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“Estai de sobreaviso, vigiai [e orai], porque não sabeis quando será o tempo” (v.33).
Como mãe, me preocupo com meus filhos e desejo que eles cresçam saudáveis, que sejam prósperos e felizes em cada aspecto da vida e, principalmente, que sejam amigos de Jesus e futuros cidadãos do reino celeste. Mas ainda que o meu amor por eles seja tão forte, jamais poderia superar o amor de Deus por cada um de nós. Com a entrada do pecado no mundo, o Criador teve que ver aqueles que criou para a eternidade morrendo e matando uns aos outros. A fome, o choro, as guerras, as angústias, as doenças, as manifestações da natureza em ebulição, tudo isso machuca o coração do Senhor e se avoluma com o aumento da corrupção apontando para o maior evento de todos os tempos, “que está próximo, às portas” (v.29).
Diante do cenário estonteante do templo cujas pedras de mármore branco refletiam a luz do sol, grande admiração tomou conta do coração dos discípulos. Aquele lugar era o que tinham como referência de sagrado e despertava-lhes profunda reverência. Quando Jesus lhes disse que não ficaria “pedra sobre pedra” no templo “que não fosse derribada” (v.2), eles ficaram sobremodo aflitos. Mas, “Pedro, Tiago, João e André” (v.3) não guardaram a aflição para si. Em momento oportuno, pediram ao Mestre que lhes revelasse qual seria o sinal que precederia o fim dos tempos. Porque, na visão deles, a destruição de Jerusalém significava o fim do mundo.
O relato que se segue apresenta não somente um, mas diversos sinais que devem ser observados sabendo que algo maior está para acontecer. E diante de tão solene mensagem, as primeiras palavras de Cristo foram: “Vede que ninguém vos engane” (v.5). Portanto, o primeiro sinal apontado por Ele, como grande evidência de que o fim está próximo, foi o engano. Sucessivamente, outros sinais foram apresentados como “princípio das dores” (v.8). Comparando o cumprimento do tempo profético com uma mulher que está prestes a dar à luz, Jesus revelou quais seriam as primeiras e as últimas “contrações” até que Ele viesse segunda vez.
Apesar da aplicação desta profecia ser também referente à destruição de Jerusalém no ano 70 d.C., o seu maior enfoque está na segunda vinda de Jesus à Terra, a Sua gloriosa aparição. E de forma insistente, Ele mostrou aos Seus atentos discípulos a importância da vigilância: “Estai vós de sobreaviso” (v.9 e 23); “vigiai e orai” (v.33); “Vigiai” (v.35); “O que, porém, vos digo, digo a todos: vigiai!” (v.37). Sobre o retorno do Senhor ser certo e repentino, o apóstolo Paulo escreveu: “Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão” (1Ts.5:3). Portanto, amados, precisamos estar apercebidos, pois “a respeito daquele dia e hora ninguém sabe” (v.32).
O profeta Habacuque, compreendendo a importância de tal atitude, logo a colocou em prática: “Pôr-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza e vigiarei para ver o que Deus me dirá e que resposta eu terei à minha queixa” (Hc.2:1). E a sua firme decisão logo resultou em uma resposta positiva: “Porque a visão ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará” (Hc.2:3). Nesse tempo final, quando as coisas andam tão incertas, precisamos nos apegar à promessa divina e clamar pelo Espírito Santo, orando uns pelos outros.
Deus tem um povo que, vigilante, tem aguardado o tempo determinado da vinda de Seu Salvador. Assim como as dores de parto vão aumentando de intensidade, os sinais têm se intensificado apontando para o maior evento de todos os tempos, que está “às portas” (v.29). Todos, crentes e descrentes, “verão o Filho do Homem vir nas nuvens, com grande poder e glória” (v.26). Não sabemos o dia e nem a hora, mas sabemos como devemos estar diante da expectativa do retorno do nosso Senhor: “com toda oração e súplica, orando em todo o tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:18).
“Tamanha tribulação como nunca houve desde o princípio do mundo” (v.19) está prestes a acontecer. E, se estivermos vivos até lá, precisamos estar prontos para suportá-la. Vigiar, ou seja, estar atentos aos sinais e alicerçados na verdade, nos livrará dos enganos do maligno. Assim como o profeta Habacuque, aguardemos com perseverança a resposta do Senhor, olhando sempre para Jesus. Pois que, certamente, “a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11).
Pai de amor, cremos que breve o nosso Salvador voltará. E os dias, por mais que haja promessas humanas de paz e prosperidade, estão cada vez mais difíceis. Sabemos que a Tua longanimidade se estende para salvar a quantos aceitarem, mas que o Senhor também abreviará os tempos por amor dos Teus escolhidos. Concede-nos, ó Deus, o Teu Espírito! E ajuda-nos a estarmos sempre em constante atitude de vigilância e oração. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, escolhidos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Marcos13 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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MARCOS 13 – Conhecido como “Pequeno Apocalipse”, neste capítulo Jesus responde perguntas sobre o futuro de Jerusalém, o fim dos tempos e Sua segunda vinda. Nele contém detalhes proféticos e advertências, abordando tanto a destruição de Jerusalém quanto eventos finais da história.
Ao comentário dos discípulos sobre a grandeza do Templo, Jesus profetiza que “não ficará pedra sobre pedra”, apontando para sua destruição, que ocorreu em 70 d.C. pelas mãos dos romanos. Esta profecia estabelece a autoridade de Jesus como profeta que conhece o futuro com precisão divina (Marcos 13:1-2).
Depois disso, Jesus adverte que muitos viriam em Seu nome, alegando ser o Cristo, enganando a muitos. Isso reflete a realidade de que, durante os tempos de tribulação, haveria tentativas de usurpar Sua autoridade (Marcos 13:5-6).
Jesus fala também de guerras, rumores de guerras, terremotos e fomes, como o “princípio das dores”, indicando serem sinais iniciais e não o fim em si (Marcos 13:7-8).
Jesus afirma que Seus seguidores seriam entregues aos tribunais, açoitados e odiados por todas as nações por causa de Seu nome. No entanto, Ele assegura que o Espírito Santo falaria através deles e que quem perseverar até o fim será salvo. Aqui destaca a necessidade de firmeza na fé e na confiança na proteção divina em meio à hostilidade e intolerância religiosa (Marcos 13:9-13).
Jesus descreve um período de tribulação sem precedentes, usando a imagem do “sacrilégio terrível”, profetizado em Daniel 9:27; 11:31 e 12:11. Durante esse período de eventos futuros, haveria tentativas intensificadas de enganar os eleitos; então, Jesus alerta novamente contra falsos profetas e falsos cristos que realizarão sinais e prodígios (Marcos 13:15-23).
Na sequência Jesus fala de sinais cósmicos: O sol escureceria, a lua não brilharia, as estrelas cairiam e os poderes celestiais seriam abalados. Esses sinais precedem a vinda do Filho do Homem – o Rei escatológico que julgará o mundo e reunirá Seu povo para Si (Marcos 13:24-27). Diante disso, é necessário vigilância e fidelidade às palavras e à autoridade de Cristo (Marcos 13:32-37).
Após utilizar a parábola da figueira para ensinar vigilância, a declaração de Jesus de que “Os céus e a terra passarão, mas [Suas] palavras jamais passarão” ressalta a autoridade eterna de Suas palavras e promessas (Marcos 13:28-31).
Portanto, reavivemo-nos através de Sua Palavra! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: MARCOS 12 – Primeiro leia a Bíblia
MARCOS 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/12
Quantos mandamentos existem? Os judeus ortodoxos dizem que há 613. Muitos cristãos dizem que há dez. Outros cristãos olharão para Marcos 12 e dirão que Jesus reduziu os dez mandamentos a apenas dois: ame a Deus e ame ao próximo. Por que esses dois? Por que não “amar a Deus e devolver o dízimo”? Ou: “amar a Deus e comer espinafre”?
Eu acho que é porque o segundo, ame o seu próximo, está lá para nos mostrar como o primeiro, amar a Deus, se parece com o segundo. Se realmente amarmos a Deus, desejaremos ser como Ele é e Deus faz questão de demonstrar amor ao Seu próximo. É por isso que Ele criou o próximo! Deus não se contentou em apenas sentar-se no céu e dizer: “Eu me amo, eu me amo”. Ele queria ser capaz de dizer: “Eu te amo, eu te amo”, e então ele fez a terra e a humanidade.
Você está demonstrando seu amor a Deus amando seu próximo? “Se alguém afirmar: “Eu amo a Deus”, mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.” 1 João 4:20.
Karen D. Lifshay
Secretária de Comunicação da Igreja de Hermiston, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/mrk/12
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1891 palavras
1 entrou Jesus a falar-lhes. Marcos omite as parábolas dos dois filhos e a das bodas. Ambas se encontram em Mateus e Lucas neste contexto. Aparentemente, Marcos escolheu o que mais o impressionou como uma representação das verdades que Cristo procurava ilustrar nessas parábolas finais. CBASD – Comentários Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 708.
lhes. Este pronome, aparentemente, se refere aos principais sacerdotes e escribas, uma vez que concorda com a terceira pessoa do plural (“eles”), no v. 12 (os que buscavam um meio de prendê-Lo). Bíblia de Genebra.
Um homem plantou uma vinha. Esta parábola usa a linguagem do cântico em Is 5:1-2. Nas duas passagens a vinha claramente simboliza Israel. Andrews Study Bible.
lagar. Do gr hupolenion, a vasilha ou recipiente sobre o qual se espremia o suco das uvas. CBASD, vol. 5, p. 708.
2 servos. Frequentemente, um termo para designar os profetas (Êx 14.31; 2Cr 1.3; Is 20.3; Am 3.7). Bíblia de Genebra.
6 Seu Filho amado. É provável que Jesus pensasse nas palavras do Pai por ocasião do Seu batismo [e a transfiguração, Mc 9.7]. CBASD, vol. 5, p. 709.
8. mataram-no e o atiraram para fora. A parábola descreve a rejeição dos líderes judeus a Jesus. Andrews Study Bible.
9 e passará a vinha a outros. Mt 21.43 lê: “Será entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos”, sugerindo tanto a comunidade dos discípulos que estavam em torno de Jesus (Lc 22.29-30) quanto a missão dos gentios (Mt 8.11-12; Rm 9.22-26). Bíblia de Genebra.
12 desistindo, retiraram-se. Ver Mt 22:15. Isto é, depois de Jesus ter apresentado a parábola do homem sem a veste nupcial. CBASD, vol. 5, p. 709.
13-17 Esse episódio ocorreu provavelmente na terça-feira da Paixão, num dos átrios do templo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
13 fariseus … herodianos. Os fariseus eram nacionalistas religiosos que se opunham à dominação romana do povo judeu. Os herodianos eram provavelmente um grupo político que aprovava a acomodação de Herodes o Grande e de seu sucessor a Roma. Tanto os fariseus quanto os herodianos se opunham a Jesus e O consideravam um ameaça – os primeiros, porque Sua autoridade messiânica não se encaixava com a sua expectativa; os últimos temiam que Ele abalasse a estrutura política através de uma desestabilização do poder de Roma. Andrews Study Bible.
14 tributo. A taxa do censo ou “por cabeça”. Era uma fonte de discussão àquele tempo. Os herodianos a apoiavam; os fariseus não gostavam, mas pagavam; era impopular perante o povo comum; os zelotes se recusavam a pagá-la. Os esforços dos zelotes finalmente levaram à destruição de Jerusalém em 70 d.C. Se Jesus dissesse “sim”, Ele estaria ofendendo às multidões e perderia Sua popularidade. Se tivesse dito “não”, Ele poderia ser acusado de traição perante o poder imperial. Andrews Study Bible.
17 Deem a César o que é de César. Existem obrigações para com o estado que não entram em choque com nossas obrigações para com Deus (v. Rm 13:1-7; 1Tm 2.1-6; Tt 3.1,2; 1Pe 2.13-17). Bíblia de Estudo NVI Vida.
18 saduceus. Partido aristocrático no judaísmo cujos membros eram ricos, sempre ocupavam a posição de sumo sacerdote, aceitavam somente os cinco livros de Moisés (Gênesis – Deuteronômio: o Pentateuco), e não acreditavam na ressurreição ou em anjos. Andrews Study Bible.
… e rejeitavam categoricamente a tradição oral … Tais crenças colocavam-nos em conflito com os fariseus e a piedade comum judaica. Bíblia de Estudo NVI Vida.
24 Não provém o vosso erro …? A forma interrogativa em grego significa que Jesus esperava uma resposta afirmativa. CBASD, vol. 5, p. 709
28 um dos escribas … vendo. O escriba escolhido para este complô final dos fariseus a fim de prender Jesus (ver com. de Mt 22:34, 35) parecia ser de coração sincero. Ele foi justo em reconhecer que “Jesus lhe houvera respondido bem”. CBASD, vol. 5, p. 709.
28 qual é o mais importante? Os rabinos judeus contavam 613 estatutos na lei, e procuravam diferenciar entre mandamentos “pesados” (ou “mais importante”) e “leves” (ou “menos importantes”). Bíblia de Estudo NVI Vida.
29 Ouve, ó Israel. Palavras iniciais da confissão judaica de fé chamada Shema (Dt 6:4). O judeu piedoso a repetia a cada manhã e tarde, afirmando sua crença em um único Deus (monoteísmo). Jesus reafirma isto. Andrews Study Bible.
O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! Ver com. de Dt 6:4. A passagem das Escrituras aqui citada tem sido a senha sagrada de Israel através de sua extensa história. Ela reflete a crença distintiva dos judeus no Deus único e verdadeiro, em contraste com os múltiplos deuses das outras nações. Estas palavras eram pronunciadas para iniciar o serviço de oração pela manhã e à tarde no templo, e são uma parte regular das reuniões nas sinagogas até o dia de hoje. CBASD, vol. 5, p. 709.
A unidade do Deus único (fato que nega o politeísmo) implica no Seu absoluto direito sobre toda a Criação em geral, e sobre o homem em particular. … Agostinho proclamou: “Ama a Deus e faze o que queres”, porque o amor purifica as intenções. Bíblia Shedd.
[Nota: A Lei do Thelema, divulgada pelo satanista Alester Crowley – filósofo base da Sociedade Alternativa/Movimento Hippie – prega: “Faze o que queres e cumprirás a lei”. Altera a frase de Agostinho, retirando dela o essencial: o amor a Deus.]
30 de todo o teu entendimento. Jesus expande o texto de Dt 6:5 para incluir o entendimento. Ele chama Seus discípulos a uma religião holística: o coração e a alma (emocional), o entendimento/mente (intelecto) e a força (físico). Andrews Study Bible.
31 Jesus acrescentou ao shema’ o mandamento de Lev 19.18, para demonstrar que o amor ao próximo é o fruto natural e lógico do amor a Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O primeiro e o segundo mandamentos não podem se separar. Bíblia Shedd.
Amarás o teu próximo [vizinho, NJKV] como a ti mesmo. Jesus fala de três objetos de amor: Deus, o próximo e a si mesmo. Se alguém não tem um senso positivo de auto-estima, o amor pelo próximo estará longe do ideal que Deus requer. Andrews Study Bible.
É fato conhecido da psicologia que quem não valoriza a si mesmo não pode valorizar ao seu próximo. Bíblia Shedd.
32 com verdade disseste. O escriba reconheceu que as respostas de Jesus eram precisas e adequadas … e, então, honestamente elogia a Jesus. CBASD, vol. 5, p. 709.
33 holocaustos. Comparar com 1Sm 1:22. Esta admissão voluntária por parte do escriba demonstra sua percepção da importância relativa e do significado do ritual do templo. CBASD, vol. 5, p. 709.
todos os sacrifícios e ofertas (NVI). Sem dúvida, a comparação foi inspirada pelo fato de o debate ter-se dado no átrio do templo (v. 11.27). Bíblia de Estudo NVI Vida.
34 Não estás longe do reino de Deus. O escriba discernia a verdade (ver v. 33) e sinceramente a reconhecia como verdade (ver v. 32). Ele estava no limiar do reino. CBASD, vol. 5, p. 709.
35 os mestres da lei dizem que o Cristo é filho de Davi. A maioria do povo sabia que o Messias viria da família de Davi. Bíblia de Estudo NVI Vida.
36 O Senhor disse ao meu Senhor (NVI). Deus disse ao Senhor de Davi, i.e., o superior de Davi – em última análise, o Messias (v.nota em Sl 110.1). O propósito da citação era demonstrar que o Messias era mais que descendente de Davi – era Senhor de Davi. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O primeiro “senhor” traduz a palavra Yahweh, enquanto o segundo, o termo Adonai (lit “meu senhor”), ambos do AT. Destaca-se, aqui, a impossibilidade de acontecer que um filho apenas humano seja senhor do seu pai. Davi declara, assim, que o Cristo é divino. Bíblia Shedd.
Disse o Senhor ao meu Senhor (ARA). Esta citação de Sl 110:1 quer deixar claro que o Messias não era meramente um descendente de Davi, mas Ele é o Senhor. Ele existe antes de Davi na Sua origem e é divino. Mas também, de forma paradoxal, Ele é o filho humano de Davi. Esta é a apresentação da teologia de Marcos de Deus Se tornando homem que João apresenta de uma forma diferente no prólogo de seu Evangelho (Jo 1:1-18). Andrews Study Bible.
Jesus mostra que, conquanto o Messias descenda de Davi, sua dignidade real e poder sobrepujam os de Davi, porque Davi se dirige a este Rei, chamando-O de “meu Senhor” 9Sl. 110.1). … Uma tal interpretação clara e fiel das Escrituras é ouvida “alegremente”. Bíblia de Genebra.
38-40 O desafio e as duras palavras de Jesus são reservadas para aqueles que se orgulham de sua piedade e ao mesmo tempo oprimem o socialmente marginal, como o pobre e as viúvas indefesas. Andrews Study Bible.
38 Guardai-vos dos escribas. Marcos apresenta somente um resumo do que foi um discurso bastante longo sobre a hipocrisia dos escriba e fariseus. CBASD, vol. 5, p. 710.
vestes talares (ARA. NVI: roupas especiais). Os mestres da lei usavam túnicas compridas de linho branco que tinham franjas e quase chegavam ao chão. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Estas vestes longas chegavam até os pés e faziam parte da vestimenta geralmente usada pelos doutores da lei como uma identificação de sua profissão. CBASD, vol. 5, p. 710.
39 lugares mais importantes nas sinagogas. Referência aos assentos defronte à “arca” que continha os rolos sagrados. Os que se assentavam ali podiam ser vistos na sinagoga por todos os adoradores. Bíblia de Estudo NVI Vida.
41 gazofilácio (ARA). Marcos … se refere aqui … às arcas das ofertas que se encontravam no amplo átrio das mulheres. CBASD, vol. 5, p. 710.
caixas de ofertas (NVI).Localizadas no átrio das mulheres. Tanto homens quanto mulheres tinham permissão de entrar nesse átrio, mas as mulheres não podiam ultrapassá-lo para adentrar o recinto do templo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
42 viúva pobre. Do gr. ptochos, “mendigo” ou “indigente”. Lucas usa penichros, uma forma poética tardia de penes, que indica aquele que vive apenas com o essencial e precisa trabalhar cada dia a fim de ter alimento para o dia seguinte (cf Lc 21:2). CBASD, vol. 5, p. 710.
moedas. Gr. lepta “finas”. Bíblia Shedd.
… uma moeda de cobre que pesava menos de um grama e valia poucos centavos …. O lepton [singular] era a menor moeda judaica de cobre em circulação. CBASD, vol. 5, p. 710.
quadrante. Do gr kodrantes, que equivale a dois lepta, ou “moedas” … e que equivalia a 1/64 de um denário romano, o salário de um dia no tempo de Cristo … Com frequência se tem dado ênfase à pequenez intrínseca da oferta da viúva, mas se deveria dar mais ênfase à comparativa grandeza de seu sacrifício. CBASD, vol. 5, p. 710.
43 mais do que … todos. Significa que ela deu mais do que todos os doadores ricos juntos. Em realidade, à vista de Deus não é realmente a extensão da dádiva que conta, e sim o motivo que a impulsiona. Deus está interessado na magnitude do amor e da consagração que a dádiva representa, não em seu valor monetário. Esta é a única base que Deus emprega para recompensar as pessoas, como Jesus ilustrou na parábola dos trabalhadores na vinha (ver com. de Mt 20:15). O louvor de Jesus a essa viúva estava baseado no espírito que impulsionou sua oferta. CBASD, vol. 5, p. 710.
44 sobrava. Do gr. perisseuma, que significa “abundância”, mas também “o que sobra” ou “o excesso”. Os ricos tinham dinheiro de sobra;tinham mais do que necessitavam. Eles deram de seu excedente, e isso não lhes custava nada. O valor de suas ofertas em termos de amor e consagração era pequeno ou nada, porque elas não representavam abnegação. CBASD, vol. 5, p. 710.
tudo o que possuía. Uma evidência do máximo amor possível e da consagração a Deus. CBASD, vol. 5, p. 710.
sustento (ARA. NVI: tudo o que possuía para viver). Do gr. bios, “subsistência”. … Com toda segurança, a viúva não sabia de onde proviria sua próxima refeição. CBASD, vol. 5, p. 710.
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“Respondeu-lhes Jesus: Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus?” (v.24).
De uma parábola a uma situação da vida real, este capítulo reforça o princípio da fidelidade a Deus e aos homens. A fim de restaurar a Sua aliança tantas vezes quebrada por Israel, o Senhor enviou os Seus servos, os profetas, “dos quais espancaram uns e mataram outros” (v.5). Geração após geração Deus levantava os Seus atalaias com mensagens de advertência e de juízo, e seus líderes eram os primeiros a rejeitar a Palavra do Senhor. Desta forma, ao enviar ao mundo “Seu Filho amado” (v.6), pela dureza de seus corações fizeram com Ele pior do que fizeram aos profetas, matando-O e atirando-O “para fora da vinha” (v.8) como um indigente. Na ambição de construir um reino, rejeitaram “a principal pedra, angular” (v.10).
A notoriedade da sabedoria de Jesus e de Seus ensinamentos era constantemente ameaçada por perguntas formuladas com vistas a fazê-Lo tropeçar nas próprias palavras. O ódio nacional contra Roma, pelos encargos que tinham de se submeter, principalmente quanto aos encargos tributários, era o combustível principal dos líderes judeus; ódio que era transmitido ao povo em forma de interpretações das Escrituras conforme suas expectativas quanto ao Messias como um líder militar e político. Ao ouvirem de Jesus: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (v.17), “muito se admiraram dEle” (v.18), mas não podiam aceitar que Aquele fosse o Ungido de Deus que os livraria do jugo romano. Com os olhos fixos em um reino terreno, perderam de vista o “reino de Deus” (v.34).
Os saduceus, por outro lado, tinham a ressurreição como seu objeto de debate favorito. Descrentes sobre a ressurreição, apresentaram a Jesus o fundamento arenoso de sua crença: suas próprias conclusões a respeito do que “Moisés nos deixou escrito” (v.19). A Bíblia fala a respeito de duas ressurreições: “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno” (Dn.12:2). Quando o Senhor voltar em glória, “os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Ts.4:16). “Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos” (Ap.20:5). “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a Sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (Jo.5:28-29).
O “Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó” (v.26), “não é Deus de mortos, e sim de vivos” (v.27). Esses patriarcas que hoje dormem no pó da terra um dia ouvirão a mesma voz que despertou Lázaro do sono da morte (Jo.11:43). Pois aqueles que morrem em Cristo foram salvos da morte eterna e logo serão despertados para encontrar o “Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts.4:17). A ressurreição de Jesus e Sua vitória sobre a morte é a nossa garantia de que “nem a morte […] poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:38, 39). Paulo também escreveu que “se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. […] Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” (1Co.15:17, 19).
O nosso amor, serviço e fidelidade, portanto, devem ser dedicados Àquele que não nos prometeu um reino aqui nesta terra de pecado, mas um reino eterno em uma terra renovada e purificada (Ap.21:1). O grande mandamento que deve estar escrito nas tábuas de nosso coração consiste em amar a Deus e ao nosso próximo não pelos critérios humanos, mas acima de “todos os holocaustos e sacrifícios” (v.33), acima de toda tentativa de justificação própria (v.40). Pois a fidelidade não é uma barganha com Deus, e sim uma resposta de gratidão ao Deus que nos salvou e que, por Sua graça e bondade, promove a transformação do nosso caráter um dia de cada vez.
A genuína compreensão das Escrituras resulta na “fé que atua pelo amor” (Gl.5:6). É uma obra divina, e não humana. A nossa parte é a de, como aquele escriba, aceitar e crer: “Muito bem, Mestre, e com verdade disseste” (v.32). Assim fazendo, Jesus nos diz: “Não estás longe do reino de Deus” (v.34). Está na hora do povo que se chama pelo nome de Deus parar de oferecer a Ele do que lhe sobra e colocar tudo o que possui no altar do Senhor. Não entendam mal, amados. Não falo aqui simplesmente de recursos materiais, mas de uma vida de fidelidade integral. Quando compreendemos que Deus nos enviou o Seu Filho amado como oferta em nosso lugar, os recursos materiais já não são mais motivo de preocupação, e, como a “viúva pobre” (v.42), ofertar se torna um ato voluntário de amor ao Deus que nos salvou.
Querido Pai, nós cremos que logo o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo voltará. Quer vivos, quer ressuscitados, que por Tua graça e misericórdia, possamos ouvir naquele grande Dia: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor”. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, servos fiéis de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Marcos12 #RPSP
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MARCOS 12 – Este capítulo segue diretamente os eventos descritos em Marcos 11:27-33, onde a autoridade de Jesus é desafiada pelos líderes religiosos.
Em Marcos 12, Jesus responde a essa oposição por meio de uma série de parábolas, debates e ensinamentos que não apenas defendem Sua autoridade, como também expõem a hipocrisia e a incredulidade dos líderes judeus.
Na parábola dos lavradores maus, um homem planta uma vinha e a aluga aos lavradores, esperando que eles cuidem dela e entreguem os frutos no tempo certo. No entanto, quando o dono da vinha envia os servos para recolher os frutos, os lavradores os agridem e matam. Por fim, o dono envia seu filho, pensando que seria respeitado, mas os lavradores o matam, na esperança de tomar a herança (Marcos 12:1-12).
Esta parábola ilustra como Israel, sob a liderança dos fariseus e escribas, rejeitou repetidamente os mensageiros de Deus e, finalmente, rejeitaria e crucificaria o próprio Filho de Deus. Aqui, Jesus afirma Sua autoridade divina como o Filho, enviado por Deus, e condena a recusa obstinada dos líderes religiosos em reconhecer e submeter-se a essa autoridade.
• Está é uma advertência a todos os líderes religiosos de todas as épocas e lugares.
Fariseus e herodianos, tentando enredar Jesus numa armadilha, perguntam se é lícito pagar tributo a César. Jesus responde com sabedoria! Ao afirmar “Deem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, Ele não apenas evita a armadilha, como também reafirma Sua autoridade em questões espirituais e seculares. Jesus distingue entre deveres civis e religiosos, apontando que, enquanto a moeda pertence a César, a vida e a adoração pertencem a Deus (Marcos 12:13-17).
Na questão levantada sobre a ressurreição, Jesus corrige a compreensão limitada das Escrituras e do poder de Deus. Ele não apenas defende a ressurreição, como também corrige a falsa teologia dos saduceus, demonstrando Sua autoridade sobre as questões eternas (Marcos 12:18-27).
Diante das autoridades eclesiásticas Jesus revela Sua autoridade como intérprete final das Escrituras (Marcos 12:28-37). O capítulo termina com uma advertência àqueles que buscam prestígio e poder enquanto exploram os pobres. Em contraste, Ele elogia a oferta da viúva pobre, que, apesar de sua pobreza, da tudo o que tem (Marcos 12:38-44).
Reavivemo-nos com estes ensinamentos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: MARCOS 11 – Primeiro leia a Bíblia
MARCOS 11 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/11
Seguir instruções sem entendê-las totalmente pode ser difícil e às vezes até assustador. Especialmente quando essas instruções têm o potencial de fazer você parecer tolo. Provavelmente, isso foi exatamente o que os discípulos de Jesus estavam pensando enquanto cumpriam as instruções de Jesus ao buscar o jumentinho de um estranho.
Imagine como foi a conversa entre aqueles dois discípulos no caminho para a aldeia onde esse jumentinho supostamente estaria. Posso imaginá-los falando sobre seus sentimentos. Talvez eles tenham se sentido envergonhados, pensando que os outros discípulos estavam zombando deles enquanto partiam para a estranha missão. Talvez tenham falado sobre o medo de alguém lhes perguntar o que estavam fazendo. É possível que tenham sentido vergonha ao imaginarem o dono do jumentinho acusando-os de roubo.
Uma coisa eles sabiam – era sempre melhor seguir as instruções de Jesus. E então, eles foram.
Os sentimentos são bons. Eles são guias que nos ajudam a reconhecer nossa própria orientação em relação aos eventos que acontecem ao nosso redor. Mas os sentimentos não são o nosso senhor. Jesus é o Senhor. E quando somos chamados por nosso Senhor para fazer algo, nossa melhor resposta é obedecer.
Quem sabe… nossa obediência, até mesmo ao mais estranho chamado de Deus, pode resultar em levar outros a reconhecê-LO como o Rei do Universo.
Tye Davis
Pastor, Igreja Adventista de Regensburg, Alemanha
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/mrk/11
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1093 palavras
2 ninguém montou. Para cumprir Zc 9.9 e pelo fato que o uso real ou sagrado exigia que o artigo não fosse usado (cf Nm 19.2; Dt 21.3). Bíblia Shedd.
4 do lado de fora. Muitas habitações orientais eram construídas em forma quadrangular, com um pátio aberto no centro. A partir desse pátio havia uma passagem para a rua. De acordo com o costume, o asno e o jumentinho estariam amarrados no pátio em vez de no portão da rua. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 703.
9 Hosana. Uma transliteração das palavras aramaicas ”Oh! Salva-nos, SENHOR” (Sl 118.25). A multidão está gritando frases deste salmo. Bíblia de Genebra.
10 Este verso indica que os peregrinos creram que Jesus era o Messias. Bíblia Shedd.
11 no templo. Este era o centro da vida nacional e religiosa judaica, o lugar natural para o Messias-Rei ser coroado; o primeiro lugar onde Sua autoridade deveria ser reconhecida e de onde deveria sair a convocação oficial para que o povo reconhecesse a Sua soberania (ver vol. 4, p. 14-17). Os sacerdotes e anciãos de Israel deveriam ter sido os primeiros a reconhecer a autoridade do Messias. No entanto, é dito que Ele “veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam”. CBASD, vol. 5, p. 703.
tendo observado tudo. Como o templo era Sua casa, Jesus andou por seus átrios, inspecionando o que era Seu por direito. Porém, aqueles a quem o templo fora confiado tinham se apropriado dele para seus próprios fins egoístas (ver Mt 21:33-39). CBASD, vol. 5, p. 703.
11 saiu para Betânia. Quando a multidão finalmente chegou a Jerusalém já era demasiado tarde e, em vão, procurou a Jesus para que pudesse coroá-Lo como rei (ver DTN, 581). Porém, assim como em ocasiões anteriores, quando Sua missão foi confrontada com uma crise, Jesus passou a noite inteira em oração. CBASD, vol. 5, p. 703.
12 No dia seguinte. Este foi “o dia seguinte”, depois da entrada triunfal …, portanto, uma manhã de segunda-feira. Seguindo uma ordem estritamente cronológica, Marcos registra a purificação do templo (v. 15-19) entre a maldição da figueira (v. 12-14) e a descoberta de que ela havia secado (v. 20-26). Mateus, que frequentemente segue uma ordem temática em vez de cronológica (ver p. 276), narra todo o episódio da figueira estéril como uma unidade, sem mencionar que se passaram umas 24 horas entre a maldição e a descoberta de que a árvore se secara. CBASD, vol. 5, p. 704.
13 com folhas. Uma figueira frondosa prometia frutos bem desenvolvidos, embora não necessariamente maduros. Por outro lado, as árvores sem folhas, como era o caso de outras do pomar, não levantavam falsas expectativas de frutos, portanto não causavam decepção.. Nesta parábola…, a figueira frondosa representava a nação judaica, e as outras árvores, as nações gentílicas. É verdade que os gentios não produziam frutos, porém nada se esperava deles, pois não tinham a pretensão de produzi-los. … Essa figueira precoce, no entanto, tinha folhas que indicavam figos. CBASD, vol. 5, p. 704.
senão folhas. Era uma promessa sem cumprimento. De todos os defeitos, não havia um mais ofensivo do que a hipocrisia (ver com. de Mt 6:2; 23:13). Como a figueira estéril, a religião judaica estava destituída de frutos. Ela estava repleta de forma e cerimônias, mas lhe faltava a verdadeira piedade (ver com. de Mc 7:2, 3; ver col. 4, p. 17-20). CBASD, vol. 5, p. 704.
não era tempo de figos. No clima da Palestina, a primeira colheita de figos geralmente amadurece em junho, e a última, em setembro. O incidente ocorreu perto da Páscoa, provavelmente em abril, portanto, apenas algumas semanas antes da primeira colheita. Embora fosse incomum esperar figos tão prematuros, no entanto, uma árvore cheia de folhas poderia ter frutos prontos a amadurecer. CBASD, vol. 5, p. 704.
14 Nunca jamais. No texto grego, o duplo negativo torna a maldição ainda mais enfática. A esterilidade da árvore representava a improdutividade de Israel, e a maldição, o juízo que Jesus pronunciaria no dia seguinte: “Eis que a vossa casa vos ficará deserta”. CBASD, vol. 5, p. 705.
Nunca jamais coma alguém fruto de ti! Jesus não está tendo um acesso de raiva a respeito da falta de figos. Em vez disso, o episódio é uma demonstração simbólica do Seu desprazer a respeito do templo e sua liderança. Esta é uma parábola encenada de julgamento sobre a estrutura social de Jerusalém. Andrews Study Bible.
15 templo. Isto é, o átrio dos gentios, o átrio mais afastado no complexo de estruturas que cercam o templo propriamente dito. Era a única área em que se permitia a presença dos gentios (cf. v. 17). Bíblia de Genebra.
vendiam e compravam. Somente animais comprados dentro da área do templo, a preços exorbitantes, diga-se de passagem, recebiam o visto de “sem defeito”, que os sacrifícios exigiam. Bíblia Shedd.
16 pelo templo. Ao entrar nos recintos sagrados do templo, as pessoas deviam deixar de lado, como um sinal de reverência, qualquer carga que estivessem conduzindo. Aparentemente, os que levavam cargas estavam usando os átrios do templo como um atalho para evitar um trajeto mais longo. CBASD, vol. 5, p. 705.
17 salteadores. isto é, assaltantes organizados e não apenas ladrões. CBASD, vol. 5, p. 705.
18 A indignação dos sacerdotes é compreensível, uma vez que foram eles e seus chefes, Anás e Caifás, que embolsavam o lucro do comércio no templo. Bíblia Shedd.
20 desde a raiz. Um detalhe observado apenas por Marcos. Este é o único milagre de Jesus que se pode dizer ter causado algum dano. … As circunstâncias em que Jesus fez secar a figueira mostram uma explicação satisfatória de Seu propósito. Nesse mesmo dia, os líderes da nação confirmariam sua decisão de rejeitar a Jesus como o Messias, que, por Sua vez, anunciaria que o Céu os havia rejeitado. CBASD, vol. 5, p. 705.
23 Ergue-te e lança-te no mar. Jesus mesmo nunca moveu montanhas literais, nem pretendia que Seus seguidores vissem qualquer necessidade de fazê-lo. Aqui as montanhas são metáforas das dificuldades. CBASD, vol. 5, p. 706.
24 tudo quanto em oração pedirdes. Esta não é uma ampla garantia de que Deus nos dará tudo que Lhe pedirmos, se tivermos fé. Jesus pediu para que não tivesse que passar pelo sofrimento da cruz, mas não era vontade de Deus remover esta dor (13:36). O contexto da declaração de Jesus sobre “tudo o que pedirdes” é o incidente da figueira e a oposição da liderança de Jerusalém (ver 11:27-33). … o que Ele pode ter desejado assegurar aos discípulos é que mesmo sob oposição, Deus está ao lado deles e lhes concederá sucesso. Andrews Study Bible.
26 se não perdoardes. A falta de vontade de perdoar faz com que Deus não ouça e atenda as orações. CBASD, vol. 5, p. 706
28 Com que autoridade … ? A “autoridades” de Jerusalém procuram expor Jesus como um arrogante, sem nenhum status oficial para agir dentro do templo. Bíblia de Genebra.