Reavivados por Sua Palavra


MATEUS 19 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
18 de agosto de 2024, 0:45
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A jornada terrestre de Jesus incluía constantes viagens em busca das ovelhas perdidas da casa de Israel. Multidões O seguiam e Ele as curava. E entre ensinamentos e curas, Jesus também era experimentado pelos fariseus, que frequentemente O interrogavam acerca de questões da Lei. Na verdade, a questão do divórcio era algo muito sério e que lidava com consequências eternas. O repúdio tornou-se algo corriqueiro, como bem disseram os fariseus, “por qualquer motivo” (v.3), sendo que Moisés o permitiu na condição de ter achado o marido “coisa indecente” na mulher (Dt.24:1), justamente na tentativa de evitar a prática do divórcio por causa da dureza de coração do povo (v.8). Ao fazer menção da união entre Adão e sua mulher no Éden, Jesus deixou bem claro o Seu modo de ver o casamento: uma instituição sagrada.

Jesus mesmo disse que “Nem todos são aptos para receber este conceito” (v.11). Hoje, viver uma relação conjugal dentro dos parâmetros divinos tornou-se fora de moda, e falar sobre isso é considerado praticamente um crime. Pessoas têm sido investigadas e processadas pelo simples fato de expor a sua crença no que diz a Palavra de Deus. A vontade do Senhor para o matrimônio e a sexualidade humana é claramente revelada “desde o princípio” (v.4) e ainda que existam dificuldades pessoais quanto a isto, Jesus assegurou que existe sim oportunidade de escolher o celibato voluntário por amor a Ele, pois muitos “a si mesmos se fizeram eunucos, por causa do reino dos céus” (v.12).

Mas além dos casados e solteiros, Cristo também lidava com outras classes de pessoas. Dentre elas, uma Lhe era muito especial e transmitia leveza à Sua pesada lida: as crianças. A empatia, simplicidade e sinceridade dos pequeninos enchia o coração do Mestre de uma doçura singular. E a fim de que Seus discípulos pudessem desfrutar de semelhante bênção, declarou: “Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a Mim, porque dos tais é o reino dos céus” (v.14). Entre Seus ouvintes, porém, estava alguém que tentava assimilar todos esses ensinamentos e cujo coração se enterneceu ao ver Jesus recebendo crianças com tanto afeto e consideração. O jovem rico havia aprendido em sua infância a guardar os mandamentos, mas nunca tinha associado a obediência com o amor.

À sua pergunta: “Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna?” (v.16), primeiro Jesus deixou bem claro que “Bom só existe um” (v.17). Portanto, é a bondade de Deus que deve estar em evidência e é ela que nos “conduz ao arrependimento” (Rm.2:4), o primeiro passo na direção do reino dos céus. Em seguida, Jesus apresentou a guarda dos mandamentos como um passaporte para a vida: “Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos” (v.17). Como escreveu o salmista: “Nunca me esquecerei dos Teus preceitos, visto que por eles me tens dado vida” (Sl.119:93). Citando os mandamentos relativos ao amor ao próximo, Jesus falou o que aquele jovem com facilidade assegurou observar, mas que nunca havia aprendido a amar.

O perfeito caráter que Deus requer de Seus filhos é a disposição em ouvir e praticar as Suas palavras (Gn.17:1; Mt.5:48; 2Tm.3:17). O pedido que Ele fez ao jovem rico pode ser replicado na vida de qualquer pessoa, ainda que o objeto a ser abandonado seja diferente. Jesus pode estar lhe dizendo, hoje: “Se queres ser perfeito”, abandone a pornografia, “depois, vem e segue-Me”. “Se queres ser perfeita”, exclua esta rede social que em nada lhe edifica, “depois, vem e segue-Me”. “Se queres ser perfeito”, abandone esses jogos, séries e filmes que estão manchando o seu caráter, “depois, vem e segue-Me”.

Infelizmente, como o jovem rico, muitos ouvindo “esta palavra” (v.22) vão embora tristes pelo amor às coisas deste mundo, perdendo o privilégio de participar dos tesouros do Céu, “onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam” (Mt.6:20). A verdadeira riqueza está em uma vida de santificação no Espírito. A inquietação daquele jovem tem sido a de muitos que, ainda que reconheçam em Jesus um Mestre, Alguém que dispensa uma multidão de ouvintes só para dar atenção a crianças, não estão dispostos a depor dos ídolos do coração a fim de segui-Lo.

Guardar os mandamentos não se trata de uma imposição dada por um Deus arbitrário, mas de uma proteção dada por um Deus amoroso. É como numa ilustração dada em certa lição da escola sabatina, em que uma garotinha nadava com seu pai no mar, quando perceberam que a correnteza os tinha levado para águas mais profundas. O pai então instruiu a garota a boiar e aguardar porque ele nadaria em busca de ajuda e voltaria para buscá-la. Quatro horas depois, seu pai e os socorristas a encontraram tranquila boiando em alto mar. Chegando na praia, estranhando a comoção de amigos e familiares, ela disse mais ou menos assim: “Eu só fiz o que meu pai mandou, pois eu sabia que ele voltaria para me buscar”.

É tão simples, não é mesmo? Que tal experimentarmos esta maneira infantil, mas tão sábia, de aguardarmos o Pai vir nos buscar? Não se trata apenas de obediência, amados, mas de um relacionamento de amor e confiança com Deus. Pode ser que você não tenha que deixar para trás grandes riquezas ou vícios secretos, mas “casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe [ou mulher], ou filhos, ou campos”, por causa do nome de Jesus, mas, se assim você tiver de fazer, saiba que “receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna” (v.29).

Todo aquele que conhece e prossegue em conhecer Jesus a cada dia não sonha com ruas de ouro ou palácios de cristal, mas com o dia em que “Jesus, fitando neles o olhar” (v.26), lhes dirá: “Vinde, benditos de Meu Pai” (Mt.25:34). Chegou a hora de abandonarmos tudo aquilo que nos impede de nos entregarmos por completo a Cristo. Que você e eu possamos boiar seguros no mar da vida na certeza de que logo nosso Pai virá em nosso resgate. Ele nos diz hoje: “anda na Minha presença e sê perfeito” (Gn.17:1).

Querido Pai amoroso, muitas vezes as crianças compreendem melhor o Teu evangelho do que nós adultos. Impõe a Tua santa destra sobre nós e nos abençoa, Senhor! Livra-nos da dureza de coração e derrama uma bênção especial sobre os casais do Teu povo! Que como aquela garotinha confiou em seu pai mesmo na demora, ó Deus bendito, nos ajuda a confiar em Ti, enquanto o Senhor não vem! Dá-nos fome e sede da Tua Palavra e a ardente expectativa de contemplar o Teu olhar amoroso. Perdoa-nos, Pai! Somos tão tardios para entender a Tua Palavra e discernir a Tua voz. Oh, Deus de misericórdia, ilumina o nosso entendimento e que nada mais neste mundo nos impeça de segui-Lo, ainda que isso implique perdas e renúncias. Socorre-nos, Pai! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, perfeitos pela graça de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Mateus19 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MATEUS 19 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
18 de agosto de 2024, 0:40
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MATEUS 19 – Antes de chegar aos eventos de Mateus 19, foi revelado aos discípulos a verdadeira natureza do Reino dos Céus, cujos valores são completamente diferentes dos reinos corruptos deste mundo (Mateus 18).

Em Mateus 19, Jesus continua a aprofundar os ensinamentos que começou a desenvolver nos capítulos anteriores, revelando que a ética do Reino de Deus se aplica a áreas fundamentais da vida, como o casamento (vs. 1-12), a riqueza (vs. 16-24) e o discipulado (vs. 25-30), destacando a realidade do chamado de Jesus e a necessidade de os discípulos se conformarem ao padrão do Seu Reino, em contraste com os valores mundanos.

Através do discurso sobre o casamento, as riquezas, e o discipulado, Jesus continua a moldar a visão dos Seus seguidores sobre o que significa segui-lO. A ética radical que Ele apresenta desafia os padrões da sociedade, reafirmando que entrar no Reino dos Céus exige um coração puro, transformado (como de uma criança, Mateus 19:13-15), e uma vida de total consagração a Deus (Mateus 19:28-30).

Na narrativa deste capítulo…

• Jesus restaura a concepção original de que Deus criou o homem e a mulher para se unirem em casamento e se tornarem uma só carne – e, o que Deus uniu, não deve ser separado pelo homem. A ética do Reino valoriza a fidelidade e o compromisso, mostrando um padrão elevado e contra-cultural em relação ao matrimônio.

• Ao valorizar as crianças em contraste com o comportamento de seus discípulos (Mateus 19:13-15), Jesus subverte a hierarquia social comum e sugere que a simplicidade, a dependência e a humildade, qualidades geralmente associadas às crianças, são essenciais para participar do Reino Celestial.

• A ética do Reino de Deus exige um desapego radical das riquezas e bens materiais, enfatizando que a riqueza (ou mesmo familiares, Mateus 19:29) não devem ser obstáculos ao compromisso ao compromisso total com Deus.

• No Reino de Deus, a hierarquia é invertida, aqueles que são humildes, sacrificam tudo e servem a Deus de todo o coração, serão exaltados – estarão no trono com Cristo.

Jesus já havia falado sobre as recompensas no Reino dos Céus (Mateus 5:12; 10:41-42). Agora (Mateus 19:28-30), Ele reafirma que aqueles que sacrificarem tudo por Sua causa receberão cem vezes mais no mundo e herdarão a vida eterna.

Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



MATEUS 18 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
17 de agosto de 2024, 1:00
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Texto bíblico: MATEUS 18 – Primeiro leia a Bíblia

MATEUS 18 – BLOG MUNDIAL

MATEUS 18- COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



MATEUS 18 by Luís Uehara
17 de agosto de 2024, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mt/18

Se pudermos abraçar uma visão descomplicada, organizada e infantil das prioridades da vida, seremos muito mais capazes de abraçar as coisas de Deus. Este não é um chamado à infantilidade, mas um convite a uma simplicidade semelhante à de Cristo frequentemente vista em crianças pequenas. Para muitos de nós, a vida é muito ocupada, uma luta diária apressada. Jesus nos exorta a retornar a uma vida muito mais simples e não afetada de confiança, inocência, obediência e contentamento.

Você está encorajando seu cônjuge, filhos, amigos, outros membros da igreja a misturar lealdade a Deus com os prazeres deste mundo? Que coisa terrível será no dia do julgamento se você contribuiu para a perda espiritual de uma pessoa. Se você está em uma posição de liderança, os riscos e a responsabilidade de enganar os outros são ainda maiores.

Um querido amigo me disse que quando Jesus falou sobre perdoar os outros “setenta vezes sete”, Ele estava falando de uma atitude contínua de disposição para perdoar. Quando consideramos o número de vezes que Deus está disposto a perdoar, devemos apresentar espírito de perdão para com os outros.

Leo Van Dolson, Jr.
Califórnia, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/mat/18
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara



MATEUS 18 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
17 de agosto de 2024, 0:50
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1704 palavras

[Nota: O Comentário Bíblico Adventista deixa muito claro que em todo o capítulo 18, Jesus responde à pergunta: “Quem é o maior?” Em resumo, a resposta é: aquele que é capaz de perdoar de coração, como uma criança…]

1-35 Este capítulo é o quarto dos cinco grandes discursos, em Mateus. Bíblia de Genebra.

1 Naquela hora. Esta instrução foi dada no mesmo dia em que ocorreu o incidente sobre o tributo no templo. … A discussão entre os discípulos … atingiu o clímax no momento em que o grupo entrou em Cafarnaum. A referência de Jesus sobre ir novamente a Jerusalém (ver Mt 16:21), de onde Ele tinha estado ausente por quase um ano e meio (ver com. de Jo 7:2), tinha reavivado no coração dos discípulos esperanças equivocadas … de que havia chegado o tempo de Jesus estabelecer Seu reino. … Todo o discurso [cap 18] pode muito bem ser intitulado: “Como lidar com as diferenças de opinião e conflitos que surgem na igreja”. O grande problema que tornou necessário o discurso foi um grave choque de personalidades entre os doze. Era necessário resolver isso para que a unidade do grupo fosse preservada. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 469.

Quem … é o maior? Os discípulos se consideravam os mais altos oficiais do reino. No reino da própria imaginação, a posição ocupava o primeiro lugar, fazendo-os esquecer o que Jesus lhes dissera sobre o sofrimento e a morte. A opinião preconcebida efetivamente isolava a mente contra a verdade. CBASD, vol. 5, p. 470.

3 Este não é um chamado para ser “infantil”. Era deste modo que os discípulos estavam agindo em sua disputa para ser o maior. O chamado de Jesus é para ser “como uma criança” – desenvolver a humildade, inocência e dependência que é facilmente encontrada nas crianças. Andrews Study Bible.

6 fizer tropeçar. Aqui, Jesus Se refere principalmente a qualquer coisa que possa causar desunião entre os irmãos. Paulo admoesta os cristãos maduros a não fazer nada que leve um cristão imaturo a tropeçar (1Co 8:9-13). CBASD, vol. 5, p. 470.

pedra de moinho. Do gr. mulos onikus, literalmente, “uma pedra de moinho de jumento”, isto é, uma pedra tão grande que era necessário um jumento para movê-la. CBASD, vol. 5, p. 470.

Isto é, pedra de moinho girada por jumento – bem maior e mais pesada que as pequenas (24.41), manipuladas pelas mulheres todas as manhãs em casa [24.41]. Bíblia de Estudo NVI Vida.

8 corta-o. Jesus não está sendo literal aqui. Ele está enfatizando a seriedade de fazer com que um irmão fraco se extravie. Infelizmente, alguns cristãos através dos séculos entenderam literalmente este ensino de Jesus e se mutilaram, no que consideraram ser uma obediência à instrução de Jesus neste verso e em outros similares (5:29; 19:12). O exemplo mais famoso foi Orígenes, o pai da igreja do terceiro século, que se castrou por causa de seus pensamentos lascivos [de forte desejo sexual].  Andrews Study Bible.

10 A referência aos pequeninos pode ser tanto à criança quanto aos neófitos da fé. O escândalo e o desprezo a estes novos teria efeito negativo no exemplo ou ensino, afastando-os da fé. Bíblia Shedd.

12-14 A parábola da ovelha perdida também se acha em Lc 15.3-7. Ali se aplica aos incrédulos, mas aqui aos crentes. Jesus usou a mesma parábola para ensinar verdades diferentes em situações diferentes. Bíblia de Estudo NVI Vida.

12 indo procurar. A salvação consiste não na busca do homem por Deus, mas na busca de Deus pelo homem. O raciocínio humano vê na religião nada mais do que tentativas humanas de encontrar paz e resolver o mistério da existência, encontrar uma solução para as dificuldades e incertezas da vida. É verdade que no fundo do coração humano há um desejo dessas coisas, mas o ser humano, por si só, nunca pode encontrar a Deus. A glória da religião cristã é que ela conhece um Deus que tanto Se preocupa com o ser humano que deixou tudo a fim de “buscar e salvar o perdido” (Lc 19:10). CBASD, vol. 5, p. 472.

a que se extraviou. Do gr. planao, “desviar-se”, “vagar” ou “levar ao erro”. Nossa palavra “planeta” vem da palavra grega relacionada planetes, que significa “errantes” (ver Jd 13). Os planetas do sistema solar receberam esse nome porque parecem vagar sem rumo [em suas órbitas em torno do Sol], entre as estrelas aparentemente “fixas”. CBASD, vol. 5, p. 472.

15 pecar. Evidentemente, o “irmão” que “erra” é o mesmo que a “ovelha” que “se extraviou”. CBASD, vol. 5, p. 472.

mostre-lhe o erro (NVI). Esta é mais do que uma advertência sábia, é um mandamento. “Somos tão responsáveis pelos males que poderíamos haver reprimido, como se fôssemos nós mesmos culpados da ação” (DTN, 441). CBASD, vol. 5, p. 472.

entre ti e ele só. Fazer circular relatos sobre o que “teu irmão” possa ter feito tornará mais difícil, talvez mesmo impossível, chegar até ele. Aqui, talvez mais do que em qualquer outro aspecto das relações interpessoais, é nosso privilégio aplicar a regra de ouro … Quanto menos publicidade for dada a um ato errôneo, melhor. CBASD, vol. 5, p. 472.

ganhaste teu irmão. Alguém já disse que a melhor forma de nos desfazer de nossos inimigos é fazer deles nossos amigos. CBASD, vol. 5, p. 472.

Estes três estágios para tratar com o cristão em pecado constituem o coração de toda disciplina eclesiástica. O objetivo é levar ao arrependimento, enquanto procura reduzir a consciência pública do referido pecado ao mínimo. Em hipótese alguma deve este assunto ser propagado ao mundo em geral. Bíblia de Genebra.

16 uma ou duas pessoas. Estas “mais uma ou duas pessoas” não estão pessoalmente envolvidas, portanto estão em posição melhor para expressar uma opinião imparcial e aconselhar o irmão ofensor. CBASD, vol. 5, p. 472.

17 considera-o como gentio ou publicano. Caso haja desrespeito à igreja, o culpado deve ser excluído da comunhão e tratado como a um pagão (o que não deixa de estar dentro do objetivo do amor). Bíblia Shedd.

pagão (NVI). Para os judeus, significava qualquer tipo de gentio. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A sociedade judaica geralmente não se socializava com gentios ou coletores de impostos. A remoção do corpo de membros da igreja é o primeiro passo no processo que visa trazer pessoas ao arrependimento e reconciliação. … Contudo, os termos usados por Jesus nos lembram do Seu exemplo ao tratar com pecadores e coletores de impostos (9:9-11; 11:19). Seu cuidado amoroso e perdão demonstram como a igreja deveria tratar aqueles que estão desligados, buscando a restauração definitiva de todos os pecadores. Andrews Study Bible.

19-20 Estes versículos devem ser tomados no seu contexto mais amplo, como tratando ainda da disciplina na igreja. Bíblia de Genebra.

20 A declaração de Mt 18:20, é claro, é verdadeira em sentido geral, embora, no contexto do capítulo (v. 16-19) se refira principalmente à igreja em sua capacidade oficial de lidar com um membro ofensor. CBASD, vol. 5, p. 473.

A congregação que se reúne em nome de Cristo é a que O tem em seu meio. Bíblia Shedd.

21 até sete vezes? Pedro quis ser generoso, pois as tradições dos rabinos falavam em perdoar até três vezes. A resposta de Jesus, tomando-se em consideração o que Pedro disse, significa que o espírito de perdão vai muito além dos mesquinhos cálculos humanos. Bíblia Shedd.

O perdão, seja da parte de Deus, seja da parte do homem, é muito mais do que um ato judicial, é a restauração da paz onde havia conflito (cf. Rm 5:1). mas o perdão vai além e envolve o esforço de restaurar o próprio irmão que erra. CBASD, vol. 5, p. 474.

22 até setenta vezes sete. Se o espírito de perdão age no coração, a pessoa está tão pronta a perdoar aquele que se arrepende pela oitava vez como na primeira vez, tão pronta a perdoar na 491ª vez como na oitava. O verdadeiro perdão não se limita a números; além disso, não é o ato [do perdão] que importa, mas o espírito que precede o ato. CBASD, vol. 5, p. 474.

23-25 A parábola do credor sem compaixão ensina a Pedro o motivo pelo qual deve-se perdoar sem limites. Deus perdoou-nos tanta coisa ao nos conceder o dom gratuito da Salvação em Cristo, que qualquer ofensa que outro ser humano possa praticar contra nós é irrisória em comparação a isto. Perdoá-lo seria o mínimo que poderíamos fazer, refletindo, assim, algo da bondade divina que tem sido derramada em nossas vidas (6.14, 15). Bíblia Shedd.

24 dez mil talentos. Um talento era a mais alta medida monetária da moeda corrente, e era equivalente a seis mil denários ou dracmas. … Uma tal soma de dinheiro era praticamente incontável e ilustra a enorme dívida do pecado em que todos temos incorrido diante de Deus. Bíblia de Genebra.

Cerca de 215 toneladas de prata, o suficiente para contratar 10 mil trabalhadores por 18 anos. CBASD, vol. 5, p. 474.

Cerca de 60 milhões de vezes o salário de um dia de um trabalhador. Andrews Study Bible.

O verdadeiro perdão: 1) Cristo ensinou-nos a perdoar sempre; 2) Isto refere-se especialmente a ofensas praticadas contra nós mesmos; 3) Pelo fato de também sermos pecadores, não nos compete julgar com demasiado rigor às faltas do nosso próximo; 4) Deus, finalmente, julgará a todos segundo Sua reta justiça: que será de nós se não praticarmos misericórdia? (Tg 2.13). Bíblia Shedd.

28 cem denários. Cerca de 100 vezes o salário de um dia de um trabalhador. Andrews Study Bible.

35 perdoar. O ensino principal da parábola. Bíblia de Estudo NVI Vida.

do íntimo. O problema na pergunta de Pedro … foi que o tipo de perdão a que ele se referia não era do coração, mas, sim, um tipo mecânico e legalista de “perdão”, com base no conceito de obtenção de justiça pelas obras. Como foi difícil para Pedro entender o novo conceito de obediência do coração, motivada pelo amor a Deus e aos seus semelhantes! Isso completa a resposta de Jesus à pergunta de Pedro (v. 21), resposta que também trata indiretamente da pergunta: “Quem é o maior no reino dos céus? (v. 1). O “maior” é simplesmente aquele que, “de coração”, reflete sobre a misericórdia do Pai celestial e que faz “o mesmo” em relação a seus semelhantes. … As palavras de perdão, por mais importantes que sejam, não são de primordial importância aos olhos de Deus. Pelo contrário, é a atitude de coração que dá às palavras a plenitude de sentido que, de outra forma, lhes faltaria. A aparência de perdão, motivada por circunstâncias ou por objetivos escusos, pode enganar aquele a quem é atribuída, mas não Aquele que vê o coração (1Sm 16:7). O perdão sincero é um aspecto importante da perfeição cristã. CBASD, vol. 5, p. 475, 476.



MATEUS 18 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
17 de agosto de 2024, 0:45
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Após quinze anos de igreja, minha vida passou por uma mudança de 180°. Através de uma jornada espiritual e do projeto Reavivados Por Sua Palavra, meus olhos foram abertos para a beleza do conhecimento de Deus e de Cristo. Entre as muitas formas que Jesus usou para Se apresentar, uma delas foi marcante para mim. Através de cartas diárias minhas para Ele e dEle para mim, uma delas me foi apresentada pelo Espírito Santo como uma mensagem especial e muito importante para os nossos dias. Ela diz assim:

“A Minha obra de intercessão no santuário celestial ainda não está completa. Tenho intercedido junto ao Pai por todos os crentes e como tem sido difícil para Mim o veredito de alguns!

Filhinha, a Minha luta tem sido para que vocês não Me louvem apenas com os lábios, porque para estes, quando Eu voltar, com o coração partido, terei que dizer: ‘Nunca vos conheci’!

Vocês precisam Me buscar e Me louvar com todo o vosso coração! Se vocês Me louvam com o coração cheio de orgulho, vaidade ou raiva que sentem por alguém, esse louvor é maldito, e para Mim não tem valor algum!

O Meu povo necessita compreender que precisa buscar o coração de uma criança, precisa almejar ser como criança. Precisa buscar um coração puro, rápido para amar, rápido para perdoar!

Assim como um dia Eu disse: ‘Deixai vir a Mim os pequeninos’, Eu direi naquele Grande Dia: ‘Vinde, benditos de Meu Pai’! Não será diferente, pois virão a Mim todos aqueles que aceitaram tornar-se como criança!

Por isso, filhinha, busque este ideal e leve esta mensagem para quantos Eu colocar em seu caminho!

Eu te amo! Volto logo!

Com lágrimas de amor, Jesus”.

A pergunta que não calava no coração dos discípulos era esta: “Quem é, porventura, o maior no reino dos céus?” (v.1). O desejo por assumir um lugar de destaque no reino de Cristo, certamente inquietava-os e foi o principal motivo de discussão entre eles durante os três anos e meio em que andaram com Jesus, mesmo diante da resposta que deveria ter sido suficiente para encerrar este assunto. “Chamando uma criança” (v.2), Jesus declarou, em outras palavras, a Sua primeira fala no sermão da montanha: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt.5:3). Jesus não se referiu à imaturidade de uma criança, mas a humildade em reconhecer que necessita de ajuda, que não consegue andar sozinha.

Mas Cristo foi além, e despertou Seus discípulos à responsabilidade de jamais servirem de pedra de tropeço aos Seus pequeninos. Como crianças de Jesus, Ele espera que vivamos em conformidade com os Seus ensinos e busquemos a comunhão do Espírito. Como pecadores, não estamos livres de falhar, contudo, Ele nos deixou escrito o caminho por onde devemos andar e espera que estejamos sempre dispostos a dEle aprender, com humildade e inteireza de coração. Aquele que nos chamou “das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9), espera que vivamos de forma digna ao nosso chamado. E isso só pode acontecer se permitirmos que o Espírito Santo realize a Sua boa obra em nós.

Os anjos que assistem à presença de Deus face a face, são os que têm cuidado e guardado os pequeninos de Deus para a salvação, como está escrito: “Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?” (Hb.1:14). Deus não deseja perder um pequenino sequer de Seu redil e vai em busca daquele que porventura tenha se extraviado. Mas Ele também nos chamou à responsabilidade de cuidarmos uns dos outros e de como devemos agir em situações de conflito. Vejamos a ordem estabelecida por Jesus para tentar sanar um conflito entre irmãos:

1. “Vai argui-lo entre ti e ele só” (v.15). Ou seja, não divulgue o pecado do seu irmão, mas procura primeiro resolver o problema com ele;
2. Se caso ele “não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas” (v.16) para que fique provado o seu desejo pela paz;
3. “Se ele não os atender, dize-o à igreja” (v.17).

Quando eu era criança, lembro-me do costume que havia em estar “de bem” ou “de mal” de algum coleguinha. Mas também me lembro de como era curto o intervalo entre um “tô de mal” e uma nova brincadeira. As crianças são rápidas para perdoar e resolvem seus atritos com facilidade, enquanto nós adultos, considerados “maduros”, estabelecemos uma linha divisória entre nós e aqueles que não perdoamos. O nosso maior problema não é ter que conviver com eles, mas com os maus sentimentos que permitimos tomar conta de nosso coração. Observem que o verso que todos usamos para afirmar que Jesus está no meio de nós, está dentro do contexto do perdão: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, ali estou no meio deles” (v.20).

Muitos há que pensam estar reunidos em nome de Jesus, enquanto conservam um coração governado pelo orgulho e pela vaidade. A pergunta de Pedro e sua tentativa de parecer mais misericordioso do que os outros com a “perfeita” quantidade de perdões, foi subjugada pelo Matemático do amor com “setenta vezes sete” (v.22). Não há como ser levado a sério como cristão se o amor e o perdão não fizerem parte de nossa caminhada. Ambos são dons de Deus que precisamos pedir todos os dias. “Se do íntimo” (v.35), não vivermos o perdão, estamos nós mesmos amarrando ao nosso pescoço “uma grande pedra de moinho” (v.6).

Amados, todos temos uma conta que, por nossos próprios esforços, seria impossível de pagar. Mas Jesus assumiu a nossa dívida e decidiu nos perdoar. Qual será, pois, a nossa reação diante de tão grande sacrifício de amor? Sufocar aqueles que nos fizeram mal pelo ódio? Ou conceder-lhes um lindo sorriso de perdão da criança que permitimos que Jesus nos transformasse? Raiva ou compaixão? Ódio ou amor? A escolha é nossa.

Por isso que o nosso relacionamento com Cristo é imprescindível. Podemos até achar que estamos muito distantes de ter o caráter de Jesus, mas se Ele prometeu estar conosco todos os dias e a perseverança é uma das características dos salvos, então não desista e não desanime. Porque estou plenamente certa “de que Aquele que começou boa obra em [nós] há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp.1:6). Mas, lembre-se: aquele que não se tornar como criança, jamais entrará no reino dos céus (v.3).

Nosso Pai de amor, como é difícil termos que lidar com nossa natureza má e tendenciosa a pecar. Muitas situações mancham o nosso coração com mágoa, raiva e orgulho. Tem misericórdia de nós, Pai! Purifica o nosso coração! Pedimos pelo Espírito Santo como nosso companheiro e instrutor constante, para que sempre olhemos para nosso próximo tendo em vista que cada um tem uma história de vida que muitas vezes não conhecemos. Dá-nos o coração de compaixão e o olhar sensível do nosso Salvador para que, qual crianças, sejamos rápidos para amar e rápidos para perdoar. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, crianças de Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Mateus18 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MATEUS 18 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
17 de agosto de 2024, 0:40
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MATEUS 18 – No Reino de Cristo, os valores são diferentes dos reinos deste mundo pervertido. Considere com atenção e oração:

O Reino dos Céus não é para aqueles que buscam grandeza por orgulho e vaidade, mas para os que se humilham como crianças (Mateus 18:1-4).

No Reino dos Céus é condenado quem causa tropeço a um dos pequeninos – aqui não se refere apenas a crianças, mas a todos os vulneráveis como ovelhas perdidas da sociedade (Mateus 18:5-14). Cada indivíduo tem importância no reino de Cristo.

No reino de Deus, o processo de lidar com quem erra é diferente da busca por vingança natural no coração de quem não é convertido.

“As palavras de Jesus registradas em Mateus 18:15-17 esboçam o procedimento a ser seguido no trato com o pecado na igreja. Primeiramente, dirija-se à pessoa e trate do assunto diretamente com ela. Se isso não resolver, faça-se acompanhar de uma ou duas testemunhas. Se o problema persistir, leve o assunto à igreja. Se o culpado não ouvir a igreja, considere-o como excluído da igreja” (Guia para Ministros, 157).

A mente humana tem dificuldade para entender os princípios do Reino de Deus. Por isso, a pergunta de Pedro: “Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?” (Mateus 18:21). Jesus mostra que o incrédulo é quem não perdoa (Mateus 18:17-20), mas o cristão de verdade nunca se vinga, sempre perdoa quem erra contra ele.

Para reforçar Seu argumento, Jesus conta a parábola apresentando o contraste entre o perdão do rei e a falta de misericórdia do servo. E deixa uma pergunta no ar: Como podemos não perdoar os outros quando fomos tão grandemente perdoados por Jesus? Aquele que não perdoa também não terá o perdão de Deus, e não participará do Reino dos Céus (Mateus 18:22-35).

Enfim,

• No Reino Divino, a verdadeira grandeza é medida pela humildade, nunca pelo orgulho.

• No Reino Celestial, negligenciar ou ferir alguém implica ferir o coração de Cristo.

• No Reino Eterno, a justiça não é se vingar, mas reconciliar-se e perdoar.

Perdoar é liberar a si mesmo para viver o verdadeiro propósito do nobre Reino que Jesus veio implantar. Se não perdoamos, trancamos as portas do Reino dos Céus para nós mesmos! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



MATEUS 17 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
16 de agosto de 2024, 1:00
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Texto bíblico: MATEUS 17 – Primeiro leia a Bíblia

MATEUS 17 – BLOG MUNDIAL

MATEUS 17- COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



MATEUS 17 by Luís Uehara
16 de agosto de 2024, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mt/17

Ao verem Moisés e Elias vivos, os discípulos tiveram uma representação visual da certeza da vida eterna. Moisés representava aqueles que seriam ressuscitados na Segunda Vinda de Cristo e Elias aqueles que seriam trasladados. Enquanto na terra, Moisés e Elias tinham sido colaboradores de Cristo e depois de levados para o Céu, continuaram a compartilhar Seu anseio pela salvação dos seres humanos. Agora eles tinham vindo, não para anunciar o reinado de Jesus como Rei dos reis, mas para incentivá-lo e consolá-lo.

Mais adiante neste capítulo vemos os discípulos na parte inferior da montanha tentando, sem sucesso, curar um menino possuído pelo demônio. Quando Jesus e os três discípulos se aproximaram, o pai do menino implorou a Jesus para curar seu filho, o que Jesus fez facilmente. Chama-nos a atenção nesta seção do capítulo o questionamento dos discípulos a Jesus do porquê não terem conseguido expulsar o demônio.

Jesus explicou que não era só por causa de sua falta de fé, mas pela falta de cuidado com o que consideravam a sagrada obra a eles confiada. Ao invés de fortalecer a sua fé por meio da oração, quando Jesus e os três discípulos companheiros estavam na montanha, eles estavam cheios de inveja e se demorando em suas queixas pessoais. Para ter sucesso no conflito com os maus espíritos, eles devem vir para o trabalho de Deus com uma disposição diferente. Sua fé deve ser fortalecida por meio de oração, jejum e humilhação de coração. Que lição para nós, hoje! Precisamos ser esvaziados de nós mesmos e nos tornarmos totalmente dependentes de Deus (ver O Desejado de Todas as Nações p. 302-303).

Jack J. Blanco, Th.D.
Southern Adventist University

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/mat/17
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara



MATEUS 17 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
16 de agosto de 2024, 0:50
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1161palavras

1 um monte alto. O local da transfiguração não é conhecido. O monte Tabor (588 m de altitude), 19 km a sudoeste do lago da Galileia e 8,8 km a leste de Nazaré, é considerado ser este local, segundo a tradição. Contudo, a descoberta de que, no tempo de Cristo, uma fortaleza e um pequeno povoado coroavam seu cume parece tornar impossível que Jesus tivesse encontrado ali a solidão descrita em Mateus e Marcos (cf DTN, 419). … Ao pé do monte da transfiguração, os escribas e rabinos se misturavam com uma multidão, provavelmente de judeus, e tentaram humilhar Jesus e Seus discípulos. Isso parece indicar que a transfiguração ocorreu na Galileia, não no distrito gentio de Cesareia de Filipe. … No intervalo da semana entre a grande confissão e a transfiguração, em seguida, Jesus voltou para a Galileia. Assim, parece que os montes Hermon e Tabor não foram o monte da transfiguração. CBASD – Comentário Bíblico Adventista, vol. 5, p. 462.

1-13 A aparição de Moisés e Elias tem significância em vários níveis: 1) Representam a Lei e os Profetas, respectivamente. Jesus havia dito que não viera abolir a Lei e os Profetas, mas cumpri-los (5:17). 2) Moisés e Elias, como Jesus, realizaram milagres, foram rejeitados e se encontraram com Deus em uma montanha (Sinai e Horebe/Sinai [Êx 24:12-18, 1Rs 19:8-19], respectivamente). 3) No judaísmo, estes homens tinham significância escatológica. Em Dt 18:15-18, Moisés profetizou que Deus levantaria um profeta como ele mesmo. Acreditava-se que isto aconteceria nos últimos dias. Em Ml 4:5-6 foi profetizado que Elias apareceria “antes da vinda do grande e terrível dia do Senhor.” 4) Finalmente, ambos se acreditavam estar no Céu, tendo sido ressuscitado (Moisés, Judas 9) ou transladado (Elias, 2Rs 2:11-12). Eles se tornaram representativos daqueles que serão salvos na Segunda Vinda quando Jesus retornar (1Ts 4:16-17). Andrews Study Bible.

caíram de bruços. Comparar com Ez 1:28; Dn 10:9. Homens como Ezequiel e Daniel receberam visões, mas Pedro, Tiago e João viram com a visão natural. CBASD, vol. 5, p. 464

10 A escatologia [teologia dos últimos acontecimentos] tradicional dos mestres da lei, tendo por base Ml 4.5, 6, sustentava que Elias devia aparecer antes da vinda do Messias. Segundo o raciocínio dos discípulos, se Jesus realmente fosse o Messias, fato esse comprovado pela transfiguração, por que Elias não aparecera? Bíblia de Estudo NVI Vida.

11 restaurará todas as coisas. Na dramática experiência do monte Carmelo, Elias foi bem-sucedido em conduzir de volta o coração de muitos em Israel ao Deus de seus pais (ver com. de 1Rs 18:37-40) e, consequentemente, em refrear os terríveis avanços da apostasia. Da mesma forma, João Batista proclamou o batismo de arrependimento do pecado e o retorno ao verdadeiro espírito de adoração (ver com. de Ml 3:1, 7; 4:6; Lc 1:17). Evidentemente, João não era Elias em pessoa (vem com. de Jo 1:21), mas ele foi adiante do Messias “no espírito e poder de Elias” (Lc 1:17). CBASD, vol. 5, p. 464.

17 Jesus, como Moisés, desceu do monte da glória, para encontrar a incredulidade (Êx 32.15-21). Bíblia de Genebra.

20 fé. A deficiência da fé que tinham os discípulos não está no fato de eles revelarem falta de confiança, ou que não esperassem sucesso – eles ficaram aparentemente surpresos por falharem – mas porque sua expectação não estava devidamente baseada num relacionamento com Deus. Uma leve porção de fé verdadeira, enraizada numa submissão a Deus, é eficaz. Mc 9.29 torna este ponto ainda mais claro, quando fala da oração como a chave. Bíblia de Genebra.

Com uma pequena quantidade de fé os seguidores de Jesus seriam capazes de fazer o que parecia impossível, como mover uma montanha. Anteriormente a eles, as pessoas pensavam que as montanhas eram pilares que sustinham o céu e mantinham no lugar o disco da Terra em cima das águas subterrâneas. Mover estes montes do lugar seria um trabalho dos deuses. Na teologia de Jesus, mesmo a menor fé poderia levar à concretização do que seria geralmente aceito como impossível. Este ensino de Jesus, obviamente, deve ser entendido à luz do resto da Escritura e não ser tomado sem entendimento. A fé deve estar de acordo com a vontade de Deus e com a Sua glória. Andrews Study Bible.

22 A segunda predição da morte de Cristo. A primeira acha-se em 16.21. Bíblia de Estudo NVI Vida.

24. os que cobravam. Literalmente “que recebiam a dupla dracma” [gr didrachmon]. Estes não eram os publicanos, ou cobradores de impostos (ver com. de Lc 3:12), que cobravam pedágios e impostos para as autoridades civis, mas os homens designados em cada distrito para recolher o imposto do templo, o meio siclo [shekel] exigido de todo homem judeu livre, com 20 anos de idade ou mais para a manutenção do templo. Esse imposto não era obrigatório no mesmo sentido que era o dízimo, mas seu pagamento era considerado um dever religioso. CBASD, vol. 5, p. 466

não paga vosso Mestre? Aparentemente, a ideia de desafiar Jesus a esse respeito havia chegado havia pouco à mente deles; era parte de um plano bem elaborado. CBASD, vol. 5, p. 466.

taxa do templo. Somente Mateus menciona este incidente, provavelmente porque havia sido coletor de impostos antes de ter aceitado o chamado de Jesus para ser discípulo. Andrews Study Bible.

25 Sim, respondeu Ele. Pedro reconheceu imediatamente a natureza incomum e inesperada (ver com. do v. 24) do questionamento e sentiu o desafio implícito à fidelidade de Jesus ao templo que a suposta inadimplência indicava. Aparentemente, Pedro e seus condiscípulos ainda eram totalmente fiéis em espírito aos líderes judeus (cf DTN, 398), e a primeira reação de Pedro foi de evitar a todo custo qualquer coisa que tendesse a piorar as relações com eles. Porém, como em ocasiões anteriores (ver Mt 22:15-22), os escribas e fariseus procuravam confrontar Jesus com um dilema inescapável. Os levitas, sacerdotes e profetas estavam isentos (DTN, 433). Recusar-se a pagar o imposto significaria deslealdade ao templo, mas pagá-lo implicaria que Jesus não se considerava um profeta, que estaria isento dele. CBASD, vol. 5, p. 466.

26 isentos os filhos. Jesus poderia ter reivindicado a isenção como um mestre ou rabino. No entanto, ele deixou de lado essa afirmação válida. CBASD, vol. 5, p. 467.

27 Mas. O coletor de impostos do templo não tinha o direito legal de exigir o meio siclo de Jesus. Ele pagou por conveniência, não por obrigação. Ele renunciou a Seu direito a fim de evitar controvérsia e fez o que não podia legitimamente ser obrigado a fazer, a fim de estar em paz com Seus inimigos. Evidentemente, ele não queria que Sua lealdade ao templo fosse contestada, por mais que a acusação fosse injusta. O modo de ação de Cristo se destaca como lição para todos os cristãos. Devemos nos esforçar para viver em paz com todos e, quando necessário, fazer mais do que o exigido, a fim de evitar conflitos desnecessários com os adversários da verdade (cf. Rm 12:18; Hb 12:14; 1Pe 2:12-15, 19, 20). No entanto, sob nenhuma circunstância devemos comprometer o princípio cristão no esforço para agradar os outros (ver DTN, 356). CBASD, vol. 5, p. 467

por Mim e por ti. O milagre tinha a intenção de ensinar a Pedro uma lição e silenciar os cobradores de impostos críticos, que tinham procurado colocar Cristo na categoria de um israelita comum e, assim, desafiar Seu direito de ensinar. CBASD, vol. 5, p. 467.