Reavivados por Sua Palavra


II CORÍNTIOS 3 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ  by Maria Eduarda
29 de dezembro de 2024, 0:40
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II CORÍNTIOS 3 – Este capítulo é uma rica oportunidade de aprofundar nossa compreensão sobre a relação entre a Lei e o ministério do Espírito Santo.

A nova aliança é caracterizada por uma glória que não se desvanece (II Coríntios 3:9-11). Isso remete-nos ao ministério de Cristo como nosso Sumo Sacerdote no Santuário Celestial. Ele ministra em nosso favor, intercedendo por nós (Hebreus 8:1-2).

II Coríntios 3:17 diz: “Onde está o Espírito do Senhor ali há liberdade”. Essa liberdade não é libertinagem, mas libertação do poder do pecado e da condenação da Lei. Cristo liberta-nos do domínio das trevas e convida-nos a andar na luz de Sua verdade.

O objetivo final da nova aliança é ter a Lei escrita no coração (Jeremias 31:31-33); o que implica refletir o caráter de Deus. Essa transformação não é instantânea, é um processo contínuo operado pelo Espírito Santo. Esse é o tipo de evangelho que a Bíblia apresenta, e recomenda o pregador.

Por isso, Paulo começou abordando a ideia de cartas de recomendação de seu ministério, mas fez uma transição para um conceito mais profundo: Os crentes são “cartas vivas” escritas pelo Espírito de Deus.

• A transformação do pecador é que deve recomendar o ministério do pregador!

II Coríntios 3:7-13, Paulo contrasta a glória da antiga aliança com a glória ainda maior da nova aliança. Ele fala de Moisés, cujo rosto brilhava ao descer do Monte Sinai com as taboas da lei, mas cobria seu rosto com um véu. “Moisés colocou um véu para que os israelitas não vissem que a claridade (ou ‘glória’) de seu rosto estava acabando (v. 7; Êx 34:29-35). Assim como a face de Moisés, a glória do sistema mosaico havia desvanecido (2Co 3:7). Paulo e seus coobreiros, que atuavam no ‘ministério’ de maior glória ‘do Espírito’ (v. 8) não necessitavam desse tipo de estratégia. Em vez disso, apresentavam-se abertamente com ‘muita ousadia no falar’ (v. 12)” (Bíblia Andrews).

• O pastor do verdadeiro evangelho é um canal pelo qual o Espírito Santo escreve a Lei de Deus no coração dos crentes, conduzindo-os à liberdade em Cristo (Apocalipse 14:12).

• A obra pastoral sob a nova aliança consiste em guiar pessoas num processo contínuo de transformação, tornando-as “cartas vivas” que testemunham do caráter de Deus!

Enfim, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



II CORÍNTIOS 2 by Luís Uehara
28 de dezembro de 2024, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/2co/2

A Bíblia está cheia de conselhos práticos sobre como restaurar relacionamentos. II Coríntios 2 começa assim e revela a motivação de Paulo.

Você já surpreendeu seus amigos ou familiares com uma carga de queixas que você deixou acumular até que pudesse entregá-las pessoalmente? Embora o desejo de olhar alguém nos olhos enquanto você resolve seus problemas seja admirável, isso pode sair pela culatra se o destinatário não estava esperando seu bombardeio.

Paulo evita essa armadilha escrevendo uma carta e declara suas motivações primeiro: “ Por isso resolvi não fazer outra visita que causasse tristeza a vocês.” II Cor. 2:1. Ele prossegue dizendo que está escrevendo para eles agora para que possam resolver seus problemas quando ele vier pessoalmente. Claro, sua esperança é que eles aproveitem a oportunidade para esclarecer essas questões antes que ele chegue, para que possam se alegrar juntos (versículo 3).

Esta é uma boa maneira de consertar relacionamentos: declare seu cuidado com os envolvidos, diga a eles qual problema precisa ser resolvido, dê a eles uma oportunidade de fazer o que puderem para resolver sozinhos, converse quando necessário e se alegre quando for consertado.

Karen D. Lifshay
Hermiston, Oregon, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/2co/2
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli



II CORÍNTIOS 2 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Maria Eduarda
28 de dezembro de 2024, 1:00
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Texto bíblico: 2CORÍNTIOS 2– Primeiro leia a Bíblia

2CORÍNTIOS 2 – BLOG MUNDIAL

2CORÍNTIOS 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)



II CORINTIOS 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Maria Eduarda
28 de dezembro de 2024, 0:50
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792 palavras

1 Voltar. De acordo com esta interpretação, Paulo não esteve em Corinto desde a primeira visita. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 918.

2 Se eu vos entristeço. Do gr. lupeõ, .”deixar triste”, “causar sofrimento”. Paulo estava entristecido pelas maldades desenfreadas na igreja, e a carta anterior de reprovação entristeceu os membros sinceros da igreja, bem como enfureceu outros (2Co 10:9, 10). Em tais circunstâncias, uma segunda visita teria sido dolorosa tanto a Paulo como aos coríntios. Essa situação agravaria a tristeza para todos os envolvidos. No entanto, se a carta alcançasse o resultado esperado, outra visita demonstraria alegria recíproca. CBASD, vol. 6, p. 919.

4 Muitas lágrimas. Paulo aplicou severa reprovação e disciplina, não com ira, mas com tristeza. Cristo chorou devido ao anelo que mantinha por Seu povo (Mt 23:37, 38). A reprovação que deveria reconquistar o errante nunca deveria ser feita em aspereza ou com atitude dominadora, mas com ternura e compaixão. Paulo dispunha de coragem ilimitada diante do perigo, da perseguição e da morte, mas ele chorou quando forçado a censurar seu irmão em Cristo. CBASD, vol. 6, p. 919.

7 Pelo contrário. Feita a incisão e alcançado o objetivo, o cirurgião sutura a ferida e tenta restaurar a saúde do paciente. O transgressor em Corinto foi privado do relacionamento cristão com a maioria dos membros da igreja. No entanto, após ter se arrependido, qualquer disciplina adicional seria vingativa e punitiva e o desencorajaria a ser leal a sua nova resolução. CBASD, vol. 6, p. 921.

9 Ter prova. Outro motivo para a instrução de Paulo a respeito do transgressor da igreja na epístola anterior era o desejo de verificar a obediência e lealdade deles. Os fatos confirmaram a lealdade deles. Os coríntios corresponderam à análise ao lidar fielmente com o pecado na igreja. CBASD, vol. 6, p. 921.

10 A quem perdoais. Porque a igreja de Corinto deu prova cabal de lealdade ao princípio, Paulo se une aos membros no sugerido voto de confiança. Ele reconhece a autoridade da igreja, sob Cristo, para lidar com seus problemas. Cristo delegou autoridade à igreja como uma corporação, agindo sob a direção e presidência do Espírito Santo. Vários eruditos observaram que este foi o único caso específico no registro neotestamentário do exercício da autoridade eclesiástica para reter e transferir pecados, e que, neste caso, foi exercido por Paulo, e não por Pedro. Este poder foi dado por Cristo aos apóstolos coletivamente e como representantes da igreja cristã. CBASD, vol. 6, p. 922.

13 Não tive […] tranquilidade. A ansiedade de Paulo perdurou até que finalmente encontrou Tito na Macedônia. A ansiedade era tamanha, que ele não conseguiu permanecer em Trôade, ainda que as perspectivas fossem favoráveis. Este versículo evidencia o intenso interesse pessoal de Paulo em seus conversos. Não há outro relato de Paulo se afastando de uma “porta aberta”. O obreiro de Deus mais bem-sucedido nem sempre está acima de fortes emoções que o abalam e o impedem de continuar a obra por um período. Enquanto a crise confrontou a obra de Cristo em Corinto, Paulo não teve tranquilidade nem concentrou seus talentos em outras atividades. CBASD, vol. 6, p. 923.

14 A fragrância. Isto é, a fragrância espalhada pelos portadores de incenso ao longo da procissão. Nuvens de incenso se erguiam dos altares à beira do caminho e eram sopradas dos incensários e dos templos abertos. Toda a cidade estava repleta com a fumaça dos sacrifícios e a fragrância de flores e incenso. Paulo pensa em si como um portador de incenso na procissão triunfal de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 924.

15 Bom perfume. O termo euõdia é originado de duas palavras que significam “bom” e “perfume”. A palavra euõdia é aplicada a pessoas ou coisas agradáveis a Deus. CBASD, vol. 6, p. 925.

16 Para estes. Cristo é vida ou morte para as pessoas conforme elas O aceitam ou rejeitam. Isso é inevitável, porque Ele é a única fonte de vida. Uma vez confrontada pela verdade como ela é em Cristo, nenhuma pessoa pode evitar tomar uma decisão. CBASD, vol. 6, p. 925.

17 Mercadejando. Literalmente, “vendedores”, “mascates”, “mercenários”, “negociantes”. A palavra assim traduzida sempre é usada no sentido pouco lisonjeiro. Foi utilizada, por exemplo, para o distribuidor de vinho, ou vinicultor, que adulterava o vinho, adicionando água ou outra mistura inferior, para lucrar mais. Também era usada no sentido intelectual. Platão assim se referia aos filósofos que, segundo seu modo de pensar, adulteravam a verdadeira filosofia. Paulo fala então daqueles que adulteram ou lidam enganosamente com a Palavra de Deus. O ser humano corrompe a Palavra de Deus quando a considera principalmente como um meio de ganhar a vida, quando atenua a bondade ou a severidade de seus requisitos, quando diminui as altas exigências que ela faz aos cristãos, ou quando prega a si mesmo, a sua habilidade ou aprendizado. Assim, transforma a Palavra num ministro para ele, ao invés de ser ministro da Palavra. CBASD, vol. 6, p. 926.



2Coríntios 02 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
28 de dezembro de 2024, 0:45
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Aquele que possuía um profundo zelo quanto às leis e tradições judaicas, tornou-se em zeloso servo de Deus e rico em obras de misericórdia para com aqueles que antes perseguia. Sensível às necessidades dos irmãos e transparente para com todos, Paulo revelava cada vez mais um caráter semelhante ao de seu Mestre. Repreendia, corrigia, exortava, mas sempre com brandura e com lágrimas, com o objetivo de edificar o corpo de Cristo. Seu amor a Deus era claramente notado em seu genuíno interesse pela felicidade e salvação de seus semelhantes.

Apesar da dúvida que a igreja de Corinto manifestou quanto ao seu ministério, o apóstolo mostrou a real motivação de não ter seguido o plano que antes havia feito de visitá-la, devido ao seu estado emocional. Paulo se negou a ir ter com seus irmãos “em tristeza” (v.1), provavelmente por motivo de perseguições sofridas por membros da própria igreja de Corinto. Porém, também descartou a possibilidade de ser um empecilho para que estes, observadas as devidas disciplinas (v.6), não fossem ignorados pelos demais. Pelo contrário, Paulo enfatizou a importância da igreja em perdoar ao transgressor “e confortá-lo” (v.8) em amor. Com isso, fez brilhar a luz do verdadeiro objetivo da disciplina: a salvação em Cristo Jesus.

Conhecido como um apóstolo corajoso e destemido, Paulo também demonstrou compaixão para com os que o perseguiam. Como ninguém, ele sabia o que era estar do outro lado. A misericórdia com que Jesus o buscou, aumentava em seu coração o desejo por liberar perdão. A sua alegria consistia em fazer a vontade de Deus e dedicar a seus irmãos amor “em grande medida” (v.4). Suas epístolas eram escritas “com muitas lágrimas” (v.4), mediante um coração angustiado de alguém experimentado no amor de Deus. A angústia de Paulo era para que todos fossem participantes da mesma alegria; que experimentassem do mesmo amor que o havia alcançado. Porque nenhuma tribulação era maior do que o genuíno amor que todos os dias era derramado em seu coração.

Quando estudamos as Escrituras, conhecemos a Deus, Seu caráter e propósitos eternos traçados para aqueles que O amam. Mas também percebemos que há um inimigo sagaz e astuto cujos desígnios também nos são descortinados. E “para que Satanás não alcance vantagem sobre nós” (v.11), o amor é a resposta. Porque “todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus […] pois Deus é amor” (1Jo.4:7 e 8.). Em contrapartida, aquele que diz amar a Deus e não ama a seu irmão, “é mentiroso” (1Jo.4:20) e, caso não haja arrependimento, participará do mesmo destino final do “pai da mentira” (Jo.8:44).

Perante Deus, somos considerados “o bom perfume de Cristo” (v.15). O verdadeiro amor consiste em “que Cristo deu a Sua vida por nós” e de nossa parte, “devemos dar a nossa vida pelos irmãos” (1Jo.3:16). É fácil? Não, amados, é desafiador. Porque é uma atitude que está muito acima do que possamos realizar. Na verdade, está em nossa esfera de impossibilidade. É por isso que, como Paulo, precisamos reconhecer: “Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do Seu conhecimento” (v.14). Pergunto novamente: É fácil? Não, mas é possível mediante Cristo, que “nos conduz em triunfo”.

Que o Espírito Santo nos torne, a cada dia, “o bom perfume de Cristo” (v.15), “aroma de vida para vida” (v.16). Porque, diferente de “tantos outros”, “nós não estamos” fazendo da Palavra de Deus um comércio, “antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (v.17). Aceitem ou não, acreditem ou não, perseveremos no Senhor como Seus instrumentos, instruindo, exortando, testemunhando e, acima de tudo, amando.

Pai, o amor é divino, o amor é a Tua pessoa. Por isso que para nós é tão difícil compreender e praticar, se não entendermos antes que precisamos olhar para o Senhor a cada passo e do Céu suplicar pelo batismo do Espírito Santo. Por isso, Pai, Te pedimos que nos batize com Teu Espírito, nos preenchendo do Teu fruto, das virtudes do caráter de Cristo! Dá-nos o discernimento que deste a Teu servo Paulo com relação aos nossos irmãos, para que nossos pensamentos, palavras e ações sejam motivados e regidos pelo Teu Espírito. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, bom perfume de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#2Coríntios2 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



II CORÍNTIOS 2 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ  by Maria Eduarda
28 de dezembro de 2024, 0:40
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II CORÍNTIOS 2 – Quando o povo de Deus ataca seus líderes, Satanás nem precisa lutar: Ele assiste a igreja se autodestruir.

Imagine um barco em alto-mar. Quando o vento sopra forte e as ondas ameaçam afundá-lo, o capitão precisa ter autoridade para conduzir a embarcação. Se os próprios tripulantes começam a questionar sua liderança, cortar as velas e semear desordem, o barco se perde e todos se perdem juntos.

No contexto da carta em pauta, Paulo estava sob questionamentos, calúnias e oposição vindas de dentro da igreja que ele ajudou a plantar. Para muitos em Corinto, Paulo não parecia um “apóstolo respeitável” – suas provações, fraquezas físicas e sofrimentos eram usados como argumento para desacreditá-lo. Em outras palavras, Paulo estava sendo acusado de não ter as credenciais espirituais suficientes para liderar o povo de Deus.

Por conta disso, “o tema principal de II Coríntios é a ligação entre o sofrimento e o poder do Espírito Santo na vida apostólica, ministério e mensagem de Paulo” (Bíblia do Discípulo). Paulo reage, não para exaltar-se, mas para proteger a obra de Deus e o progresso do Evangelho. Ele compreendia que fragilizar um líder – especialmente quando suas velas são “cortadas” em meio à tempestade – pode fazer a igreja derivar, tornando-a presa fácil do inimigo.

Em II Coríntios 2, Paulo demonstra sua sensibilidade pastoral e compromisso com a restauração espiritual da igreja de Corinto. Ele menciona que decidiu não visitá-los imediatamente para evitar mais tristeza, preferindo escrever para corrigir problemas com amor e discernimento (vs. 1-4). Paulo encoraja a igreja a perdoar e confortar um membro que havia sido disciplinado, ressaltando a importância de restaurá-lo para evitar que Satanás ganhe vantagem através do desânimo (vs. 5-11).

A partir do versículo 12, Paulo compartilha suas experiências em sua missão, mostrando como Deus o conduz em triunfo, mesmo através das dificuldades. Ele usa a metáfora “aroma de Cristo” para ilustrar o impacto da mensagem do evangelho na vida das pessoas. Esse “aroma” tem duplo efeito:

• É aroma de vida para os que são salvos e de morte para os que rejeitam a mensagem (vs. 14-16).

Paulo conclui reafirmando sua sinceridade na pregação, que não é motivada por interesses comerciais ou manipulação, mas pela fidelidade a Deus (v. 17).

Valorizemos a mensagem apostólica! – Heber Toth Armí.



II CORÍNTIOS 1 by Luís Uehara
27 de dezembro de 2024, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/2co/1

Paulo inicia essa carta aos Coríntios com as confortadoras palavras de que Deus estará com eles em meio aos seus problemas (vv. 3-11). Estas palavras permanecem tão relevantes hoje quanto naquela época. Hoje nós procuramos conforto por meio de Cristo, porque “como os sofrimentos de Cristo transbordam sobre nós, também por meio de Cristo transborda a nossa consolação” (v. 5, NVI).

A Bíblia não promete que não teremos provações e sofrimentos, mas que, em vez disso, encontraremos conforto durante tais momentos por meio de Jesus Cristo. E como irmãos na fé, temos a oportunidade de valorizar aqueles que nos rodeiam, que são parceiros no sofrimento, bem como parceiros no conforto (v. 7).

Se formos honestos, reconheceremos que existem vezes em que, como o apóstolo Paulo, achamos que não iremos sobreviver (v. 8). No entanto, somos um povo de esperança, porque é Jesus Cristo, Quem nos resgata de um pior “perigo de morte” (v. 12, NVI), o afastamento de Deus provocado pelo pecado. Esse resgate só foi possível através da morte de Jesus Cristo na cruz. Enquanto isso, diz Paulo, somos gratos pelas muitas orações pelo nosso ministério e pelos sofrimentos que atravessamos, assim como pelo precioso dom da salvação através de Jesus Cristo (v. 11). A oração não evita o sofrimento, mas nos dá forças para suportá-lo.

Michael W. Campbell
Diretor – Arquivos, Estatísticas e Pesquisa na Divisão Norte-Americana dos Adventistas do Sétimo Dia

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/2co/1
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara



II CORÍNTIOS 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS  by Maria Eduarda
27 de dezembro de 2024, 0:50
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Apóstolo. Do gr. apostolos (ver com. de M c 3:14; At 1:2). Paulo recebeu sua missão diretamente de Jesus Cristo (At 26:16, 17; cf. Gl 1:11, 12). Ele era um embaixador de Cristo (2Co 5:20). Na maior parte de suas epístolas, Paulo se identifica como um apóstolo, sua autoridade é igual à dos doze apóstolos, todos eles viram o Senhor e foram instruídos pessoalmente por Ele (ver com. de 1Co 9:1). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 907.

Vontade de Deus. Os falsos apóstolos que perturbavam a igreja de Corinto agiam por vontade própria. Paulo se tornou apóstolo por um ato da vontade divina (cf. Rm 1:1; 1Co 1:1). E r a imperativo que os coríntios reconhecessem essa diferença e aceitassem Paulo pelo que ele era: um representante de Deus. … A tendência na igreja era dividir os apóstolos em dois grupos, os que estiveram e os que não estiveram com Cristo. Os que estiveram com Jesus em carne eram tidos em mais estima. O último grupo foi nomeado ao apostolado pela igreja e era considerado inferior ao primeiro. Essa classificação puramente humana não era aprovada por Deus nem pelos primeiros apóstolos. Por isso, Paulo achou necessário salientar que foi chamado pessoalmente por Cristo. Ele encontrou Jesus face a face na estrada para Damasco. Foi instruído pelo Senhor Jesus Cristo (Gl 1:11, 12). Também foi comissionado por Jesus pessoalmente no templo, na primeira visita a Jerusalém depois de sua conversão (At 22:21). Uma vez que o partido da oposição em Corinto recusou suas credenciais como apóstolo, Paulo, na segunda epístola a esta igreja, afirmou sua nomeação divina ao apostolado (ver 2Co 3:1-6; 10:1-12; 11:1-12:18). Se a “vontade de Deus” era que Paulo fosse um apóstolo, que direito os judaizantes tinham de contestar sua autoridade? (ver com. de 2Co 3:1;-11:5; Gl 1:1; 2:6). CBASD, vol. 6, p. 907, 908.

O irmão Timóteo. Em nenhuma parte Timóteo é chamado de apóstolo. Ele ainda era um jovem, embora fosse companheiro de Paulo por quase 15 anos. CBASD, vol. 6, p. 908.

Igreja. Do gr. ekklêsia (ver com. de Mt 18:17). Paulo chama a igreja de Corinto de “a igreja de Deus”, significando que foi estabelecida pela vontade de Deus, assim como Paulo foi ordenado apóstolo “pela vontade de Deus”. A cidade de Corinto era ilustre devido a sua cultura, riqueza e perversidade (ver p. 724). Num dos lugares mais perversos no mundo romano, Deus estabeleceu Sua igreja. CBASD, vol. 6, p. 908.

Todos os santos. O termo hagioi, “santos” (ver com. de Rm 1:7), foi usado desde o início para designar fiéis cristãos (ver At 9:13) como separados do mundo, para Deus. CBASD, vol. 6, p. 908.

Acaia. Os romanos dividiram a Grécia em duas províncias senatoriais: Acaia e Macedónia (cf. At 19:21). Corinto era a capital da Acaia, que incluía as regiões da Atica e do Peloponeso. Na cidade também se encontrava a residência do procônsul romano ou governador. CBASD, vol. 6, p. 908.

graça e paz. Como saudação cristã, “graça” expressava o desejo de que aquele a quem era pronunciada conhecesse a plenitude da bênção e do poder divino … “Paz”, a saudação comum dos judeus, desejava ao destinatário todas as bênçãos materiais e espirituais (ver com. de Is 26:3; Mt 5:9; Lc 1:79; 2:14; Jo 14:27). CBASD, vol. 6, p. 909.

Consolação. Do gr. paraklêsis (ver com. de Mt 5:4). É por meio do Espírito Santo, o Consolador (ver com. de Jo 14:16), que Deus Se aproxima do ser.humano para ministrar às suas necessidades espirituais e materiais CBASD, vol. 6, p. 909.

Consolar. Aqueles que têm experimentado tribulação e tristeza e encontraram o “consolo” que vem de Deus conseguem simpatizar com outros em situação semelhante e apontar-lhes o Pai celeste. CBASD, vol. 6, p. 909.

A consolação. Neste termo está embutido mais do que o simples consolo na tristeza ou tribulação. Inclui tudo o que o Pai celestial pode fazer por Seus filhos terrenos (ver com. de Mt 5:4).  … Por si só, o sofrimento e a tribulação não têm poder de tornar os seres humanos semelhantes a Cristo. Na verdade, eles tornam as pessoas sombrias e amargas. No entanto, Deus santifica a tribulação, e aqueles que encontram nEle graça e força para suportá-la, solucionam um dos maiores problemas da vida (cf. Hb 2:10). CBASD, vol. 6, p. 910.

Os sofrimentos de Cristo. Como os sofrimentos de Cristo foram ocasionados por oposição, contenda, perseguição, prova e escassez, assim serão os de Seus discípulos. CBASD, vol. 6, p. 910.

O qual se torna eficaz. As aflições e consolos experimentados pelos líderes da igreja geralmente se mostram de grande valor ao povo que eles servem. CBASD, vol. 6, p. 910.

Como sois participantes. A perseverança cristã não é um estado emocional que as pessoas alcançam por si mesmas. É produto da graça e do amor divinos, operando na vida de homens e mulheres consagrados. CBASD, vol. 6, p. 910.

A tribulação. A angústia de Paulo por causa da situação da igreja de Corinto, especialmente desde a segunda visita, que tanto o afligiu (ver p. 9 0 3 , 904),e sua ansiedade pela recepção da carta anterior. Paulo reservou as expressões mais fortes para angústia mental e não para sofrimento físico. Também foi dada atenção ao alívio que Paulo sentiu com as notícias de mudança nos assuntos em Corinto (2Co 7:6, 7, 13). CBASD, vol. 6, p. 911.

Sentença. Literalmente, “resposta”. Paulo cria que Deus queria que ele entregasse sua vida em breve… O tempo do verbo grego indica que a viva recordação da experiência de morte ainda parecia real enquanto Paulo escrevia. CBASD, vol. 6, p. 911.

Não confiemos em nós. Todas as pessoas têm uma forte tendência a confiar em si mesmas, tendência que é mais difícil de ser vencida. Foram necessários “a sentença de morte” e “um espinho na carne” antes que Paulo a superasse. … Deus geralmente permite que Seu povo experimente terríveis dificuldades para perceber sua insuficiência e ser induzido a confiar e esperar na suficiência dEle. As provações são um requisito à experiência cristã (At 14:22). E fundamental para a salvação do ser humano que aprenda a depender de Cristo. A confiança em Deus é um fator essencial n a vida cristã diária. … O senso de necessidade é pré-requisito para receber os dons celestiais (ver vol. 5, p. 205, 206; ver com. de Mc 1:44; Lc 7:41). CBASD, vol. 6, p. 911, 912.

11 Ajudando-nos. Paulo tinha em alta consideração as orações unidas do povo de Deus. CBASD, vol. 6, p. 912.

Por muitos. Paulo convida os membros da família da fé para se unirem em oração pelos lideres nomeados por Deus para atender suas necessidades espirituais. A posição desses líderes e em geral muito perigosa. As responsabilidades são grandes, e os problemas são muitos. A preservação física e espiritual deles é uma questão de grande preocupação para a igreja. E igualmente importante que os ministre sintam o companheirismo amoroso de seu rebanho. CBASD, vol. 6, p. 912.

12 Nossa consciência. Alguns dos coríntios o acusaram com intenções questionáveis e falsas a respeito da mudança de planos com relação a sua visita anunciada à cidade deles (ver 2Co 1:15). No entanto, sua consciência estava livre de ofensa diante de Deus, dos gentios e, em especial, diante dos coríntios. CBASD, vol. 6, p. 912.

Sabedoria humana.”Sabedoria humana” é a sabedoria do ser humano não regenerado, “que não está sob a influência do Espírito de Deus. A sabedoria humana pode parecer profunda, mas com frequência engana. CBASD, vol. 6, p. 913.

Temos vivido. Nada como uma consciência limpa mantém firme uma pessoa que passa por diversos sofrimentos. O sofrimento é intensificado por uma consciência que afirma repetidamente que a pessoa trouxe o mal sobre si mesma, que apenas está colhendo o que plantou (ver 1Pe 2:12, 19, 20). Foi a “boa consciência” que sustentou Paulo em toda a sua provação, primeiramente em Jerusalém (At 23:1) e, depois, em Cesareia (2Co 24:16). A grandeza da estatura moral é alcançada apenas quando “o próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8:16). A convicção da clara aceitação diante de Deus e a perseverança em Sua vista é a única base permanente para a alegria duradoura. CBASD, vol. 6, p. 913.

Ledes … compreendeis. Não há sentido oculto no significado das palavras, nem ambiguidade que permita Paulo pensar em uma coisa e escrever outra. Os coríntios o acusaram de duplicidade, ao dizer uma coisa significando outra. Paulo declarou que tudo o que lhes escreveu não tem outro sentido senão o que as palavras significam. CBASD, vol. 6, p. 913.

14 Somos a vossa glória. Alguns em Corinto sentiam um orgulho sagrado em relação a Paulo e seus colaboradores. É um bom presságio para a igreja quando ministro e membros manifestam confiança mútua e motivos recíprocos para se alegrarem. CBASD, vol. 6, p. 913.

Como igualmente. No último dia, os conversos de Paulo serão sua “coroa de alegria” (ver 1Ts 2:19, 20; Fp 2:16; cf. Hb 12:2). A alegria dos ministros e dos crentes será completa naquele dia quando Cristo Se manifestar para reunir os remidos em Seu reino. Se todos mantivessem aquele dia em mente, ressentimento, hostilidade e malentendidos nunca ocorreriam. CBASD, vol. 6, p. 913.

15 Resolvi ir. A princípio, Paulo planejou viajar de Éfeso para Corinto, via marítima, e dali para a Macedônia, voltar a Corinto e ir para Jerusalém. Desta forma, ele pretendia honrá-los com duas visitas na mesma viagem, ao passo que os macedônios receberiam uma visita. Isso significava sair do caminho para passar esse tempo extra com a igreja de Corinto. Ele desistiu da visita dupla a Corinto, por causa da razão apresentada no v. 23. CBASD, vol. 6, p. 914.

Benefício. Do gr. charis, “graça” ou “favor”. Evidências textuais (cf. p. xvi) apoiam a variante chara, “alegria” ou “deleite”. Paulo informou os coríntios da mudança de planos (1Co 16:5- 6), e seus oponentes em Corinto aproveitaram a oportunidade para acusá-lo de hesitação e leviandade (2Co 1:17). Eles utilizaram esse pretexto frágil devido à má vontade pessoal para com Paulo e o desejo de desacreditá-lo. CBASD, vol. 6, p. 914.

16 Encaminhado. Do gr. propempõ, “enyiar”, “acompanhar”, “escoltar”. A palavra

propempõ é traduzida de vários modos (ver At 15:3; 20:38; 21:5; Rm 15:24; 1Co 16:6, 11). Paulo esperava representantes da igreja de Corinto para acompanhá-lo, pelo menos parte do caminho, quando deixasse Corinto e fosse a Jerusalém. Seria uma manifestação adicional do amor e respeito deles por um apóstolo de Cristo e pai espiritual deles. Alguns membros da delegação de Corinto percorreriam todo o trajeto até Jerusalém, para transportar a coleta recebida daquele local (ver At 24:17; ICo 16:1-4).CBASD, vol. 6, p. 914.

17 Leviandade. Do gr. elaphria, “ligeireza [de mente],” “instabilidade”, “inconstância”.

Quando Paulo fez a promessa, a princípio, (v. 15) pretendia cumpri-la. A mudança de planos não era consequência de inconstância de sua parte, mas para o bem deles (ver 2Co 1:23; 2:1-4). Paulo passa a explicar sua mudança de planos contra as acusações de seus oponentes. Ao que parece, foi relatado em Corinto que ele não chegaria mais diretamente de Efeso. Além disso, ele ainda não havia se explicado pessoalmente. Os oponentes aproveitaram a situação para acusá-lo de não manter a palavra e de não ser confiável. CBASD, vol. 6, p. 914.

O sim e o não? A visita dupla projetada foi evitada, não por inconstância de sua parte, mas pela falta de fé deles e pelo desejo de Paulo de não lidar duramente com eles (ver com. de Mt 5:37; cf. Tg 5:12). CBASD, vol. 6, p. 914.

18 Como Deus é fiel. Sendo representante de Deus, como Paulo apresentaria a imutabilidade de Deus e Suas promessas e, ao mesmo tempo, falaria e agiria de modo diferente? Assim como Deus é fiel, Paulo foi fiel em lidar com eles.CBASD, vol. 6, p. 914, 915.

19 NEle houve o sim. A mensagem do evangelho é positiva e inequívoca. Não envolve incertezas.CBASD, vol. 6, p. 915.

20 Têm nEle o sim. Isto é, por meio de Cristo. Todas as promessas de Deus se encarnaram nEle, e cumpriram-se nEle. Cristo é a evidência da confiabilidade de todas as promessas divinas feitas aos antepassados (ver ,.At 3:20, 21; Rm 15:8). A fé cristã é uma certeza absoluta. CBASD, vol. 6, p. 915

Amém. Isto é, verdade, fidelidade, certeza (ver com. de Mt 5:18; J o 1:51). CBASD, vol. 6, p. 915.

121 E nos ungiu. O contexto parece indicar que se refira à unção geral dos verdadeiros crentes. A unção do Espírito Santo qualificou e habilitou aqueles que, como Paulo, foram ungidos para o cumprimento efetivo de sua obra. CBASD, vol. 6, p. 915.

22 Selou. O selo é utilizado para confirmar a autenticidade de um documento sobre o qual é colocado. O “selo” que Deus põe sobre homens e mulheres os distingue como filhos e filhas, como confirmados por Cristo e dedicados a Seu serviço (v. 21 ; ver com. de Ez 9:4; Jo 6:27; Ef 1:13; 4:30; Ap 7:2, 3; 14:1). CBASD, vol. 6, p. 915.

Penhor. Paulo utiliza a imagem do penhor para ilustrar o dom do Espírito Santo aos crentes, como primeira prestação, uma segurança da completa herança na vida futura (ver Ef 1:13, 14; cf. Rm 8:16). É privilégio do cristão receber a firme convicção da aceitação de Deus como filho adotado na conversão, e preservá-la por toda a vida (ver com. de Jo 3:1), aceitar o dom da vida eterna (ver com. de Jo 3:16) e experimentar a. transformação do caráter possibilitada pela habitação do Espírito Santo (ver com. de Rm 8:1-4; 12:2; cf Jo 16:7-11). No entanto, a alegria que vem quando a vontade humana está sintonizada com a divina (ver com. de SI 40: 8), quando o coração aspira à estatura da perfeição em Cristo Jesus (ver com. de Mt 5:48; Ef 4:13, 15; 2Pe 3:18) e quando há uma caminhada diária com o Salvador, é o “penhor” de uma alegria eterna na nova Terra. … um “penhor” é parte da obrigação em si. O “penhor do Espírito” pode ser considerado equivalente às “primícias do Espírito” (Rm 8:23), que é uma amostra do que será a colheita no fim do mundo. … Os verdadeiros filhos de Deus, que possuem esta “primícia do Espírito”, não estão em situação de incerteza quanto a se Deus os aceitou em Cristo, e se possuem, em prontidão, a herança eterna (ver com. de Jo 3:16; 1Jo 3:2; 5:11). No entanto, o pagamento integral (a admissão ao Céu) é adiado para dar tempo ao desenvolvimento do caráter, para que os filhos estejam preparados para o Céu. CBASD, vol. 6, p. 916.

23 Para vos poupar. A mudança de planos foi feita em consideração pelos sentimentos ,e pelo bem deles. Era algo pelo que tinham boa razão para ser gratos. Se Paulo tivesse mantido o plano original, teria ido a eles com uma vara (1Co 4:21). Esse adiamento possibilitou que permanecesse três meses em Corinto em paz e harmonia e sem que precisasse disciplinar, o que teria sido necessário. CBASD, vol. 6, p. 917.

24 Domínio sobre a vossa fé. Como é impressionante a humildade de Paulo, em contraste com a arrogância dos líderes posteriores da igreja que, em nome dos apóstolos, usurparam a jurisdição divina sobre a consciência e a espiritualidade das pessoas (ver Nota Adicional a Daniel 7). Ao administrar os negócios da igreja hoje, ou ao aconselhar os membros da igreja, os líderes devem sempre tomar cuidado ao se interpor entre a consciência e Deus. Cada pessoa é responsável perante Deus por sua consciência e pelas ações. CBASD, vol. 6, p. 917

Pela fé, já estais firmados. A maioria dos coríntios permaneceu firme na fé, a despeito dos ventos de doutrina e insatisfação que sopraram sobre a igreja como uma tempestade e abalaram seus alicerces.CBASD, vol. 6, p. 917.



2Coríntios 01 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
27 de dezembro de 2024, 0:45
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A segunda epístola de Paulo aos coríntios possui um teor corretivo quanto a alguns assuntos, e esclarecedor quanto a outros. Em sua saudação inicial, ele se apresentou como “apóstolo de Cristo pela vontade de Deus” (v.1). Ou seja, um título que não lhe sobreveio por vontade própria, mas pela eleição divina. Rendendo graças a Deus, o apóstolo mostrou que os sofrimentos e tribulações enfrentados pelos cristãos possuem caráter probante. Estamos todos neste mundo passando por uma espécie de “estágio probatório”. O nosso período de experiência na provação revelará se seremos ou não aprovados para a seleção de eleitos efetivos.

Paulo abordou um lado dos momentos difíceis que nem todos nós estamos dispostos a aceitar. A confiança em Deus é provada nos momentos de maior aflição, gerando uma espécie de “catalisador” da paciência e da perseverança. O cristão que firma em Deus toda a sua esperança e confiança, potencializa a sua fé e recebe uma consolação que transborda e supera todo o sofrimento. Os sofrimentos do discipulado, quando suportados por amor a Cristo, se tornam em eficaz consolação não somente para benefício do que sofre, mas também de outros que, passando pelos mesmos sofrimentos, recebem semelhante conforto. Pelo testemunho vitorioso de um, muitos são impulsionados para a mesma vitória.

Não há nada mais poderoso, não há instrumento mais eficaz do que o testemunho de uma vida dirigida por Deus. A maioria tem sido iludida por um cristianismo barato e de facilidades que apresenta a prosperidade como prova da aprovação divina, quando não há nada mais precioso do que uma consciência em paz com Deus e uma vida “com santidade e sinceridade de Deus” (v.12). A preocupação de Paulo era sempre a de esclarecer as benesses e também os reveses de seu ministério. Não era um ministério inconstante e desorganizado, mas fiel e ungido para propósitos grandiosos e bem definidos.

Meus irmãos, tenham sempre em mente de que “a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança” (Tg.1:3). Cristo mesmo afirmou: “É na vossa perseverança que ganhareis a vossa alma” (Lc.21:19). E também foi Ele que declarou: “Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, dia a dia, tome a sua cruz e siga-Me” (Lc.9:23). Portanto, que ao nos depararmos com as dificuldades, lembremos dos sofrimentos do nosso Salvador, que tudo suportou dando glórias a Deus para nos conceder eterna consolação.

Ó, Santo Deus, a Tua justiça sobre nós é a nossa garantia de que somos mais do que vencedores! Os sofrimentos deste mundo não podem ser comparados com a glória que nos está preparada no mundo porvir. Por isso, Pai, toma-nos em Teus braços de amor e fortalece-nos para suportarmos estes dias finais na certeza de que a nossa redenção se aproxima. Batiza-nos com Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, perseverantes no Senhor!

Rosana Garcia Barros

#2Coríntios1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



II CORÍNTIOS 1 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Maria Eduarda
27 de dezembro de 2024, 0:40
Filed under: Sem categoria

II CORÍNTIOS 1 – “Esta é uma carta mais pessoal, na qual Paulo defende sua reputação como apóstolo. Provavelmente certos leitores modernos ainda se sintam ofendidos pelo tom defensivo da epístola. Alguns membros da igreja cristã em Corinto questionavam a autoridade de Paulo e não o consideravam como um verdadeiro apóstolo. Seria isto importante para o avanço do evangelho? Sem dúvida! O autor imagina que a sua mensagem será rejeitada se ele consentir que o seu caráter e sua credibilidade sejam solapados. Este tipo de ponderação deve levar os cristãos de todas as épocas a analisar o custo de desestabilizar a liderança da igreja. Sempre que a igreja fere seus mensageiros a mensagem sofre” (Bíblia do Discípulo).

• É certo que minar a autoridade espiritual de um líder é como cortar as velas de um barco em meio à tempestade: O avanço da igreja fica à deriva.

• Aqueles que desestabilizam a liderança da igreja não apenas semeiam discórdia temporária, mas colhem eternos prejuízos no avanço do evangelho.

• Quando os membros desvalorizam os líderes eclesiásticos, a mensagem que eles carregam é enfraquecida e comprometem a missão que Deus confiou à igreja.

Por isso, Paulo reagiu para defender sua liderança! Ele apresenta a importância de proteger a liderança espiritual e assim fomentar a unidade da igreja.

Em II Coríntios 1, Paulo mostra que o ministério é um fardo espiritual pesado, e os líderes necessitam do apoio, oração e amor do povo de Deus. Paulo destaca o papel do consolo na vida da igreja. Ele ensina que Deus nos consola para que possamos consolar outros em suas dificuldades. Esse princípio também se aplica a líderes espirituais:

• Assim como o povo depende do consolo e da orientação de seus pastores, os pastores dependem do apoio, amor e oração dos membros da igreja.

A igreja é um corpo. Quando ferimos os líderes, ferimos a nós mesmos. Quando sustentamos os líderes em oração, amor e ação, fortalecemos a obra do Senhor e avançamos juntos em unidade.

Que Deus, o Pai das misericórdias e Deus de toda consolação, nos ensine a ser consoladores na vida dos líderes espirituais.

Sejamos instrumentos de apoio e encorajamento para que o Evangelho avance com poder, e o nome de Cristo seja proclamado até os confins da Terra! – Heber Toth Armí.