Reavivados por Sua Palavra


I CORÍNTIOS 16 by Luís Uehara
26 de dezembro de 2024, 1:00
Filed under: Sem categoria

Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1co/16

Os irmãos em Jerusalém precisam de apoio financeiro; portanto, Paulo organiza um programa de arrecadação de fundos para eles das igrejas no mundo gentio. Ao terminar sua primeira carta aos coríntios, ele escreve:

“Agora, quanto à coleta para os santos, faça vocês também o que ordenei às igrejas da Galácia: “No primeiro dia da semana, cada um de vocês separe uma quantia, de acordo com a sua renda, reservando-a para que não seja preciso fazer coletas quando eu chegar” (1 Coríntios 16:1-2).

Espere um minuto? A igreja em Corinto se reunia no domingo, o primeiro dia da semana, para o culto? Não! “Os judeus não lidavam com dinheiro no sábado, especialmente durante o culto. O conselho de Paulo demonstra que os primeiros cristãos gentios e judeus adoravam juntos no sábado.” — Andrews Study Bible, p. 1513. Quando Paulo escreve que “No primeiro dia da semana, cada um de vocês ponha de lado alguma coisa”, ele estava promovendo uma doação sistemática pela qual cada pessoa colocaria dinheiro de lado em casa, em particular, a cada domingo.

Portanto, os cristãos que afirmam que este texto apoia a observância do domingo entenderam mal o significado pretendido.

Onaolapo Ajibade
Aposentado: Secretário Executivo da Divisão Centro-Ocidental da África

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1co/16
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli



I CORINTIOS 16 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Maria Eduarda
26 de dezembro de 2024, 0:50
Filed under: Sem categoria

556 palavras

1 Como ordenei. Os crentes de Corinto deviam aceitar esse dever assim como tinham feito os gálatas. A obra de ajudar os pobres é dada à igreja em todas as épocas a fim de que seus membros desenvolvam simpatia e amor e revelem a outros o poder do evangelho de Cristo. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 896.

9 Uma porta […] se me abriu. Paulo se referia a oportunidades incomuns em Éfeso para a pregação do evangelho como o motivo pelo qual desejava permanecer ali por algum tempo em vez de seguir de vez para a Macedônia e Corinto. Éfeso era um centro importante de adoração pagã na província romana da Ásia. A deusa Diana (ou Ártemis) era a mais popular (At 19:24). Nessa cidade, quase completamente entregue a idolatria, superstição e vícios, Deus manifestou Seu poder por meio de Paulo para a conversão de pecadores e para confundir os adversários. CBASD, vol. 6, p. 897.

Adversários. Quando a oposição se levantou em Éfeso, Paulo não deixou a cidade, mas trabalhou ainda mais para o avanço do reino de Deus. A oposição pode em geral ser considerada como evidência de que Satanás está alarmado com a ameaça de seu domínio sobre os seres humanos e como indício de que o Espírito de Deus está operando. CBASD, vol. 6, p. 897.

10 Timóteo. Um dos conversos de Paulo e seu auxiliar na obra de Deus. Ele foi enviado à igreja de Corinto para ajudar os irmãos com seus problemas (I Co 4:17). Paulo buscou preparar o caminho para ele, solicitando a hospitalidade e cordialidade dos coríntiosem seu favor. CBASD, vol. 6, p. 897.

13 Portai-vos varonilmente. Do gr. andrizõ, “agir como homem”. Ser cristão requer coragem, intrepidez, perseverança e ânimo. Não há lugar para covardia, timidez ou medo. Apenas os que se colocam sem reservas sob a liderança do Salvador desenvolverão caráter nobre (Ef 6:10). CBASD, vol. 6, p. 898.

17 A vinda de. Os três mensageiros nomeados deviam ser de Corinto. Fortunato e Acaico não são mencionados em nenhuma outra passagem. É provável que os três homens fossem portadores da carta dos coríntios a Paulo (I Co 7:1), bem como da carta de Paulo a eles, conhecida como 1 Coríntios. CBASD, vol. 6, p. 899.

18 Refrigério. A presença e as palavras desses mensageiros de Corinto levaram encorajamento e consolo a Paulo. Tudo indica que informaram ao apóstolo sobre a igreja de Corinto, o que o ajudou a compreender a situação (Pv 15:30). CBASD, vol. 6, p. 899.

20 Osculo. Forma comum de saudação no Oriente. O beijo santo era uma prova da afeição cristã. CBASD, vol. 6, p. 899.

22 Anátema. Uma transliteração do gr. anathema, que significa “amaldiçoado” ou “devotado à destruição”. Aqueles que não acreditam nem amam o Senhor Jesus Cristo não podem ter a esperança da salvação. Pelo ato de rejeitar o único meio de salvação, escolhem a ruína eterna. CBASD, vol. 6, p. 899.

Maranata. Uma transliteração do gr. maran atha, que, por sua vez, é uma transliteração do aramaico maran ‘athah. Esse é o único texto da Bíblia em que ocorre a palavra. A expressão em aramaico pode ser traduzida como “nosso Senhor vem” ou “vem, nosso Senhor”. CBASD, vol. 6, p. 899.

24. Amor. Que bênção mais bela poderia seguir a repreensão dirigida àqueles que rejeitam o amor de Deus? Esta epístola, que lida de forma franca com determinados abusos na igreja, é encerrada com uma expressão de amor e de interesse pelo bem estar eterno dos destinatários. CBASD, vol. 6, p. 900.



1Coríntios 16 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
26 de dezembro de 2024, 0:45
Filed under: Sem categoria

Paulo encerrou a primeira epístola aos coríntios com palavras brandas, mas expondo outra dificuldade daquela igreja: a caridade. A coleta “para os santos” (v.1) era uma oferta especial destinada para o auxílio dos irmãos necessitados e também daqueles que dedicavam a vida para pregar o evangelho. O apóstolo não pediu que eles separassem uma quantia específica ou que entregassem tudo o que tinham, mas que, “conforme a sua prosperidade” (v.2), fossem juntando as coletas. O sistema de dízimos e ofertas estabelecido por Deus em Sua Palavra é para nós privilégio e proteção. Privilégio por nos tornarmos cooperadores com Ele na obra de salvação. E proteção, no sentido de nos salvar do egoísmo e da avareza.

O desejo de Paulo em rever seus irmãos era grande, mas em nenhum momento ele permitia que sua vontade prevalecesse sobre a vontade de Deus. Como mordomo fiel das verdades eternas, procurava sempre agir com prudência diante da grande responsabilidade que lhe pesava. Reconhecia em seus companheiros de jornada homens e mulheres de Deus cujos propósitos eram os mesmos e por eles intercedia junto aos irmãos de que os reconhecessem de igual forma (v.18). Tendo o costume de citar nominalmente irmãos pelos quais nutria especial afeição, Paulo comunicava sua gratidão a todos que, de alguma forma, lhe foram um refrigério. Diante de sua árdua caminhada e sob a ameaça de “muitos adversários” (v.9), a importância de ter amigos com quem contar foi de suma importância para ele.

A obra de Deus, portanto, nos exige um serviço voluntário sempre voltado para o benefício do outro. Uma brasa separada das demais acaba se apagando. Ao encerrar as suas exortações engrandecendo o amor, Paulo o colocou como fundamento de todas as nossas ações. Se a nossa motivação for o amor, então ajudar ao próximo e ter um coração grato serão consequências inevitáveis. Deus espera que estejamos todos unidos pelo Seu amor, mas esta é uma obra que somente o Espírito Santo pode realizar, “porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm.5:5). Clamemos constantemente por este lavar regenerador do Espírito Santo em nossa vida! Oremos diariamente para que a boa obra que Ele começou em nós redunde em um coração transbordante do amor do Pai!

No mais, amados, sigamos o conselho inspirado do apóstolo: “Sede vigilantes, permanecei firmes na fé, portai-vos varonilmente, fortalecei-vos” (v.13). Que sejamos reconhecidos como aqueles que amam ao Senhor, e ao próximo. Que “a graça do Senhor Jesus seja convosco” (v.23). Faço minhas as palavras de Paulo: “O meu amor seja com todos vós, em Cristo Jesus” (v.24). “Maranata!” (v.22).

Nosso querido Deus, clamamos a Ti pelo refrigério do Espírito Santo, para que possamos Te amar com todo o nosso coração, entendimento e força, e ao nosso próximo como a nós mesmos! Necessitamos do poder do alto para praticar o Teu amor. Necessitamos morrer para o nosso eu para que Jesus viva em nós. É quando esquecemos de nós mesmos para pensar no bem-estar do outro que abrimos caminho para a obra do Espírito Santo. Ajuda-nos, Senhor! Existem situações de relacionamentos verdadeiramente desafiadoras em nossa vida, que para nós seria impossível de se resolver. Mas nós cremos que o Senhor pode vencer essas batalhas por nós. Por isso, Pai, entregamos o nosso coração em Tuas mãos para que o Senhor o envolva, preencha e o faça transbordar do Teu amor puro e santo. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, transformados pelo amor de Deus!

Rosana Garcia Barros

#1Coríntios16 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



I CORÍNTIOS 16 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ  by Maria Eduarda
26 de dezembro de 2024, 0:40
Filed under: Sem categoria

I CORÍNTIOS 16 – A vida cristã ordenada é um testemunho vivo de que o Evangelho organiza o caos e transforma a confusão em harmonia eterna. Paulo demonstrou na carta de I Coríntios que é preciso corrigir a igreja que está correndo risco de perder sua identidade. Para isso, ele mostra que onde o amor prevalece, a ordem floresce; onde o ego domina, a desordem reina.

A ordem divina não diminui ninguém; ela exalta a beleza da complementaridade e do propósito de Cristo. Assim, a ordem no culto honra o Criador. Um culto ordenado é um reflexo do respeito e da reverência pelo Deus que criou tudo com perfeição e propósito.

A beleza da igreja, o corpo de Cristo, está na diversidade de funções operando em perfeita sincronia para a glória de Deus. Desta forma, a presença de Deus traz paz no caos, pois Seu Espírito não habita em meio à confusão. Pode-se dizer então que, onde há ordem, há a assinatura de Deus; onde há desordem, Sua glória é obscurecida; portanto, a verdadeira adoração não é caótica, mas um cântico que ecoa a harmonia do Céu.

O capítulo em pauta encerra a primeira carta de Paulo aos coríntios, com instruções práticas, saudações e exortações finais. Ele aborda temas diversos, mas com foco na organização da igreja e na unidade cristã:

• Generosidade e serviço: A importância de contribuir financeira e regularmente e com propósito para as necessidades da obra de Deus (I Coríntios 16:1-4).
• Unidade no amor: A convivência cristã deve ser marcada pelo respeito mútuo, submissão a líderes dedicados e amor nas ações (I Coríntios 16:5-18, 24).
• Firmeza na fé: Um chamado à vigilância, coragem e dedicação em uma sociedade cheia de desafios (I Coríntios 16:19-23).

As palavras Anátema e Maranata no versículo 22, são importantes:

• Anátema: Aqueles que não amam ao Senhor estão em estado de maldição – afastados da comunhão com Deus. Em Gálatas 1:8-9, anátema se refere a qualquer pessoa que prega um evangelho diferente do de Cristo, enfatizando a gravidade de se afastar do verdadeiro evangelho.
• Maranata: Esta expressão era comum entre os primeiros cristãos e tem conotações escatológicas (relativas ao tempo do fim). Significa que o “Senhor logo vem”; expressa a esperança do retorno de Cristo em breve.

Então, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



I CORÍNTIOS 15 by Luís Uehara
25 de dezembro de 2024, 1:00
Filed under: Sem categoria

Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1co/15

Os crentes de Corinto estavam preocupados a respeito da natureza da ressurreição dos mortos. “Como alguns de vocês estão dizendo que não existe ressurreição dos mortos?” (v. 12 NVI). Em outras palavras, se Cristo não ressuscitara, então Sua morte não teria sentido. A mensagem sobre o estado dos mortos é clara: quando uma pessoa morre em Cristo ela adormece até o momento da ressurreição dos justos por ocasião do retorno de Cristo.

Como missionário na Ásia, constatei que a morte é uma das áreas sobre a qual há maior divergência de pensamento. No funeral do jovem filho de dois colegas nas Filipinas, muitos jovens me perguntavam: “o que realmente acontece quando uma pessoa morre?” Muitas outras religiões, como budistas, hindus e até mesmo católicos romanos, retratam as almas dos entes queridos pairando em torno do corpo morto. No entanto, a mensagem da Bíblia é inequívoca: quando uma pessoa morre, ela dorme até que Jesus volte. Só Jesus tem o poder de trazer um morto novamente à vida. Qualquer outro ensinamento está equivocado à luz do ensino bíblico; a crença de que os espíritos pairam ao redor dos cadáveres procede do maligno.

Quão confortadora é a mensagem de que “o último inimigo a ser destruído é a morte”.

Michael W. Campbell
Diretor – Arquivos, Estatísticas e Pesquisa na Divisão Norte-Americana dos Adventistas do Sétimo Dia

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1co/15
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara



I CORÍNTIOS 15 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Maria Eduarda
25 de dezembro de 2024, 0:50
Filed under: Sem categoria

3572 palavras

Também (ARC). Este capítulo contém o que se pode chamar de a glória com a qual culmina a epístola: uma exposição da verdade sobre a ressurreição. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 878.

2  Salvos. Literalmente “estão sendo salvos”. A salvação é uma experiência contínua. CBASD, vol. 6, p. 879.

Crido em vão. Não havia nada de errado com a mensagem pregada, mas a forma como os coríntios criam na mensagem podia dar espaço a questionamentos. Se a crença deles era indiferente, teria pouco o valor. Se a fé fosse firme, então considerariam a doutrina de Paulo suficiente para guiá-los no caminho da salvação. CBASD, vol. 6, p. 879.

5  Cefas. Do gr. Kêphas, uma transliteração do aramaico Kepha’, que é traduzido para o grego como Petros. … Paulo recorre ao testemunho daqueles que em primeiro lugar souberam da ressurreição, e em especial aos que ainda viviam para atestar sua veracidade. Como estava apenas relembrando a eles a doutrina previamente ensinada, ele não buscou reproduzir toda a evidência disponível, mas apenas resumiu o que eles já sabiam. CBASD, vol. 6, p. 880.

Nascido fora de tempo. Do gr. ektroma, “aborto”, “natimorto”. …  O apóstolo quer dizer que, comparado aos outros apóstolos, ele não passa de um bebê que nasce morto. Os outros cresceram e amadureceram no ministério, ao passo que Paulo foi introduzido ao apostolado de forma abrupta.  CBASD, vol. 6, p. 881.

9  O menor. Ele tinha sido o último de todos (v. 8) e afirma ser o menor (cf. com. de Ef 3:8). CBASD, vol. 6, p. 881.

Não sou digno. Isto é, não qualificado o suficiente. Paulo reconhece que ninguém, em sentido algum, é digno de ser chamado ao serviço de Deu s (ver com. de 2Co 3:5). CBASD, vol. 6, p. 881.

Pois persegui. Parece que ele nunca se perdoou por sua antiga oposição feroz aos crentes, e a lembrança dessa experiência o mantinha humilde e grato pela bondade do Senhor (ver At 22:4; 26:9-11; Gl 1:13; lTm 1:13). No coração verdadeiramente convertido, o perdão divino produz percepção do pecado bem como sentimento s de gratidão e humildade. Tal experiência capacita a testemunhar. CBASD, vol. 6, p. 881.

Trabalhei muito mais. Isto é, com mais intensidade. Consagração e trabalho duro quase sempre produzem colheita abundante. Mas, como revela a frase seguinte, o apóstolo não permitia que o orgulho destruísse seu êxito evangelístico. CBASD, vol. 6, p. 882.

Não eu. Paulo não deu margens para alguém imaginar que tomava o crédito para si. Ele confere toda a glória a Deus. CBASD, vol. 6, p. 882.

14 . Do gr. kenos, “vazio”, “sem conteúdo”, “carente de verdade” (cf. com. do v. 17), uma

descrição adequada de qualquer tentativa de pregar o evangelho sem a ressurreição de Jesus. Tal pregação de fato seria “vã”, sem um de seus fatos históricos centrais. Se Cristo não foi ressuscitado, o testemunho cristão é falho por dois motivos: (1) Jesus declarou várias vezes que ressuscitaria dos mortos (ver Mt 16:21; 17:22, 23; 20:17-19), e, se Ele não ressuscitou, seria um impostor; (2) os apóstolos baseavam sua pregação num fato que afirmavam ter acontecido; portanto, seriam

cúmplice s do impostor, pregando sobre uma esperança que não poderia ser cumprida. CBASD, vol. 6, p. 882.

Vossa fé. A descrença na ressurreição invalida não só a pregação apostólica, mas também a crença nessa pregação. Ao duvidar da possibilidade da ressurreição, os incrédulos estavam destruindo tudo o que outrora estimavam.  CBASD, vol. 6, p. 882.

15 Falsas testemunhas de Deus. A implicação é que teria sido um pecado pregar que Cristo ressuscitou dos mortos, se isso não fosse verdade. CBASD, vol. 6, p. 882.

17 . Do gr. mataios, “inútil”, “sem objetivo”, “sem propósito” (cf. com. do v. 14). A atenção é dirigida à absoluta falta de objetivo da fé cristã se Cristo não tivesse sido levantado dos mortos. CBASD, vol. 6, p. 883.

Pecados. Nos v. 16 e 17, Paulo repete a linha de raciocínio dos v. 13 e 14, mas com uma diferença. Antes, ele enfatiza o vazio da fé sem a ressurreição de Cristo; depois, ele revela a condição perdida e sem esperança da humanidade sem a ressurreição. … Se Jesus não foi ressuscitado dos mortos, então Ele seria um impostor; a fé nEle não traria perdão pelo pecado, e o pecador permaneceria culpado. … Além disso, o batismo, que é um símbolo da morte, sepultamento e ressurreição de Cristo, perderia

sua importância se não houvesse ressurreição, pois se dá a exortação de que “andemos nós em novidade de vida”, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos (ver Rm 6:3, 4). CBASD, vol. 6, p. 883.

20 Primícias. Os antigos israelitas deviam apresentar um molho das primícias da colheita de cevada ao sacerdote, que o movia diante do Senhor como uma promessa da colheita completa que se seguiria. Essa cerimônia devia ser realizada no dia 16 de nisã (abibe; ver com. de Lv 23:10; ver v. 11). A Páscoa era celebrada no dia 14 de nisã (ver com. do v. 5) e, no dia 16, s e realizava a oferta das primícias. O molho das primícias da colheita tipificava Cristo, as “primícias”, ou promessa, da grande colheita que se seguirá quando todos os justo s mortos forem ressuscitados na segunda vinda de

Jesus (ver 1Co 15:23; lTs 4:14-16). Cristo levantou dos mortos no mesmo dia que as primícias foram apresentadas no templo (ver com. de Lv 23:14; Lc 23:56; 24:1; ver vol. 5, p. 246-249). Assim como as primícias eram uma promessa e uma certeza da reunião de toda a colheita, também a ressurreição de Cristo é uma promessa de que todos os que confiam nEle serão ressuscitados dos mortos. CBASD, vol. 6, p. 884.

Dos que dormem. Sobre o sono como metáfora da morte, ver com. do v. 6. O termo se refere aos que morreram como cristãos, crendo no Senhor Jesus Cristo como seu Salvador. CBASD, vol. 6, p. 884.

25 Debaixo dos pés. Isto corresponde a “escabelo” (SI 110:1, AA). CBASD, vol. 6, p. 886.

26 O último inimigo . A morte é personificada, como no v. 55 e em Apocalipse 6:8. CBASD, vol. 6, p. 886.

27 Por que. O primeiro Adão perdeu seu domínio e sucumbiu à morte; o segundo Adão recuperou

esse domínio perdido e destruiu a morte. CBASD, vol. 6, p. 887.

29 Os que se batizam por causa dos mortos. Esta é uma das passagens difíceis dos escritos de Paulo. Comentaristas elaboraram 36 tentativas de solucionar os problemas suscitados por este versículo, sendo que a maioria das sugestões não é relevante. … o v. 29 poderia ser parafraseado assim: ”mas se não há ressurreição, o que devem fazer os mensageiros do evangelho, se continuamente encaram a morte em favor de pessoas destinadas a perecer na morte de qualquer forma? ” Para eles, seria tolice (v. 17) enfrentar a morte para salvar outros, “se os mortos não ressuscitam” (v. 16, 32). A constante coragem dos apóstolos em face da morte é uma importante evidência de sua fé na ressurreição. Muitas passagens bíblicas declaram que não é possível, como ensinam alguns, que cristãos sejam batizados em favor de parentes e amigos mortos. A pessoa deve crer em Cristo e confessar seus pecados para poder ser batizada e salva (At 2:38; 8:36, 37; cf.

Ez 18:20-24; Jo 3:16; 1Jo 1:9). Mesmo os justos “salvariam apenas a sua própria vida” (Ez 14:14, 16; cf. Sl 49:7). A morte marca o fim da provação e das oportunidades humanas (ver Sl 49:7-9; Ec 9:5,6, 10; Is 38:18 , 19; Lc 16:26; Hb 9:27, 28). CBASD, vol. 6, p. 887. [Para uma discussão mais aprofundada das três propostas mais relevantes para entendimento desta passagem, favor consultar a fonte.]

32 Lutei em Éfeso com feras. Esta parece ser uma referência figurada ao episódio da luta de Paulo com adversários ferozes em Éfeso (cf. At 19:23-41). Um cidadão romano não podia ser punido sendo forçado a lutar com animais ferozes. Ele pergunta: “O que ganhei ao me expor a perigos comparáveis a lutar com animais ferozes, se a mensagem de ressurreição para a vida eterna por meio de Jesus  Cristo não fosse verdadeira? Por que passaria eu por tais riscos para anunciar um falso ensinamento? Isso não faria sentido. Eu poderia ter deixado as pessoas a sua sorte e não lhes dizer nada.” Não se

sabe a quais experiências em Éfeso Paulo se refere. Na sua fúria insana, os adoradores pagãos da deusa Diana (ou Ártemis) se pareciam mais com animais selvagens do que com seres humanos. Paulo, no entanto, não poderia ter se referido a esse incidente em particular neste versículo, pois isso aconteceu depois de esta carta ter sido enviada (cf. 1Co 16:8, 9). CBASD, vol. 6, p. 889.

Comamos e bebamos. Citação de Isaías 22:13…. Seria tolice de Paulo, ou de qualquer pessoa, passar por privações, dificuldades e perseguição a fim de pregar o evangelho da salvação do pecado e da felicidade futura e eterna se os mortos não ressuscitarão. Ele deveria, em vez disso, aproveitar

ao máximo esta vida desfrutando os prazeres, sabendo que a morte será o fim de tudo. Essa de fato parece ser a filosofia hedonista de muitos, principalmente à medida que o segundo advento de Cristo se aproxima (ver Mt 24:38, 39; 2Tm 3:1-4). CBASD, vol. 6, p. 889.

33 Não vos enganeis. Ou, “parai de serdes desviados”. CBASD, vol. 6, p. 889.

Conversações. Ou, “companhias”. Este é um verso da poesia de Menandro (343-c.280), talvez um provérbio comum. Visto que todos são grandemente influenciados por aqueles com quem se associam, a escolha de amigos e companhias requer cuidado. Paulo exortou os crentes a ter cuidado com os argumento s enganosos dos falsos mestres, que negavam a ressurreição dos mortos. A companhia de tais indivíduos deveria ser evitada. A associação com aqueles que têm opiniões errôneas, ou cujas vidas são impuras, tende a corromper a fé e a moral. A associação diária com os que não criam na ressurreição dos mortos e as frequentes conversações sobre esse assunto poderiam

fazer com que os crentes perdessem sua compreensão clara da verdade. A familiaridade com o erro tende a remover a objeção a ele e a minimizar o cuidado contra ele. Por essa razão, Deus sempre aconselhou Seu povo a não se associar aos incrédulos (ver Gn 12:1-3; Êx 3:9, 10; Dt 7:1-4; Is 52:11; Jr 51:6, 9; 2Co 6:14-17; Ap 18:4), o que não exclui o testemunho. CBASD, vol. 6, p. 889, 890.

Conhecimento de Deus. Alguns dentre os coríntios não conheciam a Deus como o Onipotente; a crença deles era mera teoria. Como resultado, podiam aceitar prontamente a ideia de não haver ressurreição. A presença dessas pessoas era uma desonra para toda a igreja e não devia ser tolerada.  CBASD, vol. 6, p. 890.

35 Como …? A mente natural levanta objeções à ideia da ressurreição dos mortos. A constatação é a de que depois da morte vem a decomposição e, por fim, o corpo se esvai por completo. Portanto, pode-se perguntar como o pó poderia ser reunido para a ressurreição do indivíduo como era antes (ver Jó 34:15; Ec 12:7). Outra pergunta que traz perplexidade é: como o corpo reconstituído será comparado ao corpo que se desfez?  CBASD, vol. 6, p. 890.

36 O que semeias. A dificuldade proposta no v. 35 poderia ser solucionada com a ilustração sobre o crescimento do grão, fenômeno com o qual todos estavam familiarizados. Quando se coloca um grão no solo, ele morre . Esse processo é essencial para que nasça uma nova planta. Se esse processo natural é bem aceito sem questionamentos, por que deveria haver problema com a ressurreição de um novo corpo a partir do antigo que se desfez?  CBASD, vol. 6, p. 890.

37 Simples grão. Isto é, uma semente sem folhas, nem talos. Assim é o grão quando semeado. A planta que brota não é a mesma que a semente . Assim, o corpo que ressurgirá do túmulo na ressurreição não será o mesmo que foi depositado ali. É claro que haverá semelhanças, mas, ao

mesmo tempo, diferenças. O novo corpo não é composto das mesmas partículas de matéria que formavam o antigo. Contudo, a identidade do indivíduo será preservada (ver Ellen G. White  Material Suplementar sobre os v. 42 a 52). CBASD, vol. 6, p. 890.

38 Deus lhe dá corpo. O milagre da natureza que produz os muitos tipos de grão tem sua fonte em Deus, o autor de toda vida e todo crescimento. Não há nada na semente que por si, sem auxílio, a faça brotar para a vida (ver T8, 259, 260) . Do mesmo modo, não há nada no corpo desfeito que, por si só,

resulte na ressurreição. No entanto, Deus ordenou que houvesse  uma ressurreição, e é somente por Seu poder que o milagre acontece. CBASD, vol. 6, p. 890.

39 Nem toda carne é a mesma. Carne é a matéria da qual se compõe o corpo. A natureza tem diferentes tipos de matéria. Se Deus ordenou que houvesse tantas variedades de carne, e assim de corpos, não é de se surpreender que Ele venha a prover, na ressurreição, um tipo glorificado

de corpo para o ser humano. CBASD, vol. 6, p. 890, 891.

40 Glória dos celestiais. Embora pássaros, flores, árvores, minerais e seres humanos tenham sua beleza e atrativo, diferem do que é celestial. O s seres humanos não questionam a diferença entre a beleza das coisas celestiais e das coisas terrenas. Então, por que deveria haver alguma hesitação

em reconhecer uma diferença entre o corpo do ser humano adaptado à vida nesta Terra e o adaptado à vida no Céu? CBASD, vol. 6, p. 891.

  1. Uma é a glória do sol. No v. 40, Paulo mostra que há diferença entre os variados tipos de corpos

celestes e terrenos. Neste versículo, ele declara que há diferenças entre os corpos do mesmo tipo, a saber, corpos celestes. Ele diferem não só dos corpos terrenos, mas também entre si. Dessa forma, ele fortalece seu raciocínio de que o corpo ressurreto será diferente do corpo mortal. Deus estabeleceu

essa variedade na natureza e não está limitado em poder para fornecer um corpo novo e diferente para Seus santos na ressurreição. CBASD, vol. 6, p. 891.

42 Semeia-se o corpo na corrupção. Paulo volta à comparação entre o reino vegetal e o ser humano (v. 37, 38). Ele fala dos corpos dos remidos como sementes lançadas ao solo que produzirão uma colheita para o reino de Deus. O cemitério é apropriadamente chamado, algumas vezes, de campo

de Deus. A decomposição que silenciosamente acontece ali, sem ser vista, é o preâmbulo da ressurreição gloriosa, quando findar a história deste mundo e começar a do eterno reino celestial, com o retorno de Cristo (ver 1Co 15:52; 1Ts 4:16). CBASD, vol. 6, p. 891.

Ressuscita. Paulo afirma que a ressurreição dos justos mortos com corpos glorificados não só é possível, mas de fato acontecerá. Essa é uma das verdades mais encorajadoras aos que lutam contra uma enfermidade e que temem a morte. CBASD, vol. 6, p. 891.

Incorrupção. O corpo ressuscitado do crente jamais será sujeito outra vez à enfermidade,

decomposição e morte. CBASD, vol. 6, p. 891.

43 Semeia-se. Em certo sentido, o  cadáver é uma desonra. Devido à rápida decomposição, torna-se repugnante e deve ser sepultado. CBASD, vol. 6, p. 891.

Fraqueza. Do gr. astheneia, “falta de força”, “fragilidade”, “doença”. Isso não se refere simplesmente à debilidade do corpo terreno quando vivo, mas também à sua completa impotência como cadáver e à incapacidade de resistir à corrupção. CBASD, vol. 6, p. 891.

Ressuscita. Dignidade, beleza, honra e perfeição caracterizarão os santos ressuscitados. Seus corpos serão semelhantes ao de Cristo (Fp 3:20, 21; GC, 645). CBASD, vol. 6, p. 891.

Poder. Do gr. dynamis, “força”, “energia”, “poder”. O poder de Deus se manifestará no milagre da ressurreição. O corpo  ressuscitado não experimentará nenhuma das debilidades e falta de resistência que afligem o corpo terreno (ver Is 33:24; 40:31; Ap 7:15, 16; 22:5; GC, 676). CBASD, vol. 6, p. 891.

44 Natural. Do gr. psuchikos, adjetivo derivado da palavra psychê, traduzida em geral como “alma”. Psychikos significa pertencente a esta vida presente. É uma palavra difícil de ser traduzida para o português. …  O corpo natural é o que está sujeito às limitações da existência temporal, como dor, doença, fadiga, fome e morte. Esse corpo é posto no túmulo no fim da vida mortal (ver J ó 14:1, 2, 10-12; 21:32 , 33). O corpo espiritual será livre de todas as marcas da maldição do pecado (ver GC, 644 , 645).  CBASD, vol. 6, p. 892.

45 Espírito vivificante. Isto é, um ser que tem o poder de dar vida. Adão se tornou “alma vivente”, mas Cristo é o doador de vida. Jesus afirmou poder ressuscitar os mortos (ver Jo 5:21, 26; 11:25) e exerceu esse poder ao ressuscitar alguns nesta vida temporal (ver Lc 7:14, 15; 8:54, 55). Essas demonstrações de Seu poder de dar vida devem ser aceitas como evidência de Seu poder para ressuscitar os mortos no segundo advento. CBASD, vol. 6, p. 892.46 Primeiro o espiritual. Os corpos espirituais que os santos terão na ressurreição são uma continuação de seus corpos naturais. O natural vem primeiro. O corpo espiritual não existe ainda, e não existirá antes da ressurreição. Deus dá a cada santo um corpo novo. CBASD, vol. 6, p. 892.

48 Como foi o primeiro homem, o terreno. Isto é, Adão. Todos os descendentes de Adão partilham sua natureza pecaminosa. Eles são frágeis, mortais e sujeitos a corrupção e morte. CBASD, vol. 6, p. 892.

50 Isto afirmo. “Carne e sangue” é uma figura de linguagem que designa as condições humanas no contexto de pecado (ver Mt 16:17; Gl 1:16; Ef 6:12). Portanto, não deve ser tomada com significado literal. Paulo apenas afirma que o corpo presente é inadequado para entrar no reino de Deus. O corpo ressuscitado terá carne e sangue, e isso se pode deduzir do fato de que o novo corpo terá a semelhança do glorioso corpo do Cristo ressuscitado (Fp 3:20 , 21), que consistia de carne e ossos (Lc 24:39; cf. DTN, 803) . Também é razoável concluir que o corpo dos santos ressuscitados não será muito diferente do tipo de corpo que Adão possuía quando foi criado (Gn 2:7). Se não tivesse pecado, ele teria permanecido com esse corpo para sempre. …  Tudo que Deus criou era perfeito; portanto, o corpo de Adão e Eva também era perfeito, livre de corrupção, e adequado ao ambiente perfeito. Quando o homem pecou, sua natureza foi mudada. Portanto, antes de desfrutar a bem-aventurança do Éden restaurado, o corpo será mudado e adaptado à perfeição celestial. CBASD, vol. 6, p. 893.

52 Num momento. Do gr. en atomo, “num ponto do tempo indivisível”, “num instante”. Átomos ocorre apenas nesta passagem no NT. É a palavra da qual deriva “átomo”. Junto com a expressão “piscar de olhos”, esta frase indica a extrema rapidez com que se dará a mudança do corpo dos santos vivos. CBASD, vol. 6, p. 893.

Da última trombeta. O tempo em que se dará essa gloriosa transformação é indicado a seguir. Será na segunda vinda de Cristo, pois é então que a “trombeta de Deus” soará, e os fiéis que tiverem morrido serão ressuscitados com corpo inteiramente livre de todos os efeitos do pecado (Cl 3:4; ver com. de lTs 4:16). Então, os salvos que estiverem vivos e ansiosos pela vinda do Senhor passarão por uma maravilhosa mudança, em que todos os traços de corrupção e imperfeição serão removidos de seu corpo, que se tornará como o corpo glorioso de Cristo (ver Fp 3:20, 21; 1Jo 3:2). Eles passarão pela maravilhosa experiência de serem levados da Terra para o Céu sem morrer, como Elias, que foi um símbolo de todos os salvos que estarão vivos quando Cristo retornar (ver 2Rs 2:ll; PR, 227). CBASD, vol. 6, p. 893.

53 É necessário que. É essencial que ocorra uma mudança no corpo dos santos, seja pela ressurreição com corpo imortal incorruptível (v. 42), ou pela transformação sem ver a morte; pois não podem entrar no paraíso com as marcas da corrupção (v. 50). CBASD, vol. 6, p. 893.

54 Tragada foi a morte. A citação é de Isaías 25:8 … Quando, por ocasião da volta de Cristo, ocorrer a transformação da mortalidade para a imortalidade, tanto nos justos mortos como nos que vivem, o grande inimigo não mais perturbará os remidos. O último pensamento que lhes ocupava a mente à medida que a sombra da morte os envolveu foi o do sono que se aproximava, seu último sentimento foi o da dor da morte. Ao verem que Cristo voltou e lhes concede o dom da imortalidade, a primeira sensação será de grande regozijo, pois jamais sucumbirão ao poder da morte (ver GC, 550). CBASD, vol. 6, p. 894.

55 Ó morte. Alusão a Oséias 13:14 (ver com. ali). Neste clamor feliz e vitorioso, tanto a morte quanto a sepultura são personificadas, e as palavras são-lhes dirigidas, provavelmente por todos os santos triunfantes, que estarão libertos para sempre do sofrimento e da separação impostos pela morte. O domínio que esse inimigo exerce sobre todos desde a queda de Adão será para sempre removido dos remidos na segunda vinda de Cristo.  CBASD, vol. 6, p. 894.

Aguilhão. Do gr. kentron, “ponta aguda”, “um ferrão [como de abelha , vespa e escorpião]”. CBASD, vol. 6, p. 894.

56 O aguilhão da morte. Ou, o “pecado”. A morte, como o escorpião, tem um ferrão, um poder fatal concedido a ela por meio do pecado, a causa da morte (ver Rm 6:23). Mas os remidos não pecarão outra vez; portanto, jamais sentirão de novo o ferrão da morte (ver Na 1:9; Is 11:9; Ap 21:4). CBASD, vol. 6, p. 894.

57 Graças a Deus. Este versículo apresenta o tema ou objetivo de toda a Bíblia, a saber, que a restauração do ser humano ao favor de Deus e à condição original de perfeição e liberdade de todos os efeitos do pecado ocorre pelo poder de Deus que opera por meio de Cristo (ver Ed, 125, 126; cf. Rm 7:25). Os remidos darão louvor e graças a Deus por toda a eternidade por esse triunfo sobre o poder do adversário (ver Ap 5:11-13; 15:3, 4; 19:5,6). CBASD, vol. 6, p. 894.

58 Sede firmes, inabaláveis. Os crentes são instados a permanecer firmes na fé, sem permitir que nada os perturbe. Este apelo para se manter uma firmeza inabalável é reforçado pela verdade da ressurreição exposta pelo apóstolo neste capítulo. À luz de garantias maravilhosas para o futuro, crentes não deveriam ser influenciados pelas tentações do diabo, seja para satisfazer a carne ou se desviar dos fatos evidentes do evangelho por meio da influência das filosofias mundanas. Não se deve permitir que nada nem ninguém abalem o crente do fundamento de sua fé e esperança. CBASD, vol. 6, p. 894.

Abundantes. O grande incentivo à contínua atividade na causa da verdade é a certeza de que tais esforços não serão vãos no Senhor, mas resultarão na salvação de pessoas e no avanço da glória de Deus (ver Sl 126:6; Ec 11:6; Is 55:11; 1Co 3:8, 9). CBASD, vol. 6, p. 895.



1Coríntios 15 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
25 de dezembro de 2024, 0:45
Filed under: Sem categoria

O cerne do evangelho é “que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (v.3-4). Não é de se admirar, portanto, que Ele virá buscar aqueles que procuraram viver “segundo as Escrituras”. “Cristo, as primícias”, rompeu os grilhões da morte para que sejam salvos “os que são de Cristo, na Sua vinda” (v.23). A Bíblia é clara quanto ao estado do homem na morte. Quando Lázaro morreu, Jesus declarou: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (Jo.11:11). Assim como Jesus descansou no sepulcro e ressurgiu ao terceiro dia, os mortos estão num estado de inconsciência, de noite de sono, até a manhã gloriosa da ressurreição. Referindo-se àqueles que viram Jesus após Sua ressurreição, Paulo disse a respeito dos que já haviam morrido: “porém alguns já dormem” (v.6).

Paulo também deixou evidente de que os ressuscitados terão um corpo material glorificado: “Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita na incorrupção. Semeia-se em desonra, ressuscita em glória” (v.42). Para os gregos, era inconcebível a ideia da ressurreição do corpo material. Porém, os próprios discípulos foram testemunhas oculares de que a ressurreição de Jesus se deu de forma corpórea, ao tocarem em Suas feridas e ao Lhe darem algo para comer (Lc.24:39 e 43). Além do mais, após a morte de Cristo, a Bíblia relata a ressurreição de “muitos corpos de santos que dormiam” e de como “apareceram a muitos” (Mt.27:52 e 53).

O apóstolo precisava desmistificar da mente dos coríntios esta questão e procurou torná-la uma lição simples de se entender. Primeiro, ele deixou bem claro que crer na ressurreição de Jesus é a base da fé cristã e a nossa única esperança de remissão: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados” (v.17). A ressurreição e ascensão de Cristo de forma corpórea, como Aquele que venceu a morte eterna, é a garantia da vida eterna aos “que são de Cristo, na Sua vinda” (v.23). A humilde declaração de Paulo, ao dizer: “não eu, mas a graça de Deus comigo” (v.10), introduz a sua defesa de que, ao pregar sobre a ressurreição dos mortos, não estava falando sobre uma opinião própria, mas inspirado pelo Espírito de Deus.

Precisamos ser cautelosos quanto a teorias humanas que acabam minando a nossa fé e lançando por terra as verdades eternas das Escrituras. “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes” (v.33). Assim como aquela teoria estava abalando a igreja de Corinto, muitos falsos ensinamentos têm contaminado a igreja de Deus e prejudicado o seu avanço. Satanás, como grande estudioso da mente humana, analisa cada grupo de pessoas lançando sobre eles as filosofias que mais se adequam, a fim de que sejam completamente dominados por ideias que bloqueiam a exata compreensão do “Assim diz o Senhor”. Por isso que Paulo iniciou este capítulo com a imprescindível advertência: “Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais; por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão” (v.1-2).

A vitória de Cristo sobre a morte nos outorgou participarmos com Ele da recompensa quando Ele voltar. Ele destruirá “o último inimigo”, que “é a morte” (v. 26) e finalmente estaremos para sempre com o Senhor. Mas, “se Cristo não ressuscitou” (v.14), “comamos e bebamos, que amanhã morreremos” (v.32). Percebem a seriedade do contexto? Todo aquele que crê no Salvador ressurreto, que pagou alto preço para nos resgatar deste mundo mau, almeja o Dia em que será transformado “num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta” (v.52). “Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade” (v.53).

O batismo “por causa dos mortos” a que Paulo se refere (v.29) não faria o menor sentido se o contexto fosse interpretado ao pé da letra, porque em lugar algum na Bíblia fala sobre batismo por “procuração”. A salvação é individual e intransferível. Porém, há coerência quando a ideia é de que aqueles que aceitam o evangelho e se batizam, tomam o lugar daqueles que já morreram, no sentido de que as gerações que se foram, dão lugar às próximas gerações, que professam a mesma esperança. Ora, se a ressurreição não fosse verdade, para que batizar-se e crer no mesmo evangelho de mortos que permanecerão mortos? Entendem, amados? A expressão “por causa dos mortos” (v.29) seria melhor traduzida no grego como “em relação aos mortos”. Ou seja, o batismo só tem validade real se após a morte para o pecado houver ressurreição para uma vida de santificação. E a única morte de que não necessita ressurreição é a morte para o pecado. Como Paulo, precisamos perseverar no mesmo propósito: “Dia após dia, morro!” (v.31). O velho homem, este sim, deve ser sepultado, para dar lugar à nova criatura em Cristo Jesus.

Deus tem chamado um povo sóbrio e justo, que foge do pecado e que pensa mais no semelhante do que em si mesmo, “porque alguns ainda não têm conhecimento de Deus; isto digo para vergonha vossa” (v.34). “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (v.58). Quando isso for real na igreja de Deus, o mundo todo será advertido e, “então, virá o fim” (v.24).

Pai nosso que está no Céu, graças Te damos pela promessa da ressurreição em Cristo Jesus! Ele mesmo prometeu que os que são dEle não morrem, pois a morte é apenas um até breve para os salvos por Cristo. Livra-nos dos enganos espiritualistas destes últimos dias e firma a nossa fé na bendita ressurreição dos santos e na glorificação quando o Senhor voltar. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia e um feliz Natal, herdeiros da vida eterna em Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

#1Coríntios15 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



I CORÍNTIOS 15 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ  by Maria Eduarda
25 de dezembro de 2024, 0:40
Filed under: Sem categoria

I CORÍNTIOS 15 – Esse capítulo é o mais abrangente da Bíblia tratando da ressurreição, e temos muito a aprender!

• A ressurreição é o alicerce da fé cristã. Sem ressurreição de Cristo, a cruz seria derrota; mas com ela, o túmulo vazio torna-se o trono da vitória eterna (I Coríntios 15:1-18).

• Cristo é as primícias de nossa esperança. A ressurreição de Jesus não é apenas um evento do passado, mas a garantia viva de que a morte foi vencida e a vida reina para sempre (I Coríntios 15:19-29).

• A pregação é vazia se não houver ressurreição. Se Cristo não ressuscitou, todo sermão é um eco no vazio; como Ele vive, cada palavra pregada proclama a vitória eterna (I Coríntios 15:30-34).

• A morte perdeu seu poder através de Cristo. Na cruz, a morte rugiu; na ressurreição, ela foi silenciada. O aguilhão foi quebrado, a vida triunfou (I Coríntios 15:55-57).

• Temos certeza de que o corpo ressuscitará em glória. Hoje, somos semeados na fraqueza, mas na ressurreição floresceremos em glória, como um grão que se transforma em eternidade (I Coríntios 15:35-49).

• O que é corruptível hoje, será revestido de incorruptibilidade. O que hoje é limitado pelo tempo será revestido com a eternidade de glória no dia da segunda vinda de Cristo (I Coríntios 15:50-54).

• Por haver ressurreição, o trabalho no Senhor nunca é inútil. Quem vive para o Cristo ressurreto sabe que cada esforço no Senhor é como uma semente lançada no solo fértil do Céu. O crente que vive à luz da ressurreição é como uma tocha no meio das tempestades: Firme, porque Seu fundamento é Cristo e Sua promessa que certamente se cumprirá (I Coríntios 15:58).

“A ressurreição de Cristo foi uma amostra da ressurreição final de todos os que nEle dormem. O corpo ressurreto do Salvador, Sua conduta, o som de Sua voz, tudo era familiar aos Seus seguidores. Do mesmo modo ressuscitarão os que dormem em Jesus. Reconheceremos nossos amigos como os discípulos reconheceram Jesus. Embora tivessem sido deformados por enfermidades ou desfigurados nesta vida imortal; contudo, no corpo ressurgido e glorificado, suas identidades individuais serão perfeitamente conservados, e reconheceremos nas faces radiantes pela luz que irradia da face de Jesus os traços fisionômicos daqueles que amamos”, afirma Ellen White.

Por isso, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



I CORÍNTIOS 14 by Luís Uehara
24 de dezembro de 2024, 1:00
Filed under: Sem categoria

Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1co/14

Parece que o dom espiritual que mais foi abusado é o de falar em línguas. Paulo dedica grande parte de 1 Cor. 14 para corrigir esse abuso. O falar em línguas sobre o qual Paulo está falando aqui parece ser diferente daquele falado em Atos 2. Aqui em 1 Cor. 14, “Pois quem fala em uma língua [28] não fala aos homens, mas a Deus. De fato, ninguém o entende; em espírito fala mistérios.” (v. 2).

Em Atos 2, o registro diz: “Ouvindo-se o som, ajuntou-se uma multidão que ficou perplexa, pois cada um os ouvia falar em sua própria língua.”
Atos 2:6

Na lista de dons espirituais de Paulo, ele coloca o falar em línguas em último lugar porque é onde ele pertence em termos de importância (veja 1 Cor. 12: 8-10, 28). No que diz respeito a Paulo, o dom a se desejar é o dom de profetizar (ver 1 Cor. 14;1). Isso ocorre porque “Quem fala em língua a si mesmo se edifica, mas quem profetiza edifica a igreja.” (v. 4). O dom de profecia “é o poder de falar com autoridade por Deus, ou em nome de Deus, seja predizendo eventos futuros ou declarando a vontade de Deus para o presente.” Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 771

Onaolapo Ajibade
Aposentado: Secretário Executivo da Divisão Centro-Ocidental da África

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1co/14
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli



I CORÍNTIOS 14 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Maria Eduarda
24 de dezembro de 2024, 0:50
Filed under: Sem categoria

660 palavras

1 Que profetizeis. No capítulo 14, Paulo contrasta o dom de profecia com o de línguas, mostrando que o primeiro traz mais benefícios a um maior número de pessoas. Os coríntios exaltavam o dom de línguas acima do de profecia, sem dúvida, devido a sua natureza espetacular. Alguns talvez desprezassem a profecia, como parece ter acontecido em Tessalônica (ITs 5:20). Os coríntios foram advertidos a buscar o amor, que leva as pessoas a obter dons que beneficiam os outros, bem como a si mesmos. Não se deve buscar os dons para exaltação própria, mas para servir melhor a Deus e ajudar a igreja. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 866.

2 Língua estranha. A palavra “estranha” foi acrescentada. CBASD, vol. 6, p. 866.

Superior. O dom de profecia era superior devido a seu valor para a igreja. Mais pessoas eram beneficiadas por ele do que pelo dom de línguas. Os dons do Espírito devem ser avaliados segundo a utilidade e não segundo sua natureza espetacular. CBASD, vol. 6, p. 867.

8 Trombeta. A linguagem da trombeta era inteligível para o exército. Mas, se a pessoa que tocava a trombeta não fizesse um chamado claro, resultaria em confusão, e o exército não estaria preparado para a batalha. CBASD, vol. 6, p. 867.

20 Meninos. Os coríntios tinham muito orgulho de sua sabedoria. Eles exultavam por suas conquistas intelectuais, mas estavam se comportando como crianças em relação aos dons do Espírito. Tinham mais interesse nos dons espetaculares, como o de línguas, do que nos dons que atuavam de forma mais discreta, contudo, com mais eficiência para a igreja, como o de profecia. CBASD, vol. 6, p. 869.

Malícia. Do gr. kakia, “maldade”, “impiedade”, “depravação”, “malignidade”. Com respeito a essa qualidade, as crianças pequenas são consideradas inocentes. Essa é a atitude que será vista em todos que estão cheios do Espírito de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 869.

22 Para os que crêem. A profecia edifica a igreja, o corpo de crentes. É um sinal da presença contínua de Deus. CBASD, vol. 6, p. 870.

32 Estão sujeitos aos próprios profetas. Devia haver pessoas que afirmavam não poder ficar em silêncio quando estavam sob inspiração do Espírito Santo. Paulo rejeita essa pretensão. Os verdadeiros profetas tinham controle de sua mente e podiam falar ou permanecer em silêncio. A inspiração não elimina a individualidade e o livre-arbítrio. O agente humano expressa em seu próprio estilo e pensamento as verdades reveladas a ele. CBASD, vol. 6, p. 871.

33 Confusão. Deus não é de desordem, desunião, discórdia ou confusão. O verdadeiro culto a Deus não encoraja desordem de nenhum tipo. Este versículo apresenta um princípio geral que rege o cristianismo e deriva da natureza divina. Ele é o Deus da paz, e não se deve ensinar que Ele Se agradaria de uma forma de culto caracterizada por confusão de algum tipo. CBASD, vol. 6, p. 872.

34 Lei. As Escrituras ensinam que, devido a seu papel na queda do homem, a mulher foi designada por Deus a uma posição subordinada ao marido. Por causa da mudança na natureza humana resultante da entrada do pecado, a harmonia que o ser humano desfrutava foi alterada. Não convinha mais que o homem e a mulher tivessem a mesma autoridade na direção do lar, e Deus escolheu colocar sobre o homem mais responsabilidade na hora de tomar decisões e instruir a família. CBASD, vol. 6, p. 872.

35 É vergonhoso. Isto era assim por causa do costume dos gregos e dos judeus de que as mulheres deviam se retirar quando se discutiam assuntos públicos. A violação desse costume seria considerada vergonhosa e traria desonra à igreja. CBASD, vol. 6, p. 872.

37 Se alguém se considera profeta. Quem afirmasse ter qualquer dom do Espírito, mas se recusasse a reconhecer que a instrução dada por Paulo provinha do Senhor, demonstraria que sua inspiração não “era divina. CBASD, vol. 6, p. 873.

40 Ordem. Do gr. kata taxin, “segundo a ordem”. Na igreja, não deve haver confusão, ruído desnecessário, nem desordem. O cristão deve sempre se guardar contra o mal da formalidade no culto público. Deus não deseja demonstração exterior ou exibições de talento, mas a devoção sincera com amor externada em oração e louvor. Dignidade e reverência são essenciais, mas serão inspiradas por um genuíno senso da majestade e da grandeza de Deus, e não pela resposta ao impulso do coração natural por exaltação própria. Para que a adoração pública a Deus seja de fato reverente deve ser conduzida de modo que todos os presentes possam participar de forma inteligente de tudo o que é feito. Portanto, o uso de línguas ininteligíveis é inadequado, a menos que sejam interpretadas para o benefício de todos. CBASD, vol. 6, p. 874.

by tatianawernenburg