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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jr/19
Em Jeremias, capítulo 19, vemos ainda outra lição prática – a quebra da cerâmica no Leste ou Portão dos Cacos, que previu os julgamentos vindouros que quebrariam Israel porque ele continuava na impenitência.
O Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia traz insights do v.11 deste capítulo, como segue:
11. Que não pode ser mais restaurado. O Senhor advertiu repetidamente Seu povo de que Ele estava trazendo o mal sobre eles por causa de todos os seus pecados (4:6, 7; 18:11; etc.). Por meio de uma promulgação impressionante, o profeta deveria agora gravar esta verdade em suas mentes. A quebra da botija ilustrou dramaticamente quais seriam os efeitos da invasão babilônica. No entanto, a ameaça era condicional. Ainda não era tarde demais para evitar a destruição da cidade e da nação. Deus havia declarado: “Se em algum momento eu decretar que uma nação ou um reino seja arrancado, despedaçado e arruinado e, se essa nação que eu adverti se converter da sua perversidade, então me arrependerei e não trarei sobre ela a desgraça que eu tinha planejado.” (18:7, 8).
Somente quando os judeus rejeitaram a Cristo é que eles foram finalmente rejeitados como povo de Deus (Mateus 21:33-43).
Christopher Hufnagel
Pastor, Igrejas Adventistas de Brunswick/Camden, Geórgia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jer/19
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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294 palavras
1 Anciãos. Isto é, os representantes de alto nível dentre os líderes civis e eclesiásticos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, 464.
2 Vale. O vale de Hinom foi localizado ao sul de Jerusalém (ver mapa, p. 534 [CBASD]; ver com. de Jr 7:31). … O vale pode ter recebido o nome de seu primeiro proprietário ou de alguém que acampou ali (ver com. de 2Rs 23:10; M7 5:22). CBASD, vol. 4, p. 464. [Ver tb. com. de Jr 7:31.]
4 Sangue de inocentes. Evidentemente, uma referência aos cruéis sacrifícios de crianças ao deus Moloque (ver com. de Jr 7:31). CBASD, vol. 4, p. 464.
6 O vale da Matança. Em justa retribuição à adoração idólatra e cruel de Judá, este abominável local se tornaria um lugar de “matança” quando Jerusalém fosse tomada pelos babilônios (ver 2Rs 25:1-9). CBASD, vol. 4, p. 464.
9 Fá-los-ei comer. Ver Dt 28:49-57; Lm 2:20. Josefo registra um caso … durante o cerco de Tito, em 70 a.D. (Guerra dos Judeus, vi.3.4). CBASD, vol. 4, p. 464.
12 Farei desta cidade um Tofete. O desprezo sugerido pelo nome Tofete seria lançado sobre toda cidade de Jerusalém (ver com. de Jr 7:31). … Alguns consideram que a palavra é derivada do heb. tuf, … e afirmam que o nome foi dado a esse lugar por causa do costume de usar tambores para abafar os gritos das crianças enquanto eram sacrificadas. CBASD, vol. 4, p. 465, 418.
13 Sobre cujos terraços. Os terraços planos das casas antigas eram lugares oportunos para a adoração dos corpos celestes (ver Jr 32:29; Sf 7:31). CBASD, vol. 4, p. 465.
14 Casa do SENHOR. Do vale de Hinom, onde ele encenou sua mensagem aos líderes do povo (ver v. 1, 2), o profeta prosseguiu para o templo, a fim de anunciar o juízo divino ao povo como um todo. CBASD, vol. 4, p. 465.
15 Assim diz o SENHOR. Evidentemente, Jeremias repetiu o discurso feito aos líderes no vale de Hinom; sendo assim, este versículo contém um breve resumo da mensagem. CBASD, vol. 4, p. 465.
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“Então, quebrarás a botija à vista dos homens que foram contigo” (v.10).
A tolerância do Senhor para com a maldade dos moradores de Jerusalém e de Judá estava prestes a encerrar. O Seu terno convite de torná-los um vaso novo foi rejeitado e, confiantes em “outros deuses, que nunca conheceram” (v.4), terminariam da mesma forma como suas imagens: despedaçados. Ao comprar “uma botija de oleiro” na presença de “alguns dos anciãos do povo e dos anciãos dos sacerdotes” (v.1), e dirigindo-se “ao vale do filho de Hinom, que está à entrada da Porta do Oleiro” (v.2), de forma didática e significativa Jeremias proclamou as palavras do Senhor aos habitantes de Jerusalém e a sentença que sobre eles recairia “porque endureceram a cerviz, para não ouvirem” (v.15) as palavras do Senhor por intermédio do Seu profeta.
A descrição dos resultados da desobediência é de uma nação completamente destruída e destituída de amor ou piedade, onde cada um comeria “a carne do seu próximo” (v.9). A ilustração realizada sob o olhar “dos anciãos do povo e dos anciãos dos sacerdotes” (v.1) foi mais um apelo de Deus para que aqueles líderes caíssem em si e dirigissem o povo a um genuíno arrependimento. Só que, ao invés de encontrar nos experientes líderes compreensão e contrição, Jeremias se deparou com corações endurecidos que se negavam a ouvir a voz de Deus (v.15). Diante de um quadro tão desanimador, cumpria ao profeta mostrar a alegoria do resultado de suas ações: uma botija quebrada.
Enquanto Jeremias ia “para onde o Senhor o enviara a profetizar” (v.14), o povo insistia em praticar as abominações que Deus nunca lhes ordenou, nem falou e muito menos pensou (v.5). Tofete era um lugar de sacrifícios humanos e de abomináveis cultos pagãos. Era como “o vale da Matança” (v.6) das famílias. A “herança do Senhor” (Sl.127:3) era sacrificada e, à semelhança daquele lugar, “as casas de Jerusalém e as casas de Judá” tornaram-se imundas (v.13) por suas práticas perversas. Foi com lágrimas nos olhos e com voz embargada que Jeremias proferiu a triste sentença da parte do Senhor: “Eis que trarei sobre esta cidade e sobre todas as suas vilas todo o mal que pronunciei contra ela, porque endureceram a cerviz, para não ouvirem as Minhas palavras” (v.15).
O pior inimigo do homem tem sido o próprio homem. E quanto mais o tempo passa, mais comprovado fica que esta triste realidade começa dentro de casa. A maioria esmagadora das famílias têm sido verdadeiras bombas-relógio prestes a explodir. Os filhos são entregues no altar do “deus” internet e abandonados à própria sorte, enquanto os pais “queimam incenso” perante suas ocupações. Hoje, amados, o Senhor conclama a cada pai: “Porque Eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça e o juízo” (Gn.18:19). E a cada mãe é dito: “Todavia, será preservada através de sua missão de mãe, se ela permanecer em fé, e amor, e santificação, com bom senso” (1Tm.2:15).
Pois, “eis que vêm dias” (v.6), meus irmãos, em que o mundo se fechará completamente para ouvir os reclamos do Espírito Santo. Estamos caminhando a passos largos para que isso finalmente aconteça e, como Tofete, as piores atrocidades têm sido realizadas enchendo a terra “de sangue de inocentes” (v.4). Mas por mais que a maldade humana se multiplique, chegará o Grande Dia do Senhor que quebrará todos os vasos que não foram por Ele moldados. O povo de Deus tem uma sagrada obra a cumprir e ela deve começar em casa. E todo aquele que, à semelhança de Caim, negligenciar essa obra sob o maligno pensamento: “Acaso, sou eu tutor de meu irmão?” (Gn.4:9), colherá os terríveis resultados de sua insensatez.
“Ouvi a palavra do Senhor” (v.3), amados! Restaure o altar da família em sua casa “enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (Jo.9:4). Não permita que a imundície do pecado invada o lugar onde, primariamente, Deus nos chama a proclamar e praticar as Escrituras. Deus nos molde e capacite para esta grande e sagrada obra!
Senhor, nosso Deus, nós necessitamos da Tua presença e atuação em nosso lar! Sabemos que cada um terá de responder de forma individual no juízo, mas o Senhor confiou a responsabilidade aos pais de ensinar seus filhos no caminho em que devem andar. Dá-nos a sabedoria do alto, Pai, para que mesmo em meio a uma geração tão distante dos Teus propósitos, possamos ter a alegria de ver a nossa casa servindo ao Senhor até que Cristo volte. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, famílias moldadas pelo Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias19 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JEREMIAS 19 – No capítulo anterior, o profeta foi até um oleiro. Agora, a dramatização tem a ver com a encenação de uma botija de barro quebrada. Assim, Deus intentava impactar o coração duro e resistente de Seu povo impenitente.
“Até aqui Jeremias lamentou a prosperidade dos ímpios, a aparente relutância divina em diminuir a dor do profeta, seu pecado e as claras conspirações contra sua vida. Todas essas preocupações fundem-se no lamento final. Como nos três lamentos anteriores, Jeremias encena um ato simbólico e prega ao povo. Cada ato procurou afastá-los da catástrofe, contudo o auto-engano que tanto valorizam impede-os de obedecer. Cada ato também piora a situação deles, pois no início são um objeto em péssimas condições, em seguida um povo de quem o remanescente deve se separar, então, um vaso nas mãos de Deus e finalmente um vaso despedaçado [Jeremias 19:1-15]. De novo o profeta explica que a idolatria será a causa da queda deles [vs. 4-6]. A paciência de Deus é evidente, embora aqui é Sua paciência que revela pecadores endurecidos em vez de crentes arrependidos”, explica Paul House.
“Porta do Oleiro” poderia ser “a porta dos cacos”, provavelmente “chamada assim porque levava ao local onde eram lançadas as peças de cerâmica quebradas. Se este for o caso, todo o cenário proveu Jeremias uma ilustração gráfica do que estava prestes a acontecer aos judeus devido a sua apostasia”. Desta forma, “por meio de uma encenação impressionante, o profeta deveria gravar essa verdade na mente do povo. A quebra da botija ilustrava dramaticamente os efeitos da invasão babilônica. No entanto, a ameaça era condicional. Ainda não era tarde demais para evitar a desgraça sobre a cidade e a nação (ver Jr 18:7-8). A frase ‘que não pode mais refazer-se’ não pretendia indicar que Deus havia retirado Suas promessas acerca de um retorno e reintegração na terra prometida após o cativeiro babilônico” (Comentário Bíblico Adventista).
Quais as lições de Jeremias 19?
• Os prazeres do pecado nos levam à destruição, se não nos arrependermos e voltarmo-nos para Deus.
• A paciência divina não é sinal de aprovação, mas oportunidade de arrependermo-nos e mudarmos de direção.
• Deus sabe que uma imagem vale mais que mil palavras, então usa encenações para atrair-nos à verdade.
Como reagiremos? Reavivar-nos-emos? – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JEREMIAS 18 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 18 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jr/18
Neste capítulo vemos:
– Jeremias aprendendo lições práticas na casa do oleiro.
– Como Deus lida com Seu povo.
– Um chamado à conversão, ao arrependimento e à reforma à luz da misericórdia de Deus e do chamado à santidade.
Aqui estão os comentários dos versículos 8 e 10 no comentário bíblico adventista:
8. Afaste-se do mal deles. A verdade profunda é ensinada aqui: este é um universo moral e que as nações permanecem ou caem de acordo com sua relação com a lei moral. Se uma nação conduzir seus negócios com retidão, seguindo os preceitos de justiça e misericórdia, ela “prosperará” (Salmo 1:3). Se, por outro lado, se tornar tirânico, se entregar totalmente aos valores materiais e seculares da vida, e desconsiderar as normas do relacionamento honesto nacional e internacional, “perecerá” (ver Salmo 1:6). Ainda havia tempo para Judá se arrepender.
10. Do bem. Os judeus não deviam pensar que o seu papel como povo escolhido de Deus lhes assegurava o contínuo favor divino, independentemente de agirem ou não em harmonia com a vontade divina.
Lembremo-nos de João 10:27-28 – “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão.”
Christopher Hufnagel
Pastor, Igrejas Adventistas de Brunswick/Camden, Geórgia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jer/18
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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587 palavras
3 Rodas. A roda que estava embaixo tinha o propósito de impelir a máquina com os pés; a roda que estava em cima segurava o pedaço de barro que as mãos do oleiro modelavam enquanto a revolvia. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 460
6 Não poderei Eu fazer de vós … ? Neste versículo, Deus fala a Israel, não a indivíduos, nem com respeito à salvação pessoal, mas como uma nação e em termos de seu relacionamento de aliança e em termos de aliança com Ele (ver v. 7). Todos os relacionamentos com Israel em tempos passados foram baseados no chamado da nação para servir como guardiã de Sua vontade revelada (Rm 3:1, 2) e para ser Seu instrumento especial para a salvação do mundo (Gn 12:1-3; Dt 4:6-9, 20; 7:6-14; ver p. 13, 14). CBASD, vol. 4, p. 460, 461.
Como o barro. Deus, como o mestre oleiro, estaria justificado ao descartá-los como nação. Contudo, Ele desejava recuperar o inútil vaso de barro e “fazer dele outro vaso” (v. 4). CBASD, vol. 4, p. 461.
10 Do bem. Os judeus não deveriam pensar que o papel deles como povo escolhido do Senhor lhes assegurava a continuidade do favor divino, independentemente de agirem em harmonia com a vontade divina. CBASD, vol. 4, p. 461.
12 Não há esperança. Uma representação do Senhor do que as pessoas estavam dizendo em seu íntimo e nas ações … expressando … uma atitude que desafiadoramente rejeita a proposta de misericórdia de Deus expressa no versículo anterior [“mau proceder”]. É como se os apóstatas dissessem: “Não adianta! Eu amo os deuses estrangeiros, e continuarei a ir atrás deles” (ver Jr 2:25, NVI). CBASD, vol. 4, p. 461.
13 Perguntai agora. Ver Jr 2:10, 11. Tragicamente, enquanto os gentios eram leais à sua falsa adoração, os israelitas eram infiéis a Deus. CBASD, vol. 4, p. 461.
Virgem. Do heb. bethulah (ver com. De Is 7:14). Esta palavra apresenta de modo surpreendente a vergonha do adultério espiritual de Israel (Jr 14:17; Ez 16). CBASD, vol. 4, p. 461, 462.
14 A neve deixará. A força do Senhor, na qual o Seu povo deveria ter confiado, é como a inabalável neve do Líbano. CBASD, vol. 4, p. 462.
Faltarão. Os fluxos de tão desejada água fria que fluíam de alturas distantes ou estrangeiras nunca secaram. CBASD, vol. 4, p. 462.
15 Que os fizeram tropeçar. Referência aos falsos profetas e professores que desviaram o povo (ver Jr 14:13-18). CBASD, vol. 4, p. 462.
Nas veredas antigas. Referindo-se à fé dos patriarcas (ver com. De Jr 6:16). Deixando as largas “veredas” ou caminhos, para andar nas “trilhas” …, como Judá poderia esperar outra coisa senão “tropeçar”? CBASD, vol. 4, p. 462.
16 Um espanto. A invasão vindoura causaria despovoamento extremo. … A palavra é melhor traduzida por “horrorizado”. CBASD, vol. 4, p. 462.
Perpétuo assobio. Expressão idiomática de escárnio constante. CBASD, vol. 4, p. 462.
Meneará a cabeça. “Balançarão a cabeça” (NVI); não com desprezo, mas se condoendo em relação à desolada condição da terra. CBASD, vol. 4, p. 462.
17 Vento oriental. Vento abrasador, terrível, opressivo, cheio de pó que vinha do deserto [ao leste] (ver com. DeJr 4:11; cf. Sl 48:7; Jn 4:8). CBASD, vol. 4, p. 462.
Mostrar-lhes-ei as costas. Assim como a luz do “rosto” de Deus foi a plenitude da alegria e da paz (ver Nm 6:25, 26). virar Seu rosto significaria deixá-los nas sombras da miséria. Desta maneira, se faria a justa retribuição aos que viraram as costas ao Senhor (ver Jr 2:27). CBASD, vol. 4, p. 462.
18 Vinde. As mensagens dadas pelo profeta despertaram a hostilidade do povo, que eclodiu em ódio aberto e tentou matar Jeremias (ver Jr 11:21). CBASD, vol. 4, p. 462.
20 Abriram uma cova para minha alma. Uma imagem gráfica que representa os inimigos do profeta como tão hostis a ele que o prenderam em uma cova, como se fosse um animal selvagem. CBASD, vol. 4, p. 462.
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“Olha para mim, Senhor, e ouve a voz dos que contendem comigo” (v.19).
A arte de transformar barro ou argila em objetos é um dos mais antigos ofícios e um método utilizado para diversos fins desde então. Tijolos, cerâmicas, vasos e esculturas são cuidadosamente modelados pelas mãos do oleiro e uma série de etapas precisam ser realizadas a fim de se obter um bom resultado final, incluindo o cozimento da peça em forno. Enquanto observava o trabalho do oleiro, Jeremias ouvia as palavras do Senhor e percebia em cada processo o cumprimento dessas palavras no contexto em que estava vivendo.
Como o barro que havia se estragado na mão daquele artesão foi reaproveitado para “fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu” (v.4), diz o Senhor: “eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na Minha mão, ó casa de Israel” (v.6). Todos os esforços do Senhor e tudo o que permitia acontecer “a uma nação ou […] um reino” (v.7) possuía a finalidade não de os destruir, mas de salvá-los, como a peça que o oleiro cozinha em alta temperatura para torná-la forte e preparada para o uso. Na mensagem profética “aos homens de Judá e aos moradores de Jerusalém” (v.11) isso fica bem claro: “se a tal nação se converter da maldade contra a qual Eu falei, também Eu Me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe” (v.8). “Convertei-vos, pois, agora, cada um do seu mau proceder e emendai os vossos caminhos e as vossas ações” (v.11).
Um coração endurecido é aquele que rejeita os planos de Deus a fim de andar consoante os próprios projetos (v.12). Sua ambição, egoísmo e orgulho não permitem a modelagem das mãos do supremo Oleiro. Como “a virgem de Israel” (v.13), cometem a vileza de esquecer-se do Senhor e apegar-se aos ídolos deste mundo. Enquanto isso, também cometem o desatino de perseguir e ferir aqueles que intercedem “pelo seu bem-estar, para desviar deles” a indignação de Deus (v.20). “Olha para mim, Senhor, e ouve a voz dos que contendem comigo” (v.19), foi o clamor de Jeremias diante da profunda tristeza de ser maltratado pelo seu próprio povo.
Exposta a fraqueza do profeta através de suas lágrimas e rogos, seus inimigos descobriram a forma mais eficaz de atingi-lo: “firamo-lo com a língua e não atendamos a nenhuma das suas palavras” (v.18). Certamente, Jeremias era constantemente afrontado e humilhado com palavras de maldição e com o descaso daqueles que o ouviam. “Coisa sobremaneira horrenda cometeu” (v.13) aquele povo, bem como tem cometido a geração atual. Notem que o Senhor chamava os Seus profetas em tempos críticos; quando as pessoas haviam rejeitado os Seus ensinos. Ou seja, se tão-somente a humanidade houvesse dado ouvidos às leis estabelecidas por Deus para reger o mundo não haveria necessidade de levantar profetas para corrigi-la.
Mas por Sua bondade e misericórdia, o Senhor abençoou o mundo com homens e mulheres que permitiram ser vasos de honra e suportar o calor das perseguições e sofrimentos. No momento mais crítico da história deste mundo, Deus não nos deixou sem a orientação profética. Através de uma mulher frágil e humanamente incapaz de suportar os revezes de um chamado tão grandioso, as palavras de Paulo se cumpriram: “Deus escolheu […] as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes […] a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus” (1Co.1:27 e 29).
Faça um estudo sério e sincero sobre a vida e os escritos de Ellen G. White e você vai descobrir que há uma orientação profética para o povo de Deus hoje; há um processo a ser obedecido para que sejamos vasos de honra. Rogo que deixe de lado qualquer discriminação ou opinião humana e perceba, por si mesmo, que os escritos da irmã White não se tratam de um acréscimo à Bíblia, e sim de palavras que apontam para a Bíblia como a nossa única regra de fé e prática e que nos ajudam a compreendê-la e amá-la como a Palavra viva e eficaz do nosso Deus.
Lembremos que a última Igreja de Deus na Terra é aquela que tem “o testemunho de Jesus” (Ap.12:17), e “o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Ap.19:10). Ou seja, é uma igreja profética e com uma mensagem profética. Em nome de Jesus, não rejeite as verdades do Senhor, “porque é chegada a ceifa” (Mc.4:29).
Pai de amor, de bondade e de misericórdia, nós louvamos o Teu nome por Teu cuidado e proteção! Como barro nas mãos do oleiro, assim nos colocamos em Tuas santas mãos e clamamos para que o Teu Espírito nos refaça segundo o molde divino! Livra-nos do pecado da língua e de rejeitar a Tua Palavra através dos Teus profetas! Santifica-nos na verdade, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, barro nas mãos do supremo Oleiro!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias18 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JEREMIAS 18 – Encenações e dramatizações são fundamentais no livro de Jeremias tanto quanto sua autobiografia. Deus é especialista em recursos visuais; Ele que instituiu o Tabernáculo para encenar o plano da redenção, foi além do sistema sacerdotal e sacrifical, como nota-se claramente em Jeremias.
Os relatos biográficos de Jeremias não são irrelevantes à teologia; Paul House salienta que “a biografia é, para o desenvolvimento da teologia, tão importante quanto sermões em poesia ou em prosa”.
A cena de Jeremias 18 em que o profeta foi ao oleiro, “lembra as pessoas de que, como qualquer vaso feito por um oleiro, elas são criação de Deus à disposição de Deus (18:1-12) e condena a amnésia espiritual delas (18:13-17). Para seu sofrimento, sua vida sofre nova ameaça. O povo decide continuar a dar ouvidos a seus profetas, sacerdotes e conselheiros (18:18), os próprios líderes que estão conduzindo-os à derrota (v. 14-17), de maneira que o efeito” do lamento de Jeremias é ajudá-lo a ficar do lado de Deus. “Parte do propósito do sofrimento é forçar o profeta, o remanescente, a depender só de Deus, na verdade a única defesa dos fiéis (1:17-19)” (House).
Merrill Unger, considerando que Deus anseia moldar Seu povo, demonstrou a Jeremias que “o mau desígnio poderia ser substituído pelo bom desígnio se Seu povo se arrependesse [Jeremias 18:1-11]. Mas o Senhor constatou sua pétrea impenitência [vs. 12-17], que foi demonstrada pelas ímpias tramas do povo contra Jeremias [v. 18], e lamentada pela oração imprecatória do profeta [vs. 19-23]”.
Diante de Jeremias 18, aprendemos que…
• …Dramatização e a autobiografia proféticas permitem que as pessoas visualizem as verdades espirituais de uma maneira vívida e tangível, facilitando a compreensão e a absorção das mensagens.
• …Encenações tocam as emoções dos espectadores, criando uma conexão emocional poderosa que pode impactar o coração e levar indivíduos a mudar o comportamento.
• …Mensagens transmitidas através de dramatizações tendem a ser mais memoráveis, pois envolvem múltiplos sentidos e experiências sensoriais.
• …Através de representações visuais e narrativas, as mensagens espirituais podem ser comunicadas de forma clara e concisa, evitando mal-entendidos e interpretações equivocadas.
• …As encenações podem retratar situações da vida cotidiana, tornando mais fácil ao povo relacionar as mensagens espirituais com a própria vida.
Como responderemos às encenações do livro de Jeremias? Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JEREMIAS 17 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 17 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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