a única base verdadeira para a glória (ver 1Co 1:31; 2Co 10:17). A pessoa é verdadeiramente sábia apenas quando o conhecimento é entesourado no coração, pois isto é a vida eterna. Esse conhecimento tem um aspecto intelectual que envolve o entendimento. O relacionamento com Deus tem uma base razoável e inteligente. Não é de discipulado cego. A pessoa deve servir a Deus com toda a sua mente (Mt 22:37). Mas conhecer a Deus vai além de uma compreensão meramente teórica. É um conhecimento experimental. É prático e se manifesta em andar nos caminhos de Deus (ver Jó 22:21; Jr 22:16). CBASD, vol. 4, p. 427, 428 [destaque acrescentado]
26 Nas têmporas. Isto é, “tendo as extremidades do cabelo cortadas”. Alguns povos, como as tribos árabes do norte de Quedar (ver com. de Jr 49:28, 32), tinham o costume de cortar o cabelo em forma de anel ao redor das têmporas. Esta prática tinha um significado religioso e foi proibida entre os hebreus (ver Lv 19:27; 21:5).
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“Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte, na sua força, nem o rico, nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em Me conhecer e saber que Eu sou o Senhor e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas Me agrado, diz o Senhor” (v. 23-24).
No início do texto de hoje encontramos a razão do por que Jeremias ficou conhecido como o “profeta chorão”. Tomado de grande compaixão, sua vontade era de chorar “de dia e de noite” (v.1) os mortos da casa de Judá. Pois todos eles já estavam mortos e nem se davam conta disso. A situação era tão terrível, que o profeta desejou ir ao deserto, a um lugar onde pudesse estar longe daquele povo (v.2). Avançavam “de malícia em malícia” e não conheciam a Deus (v.3). E um dos piores pecados que assolava aquela nação estava na língua: “Flecha mortífera é a língua deles” (v.8).
Jeremias não podia confiar em ninguém, a não ser em Deus. Além de não ter constituído família, também não tinha amigo ou irmão algum em quem pudesse se apoiar, “porque todo irmão não faz mais do que enganar, e todo amigo anda caluniando” (v.4). Ou seja, a nação que deveria ser uma luz às demais nações, havia se transformado em um antro de fofoqueiros. Entravam tranquilamente no templo do Senhor com aparência de piedade enquanto viviam “no meio da falsidade” (v.6). Agora prestem muita atenção na continuação do verso, que diz: “pela falsidade RECUSAM CONHECER-ME, diz o Senhor” (v.6, grifo meu).
Zombar dos irmãos e caluniar a vida do próximo são atitudes que resultam em abominação aos olhos de Deus: “Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a Sua alma ABOMINA: […] O QUE SEMEIA CONTENDA ENTRE IRMÃOS” (Pv.6:16 e 19, grifo meu). Umas das piores desgraças que tem destruído a humanidade se chama língua maliciosa e a própria Bíblia deixa isso bem claro: “Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, E CONTAMINA O CORPO INTEIRO, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno” (Tg.3:6, grifo meu).
Não há como ignorarmos um assunto tão sério, amados! Falar da vida alheia é pecado! Como Jeremias poderia ter agido diferente se habitava no meio de caluniadores? Como não sentiria vontade de fugir dali? Em sua sinceridade e profundo desejo de salvar o seu povo, o profeta não conseguia encontrar uma pessoa sequer para compartilhar a sua angústia; nenhum pecador arrependido com quem pudesse se alegrar. “Toda a casa de Israel” (v.26) não compreendia as palavras do Senhor porque estava ocupada demais com sua língua mentirosa, quebrando o mandamento do Senhor: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êx.20:16).
Um coração endurecido não consegue ouvir a voz de Deus, nem tampouco pensar no bem de seu semelhante. Tudo o que faz pode até aparentar alguma bondade, mas não passa de uma farsa: “com a boca fala cada um de paz com o seu companheiro, mas no seu interior lhe arma ciladas” (v.8). Deus é Santo! A Sua Casa é santa! E o Céu que Ele tem preparado são para os Seus santos! Portanto, entrar na presença do Santo, no Seu lugar santo e falar mal dos Seus santos, é, no mínimo, suicídio espiritual. Entendem agora a expressão “mortos”, no versículo um?
A nossa língua “é mal incontido”, amados (Tg.3:8)! Precisamos desesperadamente da ação do Espírito Santo para contê-la e para nos conceder sabedoria! Porém, “se, pelo contrário, tendes em vosso coração inveja amargurada e sentimento faccioso, nem vos glorieis disso, nem mintais contra a verdade. Esta não é a sabedoria que desce lá do alto; antes, é terrena, animal e demoníaca” (Tg.3:14-15). Se a vida eterna é conhecer a Deus (Jo.17:3) e se a língua maliciosa nos impede de conhecê-Lo (v.3), isto não explica o fato de Satanás investir tanto em causar intrigas entre irmãos?
Se almejamos habitar nas moradas do Pai, precisamos buscar viver aqui como se lá estivéssemos. Davi bem entendeu isso ao escrever o Salmo 15: “Quem, Senhor, habitará no Teu tabernáculo? Quem há de morar no Teu santo monte? O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade; O QUE NÃO DIFAMA COM SUA LÍNGUA, não faz mal ao próximo, NEM LANÇA INJÚRIA CONTRA O SEU VIZINHO” (Sl.15:1-3).
Deus quer que você O conheça! Não troque este privilégio pelo prazer demoníaco de soltar veneno pela boca! Agarre-se à maravilhosa promessa de que há um Deus que não desiste de você. Hoje é dia de fechar a boca e de abrir o coração. Todos nós estamos vulneráveis a este pecado que tanto ameaça a igreja de Deus de não receber o refrigério do Espírito, a chuva serôdia. Temos orientação profética quanto a isso. Aconselho que leiam o capítulo 33 do livro “Conselhos Para a Igreja”, com o título “A crítica e seus efeitos”. E aqui termino com uma pequena porção deste capítulo:
“Não haja discórdia, nem suspeitas ou maledicência, para não ofendermos a Deus. Meu irmão, se abrir seu coração à inveja e às vis suspeitas, o Espírito Santo não poderá habitar em você. Busque a plenitude que há em Cristo. Trabalhe da forma por Ele indicada. Que todo pensamento, palavra e ato O revele. Tem de haver um diário batismo do amor que nos dias dos apóstolos os unificava. Esse amor trará saúde ao corpo, espírito e mente. Circunde seu espírito com uma atmosfera que fortaleça a vida espiritual. Cultive a fé, a esperança, o ânimo e o amor. Que a paz de Deus reine no seu coração” (Conselhos para a Igreja, CPB, p.179).
Oremos com as palavras do mavioso salmista de Israel:
Senhor, “Faze-me ouvir, pela manhã, da Tua graça, pois em Ti confio; mostra-me o caminho por onde devo andar, porque a Ti elevo a minha alma. Livra-me, Senhor, dos meus inimigos; pois em Ti é que me refugio. Ensina-me a fazer a Tua vontade, pois Tu és o meu Deus; guie-me o Teu bom Espírito por terreno plano. Vivifica-me, Senhor, por amor do Teu nome; por amor da Tua justiça, tira da tribulação a minha alma” (Sl.143:8-11). Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, guiados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
Dir. Ministério da Oração
IASD Farol – Maceió/AL
#Jeremias9 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JEREMIAS 9 – Temos neste capítulo uma perspectiva profunda sobre as dinâmicas entre a sabedoria e a profecia em meio às calamidades nacionais. Especialmente, Jeremias 9:12 desafia tanto o sábio quanto o profeta a explicarem as causas das tragédias daquela época, oferecendo uma oportunidade ímpar de reflexão sobre as circunstâncias contemporâneas que assolam nossas sociedades globais.
Jeremias testemunhava a decadência moral, social e espiritual de sua nação num período turbulento, alertando sobre as consequências inevitáveis caso não houvesse arrependimento coletivo. Jeremias 9 representa um chamado à responsabilidade, instigando sábios seculares e espirituais a interpretarem e explicarem as calamidades que abatem sobre o povo.
Nos dias atuais enfrentamos desafios complexos em escala global, desde crises ambientais até conflitos geopolíticos e pandemias (Mateus 24:6-12; II Timóteo 3:1-5; Lucas 21:25-26). O chamado em Jeremias 9 ressoa em nossos dias, exigindo que os pensadores e líderes modernos se levantem para compreender e explicar as causas subjacentes a esses problemas. Contudo, assim como os sábios e profetas de outrora, líderes de agora não sabem explicar corretamente nem interpretar adequadamente os sinais dos tempos (Mateus 24:29-33; Marcos 13:24-30).
• Se os sábios de hoje, no contexto da crise climática, analisarem meros dados científicos para compreender as mudanças ambientais, ou se os religiosos desconsiderarem a responsabilidade moral e os princípios éticos/espirituais, todo estudo deles levará a conclusões equivocadas, apontando apenas para soluções paliativas.
• Se os analistas de hoje, em relação aos conflitos geopolíticos, não se pautarem na Palavra de Deus, suas percepções políticas e históricas não reconhecerão a necessidade de justiça, responsabilidade, reconciliação e respeito pelos direitos humanos.
• Se os especialistas da saúde fundamentarem suas conclusões meramente em informações médicas e epidemiológicas, independentemente da revelação do Médico dos médicos e o cuidado especial com o corpo humano (Levítico 11:1-47; Jeremias 8:21-22; I Coríntios 6:9-10, 12-20; II Coríntios 6:17), não haverá solução concreta.
Diante da situação complexa de nossa sociedade “assim diz o Senhor: ‘Não se glorie o sábio na sua sabedoria nem o forte na sua força nem o rico na sua riqueza, mas quem se gloriar, glorie-se nisto: em compreender-me e conhecer-me, pois Eu Sou o Senhor e ajo com lealdade, com justiça e com retidão sobre a Terra, pois é dessas coisas que me agrado’” (Jeremias 9:23-34).
Diante disso, resta-nos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JEREMIAS 8 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 8 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jr/8
Jeremias desenha um quadro bastante sombrio da punição de Judá por não seguir ao Senhor. Por que eles acabaram numa situação tão desesperadora? Eles seguiram rituais sem um real conhecimento dos porquês. Você já ouviu alguém na igreja alegar “Nós temos a verdade”? Você pode conhecer muitas coisas, mas será que isso mudou você para melhor? Não despreze a velha Judá, porque você pode estar no mesmo barco da auto-suficiência. Livre-se dessa mentalidade e reconheça que você precisa da graça de Deus mais do que qualquer outra coisa.
Humilhemo-nos perante o Senhor e esperemos pacientemente para ver o que o Senhor pode fazer pela condição de nossos corações.
Ulli Tutsch
Professora secundária aposentada
Yakima, Estado de Washington, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jer/8
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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590 palavras
1 Naquele tempo. Época em que ocorreriam os eventos registrados em Jeremias 7:32 a 34. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 421.
Lançarão para fora … os ossos. O motivo seria pilhagem, procura por tesouros, ornamento e insígnias, que normalmente eram enterrados com os reis … [ou] o desejo de mostrar desprezo e afronta aos mortos. Tal prática está em harmonia com os horrendos costumes dos assírios ao lidar com os túmulos dos reis das regiões conquistadas. As classes que tiveram seus ossos tratados dessa forma eram as que lideraram a apostasia em Judá. CBASD, vol. 4, p. 421.
2 Espalhá-los-ão ao sol, e à lua, e a todo o exército do céu, a quem tinham amado. Há uma ironia nesta ilustração. Os corpos celestes testemunham, silentes, a profanação dos ossos de seus adoradores. CBASD, vol. 4, p. 421.
8 Como, pois dizeis: somos sábios, e a lei de Deus está conosco? Evidentemente, isto se refere em especial aos sacerdotes e aos falsos profetas (ver v. 10; Jr 2:8; 5:31). Foram eles que se gabaram de conhecimento e posse da lei, apesar de sua negligência com as exigências divinas. CBASD, vol. 4, p. 421.
Converteu em mentira. Os falsos profetas não desejavam as instruções de Jeremias, pois se consideravam sábios e criam ser divinamente nomeados como professores do povo. Os sacerdotes também fizeram o povo errar, falsificando os ensinamentos das Sagradas Escrituras. CBASD, vol. 4, p. 421.
14 Venenosa. Do heb ro’sh, uma planta amarga e venenosa … , possivelmente a cicuta, o coloquíntida, a papoula ou a beladona. CBASD, vol. 4, p. 422.
16 Dã. Uma cidade na fronteira norte da Palestina (ver com. de Jr 4:15). CBASD, vol. 4, p. 422.
17 Encantamento. A fúria do inimigo não poderia ser aplacada ou dissipada por qualquer arte ou método. CBASD, vol. 4, p. 422.
29 Passou a sega. Alguns consideram este versículo como uma queixa dos cativos; outros, como uma continuação do amargo lamento do profeta por seu povo condenado. em qualquer caso, este é o lamento do fracasso. Na Palestina, a safra de grãos começa por volta de abril. A colheita dos frutos ocorre por volta de agosto ou setembro. Quando as culturas de grãos se perdiam, ainda havia uma colheita de uvas, figos, azeitonas, etc. Para Judá, no entanto, a estação de coleta de frutas – a última oportunidade – tinha passado, e não haveria libertação. Seu destino era inevitável. Logo virá o último verão do mundo e com ele a última colheita. então, dos lábios de milhares, que agora vivem complacentemente, novamente subirá esse clamor de desespero (ver T7, 16). CBASD, vol. 4, p. 423.
22 Bálsamo. Uma resina ou goma aromática muito valorizada por suas propriedades terapêuticas (ver Jr 46:11; 51:8), derivada de uma pequena árvore perene que crescia na região montanhosa a leste do Jordão. O produto era exportado na época do AT (ver Gn 37:25; Ez 27:17).Não havia bálsamo para as feridas espirituais de Israel, nem médico para aplicá-lo? A resposta implícita é: “Sim, há.” A mensagem trazida pelos profetas, caso atendida, teria fornecido a cura. CBASD, vol. 4, p. 423.
Por que, pois, não se realizou a cura … ? A falta de cura para o povo não era devido à ausência de meios para efetivá-la, mas à recusa da nação em ir ao Grande Médico. Talvez o povo tenha se tornado insensível às suas necessidades. Talvez tenha ficado muito orgulhoso para aceitar o remédio e pensasse que poderia curar a si mesmo. Talvez tenha passado a gostar da doença. De qualquer maneira, não quis olhar para o Médico e viver. CBASD, vol. 4, p. 423.
Filha do Meu povo. Expressão hebraica comum que indica que a nação de Israel, ao longo da história, foi a “mãe” e aquela geração era a “filha”. CBASD, vol. 4, p. 423.
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“Oh! Se eu pudesse consolar-me na minha tristeza! O meu coração desfalece dentro de mim” (v.18).
Infelizmente, o castigo era inevitável. Jeremias foi impedido de interceder pelo povo. Lembrando que além de profeta, Jeremias era sacerdote. Portanto, era sua função fazer essa mediação entre o povo e Deus. Mas a religião de Jerusalém havia se transformado em uma verdadeira loucura. Ostentando sabedoria, “Somos sábios e a lei do Senhor está conosco” (v.8), menosprezavam a palavra profética, “apostatando continuamente” (v.5), “porque cometem abominação sem sentir por isso vergonha” (v.12). Uma exata ilustração do povo de Laodiceia: “Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Ap.3:17).
Meus irmãos, ao estudar o livro de Jeremias comparando com o que tem acontecido em nossos dias no meio religioso, lembro-me das palavras do sábio Salomão: “nada há, pois, novo debaixo do sol” (Ec.1:9). O Senhor disse que a Sua igreja nos últimos dias guarda os Seus mandamentos e tem o testemunho de Jesus (Ap.12:17). E “o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Ap.19:10). Ou seja, é uma igreja que obedece aos mandamentos de Deus e tem o espírito de profecia.
Eu pergunto: Você sabe que igreja é essa? Que observa TODOS os mandamentos de Deus e possui o dom profético? Fazer parte dela é uma bênção e o Senhor a escolheu nestes últimos dias como Seu atalaia para proclamar o evangelho eterno por todo o mundo, “fazendo discípulos de todas as nações” (Mt.28:19). Mas assim como fazer parte do povo de Judá não era sinônimo de ser um verdadeiro adorador, hoje também não é diferente. Aquele povo era a raça eleita de Deus e eram constantemente orientados e advertidos pelos profetas. Contudo, quantas foram as gerações que sofreram as consequências de sua rebeldia, pois não queriam dar ouvidos ao “assim diz o Senhor”.
Amados, temos um tesouro inigualável em nossas mãos que se chama Bíblia Sagrada e um compêndio profético que ilumina o nosso entendimento acerca da Bíblia, pois, inspirada por Deus, Ellen White escreveu mais de 100 mil páginas como uma orientação especial do Céu para o remanescente dos últimos dias. E o que estamos fazendo hoje? Como o fez Israel, rejeitando as profecias para viver uma religião superficial? Ou, alegando sabedoria e conhecimento da lei, vivendo uma religião legalista e destituída de amor?
A verdade é que nenhuma dessas opções representa o reino dos céus. Nenhum dos lados possui a aprovação de Cristo. No desabafo do profeta encontramos as palavras que bem descrevem a realidade da igreja de Deus hoje: “Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos. Estou quebrantado pela ferida da filha do meu povo; estou de luto; o espanto se apoderou de mim” (v.20-21). Será que não conseguimos enxergar nem que seja um palmo à nossa frente do quão perto estamos do “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1)? Que Jesus está às portas e é em conhecê-Lo que temos a vida eterna (Jo.17:3)?
Por favor, meus irmãos, estamos vivendo em tempo decisivo! Dias ainda mais difíceis virão e precisamos de uma fé viva e inabalável, que resista mesmo que tudo ao nosso redor nos seja desfavorável. Temos pouco tempo para pregar e muitos a alcançar. Não adianta, porém, ir avante sem a armadura de Deus. Somente pelo poder do Espírito somos habilitados e devidamente preparados para a obra que o Senhor nos confiou. Não adianta marchar em desacordo com as orientações do Príncipe do exército do Senhor. Assim como Jeremias tinha uma verdade presente para proclamar naquele tempo, Deus nos deixou uma verdade presente para os nossos dias, que inclui um reavivamento e reforma físico, mental e espiritual, que, se buscados e vividos, nos proporcionam a maior e melhor bênção que podemos receber nesta terra: um relacionamento íntimo com Deus.
Um dia, a mesma ruína e desolação que aconteceu pela teimosia de Israel, quando esta foi invadida por Babilônia, voltará a acontecer em escala mundial. Todos os que não se arrependeram, “os que não conhecem a Deus e […] os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus” (2Ts.1:8), serão mortos e “não serão recolhidos, nem sepultados; serão como esterco sobre a Terra” (v.2). “Se o homem não se converter, afiará Deus a Sua espada; já armou o arco, tem-no pronto; para ele preparou já instrumentos de morte, preparou Suas setas inflamadas” (Sl.7:12-13).
Logo Jesus voltará para “julgar a Terra; julgará o mundo com justiça e os povos, consoante a Sua fidelidade” (Sl.96:13). Essa notícia não deve nos causar medo, mas a bendita esperança de um futuro glorioso e eterno. Aqueles que andam com Cristo e desfrutam, pela fé, de Sua constante companhia; que, reconhecem sua incapacidade de santificar-se por si mesmos, senão pela ação purificadora do Espírito Santo; que, qual crianças, possuem uma fé simples, que depende constantemente do auxílio do Pai, sabem que não estão vivendo dias comuns, mas dias solenes e previamente definidos na agenda profética de Deus.
E nós? Será que fazemos parte deste grupo seleto, cujo coração dói e estremece por causa da ruína do povo de Deus e ao mesmo tempo exulta e se alegra pela proximidade da vinda de seu Senhor e Salvador? Logo a fornalha ardente provará de que material somos feitos. Que o Espírito Santo nos purifique e nos santifique em tudo, a fim de que sejamos “um povo exclusivamente Seu, zeloso de boas obras” (Tt.2:14). Aceitemos, pois, de bom grado, a disciplina do Senhor para arrependimento e salvação, “porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe” (Hb.12:6). Como fez Jacó, apeguemo-nos a Deus com toda perseverança e súplica: “Não Te deixarei ir se me não abençoares” (Gn.32:26).
Pai de amor, Deus Todo-Poderoso, Criador dos céus e da terra, Tu és o mesmo ontem, hoje e eternamente! O Senhor não deixaria o Seu último povo sem orientação e advertência profética. Louvado seja o Senhor por Sua Palavra e pelo espírito de profecia! E através dessas palavras escritas temos acesso ao conhecimento de Deus e de quão perto estamos da volta de Jesus. O Senhor disse que os sábios entenderão e aqui estamos para Te pedir pela sabedoria do alto. Qual Moisés, Te pedimos: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” (Sl.90:12). Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo cujo Deus é o Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias8 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JEREMIAS 8 – O profeta aborda o tema da insensibilidade, incredulidade e a desobediência do povo de Judá. Fortemente Jeremias enfatiza as terríveis consequências disso, tanto quanto um pai ou uma mãe fala veementemente ao filho de dois anos que está brincando despreocupadamente com fogo.
Jeremias profetiza sobre o juízo que viria sobre o povo de Deus devido à prática da idolatria, da falsidade e da falta de arrependimento (Jeremias 8:1-6, 10-17). Hoje, a cristandade não difere muito da situação do povo de Jeremias. Por isso, como o profeta que representava a Deus, os líderes atuais deveriam desfalecer, compadecer-se e confrontar as pessoas em seus pecados para alertar quanto à sua condição, objetivando uma busca por salvação (Jeremias 8:18-19, 21).
Conquanto, quando se rejeita a Palavra de Deus, não há sabedoria nem no mais elevado intelecto humano (Jeremias 8:9). Inclusive a natureza, que segue os padrões e ciclos estabelecidos por Deus, tem mais consciência que o povo de Deus apegado à hipocrisia, que não reconhece e nem segue os caminhos do Senhor (Jeremias 8:7). Iludidos, apegam-se às próprias opiniões, descartando a essência da revelação e da Lei de Deus (Jeremias 8:8).
• A falta de conhecimento e obediência a Deus acarretam terríveis consequências. Assim como as aves e outros animais seguem os padrões da natureza, Deus anseia que Seu povo esteja atento à Sua Lei, como padrão de moralidade.
• O Deus que ama e protege, que cuida e vela por Seu povo, que concedeu a Lei como guia para uma vida nobre, almeja que sejamos responsáveis. Ele não quer que sejamos displicentes como aqueles que detinham o conhecimento de Sua Palavra e não viviam de acordo com ela.
• As advertências divinas revelando consequências dos pecados da humanidade, pretende levar as pessoas a reconsiderarem seus caminhos e buscarem a Deus com urgência.
• A mensagem central de Jeremias é um chamado veemente ao arrependimento. Mesmo diante das falhas do povo, Deus anseia que voltem para Ele, abandonem a hipocrisia e vivam conforme a Sua graciosa vontade.
Diante das advertências divinas, é loucura perder as oportunidades (Jeremias 8:20). Perdê-las nos farão lamentar diante das calamidades (Jeremias 8:22).
Hoje… muitos bálsamos nos são oferecidos para a sede espiritual; porém, apenas Deus pode curar nossas feridas causadas pelo pecado. Então, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JEREMIAS 7 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 7 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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