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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/zc/1
Em 520 a.C. o Senhor chamou Zacarias para se juntar a Ageu a fim de despertar os judeus que haviam retornado a Jerusalém do cativeiro na Babilônia. Dezesseis anos haviam se passado desde que Zorobabel os conduzira de volta à sua terra natal prometida. Eles observaram a festa dos Tabernáculos. E em seguida, lançaram os alicerces do Templo.
Então, os povos ao redor trouxeram problemas. O trabalho foi interrompido. O profeta Ageu os levou a renovarem seus esforços para completar a missão que Deus tinha para eles – a reconstrução do Templo.
Esta lição é para nós. Nossa segurança está em Deus. Devemos acreditar em Suas palavras. A mensagem do homem no cavalo vermelho, “a terra está em repouso”, refere-se ao fato de que o conflito a respeito do reinado persa havia terminado. Dario, o novo rei, era mais favorável aos judeus. O Senhor disse: “Estou me voltando para Jerusalém com misericórdia, e ali o meu Templo será reconstruído”. Seu povo deveria cumprir a missão para a qual Ele os havia trazido de volta. Os quatro chifres são explicados como aqueles que trabalharam contra o povo de Deus. Os quatro carpinteiros-artesãos referem-se a Zorobabel, Neemias, Ageu e Zacarias.
Deus também tem uma missão para nós hoje: proclamar as três mensagens angélicas. Coloquemo-nos nas mãos do Senhor a fim de sermos usados para a salvação de muitas pessoas.
David Manzano
Pastor aposentado, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/zec/1
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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998 palavras
1. Título. O livro é intitulado segundo o nome de seu autor, Zacarias, do heb. Zekaryah, que significa “Yahweh lembra” ou “Yahweh tem lembrado”. Era um nome comum entre os judeus.
2. Autor. Zacarias foi, possivelmente, um levita ou mesmo um sacerdote (ver Ne 12:16; cf. Zc 1:1).
3. Contexto histórico. Zacarias foi contemporâneo de Ageu (Zc 1:1; ag 1:1).
4. Tema. Zacarias, assim como Ageu, foi designado por Deus para levar os judeus à ação, pois, devido à oposição inimiga sancionada pelo falso Esmérdis (522 a.C.), os judeus haviam interrompido a edificação do templo (ver vol. 3, p. 57, 58). As profecias de Zacarias “vieram num tempo de grande incerteza e ansiedade”, quando “parecia aos líderes como se a permissão dada aos judeus para reconstruir estivesse prestes a sofrer impedimento”(PR, 580). Suas mensagens, lidando com a obra de Deus e os planos divinos para a restauração, foram designadas para levar encorajamento ao debilitado zelo dos judeus. Como resultado das inspiradas mensagens e a liderança de Ageu e Zacarias, logo o templo foi concluído (Ed 6:14, 15).
As mensagens de Zacarias, expondo um glorioso futuro, eram condicionais (Zc 6:15). Devido à falha dos judeus em atender às condições espirituais sobre as quais sua prosperidade estava baseada, as profecias não foram cumpridas de acordo com o propósito original. No entanto, certas características serão cumpridas na igreja cristã (ver p. 17-23).
1 Segundo ano do rei Dario. Ou seja, 520 a.C.
3 Tornai-vos. Deus apela ao povo que se arrependa e receba o favor divino que lhes permitiria realizar, com segurança e certeza, a obra de reconstrução do templo (ver p. 1193). A necessidade de arrependimento e reforma é, com frequência, salientada por Zacarias (ver Zv 3:7; 6:15; 7:7-10; 8:16, 17).
Diz o SENHOR. A tríplice repetição desta frase é, sem dúvida, para se dar ênfase.
5. Vossos pais. Deus conclamou Seu povo a refletir sobre a conduta e o destino de seus antepassados, como uma lição para o presente.
Vivem para sempre? Os profetas eram mortais como aqueles a quem pregavam. Todavia, suas palavras eram de Deus.
7 Mês undécimo. A data apresentada neste versículo é, aproximadamente, 15 de fevereiro de 519 a.C., pelo cálculo Juliano (ver vol. 3, p. 89). Cerca de três meses antes, Zacarias começara seu ministério profético (Zc 1:1). As oito visões registradas em Zacarias 1:8 a 6:8 foram dadas no intervalo.
8 Uma visão. A primeira visão foi designada para inspirar confiança no bondoso propósito de Deus para restaurar Seu povo. Ela assegurou que as nações gentílicas seriam derrubadas e que, a despeito do atual estado de Israel, o misericordioso propósito de Deus seria realizado desde que o povo fizesse a parte que lhe cabia (ver Zc 6:15). … A série de oito visões registrada em Zacarias 1:7 a 6:8 apresenta uma narrativa profética conectada, que expõe o propósito de Deus para os judeus sobre o retorno deles do cativeiro babilônico e culmina na vinda do Messias e o estabelecimento de Seu reino (ver p. 13-18). Zacarias recebeu esta série de visões numa época de grande desânimo, quando parecia que os inimigos do povo de Deus estavam prestes a fazer a restauração parar completamente (ver PR, 582). Essas mensagens foram designadas a encorajar os exilados que retornaram e inspirá-los a prosseguir com fé em sua obra.
A primeira visão (Zc 1:7-17) revela o plano de Deus para o Israel paralisado. As nações pagãs da terra estavam “tranquilas”, mas Deus anunciou Seu propósito de restaurar o templo como Sua “casa”e “escolher Jerusalém” como o agente por meio do qual Seu propósito para a salvação dos seres humanos seria realizado.
18-21 A segunda visão (Zc 1:18-21) ilustra a danificada nação de Israel como tendo sofrido em resultado do cativeiro, mas a visão também apresenta a intenção de Deus de reparar todo o estrago causado a ela.
Cavalo vermelho. O profeta não explica o significado da cor, e a especulação é inútil.
Murteiras. Uma árvore sempre-verde que ostenta flores brancas e um fruto aromático do qual são feitos os perfumes. A árvore é comum na Palestina.
10 Percorrerem a terra. Estes mensageiros são representados como prestando um relatório ao grande Governante do universo a respeito dos assuntos terrestres, especialmente com relação a Israel, o povo escolhido de Deus, por estar passando pelo cativeiro por meio da opressão de nações pagãs vizinhas. Eles já haviam realizado sua missão e estavam prontos a prestar o relatório.
11 Repousada. O programa de Deus parece estar paralisado. As nações não estão fazendo nada para proporcionar alívio e auxílio ao povo de Deus. Na verdade, parece que a permissão para a reconstrução estava cancelada (ver p. 1181, 1182; PR, 579, 580).
12. Não terás compaixão. O povo de Deus estava em situação de insegurança e desalento. O templo permanecia em desolação, e Jerusalém, em ruínas.
13 Palavras consoladoras. A visão foi designada para levar encorajamento e conforto ao povo.
14 Sião. Neste versículo, a palavra é usada como sinônimo para toda a cidade de Jerusalém (ver com. de Sl 48:2).
15 Vivem confiantes. Ver com. do v. 11. Embora Deus tenha castigado os israelitas por causa de seus pecados, Ele estava apenas “um pouco indignado e planejou restringir os juízos. Por outro lado, os “gentios”, indo além do que Deus pretendia, intentavam colocar os israelitas em sujeição permanente (ver Is 10:5-19).
16 Será edificada. Os v. 16 e 17 revelam os bons desígnios de Deus para o remanescente. As predições foram cumpridas parcialmente. O templo foi reconstruído, e Jerusalém, restaurada. Mas a prosperidade indicada neste versículo nunca ocorreu completamente. O povo falhou em cumprir as condições espirituais sobre as quais estava baseada sua prosperidade temporal. Ainda assim, a oportunidade era deles. A visão foi designada a encorajá-los e apresentar um forte incentivo para usufruir seus privilégios negligenciados (ver p. 17-20). O plano de Deus para Israel, temporariamente interrompido pelo cativeiro, seria retomado novamente. A Israel seriam restaurados os privilégios e as responsabilidades da relação de aliança (ver p. 18).
18 Quatro chifres. Os chifres são claramente definidos como os poderes que “dispersaram a Judá, a Israel e a Jerusalém”(v. 19; ver PR, 581). O número “quatro” pode denotar universalidade, como sugerido pelos quatro pontos cardeais (ver Dn 8:8; 11:4) para onde Israel fora espalhado (Zc 1:212; cf. 2:6; ver com. de Zc 1:8).
20 Ferreiros. Do heb. charasim, “artesãos”. A palavra denota os que trabalham com pedra (Êx 28:11), madeira (2Sm 5:11), metal (1Sm 13:19), etc. … Os artesãos representavam “os agentes usados pelo Senhor na restauração de Seu povo e da casa do Seu culto”(PR, 581).
Referências: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1193 – 1198.
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“Respondeu o Senhor com palavras boas, palavras consoladoras, ao anjo que falava comigo” (v.13).
Contemporâneo de Ageu, o profeta Zacarias recebeu do Senhor uma série de visões em sucessão. Era um tempo sobremodo difícil e solene. O povo havia acabado de retornar do exílio e ainda enfrentava muita retaliação por parte dos pagãos que ali viviam. Daqueles que voltaram, uma grande parte havia nascido e crescido em Babilônia, trazendo consigo os costumes de seu antigo lar. Ao trazer-lhes à memória a desobediência de seus pais e as consequências de tal atitude, era desígnio de Deus chamá-los para assumir uma postura diferente, a fim de que pudessem desfrutar das bênçãos advindas da obediência. “Tornai-vos para Mim” (v.3) e “Convertei-vos” (v.4) eram declarações de amor do Pai, que desejava reatar com Israel o elo do relacionamento que se havia rompido.
Acompanhado de um anjo, Zacarias teve visões em sequência, a começar pelos cavalos. Em uma visão da noite, ele viu num vale “um homem montado num cavalo vermelho” e vários cavalos atrás dele (v.8). Após cumprirem o seu propósito de “percorrerem a Terra” (v.10), eles apresentaram a seguinte conclusão: “Nós já percorremos a Terra, e eis que toda a Terra está, agora, repousada e tranquila” (v.11). Considerando a expectativa humana, esta seria uma conclusão positiva acerca da condição da Terra. Mas sob o ponto de vista divino, pior não poderia estar. Ainda que, de muitas formas, as nações tivessem testemunhado as manifestações de Deus, escolheram adormecer no sono letal da indiferença e andar por sobre o solo instável da autoconfiança: “E, com grande indignação, estou irado contra as nações que vivem confiantes […], e elas agravaram o mal” (v.15).
Na segunda visão, o profeta viu quatro chifres e quatro ferreiros como símbolos da soberania de Deus sobre os poderes terrestres. Chifre em profecia simboliza poder ou reino. Os quatro chifres, portanto, são uma referência aos reinos que dispersaram o povo de Deus e o oprimiu em períodos diferentes da história de Israel. Mas apesar das tentativas de destruir os filhos de Israel e de frustrar os propósitos de Deus, essas visões revelam que, mesmo na letargia ou nas circunstâncias mais adversas, ninguém pode malograr a perfeita agenda dAquele que planejou a nossa salvação antes da fundação do mundo.
Há um relatório sendo apresentado ao Senhor sobre a situação da Terra hoje. Há um clamor sendo erguido com grande urgência: “Tornai-vos para Mim, diz o Senhor dos Exércitos, e Eu Me tornarei para vós outros, diz o Senhor dos Exércitos” (v.3). “Convertei-vos, agora, dos vossos maus caminhos e das vossas más obras” (v.4). Em um clima de contagem regressiva, a Terra convulsiona como prestes a revelar os efeitos do mal em sua totalidade. As doenças malignas, os desastres naturais, a falta de amor são sintomas cada vez mais graves de um mundo em ebulição. Contudo, não há pior condição do que aquela que afeta a nossa razão e nos condiciona ao estado de repouso fatal; aquele em que o homem se torna cuidador de si mesmo, deixando de depender de Deus.
Como o mundo antediluviano sucumbiu pela água, os ímpios sucumbirão no juízo final pelo fogo. Noé teve de enfrentar uma geração “repousada e tranquila” (v.11) certa de que as palavras do velho pregador não se cumpririam. Ao perceber, porém, que logo entraria na arca, sua voz ergueu um alto clamor com palavras de apreço e consideração mesmo por aqueles que constantemente o escarneciam. A fim de nos livrar da condenação do pecado, Jesus Cristo nos falou “com palavras boas, palavras consoladoras” (v.13): “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt.4:17). “Com grande empenho” (v.14), o Espírito Santo está zelando por todos os mansos da Terra e congregando-os para a arca da salvação, para o seguro Refúgio durante a última grande batalha.
Que neste tempo de decisiva sacudidura, o Senhor nos encontre “seguindo a verdade em amor” (Ef.4:15), “na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos” (Tt.1:2).
Querido Pai do Céu, nunca necessitamos tanto da Tua armadura como agora! Reveste-nos da Tua armadura, e a Tua armadura é Cristo! Ele é a Verdade. Ele é a nossa Justiça. Ele é o Príncipe da Paz. A nossa fé é a fé de Jesus. Ele é o nosso Salvador. Ele é a Palavra. Senhor, concede-nos Teu Espírito de amor! Desperta a Tua igreja! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, despertos para a última grande batalha!
Rosana Garcia Barros
#Zacarias1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ZACARIAS 1 – Quem era Zacarias?
Foi “profeta, filho de Baraquias e neto de Ido (Ed 5:1; Zc 1:1)… Sua primeira mensagem registrada foi dada no segundo ano de reinado (520/519 a.C.) de Dario (Zc 1:1). É possível que ele tenha nascido na Babilônia. Assim como Jeremias e Ezequiel, ele era tanto profeta como sacerdote. Chega-se a essa conclusão porque ele pertencia à casa de Ido, e um importante sacerdote chamado Ido retornou com Zorobabel (Ne 12:1, 4)… O livro de Zacarias contém mensagens dirigidas a Zorobabel, líder político da nação, Josué, o sumo sacerdote, e ao povo como um todo… Com o profeta Ageu, Zacarias foi fundamental no estímulo aos judeus que retomaram as atividades de restauração do templo e de conclusão do edifício (Ed 5:1, 2)”, esclarece o Dicionário Bíblico Adventista.
Zacarias 1 inicia com um chamado à restauração e esperança para os judeus após o exílio na Babilônia. É um chamado ao arrependimento e retorno a Deus (vs. 1-6).
• Deus anseia por um relacionamento genuíno com Seu povo.
Após esse chamado inicial, o profeta apresenta duas visões: Dos cavalos (Zacarias 1:7-17) e dos quatro chifres e os artesões (Zacarias 1:18-21). Estas visões visam frisar que Deus está no controle das nações da Terra, e Ele vencerá as forças do mal e implantará Seus planos.
• Mas, nenhuma restauração fará sentido sem reconciliação com Deus.
Luter Boyd diz que o papel duplo de Zacarias “como sacerdote e profeta não é único no Antigo Testamento (veja Samuel, Jeremias e Ezequiel)”, isso “explica o seu interesse incomum pelas questões sacerdotais (veja Zc 3:1-5; 4:1-6, 11-14; 6:9-15; 8:18-19; 14:16-21)… Proporcionalmente ao seu tamanho, Zacarias é o livro do Antigo Testamento citado com mais frequência no Novo Testamento. É especialmente rico em alusões messiânicas (Zc 9:9 – Mt 21:5; Jo 12:15; Zc 9:11 – Mt 26:28; Mc 14:24; Lc 22:20; 1Co 11:25; Hb 13:20; Zc 11:12 – Mt 26:15; 27:9; Zc 12:10 – Jo 19:37; Zc 13:7 – Mt 26:31; Mc 14:27), o que indica sua importância para a primitiva comunidade cristã. Seu lugar quase ao término do cânon dos profetas do Antigo Testamento dá a esse livro um senso de antecipação, como se já observasse a obra salvadora de Deus em Cristo”.
Jesus é fundamental para nossa restauração. Portanto, reavivemo-nos nEle diariamente! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: AGEU 2 – Primeiro leia a Bíblia
AGEU 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ag/2
“Meu espírito habita entre vocês; não tenham medo.” (Ag 2:5)
Imagine que você obedeceu a Deus, mas a destruição ainda está se aproximando.
O que poderia ser mais reconfortante do que saber que o Espírito de Deus ainda está entre nós? Na mensagem profética dada a Ageu, Deus lhe diz que mesmo que tudo ao redor do povo fiel de Deus desmorone, Ele não os abandonará. Esta é uma mensagem para os fiéis. Ele permanecerá com eles – com o Seu Espírito. São boas noticias. E vale a pena lembrar, ainda hoje, que as pessoas podem ter medo de ficar sozinhas no julgamento. O Espírito de Deus está com Seu povo fiel.
Além disso, de uma forma bela e pessoal, Deus também tranquiliza Zorobabel, o governador de Judá. Deus estará com ele. Para um profeta como Ageu, que ouviu a voz de Deus falar com ele? Bem, ele sabe que a promessa de Deus se cumprirá. Mas e quanto o governador? Ele deveria confiar na mensagem de Ageu.
Assim é conosco hoje. Devemos confiar nas mensagens proféticas, que nós mesmos não ouvimos. Mas pela fé, podemos saber que Ele estará conosco – mesmo que tudo ao nosso redor desmorone.
Thomas Rasmussen
Pastor, Igrejas Adventistas de Odense e Lille Nørlund, Dinamarca
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/hag/2
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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1195 palavras
3 Que tenha sobrevivido. Como 70 anos ainda não haviam se passado (ver com. de Ag 1:2) desde a destruição do templo, é bem provável que os mais antigos ali presentes tivessem contemplado o primeiro templo na sua infância. Alguns comentaristas creem que mesmo Ageu já fosse idoso o bastante para tê-lo visto. A notável diferença entre a magnífica “glória” do templo de Salomão e a aparência decepcionante do novo edifício deve ter trazido tristeza profunda para o povo, já sentida no lançamento da pedra fundamental 15 anos antes (Ed 3:11-13).
Nada. Flávio Josefo afirmou que o segundo templo teve apenas metade da altura do templo de Salomão e em muitos aspectos era inferior a ele (Antiguidades, viii.3.2; xv.11.1). No entanto, a principal diferença não foi de tamanho, mas a de esplendor em aparência e em ricos adornos de ouro e pedras preciosas.
4 Sê forte. Estas palavras de encorajamento foram proferidas três vezes para se dar ênfase … .
5 Aliança. O Senhor havia prometido que seria com Seu povo (Êx 29:45).
Saístes do Egito. Os filhos de Israel [descendentes de Jacó/Israel] sempre consideraram a libertação do Egito um evento excepcional (ver com. de Am 2:10).
Meu Espírito. Deus deu ao seu povo a garantia de que o Espírito Santo habitaria com eles (ver PR, 576).
6 Ainda uma vez. Ou, “ainda uma vez”. Para que as pessoas aprendessem a aceitar e a valorizar grandemente o segundo templo, Ageu previu que, no futuro, a sua glória superaria em muito a do templo de Salomão. Pelo uso da palavra “ainda”, o profeta remete a manifestações anteriores de poder do poder de Deus, incluindo, provavelmente, o tremor de terra que acompanhou a promulgação da lei no monte Sinai (ver com. de Sl 68:7, 8).
7 Farei abalar todas as nações. Uma vez que o profeta contemplava o primeiro advento do Senhor, esta é, provavelmente, uma referência à queda das nações e dos impérios que tiveram lugar após o período de Ageu (ver v. 21, 22).
… farei abalar todas as nações e as coisas preciosas de todas as nações virão (ARA). ARC: “… e farei tremer todas as nações, e virá o Desejado de todas as nações, …”.
Desejado (ARC). Do heb. chemdhah, de chamad, “desejar”. O “desejado de todas as nações”foi ao segundo templo – construído por Zorobabel e, mais tarde, reconstruído por Herodes, o Grande – quando Cristo ensinou e curou em seus recintos.
Virão. Este verbo está no plural em hebraico, embora o sujeito, chemdhah, “desejado” (ver acima), esteja no singular. Alguns tradutores mudaram chemdhah, “desejado”para chamudhoth, “coisas desejáveis”ou “preciosas”, para que o seujeito pudesse concordar com o verbo no plural. Contudo, isso destrói a significação messiânica consagrada pelo tempo, contida nesta passagem. Se for necessário fazer uma alteração no hebraico, a fim de garantir a concordância entre o sujeito e o predicado, o contexto sugere que o verbo fique no singular para concordar com sujeito, chemdhah. [Explicação de porque são tão diferentes as versões da ARA e da ARC para este verso e qual a melhor tradução.]
Encherei … esta casa. Isto se cumpriu quando Cristo foi ao templo (ver Ml 3:1; Jo 2:13-16). O local para o qual Cristo veio é, frequentemente, chamado de templo de Herodes (ver com. de Lc 3:1; Jo 2:20; GC, 23, 24). Em tempos antigos, e ainda hoje, os judeus comumentemente têm se referido ao templo de Salomão como o primeiro templo; e como segundo templo o que foi reconstruído sob Zorobabel até sua destruição, em 70 d.C.
8 Prata. Deus não pede aos homens que Lhe deem ofertas porque necessitam de dinheiro, mas para que recebam a bênção de ofertar e desenvolvam um caráter semelhante ao Seu (ve DTN, 20, 21). “O dar continuamente faz com que a avareza morra de inanição”(T3, 548). Dos judeus dos dias de Ageu, pode-se aprender a lição de que Deus não pode abençoar os que não conseguem render-Lhe aquilo que é necessário para Seu serviço (ver Ag 1:5-11).
9 Glória. Por causa da presença de Cristo, a “glória”do segundo templo (ver com. do v. 7) foi maior que a do primeiro. O segundo templo foi honrado com a presença viva dAquele em quem “habita … toda a plenitude da Divindade”(Cl 2:9). Deus tinha planos especiais para os judeus após o retorno do cativeiro (ver p. 14-17).
Paz. A presença do Príncipe da paz traria à humanidade todas as bênçãos que acompanham a paz (ver com. de Jr 6:14). O anúncio do nascimento de Jesus, feitos pelas hostes angélicas aos pastores de Belém, foi uma mensagem de paz: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem Ele quer bem” (Lc 2:14).
12 Carne santa. Isto é, a carne de certos sacrifícios de animais (ver Lv. 6:25).
Não. O que tocava a “carne santa”tornava-se santo (ver Lv 6:27), mas o vestuário de alguém que estivesse carregando a carne santa não comunicava sua santidade a outras coisas.
13 Impuro. Grave impureza cerimonial vinha do contato com um corpo morto (ver Nm 19:11). Tudo o que a pessoas contaminada tocava se tornava impuro.
14 Assim é este povo. Aqui o profeta dá a interpretação dos v. 11 a 13. Não só os exilados em si, mas também tudo o que suas mãos tocavam trazia-lhes maldição divina em vez de bênção. A desobediência deles, em não construir a casa do Senhor, era sua contaminação. Esta mensagem é, com certeza, uma reprovação à ação anterior do povo.
Oferecem. Evidentemente, esta é uma referência ao altar que os exilados construíram quando os primeiros ali chegaram (ver Ed 3:2). Seguindo a analogia de Ageu 2:12, fica claro que o altar sagrado não podia nem pode santificar as ações profanas dos adoradores.
16 Medidas. Os “montões” eram de grãos, que quando debulhados, rendiam apenas metade do que se esperava. Esta escassez na colheita representava o castigo de Deus sobre o povo por causa da negligência.
Lagar. Do heb. yeqev, uma prensa para vinho ou óleo. Geralmente, consistia de dois reservatórios em forma de cavidade, escavados na pedra ou no chão. O primeiro ficava numa parte superior, na qual as uvas ou azeitonas eram esmagadas. Por meio de um canal, o reservatório superior era ligado ao inferior, do qual o vinho ou o óleo eram retirados.
19 Não têm dado os seus frutos. Parece evidente que a seca (ver Ag 1:9, 10) ainda prevalecia no momento em que a mensagem foi dada. Normalmente, a estação chuvosa começaria um ou dois meses antes (ver vol. 2, p. 94). Embora não houvesse sinal algum de crescimento ou germinação pelo qual se pudesse prever o rendimento, Ageu profetizou abundância (ver Dt 28:2, 3).
Este dia. Isto é, o dia de sua obediência [do povo].
20 Segunda vez. O livro se encerra com a promessa de restauração para a casa de Davi, sob a liderança de Zorobabel (v. 21-23).
22 Derribarei. O Senhor se apresenta aqui como Aquele que exerce autoridade sobre todas as nações da Terra que se aplicaram a opor aos Seus propósitos.
23 Te farei como um anel de selar. Do heb. chotcham, um “selo”, considerado um objeto de grande importância, autoridade e valor (ver Jr 22:24). Essas maravilhosas palavras da promessa a Zorobabel deveriam prover encorajamento para todos os filhos de Deus. “Deus não permite” que um de Seus leais obreiros seja deixado sozinho na luta contra grandes desvantagens nem que seja vencido. Ele preserva como joia preciosa todo aquele cuja vida está escondida com Cristo em Deus.
SENHOR dos Exércitos. Ver com. de Jr 7:3. Estas palavras de promessa são ditas pelo Comandante dos exércitos do universo; são, portanto, uma garantia de que Suas promessas serão cumpridas.
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“Minha é a prata, e Meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos” (v.8).
Com uma força a ser considerada, Ageu proclamou as palavras do Senhor. Apenas dois capítulos, mas verdades que precisam impactar a nossa vida com a mesma intensidade com que impactou aquele povo. Para os antigos, o segundo templo refletia apenas uma pálida imagem do que tinha sido o primeiro. Contudo, tanto aos líderes da reconstrução quanto a todo o povo, foi dito: “sê forte, sê forte, sê forte” (v.4). O “Meu Espírito habita no meio de vós; não temais” (v.5). Então, são relatados abalos no céu, na terra e no mar, e a glória de Deus enchendo o templo de uma forma como nunca houve, um evento que promoveria “a paz” (v.9). Uma mensagem animadora e pertinente ao momento difícil em que o povo estava vivendo.
Dois meses depois, porém, o profeta ergueu entre o remanescente uma mensagem diferente. Falando acerca das cerimônias realizadas no templo como incapazes de purificá-lo, o Senhor declarou: “tudo é imundo” (v.14). “Antes” que pudessem colocar “pedra sobre pedra no templo do Senhor” (v.15), o povo foi açoitado com diversas provas; ainda assim, “não houve, entre vós, quem voltasse para Mim, diz o Senhor” (v.17). Ninguém houve que percebesse os alarmes de Deus a fim de prepará-los para o que estava por vir. Se o tivessem percebido, não teriam abandonado o posto de seu dever quando severamente perseguidos. Mas as misericórdias do Senhor os encontrou e os fez vislumbrar o poder do evangelho, que apaga o passado e dá novo sentido ao futuro: “Considerai, Eu vos rogo, desde este dia em diante […]; mas, desde este dia, vos abençoarei” (v.18, 19).
Desde a queda de nossos primeiros pais, Satanás tem se empenhado arduamente na obra de nos afastar do nosso Criador. De forma desleal e cruel, ele tem arquitetado seus planos sempre no mesmo propósito: destruir a humanidade e acusar o Senhor como Deus injusto. Sua mente completamente egoísta e maligna não conseguia conceber o fato de que “o Senhor dos Exércitos” (v.6) se tornaria o Descendente da mulher (Gn.3:15) e passaria por tudo o que passou a fim de salvar a raça caída. Ainda assim, ele tremia ao pensar no cumprimento desta promessa e, durante toda a história do povo de Deus, fez tudo o que podia para impedir que o Deus homem entrasse no segundo templo e revelasse ao mundo a glória do Pai. Porque Jesus Cristo, Sua vida e Seu caráter, é a prova inquestionável, diante de todo o Universo, que as acusações de Satanás são falsas e que a Palavra de Deus é verdadeira (Jo.17:17), é viva e é eterna (1Pe.1:23), e que “Deus é amor” (1Jo.4:8).
Na morte do fiel Abel, o inimigo desferiu o seu primeiro golpe contra Adão e Eva. Ao matar todos os filhos de Jó e afligi-lo com úlceras malignas, queria provar que sua fé era condicional às bênçãos recebidas. Ao matar os discípulos, pensava em silenciar a voz militante da igreja primitiva. Ao queimar cristãos nas fogueiras da inquisição, esperava abafar a trombeta da reforma protestante. Mas em todos os casos, houve uma única resposta: fé genuína apesar das circunstâncias. O que Deus ensinou ao Seu povo através do profeta Ageu, Ele deseja que aprendamos hoje. Não são as nossas obras de igreja que nos santificam e nos preparam para o que está por vir, porque as nossas justiças são “como trapo da imundícia” (Is.64:6). Mas as obras do “Desejado de Todas as Nações” em nós é a nossa salvação e segurança.
Quando entendermos que não somos nós, nossa alimentação impecável, onde moramos, como nos vestimos, que nos tornam dignos de alguma coisa, e sim Jesus Cristo, o Pão da vida, o nosso seguro Refúgio, Aquele que nos oferece as Suas vestes brancas de pureza, seremos tão-somente prata e ouro nas mãos dAquele que operará em nós a Sua justiça salvífica. Então, o nosso exterior refletirá o nosso interior cheio do Espírito Santo. Porque, assim diz o Senhor: “Minha é a prata, Meu é o ouro” (v.8). Uma mensagem que Ele fez questão de explicar através do contemporâneo de Ageu: “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu as ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus” (Zc.13:9).
Estamos sendo “purificados, embranquecidos e provados” (Dn.12:10), e a pergunta é: Como os três jovens hebreus, estamos dispostos a entrar na fornalha ardente se preciso for? Ou assumiremos a postura covarde dos milhares de falsos adoradores que se curvaram diante da estátua (Dn.3:7, 12)? A “perseverança dos santos” (Ap.14:12), a obediência do último remanescente de Deus na Terra, será naturalmente percebida como fruto de um relacionamento de fé e de amor com o Criador. A fornalha da aflição está prestes a ser aquecida “sete vezes mais” (Dn.3:19), e só conseguirá vencer aquele que estiver “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb.12:2). Como Zorobabel foi uma ilustração da vitória de Cristo, Deus fará do Seu último povo o Seu “anel de selar” (v.23), selando-o “na fronte” (Ap.7:3), na sede do entendimento, elevando o seu caráter e nele revelando a face de Cristo.
Portanto, sê forte, povo de Deus! Considerai o que Jesus já fez por nós e, “deste dia em diante” (v.18), Ele nos abençoará e nos dará a derradeira chuva do Seu Espírito.
Querido Deus e Pai, aguardamos ansiosos o Desejado de Todas as Nações. Mas antes de esperarmos o Seu retorno, Ele tem esperado que o Seu povo esteja preparado, selado pelo Espírito Santo. Ó, Deus Eterno, ainda há tanta coisa em nós que necessita de transformação! Estamos tão distantes do caráter de Teu Filho! Mas louvado seja o Senhor, porque há socorro para nós! Fortalece-nos nas batalhas para que sejamos o Teu ouro e a Tua prata, provados e purificados para a Tua glória. Renova as nossas forças, Pai! Envolve-nos em Teus braços de amor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, prata e ouro do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Ageu2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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AGEU 2 – O templo de Salomão havia sido destruído em 586 a.C. pelos babilônios, e a reconstrução enfrentava muitos desafios após o retorno dos judeus do exílio, incluindo apatia e desmotivação do próprio povo de Deus. Ageu e Zacarias foram divinamente levantados para encorajar o povo e retomar a obra da reconstrução do templo (Esdras 5:1-2).
• Nesse contexto, uma das motivações divinas para o povo foi declarar o envio do “Desejados de Todas as Nações”, expressão única na Bíblia, carregada de significado; a qual faz referência direta ao Messias, Jesus Cristo, cuja vinda traria paz e glória ao templo e ao mundo inteiro (Ageu 2:1-7).
• Essa promessa parece paradoxal, visto que o segundo templo, em termos físicos e materiais, não possuía a mesma magnificência do templo antigo. No entanto, a glória maior referida aqui está relacionada à presença do próprio Messias, que estaria presente no templo. Jesus, durante Seu ministério terrestre, ensinou e realizou milagres no segundo templo, trazendo consigo a presença divina, cumprindo assim a profecia de Ageu (Ageu 2:8-23).
Jesus como “O Desejado de Todas as Nações” reforça a centralidade de Cristo na história da salvação da humanidade. A profecia de Ageu aponta para a encarnação de Cristo, à vinda dAquele que traria a verdadeira paz e reconciliação entre Deus e os pecadores.
A promessa de paz em Ageu 2:9 tem uma dimensão escatológica. Jesus é o Príncipe da Paz (Isaías 9:6); embora em sua primeira vinda Ele inaugura o Reino de Deus, a paz plena será realizada em Sua segunda vinda, quando todas as coisas serão restauradas. Mas, também aponta para o fim do milênio, quando a glória de Deus encherá não apenas um templo físico, mas todo o cosmo.
A promessa de glória e paz associada à vinda do Messias não só encorajou aos pobres exilados a reconstruírem o templo, mas também apontou para uma realidade maior, onde Cristo traria a verdadeira redenção e paz.
• A glória do segundo templo não reside em sua estrutura física, mas na presença de Jesus, que trouxe e trará a plenitude da verdadeira glória e paz no mundo.
• Desfrutamos vislumbres dessa paz quando Cristo Se torna realmente o Desejado de nosso coração!
Diante disso, precisamos permitir que a mensagem de Ageu reavive nosso desânimo! – Heber Toth Armí.