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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ez/21
Este é um capítulo doloroso de ler porque trata principalmente de ameaças; primeiro contra Jerusalém, seguido por uma profecia da derrubada do rei de Israel, Zedequias, e finalmente uma predição séria da ruína total dos amonitas. A perda do rei foi especialmente difícil. A dignidade nacional desapareceu para sempre. O profeta foi ordenado a expressar sua angústia emocional: “Portanto, passe a gemer, filho do homem! Passe a gemer diante deles com o coração partido e com amarga tristeza.” (v. 6). Por que julgamentos tão sérios? Infelizmente, os líderes corruptos enganaram o povo e a maioria perdeu a fé pessoal. Embora eles externamente realizassem muitos rituais religiosos bons, seus corações permaneceram inalterados.
Qual é a lição para hoje? Quando sofremos perdas, devemos levar isso a sério e buscar respostas em Deus. Somos responsáveis de alguma forma? Somos vítimas dos fracassos dos outros? O que Deus está tentando nos ensinar? Somente o Espírito Santo pode guiar nossos pensamentos nesses momentos. De qualquer forma, devemos orar pelo espírito do profeta que não gostou dos julgamentos contra a nação. Em vez disso, ele sofreu. Nisto ele revelou o coração de Deus para o Seu povo.
Barry Kimbrough
Pastor, Brookings, Igrejas Adventistas de Gold Beach, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ezk/21
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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1740 palavras
A curta mensagem em 20: 45-48 apresenta a primeira das três mensagens sobre os julgamentos que viriam sobre Jerusalém: (1) a espada do Senhor (21: 1-7); (2) a espada afiada (21: 8-17); (3) a espada de Nabucodonosor (21: 18-22). A cidade seria destruída porque estava contaminada. De acordo com a lei judaica, objetos contaminados deveriam ser passados pelo fogo para serem purificados (ver Números 31:22, 23; Salmos 66: 10-2; Provérbios 17: 3). O julgamento de Deus tem como objetivo purificar; a destruição costuma ser uma parte necessária desse processo. Life Application Study Bible Kingsway.
1-7 Os v. 1 a 7 reproduzem, em linguagem simples, a enigmática parábola de Ezequiel 20:45-49. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 714.
2 Contra Jerusalém. Em vez do triplo “sul”(Ez 20:46), aqui há as expressões “Jerusalém, “santuário”e “terra de Israel”. CBASD, vol. 4, p. 714.
3 Minha espada. Mostra-se que o “fogo”da parábola enigmática (Ez 20:47) é a espada do invasor. CBASD, vol. 4, p. 714.
O justo como o perverso. A aplicação da linguagem figurada em 20.47, na qual a árvore verde simboliza o justo e a seca, o perverso (17.24; Lc 23.31).49.1-6). Bíblia Shedd.
4 O justo. Ver com. de Ez 20:47. Nos juízos de caráter nacional, os inocentes frequentemente são envolvidos nos mesmos sofrimentos temporais que os culpados. CBASD, vol. 4, p. 714.
5 Jamais voltará. Isto é, até que tenha completado a sua missão. … A mesma ideia de duração restrita se encontra em Ezequiel 20:48, em que se declara que o fogo dos juízos de Deus não se apagará (ver com. [CBASD] ali). … Em cada caso a duração precisa ser determinada pelo contexto (ver com. [CBASD] de Ez 30:13). CBASD, vol. 4, p. 714..
6 Suspira. O profeta precisava usar de todos os meios para mostrar que a destruição de Jerusalém já era uma sentença pronunciada, para ver se o povo se arrependeria.49.1-6). Bíblia Shedd.
De coração quebrantado. Ver Na. 2:1, 10. Ordena-se ao profeta que faça uma vívida descrição aos ouvintes de quão profundo todos se comoveriam com a notícia da queda de Jerusalém.
Ezequiel deveria suspirar de tristeza e manifestar amargura pela grande calamidade ligada à queda de Jerusalém, que certamente sobreviria. Bíblia de Estudo Andrews.
8-17 Os v. 8 a 17 podem ser intitulados como “O cântico da espada afiada e polida”. Em geral, estes versículos constituem uma ampliação da mensagem dos v. 1 a 6. CBASD, vol. 4, p. 714.
10 O cetro. Os fracos e ignorantes deixados em Jerusalém depois da primeira deportação, tinham uma confiança arrogante de que resistiriam à força dos invasores, em uma soberba doentia. Bíblia Shedd.
11 Matador. Isto é, o rei da Babilônia. CBASD, vol. 4, p. 714.
12 Dá, pois, pancadas na tua coxa. Um sinal de extrema vergonha ou dor (ver jr 31:19). O objetivo dos gestos era atrair a atenção e suscitar perguntas (ver com. [CBASD] de Ez 4:1). CBASD, vol. 4, p. 714.
13 Pois haverá uma prova. A RSV faz uma tentativa de tornar o texto inteligível: “Pois não será um teste – o que isso poderia fazer se vocês desprezam a vara?””. CBASD, vol. 4, p. 714.
14 Bate com as palmas uma na outra. Um gesto de forte emoção; aqui, evidentemente, de horror (ver Ez 21:17; cf. Nm 24:10). CBASD, vol. 4, p. 714.
Triplique-O. O texto é obscuro; o significado pode ser que o golpe da espada não viria apenas uma ou duas vezes, mas três. CBASD, vol. 4, p. 714. [Provavelmente, as três deportações à Babilônia.]
17 Baterei as Minhas palmas uma na outra. Por meio de uma figura que atribui atos e sentimento humanos a Deus, declara-se aqui que Yahweh está fazendo o que ordenou ao profeta (ver com. do v. 14). CBASD, vol. 4, p. 715.
18-32 A terceira profecia do capítulo, mais específica que a anterior. CBASD, vol. 4, p. 715.
A décima encenação. O profeta precisa marcar duas estradas com placas: uma levando a Rabá, a capital de Amom (os amonitas também conspiraram contra Babilônia), e outra rumo a jerusalém. Nabucodonosor, o rei babilônio, escolheria atacar Judá e levar o obstinado povo de Deus para o cativeiro. ele tomaria sua decisão usando adivinhação e magia, conforme o v. 21. Bíblia de Estudo Andrews.
Evidentemente, Amom se rebelou contra Babilônia mais ou menos na mesma época que o rei Zedequias em Judá. Em 589 a.C. as nações de Judá e Amom estavam entre aqueles que conspiraram contra a Babilônia (Jeremias 27: 3). Ezequiel deu esta mensagem aos exilados que ouviram a notícia e ficaram novamente cheios de esperança de retornar à sua terra natal. Ezequiel disse que o rei da Babilônia marcharia com seus exércitos na região para deter a rebelião. Viajando a partir do norte, ele pararia na bifurcação da estrada, uma levando a Rabá, a capital de Amom, e a outra levando a Jerusalém, a capital de Judá. Ele tinha que decidir qual cidade destruir. Assim como Ezequiel predisse, o rei Nabucodonosor foi a Jerusalém e a sitiou. Life Application Study Bible Kingsway.
19 Dois caminhos. O rei da babilônia é retratado como se estivesse na encruzilhada, indeciso quanto a se deve tomar a estrada que leva a Jerusalém ou a que levava à capital dos amonitas (v. 20). CBASD, vol. 4, p. 715.
21 Em visão, … Ezequiel é testemunha ocular das adivinhações pagãs que Nabucodonosor faria para resolver a direção da marcha dos seus exércitos, três anos depois destas palavras do profeta. Bíblia Shedd.
Para consultar os oráculos. Os pagãos recorriam à adivinhação quando importantes questões precisavam ser decididas. São mencionadas aqui três formas específicas de adivinhação. CBASD, vol. 4, p. 715.
Sacode as flechas. Várias flechas sem ponta eram marcadas com mensagens apropriadas e sacudidas juntas numa aljava ou outro recipiente; e uma era tirada; ou se girava o recipiente e a flecha que caísse primeiro era escolhida. Supunha-se que o que estava escrito ali indicava a vontade dos deuses. CBASD, vol. 4, p. 715.
Ídolos do lar. Do heb. terafim, estatuetas com a forma humana (ver com. [CBASD] de Gn 31:19). Não se sabe como eram usadas para adivinhação. CBASD, vol. 4, p. 715.
Examina o fígado. Este modo de adivinhação, chamado hepatoscopia (ver com. de Dn 1:20), era comum entre os babilônios. Foram descobertos fígados de ovelha feitos de argila, marcados com linhas e inscrições, evidentemente usados para ensinar as pessoas a usar o método.
Embora nenhuma forma de adivinhação seja aprovada pela Bíblia, muitos cristãos tentam obter orientação divina por métodos não aprovados por Deus, métodos que, em sua essência, são semelhantes aos antigos métodos de adivinhação. Há diferentes métodos dessa natureza. Alguns buscam a resposta de Deus atirando uma moeda para cima; ou escrevem as palavras “sim” e “não” em cada lado de um cartão e, depois, aceitam como resposta a palavra que aparecer ao deixar cair o cartão. Alguns abrem a Bíblia ao acaso e aceitam a mensagem do texto sobre o qual os olhos pousarem primeiro. Ainda outros colocam várias ideias em diferentes cartões, depois os sacodem e aceitam a resposta do cartão retirado ao acaso. Todos esses métodos seguem o mesmo padrão básico do acaso. É possível que o Senhor, às vezes, tenha dado orientações por meio de alguns desses métodos, especialmente para os que não têm muita luz sobre a Bíblia ou, possivelmente em emergências. Porém, eles são métodos arbitrários que devem ser abandonados à medida que a pessoa cresce na graça e no conhecimento da verdade.
Se, em todas as decisões da vida, a pessoa recebesse uma resposta direta de Deus por meio de algum sinal exterior, tal pessoa se tornaria uma mera máquina. Ela se despojaria de um direito fundamental para a liberdade humana, isto é, o de tomar suas próprias decisões, faculdade esta que lhe foi concedida por Deus.
O lançar sortes se encontra nesta mesma categoria e não é algo a que se deva recorrer. É dado o seguinte conselho: “Não tenho fé em lançar sortes. … Lançar sortes para os oficiais de igreja não está nos planos de Deus”(ME2, 328). CBASD, vol. 4, p. 715, 716.
22 Para a direita. Isto é, o oráculo que caiu sobre Jerusalém veio da mão direita do rei. CBASD, vol. 4, p. 716.
24 Aparecendo os vossos pecados. Os pecados deles deveriam ter sido cobertos no ritual do Dia da Expiação (Lv 16). Uma vez que Israel se recusou a reconhecer sua culpa, ficou descoberta e requeria punição. Cada nova transgressão despertava na mente todo o registro da conduta pecaminosa do passado, e então o total cumulativo requeria imediata retribuição. CBASD, vol. 4, p. 715, 716.
25 perverso, príncipe de Israel. O rei Zedequias. Bíblia de Estudo Andrews.
26 Diadema. Do heb. mitsnefeth, traduzido por “diadema” apenas aqui. Mitsnefeth vem da raiz tsanaf, “enrolar” (no caso, como um tecido), portanto, significa um turbante; aqui, a referência é aparentemente ao turbante real, um sinal de realeza. CBASD, vol. 4, p. 716.
O princípio de exaltar o humilde aplica-se aos pobres cativos da babilônia que, uma geração mais tarde, restaurariam Jerusalém. O abatimento do soberbo manifesta-se na eliminação dos que quiseram formar, em Jerusalém, um Estado independente dos caldeus, aos quais tinham jurado fidelidade, independente do próprio Deus, entregando-se à idolatria (Jr 44.15-23; Ez 8.5-18). Saudou-se o nascimento de Jesus Cristo com a proclamação de que este princípio [de exaltar o humilde] estava em pleno vigor (Lc 1.50-53). Vd Ez 17.24n [Bíblia Shedd]. Bíblia Shedd.
27 A ruínas a reduzirei. A passagem diz, literalmente: “uma ruína, uma ruína, uma ruína, Eu a farei”. A tripla repetição intensifica a ideia. O edito é concernente ao trono da casa de Davi. “A Judá não seria mais permitido ter um rei até que o próprio Cristo estabelecesse o Seu reino”(PR, 451; cf. Ed, 179). CBASD, vol. 4, p. 716.
Profecia messiânica que leva em conta Gn 49:10. Somente o Messias restabelecerá o reino de justiça. Bíblia de Estudo Andrews.
28 Acerca dos filhos de Amom. Embora o rei de Babilônia escolhesse atacar Jerusalém em vez de Rabá (v. 20-22), os amonitas não escapariam da punição (ver Ez 25:1-7). CBASD, vol. 4, p. 716.
Com base nos vs. 18-23, pareceria que os babilônios atacariam Jerusalém, mas poupariam Amom. Este terceiro e último cântico da espada explica que Amom também provaria o gosto da ira de Deus, mediante a fúria dos babilônios (Jr 49.1-6). Bíblia de Genebra.
Os amonitas e os israelitas costumavam lutar uma contra a outra. Deus falou para os israelitas não se aliarem com nações estrangeiras, mas Judá e Amom se uniram contra a Babilônia em 589 a.C. (Jeremias 27:3). Deus primeiro julgou Judá quando Nabucodonosor primeiro foi a Jerusalém (21:22), mas Amom seria também julgada, não por se aliar com Judá, mas por assistir a destruição de Jerusalém com prazer. Life Application Study Bible Kingsway.
30 Torna a tua espada à bainha. A ordem é dirigida aos amonitas (ver v. 28). Os esforços militares deles seriam em vão. em seu próprio país receberiam a punição por seus malfeitos. CBASD, vol. 4, p. 716.
31 Brutais. Do heb. Bo’arim, derivado de be’ir, “animais”, “gado”(ver Sl 49:10; 92:6). Estes homens “brutais” são destacados em Ezequiel 25:4 e 10. CBASD, vol. 4, p. 716.
32 Já não serás lembrado. Em contraste com a gloriosa promessa feita a Israel (v. 27). CBASD, vol. 4, p. 716.
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“Filho do homem, profetiza e dize: Assim diz o Senhor: A espada, a espada está afiada e polida” (v.9).
Os juízos de Deus nunca são derramados sem que antes as Suas misericórdias tenham sido abundantes. De forma persistente e amorável, o Senhor clama ao coração do homem para que se converta de seus maus caminhos e se arrependa de seus pecados: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). Não era diferente com o povo da promessa. Israel havia se rendido às transgressões das nações vizinhas e corrompido até mesmo o seu lugar de adoração. A rebelião era constante e a sensação de tranquilidade lhes promovia uma falsa paz que contrastava com a amargura de coração na vida do profeta (v.6).
As “novas” (v.7) que Ezequiel levou aos filhos de Israel foram recebidas com desprezo e com gracejo diante da letargia que os envolvia. E enquanto Ezequiel profetizava: “A espada está […] afiada para matança”, Israel dizia: “Alegremo-nos!” (v.9 e 10). Em tempo de gritos e gemidos (v.12), o povo se alegrava e se banqueteava. Isto não nos lembra outro episódio? Como a voz de Deus, o som que vinha das madeiras aparelhadas ecoava no mundo antigo, bem como a voz do pregador que com vigor e alto clamor, apelava: “Arrependam-se todos, pois eis que Deus derramará o Seu juízo em forma de dilúvio sobre toda a terra!” Era, porém, a mensagem de juízo de Noé de um lado, e a zombaria do mundo antediluviano do outro.
E para aqueles que não dão crédito ao relato do dilúvio, esquecem que o próprio Jesus o confirmou e ainda o utilizou como um prenúncio do tempo do fim: “Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem”, e continuou dizendo: “Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem” (Mt.24:37-39).
Enquanto Israel se alegrava em seu estado espiritualmente falido, a espada do Senhor estava “afiada para matar” (v.15). Deus estava prestes a “realizar a Sua obra, a Sua obra estranha” (Is.28:21). Da mesma forma, amados, “haverá uma prova” (v.13), uma prova final que se aproxima e que revelará os verdadeiros adoradores que suspiram “de coração quebrantado e com amargura” (v.6) e que sentem que o “tempo do castigo final” (v.29) se apressa para o seu cumprimento. Tempo em que “será exaltado o humilde e abatido o soberbo” (v.26).
Não podemos ignorar os constantes apelos do Espírito Santo e o fato irrefutável de que é o Senhor que fala e não o homem (v.32). Amados, ninguém que faz parte deste projeto espiritual ganha algum benefício financeiro para que você receba estas mensagens. O Reavivados por Sua Palavra é um ministério voluntário e um ministério de amor. A nossa maior alegria é que vocês encontrem a verdadeira felicidade no estudo da Bíblia e na comunhão com Deus. E que, juntos, recebamos o preparo do Céu para o grande Dia do Senhor.
Portanto, não ignoremos as advertências das Escrituras, pois elas são tão valiosas quanto as palavras de conforto, e possuem, em sua essência, a máxima do evangelho de que “Deus é amor” (1Jo.4:8). Peça, agora, ao Senhor a humildade para reconhecer isso e persevere em estudar a Sua Palavra, pois é ela que prepara e santifica o povo do advento (Jo.17:17).
Pai de amor e de misericórdia, nós Te louvamos por Tua paciência em nos esperar! É bem verdade, Senhor, que pecamos contra Ti. Que a espada que venha ao nosso encontro seja a espada do Espírito, nos santificando e iluminando o nosso caminho. Conduze-nos ao verdadeiro arrependimento! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, santificados pela Palavra!
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel21 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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EZEQUIEL 21 – A maior desgraça para Israel/Judá é ver chegar o fim da dinastia de Davi, o rei da linhagem messiânica.
O juízo de Deus contra a idolatria, rebeldia e impenitência de Israel/Judá aconteceria mediante a poderosa espada do Império Babilônico. “Deus expressa a firme decisão de destruir Judá e Jerusalém com sua espada afiada. O suspiro de Ezequiel visa a advertir o povo acerca do terror do juízo divino que estava por vir. A espada da Babilônia estava preparada para a matança (v. 8-13) e satisfaria o furor de Jeová (v. 14-17)… O príncipe de Israel, descrito no versículo 25 como profano e perverso, é Zedequias. Seu governo seria derrubado, e ele seria o último rei a governar sobre o povo de Deus até a vinda do Messias, aquele a quem o reino pertence de direito”, observa William MacDonald.
Infelizmente, “não haveria mais nenhum rei da casa de Davi depois de Zedequias até a vinda de Cristo, Aquele a quem o reino pertence de direito, o descendente de Davi no qual a promessa se cumpre de modo pleno e a Quem o Senhor concede o poder”. Felizmente, “Ele ocupará o trono de seu pai, Davi (Lc 1:32)… No devido tempo, Se apropriará do Seu direito de governar: ‘A Ele darei’. Depois que todas as coisas forem transtornadas e toda a oposição for removida, receberá o que lhe é devido (Dn 2:45; 1Co 15:25)”. Certamente “esse fato é mencionado aqui para consolar quem temia que a promessa feita a Davi jamais se cumpriria. Deus declara que a promessa é certa, pois o reino do Messias permanecerá para sempre”, explica Matthew Henry.
Apesar do juízo e da destruição anunciados, há uma promessa subjacente de restauração, especialmente destacada na referência a Quem de fato pertence o Reino (Ezequiel 21:27), apontando para a continuidade da linhagem real de Davi através do Messias – descendente real de Judá.
Uma das mais importantes lições que Ezequiel 21 nos ensina é que Deus está no controle mesmo quando tudo parece conspirar contra essa ideia. Ele usa inclusive os eventos mais sombrios e aparentemente desordenados para cumprir Seus planos. Essa compreensão fortalece nossa fé, lembrando-nos que podemos confiar no governo divino, mesmo em meio às dificuldades e incertezas da vida! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: EZEQUIEL 20 – Primeiro leia a Bíblia
EZEQUIEL 20 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ez/20
Primeiro, um pouco de cronologia: a data (7º ano, 5º mês, 10º dia) poderia referir-se ao ano 591/590 a.C. Isso seria contado a partir de 598/7 a.C. (1ª deportação de judeus através de Nabucodonosor) e está perto de 587 a.C. (destruição de Jerusalém e do templo).
Deus é fiel. Seu povo foi infiel no Egito, no deserto e na Terra Prometida. Humanamente falando, pensaríamos que Deus poderia desistir do Seu povo, porque eles quebraram continuamente a Sua aliança. Sim, existe a ira de Deus, por causa da infidelidade e da injustiça. Mas por causa do Seu nome, Deus pode agir de maneiras que não estão de acordo com os meios da humanidade. Uma coisa é certa: Deus é soberano na história e acima de todas as nações. Ele é o único e verdadeiro Deus. Ele será reconhecido por Sua fidelidade.
Ele também será reconhecido por Sua justiça. Quando os anciãos se aproximaram de Ezequiel em busca de um oráculo divino, possivelmente esperando por uma mensagem de restauração e favor futuro (Ezequiel 20:1), Deus os repreendeu, destacando sua história de desobediência e seu pedido insincero (Ezequiel 20:2-4).
No entanto, Deus ainda dará ao Seu povo esperança para o futuro. Um dia todos reconhecerão que Deus é realmente o SENHOR. Os fiéis de Deus reconhecerão que Deus não age de acordo com suas ações pecaminosas, mas para a honra do Seu nome.
Lydia Fabricius
Pastora, Igrejas Adventistas de Moenchengladbach, Moenchengladbach-Rheydt e Grevenbroich, Alemanha
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ezk/20
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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2286 palavras
Este capítulo-chave (o ano é 590 a.C.) recorda a bondade e a fidelidade de Deus em meio à rebelião de Israel e estabelece a base para o juízo divino. A ênfase está na notória devoção do povo à idolatria, em vez da consagração ao Senhor. Bíblia de Estudo Andrews.
A ênfase está nas tentativas de Deus de trazer a nação de volta para si e na misericórdia de Deus por seu povo constantemente rebelde e desobediente. Ezequiel transmite a mensagem de que as pessoas sozinhas são responsáveis pelos problemas e julgamentos que experimentaram. Life Application Study Bible Kingsway.
1 Sétimo ano. Do cativeiro de Joaquim [aprox. quatro anos antes da queda de Jerusalém, ocorrida em 587/586 a.C.] (ver com. [CBASD] de Ez 1:2, isto é, 591/590 a.C. (ver p. [CBASD] 620). Esta nova data se aplica a Ezequiel 20:1 a 23:49) (ver Ez 24:1). A unidade da nova série de mensagens é mostrada pela tripla repetição da expressão “porventura tu os julgarias … ?” ou “porventura julgarás … ?”(cf. Ez 20:4; 22:2; 23:36). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 707.
Para consultar. A natureza da consulta não é revelada. Sem dúvida, eles desejavam saber que mensagem o Senhor tinha para lhes dar na presente crise. CBASD, vol. 4, p. 707, 708.
3 Vós não Me consultareis. Deus nunca retém a luz do inquiridor honesto; mas, se este se recusa a andar na luz revelada, é presunção pedir mais luz. As pessoas frequentemente buscam mais luz na esperança de evitar algum dever desagradável que Deus manda que realizem (ver 2Ts 2:10, 11). CBASD, vol. 4, p. 708.
4 Faze-lhes saber. O profeta é orientado a contar novamente a história passada de Israel. Este capítulo se compara a Neemias 1, ao Salmo 78 e ao discurso de Estêvão, em Atos 7. CBASD, vol. 4, p. 708.
5 Assim diz o Senhor. Os v. 5 a 9 são uma discussão sobre o período egípcio da história de Israel. CBASD, vol. 4, p. 708.
8 Rebelaram-se contra Mim. A história não menciona diretamente essa revolta no Egito. Contudo, a propensão do povo para os costumes idólatras do Egito confirma isso (ver Js 24:14; cf. PP, 259). Quando chegou a oportunidade para sair do Egito, muitos relutaram em fazê-lo (PP, 260). CBASD, vol. 4, p. 708.
10 Para o deserto. Os v. 10 a 22 recapitulam o segundo período da história de Israel, isto é, a vida no deserto. CBASD, vol. 4, p. 708.
11 Viverá por eles. Cf. Gl 3:12. Não se deve concluir, a partir de Ezequiel 20:11, que tudo o que era requerido era uma observância externa, técnica e superficial de certos preceitos. Deus esperava que a obediência fosse motivada pelo amor e por uma apreciação inteligente do caráter divino. Contudo, devido à falta de discernimento espiritual, Israel não conseguiu, a princípio, entrar nesse relacionamento mais elevado. Porém, Deus planejava guiar o povo para essa experiência o mais cedo possível. CBASD, vol. 4, p. 708.
12 Também lhes dei os Meus sábados. Isto não significa que o sábado foi instituído no Sinai, pois existia desde a criação (Gn 2:1-3); mas foi ali ordenado novamente. A palavra “lembra-te”, no quarto mandamento, aponta para a existência anterior do sábado (ver Êx 16:22-28; PP, 258). … As pessoas podem arrazoar que os propósitos salutares do sábado poderiam ser alcançados em qualquer outro dia. Contudo, Deus especificou um dia determinado e ordenou que fosse santificado e conservado livre de empreendimentos mundanos e prazeres pessoais (Is 58:13). Ninguém pode se excluir impunemente dessa obrigação. CBASD, vol. 4, p. 708.
As profecias de Apocalipse 12 a 14 deixam claro que o sábado é o ponto especialmente controvertido no período que precede a segunda vinda de Cristo (ver GC, 605). O remanescente de Deus será distinguido pela observância dos mandamentos divinos (Ap 12:17; 14:12), incluindo o mandamento do sábado. Ao mesmo tempo, os podres religiosos apóstatas exaltarão um falso dia de repouso e exigirão sua observância. Os seres humanos serão chamados a decidir entre o dia de repouso do Senhor e o falso dia de repouso, o primeiro dia da semana.
Assim, a guarda do sábado se tornará novamente um teste distintivo e se constituirá num sinal (chamado selo, em Ap 7) dos verdadeiros adoradores (ver GC, 640). CBASD, vol. 4, p. 709.
14 Por amor do Meu nome. Por causa de Seu nome, Deus não destruiu completamente o povo, mas simplesmente excluiu aquela geração da posse de Canaã (Nm 14:29-33). O motivo foi a idolatria durante as vagueações no deserto (ver Am 5:2, 26; At 7:42, 43). CBASD, vol. 4, p. 709.
18 A seus filhos. Os v. 18 a 26 recapitulam a terceira parte da história de Israel: a geração que cresceu no deserto sob a influência da legislação e das instituições dadas no Sinai. O povo foi claramente advertido a evitar os pecados dos pais. Os discursos de Deuteronômio são dirigidos a essa geração. CBASD, vol. 4, p. 709.
20 Santificai os Meus sábados. Ver com. [CBASD] do v. 12. … O sábado, por ocorrer regularmente a cada sétimo dia, devia conservar Deus sempre na lembrança (ver PR, 182). Se o sábado tivesse sido guardado como Deus planejou, os pensamentos e as afeições do ser humano teriam sido levados ao Criador como objeto de reverência e adoração, e nunca teria havido um idólatra ou ateu (ver PP, 336; para mais exemplos da forma plural “sábados”, ver Êx 31:13; Lv 23:38). CBASD, vol. 4, p. 709.
21 Os filhos se rebelaram. Os filhos seguiram o exemplo de seus pais. Há evidências históricas disso (ver Nm 15-17). CBASD, vol. 4, p. 709.
23 Espalhá-los. Esta ameaça deve ser entendida à luz das advertências de Levítico 26:33; e Deuteronômio 4:27; e 28:64. O exílio predito não sobreveio àquela geração. Muitos séculos se passaram antes que a penalidade fosse infligida em sua totalidade. Na época da profecia de Ezequiel, ela já havia se cumprido em parte e estava para se cumprir completamente. CBASD, vol. 4, p. 709.
25 Estatutos que não eram bons. Estes não são os “estatutos … os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles”(v. 11). Não são parte da lei mosaica. Isto fica evidente pela referência, feita no v. 26, ao sacrifício dos filhos a Moloque. Os estatutos que o povo havia adotado, que não eram bons, vinham dos pagãos que os rodeavam. Mas, como pode ser dito que Deus deu esses estatutos a eles? No pensamento bíblico, alguns atos são atribuídos a Deus, não porque Ele de fato os realiza, mas porque, em Sua onipotência e onisciência, Ele não os impede. Uma compreensão deste princípio ajuda a explicar declarações aparentemente contraditórias, as quais parecem se opor ao ensino bíblico de que o caráter de Deus é puro e santo (ver Is 63:17; 2Ts 2:11, 12). CBASD, vol. 4, p. 709.
Por que Deus daria a eles leis que não eram boas? Isso não está falando sobre nenhum aspecto da Lei mosaica – Ezequiel reforça essa lei (20:11, 13, 21). Evidentemente, os judeus haviam adotado Êxodo 13:12 e 22:29, a dedicação dos animais primogênitos das crianças, como justificativa para o sacrifício de crianças ao deus cananeu Moloque. Deus os estava entregando a essa ilusão para fazê-los reconhecê-lo, abalar suas consciências e revitalizar sua fé (20:26). Life Application Study Bible Kingsway.
26 Permiti que eles se contaminassem. A frase deve ser entendida em harmonia com o v. 25. Deus, na verdade, não contaminou o povo; apenas permitiu que sofresse as consequências da própria conduta. CBASD, vol. 4, p. 710.
tudo o que abre a madre. Todos os primogênitos pertenciam ao Senhor, mas os filhos não deveriam ser sacrificados. Bíblia de Genebra.
27 Nisto me blasfemaram. Os v. 27 a 29 recapitulam o quarto período da história de Israel, o mais longo de todos, que começa com a entrada em Canaã e se estende até os dias do profeta. CBASD, vol. 4, p. 710.
32 Como as nações. Israel desejava ser “como as nações”ao redor (ver 1Sm 8:5, 20). O profeta desvenda as aspirações secretas dos que o consultam e diz categoricamente que suas ambições não serão alcançadas. É possível que enganassem a si mesmos com o pensamento de que se pudessem ser liberados da responsabilidade espiritual como povo escolhido de Yahweh, escapariam das severas punições que os profetas anunciavam. Talvez acreditassem que, se eles estivessem na mesma condição dos pagãos, tendo responsabilidade menores, Yahweh os deixaria em paz. … A resposta é que isso não aconteceria, pois Israel se encontrava numa relação bem diferente daquela dos pagãos. Deus lida com as pessoas segundo a luz e os privilégios que receberam. Ele não retira esses privilégios nem abandona facilmente aqueles para quem planejou um elevado destino. O que Ele planeja e executa é para o bem dos envolvidos, como eles próprios, por fim, vão admitir. CBASD, vol. 4, p. 710.
35 Deserto dos povos. É pouco provável que a referência seja a qualquer deserto literal, como o da Arábia ou Síria. A expressão “deserto dos povos”é vaga. … Historicamente o plano que Ezequiel menciona aqui nunca se cumpriu, pelo menos não em grau significativo. A regeneração espiritual que Deus estava buscando efetuar entre os cativos não se materializou. Se esses propósitos houvessem se concretizado, e se os exilados que retornaram sob o comando de Zorobabel tivessem sido pessoas espiritualmente reavivadas, a história subsequente de Israel teria sido bem diferente. CBASD, vol. 4, p. 711.
37 Passar debaixo do meu cajado. Uma figura que representa o pastor que conta e separa seu rebanho (Lv 27:32; Jr 33:13). Como em Mateus 25:33, o pastor separa as ovelhas dos bodes. A terra do Israel restaurado deverá ser uma terra de justiça, e os rebeldes não entrarão nela. CBASD, vol. 4, p. 711.
Esta frase alude à prática de contar os animais para efeito do pagamento de dízimos (Lv 27.32-33); ela sugere que uma décima parte seria deixada (cf. Is 6.13). Bíblia de Genebra.
39 Cada um sirva. Ver Js 24:15. Se, depois de advertidas, as pessoas ainda se recusam a obedecer, não há mais nada que Deus possa fazer. A coerção é contrária ao caráter divino. Portanto, Ele não as impede de servir aos ídolos. A linguagem é semelhante à de Apocalipse 22:11, que diz, literalmente: “Que o injusto ainda faça injustiça, e que a pessoa imunda continue a se contaminar.” CBASD, vol. 4, p. 711.
Os israelitas estavam adorando ídolos e dando presentes do Deus ao mesmo tempo! Eles não acreditavam em seu Deus como o único Deus verdadeiro; em vez disso, eles o adoraram junto com os outros deuses da terra. Talvez eles gostassem dos prazeres imorais da adoração de ídolos; ou talvez não quisessem perder os benefícios que os ídolos poderiam lhes dar. Frequentemente, as pessoas acreditam em Deus e lhe dão presentes de frequentar a igreja ou serviço, enquanto ainda se apegam a seus ídolos ou dinheiro, poder ou prazer. Eles não querem perder nenhum dos benefícios possíveis. Mas Deus quer todas as nossas vidas e toda a nossa devoção; ele não as irá compartilhar porque devoção a qualquer outra coisa é idolatria. Life Application Study Bible Kingsway.
40 No Meu santo monte. Isto é, o monte Sião [monte do templo, em Jerusalém], também chamado o “monte alto de Israel”(ver Ez 17:13′; Sl 2:6; Is 2:2-4; Mq 4:1-3). CBASD, vol. 4, p. 711.
Requererei as vossas ofertas. A lei ritual ainda estaria em vigor após a restauração, e, portanto, a referência não é primariamente à era cristã. É uma das promessas condicionais de glória futura que nunca se cumpriu porque Israel não abandonou seus pecados. Se as condições tivessem sido satisfeitas, o mundo inteiro poderia ter sido preparado para a vinda do Messias, e nem diferente teria sido o desfecho da história … ! [ver vol. 4, p. 15-17]. CBASD, vol. 4, p. 711.
43 Tereis nojo de vós mesmos. Este é o sinal de que a pessoa está verdadeiramente arrependida. Os que procuram desculpar os próprios pecados ainda não deram o primeiro passo em direção ao verdadeiro arrependimento. … A aversão pelos próprios pecados é um dos antídotos mais eficientes contra uma posterior repetição deles. A razão pela qual se recorre tão repetidamente aos mesmos erros é que não se tem tristeza pelos pecados. CBASD, vol. 4, p. 711.
44 Não segundo. A salvação é e sempre será uma dádiva imerecida. A conduta ímpia só merece a morte. Não há nenhuma quantidade de “obras”que o pecador possa acumular para, no fim, torná-lo digno do Céu. CBASD, vol. 4, p. 712.
45 Veio a mim. Na Bíblia hebraica, os v. 45 a 49 formam a abertura do cap. 21. … As palavras “volve o rosto”(v. 46) parecem ligar esta seção ao cap. 21, pois a mesma frase ocorre em 21:2. CBASD, vol. 4, p. 712.
46 Para o Sul. A expressão designa a terra de Judá, que, embora estivesse quase a oeste da Babilônia, só poderia ser alcançada se os babilônios chegassem pelo norte (ver com. de Jr 1:13). CBASD, vol. 4, p. 712.
47 Toda árvore verde. Isto é, pessoas de todas as classes, toda a população. Se a distinção está baseada na moralidade (ver Ez 21:4), deve-se lembrar que numa catástrofe nacional sofrem todos os que fazem parte da nação, bons ou maus. A calamidade não representa necessariamente a perdição eterna do indivíduo. As pessoas têm o privilégio da salvação individual. CBASD, vol. 4, p. 712.
48 Não se apagará. O fogo seria tão feroz que ninguém poderia extingui-lo. Portanto, arderia até completar sua obra de destruição. então se apagaria espontaneamente. Esta mesma expressão, aplicada aos fogos do inferno (Mc 9:43, 45), é considerada por alguns como se o fogo do inferno continuasse por toda a eternidade. Outro texto mostra que tal interpretação é errônea, pois o fogo em Jerusalém que foi aceso pelos caldeus seria inextinguível (Jr 17:27), embora tenha se apagado logo que a obra de devastação foi realizada. CBASD, vol. 4, p. 712.
49 Não é ele proferidor de parábolas? O povo desejava evitar a aplicação da profecia a si mesmo, rotulando-a como obscura. Fingiam não compreendê-la. CBASD, vol. 4, p. 712.
O ridículo e a zombaria eram, com frequência, dirigidos contra os profetas (2Cr 36.16; Mt 20.19; 27.29). Bíblia de Genebra.
Ezequiel estava exasperado e desanimado. Muitos israelitas reclamaram que ele falava apenas em enigmas (“parábolas”), então eles se recusaram a ouvir. Não importa quão importante seja nosso trabalho ou quão significativo seja nosso ministério, teremos momentos de desencorajamento. Aparentemente, Deus não respondeu ao apelo de Ezequiel; em vez disso, ele deu outra mensagem para proclamar. O que tem te desanimado? Você já sentiu vontade de desistir? Em vez disso, continue fazendo o que Deus lhe disse para fazer. Ele promete recompensar os fiéis (Marcos 13:13). A cura de Deus para o desânimo pode ser outra tarefa. Ao servir aos outros, podemos encontrar a renovação de que precisamos. Life Application Study Bible Kingsway.
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“Também lhes dei os Meus sábados, para servirem de sinal entre Mim e eles, para que soubessem que Eu sou o Senhor que os santifica” (v.12).
O maior Salmo e também o maior capítulo das Escrituras é dedicado a detalhar a expressão do caráter de Deus. Ali, encontramos, dentre outros termos, que os mandamentos do Senhor são bons (Sl.119:39), verdadeiros (Sl.119:86), ilimitados (Sl.119:96), “a própria verdade” (Sl.119:142) e eternos (Sl.119:160). Mediante tamanho conhecimento, entendemos porque Jesus foi o cumprimento exato e perfeito da lei que Ele mesmo sancionou com tinta que não se apaga (Fp.2:8).
Mas quando vamos ao texto de Êxodo 20, percebemos que há um mandamento específico sobre o qual Deus Se revela de um modo muito especial. De todos os mandamentos, o único que aparece no relato da criação, antes do pecado, é o quarto mandamento do Decálogo: “E abençoou Deus o sétimo dia e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera” (Gn.2:3). O descanso sabático foi criado para o benefício do ser humano e difere dos sábados cerimoniais que tinham uma finalidade de apontar para o plano da redenção. Mas o sábado do sétimo dia “é o sábado do Senhor” (Êx.20:10).
Ao contrário do que se pensa, o quarto mandamento não se trata de uma desculpa para o ócio, mas de um incentivo ao labor: “seis dias trabalharás” (Êx.20:9). O sábado é, portanto, um “carregador de baterias” e refrigério sagrado, onde Deus deseja ter um encontro especial com Seus filhos. Em um mundo secularizado e domesticado pelo sistema capitalista, parar enquanto todos correm requer fé e amor, principalmente quando se trata de parar no dia que Deus instituiu, e não o homem. Israel havia perdido esta relação íntima com o Criador ao andar “após os seus ídolos” (v.16). Isto não nos deixa bem claro que o afastamento dos mandamentos do Senhor tem tudo a ver com a diversidade dos “ídolos” modernos que o homem tem erguido no coração?
A primeira mensagem angélica possui três características que devem ser seriamente consideradas: é “um evangelho ETERNO”, mundial e que deve ser pregado “em grande voz”. Agora perceba a segunda parte da mensagem: “adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:6-7). É um chamado à adoração ao Criador. E qual é o único mandamento que aponta o Senhor como o Criador? “Porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou” (Êx.20:11). A profanação do sábado não é apenas uma quebra de mandamento, mas é a criatura declarando que não precisa do Criador. É o barro dando as costas ao Oleiro. O filho ignorando o Pai.
Israel havia quebrado a aliança do Senhor, mas Ele não permitiria que o Seu nome fosse “profanado diante das nações” (v.22). O sábado, além de um sinal de identificação, é uma revelação do Deus EU SOU (v.20). Perante as demais nações, as bênçãos sabáticas deveriam ser uma evidência inquestionável de que Israel era governada pelo cetro divino. No entanto, o povo que foi chamado para ser luz, dizia em seu coração: “Seremos como as nações, como as outras gerações da terra” (v.32). De modo que Ezequiel era considerado apenas um contador de parábolas (v.49).
Biblicamente, podemos afirmar que o Senhor não está com a maioria, mas com aqueles que O amam como Ele deseja ser amado; aqueles que fazem a Sua vontade (Mt.7:21). Foi por isso que Ele salvou Noé e sua casa, porque “Noé andava com Deus” (Gn.6:9). E esta comunhão com o Senhor foi que o levou a fazer “consoante a tudo o que Deus lhe ordenara” (Gn.7:22). Certa vez, ouvi uma frase que me marcou e que revela uma grande verdade a respeito da observância dos dez mandamentos: “Se fossem dez sugestões, poderíamos nos sentir livres para honrar a Deus quando quiséssemos” (Filme “Como tudo começou”). Mas Deus mesmo escolheu este dia santo como um presente à humanidade. Dia este que foi cumprido por Jesus na vida, quando, no sábado, congregava nas sinagogas e fazia o bem (Lc.4:16; Mt.12:12), e na Sua morte, quando repousou no sábado fazendo do memorial da criação também o memorial da redenção.
A guarda do sábado, bem como a observância dos mandamentos de Deus, nunca foi e nunca será a causa de nossa salvação, mas a consequência dela. O maior dos mandamentos está revelado na primeira tábua da lei divina “e o segundo, semelhante a este” (Mt.22:39), na segunda tábua. Você, de fato, ama a Deus? Então, saiba que “o cumprimento da lei é o amor” (Rm.13:10). Não permita que o seu coração seja envolvido pelo grande mal das multidões dos últimos dias, em que “o amor se esfriará de quase todos” (Mt.24:12), mas comungue da “perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Pois aquele “que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13).
Nosso Criador, o sábado vem a nós a cada semana como um presente e um lindo lembrete de que um dia voltaremos a adorá-Lo de um sábado a outro como o Senhor nos criou para fazer. No decorrer da História, homens jeitosamente mudaram a Tua lei e prevaleceram nisso, como está escrito que aconteceria. E hoje estamos às vésperas de um decreto em defesa de um sábado espúrio. Oh, Senhor, dá-nos força, coragem e lealdade para que permaneçamos firmes à Tua verdade ainda que caiam os céus! Pois passarão os céus e a terra, mas a Tua Palavra jamais passará. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, santos perseverantes!
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel20 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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EZEQUIEL 20 – Este capítulo é estruturado de forma a destacar a infidelidade do povo de Israel e a fidelidade de Deus, bem como o resultado de cada uma dessas atitudes:
• O capítulo inicia com o contexto histórico, indicando o tempo e o propósito da profecia (Ezequiel 20:1-3). Aqui, Deus chama Ezequiel para profetizar contra os anciãos de Israel e contra a rebelião deles.
• Uma grande seção é utilizada para recordar o passado, podendo ser dividida nas seguintes partes:
1. Deus relembra as ações passadas de Israel, desde o Egito até Canaã, enfatizando como eles foram persistentemente rebeldes e desobedientes (Ezequiel 20:4-17).
2. Depois, Deus destaca especificamente os pecados de idolatria do povo, especialmente relacionados à adoração de ídolos e à profanação do sábado (Ezequiel 20:18-26).
3. Finalmente, Deus também lembra como Ele planejava destruir Israel por causa de sua infidelidade, mas Ele relutou em fazê-lo completamente por causa de Seu nome, para não profaná-lo perante as nações (Ezequiel 20:27-29).
• Depois disso, o texto apresenta promessas de restauração. Após relembrar os pecados do povo, Deus promete restaurá-lo futuramente. Apesar de declarar que os exilará entre as nações, assegura que os reunirá na Terra Prometida novamente (Ezequiel 20:30-44). Fica evidente a ênfase da fidelidade de Deus, frente à infidelidade do povo.
• No final do capítulo é proferido um julgamento contra os líderes corruptos, especialmente contra aqueles que lideram o povo para a idolatria; evidenciando que o perdão e a restauração estão condicionados à verdadeira mudança e arrependimento do povo (Ezequiel 20:45-49).
Ao examinar atentamente Ezequiel 20, podemos extrair princípios missionários relevantes para a igreja contemporânea, que busca cumprir sua missão de proclamar o Evangelho e fazer discípulos num mundo em constante mudança.
A recorrência da infidelidade ao longo da história de Israel deve levar-nos a reconhecer a realidade do pecado e da falha humana. Todos nós precisamos abraçar a salvação oferecida por Cristo e oferecer esperança e perdão aos perdidos e desesperados.
A mesma fidelidade e obediência exigida de Israel quanto à missão, Deus espera da igreja contemporânea. A missão da igreja é comprometer-se com todos os princípios do Reino de Deus e refletir o evangelho de Cristo em todas as áreas da vida.
Deus anseia a redenção do mundo inteiro, sem exceção. Portanto, vamos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: EZEQUIEL 19 – Primeiro leia a Bíblia
EZEQUIEL 19 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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