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“Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé” (v.4).
Angustiado diante da situação de Judá, Habacuque comparou a sua espera pela resposta de Deus ao sentinela que fica em lugar alto e estratégico a fim de vigiar a cidade. No silêncio da solidão, o profeta buscou ouvir a única voz que poderia acalmar os anseios de seu coração. Sua “queixa” (v.1) não era uma murmuração, mas uma lamentação diante das dúvidas que o afligiam. Habacuque estava disposto a esperar e confiar que, no tempo determinado, o Senhor lhe responderia.
Uma visão lhe foi concedida com uma mensagem para que “a possa ler até quem passa correndo” (v.2). A angústia que antes inquietava o seu coração, tornou-se em esperança gravada “sobre tábuas” (v.2) para todo o povo. A mensagem de justificação pela fé é seguida de uma série de cinco “ais” sobre os principais pecados de Babilônia. Fraude, roubo, extorsão, cobiça, homicídio, bebedice, luxúria, imoralidade, idolatria, eram os “alicerces” sórdidos sobre os quais aquele império foi construído e sobre os quais seria destruído. Flertar com Babilônia e suas práticas é perigoso e fatal, amados. A menos que haja genuíno arrependimento, todos os que assim procedem, seguem pelo mesmo caminho de destruição, porque “o salário do pecado é a morte” (Rm.6:23).
Por mais que o mal pareça prevalecer, “no tempo determinado” (v.3) por Deus ele cairá por terra. E assim como cumpriu-se o fim da antiga Babilônia, cumprir-se-á o fim da Babilônia atual: “Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” (Ap.14:8). Mesmo que pareça demorar, eis que “se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará” (v.3). A fé nesta promessa é o que move a vida do cristão. Precisamos da fé de Jesus. Precisamos manter nossos olhos no lugar Santíssimo na certeza de que, “no tempo determinado”, chegará a vez do verdadeiro culpado (v.16) tomar do cálice que o Justo Inocente bebeu (Mt.26:39).
Lutero passou por uma luta semelhante a de Habacuque e foi testemunha ocular de corrupção semelhante. Ao deparar-se com o verdadeiro significado da cruz, percebeu que o seu pior inimigo habitava em sua carne e que a sua única chance de salvação estava na fé em Cristo Jesus, que o salvou. Aquele que encheu a terra “do conhecimento da glória do Senhor” (v.14) passou a ser o alvo de seus mais profundos estudos. Em Jesus, tanto Lutero como Habacuque, Isaías e tantos outros, encontraram o verdadeiro caminho da vida eterna: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo.17:3). Este caminho continua disponível a nós, hoje. Precisamos, portanto, guardar “firme, até ao fim, a confiança que desde o princípio, tivemos” (Hb.3:14).
No lugar Santíssimo do santuário celeste, Jesus tem cumprido o Seu ministério sacerdotal, aguardando apenas uma ordem do Pai: “Vai buscar os que são Teus!” Aqueles que viveram pela fé no Filho de Deus e que suspiraram e gemeram “por causa de todas as abominações que se cometeram” sobre a Terra (Ez.9:4), semelhante a Habacuque estarão vigiando conforme a ordem do Mestre: “Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor” (Mt.24:42).
Que a nossa fé seja fortalecida nAquele que prometeu: “Eis que venho sem demora” (Ap.22:7). E que estejamos todos prontos para dizer: “Eis que este é o nosso Deus, em Quem esperávamos, e Ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na Sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Is.25:9).
Pai amoroso, Deus justo e santo, nós bendizemos o Teu nome porque temos a Tua Palavra, pela qual o Senhor fala conosco! E ela nos diz mais de 1000 vezes que Jesus voltará! Ó, Pai, dá-nos a fé de Jesus; fé que não desfaleça ainda que severamente provada! Livra-nos dos engodos e sutilezas de Babilônia! Ajuda-nos a não sairmos da nossa torre de vigia e a sermos a geração do Teu remanescente que refletirá a luz de Cristo, iluminando o mundo com a Tua glória. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, justificados pela fé em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Habacuque2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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HABACUQUE 2 – Em Habacuque 1 aprendemos que a virtude da paciência é uma realidade que devemos desenvolver para alinhar-nos com a natureza de Deus. Precisamos desvencilhar de conceitos e preconceitos para que nosso comportamento seja realmente moldado pelo Deus a Quem servimos e adoramos.
Em Habacuque 2, aprendemos várias lições profundas:
• Esperança na justiça divina: O profeta coloca-se numa posição de espera, aguardando a resposta de Deus. Tal atitude ensina-nos a ter paciência e a confiar que a justiça divina se manifestará no tempo e modo certos, mesmo quando as circunstâncias aparentam ser complexas e difíceis demais (Habacuque 2:1).
• O justo viverá pela fé: A tão aclamada frase “o justo viverá pela fé” destaca a importância da fidelidade em meio às incertezas da existência. Isso lembra-nos que a justiça e a confiança em Deus são fundamentais, independente das circunstâncias (Habacuque 2:2-4).
• Orgulho versus humildade: Deus condena a arrogância dos babilônios, destacando que o orgulho humano leva à destruição. Isso ensina-nos a importância da humildade e dependência de Deus, em vez de confiar nas próprias forças e habilidades (Habacuque 2:5).
• As consequências do mal: O profeta descreve cinco “ais” contra os opressores, mostrando que injustiça e maldade têm consequências inevitáveis. Isso reforça a certeza de que a justiça divina prevalecerá, no tempo e com métodos corretos (Habacuque 2:6-19).
• A soberania de Deus: Habacuque reafirma a soberania divina sobre todas as nações. Isso ensina-nos que, apesar das aparências, Deus está no controle e Seus propósitos Se cumprirão (Habacuque 2:20).
Em Habacuque 2, Deus conforta Seu profeta de várias maneiras, servindo para tranquilizar nosso coração neste mundo injusto e corrupto:
• Reafirmação da justiça divina: A justiça será feita, e os ímpios não ficarão impunes. Isso alivia a ansiedade em relação à aparente prosperidade dos perversos.
• Visão a longo prazo: Ao pedir para escrever a visão e esperar por seu cumprimento, enfatizando que a promessa não falhará, encoraja a paciência e a esperança, fundamentais para lidar com a incerteza.
• Relação de confiança: Ao afirmar que “o justo viverá pela sua fé”, Deus reforça a ideia de confiança e fidelidade, que é âncora emocional em tempos de crise.
Estas respostas divinas ajudam-nos a realinhar nossa perspectiva, encontrar consolo na soberania de Deus e desenvolver uma fé mais resiliente! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: HABACUQUE 1 – Primeiro leia a Bíblia
HABACUQUE 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/hc/1
O livro de Habacuque é único porque mais do que um livro de profecias, ele registra um diálogo entre o profeta e Deus. Habacuque está tentando entender o que ele vê e Deus responde ao seu sofrimento. No entanto, isto não deve ser considerado apenas como um diário pessoal. Habacuque verbaliza as preocupações das pessoas piedosas de Judá que estão tentando compreender e conciliar o que elas veem ao seu redor com o seu conhecimento de Deus como o Soberano que está no controle de todas as coisas.
Nos versos 2-4 Habacuque expressa indignação com a violência e a injustiça existente ao seu redor em Judá. Ele não está falando sobre as nações vizinhas, mas acerca do que ele vê entre o povo de Deus, onde estas coisas não deveriam acontecer.
Ao nos aproximarmos do fim da história terrestre, as perguntas feitas por Habacuque são parecidas com as que fazemos hoje. À semelhança do profeta, temos orado para que Deus intervenha e ponha fim à dor, ao sofrimento e à maldade que nos sobrevêm de todos os lados.
Da mesma forma que Deus não estava indiferente ou inativo na época de Habacuque, Ele não está indiferente ou passivo hoje. Depositemos nEle toda a nossa confiança.
Audrey Andersson
Secretária Executiva na Divisão Trans-Europeia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/hab/1
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli//
Gisele Quimelli/Luís Uehara
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506 palavras
1 Do heb. massa’, um pronunciamento (ver com. de Is 13:1).
2 Até quando... ? O profeta estava angustiado por causa da pecaminosidade do povo e dos resultados que certamente se seguiriam. Pela linguagem que emprega parece que Habacuque apresentava sua perplexidade a Deus já havia algum tempo, mas Deus não o escutava, isto é, aparentemente não fazia nada para deter os males em Judá. Habacuque deixa implícito que parece estar mais interessado na retidão e na justiça do que o próprio Deus.
3 Violência. Na LXX, a última frase do v. 3 diz: ”A sentença foi dada contra mim e o juiz recebe uma recompensa.
4 Lei. Do heb. torah (ver com. de Dt 31:9; Pv 3:1).
Afrouxa. O profeta atribui a paralisação da eficácia da lei entre os habitantes de Judá ao fato de Deus não pôr fim à iniquidade.
5 Entre as nações. Deus passa a responder à queixa do profeta. Ele acusa Habacuque de procurar entre as nações vizinhas a que Deus usará para punir o povo por seus pecados.
Maravilhai-vos e desvanecei. Quando chegar repentinamente, a punição divina levará terror aos corações.
Em vossos dias. Uma vez que Habacuque havia perguntado “até quando” (v. 2) seria permitido que esta iniquidade continuasse, o Senhor lhe assegura que a ira divina chegaria quando os daquela época ainda estariam vivos.
6 Os caldeus. Do heb. Kasdim (ver com. De Dn 1:4). A nação de Babilônia é então revelada como o agente da ira divina que Deus suscitaria para servir ao Seu propósito.
Impetuosa. Isto prediz o rápido movimento das conquistas babilônicas, bem representadas pela figura das “asas de águia” da profecia de Daniel (ver com. De Dn 7:4).
8 Águia. Moisés havia profetizado que se Israel se desviasse de Deus, seria punido por seus pecados por uma nação que tivesse cavalos tão velozes que poderiam apropriadamente ser comparados a águias (Dt 28:47-50).
10 Amontoando terra. Uma alusão à construção de rampas ou aterros para atacar uma cidade.
11 Fazem-se culpados. Isso se devia ao fato de os babilônios atribuírem seu sucesso à própria força e habilidade, fazendo de seu poder um Deus (ver com. do v. 7) O profeta deixa implícito que a nação usada para punir a Judá seria, ela própria, punida por seus pecados.
12 Rocha. Do heb. Tsur (ver Dt 32:31; 2Sm 22:3, 47). Este título enfatiza a ideia de que Deus é um apoio seguro e inamovível para Seu povo.
14 Os peixes. Muitas vezes o justo fica tão mudo e indefeso nas mãos de um opressor ímpio quanto o peixe na rede dos pescadores.
15 Levanta. Aqui o profeta mostra figurativamente como os babilônios conquistavam as nações, sendo que o equipamento de pesca representa os exércitos caldeus. Contudo, esta mesma figura poderia representar a atividade de qualquer pessoa ímpia.
16 Oferece sacrifício. Um modo metafórico de indicar que os caldeus não reconheciam o Deus verdadeiro, mas atribuíam o sucesso à sua própria habilidade (ver com. De Hc 1:7; cf. Is 10:12, 13).
17 Esvaziando. O profeta pergunta se será permitido aos caldeus prosseguirem em suas conquistas e continuarem “esvaziando a sua rede” para enchê-la novamente com os despojos de guerra.
Referência: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1115-1157.
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“Não és Tu desde a eternidade, ó Senhor, meu Deus, ó meu Santo? Não morreremos. Ó Senhor, para executar juízo, puseste aquele povo; Tu, ó Rocha, o fundaste para servir de disciplina” (v.12).
Acusada de cometer injustiças, Judá tornou-se culpada perante Deus. A nação que deveria ser um exemplo de retidão diante das demais, mostrou-se perversa e violenta, cercando os justos com contendas e atitudes opressoras. O que sucedeu a Judá foi tão terrível, uma obra tão pavorosa, que seria difícil de acreditar sendo apenas contada (v.5). Apesar de não se tratar de um nome hebraico, alguns sugerem que o significado do nome do profeta está relacionado com uma palavra hebraica que denota “abraço”. Habacuque, portanto, não foi enviado para declarar um desfecho, mas para comunicar uma saída. A disciplina viria, seria, contudo, para correção e não para destruição. O Pai desejava abraçar novamente o Seu filho.
Como um filho rebelde, Judá escolheu andar por caminhos tortuosos e aprender à duras penas que longe do Senhor a vida não faz sentido. Fundada “para servir de disciplina” (v.12), Babilônia seria para o povo de Deus a prova de que não há lugar melhor do que aquele em que o Pai está. Semelhante à parábola do filho pródigo, Judá desejava andar longe do Pai. Seguindo os desejos de seu próprio coração corrupto, acabou em terra distante. Julgando-se ser rico o bastante, tornou-se miserável ao extremo. O clamor apavorado do profeta (v.2) revela o caos que a nação enfrentava e o desejo sincero de um filho de Deus de entender o propósito divino para tal litígio.
Quando decidimos seguir os desejos de nosso próprio coração enganoso, estamos declarando a Deus que não queremos viver debaixo de Seu abrigo, mas desfrutar do que Ele mesmo nos dá de forma egoísta e dissoluta, e em “terra distante” (Lc.15:13). Como um Pai amoroso, Deus não nos impede de partir, mas nunca Se cansa de nos esperar. E é esse amor paciente que tem aguardado os últimos pródigos retornarem ao lar, antes que Cristo volte “para executar juízo” (v.12).
A resposta para o profeta está em seus próprios questionamentos. Deus é Eterno, Ele sabe o fim desde o princípio. Deus é Santo, não pode comungar com a impiedade. Deus é Rocha, a Sua justiça é imutável e perfeita. Deus têm olhos puros, não habita onde reina a iniquidade. Assim como o pai do pródigo permitiu que ele partisse, Deus permitiu que Seu povo seguisse o caminho que ele mesmo escolheu e experimentasse o quão terrível é estar longe do Pai e de casa.
Muitos estão a consumir tudo o que Deus lhes deu até que, sobrevindo as dificuldades da vida, se veem sem nada. Então, ao invés de voltar para a casa do Pai, vão atrás de pessoas que os colocam em situação ainda pior. Mas aquele que cai em si, reconhecendo a sua inanição espiritual e volta para o lugar do qual jamais deveria ter saído, por mais miserável que seja a sua condição de retorno, há um Pai de amor que o aguarda. E, semelhante ao provável significado do nome do profeta, Deus não espera que Seu pródigo filho faça todo o trajeto de volta sozinho. Ele corre ao seu encontro e o abraça!
Assim como a disciplina de Deus para Judá não foi para a morte (v.12), as dificuldades da vida também não o são. Suas escolhas podem ter lhe levado para uma terra distante do Pai, mas saiba que Ele o espera para correr ao seu encontro com abraços e beijos de um amor que é eterno (Jr.31:3). Você ainda se encontra sob as mazelas de Babilônia? Aceite hoje o convite do Pai: “Fugi do meio de Babilônia, e cada um salve a sua vida; não pereçais na sua maldade; porque é tempo da vingança do Senhor: Ele lhe dará a sua paga” (Jr.51:6). “Sai dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4).
Volte, amado(a) irmão(ã), para os braços do Pai! Volte, para a nossa alegria e regozijo! Porquanto, “era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado” (Lc.15:32). Aleluia!
Pai amado e misericordioso, sabemos que o Senhor não tem prazer na morte do perverso, mas em que este se converta e viva. Semelhante ao tempo de Habacuque, há uma Babilônia hoje e muitos dos Teus filhos ainda estão dentro de suas fronteiras do engano. Pai, faze soar a voz celestial atraindo-os para Ti! Que o Teu santo e bom Espírito entre nos becos e valados desta Terra, e todos tenham a oportunidade de Te conhecer e saber que só o Senhor é Deus e que logo voltará. Usa-nos como Tuas testemunhas. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, filhos do Pai de amor!
Rosana Garcia Barros
#Habacuque1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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HABACUQUE 1 – Habacuque inicia seu livro expressando perplexidade e angústia diante da aparente falta de ação de Deus perante a injustiça e violência em Judá. Habacuque clama a Deus, questionando até quando Ele permitiria tal desordem e corrupção.
A resposta de Deus, no entanto, revela a vastidão e complexidade de Seus planos: Ele estaria levantando os babilônios, um povo ainda mais impiedoso, para executar Seu julgamento contra Judá (Habacuque 1:5-11).
Essa resposta destaca a diferença fundamental entre a sabedoria divina e a compreensão humana; sendo Deus transcendente, possui perspectiva infinitamente mais ampla e profunda que a nossa. Sua onisciência permite-Lhe compreender e orquestrar eventos de maneira que nossa mente finita não pode apreender completamente. Assim, a resposta de Deus a Habacuque desafia-nos a reconhecer a limitação da nossa perspectiva.
• Não é sábio julgar acontecimentos com base em nosso limitado entendimento.
O questionamento de Habacuque sobre a justiça divina ressoa com uma luta universal presente na experiência humana: a tentativa de reconciliar a existência do mal e do sofrimento com a crença de um Deus justo e amoroso (Habacuque 1:1-4). Este dilema é um dos pilares da Teodiceia – campo da filosofia que busca justificar a justiça de Deus diante do mal no mundo.
Em Habacuque 1:12-17, o profeta inicialmente não compreende como Deus pode permitir que um povo ainda mais injusto, torna-se instrumento de Sua justiça. Este aparente paradoxo convida-nos a refletir sobre a complexidade da justiça divina para nossa mente limitada. De forma elementar, Deus não age conforme achamos como – e quando – deveria agir.
• Quando não compreendemos o agir de Deus, nosso desafio é manter a fé em Sua sabedoria e bondade, reconhecendo que nossa visão é parcial.
• A justiça divina pode envolver propósitos e desdobramentos que só serão plenamente desvendados na eternidade.
Habacuque clama por uma intervenção imediata de Deus contra a corrupção e a violência, refletindo nossa tendência humana à intolerância e à impaciência diante do mal. Em contraste, a resposta divina revela uma paciência que se estende além de nossa ínfima compreensão.
• O que parece-nos moroso é, na verdade, uma manifestação da longanimidade divina, que opera dentro de um plano eterno e perfeito (II Pedro 3:8-9).
Em termos de mudança de pensamento, a paciência divina nos convida para nossa própria transformação! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: NAUM 3 – Primeiro leia a Bíblia
NAUM 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/na/3
O capítulo 3 começa com “ai da cidade sanguinária”. Este é um decreto de Deus de que o julgamento foi transmitido por causa da forma como Nínive e a Assíria faziam negócios. Eles eram uma nação opressora que usava a violência e a guerra para se tornar poderosa. Mas todo o seu poder e capacidade militar foram rapidamente destruídos, e então eles não tiveram ninguém a quem pedir ajuda. Cuxe, Egito, Fute e Líbia são todos mencionados como aliados, mas ninguém apareceu para ajudá-los. A imagem final do capítulo é a do rei sofrendo um ferimento fatal e, em vez de receber ajuda, as pessoas comemoram sua queda.
Todo o livro de Naum descreve profeticamente e poeticamente como Deus intervém na situação para superar a injustiça. Lidar com a injustiça é uma das principais características de Deus. A justiça de Deus é um dos Seus valores-chave que vemos no encontro com Moisés na montanha, a mesma passagem que Naum também cita no capítulo 1.
Podemos regozijar-nos por Deus cuidar dos oprimidos e devemos procurar formas de cuidar daqueles que sofrem injustiças nas comunidades em que vivemos.
Justin Boyd
Pastor de Jovens e Capelão, Conferência da Grande Sydney, Austrália
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/nam/3
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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816 palavras
1 Cidade sanguinária. Os monumentos assírios mostram como cativos eram esfolados, decapitados, empalados vivos ou pendurados pelas mãos ou pés para morrer em lenta agonia. Essas e outras práticas desumanas revelam a crueldade dessa nação. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1148
Roubo. Do heb. pereq, “um ato de violência”, denotando a violência dos assírios ao lidar com os povos conquistados. A frase final do v. 1 indica que os líderes de Nínive jamais deixaram de pilhar suas vítimas (ver Is 33:1). CBASD, vol. 4, p. 1148.
2 Estrondo. O profeta descreve aqui os sons do avanço dos exércitos sitiantes, depois de já te descrito a aparência deles (Na 2:3, 4). É como se ele ouvisse, por assim dizer, o estalar do chicote dos cocheiros o barulho das rodas dos carros, os cavalos a galope e o avanço veloz das carruagens. CBASD, vol. 4, p. 1148.
3 Multidão de transpassados. O número de mortos era tão grande que os guerreiros vivos tropeçavam nos corpos, dificultando o avanço no campo de batalha. CBASD, vol. 4, p. 1148.
4 Prostituição. Expressão usada figurativamente para idolatria (ver Ez 23:27; Os 1:2, 4:12, 13; 5:4). A idolatria foi outro motivo para a queda da Assíria. Como a idolatria Assíria se tornava abertamente imoral, designá-la como “prostituição” era duplamente apropriado (ver com. [CBASD] de 2Rs 9:22). CBASD, vol. 4, p. 1148.
5 Levantarei as abas de tua saia. Por causa das “libertinagens” de Nínive (ver Na 3:4), Deus a puniria do modo mais vergonhoso, como uma prostituta. CBASD, vol. 4, p. 1149.
6 Imundícias. Do heb. shiqquts, “coisa abominável”, geralmente usada em conexão a culto idólatra. CBASD, vol. 4, p. 1149.
7 Fugirão de ti. Uma figura que indica a punição extrema a vir sobre Nínive. À vista da terrível destruição, o espectador fugiria. CBASD, vol. 4, p. 1149.
8 És tu melhor do que Nô-Amom. Do heb. No’ ‘Amon, a cidade do deus egípcio Amen, ou seja, a cidade de Tebas, no alto Egito (cf. Jr 46:25; Ez 30:14-16). … Naum adverte a Nínive de que, diante do Céu, ela não era melhor do que Tebas e podia facilmente encontrar o mesmo destino. Tebas havia sido destruída em 663 a.C. por Assurbanípal, rei da Assíria. CBASD, vol. 4, p. 1149.
O mar. Aqui usado para se referir ao rio Nilo. No AT, os grandes rios são chamados de “mares”. A frase final significa simplesmente que o Nilo, com seus canais, constituía o “muro”, ou as defesas de Tebas. CBASD, vol. 4, p. 1149.
9 Etiópia. Ou, Cushe, principalmente a clássica Núbia, ou o Sudão moderno (ver com. de Gn 10:6). O rei que governou o Egito no tempo da destruição de Tebas foi Tanutamon, o sucessor e sobrinho de Taharca, o Tiraca bíblico. CBASD, vol. 4, p. 1149.
Egito. O povo egipcio se juntou aos núbios e formaram uma força “inumerável” (2 Cr 12:3). CBASD, vol. 4, p. 1149.
13 Como mulheres. … no sentido de não poder resistir e derrotar os exércitos sitiantes (ver com. de Os 10:5). CBASD, vol. 4, p. 1149.
14 Fortifica as tuas fortalezas. Ou seja, fortalecer lugares que podiam estar fracos nas fortificações. O profeta, em toque de ironia, manda Nínive faça todo o possível a fim de se preparar para um cerco longo e difícil. CBASD, vol. 4, p. 1149.
15 Ali. Apesar de todos os cuidados tomados para fortalecer os lugares frágeis nas fortificações, o “fogo” iria devorar a cidade. A arqueologia tem mostrado claramente que esta profecia foi literalmente cumprida. CBASD, vol. 4, p. 1149.
Ainda que te multiplicas. Embora os assírios reunissem exércitos tão numerosos como as hordas de gafanhotos ou locustas, isso de nada lhes valeria. CBASD, vol. 4, p. 1149, 1150.
A locusta. Do heb. yeleq, o estágio inicial do gafanhoto (ver Sl 105:34; Jr 51:14, 27; Jl 1:4; 2:25). Evidentemente o profeta usou essa figura aqui e no versículo seguinte para mostrar que a destruição de Nínive seria repentina e completa como os gafanhotos fazem nas plantações. CBASD, vol. 4, p. 1150.
16 Teus negociantes. Nínive estava vantajosamente situada para desenvolver extenso comércio com outros países. Mas essas relações comerciais seriam de nenhum proveito para ela. A destruição causada pelos inimigos seria rápida e completa. CBASD, vol. 4, p. 1150.
17 Teus chefes. Do heb. tafsarim, … Este termo se refere a oficiais militares de alta patente, os quais são retratados, com frequência, nos monumentos. Assim como as locustas se tornam inativas e inertes no frio, também os líderes de oficiais se tornariam impotentes ante a derrocada da cidade. A única coisa que restaria ao exército assírio seria “fugir” ou perecer e desaparecer. CBASD, vol. 4, p. 1150.
18 Os teus pastores dormem. Os líderes da nação são representados como dormindo diante de suas responsabilidades, CBASD, vol. 4, p. 1150.
O teu povo se derrama. Sem os líderes, o povo de Nínive não poderia oferecer resistência aos inimigos. CBASD, vol. 4, p. 1150.
19 Os que ouvirem a tua fama. Do heb shema’, “um relato” (ver Gn 29:13; Êx 23:1; Dt 2:25). Diante do relato da queda de Nínive, as nações vizinhas são retratadas como aplaudindo alegremente porque isso significaria o fim da crueldade e da opressão implacável para com outros povos. O profeta termina a sua mensagem com uma nota de certeza. O tempo de graça para a Assíria havia acabado, portanto, não haveria mais misericórdia. CBASD, vol. 4, p. 1150.