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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ez/19
Nossa própria infidelidade é muitas vezes a causa da remoção das bênçãos de Deus. Os pecados de Israel antes de serem levados cativos para uma terra estrangeira eram grandes. A nação como um todo vivia em transgressão da santa lei de Deus. Assim, nós também podemos encarar a transgressão dos mandamentos de Deus como a causa de grande parte da nossa fraqueza espiritual. Cada um de nós tem o privilégio de assumir a responsabilidade pela sua parte no problema. Precisamos de uma consciência de nós mesmos que nos leve a assumir a responsabilidade pelas áreas onde falhamos porque “Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”.
Apesar do chamado de Deus à santidade, o erro e a fraqueza humana sempre aparecem. Enquanto estamos na fornalha da aflição, aprendendo lições difíceis, lembremo-nos de que é Deus quem está nos ensinando através da adversidade, dos problemas e da dor de cabeça. Talvez possamos repetir a opinião dos israelitas que seguiram a escravidão egípcia: Deus não nos trouxe até aqui para morrer. Deus está guiando nossas vidas e Ele tem um propósito e um plano perfeito para todas as Suas relações com os filhos dos homens.
Podemos dizer com Jó: “Embora Ele me mate, ainda assim confiarei Nele”.
Chris Hufnagel
Pastor, Igrejas Adventistas de Brunswick/Camden, Geórgia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ezk/19
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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423 palavras
2 Tua mãe. A mãe representa Jerusalém [A Bíblia de estudo Andrews a interpreta como sendo a rainha-mãe Hamutai] (ver Gl 4:26) ou talvez, toda a comunidade nacional (sobre a figura do leão, ver Gn 49:9; Nm 23:24; 24:9). Israel, personificado como uma leoa, se deitou entre os leõezinhos, isto é, os outros reinos do mundo, as nações gentias; assumiu seu lugar na família das nações. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 704.
3 Um dos seus filhotinhos. Jeoacaz, o filho [um dos] de Josias, também conhecido como Salum (1Cr 3:15; Jr 22:11; ver com. [CBASD] de 2Rs 23:30, 32), que foi levado cativo para o Egito (ver v. 4). CBASD, vol. 4, p. 704.
Devorou homens. Jeoacaz voltou as costas às reformas de seu pai Josias (2Rs 23:1-5), e fez o que era mau perante o Senhor (2Rs 23:32; sobre a figura de “devorar homens”, ver Ez 22:25, 27). CBASD, vol. 4, p. 704.
4 Ganchos. Do heb. chachim, “espinhos”ou “ganchos”, como os que eram colocados no nariz dos cativos ou dos animais. A estes eram presas cordas com o propósito de guiar as vítimas (ver 2Rs 19:28; Is 37:29; Ez 38:4). CBASD, vol. 4, p. 704.
5 Outro dos seus filhotes. Identificado pelos detalhes do v. 9 como Joaquim. O reinado intermediário de Jeoaquim (2Rs 23:34 a 24:6) é passado por alto. CBASD, vol. 4, p. 704.
9 Ao rei da Babilônia. Joaquim havia reinado cerca de três meses quando Jerusalém foi conquistada por Nabucodonosor, que o levou cativo para Babilônia e o colocou na prisão (2Rs 24:8-17). Ele estava lá no tempo em que foi dada esta profecia. Anos mais tarde, foi libertado (2Rs 25:27-30). CBASD, vol. 4, p. 704, 705.
10 Videira. É introduzida uma nova alegoria, na qual Israel é comparado a uma florescente videira. CBASD, vol. 4, p. 705.
11, 12 Nem mesmo o poder político e militar dos reis de Judá poderia salvar a nação. Como ramos de um vinho, eles seriam cortados e arrancados pelo “vento leste” – o poderoso exército babilônico. Life Application Study Bible Kingsway.
12 Arrancada. Isto se refere ao cativeiro e à deportação de Joaquim e de parte do povo (2Rs 24:10-16). CBASD, vol. 4, p. 705.
13 Terra seca e ardente. Isto é, Babilônia. A figura é de uma videira removida de solo rico e transplantada para solo seco e estéril. CBASD, vol. 4, p. 705.
14 Saiu fogo. O ato de Zedequias se revoltar contra Nabucodonosor fez com que aquele monarca entrasse com seu exército na Judeia, tomasse Jerusalém e levasse os judeus cativos para Babilônia (2Rs 25:1-17; ver com. [CBASD] de Ez 17:11-21). Desta forma foi posto um fim à videira e a seus ramos. CBASD, vol. 4, p. 705.
Esta é uma lamentação. A assolação era somente parcial. A destruição completa seria motivo para mais lamento. CBASD, vol. 4, p. 705.
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“E tu levanta uma lamentação sobre os príncipes de Israel” (v.1).
Após uma advertência ao povo quanto à responsabilidade pessoal, novamente o Senhor usou de parábolas a fim de dar um recado direcionado aos líderes civis da nação. Jeoacaz, “levado com ganchos para a terra do Egito” (v.4), reinou apenas três meses no lugar de seu pai, Josias, antes de ser levado cativo por Faraó Neco (2Rs.23:31-34). Com relação ao outro “leãozinho” (v.5), pode ser uma referência ao seu sucessor, ou algum outro depois dele, até mesmo Zedequias, já que este foi levado cativo à Babilônia. Já a videira arruinada simbolizava a ruína do reino de Judá e de seus governantes; ruína provocada pela impiedade do próprio povo e de seus líderes.
Em forma de elegia, ou seja, de um cântico fúnebre, Ezequiel transmitiu as palavras do Senhor. Não era o “louvor especial” que eles esperavam, mas revelava o que eles precisavam ouvir. Através de parábolas, geralmente com figuras da natureza, Deus tem falado à humanidade. Em Seu ministério terrestre, Jesus proferiu muitas parábolas, mas até onde sabemos, nenhuma em forma de canção. Talvez Ezequiel já estivesse enfrentando forte resistência por parte da liderança e as parábolas cantadas tenham sido o método mais eficaz para que a mensagem de Deus pudesse ser dita. Afinal, a música era parte indispensável da adoração em Israel e tinha um papel fundamental para gravar na memória importantes ensinos.
Amados, vemos neste capítulo uma ameaça que tem colocado em risco o povo de Deus de todos os tempos: uma liderança ineficaz. Sob o governo de reis que não temiam a Deus, o povo de Judá definhou espiritualmente a ponto de apenas uns poucos permanecerem fiéis, tendo de sofrer os resultados do exílio. Denominados como “resto” ou “restante” de Israel, suas vidas contrastavam com a impiedade e a idolatria que prevaleciam no meio do povo. De forma que tanto os profetas quanto estes padeciam de severas perseguições, principalmente por parte de seus próprios irmãos. Certamente, ser um fiel servidor de Deus naquele tempo era como estar constantemente como presa de leões.
Igualmente, há um príncipe neste mundo que ruge como leão “procurando alguém para devorar” (1Pe.5:8). Sua ira, hoje, é contra o restante do Senhor, “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). Seus agentes estão espalhados pelo mundo, e sobre aqueles que muitos depositam a sua confiança, Satanás atua a fim de, pela influência destes entre os homens, cumprir a sua agenda maligna contra os que amam a Deus.
Tanto a liderança civil como da igreja possui em maior grau a responsabilidade não só da administração, mas da sensibilidade de liderar visando atender as necessidades de um determinado grupo. Em nosso meio religioso, os pastores e os anciãos compõem essa função. Mas se estes não forem submissos a Cristo Jesus, o Cabeça da igreja, nunca entenderão que a maior necessidade do povo de Deus hoje não é de bons oradores ou de novidades litúrgicas, mas de um reavivamento e reforma mediante a busca diária pelo batismo do Espírito Santo.
No desfecho do tempo do fim, o Senhor tem levantado homens e mulheres de todas as nações e povos, pessoas que têm pregado de uma forma simples, mas poderosa, que Jesus Cristo logo voltará. Pessoas que entendem que a linguagem do evangelho eterno deve ser clara e compreensível “para que a possa ler” e ouvir “até quem passa correndo” (Hc.2:2). Logo o nosso Senhor virá! É também nossa responsabilidade declarar a verdade ao mundo por preceito e por exemplo. Muitos cristãos deram a vida por esta verdade. E como diz EGW: “Bom seria à igreja e ao mundo se os princípios que atuavam naquelas pessoas inabaláveis revivessem no coração do professo povo de Deus”. (O Grande Conflito, CPB, p.46)
Que Jesus não nos encontre em meio ao cântico fúnebre dos que perecerão como uma videira arruinada ou como um leãozinho condenado à morte. Mas que, lavados e purificados pelo sangue do Cordeiro, nossas vozes entoem a canção dos remidos: “Eis que Este é o nosso Deus, em Quem esperávamos, e Ele nos salvará; Este é o Senhor, a Quem aguardávamos; na Sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Is.25:9).
Querido Deus e Pai Eterno, a nossa condição atual não é muito diferente do antigo Israel. O Senhor bem poderia levantar um profeta com uma canção fúnebre à Tua igreja hoje. Pois, segundo foi profetizado, veríamos muitas coisas estranhas no meio do professo povo de Deus. Mas nós Te louvamos por Tua longanimidade em nos esperar! Te louvamos porque, apesar do Senhor sacudir a Tua igreja, não deixarás que caia na terra um só grão! Queremos ser Teus preciosos grãos, Senhor! A nossa parte, portanto, é confiar de que a obra é Tua e entregar em Tuas mãos a nossa vida. E é o que fazemos neste momento: nos entregamos aos Teus cuidados. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, restantes do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel19 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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EZEQUIEL 19 – Grandes verdades levam-nos à profundas reflexões neste capítulo. “Aqui temos uma elegia na forma literária de uma lamentação (v. 14), que versa sobre o cativeiro do rei Jeoacaz (609 a.C.) e sobre o colapso da dinastia de Davi sob o reinado de Zedequias (586 a.C.)”, sintetiza John MacArthur.
O fim da casa de Davi com Zedequias marcou um ponto crucial na história do povo de Israel, um ponto de virada que reverberou por quase 2600 anos. A linhagem real de Davi, que foi estabelecida com promessas divinas de uma descendência duradoura e um reino eterno, chegou a um fim trágico e vergonhoso. Essa queda não foi apenas uma derrota política, mas também espiritual, pois representou a quebra da aliança entre Deus e Seu povo escolhido.
• A ausência de um rei da linhagem davídica por tantos séculos é uma lembrança vívida das consequências da desobediência e da rebelião contra Deus.
Quando o Messias finalmente veio, em Jesus Cristo, foi a realização das promessas feitas à linhagem de Davi. Ele era o herdeiro legítimo do trono de Davi, o Rei dos reis e Senhor dos senhores. No entanto, em vez de receberem e acolherem seu verdadeiro Rei, o povo de Deus O rejeitou. Eles escolheram seguir os caminhos do mundo e colocaram sua confiança em líderes terrenos, como César, em vez de se submeterem ao reino de Cristo (João 1:11).
• Essa triste ironia da história de Israel lembra-nos de uma importante lição espiritual: A importância de reconhecer e receber a liderança de Cristo.
• Assim como Israel teve que enfrentar consequências de rejeitar seu verdadeiro Rei, nós também lidamos com escolhas semelhantes em nossa vida diária.
• Podemos optar por seguir padrões mundanos, colocando nossa confiança em poderes terrenos e soluções temporárias, ou podemos escolher submetermo-nos ao senhorio de Cristo (Mateus 6:10).
Reconhecer a Jesus como Rei e Senhor de nossa existência vivendo em conformidade com os princípios de Seu Reino significa priorizar Seu reinado e Sua justiça, buscando adaptarmos como Seus súditos em obediência à Sua vontade em todas as áreas de nossa vida.
A história de Israel e sua rejeição do Reino divino convida-nos a uma profunda reflexão sobre nossas próprias escolhas e prioridades. Que os erros do passado sirvam para reavivarmo-nos no presente! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: EZEQUIEL 18 – Primeiro leia a Bíblia
EZEQUIEL 18 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ez/18
Ezequiel 18 e 19 anunciam que o comportamento pessoal é responsabilidade de todos. Os textos resumem uma referência proeminente quando se está diante do tribunal de Deus. No versículo 20, um pronunciamento direto aponta que “A alma (singular) que pecar, essa morrerá…” O acusador dos irmãos constantemente traria à tona inúmeras acusações contra Deus, sem fim à vista. Portanto, cabe aos pais e filhos assumirem o seu comportamento em vez de colocarem a culpa em Deus ou nos outros. O eco de Ezequiel a Israel ainda é relevante hoje. Esta posição contrastava com o pensamento global da sua época.
Embora seja necessário reconhecer que o ambiente em que se vive pode impactar e influenciar o comportamento humano, cada indivíduo tem a capacidade dada por Deus para determinar quem o influencia.
Esteja ciente de que maior é Aquele que está em nós do que aquele que está no mundo. Somos lembrados acerca deste fato ao refletir sobre as muitas lições da natureza. Uma dessas lições da natureza é o plantio, crescimento e formação de um lírio. O ambiente é repulsivo, mas o produto final é pura beleza com variações de deleite. A posição de alguém em Cristo nunca é predeterminada pela linhagem familiar, mas baseia-se inteiramente na nossa ligação com Jesus Cristo.
Paulo Scavella
Pastor, Conferência das Bahamas do Sul
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ezk/18
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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2145 palavras
O povo de Judá acreditava que havia sido punido pelos pecados de seus ancestrais, não pelos seus próprios. … Ezequiel ensinou que a destruição de Jerusalém foi devido à decadência espiritual nas gerações anteriores. Mas essa crença na vida corporativa de Israel levou ao fatalismo e irresponsabilidade. Assim, Ezequiel deu a nova política de Deus para esta nova terra porque o povo havia interpretado mal a antiga. Deus julga cada pessoa individualmente. Embora muitas vezes soframos os efeitos do pecado cometido por aqueles que vieram antes de nós, Deus não nos pune pelos pecados de outra pessoa. Cada pessoa é responsável perante Deus por suas ações.
Além disso, algumas pessoas de Judá usavam o guarda-chuva corporativo das bênçãos de Deus como desculpa para desobedecer a Deus. Eles pensavam que por causa de seus ancestrais justos (18:5-9) eles viveriam. Deus disse-lhes que não; eles eram os maus filhos de pais justos e, como tais, morreriam (18:10-13). Se, entretanto, alguém voltasse para Deus, ele ou ela viveria (18:14-18). Life Application Study Bible Kingsway.
Um capítulo singular sobre a responsabilidade de cada pessoa pelas próprias ações. Questiona a visão de que o juízo resultava dos pecados da geração passada (citada em forma de provérbio no v. 2). No contexto, encontra-se a incompreensão das passagens bíblicas acerca da punição que se estende até a terceira ou quarta geração (ver Êx 20:5, 6; 34:7; Dt 5:9, 10. Três gerações são mencionadas neste capítulo: um homem justo (Ez 18:5), seu filho ladrão (v. 10) e o filho arrependido do ladrão (v. 14), a fim de demonstrar que cada um é responsável pela própria vida. Desse modo, prestará contas perante Deus e será julgado segundo as próprias obras. Estes princípios são explicados nos v. 21-24 (ver também 33:12-20). O comportamento revela nossas escolhas, atitudes, valores e, portanto, nosso caráter. Bíblia de Estudo Andrews.
1 A palavra do SENHOR. Inicia-se uma nova seção, que trata da responsabilidade individual. Ezequiel havia repetidamente enfatizado a certeza dos juízos vindouros, esperando levar o povo ao arrependimento. Mas este propósito salutar foi frustrado pela maneira como esses juízos foram interpretados. As pessoas se consideravam filhos inocentes que sofriam pela iniquidade dos pais, e que, consequentemente, o arrependimento era desnecessário e inútil. Não estavam inclinadas a reconhecer a culpa pessoal ou a responsabilidade individual. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 699.
2 Proferis este provérbio. O fato de a frase ser chamada de “provérbio”indica que era popular. O tempo do verbo hebraico mostra que as palavras eram repetidas com frequência. Jeremias se referiu ao mesmo provérbio e o condenou (Jr 31:29, 30). As uvas verdes que os pais comeram representavam seus próprios pecados. O fato de os dentes dos filhos se embotarem representava o sofrimento que os judeus achavam que viera sobre eles em consequência do pecado dos pais. Superficialmente pode parecer que este provérbio esteja em harmonia com o que é declarado no segundo mandamento, de que as iniquidades dos pais são visitadas nos filhos (Êx 20:5; 34:7; Dt 5:9). Então, por que Ezequiel o condenou de maneira tão veemente? A declaração mencionada por Exequiel e a da lei tratam de dois aspectos diferentes do problema. Os contemporâneos de Ezequiel insistiam que estavam sofrendo por culpa de seus pais. A lei fala que os pais transmitem a depravação para os filhos. “É inevitável que os filhos sofram as consequências das más ações dos pais, mas não são castigados pela culpa deles, a não ser que participem de seus pecados”(PP, 306). O pecado depravou e degradou a natureza de Adão e Eva. … Portanto, nós, como seus descendentes, sofremos o resultado da transgressão de nossos antepassados, mas não através de uma imputação arbitrária da culpa deles. CBASD, vol. 4, p. 699.
4 Todas as almas são minhas. Elas são de Deus por direito de criação. Todos os seres humanos são igualmente Suas criaturas, e Seu trato para com eles é sem preconceito ou parcialidade. Ele ama e deseja salvar a todos, e o castigo só é aplicado quando necessário. CBASD, vol. 4, p. 700.
A alma que pecar. Embora Ezequiel estivesse falando primariamente dos juízos prestes a cair, suas palavras têm aplicação mais ampla. Dizem respeito igualmente à segunda morte, irrevogável e definitiva (Ap 20:14; cf. Mt 10:28). No universo restaurado de Deus, todos os vestígios do pecado terão sido removidos. Não restará nenhuma lembrança da maldição, como almas queimando eternamente num inferno. O triunfo de Deus sobre o mal será completo. A ideia de que será concedida aos ímpios a vida eterna, ainda que em tormentos, é inteiramente contrária às Escrituras. Esta doutrina repousa na falsa premissa de que a alma é uma entidade separada e indestrutível. Tal ideia, porém, é derivada, não da Bíblia, mas dos falsos conceitos filosóficos que cedo penetraram no pensamento judaico e cristão. A palavra traduzida como “alma” (nefesh) não se refere a qualquer parte imortal do homem, nem mesmo ao princípio que dá vida ao ser humano. É equivalente a “ser humano”, “pessoa”, ou a “si mesmo”. Nefesh se refere ao ser humano como um indivíduo singular, diferente de todos os outros. Quando essa identidade peculiar é enfatizada, a Bíblia se refere à pessoa como uma “alma”(sobre nefesh, ver com.[CBASD] do Sl 16:10). Ezequiel está declarando: “A pessoa que pecar, esta morrerá.”. CBASD, vol. 4, p. 700.
6 Não comendo carne sacrificada nos altos. Deus condenou a participação em festividades pagãs (Ez 16:16; 22:9; cf. Dt 12:2). CBASD, vol. 4, p. 700.
Levantando os olhos. É provável que a expressão signifique o desejo de participar da idolatria (ver Gn 19:26; Mt 5:28-30). CBASD, vol. 4, p. 700.
Contaminando. Ver Êx 20:14; Lv 20:10. CBASD, vol. 4, p. 700.
Nem se chegando. Ver Lv 18:19; 20:18. CBASD, vol. 4, p. 700.
7 A coisa penhorada. Ver Êx 22:26; Dt 24:6, 13. CBASD, vol. 4, p. 700.
Dando o seu pão. Uma virtude frequentemente estimulada e exaltada (ver Jó 31:16-22; Is 58:5-7; Mt 25:34-46; Tg 1:27; 2:15, 16). CBASD, vol. 4, p. 700.
8 Usura. Juros, não só os exorbitantes, mas os de qualquer tipo. A lei mosaica proibia aos judeus cobrar juros de seus irmãos “empobrecidos”, mas permitia que os cobrassem do estrangeiro (ver com. [CBASD] de Êx 22:25; ver Dt 23:19, 20). CBASD, vol. 4, p. 700.
9 Certamente viverá. Ezequiel, sem dúvida, pretendia que estas palavras se aplicassem primariamente à prosperidade temporal, mas elas se aplicam igualmente à vida futura e imortal. A vida eterna é recebida quando a pessoa aceita a Cristo. Jesus disse: “Quem crê em Mim tem a vida eterna” (Jo 6:47; cf. 1Jo 5:11, 12). “Cristo tornou-Se uma mesma carne conosco, a fim de podermos nos tornar um espírito com Ele. É em virtude dessa união que havemos de ressurgir do sepulcro – não somente como manifestação do poder de Cristo, mas porque, mediante a fé, Sua vida se tornou nossa”(DTN, 388). CBASD, vol. 4, p. 700, 701.
10 Ladrão. Os v. 10 a 13 descrevem o caso de um filho que, em vez de seguir o bom exemplo de seu piedoso pai, adota conduta diretamente oposta, abandona a virtude e passa a cometer crimes. CBASD, vol. 4, p. 701.
14 Não cometer coisas semelhantes. Os v. 14 a 18 descrevem o caso de um filho que, chocado com os pecados do pai, é influenciado a evitar a maldade que aquele praticava. Neste caso, o pai comeu “uvas verdes”e os dentes do filho não se embotaram (ver v. 2). Demonstra-se diretamente, assim, que a parábola é falsa. Cada pessoa será julgada de acordo com seu caráter.
Não obstante, é verdade que o filho de um homem justo pode ter certas vantagens, e o filho de um pai ímpio tem certas desvantagens, no que diz respeito à formação do caráter. A responsabilidade da pessoa é diretamente proporcional aos privilégios (ver Lc 12:48). CBASD, vol. 4, p. 701.
21 Se o perverso se converter. Passa-se a considerar a mudança no caráter individual, primeiramente no caso de um homem perverso que se arrepende e faz justiça (v. 21-23, 27, 28) e, então, no caso de um justo que cai na perversidade (v. 24-26). CBASD, vol. 4, p. 701.
22 Não haverá lembrança. Ezequiel aqui se torna um pregador do evangelho. Seu tema é a justificação pela fé. Os pecados não são mais mencionados contra o pecador, porque, por meio do arrependimento e da confissão, foram completamente perdoados. Todos eles foram colocados sobre Jesus, que Se tornou o substituto e fiador do pecador. E o Senhor, por Sua vez, “lança a obediência de Seu Filho a crédito do pecador”, e “a justiça de Cristo é aceita em lugar do fracasso humano; e Deus recebe, perdoa e justifica a pessoa arrependida e crente, trata-a como se fosse justa, e ama-a tal qual ama Seu Filho” (ME1, 367). Estas são as maravilhosas previsões do plano da salvação. CBASD, vol. 4, p. 701, 702.
23 Tenho eu prazer … ? Ver 1Tm 2:4; 2Pe 3:9. A acusação de que o Senhor não é justo e direito em Seu trato com as pessoas é respondida pela afirmação de que Deus não tem prazer na morte do ímpio, mas deseja que todos se convertam e vivam. Além disso, Ele proporcionou oportunidades a todos. É com o mais forte apelo que Ele pleiteia com todo pecador para se desligar do pecado a fim de que não seja destruído com ele no final. CBASD, vol. 4, p. 702.
24 Não se fará memória. No caso de o justo apostatar, o livro memorial que registra todos os bons atos não é levado em conta no juízo. Ele recebe a retribuição de acordo com sua longa lista de pecados. Não somente são computados os pecados dos quais ele não se arrependeu, mas também aqueles para os quais já havia recebido perdão. Quando se separa de Deus, a pessoa rejeita o amor e perdão divinos e, consequentemente, fica “separada de Deus e na mesma condição em que estava antes de ser perdoada”. Ela “desmentiu seu arrependimento, e os pecados sobre ela estão como se não se tivesse arrependido” (PJ, 251). Às vezes, é erroneamente afirmado que, quando um pecado é perdoado, é imediatamente apagado. Assim como, no cerimonial típico, o sangue “removia do penitente o pecado”, mas o deixava “no santuário até ao Dia da Expiação”, os pecados do arrependido “serão eliminados dos livros do Céu”no dia do juízo (PP, 357, 358; ver também GC, 483-485) [Ver também o com. [CBASD] sobre Ez 3:20]. CBASD, vol. 4, p. 702.
25 Direito. O povo ainda insistia que Deus não agia de leis uniformes, e que Seus caminhos eram marcados pelo capricho. Em resposta, o profeta reafirmou a equidade dos juízos divinos (v. 25-29). CBASD, vol. 4, p. 702.
30 Convertei-vos e desviai-vos. Os v. 30 a 32 constituem um apelo baseado nos princípios da justiça de Deus para com os homens. Quando é dado o conselho “criai em vós coração novo e espírito novo”(v. 31), o profeta não quer dizer que o ser humano pode se salvar por seu proprio poder, mas que há uma parte que ele desempenha na obra da salvação. Deus não pode fazer nada pela pessoa sem seu consentimento e cooperação (ver DTN, 466). O significado do arrependimento não é tão claramente expresso pela raiz heb. shuv, como pela palavra grega metanoia. … A palavra metanoia é composta de duas palavras. A primeira, meta, significa “depois”, e a segunda, nous, significa “mente”. O significado resultante é ter depois uma mente diferente.
O pecado tem sua sede na mente. A pessoa precisa decidir praticar o ato pecaminoso antes de a paixão dominar a razão. A raiz do pecado é, então, uma inclinação mental que faz com que o ser humano escolha o mau caminho. A solução para o problema é corrigir a disposição básica. É isso que o arrependimento tem o objetivo de realizar. É preciso que ocorra uma mudança no pensamento. Uma vez que Deus nunca coage a vontade, esse ato precisa ser voluntário, mas o Espírito Santo é concedido para auxiliar no processo. É completamente impossível que o indivíduo, por si mesmo, realize a transformação. mas, quando ele escolhe fazer a mudança e em sua grande necessidade clama a Deus, as faculdades da mente são imbuídas do poder divino, e a propensão da mente é corrigida.
O verdadeiro arrependimento, então, é uma função da mente. Inclui um exame completo da situação para descobrir que fatores levaram à queda, e também um estudo quanto a como erros semelhantes podem ser evitados no futuro. O arrependimento é o processo pelo qual o pecado é expulso da vida. Quando ocorre o arrependimento pelo pecado, este pode ser confessado e será perdoado. A confissão sem o arrependimento, porém, não tem sentido. Deus não pode perdoar pecados que ainda estão ativos no coração. Esta é a razão pela qual a ênfase na Bíblia é sobre o arrependimento e não sobre a confissão. O ensino de fundamental de Jesus era: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus”(Mt 4:17; Mc 1:15). …
Uma compreensão adequada do verdadeiro significado do arrependimento em sua relação com a confissão é essencial à experiência espiritual bem sucedida. A razão pela qual muitos cristãos caem tão repetidamente no mesmo erro é que nunca permitiram verdadeiramente que o Espírito Santo mudasse seu pensamento básico com respeito àquele pecado; nunca consideraram seriamente seus pecados, para descobrir como, através da graça capacitadora de Deus, poderiam ter completa vitória sobre eles. CBASD, vol. 4, p. 702, 703.
Não vos servirá de tropeço. Os israelitas fizeram a acusação de que Deus era injusto e que causava a ruína deles. Deus declarou que a ruína foi causada pelo pecado, esco
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“Eis que todas as almas são Minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é Minha; a alma que pecar, essa morrerá” (v.4).
As Escrituras nos mostram que o homem não tem uma alma, ele é uma alma: “Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente” (Gn.2:7). A alma, portanto, não é uma entidade que sai do corpo após a morte, mas a junção da matéria (corpo) + o fôlego de vida (sopro de Deus) = alma vivente. E o Senhor deixa isto bem claro ao afirmar no texto de hoje: “a alma que pecar, essa morrerá”.
Todavia, o mérito da questão não está na alma, mas no destino dela. Reclamando de sua condição, como se Deus fosse injusto, o povo no exílio insinuava que estava recebendo por conta um salário que não lhe cabia. Porém, o Senhor elenca, dos versos cinco ao nove (releia esses versos), a conduta de todo aquele que considera como sendo justo e conclui afirmando: “o tal justo, certamente, viverá, diz o Senhor Deus” (v.9). E como prova disto, ao citar o nome de três de Seus justos no capítulo quatorze de Ezequiel, Ele incluiu o nome de um dos contemporâneos dos exilados: Daniel.
Levado cativo ainda jovem, Daniel recebeu privilégios que poderiam tê-lo desviado completamente de sua fé. Longe dos pais, de sua nação e do templo, inserido no centro da corrupção da antiguidade, ele tinha “desculpas” suficientes para alegar a impossibilidade de permanecer fiel. Mas “resolveu Daniel, firmemente” (Dn.1:8), não se contaminar com as “finas iguarias” de Babilônia. A oferta do inimigo sempre vem com o disfarce encantado da ilusão, sob o manto do engano de seu primeiro discurso: “É certo que não morrereis” (Gn.3:4). Enquanto o Senhor deixa bem claro que o fim do perverso é: “Não viverá” (v.13).
O Senhor não tem prazer “na morte de ninguém” (v.32), antes, o Seu desejo é que o perverso “se converta dos seus maus caminhos e viva” (v.23). A culpa das iniquidades de um pai não recai sobre o filho e nem a do filho sobre o pai (v.20). Deus julgará “a cada um segundo os seus caminhos” (v.30) e o Seu maior desejo é o de salvar a todos. Por isso que o Seu convite de amor tem sido estendido até os nossos dias com o constante apelo: “Convertei-vos e vivei” (v.32)!
Não haverá desculpas para o pecado que não foi abandonado quando a glória do Senhor se manifestar sobre as nuvens do céu. A vontade de Deus revelada através de Sua Palavra está à nossa disposição, amados. E o que temos feito dela? Não se enganem! Perante Deus, perverso não é somente o homicida, o ladrão ou o que comete atrocidades, mas todo aquele que se desvia do “assim diz o Senhor”, e isso, de forma consciente.
Eis que diante de nós está o tempo de misericórdia antediluviano, e o Senhor está convocando os “Noés” que farão entrar na arca suas famílias. Com a mesma fé e firmeza de Daniel, farão tremer todo o exército inimigo através de uma vida de oração. Então, como troféus diante do Universo, Deus os erguerá como “Jós” atuais que terão de enfrentar a grande fúria do maligno, mas que, com Cristo, sairão “vencendo e para vencer” (Ap.6:2). O tríplice exemplo de fidelidade será visto no derradeiro grupo de justos que “certamente, viverá” (v.19) para sempre!
Oh, Senhor, nosso Deus, grande é a Tua bondade e misericórdia e esta é a causa de não sermos consumidos! Não há nada de bom em nós e não há na Terra quem faça o bem! Isso deveria ser para nós desesperador, não fosse a vida de nosso amado Redentor. É Ele em nós que nos afasta do mal e nos impulsiona para o bem. É por Seus méritos, que somos vistos pelo Céu como justos. É Cristo em nós, esperança da glória, que nos enche de esperança e de expectativa pela eternidade que Ele conquistou. Oh, Deus Eterno, até quando? Até quando seremos tão tímidos na fé e tardios para viver o evangelho? Tem misericórdia de nós e converte-nos a Ti! E abrevia este tempo mau, Pai! Segundo a Tua promessa, vem sem demora, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos.
Bom dia, justos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel18 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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EZEQUIEL 18 – Esse texto é abrangente e se aplica tanto a Israel, no passado, quanto à humanidade, no presente.
No passado, Ezequiel 18 significou um chamado à responsabilidade individual perante Deus. Israel havia caído numa mentalidade fatalista, onde culpava os pecados de seus pais por seu próprio sofrimento. O profeta, então, proclamou que cada indivíduo é responsável por suas próprias ações diante de Deus e que não é sensato culpar os pecados dos antepassados por sua condição espiritual. Ezequiel desafiava a ideia de que a punição de Deus era injusta ou arbitrária, mostrando que Ele julga cada pessoa com base nas próprias obras.
Atualmente, Ezequiel 18 continua sendo relevante a todos nós, pois lembra-nos da importância da responsabilidade individual em nossa relação com o Criador. Não podemos culpar nossos pais, nossa cultura ou qualquer outra coisa por nossas próprias escolhas e ações diante do Soberano do Universo. Cada um de nós é chamado a arrepender-se individualmente de nossos pecados e a buscar a justiça de Deus em nossa vida pessoal. Também nos lembra que Deus é justo e misericordioso, disposto a perdoar aquele que genuinamente se arrepende.
Em Ezequiel 18:4, 20 o termo “alma” não se refere à concepção tradicional de uma entidade separada do corpo. Em vez disso, o termo “nephesh” (no hebraico) refere-se a uma pessoa viva – indivíduo. Quando Ezequiel fala sobre a alma que peca e morre, está enfatizando que uma pessoa que peca está sujeita à morte causada pela separação de Deus que é a fonte da vida. Biblicamente, a “alma” não é imortal, e nem impecável; é o indivíduo sujeito às consequências de suas ações diante de Deus.
Embora o capítulo enfatize a responsabilidade individual e as consequências do pecado, ele também oferece esperança através do arrependimento e da restauração. Deus não deseja a morte do ímpio, mas que ele se arrependa e viva (Ezequiel 18:23, 32). Desta forma, o evangelho está presente em Ezequiel 18.
• Ezequiel 18 esclarece que Deus não tem prazer em nos condenar e punir; Seu propósito é salvar-nos.
• Revela também que cada um de nós é responsável por nossas ações, e que “alma” é o indivíduo como um todo que sofre as consequências do pecado ou os benefícios do evangelho!
Devemos reavivarmo-nos no evangelho! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: EZEQUIEL 17 – Primeiro leia a Bíblia
EZEQUIEL 17 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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