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“Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se” (v.8).
Na primeira deportação dos exilados de Jerusalém para Babilônia, no terceiro ano “do reinado de Jeoaquim, rei de Judá” (v.1), estavam quatro jovens cujos princípios eram firmes e de fé inegociável. “Daniel, Hananias, Misael e Azarias” (v.6), deixaram nos registros da história a prova de que é sim possível permanecer fiel em meio à infidelidade. Levados para uma terra estranha e de cultura pagã, aqueles jovens de linhagem nobre foram apresentados à corte babilônica e aos seus mais diversos e estonteantes entretenimentos.
Estima-se que Daniel tenha pisado em solo babilônico entre os seus quatorze e dezesseis anos de idade. Como entender, pois, a firmeza de caráter de Daniel e de seus amigos, e sua fidelidade aos princípios estabelecidos por Deus? A resposta está na educação do lar. No capítulo 2, verso 23 temos uma inferência quanto a seus pais. Certamente, esses jovens foram instruídos com zelo e ensinados na admoestação do Senhor. Sobre essa fundamental e importantíssima informação, escreveu Ellen White:
“Daniel e seus companheiros tinham sido educados por seus pais nos hábitos da estrita temperança. Tinham sido ensinados que Deus lhes pediria contas de suas faculdades, e que jamais deveriam diminuí-las ou enfraquecê-las. Esta educação fora para Daniel e seus companheiros o meio de sua preservação entre as desmoralizantes influências da corte de Babilônia” (Profetas e Reis, CPB, p.244).
Daniel e seus amigos foram, portanto, frutos de lares cristãos em harmonia com as orientações divinas. Diante de uma mesa farta das “finas iguarias do rei” (v.8) e da realidade de que tinham a chance de, pela primeira vez, experimentar a “liberdade” de comer e fazer tudo aquilo que seus zelosos pais os haviam ensinado a rejeitar, a atitude desses jovens foi surpreendente e tornou-se um dos maiores testemunhos de fidelidade das Escrituras. Experimentados com a ração do Éden (Gn.1:29), aqueles jovens que já eram “sem nenhum defeito, de boa aparência, instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciência” e “versados no conhecimento” (v.4), adquiriram melhor aparência e maior força “do que todos os jovens que comiam das finas iguarias do rei” (v.15).
Após o período estabelecido por Nabucodonosor, os quatro valorosos rapazes foram levados à sua presença (v.18). E Deus os capacitou de uma sabedoria e inteligência tão avançadas, que o rei “os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino” (v.20), e o Senhor deu a Daniel “inteligência de todas as visões e sonhos” (v.17). Ou seja, Deus está disposto a derramar torrentes de sabedoria e de inteligência sobre os Seus filhos. Contudo, há um caminho a se percorrer. O mundo é guiado por Satanás a pensar da mesma forma que pensou o chefe dos eunucos: “por que, pois, veria ele o vosso rosto mais abatido do que o dos outros jovens da vossa idade?” (v.10). E deixamos de experimentar o pleno vigor de um corpo saudável e de uma mente mais clara e lúcida como resultado de uma dieta suficientemente completa.
O “garçom” maligno deseja destruir a sua vida e a vida de sua família, assim como iniciou sua obra no Éden. O “cardápio” de Satanás pode até parecer mais atrativo, mas, na realidade, não passa de um “prontuário” de enfermidades. Hoje, a maior desgraça de uma vida intemperante e de um lar desestruturado tem sido a destruição da mente humana. Através de um apetite desregrado e artificialmente estimulado, e de um estilo de vida desprovido de hábitos saudáveis, a mente é sobrecarregada e prejudicado o equilíbrio químico necessário para o seu bom funcionamento. E este declínio mental tem causado danos de maiores proporções, formando uma nova geração de pessoas mentalmente doentes. É certo que nem todas as causas advém de uma vida desregrada, mas escolher viver um estilo de vida que glorifique a Deus pode ajudar, e muito, no processo de superação até mesmo de traumas.
Talvez você não tenha recebido uma educação cristã como aqueles jovens hebreus. Talvez você ainda precise experimentar um real relacionamento com o Senhor. Não se preocupe! Vá a Jesus, agora! Peça a Ele que mude a sua história. Acredite, Ele é especialista nisso. Há dez anos, eu permiti que o Espírito Santo iniciasse uma obra especial em minha vida e o testemunho de Daniel foi o que me fortaleceu a dar os primeiros passos em direção ao centro da vontade de Deus. Desde então, tenho experimentado as bênçãos diárias das fiéis promessas divinas. Ainda surgem covas de leões, e fornalhas são acesas, mas a certeza de que Jesus está comigo é inquestionável.
Por experiência própria, amados, decidir, “firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias” (v.8) do príncipe deste mundo não é tarefa fácil, mas, sem dúvida, é a escolha mais sábia a ser feita, e, garanto a vocês, a mais feliz. Por nós mesmos não temos forças para conseguir, mas se confiarmos no poder de Deus, Ele nos dará a vitória.
Senhor, nosso Deus, da mesma forma que Daniel foi perseverante, buscou a santificação, foi obediente à Tua Palavra e confiou em Ti, imprime em nós “a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus “ (Ap.14:12). Como Daniel e seus amigos, e Jesus, foram vitoriosos na tentação do apetite, ajuda-nos a vencer pelo Teu poder. Necessitamos compreender a real importância da mensagem de saúde para os nossos dias. Ajuda-nos, Pai! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis servos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Daniel1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/dn/1
Não deve ter sido uma decisão fácil para Daniel e seus três amigos recusarem a generosa hospitalidade do rei do império mundial da Babilônia e pedirem uma dieta baseada em vegetais. Mas Daniel e seus amigos estavam dispostos a sacrificar a honra mundana, riqueza, posição, poder – até a própria vida – pelo Deus que eles amavam mais do que qualquer coisa.
Por que Daniel e seus amigos foram tão bem-sucedidos em seus exames acadêmicos, pontuando dez vezes mais que o segundo colocado? Sua conquista não foi por acaso. Certamente não foi sorte e nem mesmo um milagre. Aqui está segredo:
1. Eles firmemente decidiram permanecer fiéis a Deus e, por Sua força, cumpriram a resolução feita.
2. Eles exerceram total dependência do poder de Deus. Esses jovens pediram a Deus que os ajudasse e eles acreditaram que Ele o faria. Em seguida, eles estudaram para glorificar a Deus por meio de sua diligência.
3. Eles foram muito cuidadosos com o que escolheram para comer e beber. Eles se recusaram a dar uma mordida ou sorver qualquer coisa destrutiva para sua saúde.
Essa história não é apenas de um passado remoto e desconectado conosco. Ela também pode ser a sua história se você confiar e obedecer a Deus, como Daniel o fez. Você e eu somos motivados em nossas escolhas a ser completamente leais a Deus pelas marcas dos pregos nas mãos de Jesus.
Cindy Tutsch
Editora do blog RevivalandReformation.org
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/dan/1
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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DANIEL 1 – Encontramos, neste texto inspirado, insights profundos sobre como lidar com as adversidades da vida, especialmente quando enfrentamos as consequências dos erros alheios, e, como permanecer fiel a Deus mesmo em tempos difíceis.
Considere atentamente:
• Precisamos reconhecer a ação de Deus na história: Sendo que Deus está no controle, a narrativa do rei Ezequias ilustra como a negligência espiritual e a falta de testemunho podem ter ramificações não apenas para o indivíduo, mas para toda uma nação (Isaías 38-39). Na sequência, veio-lhe a profecia através de Isaías: “Alguns de seus próprios descendentes serão levados, e eles se tornarão eunucos no palácio do rei da Babilônia” (II Reis 20:18). Daniel e seus amigos eram da realeza, sofrendo as consequências pela negligência de seus antepassados (Daniel 1:1-4).
• Precisamos compreender as causas das adversidades: Os problemas da vida podem resultar da negligência espiritual e da vida pervertida dos outros. O cativeiro babilônico era uma consequência inevitável da incessante rejeição aos apelos de Deus ao povo de Israel; conquanto, os quatro amigos fiéis e piedosos sofreram as consequências dos erros nacionais.
• Precisamos agir conforme a vontade de Deus em meio às adversidades: Os quatro jovens fiéis nos ensinam a não lamentar as consequências dos erros alheios, a não ser indiferentes a Deus por causa do sofrimento resultante da negligência dos antepassados, e a não afrouxar nossos princípios e fidelidade a Deus – mesmo sofrendo as consequências dos erros que não comentemos. Eles perseveraram na fé e no compromisso com Deus e Sua vontade, mesmo em meio a uma sociedade em declínio espiritual (Daniel 1:5-21).
Fica claro no texto que a apostasia da igreja, a negligência espiritual e a corrupção moral têm consequências tangíveis que não podem ser subestimadas. Contudo, é importante reconhecer que, mesmo em meio à desolação, Deus não está ausente; Ele está ativamente envolvido na vida dos que Lhe são fiéis.
É importante notar que a fidelidade não é uma postura passiva e resignada diante do sofrimento; há uma escolha ativa e deliberada de agir corretamente, mesmo que implique em consequências.
Desta forma, Daniel e seus amigos desafiam-nos a não nos tornarmos vítimas das circunstâncias adversas, mas a permanecer firmes na fé e compromisso com Deus – independente do preço a pagar.
Portanto, reavivemo-nos através destes exemplos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: EZEQUIEL 48 – Primeiro leia a Bíblia
EZEQUIEL 48 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ez/48
A visão de Ezequiel sobre a restauração de Israel termina com a concessão a cada tribo de Israel de uma porção de terra (Ezequiel 47:21–23, compare Números 34–35 e Josué 22). Desta forma – como interpretaram corretamente as filhas de Zelofeade (Números 36) – Deus garante que haja um lugar duradouro, não apenas para cada pessoa, mas para cada família. Deus havia até prometido que daria aos sem filhos que guardassem o Seu sábado “um nome eterno que não será eliminado” (Isaías 56:5) quando ele “reunir os exilados de Israel” (v. 8).
Tal como aconteceu com o templo de Ezequiel, as condições sob as quais Israel poderia ser restaurado à terra nunca foram concretizadas na história humana. Mas, “pois quantas forem as promessas feitas por Deus, tantas têm em Cristo o “sim”. Por isso, por meio dele, o “Amém” é pronunciado por nós para a glória de Deus.” (2 Coríntios 1:20).
As promessas serão cumpridas para judeus e gentios que evitam “profanar o sábado” (Isaías 56:6) quando entrarmos na Nova Jerusalém através de doze portas nomeadas para as tribos de Israel (Apocalipse 21:12, compare Ez 48:30-34).
A Nova Jerusalém será ainda melhor do que o que Deus prometeu a Ezequiel: a velha Jerusalém renomeada como “O Senhor Está Ali” (v. 35). Como o pecado terá sido derrotado, a presença de Deus não precisará mais ser protegida por um templo (Apocalipse 21:22). O Senhor estará diretamente ao nosso lado e não há nada melhor do que isso.
David Hamstra
Pastor, IASD central de Edmonton, Canadá
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ezk/48
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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967 palavras
O livro de Ezequiel se inicia com a visão da santidade de Deus que se aproxima e se torna presente em Jerusalém e no templo (1:4, 28; 8:1-4). Após emitir o julgamento sobre o Seu povo, o templo e Jerusalém (cap. 8-11), o Senhor deixa o templo e Jerusalém (8:6; 10:18; 11-23-24), mas estava com Seu povo na Babilônia. Na seção final do livro, o Senhor retorna ao Novo Templo (43:3-5) e permanece na Nova Capital e na Nova terra para Sempre. Andrews Study Bible.
A terra a ser distribuída é dividida em 13 faixas iguais e paralelas: uma porção para cada tribo e uma porção sagrada ao centro, com o Novo Templo e a Nova Cidade. Sete tribos ficam acima da porção sagrada e cinco abaixo dela. A descrição da localização de cada tribo vai de Dã até Gade, do norte até o sul. … A Nova Terra Santa se estenderia desde a região de Hamate acima de Tiro e Sidom ao norte, até o Ribeiro [wadi, rio sazonal] do Egito, ao sul. E do rio Jordão (incluindo o mar da Galiléia e o mar Morto), que formaria a fronteira leste, até o mar Mediterrâneo como a fronteira oeste. Andrews Study Bible.
1 nome das tribos. Este capítulo descreve a distribuição da terra e termina com uma descrição do tamanho da cidade e de seus portões. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 814.
7 Judá. Recebeu o lugar do maior prestígio, fazendo fronteira com a porção sagrada (v. 8), porque a promessa messiânica fora dada à tribo dele (Gn 49.8-12). Bíblia de Estudo NVI Vida.
8 Um lado [o norte] do território de Israel tem sete tribos porque o outro lado, com cinco tribos (23-29) tem de caber num espaço menor. Isto acontece porque Jerusalém, a sede espiritual do novo Israel, não está no meio do país, mas sim bem no sul. Entre as doze tribos … [existe uma faixa de 25.000 côvados, no centro do qual existe um quadrado de] 25.000 por 25.000 côvados, um quadrado perfeito que, tendo o templo bem no centro, se divide entre os sacerdotes, os levitas e a cidade Santa. O resto do espaço que ficou [a leste e a oeste] da área retangular de Israel pertence ao príncipe, cujo território se estende ao mar Morto de um lado, e ao Mediterrâneo do outro lado, tendo assim uma “fatia” igual às doze tribos (cede, porém, a parte central ao templo com seus arrabaldes). Bíblia Shedd.
14 não a venderão [a terra]. Como era do Senhor, não devia ser objeto de comércio. Bíblia de Estudo NVI Vida.
15 uso civil da cidade. O território dos sacerdotes e dos levitas mediria, cada um, 10 mil côvados de norte a sul, o que deixava para a cidade 5 mil côvados de toda a “porção santa” ao sul da área dos sacerdotes. CBASD, vol. 4, p. 814.
A Nova Cidade se localizaria ao centro da faixa mais ao sul da “porção sagrada”, portanto separada do Novo Templo. Andrews Study Bible.
19 de todas as tribos de Israel. O distrito sagrado era propriedade da nação, e não o domínio particular do príncipe. Bíblia de Estudo NVI Vida.
21 do príncipe. A faixa de terra que restava a leste e oeste da “porção santa” seria para o príncipe. CBASD, vol. 4, p. 814.
30 as saídas. O tabernáculo no deserto tinha uma ordem fixa para a disposição das tribos ao redor dele, três portas de cada lado, uma para cada tribo, Ap 21.12-14. Assim se vê como as disposições da Bíblia não falham: apontam em primeiro lugar para as coisas visíveis na terra, e refletem as coisas eternas no céu. Bíblia Shedd.
35 a cidade. A cidade da nova Terra, a nova Jerusalém, que João viu descer do Céu da parte de Deus (Ap 21), mostra notáveis semelhanças com a cidade da visão de Ezequiel. Este [Ezequiel] descreve a cidade que poderia ter sido; João, a que será. … A nova Jerusalém, cujos habitantes são remidos de toda nação, tribo, língua e povo, é apresentada com o nome das 12 tribos inscritos em suas portas. Segundo a figura bíblica, os remidos, não importa a que etnia pertençam, são representados como fazendo parte de uma das 12 tribos (Rm 9-11; Gl 3:29). CBASD, vol. 4, p. 814.
o Senhor está ali. Em hebraico: Iavé-Shama, possível jogo de palavras com Yerushalayim, que é “Jerusalém”, em hebraico. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A história do Êxodo se encerra com a promessa da presença real de Deus ao lado de Seus fiéis (Êx 40.38). O evangelho encerra-se com a vocação missionária acompanhada pela promessa da presença real de Jesus (Mt 28.18-20). A visão da história da Igreja e do mundo até a consumação final encerra-se com a promessa da Segunda Vinda de Cristo (Ap 22.2). A profecia de Ezequiel, cheia de preceitos e promessas, contendo a chave da história dos impérios da época, e apontando na direção da santificação total do povo de Deus, apresenta, como soma total das suas visões, a promessa da comunhão dos crentes com Deus. Bíblia Shedd.
Não é sabido se Ezequiel viveu para ver alguns de seus compatriotas retornarem após o generoso decreto do rei persa. Se soubesse que seus escritos seriam preservados no cânon sagrado, ele teria extraído conforto do fato de que alguma geração futura poderia se beneficiar da mensagem que seus companheiros de cativeiro haviam desprezado. O desafio agora é para a igreja. O novo Israel de Deus está prestes a entrar numa terra muito mais gloriosa do que aquela oferecida à geração de Ezequiel. Mas essa entrada também se baseia em certos pré-requisitos. Tem havido demora, e o povo de Deus precisa cumprir as condições necessárias. Desta vez, contudo, não pode haver um adiamento indefinido, pois a restauração não será mais nacional, mas individual. Quando o momento chegar, Deus ajuntará, de todas as terras, aqueles que pessoalmente se prepararam. Eles herdarão as ricas promessas e habitarão na cidade prefigurada na profecia de Ezequiel e divinamente denominada “O Senhor Está Ali”. CBASD, vol. 4, p. 815.
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“[…] e o nome da cidade desde aquele dia será: O Senhor Está Ali” (v.35).
A Bíblia não diz quanto tempo durou esta última visão de Ezequiel, mas nas entrelinhas de sua riqueza de detalhes, podemos perceber que se tratou de um tempo considerável. Além do momento da visão, certamente o profeta teve de dedicar um outro para deixá-la registrada. Incrível a capacidade que o Senhor concedia aos Seus servos de memorizar cada palavra a ponto de escrevê-las uma por uma. O livro de Ezequiel começou com uma visão do Senhor em Seu trono e termina com uma visão do Senhor em Sua cidade. O chamado inicial do profeta consistia em admoestar um povo impenitente, e sua última missão, a de levar este mesmo povo a olhar para o santuário e perceber o zelo e amor de um Deus que desejava habitar no meio deles.
Vivemos no século da pressa. A celeridade em todos os aspectos é considerada fator determinante. É uma geração que não suporta a espera ou a frustração. Tudo tem de acontecer em tempo recorde e da forma prevista. No trânsito, no trabalho, na escola, tudo parece seguir um compasso acelerado e, quanto mais objetivo e prático, melhor é o método. Leitura contemplativa? Não! Tem de ser leitura dinâmica. Esperar em filas? Que nada! Com um clique na internet eu resolvo tudo. E nesse ritmo que avança em medida quase que enlouquecedora, com meios cuja promessa é de otimizar o nosso tempo, a impressão que dá é que nunca na história deste mundo o período de 24 horas foi tão curto.
O ministério de Ezequiel incluiu a realidade de ter de lidar com a apostasia de seu próprio povo, de ser admirado, mas não levado a sério, e da morte de sua amada esposa. Foi uma verdadeira escola de paciência, perseverança e domínio próprio. Três virtudes quase perdidas neste século acelerado. Com a mente entorpecida pelas distrações na velocidade de um clique, milhares conhecem as últimas tendências da moda, as séries mais famosas, os jogos mais recentes, as celebridades mais populares, os lugares mais badalados, mas o máximo que conhecem sobre Deus e Sua Palavra se resume a uma hora de alguma novela com enredo supostamente bíblico e nenhuma de diligente estudo da Bíblia.
E enquanto continuamos achando que os recursos tecnológicos nos favorecem o tempo, o nosso tempo com Deus, a preciosa comunhão pessoal, é trocado por uma “espiada” nas redes sociais, que facilmente se transforma em uma hora; tempo que deveria ser empregado em cuidadoso preparo para o retorno do Senhor. Oh, amados, Deus já preparou a nossa porção em Sua santa cidade! O que é este mundo e o que nele há que possa ser comparado a morar no lugar em que Deus habita? Até quando continuaremos nos enganando a nós mesmos perdendo o nosso tempo aqui com o que é secular e sentenciado à destruição?
“Oh! Que geração! Considerai vós a Palavra do Senhor” (Jr.2:31)! Na cidade onde o Senhor estará não entrará nada impuro ou contaminado. E que terríveis têm sido os resultados na vida daqueles que tanto “correm” para trás. Pensam estar avançando enquanto estão involuindo em alta velocidade. Quando as fronteiras de muitas nações se fecham para a entrada de estrangeiros, o Senhor nos convida a morar no lugar cujas portas dos quatro lados estão abertas para receber a todos quantos queiram entrar e ali viver por um tempo que se chama eternidade.
Há um país preparado para todos aqueles que decidiram firmemente pelo “assim diz o Senhor” ainda que andando sempre à sombra da expectativa humana; que, iluminados os olhos da fé, aguardam com paciência, perseverança e domínio próprio, a cidade em que “o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos” (Ap.22:5). É tempo de sincera comunhão e santa consagração! Entregue-se por completo aos cuidados do Espírito Santo e Ele tornará a sua existência mortal e corruptível em imortal e incorruptível. Em nome de Jesus, “hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15)!
Pai de amor, nós Te agradecemos pelo estudo de mais um livro das Escrituras! Quantas lições aprendemos com o ministério de Ezequiel e que precisamos colocar em prática em nossa vida! Dá-nos Teu Espírito, Senhor, para que nossa vida corresponda à Sua boa obra em nós. Abençoa cada mãe com amor, fé, santificação e sabedoria! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, cidadãos da pátria superior!
Feliz dia das mães a todas as mamães reavivadas!
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel48 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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EZEQUIEL 48 – Este último capítulo do livro do profeta Ezequiel oferece significativos tópicos, que merecem nossa atenção:
• Distribuição da terra: A terra deveria ser dividida entre as tribos de Israel, destacando a justiça e a equidade na distribuição da herança.
• A importância da justiça: A maneira como a terra deveria ser dividida reflete a importância da justiça e da equidade nas relações entre as tribos israelitas.
• Inclusão e pertencimento: Cada tribo recebe sua porção de terra, o que destaca o senso de pertencimento e identidade entre as tribos de Israel.
• Promessas cumpridas: A distribuição da terra é uma realização das promessas feitas por Deus a Abraão reiterada aos demais patriarcas, revelando a fidelidade divina.
• Lição de cooperação: a distribuição da terra enfatiza a importância da cooperação entre as tribos para alcançar objetivos comuns e prosperidade mútua.
• Herança: A terra deveria ser vista como uma herança que deve ser cuidada e administrada com responsabilidade.
• Unidade na diversidade: Embora as tribos tenham terras separadas, elas ainda são partes de uma nação unificada, mostrando a importância da unidade na diversidade.
Agora, vamos refletir:
Em Mateus 19:28 Jesus promete aos Seus discípulos que, na regeneração do mundo, eles se assentarão em doze tronos para julgar as tribos de Israel, apontando para uma restauração das tribos israelitas, semelhante à distribuição da terra em Ezequiel 48.
Em Atos 3:21 o apóstolo Pedro fala sobre os tempos de restauração de todas as coisas, que Deus anunciou por meio dos profetas; isso inclui a restauração de Israel, que pode ser vista como uma realização da visão escatológica de Ezequiel 48.
Em Romanos 11:25-27 o apóstolo Paulo fala sobre a restauração de Israel em termos escatológicos, mencionando que “todo o Israel será salvo”; tal promessa de unidade e restauração está alinhada com a visão de unidade e pertencimento em Ezequiel 48.
Em Apocalipse 21 e 22, João, discípulo amado, descreve a Nova Jerusalém descendo do Céu, onde não mais haverá separação entre Deus e Seu precioso povo. Essa visão de uma perfeita cidade santa reflete a projeção escatológica de Ezequiel, onde a Terra é restaurada e o povo de Deus vive em comunhão plena com Ele – conforme a promessa da última frase do livro do profeta Ezequiel.
Podemos fazer parte dessa profecia. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: EZEQUIEL 47 – Primeiro leia a Bíblia
EZEQUIEL 47 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ez/47
Por causa da desobediência e da infidelidade, Israel experimentou o exílio. O santuário e a presença de Deus são temas importantes de Ezequiel e apresentam esperança, mesmo quando o templo ainda está em ruínas no coração de Israel e Seu povo ainda está no exílio. Neste momento de perigo e desespero, Ezequiel recebe uma visão do Senhor.
Há água saindo do templo da presença de Deus e fluindo até se tornar um rio caudaloso. Existem fontes de água sem fim, bênçãos abundantes. O rio, as árvores e as folhas são imagens que também encontramos em Apocalipse 22. Lembra-nos o paraíso de Deus. E de um Deus que concede cura, vida, restauração, recriação e reconciliação.
Há também uma conexão com a aliança entre Deus e Abraão, Isaque e Jacó. Deus prometeu terras, filhos e que Ele estaria com Seu povo (Gênesis 17). Há uma estreita congruência com Números 34. As fronteiras ao sul, leste e oeste são semelhantes. Somente no norte há mais território incluído. O que há de especial nesta descrição é que o povo de Israel e pessoas de outras origens internacionais se unem na adoração a Deus. Todos têm o direito de participar das promessas da aliança de Deus.
Lidia Fabricius
Pastora, Igrejas Adventistas de Moenchengladbach, Moenchengladbach-Rheydt e Grevenbroich, Alemanha
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ezk/47
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli