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Querido apreciador da Palavra, você que está estudando neste trimestre o livro de Marcos poderá apreciar os comentários publicados nos links abaixo:
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MARCOS 6
MARCOS 7
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MARCOS 14
MARCOS 15
MARCOS 16
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Texto bíblico: HABACUQUE 3 – Primeiro leia a Bíblia
HABACUQUE 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/hc/3
A passagem de hoje mostra Habacuque agindo em parte como salmista de louvor e em parte como amigo de Jó. Suas primeiras palavras são de louvor. Ele relembra atos poderosos de Seu Deus do passado: “Sua glória cobriu os céus e seu louvor encheu a terra. Seu esplendor era como a luz do sol…” (vv. 3-4 NVI). Verdadeiramente, o profeta não pode deixar de reconhecer: seu Deus é incrível. Grande e poderoso é o seu nome. Aleluia!
Mas então as perguntas do profeta vão direto ao centro da questão: Por que o Senhor ficou com raiva do rio? Por que o Senhor se enfureceu com o mar? Por que o Senhor parou o sol e a lua… ? Habacuque não ouve resposta. Finalmente, ele deixa escapar: “O Senhor não vai repetir esses atos poderosos, uma vez mais, em nosso favor?”
Mas as coisas nem sempre acontecem como esperamos. “Mesmo não florescendo a figueira, e não havendo uvas nas videiras, mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegra reino Deus da minha salvação. O Senhor, o Soberano, é a minha força.” (Hc 3:17-19, NVI)
Uma fé tão pura, tão enraizada, raramente é experimentada pelos filhos de Deus, mas aqui é expressada livremente.
Joe Galusha
Professor Emérito de Biologia, Walla Walla University, Washington, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/hab/3
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli//
Gisele Quimelli/Luís Uehara
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551 palavras
2 Alarmado. O profeta que, anteriormente questionava, reconhece ser sábia a maneira de Deus tratar os seres humanos (ver com. de Hc 1:2, 12; 2:1) e humildemente admite seu erro.
Aviva. O profeta sabe que o Deus, embora fosse punir seu próprio povo por causa da apostasia, haveria de exercer seguros juízos sobre os inimigos deles. Também compreende que, no fim, Israel será redimido e toda a Terra “se encherá do conhecimento da glória do SENHOR” (Hc 2:14). Por isso, ele solicita fervorosamente a Deus que essa boa “obra”de restauração seja avivada. Com o espírito corrigido, ele não deseja de maneira menos fervorosa o sucesso do plano de Deus para Israel (ver p. 13-17) do que desejava a princípio (ver com. de Hc 1:2).
3 Deus vem. Os v. 3 a 16 apresentam um quadro sublime da vinda do Senhor em juízo para o livramento de Seu povo. O quadro é apresentado no contexto do livramento do Israel literal, mas descreve também a vinda de Cristo para inaugurar o reino de justiça (ver GC, 300; …). Numa figura impressionante, ele descreve o efeit odessa vinda sobre a natureza e sobre os ímpios. Habacuque usa exemplos do trato passado de Deus para com Seu povo a fim de ilustrar esses eventos finais da história (ver com. do v. 11).
4 Ali está velado o Seu poder. Quando o Salvador Se manifestar, as feridas do Calvário, os sinais de Sua humilhação, serão vistos como Sua mais elevada honra; ali estará Sua glória, “o esconderijo de Sua força”(ARC; ver GC, 674; ver com. do v. 3).
8 Irado. Para enfatizar o poder divino sobre toda a criação. Habacuque pergunta retoricamente se Deus estava irado com a natureza inanimada quando exibiu Seu poder.
9 Tiras a descoberto. O significado é deixar pronto para a ação. O profeta retrata o Senhor como um guerreiro (ver Êx 15:3), que prepara Seu arco para usá-lo.
10 E se contorcem. Literalmente, “se contorcem de dor”; a linguagem figurada indica um terremoto (ver Êx 19:18; Sl 114:6, 7; ver com. de Sl 114).
11 O sol e a lua. Aqui o profeta usa o evento de quando o sol e a lua se detiveram nos dias de Josué (Js 10:11-14; ver PP, 508) como ilustração da vinda do Senhor (ver com. de Hc 3:3).
13 Tu sais. O propósito da vinda do Senhor é salvar Seu povo, Seu “ungido”(ver Sl 20:5, 6; 28:8, 9).
17 Figueira. Neste versículo são previstos os efeitos da invasão babilônica: a destruição da “figueira” e da “oliveira”, tão prezadas na Palestina , junto com o igualmente necessária “vide”, com os cereais e o gado. O mesmo ocorrerá durante as cenas finais da história da Terra, quando esta será igualmente desolada (ver DTN, 122; GC, 629).
18 Eu me alegro. Por mais terríveis que sejam os eventos que este capítulo prenuncia, ele se encerra com uma consoladora e reconfortante nota de alegria e de esperança da salvação “no SENHOR”. O profeta assegura a si mesmo que, no fim, tudo ficará bem, por causa da fidelidade de Deus (ver Sl 13:5, 6; 31:19, 20; Mq 7:7). Uma vez resolvido o problema (ver p. 1153, o profeta alegremente submete sua própria vontade à de Deus.
19 Altaneiramente. O povo de Deus triunfará sobre toda oposição e habitará seguro sobre os altos da salvação (ver Dt 32:13; 33:29; Is 58:13, 14; Am 4:13). Todas as perguntas do profeta são respondidas pela fé em Deus, e Habacuque descansa satisfeito, sabendo que, por fim, o direito e a verdade triunfarão para sempre.
Referências: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1163-1165
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“Tenho ouvido, ó Senhor, as Tuas declarações, e me sinto alarmado; aviva a Tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida; na Tua ira, lembra-te da misericórdia” (v.2).
O livro que iniciou com uma oração em forma de lamentação, termina com uma oração “sob a forma de canto” (v.1). Alarmado diante das circunstâncias que abateriam o povo de Judá, o profeta iniciou o seu louvor com dois pedidos: 1º “aviva a Tua obra, ó Senhor” e “faze-a conhecida” e 2º “na Tua ira, lembra-Te da misericórdia”.
O desejo do profeta não era apenas para a sua geração, mas para as gerações que surgiriam “no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos” (v.2). De uma maneira linda e plena, Deus transformou o Habacuque perplexo em um homem de fé. Por mais que as circunstâncias pareçam ser um indicativo de fracasso, ele aprendeu que Deus é Deus independentemente de estarmos enfrentando boas ou más situações. As circunstâncias não afetam as promessas de Deus e nem devem abalar a nossa fé. Tudo está sob o controle dAquele cuja “glória cobre os céus” (v.3). De geração em geração, o Senhor revela o Seu poder “para salvamento” (v.13) do Seu povo e a Sua contínua misericórdia para com aqueles que O amam.
O avivamento da obra de que o profeta se referiu não tem que ver com obras laborais ou com rituais religiosos, mas com o verdadeiro conhecimento de Deus. Após ouvir a resposta do Senhor, ele compreendeu a parte que lhe cabia: “pois, em silêncio, devo esperar” (v.16). Habacuque aprendeu a confiar em Deus apesar das circunstâncias. O inimigo poderia lhe tirar todo o sustento (v.17), “todavia” (v.18), a sua alegria no Deus em quem confiava não mudaria. Isso é viver pela fé, uma fé viva e inteligente, a fé de Jesus.
Viver pela fé não é simplesmente professar um credo religioso, mas perseverar na confiança em Cristo “ainda que” falte o alimento; “ainda que” haja desemprego; “ainda que” morra alguém que amamos; “ainda que” pessoas nos decepcionem; “ainda que” tudo nos falte. Viver pela fé é confiar nAquele que jamais nos faltará (Sl.23:1). Pois quando Deus é suficiente em nossa vida, aprendemos a viver contentes “em toda e qualquer situação” (Fp.4:11).
Precisamos buscar viver o que Habacuque viveu e o que o apóstolo Paulo viveu e declarou: “entristecidos, mas sempre alegres; […] nada tendo, mas possuindo tudo” (2Co.6:10). Eis que a Bíblia nos apresenta a verdadeira alegria! Tal comunhão e intimidade com o Senhor redunda em sublime e incomparável felicidade. Quando escolhemos derramar nossas lágrimas e expor nossas aflições no altar do Senhor, Ele converte a nossa tristeza em gozo, o nosso pesar em alegria perene. Porque “os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes” (Sl.126:5-6).
Amados, se tem algo que entristece o coração de Deus e que tirará muitos do reino dos céus é a incredulidade. A falta de fé é um bloqueio à voz do Espírito Santo. A revelação dada a Habacuque de que o justo viverá por sua fé (Hc.2:4), nos diz que a fé é indispensável na vida do cristão. Necessitamos de uma vida de constante confiança em Deus se queremos viver em Sua presença para sempre. E a fé é fortalecida justamente pelo estudo da Palavra de Deus. “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Rm.10:17, ARC). Portanto: “Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo” (Hb.3:12).
Permita que o Espírito Santo frutifique em seu coração a verdadeira alegria (Gl.5:22). Persevere em estudar a Bíblia, “orando em todo tempo no Espírito” (Ef.6:18). Desprenda-se das encostas de risco deste mundo e que seja “o Senhor Deus” a sua fortaleza (v.19). Então, ainda que as dificuldades deste mundo de pecado tirem o sorriso de seus lábios, jamais conseguirão tirar a alegria do seu coração, porque ela provém de uma fé viva e segura em Cristo Jesus, o nosso Deus vivo.
Pai amoroso e misericordioso, fazemos das palavras do profeta a nossa oração neste dia: “aviva a Tua obra, ó Senhor […] e, no decurso dos anos, faze-a conhecida; na Tua ira, lembra-te da misericórdia”, para que o Teu evangelho eterno seja pregado e nosso Redentor venha nos buscar. Dá-nos a fé viva e segura de que tanto necessitamos! Dá-nos o Espírito Santo em grande medida a fim de que façamos parte da geração que iluminará a Terra com a Tua glória, com o caráter de Cristo refletindo em nós. Eis-nos aqui, Senhor! Purifica os nossos lábios e o nosso coração e faze da nossa vida a morada do Teu Espírito. Ó, Pai, nesse tempo de exaustão, dá-nos um pouco mais do Teu fôlego de vida para ajudarmos nossos pequeninos irmãos! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, alegres e confiantes no Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Habacuque3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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HABACUQUE 3 – Até aqui ficou claro que a forma de Deus agir é bem superior à nossa forma de entender e, quando não compreendemos a justiça divina passamos a questioná-la; por fim, entendemos que a paciência divina contrasta com nossa intolerância, mas somos nós que devemos ser transformados, não Deus.
A jornada de Habacuque do desespero à esperança nos ensina lições valiosas sobre fé e resiliência em tempos de crise. Quando enfrentamos as dificuldades da vida, podemos ser tentados a nos afundar na angústia, mas a contemplação do maravilhoso caráter imutável de Deus nos oferece uma perspectiva renovada.
Quando as circunstâncias ao nosso redor parecem caóticas, lembrar-nos de que Deus está no controle traz paz ao nosso coração. Sua teofania, descrita de forma majestosa em Habacuque 3, nos lembra que Ele é poderoso para intervir na história mundial, trazendo justiça e redenção. Esta confiança é um chamado para que, em meio às trevas, elevemos nossos olhos e vejamos além do presente, aguardando com esperança a manifestação do Seu propósito.
A esperança escatológica expressa por Habacuque não é uma mera expectativa passiva, mas um convite à perseverança ativa. Num mundo cheio de incertezas, somos desafiados a viver com os olhos fixos nas grandiosas profecias/promessas da Bíblia, confiando que, assim como Deus agiu no passado, Ele continuará a agir no futuro, levando a história ao clímax: A gloriosa segunda vinda de Cristo. Esta perspectiva nos encoraja a enfrentar as dificuldades com uma fé inabalável, sabendo que nossa esperança não é em vão. A certeza de que Deus julgará o mal e restaurará a justiça nos dá força para perseverar, mesmo quando as circunstâncias parecem insuportáveis.
O cântico de Habacuque nos estimula a transformar nossa dor em louvor. Ao final do capítulo 3 de seu livro, vemos o profeta declarando que, mesmo sem recursos e alimentos, ele ainda se alegrará no Senhor. O justo certamente vive pela fé. Este é um poderoso lembrete de que a verdadeira alegria não depende das circunstâncias, mas da nossa relação com Deus. Essa postura de louvor em meio à adversidade não apenas transforma nosso coração, mas também serve de testemunho para os que nos observam, demonstrando que nossa fé é genuína e viva – esse é o segredo do reavivamento!
Então, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: HABACUQUE 2 – Primeiro leia a Bíblia
HABACUQUE 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/hc/2
Habacuque ficou frustrado com a infidelidade do seu povo, por isso, no capítulo anterior, ele pediu ao Senhor que fizesse algo (1:2). Mas quando Deus lhe disse que ele realmente faria algo, através dos babilônios (1:6), o profeta ficou em choque!
No capítulo dois, Habacuque determinou que faria vigília até que o Senhor respondesse às suas perguntas (2:1). O Senhor respondeu: ele explicou que os babilônios seriam responsáveis pelos seus próprios pecados. Os ímpios pereceriam e a terra seria renovada (2:13-14). É neste contexto que o Senhor prometeu: “o justo viverá pela sua fé” (2:4). Habacuque recebeu a mais clara articulação do evangelho até agora – que os indivíduos serão considerados justos, não pelas suas obras, mas pela sua fé. Eles sobreviverão à era atual e serão entregues à era futura por sua confiança em Deus. Paulo leu as Escrituras Judaicas (AT) e viu como o evangelho sempre esteve presente. Ele citou este versículo três vezes, enfatizando uma seção diferente a cada vez: Romanos 1:17, Gálatas 3:11, Hebreus 10:38. Este é o evangelho – que somos salvos pela fé, não pelas obras. Que a salvação é um presente, não uma recompensa.
Você aceitaria o presente de Jesus hoje?
Kenneth Martinez
Pastor, Conferência de Washington, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/hab/2
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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1375 palavras
1 Por-me-ei. Habacuque demonstra aqui claramente sua fé em Deus. Apresenta-se como alguém que toma posição, assim como um atalaia (ver Ez 3:17; 33:7), num lugar alto, a fim de ter uma visão clara de tudo ao redor e poder ver e ouvir qualquer coisa que se aproxime.
Torre. Do heb. matsor, “uma fortaleza”, isto é, um lugar a partir do qual se resiste a um cerco.
Vigiarei para ver. Habacuque acredita ter apresentado a Deus uma objeção válida ao plano de usar os caldeus como instrumentos contra Judá. (Hc 1:6, 13). Assim ele espera uma resposta (ver p. 1153, 1154).
2 Escreve. O Senhor responde à fé de seu servo e o encoraja em sua obra. A escrita daria permanência às mensagens do profeta.
Tábuas. A referência deve ser a placas colocadas em lugares públicos onde todos poderiam lê-las.
Quem passa correndo. A frase diz, literalmente: “para que seu leitor possa correr”, isto é, lê-la prontamente, fluentemente e sem esforço.
3 No tempo determinado. A visão se cumprirá no devido tempo (ver Gl 4:4).
Se tardar. Segundo o texto hebraico … embora o cumprimento da visão sobre a vinda dos conquistadores caldeus parecesse demorada, no devido tempo ela se cumpriria. Segundo o texto da LXX, a ideia parece ser de que, embora o inimigo parecesse tardar, certamente viria, conforme o predito. … A profecia de Habacuque 2:1 a 4 foi fonte de encorajamento e conforto para os primeiros crentes no Advento, conhecidos como mileritas. Quando o senhor não voltou na primavera de 1844, como se esperava a princípio, os mileritas experimentaram profunda perplexidade. Foi pouco depois do desapontamento inicial que eles viram um significado especial nas palavras do profeta: “Pois a visão aguarda um tempo designado; ela fala do fim, e não falhará. Ainda que se demore, espere-a” (NVI). Eles se apoiaram “na linguagem do profeta” (T1,52) e saíram a proclamar o clamor da meia noite: “Eis o noivo! Saí ao seu encontro!” (Mt 25:6; ver GC, 392).
4 Sua alma. Em sua aplicação primária, estas palavras reprovam o profeta por sua imprudência e falta de fé.
Justo. Do heb. tsadiq, “justo”, “sem culpa”, usado em referência a uma pessoa ou coisa que foi examinada e encontrado em boas condições. Esta frase final apresenta o caráter do homem bom em contraste com o do homem mau descrito na primeira parte do versículo.
Fé. Do heb. ‘amunah, “constância”, “fidedignidade” ou “fidelidade”, usada aqui para descrever a relação de alguém para com Deus. A confiança em Deus vem da certeza de que Ele irá guiar, proteger e abençoar os que cumprem a Sua vontade. Habacuque afirma principalmente que o que vive por fé e confiança pura no Senhor será salvo, mas que perecerá o soberbo, que mostra orgulho obstinado e perversidade no pecado … uma pessoa “viverá ou será aceita aos olhos divinos”, pela fidelidade a Deus que, por sua vez, baseia-se na fidelidade de Deus em cuidar de Seus filhos … Embora primariamente este versículo se refira aos que, por causa de sua fé no Senhor, seriam salvos dos caldeus e encontrariam paz, ainda que Judá fosse destruída, num sentido mais amplo, o versículo enuncia uma verdade aplicável a todos os tempos. Paulo emprega essa declaração do AT mais de uma vez como tema de uma dissertação sobre a justiça pela fé (ver Rm 1:16, 17; Gl 3:11; Hb 10:38, 39).
5 Assim como. Em Habacuque 2:5 a 19, Deus enumera os pecados de Babilônia. Ele sabe que os babilônios são perversos, como Habacuque os acusa (1:13). Deus ainda está no comando dos negócios da Terra e todos – inclusive Habacuque – devem calar-se diante dEle (2:20).
Boca. Do heb. nefesh (ver com. De 1Rs 17:21; Sl 16:10).
Sepulcro. Do heb. she’ol (ver com de Pv 15:11). Como a morte e o she’ol são representados como insaciáveis (Pv 27:20; Is 5:14), assim os babilônios se reuniam e ajuntavam para si “todas as nações” e “todos os povos”.
6 Todos estes. As “nações” e os “povos” (v. 5) conquistados pelos babilônios.
Penhores. Do heb. ‘abtit, palavra que ocorre apenas aqui no AT e cujo significado é considerado como sendo “penhores”, isto é, vestes ou outras coisas dadas como garantia por dívidas. Em outras palavras, faz-se a pergunta: “Quanto tempo a Babilônia vai continuar acumulando dívidas de direito e justiça para com os povos que ela subjuga antes que esses penhores sejam resgatados mediante a aplicação de irada retribuição aos habitantes da Babilônia?
7 Os teus credores. Aqueles que os babilônios prejudicaram se levantariam e os atacariam. Historicamente, foram os medos e os persas que saquearam os caldeus e destruíram os impérios deles.
8 Despojaram a ti. Como vingança, todas as nações tomadas e saqueadas pelos babilônios, principalmente os medos e os persas, iriam destruir os caldeus (ver Rs 21:2; 33:1. A tomada de Babilônia vingaria o “sangue” que os babilônios cruelmente derramaram.
A Terra. Alguns creem que o profeta aqui se refira particularmente à Terra da Palestina.
9 Ajunta… bens mal adquiridos. Literalmente, “um ganhador de mau ganho” para a sua casa; provavelmente, uma referência à família real ou à dinastia babilônica.
Por em lugar alto o seu ninho. Uma figura que significa segurança.
11 Pedra. Uma figura notável para indicar a enormidade da culpa de Babilônia. Não só os homens, mas as coisas inanimadas iriam condenar a iniquidade dos caldeus (ver Lc 19:40).
12 Edifica. Neste terceiro “ai” (ver v.6,9), a condenação repousa sobre os babilônios porque seu poder foi edificado sobre a matança e a “iniquidade” (ver Dn 4:27; cf Mq 3:10). Babilônia foi ampliada e embelezada por despojos tomados das nações conquistadas. Embora este versículo se aplique primariamente a Babilônia, as verdades aqui declaradas são atemporais.
13 Para o fogo. Todos os edifícios e fortalezas dos babilônios erigidos por meio de trabalho escravo, no final apenas combustível para o fogo e assim, ele se fatigariam em vão (ver Jr 51:29, 30, 58.
14 A terra se encherá. Habacuque reitera um pensamento já expresso por Isaías (Is 11:9). A destruição de Babilônia tipifica a destruição de todos os ímpios no dia final.
15 Misturando… seu furor. Como o homem que dá de beber ao seu companheiro para tirar vantagem dele, os caldeus fizeram o mesmo com as outras ações, e era justo que, por sua vez, eles tivessem de beber do cálice da ira de Deus (ver Ap 14:8, 10).
Contemplar as vergonhas. Esta é uma figura que ilustra (ver Gn 9:20-23) a condição humilhante à qual as nações conquistadas eram reduzidas sob o governo iníquo e tirano dos babilônios (ver Lm 4:21).
16 Farto. O mau tratamento imposto por Babilônia aos oprimidos provocaria sua própria queda. Eles iriam beber até o fim a taça da retribuição divina.
Exibe a tua incircuncisão. Isto é, que Babilônia receba o mesmo tratamento ignominioso que dispensou a outros (ver com. do v. 15). … Em outras palavras, os babilônios deviam sofrer as mesmas indignidades e crueldades impostas aos inimigos conquistados.
17 Violência contra o Líbano. Alguns consideram que “Líbano” aqui seja uma referência ao templo de Jerusalém, que fora construído de cedros do Líbano (ver 1Rs 5; Zc 11:1, 2).
18 Aproveita. O profeta ironicamente pergunta que benefício os caldeus tiram da confiança depositada em seus deuses (ver Is 44:9, 10; Jr 2:11). Frequentemente, o AT enfatiza a loucura de se confiar em “ídolos mudos” (ver Sl 115:4-8; Jr 10:1-5; etc.).
19 À maneira. Madeira e pedra eram os materiais comuns usados no antigo Oriente para fazer estátuas.
De ouro e de prata. Estes metais preciosos eram usados para embelezar a pedra ou a madeira (Is 40:19; ver com. de Dn 3:1).
20 O senhor. Deus está em Seu templo, sentado no trono. Ele guia o destino das nações (ver com. Hc 2:5; Dn 4:17).
Seu santo templo. Habacuque, de maneira desafiadora, apresenta a diferença entre o Deus vivo e majestoso e os ídolos vãos e sem vida. Embora o profeta primariamente se refira ao templo de Jerusalém como o lugar da habitação do Deus verdadeiro, em sentido mais amplo, ele talvez estivesse pensando também no “templo” de Deus do Céu (ver 1Rs 8:27-30; Sl 11:4; Mq 1:2, 3). Devido à exaltada majestade de Deus, “toda a terra”, constituída pelos súditos do Rei do universo, é convocada a esperar, silenciosa e humildemente, diante dele (Sl 46:10; ver com. de Sl 76:8).
Cale-se. Isto é, não se atreva a questionar a sabedoria de Deus na condução do destino das ações, como Habacuque o fez (Hc 1:1; 2:1). A linguagem deste versículo é, às vezes, apropriadamente aplicada à reverência na casa de Deus, embora esse não fosse o intento original.
Toda a terra. Isto é, todos os seres humanos inclusive o profeta Habacuque (ver com. de Hc 1:13; 2:1, 4).
Referências: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1159-1160.
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“Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé” (v.4).
Angustiado diante da situação de Judá, Habacuque comparou a sua espera pela resposta de Deus ao sentinela que fica em lugar alto e estratégico a fim de vigiar a cidade. No silêncio da solidão, o profeta buscou ouvir a única voz que poderia acalmar os anseios de seu coração. Sua “queixa” (v.1) não era uma murmuração, mas uma lamentação diante das dúvidas que o afligiam. Habacuque estava disposto a esperar e confiar que, no tempo determinado, o Senhor lhe responderia.
Uma visão lhe foi concedida com uma mensagem para que “a possa ler até quem passa correndo” (v.2). A angústia que antes inquietava o seu coração, tornou-se em esperança gravada “sobre tábuas” (v.2) para todo o povo. A mensagem de justificação pela fé é seguida de uma série de cinco “ais” sobre os principais pecados de Babilônia. Fraude, roubo, extorsão, cobiça, homicídio, bebedice, luxúria, imoralidade, idolatria, eram os “alicerces” sórdidos sobre os quais aquele império foi construído e sobre os quais seria destruído. Flertar com Babilônia e suas práticas é perigoso e fatal, amados. A menos que haja genuíno arrependimento, todos os que assim procedem, seguem pelo mesmo caminho de destruição, porque “o salário do pecado é a morte” (Rm.6:23).
Por mais que o mal pareça prevalecer, “no tempo determinado” (v.3) por Deus ele cairá por terra. E assim como cumpriu-se o fim da antiga Babilônia, cumprir-se-á o fim da Babilônia atual: “Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” (Ap.14:8). Mesmo que pareça demorar, eis que “se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará” (v.3). A fé nesta promessa é o que move a vida do cristão. Precisamos da fé de Jesus. Precisamos manter nossos olhos no lugar Santíssimo na certeza de que, “no tempo determinado”, chegará a vez do verdadeiro culpado (v.16) tomar do cálice que o Justo Inocente bebeu (Mt.26:39).
Lutero passou por uma luta semelhante a de Habacuque e foi testemunha ocular de corrupção semelhante. Ao deparar-se com o verdadeiro significado da cruz, percebeu que o seu pior inimigo habitava em sua carne e que a sua única chance de salvação estava na fé em Cristo Jesus, que o salvou. Aquele que encheu a terra “do conhecimento da glória do Senhor” (v.14) passou a ser o alvo de seus mais profundos estudos. Em Jesus, tanto Lutero como Habacuque, Isaías e tantos outros, encontraram o verdadeiro caminho da vida eterna: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo.17:3). Este caminho continua disponível a nós, hoje. Precisamos, portanto, guardar “firme, até ao fim, a confiança que desde o princípio, tivemos” (Hb.3:14).
No lugar Santíssimo do santuário celeste, Jesus tem cumprido o Seu ministério sacerdotal, aguardando apenas uma ordem do Pai: “Vai buscar os que são Teus!” Aqueles que viveram pela fé no Filho de Deus e que suspiraram e gemeram “por causa de todas as abominações que se cometeram” sobre a Terra (Ez.9:4), semelhante a Habacuque estarão vigiando conforme a ordem do Mestre: “Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor” (Mt.24:42).
Que a nossa fé seja fortalecida nAquele que prometeu: “Eis que venho sem demora” (Ap.22:7). E que estejamos todos prontos para dizer: “Eis que este é o nosso Deus, em Quem esperávamos, e Ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na Sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Is.25:9).
Pai amoroso, Deus justo e santo, nós bendizemos o Teu nome porque temos a Tua Palavra, pela qual o Senhor fala conosco! E ela nos diz mais de 1000 vezes que Jesus voltará! Ó, Pai, dá-nos a fé de Jesus; fé que não desfaleça ainda que severamente provada! Livra-nos dos engodos e sutilezas de Babilônia! Ajuda-nos a não sairmos da nossa torre de vigia e a sermos a geração do Teu remanescente que refletirá a luz de Cristo, iluminando o mundo com a Tua glória. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, justificados pela fé em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Habacuque2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100