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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jr/7
Um dos meus versos favoritos é Isaías 50:4, que diz: “Ele me acorda manhã após manhã, desperta meu ouvido para escutar como alguém que está sendo ensinado” (NVI). Eu gosto da ideia de que Deus gentilmente me desperta para que eu passe tempo com Ele e seja instruído.
Mas e se não quisermos ser instruídos? Deus reprovou os israelitas por se recusarem a passar tempo com ele. Ele disse em Jeremias 7:13: “vos falei, começando de madrugada, e não me ouvistes, chamei-vos, e não me respondestes” (ARA). E porque os israelitas persistiram em não ouvi-Lo e praticaram más ações, Deus disse que os lançaria fora de sua vista (v. 15).
Existe uma relação direta entre o tempo gasto com Deus e evitar o mal. Mais tempo com Deus significa menos tempo a considerar o pecado e estar em contato com o “inimigo”. O sono tem seus benefícios, mas o sono não é nada comparado ao tempo de qualidade na companhia do nosso Criador e Pai celestial.
“Querido Deus, acorde-me todas as manhãs para passar mais tempo conTigo. Posso estar com sono ou mal-humorado às vezes. Mas eu sei que alguns minutos extras conTigo logo mudarão isto e trarão bênçãos inimagináveis sobre o meu dia. Amém.”
Andrew McChesney
Editor da revista Adventist Mission
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jer/7
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
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590 palavras
4 Templo do SENHOR. Essa frase, repetida três vezes, expressava o orgulho que as pessoas sentiam com a grandeza da instituição religiosa representada pelo templo. Era uma espécie de apego supersticioso. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 416.
18 Para se fazerem bolos à Rainha dos Céus. A oferta de bolos sacrificiais era um elemento característico de uma série de cultos no oriente Médio. Essa prática pagã, mais tarde, encontrou seu caminho para o cristianismo. Epifânio (Contra Heresias, lxxviii.23;lxxix.1) declarou que algumas mulheres foram longe, a ponto de “oferecer bolos em nome e honra da bem-aventurada Virgem”. CBASD, vol. 4, p. 417.
Rainha dos Céus. Esta deusa é normalmente identificada com a Ishtar assírio-babilônica … , a deusa mãe, … equivalente à divindade conhecida pelos hebreus como Astarote e pelos cananeus como Astarte. … Era a mesma deusa adorada com muitos nomes e, em vários aspectos, como a mãe-terra, a mãe virgem e é identificada em sentido geral como Atargatis, a “Grande Mãe” da Ásia Menor, Artemis (Diana) dos efésios, Vênus e outras. Vários nomes aplicados á deusa-mãe virgem contém um elemento que significa “senhora” ou “dona”, como Nana, Innini, Irnini, Beltis. Algumas das designações eram Belti, “minha senhora” (o equivalente exato do italiano Madonna), belit-ni, “nossa senhora” e “rainha do céu”, o nome com a qual Ishtar era adorada nos telhados como estrela matutina ou vespertina, com uma oferta de bolos, vinho e incenso. Ishtar também era conhecida como a mãe misericordiosa que intercedia junto aos deuses em favor de seus adoradores. Alguns desses nomes e atributos são aplicados hoje à virgem Maria, e acredita-se que muitos aspectos dos cultos à virgem Maria no catolicismo sejam vestígios modernos da antiga adoração a essa deusa-mãe do mundo pagão. CBASD, vol. 4, p. 546 [com. de Jer 44:17].
22 Nada falei. O profeta não está negando a validade do sistema sacrificial, o que fica claro em outras declarações ditas por ele (Jr 17:26, 31:14; 33:11, 17-24). … A passagem enfatiza que a obediência à lei moral está acima da obediência a um sistema cerimonial (ver 1Sm 15:22; Sl 51:16, 17). As observâncias externas foram elaboradas para ajudar na preservação da obediência sincera (ver Dt 6:1-3), mas nunca para ser um substituto para a santidade de coração. CBASD, vol. 4, p. 417.
29 Corta os teus cabelos. A cidade é comparada a uma mulher que, na profunda dor pela perda dos filhos, corta os cabelos e vai lamentar nas montanhas (ver Jz 11:37; Lm 1:1-3). Cortar o cabelo era sinal de extrema tristeza (Jó 1:20; Is 15:2; Jr 16:6; 48:37; Mq 1:16). CBASD, vol. 4, p. 418.
31 Altos. Lugares estabelecidos para a adoração idólatra (ver 1Rs 11:7; 2Rs 17:9; Ez 16:16). CBASD, vol. 4, p. 418.
Tofete. Certo lugar no vale de Hinom, onde crianças eram sacrificadas a Moloque (2Rs 23:10) e a Baal (Jr 19:5, 6). CBASD, vol. 4, p. 418.
Hinom. Um vale a sudoeste de Jerusalém, hoje chamado Wadi er-Rababeh. … Durante o período dos reis de Judá, o vale foi associado à adoração a Moloque. Salomão foi o primeiro a introduzir esse ritual abominável (ver 1Rs 11:7; 2Rs 23:13). A adoração a Moloque se tornou particularmente importante nos dias de Acaz e Manassés (ver 2Cr 28:3; 33:6). Para pôr fim a essas abominações, Josias “profanou” o vale (2Rs 23:10, 14), tornando-o, segundo a tradição, o receptáculo de cadáveres e lixo. … O nome grego do NT, gehenna, é uma transliteração do heb. ge Hinnom, o nome desse vale. CBASD, vol. 4, p. 419.
Queimarem seus filhos. O sacrifício de crianças fazia parte da adoração idólatra dos fenícios, moabitas, amonitas e outros. … O salmista declarou que tais sacrifícios eram oferecidos “aos demônios” (Sl 106:37, 38). CBASD, vol. 4, p. 419.
32 Por não haver outro lugar. O pensamento parece ser que o abate seria tão grande que nenhuma sepultura seria deixada livre. CBASD, vol. 4, p. 419.
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“Não confieis em palavras falsas, dizendo: Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este” (v.4).
Você já ouviu a frase: “Placa de igreja não salva ninguém”? Pois é, ela está certa. Não salva mesmo. Porém, pode indicar o caminho. Eu explico: É como no trânsito. Quando estamos em uma estrada, as placas que indicam a velocidade máxima, as curvas sinuosas ou a possibilidade de haver animais na estrada não podem nos livrar de acidentes, mas podem nos indicar a forma mais segura de trafegar pelo caminho a fim de evitá-los.
O templo de Jerusalém era o orgulho da nação judaica. Sua magnífica estrutura denotava imponência e enchia o coração do povo de uma falsa segurança. Eles haviam perdido o foco. O templo indicava a salvação, mas ele não era a salvação. Trocaram o Senhor do templo pelo “templo do Senhor”. Seus corações se tornaram endurecidos por uma religião formal enquanto continuavam a praticar abominações (v.10). Seus delitos, porém, estavam diante dos olhos da Onisciência: “Eis que Eu, Eu mesmo, vi isto, diz o Senhor” (v.11).
Após censurar energicamente os escribas e os fariseus, “tendo Jesus saído do templo” (Mt.24:1), Seus discípulos aproximaram-se para mostrar-Lhe não somente a beleza do templo visto de fora, mas também que ainda não haviam compreendido o que Ele acabara de declarar aos líderes judeus. Deslumbrados com as construções do templo, receberam um verdadeiro “balde de água fria” com a resposta de Jesus: “Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada” (Mt.24:2).
Quando depositamos a nossa confiança em fazer parte de uma igreja e em participarmos ativamente de seus serviços, pensando: “Estamos salvos” (v.10), direcionamos a nossa adoração para a edificação, e não para “o Arquiteto e Edificador” (Hb.11:10). A igreja deve ser um instrumento que liga o pecador a Deus e nos aponta para o que Ele deseja que façamos: “Dai ouvidos à Minha voz, e Eu serei o vosso Deus, e vós sereis o Meu povo; andai em todo o caminho que Eu vos ordeno, para que vos vá bem” (v.23).
Mas “Que é isso” (v.9) que acontece? Entrar em um lugar onde deveria reinar a verdadeira adoração, o amor e a união e transformá-lo num “covil de salteadores” (v.11) que não se preocupam com a presença de Deus, nem tampouco uns com os outros é, no mínimo, incoerente. Porque a vida de Jesus e Suas palavras incomodaram tanto os líderes religiosos da época? Porque Ele não veio com a missão de adulá-los, mas de salvá-los. E a maior barreira que impede a ação do Espírito Santo na vida de alguém não é apenas uma vida de pecados declarados, mas uma vida de pecados não confessados.
Acredite: quem está fora da igreja e admite estar errado está em melhor condição do que o “crente” que está dentro da igreja com pecados acariciados. Como escreveu Ellen White: “Desprezamos o alcoólatra, e dizemos-lhe que o seu vício vai excluí-lo do Céu, enquanto o orgulho, o egoísmo e a cobiça geralmente não são condenados” (Caminho a Cristo, CPB, p.21).
O Senhor não foi insensível ao dizer ao profeta para não interceder pelo povo (v.16), nem tampouco estava desmerecendo a importância da oração intercessora. Ele estava apenas revelando, por Sua onisciência, a dureza do coração dos filhos de Judá. Enquanto continuassem confiando “em palavras falsas” (v.8), ao invés de confiar na palavra do Senhor por intermédio do Seu profeta, continuariam a transgredir a Sua lei “tranquilamente” sem sentir a sua urgente necessidade de atender “à voz do Senhor” (v.28).
Hoje, corremos o perigo de cair na mesma cilada maligna, vivendo uma religião de “faz de conta”, negando o chamado de Deus de andar “em todo o caminho” que Ele nos ordena para o nosso próprio bem (v.23). Oh, amados, é hora de despertarmos do “vale encantado” da sonolência e clamarmos pelo poder do Espírito Santo! Em conhecer a Deus e andar com Ele está a vida eterna!
Hoje, o templo do Senhor somos nós (1Co.6:19); e se a nossa segurança estiver nesse corpo mortal e corruptível; se resistirmos à obra modeladora do Espírito de Deus; se o nosso eu toma o lugar do Único que deve ser adorado, corremos o perigo de ostentar um status de salvo enquanto estamos completamente perdidos. “Começando de madrugada” (v.13) Deus nos fala e nos chama para praticarmos a Sua justiça (v.5), que se resume em amá-Lo e amar o nosso próximo (v.6). Se nós O ouvirmos e atendermos ao Seu chamado, certamente não seremos “igrejeiros”, mas voluntários na obra de salvar vidas. E, dentro em breve, Ele nos levará para habitar em Sua Casa, “para sempre” (v.7).
Nosso Deus e Pai, não estamos vivendo uma realidade diferente daquele tempo, pois eis que o Teu povo tem permitido tantas coisas comuns serem misturadas ao que deveria ser santo em Tua casa e neles mesmos. Perdemos a noção do que seja santidade ao Senhor, e ainda assim não reconhecemos o nosso pecado! Oh, Deus Eterno, começando de madrugada, fala conosco através da Tua Palavra para que não façamos parte da “geração objeto do Seu furor” (v.29), e sim do Teu restante fiel que, pela graça de Cristo, pratica a justiça, “cada um com o seu próximo” (v.5). Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, igreja do Deus vivo!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias7 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JEREMIAS 7 – Da mesma forma que o cristianismo sem amor é desprovido de sentido (I Coríntios 13:1-3), a religião formal é desprovida de valor. É sobre isso que trata veementemente o profeta Jeremias…
Em Jeremias 7, somos advertidos quanto à necessidade de verdadeira piedade e obediência a Deus em vez de confiar em meras práticas religiosas vazias e em rituais externos. Jeremias condena o povo judeu de seu tempo devido à hipocrisia religiosa, mas suas palavras inspiradas devem alcançar nosso coração nos dias atuais. Pois, podemos participar de cultos e rituais no templo, mas, ao mesmo tempo, estarmos envolvidos em práticas ímpias e injustiças sociais.
• Simplesmente realizar cerimônias religiosas sem uma verdadeira mudança de coração (mente) e sem uma vida de obediência à revelação divina não têm valor aos olhos de Deus.
A confiança religiosa pode estar desfocada, no caso dos hipócritas judeus do passado o templo e não o Senhor do templo era a base da confiança deles (Jeremias 7:1-4). Atualmente podemos confiar facilmente em nosso batismo, em nossa oração, em nossa experiência religiosa, até mesmo depositar nossa confiança na fé, em vez de realmente confiar em Deus.
Sem uma mudança de vida, a religiosidade não passará de hipocrisia; e, a igreja será um antro de pecadores iludidos, abomináveis, arrotando santidade, prezando pela imoralidade em vez de arrepender-se de suas iniquidades (Jeremias 7:5-11).
A hipocrisia impede, inclusive, de Deus atender a oração de um profeta (Jeremias 7:12-19). Consequentemente, não tem como driblar as desgraças que sobrevêm da rejeição à Palavra de Deus (Jeremias 7:20-34).
Nos dias de hoje, não estamos livres desse perigo; corremos os mesmos riscos de cair nos atalhos religiosos de Judá e viver a hipocrisia como sendo alto nível de espiritualidade. Contudo, Deus não nos quer iludidos; Ele usou Jeremias para alertar aos judeus, e com seu texto divinamente inspirado, intenta despertar nosso coração para a verdadeira religião.
Hoje, “um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo deve ser nossa primeira ocupação”, apregoou Ellen White.
• Precisamos tanto da mensagem de Jeremias hoje, quanto os judeus prestes a ir para o cativeiro babilônico.
• Devemos aprender com erros do povo de Deus do passado para não sofrer as consequências semelhantes…
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JEREMIAS 6 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 6 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jr/6
Já aconteceu de você abrir a Bíblia e não sentir vontade de lê-la? Comigo isto já aconteceu. Eu particularmente me sinto assim quando estou lutando com um pecado voluntário na minha vida, mesmo que pequeno. Meu desejo natural é ficar o mais longe possível da Bíblia e seus ensinos. Eu sei que suas páginas estão cheias de conselhos, reprovação e correção. O problema é que eu não quero ser corrigido e repreendido.
Os israelitas devem ter sentido o mesmo desprazer pela Palavra de Deus. Deus perguntou a Jeremias no versículo 10: “Quem me escutará? Os ouvidos deles são obstinados, e eles não podem ouvir. A palavra do Senhor é para eles desprezível, não encontram nela motivo de prazer” (NVI).
Quando eu peco, não encontro prazer na leitura da Bíblia. Deus não quer que permaneçamos em nossos pecados. Ele quer nos tirar dessa situação.
Isto é o que o Senhor diz: “Assim diz o Senhor: … perguntem pelos caminhos antigos, perguntem pelo bom caminho. Sigam-no e acharão descanso.” (v. 16a). Por que nós ecoaríamos os israelitas ao dizer: “Não seguiremos!”? (v. 16b).
Ore comigo:
“Querido Deus, ajuda-me a me agarrar a Ti e não ao pecado que me afasta de Ti. Com Tua ajuda, eu quero ler a Bíblia todos os dias. Amém”.
Andrew McChesney
Editor da revista Adventist Mission
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jer/6
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
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85 palavras
9 Diligentemente se rebuscarão. Nesta figura, as uvas são os judeus e os invasores babilônicos são os respigadores. O cativeiro e a destruição ocorreriam várias vezes e seriam rigorosos. CBASD – Comentário Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 408.
Os resíduos de Israel. O reino de Judá era tudo o que restava de Israel nos dias de Jeremias. As dez tribos haviam sido levadas pelos assírios (ver Is 24:13; Jr 49:9; Ob 5). CBASD, vol. 4, p. 408.
Paz. Heb. shalom, palavra frequentemente usada para abranger todas as coisas boas da vida. Shalom foi definida no sentido não apenas de “paz”, mas também de “completude”, “prosperidade”, “bem-estar”, “saúde”, “amizade”, etc. … Os falsos profetas dos dias de Jeremias encobriam os pecados da nação, e pintavam quadros agradáveis das perspectivas futuras de Judá (er Jr 8:11; 14:13; 23:17; cf. Mq 3:5). Por meio de seus ensinamentos agradáveis e enganosos, esses líderes infiéis embalavam os pecadores num sono fatal. Eles deveriam ter avisado sobre a calamidade iminente e a necessidade de arrependimento, mas, em vez disso, asseguraram que não havia nada a temer (ver Ez 13:22). Profetas que anunciam paz e segurança, apesar da transgressão, enquanto Deus declara que o pecado está prestes a recolher seu salário, estão repetindo a primeira mentira satânica falada no jardim do Éden: “É certo que não morrereis” (Gn 3:4). CBASD, vol. 4, p. 409.
16 Ponde-vos à margem do caminho. A metáfora é de um viajante que, tendo perdido o caminho, para na encruzilhada de várias estradas diferentes, considerando cuidadosamente e perguntando pelo caminho certo. CBASD, vol. 4, p. 409, 410.
Veredas antigas. O verdadeiro caminho era aquele em que andaram os piedosos antepassados de Judá. A observância dos princípios éticos e morais da aliança trariam as mais altas bênçãos espirituais para a nação e para os indivíduos (ver PR, 411). CBASD, vol. 4, p. 410.
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“Assim diz o Senhor: Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para a vossa alma; mas eles dizem: Não andaremos” (v.16).
Uma das piores coisas que pode acontecer ao homem é o afastamento de Deus. Quem propositadamente se recusa a ouvir a voz do Senhor e a seguir os Seus mandamentos (v.19), corre o sério risco de entrar em estado de coma espiritual. Assim como um paciente em coma clínico fica incapaz de manifestar algum tipo de reação, quem escolhe estar longe de Deus não reage ao tratamento oferecido pelo Médico dos médicos, pois “que a Palavra do Senhor é para eles coisa vergonhosa; não gostam dela” (v.10).
Mesmo diante de um povo onde eram “todos corruptores” (v.28), Deus enviou o Seu profeta com um apelo após o outro. Cometiam “abominação sem sentir por isso vergonha” (v.15). Fechavam os olhos para o bem, enquanto praticavam o mal como se fosse algo natural. Se não se envergonhavam de seus atos, não havia arrependimento; e se não havia arrependimento, não poderia haver perdão; e, sem perdão, não há salvação. Deus enviou o Seu atalaia, mas, ainda assim, qual rebeldes insistiam: “Não escutaremos” (v.17).
A terrível obra de Satanás tem amortizado os sentidos da humanidade através da teoria de que não existe nada absoluto, tudo é relativo. Vivemos em uma geração onde tudo é considerado “normal” e tolerável. Casados que vivem uma vida de solteiro; mídia que incita o sexo livre e a violência ao alcance de crianças; meninas que querem ser meninos e vice e versa, são apenas alguns exemplos da triste realidade em nossos dias. Enquanto isso, líderes religiosos passam a mão na cabeça dos inconstantes, confundindo abominação com inclusão, e dizendo: “Paz, paz; quando não há paz” (v.14).
Eis que a Palavra do Senhor é a mesma e não muda! Porque “seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a Palavra de nosso Deus permanece eternamente” (Is.40:8). Ela nos chama a atenção para os abusos que muitos têm feito em nome de Deus. É muito bom e agradável aos ouvidos ouvir de paz, amor e prosperidade. E estas são bênçãos que o Senhor deseja dar a Seus filhos. Mas Deus muitas vezes não nos fala o que queremos ouvir, e sim o que precisamos ouvir.
Se tão-somente nos colocarmos nem que seja à margem de ouvir a verdade sobre o “bom caminho” (v.16) e demonstrarmos algum interesse por ele, o nosso bom Pastor nos fará achar descanso. Ele nos convida a dEle aprender e nEle descansar: “Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mt.11:29). Jesus Cristo é o bom Caminho (Jo.14:6). Andai por Ele, é o apelo do Espírito Santo a todos nós (Is.30:21).
Os atalaias de Deus continuam falando. E “a Palavra de Deus é viva, e eficaz” (Hb.4:12). Cada vez que abrimos a Bíblia com o objetivo de conhecer a Deus, a visão de que Ele é um Deus tirano e pronto a castigar é mudada para um Deus que é amor e pronto a salvar. O procedimento da nação que Ele escolheu como “a menina dos olhos” (Sl.17:8), não merecia qualquer tipo de piedade, porém o Senhor estava disposto a perdoá-la caso se voltasse para Ele.
O Senhor não deseja sacrifícios e holocaustos vazios (v.20), mas a oferta de corações sinceros e convertidos. “Dá-Me, filho Meu, o teu coração […]”, é um texto que tem sido extremamente distorcido pela teologia da graça barata. De fato, o Senhor só pede o nosso coração, mas para que aconteça o que está escrito na conclusão do verso: “[…] e os teus olhos se agradem dos Meus caminhos” (Pv.23:26).
“Portanto, ouvi, ó nações […] Ouve, tu, ó terra!” Não insistam em dizer: “Não andaremos” (v.16) e “Não escutaremos” (v.17). Porque o Dia do Senhor está chegando, onde “cairão pais e filhos juntamente” e onde “o vizinho e o seu companheiro perecerão” (v.21). Mas também será o tempo em que, “ao som da trombeta” (v.17) de Deus, “ouvida a voz do arcanjo”, o Senhor “descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts.4:16-17).
“Informa-te, ó congregação” (v.18)! Estude a Palavra de Deus, “aceita a disciplina” (v.8) do Senhor e, “mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tt.3:5), “achareis descanso para a vossa alma” (v.16)!
Pai de amor, muito em breve o Senhor virá trazendo o Seu juízo e estaremos todos à vista de um Deus que é Santo, Santo, Santo! Desperta o Teu povo, Senhor! Reúne as Tuas ovelhinhas! Ajuda-nos a entender que não temos o que temer acerca do Teu juízo se conhecermos o nosso Advogado, Jesus Cristo, o Justo. Ensina-nos a andar com Ele! Purifica o nosso coração e firma-o em Tua Palavra para que nossos olhos só se agradem dos Teus caminhos. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, os que amam a Palavra do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias6 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JEREMIAS 6 – Desde o início do livro, Jeremias expõe a situação pecaminosa do povo de Deus. Alguns deles são:
• Idolatria: Deuses estrangeiros foram inseridos na adoração judaica.
• Injustiça e opressão: A exploração dos pobres e opressão pelos ricos e poderosos são considerado pecados.
• Infidelidade religiosa: Afastar-se de Deus, abandonando Suas leis e mandamentos atrai a condenação divina.
• Falsos profetas: Tanto ser um deles ou apegar-se às mentiras preferindo ser enganado, também é pecado.
• Corrupção: Líderes que ferem a justiça em busca de conveniências pessoas não têm aprovação divina.
• Insensibilidade espiritual: Ignorar o apelo de Deus ao arrependimento significa perseverar na iniquidade e hipocrisia ilusória.
• Violência: Seja verbal, psicológica ou física, a violência é pecado.
• Desrespeito ao nome de Deus: Desprezar a Deus e desonrar Seu nome representando-O incorretamente, implica quebrar o terceiro mandamento.
• Calúnia, fofoca e difamação: Por mais comuns (normais) que sejam estes pecados da língua, eles nunca são insignificantes no juízo divino.
• Rejeição e desobediência à Palavra de Deus: Tais pecados podem ser os piores, pois deles emanam todos os demais.
Esta lista reflete nossa realidade social? Mais especificamente, essa lista pode caracterizar os membros de nossa igreja? Estamos representados nela? Independentemente de tua conclusão, vamos considerar atentamente a mensagem de Jeremias 6:
• Tem gente – inclusive crente – que se orgulha daquilo que deveria ter vergonha: Infelizmente, até entre os religiosos pode haver quem se envergonha da Palavra de Deus (versículo 10), mas não se envergonha de suas atitudes pecaminosas (versículo 15).
• Pior do que cometer pecados, sejam quais forem – mesmo calúnias e fofocas – é não permitir que Deus os arranquem de tua vida (versículos 27-30).
• A rejeição às Leis e à Palavra de Deus implica em rejeição ao próprio Deus; isso leva a perder a proteção divina, tornando-se vulnerável neste mundo perigoso (versículos 16-20).
Apesar disso tudo, o propósito divino é salvar. É nisso que reside a ênfase do capítulo (Jeremias 6:1-9). Babilônia viria do norte para assolar aos rebeldes desobedientes, e Deus intentava alertar aos judeus a fim de que se arrependessem para salvar-se (Jeremias 6:11-26).
Infelizmente, a ignorância à Palavra de Deus leva às pessoas a desprezarem o perigo à vista (Jeremias 6:14) – isso acontece também em nossos dias (I Tessalonicenses 5:3). Fiquemos alerta!
Devemos reavivarmo-nos nas profecias! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JEREMIAS 5 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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