Reavivados por Sua Palavra


JOÃO 01 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
7 de outubro de 2024, 0:45
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Esse verso que nós lemos foi o primeiro que eu li na Bíblia. E aos dez anos de idade, eu senti o meu coração arder; senti um desejo imenso de entender o que eu tinha lido e aprender mais sobre a Bíblia. Até que, aos doze anos de idade eu fui a uma Igreja Adventista do Sétimo Dia pela primeira vez, e ali, numa classe de juvenis, eu tive a certeza de que estava na casa do meu Pai. Quando a professora abriu a lição da escola sabatina e começou a explicar tudo conforme estava escrito na Palavra de Deus, era como se o Senhor me dissesse: “Você Me pertence e aqui é o seu lugar”. Eu me senti acolhida e muito amada, e cada sábado era aguardado com muita expectativa. Estudar a Bíblia tornou-se um prazer.

Dos quatro evangelhos, o evangelho segundo João é o meu preferido. É o que mais toca o meu coração. De “filho do trovão” a discípulo do amor, a trajetória espiritual de João foi desde reclinar-se ao peito de Cristo até a contemplação de Sua glória nas visões do Apocalipse. João obteve um conhecimento diferenciado de Jesus, de Sua natureza eterna. Ele iniciou o seu evangelho com a criação e encerrou o Apocalipse com a recriação. É em seu evangelho que está contido o princípio ativo do Verbo: “Eu sou o pão da vida” (Jo.6:48); “Eu sou a luz do mundo” (Jo.8:12); “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (Jo.14:6); “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo.11:25); “Eu sou o bom Pastor” (Jo.10:14); “Eu sou a porta” (Jo.10:9); “antes que Abraão existisse, EU SOU” (Jo.8:58); “Eu sou a videira verdadeira” (Jo.15:1).

No livro de João também encontramos, na maioria dos relatos, histórias que não encontramos nos demais evangelhos. Como, por exemplo, as bodas de Caná, o encontro entre Jesus e Nicodemos, entre Jesus e a mulher samaritana, o relato da mulher adúltera, Jesus como o bom Pastor, a ressurreição de Lázaro, a oração sacerdotal de Jesus, dentre outros. Certamente, a experiência de fazer parte do círculo mais íntimo de Cristo deu a João a oportunidade de ver e ouvir coisas que marcaram profundamente a sua jornada cristã. Apesar de Pedro ter confessado verbalmente acreditar ser Cristo o Filho do Deus vivo, João teve uma compreensão ainda maior dAquele que “estava no princípio com Deus” (v.2).

Em Gênesis 1:1, está escrito: “No princípio criou Deus os céus e a terra”. No texto massorético, a expressão “No princípio” também pode ser lida como “Em um princípio”. Quando vamos ao livro de Apocalipse, encontramos a seguinte expressão se referindo a Jesus: “o Princípio da criação de Deus” (Ap.3:14). O apóstolo Paulo também escreveu, falando sobre Jesus: “pois, nEle, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis […] Tudo foi criado por meio dEle e para Ele” (Cl.1:16). Portanto, o texto de Gênesis poderia ser traduzido da seguinte forma: “Em Jesus criou Deus os céus e a terra”. Você entende porque o meu coração ardeu ao ler o texto de João? Porque eu estava iniciando a minha caminhada com o meu Criador.

O primeiro dia da criação revelou “a verdadeira luz” (v.9), pelo poder do Verbo ao ordenar: “Haja luz” (Gn.1:3). Pois a “luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela” (v.5). A João Batista foi confiada a missão de testificar “a respeito da luz” (v.7). “Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz, a saber, a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem” (v.8-9). A luz salvífica que emana de Cristo está disponível para todos. Mas como “os Seus não O receberam” (v.11), muitos também têm rejeitado a Sua oferta de amor. Para João Batista, Jesus era “o Deus unigênito” (v.18), a revelação do Pai. Mas ele também entendeu o caráter de sacrifício da primeira vinda de Cristo, ao dizer: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (v.29).

Como a descida do Espírito Santo sobre Jesus em Seu batismo testificou que “Ele é o Filho de Deus” (v.34), é a atuação do Espírito Santo em nossa vida que nos torna filhos e filhas de Deus. Jesus deseja nos batizar “com o Espírito Santo” (v.33) a cada dia, modelando o nosso caráter até que estejamos prontos para receber de volta o fôlego da vida eterna. Logo veremos “o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem” (v.51). Enquanto aguardamos, que a nossa vida cumpra o propósito para o qual fomos criados. Semelhante a André, levemos nossa família e outras pessoas “a Jesus” (v.42). E que, naquele grande Dia, possamos ouvir Jesus nos dizer: “Eis um(a) verdadeiro(a) [cristão(ã)], em quem não há dolo!” (v.47).

Querido e amado Pai, sabemos que as trevas do pecado que um dia contaminaram este mundo estão cada vez mais densas. A Tua criação sofre. O Teu povo está sofrendo, ó Deus. Não somente pelos resultados externos do pecado, mas, principalmente, pelo mal que tem causado em nós. Nossa condição de infelizes, miseráveis, pobres, cegos e nus fica cada vez mais evidente e não queremos que Jesus continue do lado de fora batendo; queremos que o Verbo vivo entre em nossa vida e a transforme por completo; queremos que Ele ilumine todo o nosso ser para que nenhuma circunstância, seja qual for, tire de nós a paz e a alegria do Céu. Imploramos pelo batismo do Espírito Santo, pelo poder que imprimirá em nós a insígnia de Cristo como Suas testemunhas e nos habilitará para o alto clamor! Perdoa os nossos pecados e purifica o nosso coração, Santo Deus! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, filhos e filhas do Criador!

Rosana Garcia Barros

#João1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JOÃO 1 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
7 de outubro de 2024, 0:40
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JOÃO 1 – O prólogo de João é uma das passagens mais teológicas do Novo Testamento. Desta forma, essa introdução oferece uma base sólida para a defesa da origem e natureza divina de Jesus.

Considere:

• A eternidade de Jesus (João 1:1-2): A abertura do evangelho transcende ao princípio de Gênesis 1:1. Isso intencionalmente remete ao momento antes da criação do mundo, estabelecendo que o Verbo/Cristo já existia antes de tudo. Este ponto é crucial para a argumentação da divindade de Jesus, pois estabelece que Ele não é criatura ou Ser criado, mas eterno como Deus e o Agente de tudo o que foi criado. Portanto, Jesus antecede ao cosmos e não está limitado ao tempo. Ele é Deus Eterno quanto Deus Pai.

• A obra criativa de Cristo (João 1:3): O Verbo/Jesus é descrito como o Agente da criação. Isso ecoa o que Paulo escreve em Colossenses 1:16-17, onde afirma que todas as coisas foram criadas por meio de Cristo e para Cristo. Diante disso, é impossível que Jesus tenha sido criado. Além disso, a função de Criador é uma prerrogativa exclusiva da divindade na Bíblia Hebraica (por exemplo, Isaías 44:24), e João claramente atribui essa função a Jesus. Em realidade, Jesus tem posição central no ato de criar, que revela fortemente Sua natureza divina.

• A encarnação de Deus: Mateus afirmou que Jesus é Emanuel, Deus conosco (Mateus 1:23); Marcos declarou ser Ele o Filho de Deus (Marcos 1:1); e, João revela um dos maiores mistérios que é a chave da teologia cristã: Jesus, o Divino Criador “tornou-Se carne e viveu entre nós. Vimos Sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e verdade” (João 1:14). Desta forma, Jesus tomou sobre Si a natureza humana sem deixar de Seu Deus. Essa união das duas naturezas de Cristo (divina e humana) é central para a compreensão da fé cristã.

Jesus não é meramente um mensageiro divino; Ele é Aquele que revela completamente a essência de Deus. Isso ultrapassa a função profética: Jesus é o Revelador perfeito, porque Ele é tão divino quanto o próprio Deus Pai (João 1:18). Sua natureza divina é o que O qualifica a ser o único capaz de revelar com exatidão como é Deus Pai (Hebreus 1:1-3).

Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



LUCAS 24 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
6 de outubro de 2024, 1:00
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Texto bíblico: LUCAS 24 – Primeiro leia a Bíblia

LUCAS 24 – BLOG MUNDIAL

LUCAS 24 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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LUCAS 24 by Luís Uehara
6 de outubro de 2024, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lc/24

A pergunta era, e continua sendo: Onde está Jesus? As mulheres não conseguiram encontrá-lo. Os discípulos não O tinham visto, os anjos testemunharam: “Ele não está aqui” (versículo 6).

No entanto, o Jesus vivo caminha ao lado de dois discípulos humildes na estrada para Emaús. Eletrificados por Sua presença, eles correm de volta para Jerusalém levando a maior notícia de todos os tempos: “Jesus ressuscitou! Nós O vimos!”

Vinte e três anos atrás, um desejo intenso brotou em meu coração. “Jesus”, orei, “quero conhecer-Te. Por favor, ajude-me a encontrá-LO.” Então comecei minha busca. Na época, eu tinha dois filhos pequenos e trabalhava das 8h às 17h30 de segunda a sexta-feira. Então me levantava às 3h30 e passava um tempo a sós com Deus até as 6h30. Primeiro eu orava, abrindo todo o meu coração a Deus. Depois eu lia a Bíblia, primeiro os Salmos, depois os evangelhos, e então a Bíblia inteira. Em suas páginas, encontrei o Jesus vivo.

Minha vida inteira mudou. Jesus se tornou tudo para mim e eu clamei: “Para mim, viver é Cristo!” (Filipenses 1:21). Conhecer Jesus é amá-LO e confiar Nele. Se nós O buscarmos com fervor, Ele será encontrado por nós (Jeremias 29:13,14).

Lynn Carpenter
Enfermeira missionária aposentada

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/luk/24
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara



LUCAS 24 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
6 de outubro de 2024, 0:50
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733 palavras

1 No primeiro dia da semana. Este começou no pôr-de-sol de sábado. As mulheres tiveram as horas de escuridão para completar suas preparações antes de saírem para o túmulo ao raiar do dia. Bíblia de Genebra.

varões … vestes resplandecentes. O v 23 os identifica como anjos. Andrews Study Bible.

todos os mais. Esta expressão indefinida mostra que havia um grande número de seguidores de Jesus em Jerusalém, nessa ocasião. Muitos seriam galileus que estavam em Jerusalém por ocasião da Páscoa. Bíblia de Genebra.

11 Tais palavras lhes pareciam como um delírio. Gr leros, “tolice”. Estavam longe de acreditar na ressurreição na base do testemunho emocional de mulheres. Bíblia Shedd.

e não acreditaram nelas. Em geral, o testemunho de mulheres não era altamente considerado pelos judeus do século I. Bíblia de Genebra.

13 Emaús é desconhecida. Sessenta estádios, cerca de 12 km. Bíblia Shedd.

18 Cleopas. O tio de Jesus, irmão de José, segundo Eusébio (HE 3.11,1), que também afirma que este relato veio da família de Jesus. Bíblia Shedd.

És o único … ? O único visitante que não sabia destes eventos. Isto atesta o amplo conhecimento da morte de Jesus, em face dos posteriores críticos que afirmavam que Ele não tinha realmente morridoAndrews Study Bible.

19 Jesus, o Nazareno, que era varão profeta. Souberam que era profeta; isso foi provado pelos Seus milagres e Seu ensino … Esperavam que Ele fosse mais: o Messias (Dt 18.15, 18). A decepção era profunda. Bíblia Shedd.

20 principais sacerdotes e as nossas autoridades. Os discípulos colocaram a principal responsabilidade da morte de Jesus sobre seu próprio povo, e não sobre os romanos. Bíblia de Genebra.

21 esperávamos que fosse Ele quem havia de redimir a Israel. Como Moisés, que redimiu a Israel da escravidão, a esperança dos discípulos era que Jesus, também os resgataria do poder romano e estabeleceria uma teocracia santa, poderosa e eterna. Bíblia Shedd.

A palavra [redimir] significa libertar mediante o pagamento de um preçoBíblia de Genebra.

27 o que a Seu respeito constava. A Escritura, que provê acuradamente a base para o entendimentos dos discípulos da vontade e do plano de Deus, recebe sua interpretação mais clara através de Jesus CristoAndrews Study Bible.

29 Mas eles O constrangeram. O Senhor não entra pela força, mas mediante conviteBíblia Shedd.

33 na mesma hora. O encontro com o Senhor ressuscitado traz alegria que precisa ser compartilhadaAndrews Study Bible.

34 já apareceu a Simão. O primeiro na lista de aparecimentos apresentada em 1 Co 15.5. Bíblia Shedd.

Eles não tinham acreditado nas mulheres (v. 11), mas o aparecimento a Simão Pedro foi convincente. Bíblia de Genebra.

39 apalpai-Me. 1Jo 1.1 cita este fato contra o gnosticismo. Bíblia Shedd.

43 comeu. Podia comer, mas não precisava. Certificou Sua substânciaBíblia Shedd.

44 importava se cumprisse tudo. Notar a palavra “importava”. O cumprimento das Escrituras não é um acidente, porque elas revelam os propósitos de DeusBíblia de Genebra.

Lei … Profetas  Salmos. São as três divisões características do cânon hebraico, que incluíam todo o AT [Em hebraico, a TaNaKh = Torá (a Lei), Neviim (Profetas) e Ketuvim (Escritos)]. NBíblia Shedd.

47 que eu Seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados. Arrependimento e perdão é o centro da mensagem ordenada pela Escritura que os seguidores de Jesus devem levar ao mundo. Atos, a sequência de Lucas, mostra os discípulos ocupados nesta tarefa (e.g., At 2:30; 5:31; 26:20). Andrews Study Bible.

48 testemunhas. Os pregadores não devem produzir alguns conceitos novos, elaborados por si mesmos, mas trazer o testemunho daquilo que Deus tem feitoBíblia de Genebra.

50 Lucas não dá nenhuma indicação de tempo aqui, mas posteriormente ele afirma que a ascensão teve lugar quarenta dias depois da ressurreição (At 1.3). Bíblia de Genebra.

Betânia. Uma aldeia sobre o Monte das Oliveiras, a cerca de 3 km a leste de Jerusalém (Jo 11.18)Bíblia de Genebra.

51 ia-se retirando deles. A narrativa que Lucas faz da ascensão é uma breve mas adequada conclusão do seu Evangelho, que é um registro de “todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar até ao dia em que… foi elevado às alturas” (At 1.1-2). Lucas nos oferece uma narrativa mais detalhada da ascensão, no começo do seu segundo livro (At 1.9-11). A ascensão marca o fim da obra que Jesus veio realizar na terra e o começo da obra que Ele continua a realizar na igreja e através delaBíblia de Genebra.

52 adorando-O. Qualquer que tenha sido a ideia deles a respeito de Jesus nos dias passados, agora eles reconheceram a Sua divindade e O adoraram. Bíblia de Genebra.

53 O Evangelho [de Lucas] termina como começa, em Jerusalém, com o culto a Deus. Bíblia de Genebra.



LUCAS 24 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
6 de outubro de 2024, 0:45
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Findo o descanso sabático, aquelas que acompanharam Jesus e O serviram em Seu ministério foram as primeiras a ir ao túmulo, “no primeiro dia da semana, alta madrugada, […] levando os aromas que haviam preparado” (v.1). Mas a pedra estava removida e o corpo de Jesus não estava no sepulcro. Consoladas por anjos que afirmaram ter Jesus ressuscitado como Ele mesmo havia predito, elas “se lembraram das Suas palavras” (v.8) e correram a fim de anunciar as boas-novas aos discípulos. A notícia, porém, soou ao grupo entristecido como um delírio, de forma que “não acreditaram nelas” (v.11). Mas aquele cujo coração sangrava, por três vezes ter negado o seu Senhor, “correu ao sepulcro” (v.12). O túmulo vazio foi para Pedro o símbolo de uma segunda chance, de modo que “retirou-se para casa, maravilhado do que havia acontecido” (v.12).

Jesus, porém, que havia aparecido a Maria Madalena, da qual havia expelido sete demônios, tinha um plano sequencial antes de Sua ascensão. Como Aquele que toma tempo para dar atenção a um pequenino que seja, Seu coração amoroso também foi atraído a dois discípulos anônimos que viajavam de Jerusalém à aldeia de Emaús. Entristecidos com tudo o que havia acontecido, parecia que simplesmente estavam voltando para casa a fim de reassumirem suas antigas ocupações. Como um viajante comum, Jesus Se aproximou deles como quem não soubesse dos últimos acontecimentos. Então, um deles, “chamado Cleopas” (v.18) interrogou aquele estranho que parecia ser o único a desconhecer o que havia acontecido em Jerusalém.

Aqueles homens não tinham ideia de que estavam fazendo a viagem mais privilegiada de suas vidas. Em todo o Seu ministério, Jesus estava acompanhado de pelo menos doze pessoas. E até mesmo o Seu círculo mais íntimo era composto de três discípulos. Cleopas e seu amigo andaram com Jesus por aproximadamente onze quilômetros, o que equivale a quase três horas de caminhada. Mas não uma caminhada qualquer. Imaginem dar um estudo bíblico enquanto se caminha. Foi isso o que Jesus fez. O que é mais impressionante é o fato de que os olhos dos discípulos “estavam como que impedidos de O reconhecer” (v.16) e Jesus “começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a Seu respeito constava em todas as Escrituras” (v.27).

Percebam que não apenas os olhos deles estavam turvos, como também o seu entendimento acerca de quem era Jesus, já que O apresentaram como “varão profeta” (v.19), e não como o Cristo. A morte ignominiosa de Jesus havia apagado a sua crença de que “fosse Ele quem havia de redimir a Israel” (v.21). E nem o relato das mulheres e a confirmação de que o sepulcro estava vazio (v.22-24) foram provas suficientes de que Jesus era verdadeiramente o Filho de Deus. Uma incredulidade que Jesus tratou de repreender: “Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na Sua glória?” (v.25-26). Jesus simplesmente disse que a Sua vida foi o perfeito cumprimento de toda a Escritura; do que “todos os Profetas” (v.27) falam a Seu respeito.

Amados, estamos vivendo nos dias mais perigosos, espiritualmente falando. Se aqueles que viram Jesus face a face e andaram com Ele lado a lado tiveram o seu coração tomado pela incredulidade, quanto mais nós corremos o sério risco de permitir que o desânimo prejudique a nossa visão espiritual e nos impeça de enxergar o que está escrito. Lembrem de Noé. Jesus não se referiu aos dias deste justo apenas com relação à corrupção dos antediluvianos, mas também, e principalmente, à questão da ignorância quanto ao tempo e à verdade presente. Jesus disse “que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos” (Mt.24:38, 39). E o Espírito Santo, hoje, está realizando a mesma obra de Jesus no caminho de Emaús com todos os que estão dispostos a ouvi-Lo, a fim de que não sejamos levados “por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro” (Ef.4:14).

Precisamos, como aqueles dois privilegiados discípulos, sentir o nosso coração arder (v.32) ao estudarmos as Escrituras sob a direção do Espírito Santo. Não podemos separar o Antigo do Novo Testamento. Não podemos amputar tudo aquilo que compõe o que a respeito do nosso Redentor está escrito. O próprio João compreendeu esta verdade e não poderia tê-la resumido tão bem, ao declarar: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo.1:29). O Cordeiro sem mácula e sem defeito deu a Sua vida pelo mundo inteiro; uma verdade que Israel não entendeu e nem aceitou, mas que é estendida até nós; a oportunidade de trocar o nosso passado por um presente restaurado e um futuro glorioso. Pelo sacrifício do imaculado Cordeiro de Deus, todo pecador arrependido é revestido pela justiça, santidade e pureza de Cristo. Uma troca que nossas obras jamais poderiam realizar.

Há tanto nas Escrituras que ainda não compreendemos em sua essência, amados! Não que a Bíblia seja misteriosa, e sim porque ela é a Palavra de Deus e muitas vezes estamos com nossos olhos impedidos pela incredulidade, arrogância ou justiça própria. E há tanta luz e tanta glória na Palavra de Deus, comparada à nossa mente limitada! Em Sua infinita sabedoria e misericórdia, Deus sabe exatamente o momento em que estamos prontos para ter o nosso entendimento aberto para compreender as Escrituras (v.45). Ele não concede toda a luz de uma só vez. Foi assim com os discípulos. Foi assim com os reformadores protestantes. Foi assim com os pioneiros adventistas. E, como a geração que mais luz possui a respeito das Escrituras, qual tem sido a nossa reação? Os discípulos foram “tomados de grande júbilo; e estavam sempre no templo, louvando a Deus” (v.52, 53). A despeito do desprezo e da descrença dos líderes judeus e do povo, eles permaneceram indo à igreja e fortalecendo-se uns aos outros. Esse é um claro recado para os nossos dias, vocês não acham? (Leia Hb.10:25).

Se tudo o que está escrito de Jesus se cumpriu como está “na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos” (v.44), é certo que logo veremos o cumprimento da última promessa: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho O verá, até quantos O traspassaram. E todas as tribos da Terra se lamentarão sobre Ele. Certamente. Amém!” (Ap.1:7). Logo, todo aquele que rejeitou o convite da graça, com terrível tremor e temor, terá de contemplar o retorno do “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Ap.19:16). Com horror, cairão em si tarde demais, assim como o foi no tempo do dilúvio. Como nos dias de Noé, a suposta demora do advento já está a levantar muitos escarnecedores a questionar: “Onde está a promessa da Sua vinda?” (2Pe.3:4). Mas todos nós que conhecemos o tempo, precisamos estar apercebidos de que a nossa salvação está mais próxima “do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11).

Alimentemo-nos do “Assim está escrito” (v.46), até que do alto sejamos “revestidos de poder” (v.49), da chuva serôdia que nos habilitará “para o Senhor como um povo preparado” (Lc.1:17). Portanto, “vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse Dia como ladrão vos apanhe de surpresa; porquanto vós todos sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite, nem das trevas. Assim, pois, não durmamos como os demais; pelo contrário, vigiemos e sejamos sóbrios” (1Ts.5:4-6).

Querido Deus e Pai, que privilégio daquelas mulheres em receber de primeira mão a notícia da ressurreição do nosso Salvador! Que privilégio daqueles dois homens numa caminhada particular com o Eterno! Que privilégio dos discípulos em receber a visita do Príncipe da Paz! E que privilégio pode ser o nosso da geração que cumprirá a missão, receberá a chuva serôdia e estará pronta para encontrar Jesus nos ares! Suplicamos a Ti, ó Deus, que abras o nosso entendimento para compreendermos as Escrituras, a fim de sermos Tuas testemunhas revestidas do poder do alto. Enche-nos da alegria no Espírito Santo para que possamos estar sempre Te louvando em Tua casa de oração e fortalecendo-nos uns aos outros. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, santificados pela Palavra!

Rosana Garcia Barros

#Lucas24 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



LUCAS 24 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
6 de outubro de 2024, 0:40
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LUCAS 24 – O último capítulo de Lucas contém três eventos principais:

• Ressurreição de Jesus (Lucas 24:1-12).
• Aparição de Jesus aos discípulos no caminho de Emaús (Lucas 24:13-35).
• Ascensão de Jesus ao Céu (Lucas 24:50-53).

Esses eventos formam a conclusão do conteúdo evangelístico visando confirmar a mensagem central que Lucas comunicava a Teófilo: A veracidade da ressurreição de Cristo e o cumprimento das promessas de Deus.

Teófilo era um “nome usado por gentios e judeus”. Este homem era “certo nobre, talvez um oficial importante, a quem Lucas escreveu seu evangelho e o livro de Atos (Lc 1:1-4; At 1:1). Não se sabe se Teófilo era cristão nessa época ou um mero interessado no cristianismo. Segundo a antiga tradição cristã, ele era de Antioquia da Síria” (Dicionário Adventista).

“É possível, dado o respeito com que Lucas se refere a ele, que pertence a uma alta classe social, e talvez fosse o mantenedor financeiro do médico amado… Os temas desenvolvidos nos livros [Lucas e Atos] sugere que se tratava de uma pessoa temente a Deus e muito provavelmente um crente. O fato de que se menciona no livro que Teófilo necessitava ‘de plena certeza’ (Lc 1:4) mostra o compromisso de Lucas com ele como pessoa e sugere que estava sob pressão para renunciar à sua crença” (Darrell Bock).

Lucas 24 conclui poderosamente a pesquisa criteriosa, útil para Teófilo – para nós também. Este capítulo demonstra que a história de Jesus não terminou na cruz, mas alcançou seu ápice na vitória sobre a morte e na promessa de um futuro reino de Deus.

Estes pontos fortalecem a fé:

• Veracidade da ressurreição: Lucas 24 enfatiza que a ressurreição não foi um evento simbólico; foi uma realidade histórica, testemunhada pelos discípulos. Tal constatação reforça a confiança na veracidade da fé cristã.
• Continuidade do plano divino: Lucas 24: 44-47 explica que tudo o que aconteceu com Jesus estava em conformidade com as Escrituras; assim, Lucas garante que Jesus é o cumprimento das profecias messiânicas.
• Ascensão e o futuro da igreja: A ascensão de Jesus ao Céu (Lucas 24:50-53) prepara o terreno para o livro de Atos, onde Lucas continuará a narrativa a Teófilo, mostrando como os discípulos levaram adiante a missão de Jesus.

Esta pesquisa criteriosa deve levar-nos a um reavivamento fervoroso! – Heber Toth Armí.



LUCAS 23 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
5 de outubro de 2024, 1:00
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Texto bíblico: LUCAS 23 – Primeiro leia a Bíblia

LUCAS 23 – BLOG MUNDIAL

LUCAS 23 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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LUCAS 23 by Luís Uehara
5 de outubro de 2024, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lc/23

Muitas vezes chamamos este capítulo de Lucas, a Paixão. Os detalhes vívidos descritos neste capítulo revelam a paixão de Jesus que escolheu atravessar pelo vale da morte por você e por mim, para que nunca precisássemos fazê-lo.

Cada um de nós tem uma imagem mental descrevendo o que está acontecendo nesta cena. Talvez você tenha visto fotos ou vídeos que mostram a brutalidade crua da crucificação. A prática tortuosa infligiu a dor máxima pelo maior tempo possível e da forma mais humilhante.

Hoje é uma oportunidade para refletir sobre essa cena e nos lembrar o quanto a humanidade de Jesus foi testada neste momento. Em nossa humanidade, teríamos apenas morrido; nosso corpo mortal não teria escolha a não ser ceder sob a tortura e a dor infligidas. Mas Jesus sempre teve uma escolha — uma escolha de se afastar daquela cruz, de clamar aos anjos por libertação e retornar a Deus no céu. Mas Ele escolheu ficar, e decidiu experimentar a morte e a desconexão de Seu Pai celestial para que nunca tivéssemos que passar por isso. Este é o ápice da nossa fé e esperança: que todos nós somos salvos por meio deste sacrifício!

Justin Boyd
Pastor de jovens e capelão, Conferência da Grande Sidney, Austrália

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/luk/23
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli



LUCAS 23 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
5 de outubro de 2024, 0:50
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2535 palavras

5-7 galileu. No Império Romano, o julgamento geralmente era feito na província onde o delito foi cometido, mas podia ser transferido para a província de onde o acusado tinha vindo. Pilatos aproveitou-se disto para enviar Jesus a Herodes. Só Lucas menciona isto. Bíblia de Genebra.

A fase mais impressionante e bem sucedida do ministério de Cristo ocorreu na Galileia. Embora tenha nascido em Belém, Jesus cresceu na Galileia e passou quase a vida inteira ali. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 965.

7 jurisdição de Herodes. Embora Pilatos e Herodes fossem rivais entre si, Pilatos não queria lidar com esse caso; por isso, encaminhou Jesus a Herodes (cf v. 12). Bíblia de Estudo NVI Vida.

em Jerusalém. O quartel-general principal de Herodes ficava em Tiberíades, no mar da Galileia; mas de modo semelhante a Pilatos, viera a Jerusalém por causa das multidões na Páscoa. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Em Jerusalém, é provável que Herodes ficasse no palácio dos hasmoneus, cuja localização é incerta. CBASD, vol. 5, p. 965.

7 jurisdição de Herodes. Pilatos esperava que Herodes tirasse esse “problema” de suas mãos. Andrews Study Bible.

remeteu. Durante o mandato anterior de cerca de cinco anos como procurador da Judeia (que, na época, incluía Samaria), Pilatos havia se tornado muito impopular entre os judeus. Ele temia que, ao desagradá-los ainda mais, pudesse colocar em risco seu cargo. Sabia muito bem como alguns dos líderes judeus eram traiçoeiros. CBASD, vol. 5, p. 965.

8 queria vê-lo. Herodes estava preocupado a respeito da identidade de Jesus (9.7-9) e tinha desejado matá-lo (13.31), embora os dois nunca tivessem se encontrado. Não há registro de que Jesus tenha pregado alguma vez em Tiberíades, onde se localizava a residência de Herodes. Bíblia de Estudo NVI Vida.

esperava também vê-Lo fazer algum sinal. A curiosidade era outro motivo para Herodes desejar um encontro com Cristo. Doentes e aleijados foram levados ao palácio, e Herodes prometeu soltar Jesus como recompensa por curá-los (DTN, 279). Se Cristo o fizesse, seria, em sua opinião, uma evidência inequívoca de que era um profeta verdadeiro e, portanto, inocente das acusações proferidas pelos judeus. Dessa maneira, Herodes satisfaria sua curiosidade. Ao mesmo tempo, teria motivo suficiente para libertar Jesus, sem dar espaço para qualquer protesto dos líderes judeus. CBASD, vol. 5, p. 965.

9 Jesus, porém, nada lhe respondia. Jesus recusou-se a satisfazer a curiosidade daquele que ordenara a morte de João Batista (9:9; ver tb 11:29). Andrews Study Bible.

Herodes ouvira e rejeitara a mensagem e João Batista. Ele havia recusado a luz da verdade que Deus permitira brilhar em seu caminho. Para uma alma tão endurecida pelo pecado, Jesus não tinha palavras. O silêncio de Cristo foi uma repreensão severa ao orgulhoso monarca. Essa atitude e a recusa em operar um milagre, irou Herodes e o levou a se voltar contra Jesus. CBASD, vol. 5, p. 965, 966.

10 Os principais sacerdotes e os escribas. …O acusavam com grande veemência. Isto significa que as acusações foram feitas em voz alta e com ira. CBASD, vol. 5, p. 966.

11 tratou-O com desprezo. Literalmente, “tratou-O como se fosse um nada”, ou seja, O insultou. Assim como Pilatos, Herodes tinha certeza de que era pura malícia que movia as acusações contra Jesus, mas o silêncio de Cristo o irritou, pois pareceu que sua autoridade estava sendo menosprezada. CBASD, vol. 5, p. 966.

um manto aparatoso. É possível que esta fosse uma das vestes externas de Herodes. CBASD, vol. 5, p. 966.

14-15 nada verifiquei. Duas testemunhas oficiais (Dt 19:15), Pilatos e Herodes, afirmaram a inocência de Jesus. Andrews Study Bible.

16 eu O castigarei. O açoitamento, embora não tivesse o propósito de matar, às vezes era fatal. Bíblia de Estudo NVI Vida.

em vez de aplacar a turba, esta concessão à ensandecida exigência pela morte de Jesus só serviu para aumentar ainda mais a sede por sangue. Se Pilatos era capaz de açoitar um homem inocente, com certeza, se pressionado um pouco mais, seria convencido acerca de sua morte. CBASD, vol. 5, p. 966.

19 sedição. Ironicamente, aqueles que acusaram O Inocente de sedição pediram para libertar um revolucionário em lugar de Jesus. Andrews Study Bible.

20 Desejando Pilatos soltar a Jesus. Pilatos ficou indeciso entre a verdade que ele reconhecera e seu desejo de proteger sua própria posição. Andrews Study Bible. [“Quem quiser, pois, salvar a própria vida, perdê-la-á…” Mc 8:35.]

21 Crucifica-O! Uma das mais horríveis formas de execução, usada para escravos e os piores criminosos. Ver tb Mt 27:35; Mc 15:24. Andrews Study Bible.

26 Cirene. Cidade principal da Líbia, a oeste do Egito. Bíblia de Estudo NVI Vida.

28 Filhas de Jerusalém. Jesus Se dirigiu às mulheres como habitantes de Jerusalém. … Contudo, Cristo não desdenhou da simpatia delas, nem as repreendeu. CBASD, vol. 5, p. 966, 967.

Não é solidariedade, mas conversão que Jesus quer. Bíblia Shedd.

29 Felizes as estéreis! Seria melhor não ter filhos que vê-los experimentar tamanhos sofrimentos. Cf Jr 16.1-4; 1Co 7.25-35. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Em geral, os judeus consideravam a esterilidade uma maldição (ver com. de Lc 1:7, 25). CBASD, vol. 5, p. 967.

31 se em lenho verde fazem isto, que será no lenho seco? Cristo era inocente. Se as coisas que estavam ocorrendo sobrevinham a um inocente, qual então seria o destino dos culpados? CBASD, vol. 5, p. 967.

33 Calvário. Um outeiro que parecia uma caveira. Não pode ser localizado com certeza. A Igreja primitiva não se interessava por “lugares santos”. Bíblia Shedd.

34 Pai, perdoa-lhes! Jesus pratica Seu próprio conselho de amar os inimigos (6:29, 35; ver tb Is 53:12). Portanto a salvação se torna disponível mesmo àqueles que O mataram (At 2:36-38). Andrews Study Bible.

Num sentido mais amplo, esta prece inclui todos os pecados até o tempo do fim, pois todos são culpados pelo sangue de Jesus (ver DTN, 745). Esta é a primeira das sete declarações de Cristo na cruz, às vezes chamadas de sete palavras. [1) Lc 23:34; 2) Lc 23:43; 3) Jo 19:26; 4) Mt 27:46; 5) Jo 19:28; 6) Jo 19:30; 7) Lc 23:46]. CBASD, vol. 5, p. 967.

35 a Si mesmo Se salve. Três vezes (versos 35, 37, 39), Jesus é tentado a usar Seu poder em seu próprio proveito em Sua crucificação, assim com Ele tinha sido tentado pelo diabo no início de Seu ministério (4:3-13). Andrews Study Bible.

36 vinagre. Bebida azeda que os soldados levavam consigo para o dia de serviço. Bíblia de Estudo NVI Vida.

40 temes a Deus. Isto é, “perante cujo trono de julgamento deverás comparecer”. CBASD, vol. 5, p. 968.

igual sentença. Em outras palavras: “Você é igualmente culpado. Quem é você para condenar?” CBASD, vol. 5, p. 967.

42 Jesus, lembra-Te de mim. Um criminoso comum reconhece a verdade que os líderes religiosos negaram. Estas são as únicas palavras de fé que Jesus ouviu em Sua crucificação. Andrews Study Bible.

O ladrão arrependido aceitou Jesus como Messias e Salvador. CBASD, vol. 5, p. 968.

43 hoje. Do dr semeron. O texto grego original foi escrito sem pontuação, e o advérbio semeron (“hoje”) fica entre duas orações que dizem, literalmente, “verdadeiramente a ti Eu digo” e “comigo tu estará no paraíso”. A língua grega permitia que o advérbio [hoje] ocorresse em qualquer posição na frase que o orador ou escritor desejasse. Levando em conta apenas a construção gramatical grega em questão, não é possível determinar se o advérbio “hoje” modifica “te digo” ou “estarás”. Gramaticalmente, as duas opções são possíveis. A pergunta é: Jesus quis dizer literalmente: “em verdade te digo hoje”, ou: “hoje estarás comigo no paraíso”? A única maneira de saber o que Cristo quis dizer é buscar a posição bíblica acerca de questões como: (1) O que é paraíso? (2) Jesus foi para o paraíso no dia de Sua crucifixão? (3) O que Jesus ensinou sobre quando os seres humanos receberão a recompensa no paraíso? CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 968

O grego, no qual esta passagem foi escrita não usa as modernas formas de pontuação. Pelo Seu próprio explícito testemunho, Jesus não ascendeu a Seu Pai até Sua ressurreição (Jo 20:17). Portanto, este texto deve ser entendido como: “Eu digo a você hoje, você estará comigo no Paraíso” (ver Dt 30:18; At 20:26). Jesus estava fazendo a memorável declaração que mesmo naquele dia, no momento mais sombrio de Sua existência, Ele poderia ainda confiantemente assegurar que a crença nEle era o meio pelo qual o moribundo criminoso poderia receber vida eterna. O seguro, mas geralmente desconsiderado, testemunho da Escritura é que a ressurreição e a recompensa do fiel, incluindo a do criminoso moribundo, se dará no futuro, na Segunda Vinda de Cristo (At 24:15; 1Co 15:22-23; 1Ts 4:16-17). Andrews Study Bible.

estarás comigo. Na véspera da traição, menos de 24 horas antes de fazer esta promessa ao ladrão, Jesus disse aos doze: “Na casa de Meu Pai há muitas moradas […] vou preparar-vos lugar […] voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que onde Eu estou, estejais vós também” (ver com. de Jo 14:1-3). Além disso, três dias depois, Cristo informou a Maria: “ainda não subi para Meu Pai” (Jo 20:17). Portanto, fica evidente que Jesus não foi ao paraíso e não estava no paraíso no dia da crucifixão. Consequentemente, o ladrão não poderia ir com Cristo ao paraíso naquele dia. CBASD, vol. 5, p. 968, 969.

Paraíso. Em gr. paradeisos, uma transliteração do persa pairidaêza, que significa “lugar cercado”, “parque” ou “reserva” que contém árvores, um local onde os animais costumavam ser colocados para a caça. … Na LXX, o “jardim” do Eden é chamado de “paraíso” do Eden (ver com. de Gn 2:8). … Em 2 Coríntios 12:2 a 4, “paraíso” é um sinônimo óbvio de “Céu”. O fato de Paulo não se referir a nenhum “paraíso” terreno fica duplamente claro por ele igualar a expressão “arrebatado” ao “Céu” a “arrebatado ao paraíso”. Segundo Apocalipse 2:7, a “árvore da vida […] se encontra no paraíso de Deus”, ao passo que Apocalipse 21:1 a 3, 10 e 22:1 a 5 associam a árvore da vida à nova terra, à nova Jerusalém, ao rio da vida e ao trono de Deus. Não há dúvidas de que o uso consistente do termo paradeisos no NT o torna sinônimo de Céu .

Portanto, quando Jesus garantiu ao ladrão um lugar com Ele no “paraíso”, estava Se referindo às “muitas moradas” da casa de Seu Pai e ao momento em que receberia os Seus ali ver com. de Jo 14:1-3). Ao longo de todo Seu ministério, Cristo foi específico ao declarar que retribuiria “a cada um conforme as suas obras” (ver com. de Mt 16:27). Somente nessa ocasião convidará os salvos da Terra para entrar “na posse do reino” preparado para eles “desde a fundação do mundo” (ver com. de Mt 25:31, 34; cf. Ap 22:21). Paulo ensinou que os que dormem em Jesus sairão da sepultura por ocasião da segunda vinda de Cristo (ver 1Co 15:20-23), a fim de receber a imortalidade (v. 51-55). Os justos ressuscitados e os justos vivos serão arrebatados juntos, “para o encontro do Senhor nos ares” e, então, estarão “para sempre com o Senhor” (lTs 4:16, 17). Portanto, o ladrão estará “com” Jesus no “paraíso” depois da ressurreição dos justos, quando Cristo voltar.

É importante destacar que a conjunção “que” entre “te digo” e “hoje” foi acrescentada pelos tradutores, e é interpretativa. O texto original grego, que não tinha pontuação nem divisão de palavras (ver p. 101) diz: amen soi lego semeron met emou ese en to paradeiso, literalmente, “em verdade te digo hoje comigo estarás no paraíso”. O advérbio semeron, “hoje” fica entre os dois verbos, lego, “digo”, e ese “estarás”, e pode se referir a qualquer um dos dois. Sua posição logo após o verbo lego, “digo”, pode sugerir uma relação gramatical mais próxima com ele do que com o verbo ese “estarás”.

Obviamente, a inserção da conjunção “que” antes da palavra “hoje”, pelos tradutores, foi guiada pelo conceito extrabíblico de que os mortos recebem a recompensa quando morrem. No entanto, conforme explanado acima, fica evidente que nem Jesus nem os autores do NT acreditavam em tal doutrina. A conjunção “que” antes da palavra “hoje” faria Cristo contradizer aquilo que Ele e vários escritores do NT declararam de forma inequívoca em outras passagens. Assim, a própria Bíblia requer que a conjunção “que” seja colocada depois da palavra “hoje”, não antes dela (ver com. de Jo 4:35, 36).

Portanto, o que Cristo de fato disse ao ladrão na cruz foi: “Em verdade te digo hoje que estarás comigo no paraíso.” A grande dúvida do ladrão naquele momento não era quando ele chegaria ao paraíso, mas se ele realmente iria para lá. A declaração simples de Jesus lhe garantiu que, por mais que ele não merecesse e por impossível que parecesse, uma vez que ele estava sofrendo a morte de um criminoso, Cristo cumpriria a promessa, e o ladrão estaria no paraíso. de fato, era a presença de Jesus na cruz que tornava possível tal esperança. CBASD, vol. 5, p. 969, 970.

44 escurecendo-se o sol. Alguns já fizeram a sugestão de que Lucas se refere, nesta passagem, a um eclipse. Todavia, seria impossível um eclipse solar com a lua cheia, como na época da Páscoa. A escuridão foi sobrenatural. CBASD, vol. 5, p. 970.

Acontecimentos sobrenaturais eram entendidos marcar eventos de significação cósmica (Am 8:9; Joel 2:31). Andrews Study Bible.

46 nas Tuas mãos. Jesus morreu com as palavras do Salmo 31:5 nos lábios. A atitude que Ele expressou eleva a um clímax sublime o espírito de humilde submissão à vontade do Pai, exemplificado por meio de Sua vida na Terra. No jardim do Getsêmani, foi o mesmo espírito abnegado que levou às palavras “não seja como Eu quero, e sim como Tu queres” (Mt 26:39; …). Feliz é a pessoa que vive e morre nas “mãos” de Deus! Nosso destino está seguro em Suas mãos. CBASD, vol. 5, p. 970.

entrego o Meu espírito! Fôlego, que representa vida. Entendia-se que retornava a Deus quando alguém morria (Gn 2:7; Ez 37:5, 9; ver tb Sl 31:5). Andrews Study Bible.

47 louvou a Deus. É difícil determinar exatamente qual o sentido em que o centurião falou (v. nota em Mt 27.54). Parece claro, no entanto, que os escritores dos evangelhos viam na sua declaração uma vindicação de Jesus, e, como o centurião era o oficial romano encarregado da crucificação, seu testemunho era considerado relevante. Bíblia de Estudo NVI Vida.

48 bater no peito. Sinal de angústia, aflição ou arrependimento (cf. 18.13). Bíblia de Estudo NVI Vida.

A multidão tinha vindo para se divertir, porém a morte de Jesus os perturbou. Bíblia de Genebra.

50-51 Josénão tinha consentido. Mc 14.64 dá a entender que José não estava presente [na reunião do Sinédrio], pois a decisão foi apoiada “por todos”. Bíblia de Estudo NVI Vida.

53 onde ainda ninguém havia sido sepultado. No grego, há uma tripla negativa, enfatizando que a sepultura nunca fora usada. CBASD, vol. 5, p. 970.

54 dia da preparação. Sexta-feira, o dia da preparação para o sábado. Andrews Study Bible.

55 As mulheres viram o sepulcro, e o corpo. Viram onde o Jesus estava sepultado e não errariam a localização ao voltarem para lá. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Este ponto é destacado contra os gnósticos docetas (que negavam a morte de Cristo) e todo incrédulo que alegasse que elas foram para o túmulo errado, ou que os discípulos esconderam o corpo, etc. Bíblia Shedd.

56 perfumes e especiarias. Muitos metros de pano e grandes quantidades de especiarias eram usados no preparo de um corpo para o sepultamento. Uns 34 kg de mirra e aloés já tinham sido usados naquela primeira tarde (Jo 19.39). Mais especiarias foram compradas para quando as mulheres voltassem para lá após o sábado. Bíblia de Estudo NVI Vida.

E, no sábado, descansaram, segundo o mandamento. Mesmo à véspera da ressurreição de Jesus, Lucas continua a enfatizar o descanso do sábado como uma ordenança divina. Isto não deveria nos vir como surpresa , tendo em vista que seu último livro, Atos, retrata consistentemente os cristãos primitivos guardando o sábado. Ver notas em Atos 4:23-24. Andrews Study Bible.