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665 palavras
Todos os acontecimentos de 20.1-21.36 ocorreram na terça-feira da Semana da Paixão – um longo dia de controvérsia. Bíblia de Estudo NVI Vida.
1 estando Jesus a ensinar o povo no templo e a evangelizar. Jesus estava trazendo as boas novas de Deus e, ao mesmo tempo, seus inimigos estavam conspirando contra Ele. Bíblia de Genebra.
principais sacerdotes … escribas … anciãos. Parece ser uma delegação do Sinédrio. Bíblia de Genebra.
2 com que autoridade fazes estas coisas? Especialmente a purificação do templo (19.45ss), que era um desafio violento às autoridades judaicas. Só o Messias teria tal autoridade, mas é impossível reconhecer a autoridade divina, se não estivermos dispostos a nos submetermos a ela.Bíblia Shedd.
5-6 Notar que eles não estavam preocupados com a verdade, mas com as consequências de suas possíveis respostas. Bíblia de Genebra.
16 Tal não aconteça! Ou seja, “nem pense nisso!”. Esta forte exclamação foi proferida quando os fariseus reconheceram na parábola um retrato do próprio destino (ver PJ, 295). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 948.
O povo reconhece as implicações da parábola e rejeita a possibilidade de que Deus, o proprietário da vinha, os destruiria. Andrews Study Bible.
17 A pedra que os construtores rejeitaram. O Salmo 118 foi cantado ao se completarem os muros de Jerusalém em 444 a.C. O v 22 desse salmo citado aqui referia à volta de Israel à Palestina e seu restabelecimento como nação. Bíblia Shedd.
principal pedra. O judaísmo esperava uma renovação gloriosa do templo, nos dias do Messias. 1Pe 2.4-9 mostra que esta esperança se cumpriu na edificação espiritual do templo que é a Igreja, o Corpo de Cristo (cf Jo 2.19-22; Ef 2.20-22). Bíblia Shedd.
22 é lícito … ? Isto significa ”está de acordo com a lei de Deus?” Bíblia de Genebra.
24 Jesus … tornou claro que há deveres próprios para com Deus, mas também deveres para com o estado. Bíblia de Genebra.
25 Dai. Gr apodote, “pagai de volta”. Não é somente lícito, mas também um dever. Bíblia Shedd.
27 saduceus. Lucas menciona os saduceus somente aqui. Nenhum dos escritos deles permaneceu, por isso só os conhecemos através de seus oponentes. Eles eram conservadores e aristocratas e contavam os sumos sacerdotes entre os de sua classe. Rejeitavam a tradição oral dos fariseus e não encontravam base para a doutrina da ressurreição no Pentateuco [cinco livros de Moisés, a Torá]. Bíblia de Genebra.
34-36 Os saduceus achavam que se houvesse uma vida após a morte, seria algo semelhante a uma repetição desta vida. Jesus nega isto. O casamento é uma parte essencial desta vida, mas não da vida futura; portanto, a pergunta dos saduceus era inválida. Bíblia de Genebra.
35 O casamento, como nós conhecemos, será substituído por algo melhor, o que ainda não sabemos. Andrews Study Bible.
34 filhos deste mundo. Lit “século”, significa aqueles que, como os saduceus materialistas, adotam este mundo como seu alvo e exemplo. Bíblia Shedd.
36 filhos da ressurreição. …indica simplesmente os que ressuscitaram dos mortos. Eles receberam vida novamente pelo mesmo poder que lhes dera vida a princípio. Todo seu ser foi reconstituído para a vida em um mundo novo. CBASD, vol. 5, p. 949.
37 no trecho referente à sarça (Êx 3.2). Antes da divisão em capítulos e versículos, as passagens nas Escrituras eram mencionadas por seu conteúdo. Bíblia de Genebra.
As divisões em capítulos foram feitas em 1244 d.C. e em versículos entre os séculos VI e X. Bíblia Shedd.
39 alguns dos escribas … respondeste bem! Na sua grande maioria eram fariseus, os quais aceitavam a ressurreição (At 23.6-8), e portanto aprovaram a resposta de Jesus. Bíblia Shedd.
44 Na ordem patriarcal, o mais velho não podia honrar o mais novo assim. É uma referência à preexistência e deidade de Cristo, o Messias (cf Mt 22.41ss; Mc 12.35ssn). Sendo eterno, Ele é antes de Davi, como também de Abraão (cf Jo 8.58). Bíblia Shedd.
A inevitável resposta é que o Cristo [Messias] é mais do que somente um filho de Davi. Jesus, portanto, responde indiretamente à pergunta: “Com que autoridade fazes estas coisas?”. Andrews Study Bible.
45 Ouvindo-O todo o povo. Em outras palavras, enquanto os escribas e fariseus estavam ouvindo Jesus. CBASD, vol. 5, p. 949.
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Texto bíblico: LUCAS 19 – Primeiro leia a Bíblia
LUCAS 19 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lc/19
Assim como Zaqueu, quando você aceita a Jesus como seu Salvador, também é preciso corrigir alguns aspectos de sua vida. Não se preocupe com o que a multidão irá dizer ou pensar. É a aprovação de Jesus que conta. Você pode perder a sua reputação ou os seus bens, mas Deus pode abrir as comportas do céu e dar-lhe enormes riquezas espirituais, ainda maiores do que as recebidas até agora. O que Zaqueu recebeu naquele dia foi a inestimável garantia de Jesus: “Hoje houve salvação nesta casa! Porque este homem também é filho de Abraão.” (Lucas 19:9).
A salvação não é apenas uma mudança nos registros do céu. A salvação se processa dentro de nós e vem na pessoa de Jesus. Ele Se convida à nossa casa, para comer e viver conosco. Ele quer realizar em nós o que disse ser a Sua missão: “Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido.” (v. 10 NVI). Como Zaqueu, receba Jesus com alegria e conceda a Ele o controle da sua vida e do que você tem.
Douglas Jacob
Seminário, Southern Adventist University
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/luk/19
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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3045 palavras (com destaques, em azul)
2 Zaqueu. Do gr. Zakchaios, do heb. Zakkai, que significa “puro”. … Zaqueu seria hoje um funcionário do Ministério da Fazenda. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 938, 939.
maioral dos publicanos. Jericó, na fronteira com a Transjordânia (Pereia) facilitava a arrecadação de impostos. Zaqueu, sendo chefe, recebia uma porcentagem de todos os impostos coletados. Bíblia Shedd.
O vau a leste de Jericó era um dos três pontos mais importantes entre o Mar da Galileia e o Mar Morto, nos quais o rio poderia ser atravessado mesmo na primavera. CBASD, vol. 5, p. 939.
e rico. Apoiados por Roma, os publicanos costumavam recolher mais impostos do povo do que a lei exigia (ver p. 53, 54; ver com. de Lc 3:12). CBASD, vol. 5, p. 939.
Zaqueu é um tipo de pessoa tida por “impossível aos homens” (cf 18.24-27). Bíblia Shedd.
3 procurava ver quem era Jesus. Não como o curioso Herodes (9.9), nem como as multidões incrédulas (cf 11.16, 24ss), mas com a insistência do cego (cf 18.41n). Bíblia Shedd.
É possível que ele já esperasse uma oportunidade de ver Jesus havia algum tempo. O início da obra de João Batista se deu em Betânia [não a aldeia de Maria, Marta e Lázaro], do outro lado do Jordão, local não identificado, mas que talvez ficasse perto de Jericó (ver com. de Mt 3:2; Jo 1:28), e Zaqueu se unira às multidões que o ouviam pregar (DTN, 553). Talvez ele estivesse entre os publicanos que perguntaram a João: “Mestre, que havemos de fazer?” (Lc 3:12). Zaqueu ficou impressionado com a mensagem de João e, embora não tenha passado por uma conversão verdadeira na época, as palavras do Batista começaram a crescer como fermento em seu coração (DTN, 553). Antes dessa ocasião, Zaqueu ouvira de Jesus e começara a obra de confissão e restituição (DTN, 553). Cheio de expectativa, ele ansiava ver a Cristo e aprender dEle o estilo de vida mais perfeito. CBASD, vol. 5, p. 939.
mas não podia, por causa da multidão. As ruas estreitas das cidades antigas, em geral pouco mais amplas do que os braços abertos de uma pessoa, de uma parede a outra, dificultavam ainda mais o problema de Zaqueu. CBASD, vol. 5, p. 939.
4 correndo adiante. Zaqueu ouviu a notícia de que o Mestre havia entrado em Jericó. (ver DTN, 553). Sem dúvida, com as multidões que passavam pela cidade a caminho da Páscoa [em Jerusalém], o chefe dos cobradores de impostos … estaria mais ocupado que de costume. Mas ele pôs tudo em ordem a fim de ter um vislumbre de Cristo. CBASD, vol. 5, p. 939.
subiu a um sicômoro. Um procedimento indecoroso para um homem como Zaqueu. Ele estava disposto a ser excêntrico para não perder a oportunidade de um vislumbre do Mestre. CBASD, vol. 5, p. 939.
sicômoro. Trata-se de uma árvore baixa, de galhos espalhados, que proporciona boa sombra. Dificilmente uma árvore como esta seria encontrada nas ruas das cidades antigas. Elas geralmente ficavam à beira da estrada, fora da cidade. CBASD, vol. 5, p. 939.
6 Me convém ficar hoje em tua casa. Esta é a única ocasião registrada em que Jesus Se convida para ficar na casa de alguém. Um homem da posição de Zaqueu certamente teria cômodos amplos para receber convidados, e Cristo sabia que o publicano não passaria vergonha mesmo que as visitas fossem inesperadas. Não se diz como Jesus reconheceu Zaqueu a ponto de chamá-lo pelo nome. É possível que alguns dentre a multidão tenham contado ao Mestre, mas é bem provável que seja um exemplo de conhecimento sobrenatural (ver Jo 1:47). CBASD, vol. 5, p. 940.
7 Todos … murmuravam. Para o “povo” era mais fácil louvar a Deus pelo milagre da cura de Bartimeu (cf 18.24), do que pelo milagre maior da conversão de um grande pecador (cf 15.28, 30). Bíblia Shedd.
8 resolvo dar aos pobres a metade de meus bens. Para os judeus, cuidar dos pobres era o mais importante ato de piedade e de aplicação prática da religião. Deus deixou instruções específicas quanto ao cuidado desse grupo (ver Lv 19:10, 15; 25:35-42; Et 9:22; Rm 15:26; ver com. de Mt 5:3). CBASD, vol. 5, p. 940.
A disposição voluntária de distribuir livremente a riqueza que ele havia adquirido de forma injusta era uma evidência da conversão de Zaqueu. “Não é genuíno nenhum arrependimento que não opere a reforma” (DTN, 555). A iniciativa voluntária de Zaqueu foi o oposto da recusa do jovem rico de abrir mão de suas riquezas quando Jesus o chamou a fazê-lo (ver com. de Mr 19:21, 22). A experiência de Zaqueu evidencia que um rico pode entrar no reino dos céus (ver com. de Mt 19:23-26). CBASD, vol. 5, p. 940.
Zaqueu demonstra a realidade da sua conversão pela profunda gratidão que sente ao ver em Cristo o único valor real. Bíblia Shedd.
quatro vezes mais. Quando a restauração era voluntária, a lei de Moisés exigia apenas o acréscimo de um quinto do valor tomado (ver Lv 6:5; Nm 5:7). A restauração quatro vezes mais era uma das penalidades extremas por roubo deliberado com perda dos bens (ver Êx 22:1; ver com. de 2Sm 12:6). … O montante que Zaqueu prometeu restaurar era a melhor evidência de que ele havia passado por uma sincera mudança. CBASD, vol. 5, p. 940.
9 salvação. Jesus tinha dito precisamente que é difícil um rico ser salvo (18:24-25); a salvação de Zaqueu mostra que isso não é impossível (18.27). Bíblia de Genebra.
filho de Abraão. Judeu verdadeiro – não somente por ser da linhagem de Abraão, mas também por andar “nos passos da fé” de Abraão (Rm 4.12). Jesus reconheceu o publicano como tal, embora a sociedade judaica o tivesse excluído. Bíblia de Estudo NVI Vida.
o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido. Ou, “o que estava perdido” (NVI). Ver com. de Mt 1:21. O termo da ARA sugere todos os pecadores. No entanto, Jesus veio restaurar não só as pessoas, mas também tudo aquilo que se perdeu por causa do pecado do ser humano. O mundo em si será conduzido novamente à beleza edênica, habitado por uma raça sem pecado e “o que estava perdido” será transformado nos “tempos da restauração de todas as coisas” (At 3:21). CBASD, vol. 5, p. 941.
11 propôs. O texto grego diz, literalmente, “acrescentou e disse”, o que seria uma redundância. Trata-se de uma expressão idiomática hebraica usada em outras partes do NT e que evidencia uma influência do hebraico no texto dos evangelhos (Lc 20:11, 12; At 12:3; etc.; ver também Gn 4:2; 8:12; 25:1; Jó 29:1). CBASD, vol. 5, p. 941.
A parábola das minas tem o propósito de combater a ideia de que Jesus estabeleceria Seu reino terrestre ao chegar a Jerusalém. Bíblia Shedd.
…os discípulos ainda acreditavam que Ele seria aclamado rei de Israel e que aceitaria o trono de Davi. … A base para essa concepção errônea sobre os objetivos de Cristo era a expectativa messiânica disseminada pelos rabinos, que se baseava numa interpretação equivocada das profecias messiânicas do AT(… cf. Rm 11:25; 2Co 3:14-16). CBASD, vol. 5, p. 941.
o Reino de Deus ia se manifestar. Esperavam que o Messias aparecesse em poder e em glória para estabelecer seu reino terrestre, derrotando todos os inimigos políticos e militares dos judeus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
12 A parábola dos talentos (Mt 25.14-29) parece-se com esta, mas naquela as quantidades são maiores e variam de tamanho, testando os servos em sua competência para tarefas maiores. Aqui, as quantidades são menores e as mesmas para todos (v. 13). A parábola ensina que cada um tem uma tarefa básica – servir a Deus fielmente. Bíblia de Genebra.
Certo homem nobre. Fica claro que Jesus está representando a Si próprio. Há uma semelhança notável entre esta parábola, comumente conhecida como a parábola das minas, e a dos talentos (Mt 25:14-30). Há também diferenças notáveis. CBASD, vol. 5, p. 942.
partiu para uma terra distante. É possível que Jesus tenha baseado esta parábola em fatos históricos com que Seus ouvintes estivessem familiarizados (ver com. de Lc 15:4). CBASD, vol. 5, p. 942.
13 Chamou dez servos seus, confiou-lhes dez minas. Cada servo recebeu uma mina, o equivalente a cem dracmas (15.8, nota), ou o pagamento de vários meses de trabalho. Bíblia de Genebra.
Do gr. mnai, palavra derivada do heb maneh (ver vol. 1, p. 142, 145). Nos tempos de Cristo, a mna, “mina”, era equivalente a 356,4g, 1/60 de um talento e prata, equivalente a cem dracmas. … uma mina equivalia ao salário de cem dias de trabalho. CBASD, vol. 5, p. 942. [Ver tb o com. de Dn 5:25, 26, “mina, mina, sheckel”].
Negociai até que eu volte. Ver Lc 19:15; cd Ez 27:9, 16, 19, 21, 22. A quantidade de 385 g de prata parece ser pouca para o “homem nobre” dar a um de seus “servos” como capital. … Entretanto esta era uma forma de testar as habilidades de cada servo, com a expectativa de atribuir responsabilidades mais importantes no futuro. As palavras “até que eu volte” sugerem que o nobre planejava ficar fora durante um período indeterminado. Por meio dessas palavras, Cristo também subentende que Ele também ficaria fora por um período considerável antes de voltar para dar a recompensa aos fiéis. CBASD, vol. 5, p. 942.
14 seus concidadãos o odiavam e enviaram após ele uma embaixada. Quando Arquelau, filho de Herodes, foi a Roma procurando por seu reino, seus súditos judeus enviaram uma delegação para pedir que ele não fosse feito rei sobre eles. Bíblia de Genebra.
Não queremos. Os judeus não queriam aceitar a Cristo como seu rei. Perante Pilatos, declararam: “não temos rei, senão César!” (Jo 19:15), rejeitando a Jesus por completo. CBASD, vol. 5, p. 942, 943.
15 Quando ele voltou, … mandou chamar os servos. O nobre queria saber como os seus servos haviam se saído na administração de seus bens e planejava lhes atribuir responsabilidades como oficiais em seu reino, a cada um segundo a habilidade demonstrada. CBASD, vol. 5, p. 943.
16 o primeiro. São relatadas só as experiências de três dos dez servos, como exemplos de variados graus de desempenho. CBASD, vol. 5, p. 943.
rendeu dez. O lucro foi de mil por cento do capital investido. … O primeiro servo servo demonstrou habilidade incomum em sua iniciativa de negócios. Isso refletia sua devoção ao senhor, além de diligência e fidelidade no cumprimento de seus deveres. CBASD, vol. 5, p. 943.
16-19 Dois servos trabalharam bem e foram recompensados com posteriores oportunidades de serviço, proporcionais ao seu sucesso. Notar a modéstia deles (“tua mina rendeu”). Bíblia de Genebra.
20 lenço. Do gr soudarion, do latim sudarium, derivada do radical sudor, “suor”. O “lenço” era um pedaço de pano usado como peça de vestuário. Papiros mencionam o soudarion como parte do dote da noiva. CBASD, vol. 5, p. 943.
21 tive medo de ti. O principal motivo do temor deste servo era sua atitude errada em relação ao mestre, que parecia esperar que cada um fizesse seu melhor absoluto e nada menos. Fica óbvio que este servo era preguiçoso. O teste que o “nobre” lhe dera, se bem aproveitado, teria sido útil para ajudá-lo a superar essas características. CBASD, vol. 5, p. 943.
o que não semeaste. O que o servo disse, na verdade, foi: “De qualquer maneira, você pegaria o que eu ganhei e eu não teria recompensa por meus esforços. Qual é, então, o sentido de me preocupar tanto?” A recompensa recebida pelo primeiro e segundo servo é prova de que a falha se encontrava no terceiro servo, não no senhor. CBASD, vol. 5, p. 944.
22-26 A punição por não usar o que recebeu foi perder o que tinha recebido, um princípio de ampla aplicação. Os que usam suas oportunidades espirituais encontram mais, enquanto os que nada fazem com elas perdem a habilidade que tinham recebido. Bíblia de Genebra.
22 por tua boca. Os que sempre culpam os outros pela falta de sucesso acabam denunciando os próprios defeitos de caráter. Deixam claro que não podem ser encarregados de maiores responsabilidades. CBASD, vol. 5, p. 944.
23 banco. Do gr trapeza, “mesa”; refere-se à mesa de um cambista, daí, “banco” (ver Mt 21:12; Mc 11:15; Jo 2:15). CBASD, vol. 5, p. 944.
24 Tirai-lhe. O servo não parece receber castigo, a não ser a punição de devolver sem juros o capital que lhe fora confiado. CBASD, vol. 5, p. 944.
26 mais será dado. Os que buscarem no evangelho lucros espirituais para si e para o próximo ficarão espiritualmente mais ricos, mas os que negligenciarem ou esbanjarem o que lhes for dado ficarão empobrecidos, perdendo até mesmo o que já possuem. Bíblia de Estudo NVI Vida.
27 Quanto a esses meus inimigos … executai-os. Isto é, aqueles que se rebelaram na ausência do nobre e tentaram impedi-lo de receber seu reino. … Ao que tudo indica, os opositores do nobre não mudaram a conduta. Continuavam a ser contrários a seu governo, e a única forma de resguardar a paz e a segurança do reino era eliminá-los de uma vez por todas. CBASD, vol. 5, p. 945.
Jesus, também, retornará para estabelecer Seu reino, mas Seu julgamento será fundamentado na justiça, em contraste com o desejo de ganho pessoal e poder evidenciado pelos reis seculares. (Sl 9:8). Andrews Study Bible.
28 subindo para Jerusalém. Ou seja, de Jericó, no vale do Jordão. Em cerca de 25 km, eles subiram 1,5 mil metros de altitude. CBASD, vol. 5, p. 945.
29 aconteceu. Somente Lucas narra o clímax da entrada triunfal, que ocorreu no cume do monte das Oliveiras (v. 41-44). CBASD, vol. 5, p. 945.
Betfagé. Aldeia próxima à estrada que vai de Jericó a Jerusalém. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Betânia. Outra aldeia, cerca a 4 km a sudeste de Jerusalém (Jo 11.18). Nela moravam Maria, Marta e Lázaro. Bíblia de Estudo NVI Vida.
30 um jumentinho. Foi profetizado que um rei entraria em Jerusalém em um jumento, trazendo salvação e paz a toda a terra (Zc 9.9-10). Andrews Study Bible.
no qual ninguém montou. O qual não tinha sido submetido a uso secular (Nm 19.2; 1Sm 6.7). Bíblia de Estudo NVI Vida.
33 Apenas Lucas observa que os donos da jumenta e do jumentinho (ver Mt 21;2) questionaram os dois discípulos enviados para procurá-los. CBASD, vol. 5, p. 945.
31-34 o Senhor precisa dele. Este é o padrão de mordomia no NT. Bíblia Shedd.
32 acharam segundo lhes dissera Jesus. Profecia cumprida era a credencial de um profeta [Esta foi a razão do desespero de Jonas: porque Nínive não foi destruída; e a razão de sua fuga]. Jesus tem o dom da profecia (cf 22.13, 21, 34) e conhece os segredos dos homens (7.30s; cd Jo 1.47ss). Bíblia Shedd.
35-36 pondo suas vestes sobre ele. As vestes, evidentemente, serviam de sela; as roupas pelo caminho formavam um tapete virtual. Bíblia de Genebra.
37 Esta entrada em Jerusalém cumpriu a profecia (Zc 9.9) e foi uma proclamação pública da messianidade, porém messianidade de uma espécie distintiva, uma vez que o jumentinho era o animal de um homem de paz. Um rei conquistador estaria montado num cavalo. O povo parece ter reconhecido a realeza, mas não viu a ênfase sobre a paz. Bíblia de Genebra.
Tradicionalmente, os líderes de uma cidade sairiam para saudar uma autoridade com grande aclamação. Isto foi deixado para os seguidores de Jesus, que celebravam Sua chegada com alegria. Andrews Study Bible.
38 Uma citação do Sl 118.26, porém com uma referência explícita ao Rei. Apenas Lucas tem as palavras “paz” e “glória”. Ele não inclui “Hosana”, que os leitores gentílicos podiam não entender. Bíblia de Genebra.
repreende os teus discípulos. Ao invés de dar as boas vindas ao Rei, estes fariseus O repreendiam. Andrews Study Bible.
39 alguns dos fariseus. Na noite anterior, os líderes de Israel haviam decidido matar Jesus. … O fato de as multidões deixarem de lado os cultos no templo a fim de ter um vislumbre de Jesus (DTN, 571), especialmente com a temporada pascal se aproximando, era um presságio do declínio do poder dos líderes religiosos da nação, que temiam que Cristo permitisse que as pessoas O coroassem (DTN, 572). CBASD, vol. 5, p. 945.
40 se eles se calarem, as próprias pedras clamarão. Quem é Jesus não será mais segredo. Mesmo que os discípulos deixem de anunciá-lO, as pedras darão testemunho, como fizeram na destruição de Jerusalém (21.6), em cumprimento da palavra de Cristo (v 44). Cf Josefo, Guerras, 6, 5, 3. Bíblia Shedd.
41 vendo a cidade, chorou. Nesta ocasião, … Jesus chorou audivelmente, pois Ele era capaz de ver aquilo que a multidão não conseguia enxergar: o terrível destino de Jerusalém nas mãos do exército romano, menos de 40 anos depois. CBASD, vol. 5, p. 945.
41-42 Só Lucas registra o lamento de Jesus quando chegou perto da cidade. Jesus sabia que a emoção das multidões não correspondia à genuína percepção espiritual e que as ações levadas a efeito trariam inevitavelmente a guerra e não a paz. Bíblia de Genebra.
42 Ah! Se conheceras … o que é devido à paz! Isto é, as coisas que os líderes e o povo necessitavam saber a fim de impedir a calamidade e assegurar prosperidade e paz. Eram os requisitos que Deus esperava dos judeus, a fim de poder honrá-los plenamente como nação e transformá-los em Seus representantes para as nações da terra. CBASD, vol. 5, p. 945, 946.
44 a oportunidade que Deus lhe concedeu (NVI). Deus veio até os judeus na pessoa de Jesus, o Messias, mas não O reconheceram, e o rejeitaram (v. Jo 1.10, 11; cf. Lc 20.13-16). Bíblia de Estudo NVI Vida.
não reconheceste o tempo da tua visitação (NKJV). Um termo [visitação] usado para a vinda de Deus, para o bem (Gn 50.24), como aqui, na pessoa de Jesus, o Messias, mas também, quando não atendido, para julgamento (Êx 32:33-34). Andrews Study Bible.
43 sobre ti virão dias. Com visão profética do futuro, os olhos de Jesus captam o que viria e visualizam o exército de Roma cercando Jerusalém e deixando-a desolada. CBASD, vol. 5, p. 946.
os teus inimigos te cercarão de trincheiras. Do gr charax, “estaca”, “fortificação” ou “plataforma de proteção”. Josefo (Guerra dos Judeus, vi.2; ix.2; xi.4 a xii.2) descreve o cumprimento desta profecia. Ao cercar Jerusalém, a princípio os romanos construíram fortificações de madeira e terra. Quando os judeus as destruíram, os romanos as substituíram por um muro. CBASD, vol. 5, p. 946.
e, por todos os lados, te apertarão o cerco. os romanos cercaram Jerusalém e fizeram seus habitantes passar fome até se renderem. Quando a escassez de alimentos levou ao pânico, as legiões romanas atacaram a cidade e a tomaram. CBASD, vol. 5, p. 946.
44 não deixarão em ti pedra sobre pedra. …indica completa destruição. CBASD, vol. 5, p. 946.
45 Marcos (11.11-17) deixa claro que essa purificação ocorreu após a entrada triunfal, na segunda-feira da Semana da Paixão. Bíblia de Estudo NVI Vida.
no templo. Especificamente, no átrio exterior (dos gentios), onde animais para os sacrifícios eram vendidos a preços injustos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
45-46 Casa de oração transforma-se em covil de Ladrões, quando: 1) O Senhor da casa não é reconhecido (v 42; cf Ml 3.1); 2) A avareza (cf Jr 7.11) substitui a adoração e o amor (cf 1Co 13); 3) A casa do Senhor (“minha”) é tratada como “nossa” (cf 1Co 6.19); 4) Palavras e petições egoístas suplantam a intercessão (Tg 4.2, 3). Bíblia Shedd.
47-48 O templo era um lugar normal para o ensino. A oposição a Jesus agora inclui um novo grupo – “os maiorais do povo”. Os leigos proeminentes tinham agora se juntado aos sacerdotes e escribas. Bíblia de Genebra.
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“Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido” (v.10).
Os publicanos eram os responsáveis por recolher os impostos e prestar contas ao Império Romano. Sua função, portanto, não era benquista pelos judeus, principalmente pelo fato de muitos deles serem corruptos. Aproveitando-se de seu cargo e do apoio do exército de Roma, cobravam além do que lhes havia sido ordenado receber. Era dentro deste contexto que se encontrava Zaqueu, odiado por seus patrícios e dono de uma riqueza que não lhe era devida. Mas ele ouviu falar de Jesus, o Homem que pregava e curava sem nada cobrar. O único judeu que não se esquivava em sentar para comer com publicanos e pecadores.
A Bíblia diz que Zaqueu “procurava ver quem era Jesus” (v.3). Ansiava por avistar Aquele em quem depositou a sua última esperança de sentir-se verdadeiramente amado ao menos uma única vez. Mas devido à sua baixa estatura e “por causa da multidão” (v.3), seu objetivo estava comprometido. O seu coração, porém, não poderia suportar a ideia de ter chegado tão perto e deixar escapar a oportunidade de sua vida. Deixando a multidão para trás, ele correu e “subiu a um sicômoro” (v.4) para ver Jesus. De forma inconsciente, Zaqueu exerceu uma fé tão grande quanto a da mulher do fluxo de sangue. Aquela mulher lutou contra uma multidão para apenas tocar nas vestes de Cristo. Zaqueu saiu do meio da multidão e subiu em uma árvore “a fim de vê-Lo” (v.4).
O que ele não esperava era que o seu olhar seria correspondido. Pensando ter subido para ver Jesus, na verdade, Jesus já o tinha avistado em meio à multidão assim como, em meio à agitação das massas, parou para olhar para a mulher que O havia tocado. A mulher desejava apenas Lhe tocar, mas Ele olhou para ela e falou com ela. Zaqueu desejava apenas vê-Lo, mas Ele olhou para ele, falou com ele e comeu com ele em sua casa. Esta é a prova incontestável de que não somos nós que encontramos a Jesus, mas é Ele quem nos busca. Porque Ele “veio buscar e salvar o perdido” (v.10). Seu amor não tem limites e rompe qualquer barreira, provando que “os impossíveis dos homens são possíveis para Deus” (Lc.18:27).
Os judeus não esperavam um Rei que andasse na companhia de prostitutas e cobradores de impostos; que tocasse em leprosos e colocasse crianças no colo; que expulsasse os cambistas do templo e vivesse um estilo de vida simples; que lhes advertisse ao invés de elogiá-los. Eles realmente não esperavam um Messias que lhes revelasse a impureza de seus corações e a necessidade de se tornarem servos bons e fiéis. Imagino Jesus olhando para o alto daquele sicômoro e revelando um largo sorriso que comoveu o coração de Zaqueu a descer daquela árvore como de um salto e recebê-Lo com alegria (v.6). Mas ao avistar Jerusalém, Jesus “chorou” (v.41). Enquanto o povo a contemplava como lugar sagrado, Jesus viu a sua ruína por não reconhecerem a oportunidade da sua visitação (v.44).
Quando Jesus olha para nós, como será que tem sido a reação dEle? Um dia Ele terá que realizar “a Sua estranha obra” (Is.28:21). Na Sua presença serão destruídos todos que não O aceitaram como Senhor e Salvador de suas vidas (v.27) e que se deixaram levar pelo murmúrio das multidões (v.7), arrancando profusas lágrimas dos olhos do Eterno. Mas o profeta Isaías também declara que “Ele verá o fruto do penoso trabalho de Sua alma e ficará satisfeito” (Is.53:11). Quando cada um de nós, de forma individual, entender que Jesus não para com o intuito de olhar multidões, e sim cada um individualmente, também iremos entender que a “casa de oração” (v.46) deve ser um sicômoro e não um palácio.
Então, como um só povo que reconhece a sua miserável condição e completa dependência do Senhor Jesus Cristo, dentro em breve, contemplaremos o Seu sorriso, enquanto declaramos: “Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no Céu e glória nas maiores alturas!” (v.38).
Pai nosso, clamamos pela Tua presença em nossa casa! Almejamos Te ver, Te conhecer e tê-Lo em nosso lar todos os dias. Que as boas-novas do evangelho que o Senhor nos confiou sejam convertidas em bênçãos sem medida na vida de muitas outras famílias. Que não sejamos ignorantes acerca do tempo em que vivemos, mas que o Teu Espírito nos revele mediante a Tua Palavra e nos purifique para sermos o Seu templo. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, motivo do sorriso de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Lucas19 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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LUCAS 19 – O Comentário Bíblico Adventista sintetiza este capítulo da seguinte forma:
• O publicano Zaqueu (Lucas 19:1-10).
• As dez minas (Lucas 19:11-27).
• A entrada triunfal de Cristo em Jerusalém (Lucas 19:28-40).
• Jesus chora pela cidade (Lucas 19:41-44), expulsa do templo vendedores e compradores e ensina ali todos os dias. Os líderes judeus desejam matá-lO (Lucas 19:43-48).
Lucas 19 apresenta uma progressão dramática que revela o contraste entre a graça oferecida por Cristo e a rejeição endurecida de Israel.
O texto apresenta um contraste entre aqueles que reconhecem sua necessidade de salvação e aqueles que, cheios de justiça própria, rejeitam o convite divino. A história de Zaqueu mostra um homem que, apesar de sua posição como cobrador de impostos, busca arrependimento e transformação, simbolizando a abertura de coração necessária para receber a Cristo. Na parábola das dez minas, Jesus enfatiza a responsabilidade dos servos em administrar fielmente o que lhes foi confiado até Seu retorno. A entrada triunfal em Jerusalém reflete a aceitação pública de Jesus como Rei, ainda que momentânea, enquanto Seu lamento sobre a cidade e a purificação do Templo expõem a rejeição generalizada dos líderes judeus.
No templo Jesus revelou tristeza e frustração. Ao chorar por Jerusalém, Jesus lamentou a cegueira espiritual dos religiosos, que, devido ao seu orgulho e justiça própria, distanciaram-se irreversivelmente de Deus. Isso arrancou lágrimas de Cristo, que fizera de tudo, mas não teve chances.
“Orgulhosos, cheios de justiça própria e independentes, haviam se separado cada vez mais do Céu, até que se tornaram súditos de Satanás. A nação judaica estivera durante séculos a forjar as cadeias com as quais aquela geração estava irrevogavelmente aprisionando a si mesma” (Ellen White).
• Já dizia o sábio que “o caminho do insensato parece-lhe justo” (Provérbios 12:15) e ainda revela que “o orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda” (Provérbios 16:18). “Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos de morte” (Provérbios 14:12).
• Jesus não determinou o destino de Jerusalém, apenas sabia que a atitude dela traria um fim indesejado (Lucas 19:41-44); pois, “quem insiste no erro depois de muita repreensão, será destruído, sem aviso e irremediavelmente” (Provérbios 29:1). Graciosamente, Jesus ainda avisou – mas, não adiantou!
E nós, aprenderemos a lição? Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: LUCAS 18 – Primeiro leia a Bíblia
LUCAS 18 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lc/18
Se não se entra no céu por causa de realizações e status pessoais, e não se entra no céu por causa de riqueza, como alguém pode ser salvo? Qual foi a resposta de Jesus? O odiado publicano e qualquer um que busque entrar no céu reconhecendo a necessidade de um Salvador será honrado; por causa de sua confiança simples, até mesmo crianças serão salvas diante dos orgulhosos e realizados.
Lucas conclui o registro desses ensinamentos de Jesus com a história de um cego reunido com outros mendigos ao longo da Estrada de Jericó. Podemos ouvi-lo gritando: “Por que toda essa comoção? O que está acontecendo? A multidão composta de curiosos, ricos, pobres, os odiados romanos e, talvez até mesmo Zaqueu, responde: “Jesus de Nazaré”. Mas leia o que Lucas registra a seguir — que é facilmente ignorado. O cego não repete o grito da multidão. Em vez disso, ele irrompe com um título associado ao Messias, “Jesus, Filho de Davi”. Seu grito reconhece seu relacionamento com Seu Redentor. Esse clamor por reconciliação, por restauração da cegueira do pecado e degradação sem esperança não pode ser ignorado por Jesus. Hoje, esse é o clamor que Ele anseia ouvir para que possa nos reconciliar com Ele.
Verlyne Starr
Professora aposentada da Faculdade de Administração da Southern Adventist University, Tennessee, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/luk/18
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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1566 palavras
1-8 Disse-lhes Jesus uma parábola. A data devia ser março de 31 d.C., pouco depois da ressurreição de Lázaro … e algumas semanas antes da última Páscoa. E o local devia ser alguma parte da Pereia. CBASD – Comentários Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 930.
Como 16.1-8, esta é uma parábola de contraste. Se um juiz que não teme a Deus (ou ao homem) pode ser levado a vingar uma viúva importuna, quanto mais o Justo Juiz do universo (cf Tg 4.12). No contexto, os crentes perseguidos são encorajados a orar confiantes em Deus, durante o intervalo que há entre a ascensão e a segunda vinda de Cristo. Bíblia Shedd.
3 viúva. No AT [viúva] representa (com os órfãos) os desamparados e destituídos de todos os recursos (Sl 68.5; Lm 1.1). Bíblia Shedd.
5 molestar-me. Literalmente, “dar-me um olho preto [roxo]” (Jesus conta a estória com humor). Andrews Study Bible.
7 Se mesmo um juiz injusto (v. 6) fará aquilo que é direito, quanto mais Deus? Bíblia de Genebra.
8 depressa. Isto é, no tempo de Deus (2Pe 3.8) e não segundo o nosso [Sem demora = com certeza, cf. Ap. 22:20]. Bíblia de Genebra.
9 Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos. Embora eles não sejam mencionados diretamente, fica claro que Jesus estava pensando nos fariseus. CBASD, vol. 5, p. 932.
por se considerarem justos. Isto é, segundo os próprios padrões de justiça, que os fariseus, de modo geral, colocavam em prática meticulosamente, ou pelo menos fingiam fazê-lo. O padrão farisaico de justiça consistia na observância estrita das leis de Moisés e da tradição rabínica. Em essência, era a justificação pelas obras. O conceito farisaico e legalista de justiça operava com base na premissa de que a salvação deve ser merecida por meio da observância de determinado padrão de conduta. Esses líderes davam pouca ou nenhuma atenção à devoção necessária a Deus e à transformação dos motivos e objetivos da vida do ser humano. Os fariseus enfatizavam a letra da lei, ignorando seu espírito. CBASD, vol. 5, p. 932, 933.
desprezavam. Aqueles que se consideram modelos de virtude costumam olhar para as outras pessoas com desprezo. CBASD, vol. 5, p. 933.
10 Dois homens. Um deles se considerava santo e subiu com o propósito de se engrandecer diante de Deus e dos semelhantes. O outro olhava para si como um pecador e subiu para confessar suas faltas ao Senhor, clamar por misericórdia e obter perdão. CBASD, vol. 5, p. 933.
subiram ao templo. A palavra deve ser usada em referência à subida das regiões mais baixas da cidade até o monte Moriá [do templo]. CBASD, vol. 5, p. 933.
um, fariseu. Ser fariseu era o mais elevado ideal judaico de piedade na época. CBASD, vol. 5, p. 933.
outro, publicano. Em contrapartida, o publicano representava o nível mais baixo da escala social judaica. CBASD, vol. 5, p. 933.
11 de si para si mesmo. Ou seja, de maneira inaudível, talvez mexendo os lábios ou sussurrando. Aparentemente, o fariseu estava se dirigindo a si mesmo, não a Deus.
Ó Deus, graças Te dou. Sem dúvida, o que ele queria dizer seria: “Senhor, Tu deves ser grato por ter uma pessoa como eu entre aqueles que vêm Te adorar. Sou bem superior ao povo comum. … O povo comum ficava muito distante de seu exaltado padrão de justiça própria. CBASD, vol. 5, p. 933, 934.
nem ainda como este publicano. Quando os olhos do fariseu detectaram a presença daquele vigarista da sociedade, orou dizendo mais ou menos assim: “Senhor, é deste tipo que estou falando, aquele detestável cobrador de impostos. Alegro-me por não ser como ele.” CBASD, vol. 5, p. 934.
12 jejuo duas vezes por semana. O jejum não era ordenado na lei mosaica, a não ser o jejum do Dia da Expiação. Os fariseus, no entanto, também jejuavam nas segundas e nas quintas-feiras (v. 5.33; Mt 6.16; 9.14; Mc 2.18; At 27.9). Bíblia de Estudo NVI Vida.
De acordo com a teologia dos fariseus, um crédito suficiente de atos supostamente meritórios cancelava a dívida de atos de maldade. CBASD, vol. 5, p. 934.
13 não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu. Olhar para cima era costume quando se fazia oração, mas este homem estava muito consciente de sua indignidade para fazer isto. Ele simplesmente pediu por misericórdia, reconhecendo o seu pecado. Bíblia de Genebra.
batia no peito. Literalmente, “continuava a bater no peito”. As ações do cobrador de impostos evidenciam a sinceridade de suas palavras e constituem uma expressão vívida de seu senso de indignidade. Ele se sentia indigno até mesmo de orar. Mas a consciência de sua necessidade o impelia a fazê-lo. CBASD, vol. 5, p. 935.
tem misericórdia de mim (NVI). O publicano não defende suas boas obras, mas, sim, recorre à misericórdia de Deus para lhe perdoar os pecados. Bíblia de Estudo NVI Vida.
pecador. A consciência da própria necessidade é a primeira condição para ser aceito por Deus, numa percepção de que, sem Sua misericórdia, estaríamos completamente perdidos (ver PJ, 158). Em contraste com o fariseu, sem dúvida, o publicano pensou em muitos vícios e sabia que já os praticara todos; pensou nas virtudes e reconheceu que não possuía nenhuma delas. Assim como o apóstolo Paulo, ele sabia que era pecador (ver 1Tm 1:15) e necessitava da graça divina. … O publicano fala como se não existissem outros pecadores e ele fosse o único. Assim como o fariseu, ele se coloca numa classe totalmente separada. Não era virtuoso como as outras pessoas; era um pecador. O fariseu se considerava muito acima dos “demais homens” (Lc 18:11); o publicano se considerava muito abaixo dos outros. CBASD, vol. 5, p. 935.
14 este desceu justificado para sua casa, e não aquele. Isto é, por Deus (Rm 1.17n; 5.1). O fariseu, justificando-se a si mesmo, rejeita a justiça gratuita de Deus (cf Rm 3.20). Bíblia Shedd.
O fariseu confiou nos seus próprios méritos, não tendo descoberto que nenhuma justiça humana é suficiente diante de um Deus que exige perfeição (Mt 5.48). O publicano confiou na graça de Deus e a encontrou. Bíblia de Genebra.
O publicano sabia que era pecador (ver v. 13) e essa percepção abria caminho para que Deus o declarasse “sem pecado” – um pecador justificado pela misericórdia divina. … Era a atitude dos dois homens em relação a si próprios e ao Senhor que fazia a diferença. CBASD, vol. 5, p. 935.
exalta. O problema do orgulho em oposição à humildade está no centro do grande conflito. CBASD, vol. 5, p. 935.
Lucas 18:14 encerra a “grande inserção” de Lucas, nome às vezes dado ao trecho de Lucas 9:51-18:14 (ver com. de Lc 9:51), pelo fato de os outros evangelhos não registrarem a maior parte dos eventos e ensinos desta seção. CBASD, vol. 5, p. 935.
17 pequeninos… dos tais é o reino de Deus. Receber o reino requer: 1) Humildade, 2) Confiança, 3) Proximidade e 4) Uma relação pessoal, como a da criança, que revela maior receptividade diante do amor de Cristo. Bíblia Shedd.
18 homem de posição. Uma expressão geral para significar alguém da classe superior. Bíblia de Genebra.
19 Bom Mestre. Esta não era uma forma comum de tratamento no Judaísmo; era mera bajulação. O homem presumiu que seus feitos lhe assegurariam a vida eterna. Bíblia de Genebra.
Por que me chamas bom? Isto é, “sabes o que dizes? Só aquele que reconhece quem Eu sou, pode chamar-Me bom sem ser hipócrita”. Bíblia Shedd.
22 vende tudo. Este desafio revelou que aquele homem não tinha realmente entendido os mandamentos. Quando ele se defrontou com a escolha, tornou-se claro que seus bens vinham antes de Deus. Bíblia de Genebra.
Jesus viu que este governante precisava, literalmente, abandonar todas as suas posses para ser completamente comprometido com Deus (ver 3:10; 19:8-9). Andrews Study Bible.
26 quem então pode ser salvo? (NKJV). Os ricos eram considerados ser especialmente favorecidos por Deus. Se eles não pudessem ser salvos, quem poderia? Andrews Study Bible.
27 Os impossíveis do homem são possíveis para Deus. Deus, apenas, é capaz de salvar. Andrews Study Bible.
30 no presente. Os seguidores de Jesus não precisam esperar até que cheguem “ao céu” para começar a receber Suas bênçãos, porque algumas podem ser recebidas mesmo agora. Andrews Study Bible.
34 Eles, porém, nada compreenderam acerca destas coisas [sobre vv 31-33, os sofrimentos e morte próximos]. Lucas reflete mais do que os outros sinóticos [os evangelhos de Mateus e Marcos] sobre a completa falha dos discípulos em compreender as tristes verdades que Jesus procurava revelar a eles. O motivo era que a mente deles estava cheia de conceitos equivocados quanto à natureza do reino que Cristo viera fundar. Parece que eles não tiravam da cabeça [“não admitiam”] qualquer coisa que não estivesse de acordo com suas ideias preconcebidas sobre o assunto (ver DTN, 547, 548). CBASD, vol. 5, p. 936.
35 Ao aproximar-se Jesus de Jericó, um homem cego. Lucas dá a entender que Jesus estava entrando em Jericó, enquanto Mateus e Marcos dizem que o incidente ocorreu quando eles saíam de Jericó (Mt 20.30; Mc 10.46). Parece ter havido duas “Jericós” que distavam aproximadamente em 1,5 km uma da outra; as ruínas da cidade do Antigo Testamento, conquistada por Josué (Js 6), e a cidade construída por Herodes, o Grande. O encontro pode ter acontecido quando Jesus estava deixando a cidade antiga e entrando na nova. Bíblia de Genebra.
Mateus relata que dois cegos foram curados (ver nota em Mt 20.30). É provável que, pelo fato de um deles tomar a palavra e se destacar, Marcos e Lucas não mencionam o outro. Bíblia de Estudo NVI Vida.
43 todo o povo. Lucas acrescenta algo que Mateus e Marcos não mencionam: a reação dos que testemunharam o milagre. Em contraste com os líderes judeus, que costumavam atribuir o poder de Jesus ao diabo (ver com. de Mt 12.24), o povo comum, cuja percepção não fora cegada pelo preconceito, creditava a Deus o poder de Cristo. CBASD, vol. 5, p. 936.
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“Não fará Deus justiça aos Seus escolhidos, que a Ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?” (v.7).
O “dever de orar sempre e nunca esmorecer” (v.1), é retratado na parábola do juiz iníquo. Sem o temor do Senhor e sem respeito por “homem algum” (v.2), aquele juiz desempenhava a sua função no rigor de suas próprias vontades. Em sua estupidez e parcialidade, não fazia caso da viúva, que insistentemente requeria a sua intervenção. Mas apesar de suas constantes negativas, aquela mulher provou que sua perseverança era maior, conseguindo, enfim, o que por tanto tempo pleiteou.
Aquele juiz jamais pode ser uma representação de Deus, e sim da corrupção humana. Se a insistência pode mover uma autoridade ímpia a atender ao pedido de uma desamparada, quanto mais o Pai celestial não atenderá ao pedido dos Seus filhinhos que a Ele “clamam dia e noite” (v.7)! E embora pareça que demore, “depressa lhes fará justiça” (v.8). A oração, bem como o diligente exame das Escrituras, vivifica a alma e a fortalece na certeza de que o que não se pode ver agora, certamente há de se materializar. E a pergunta tão oportuna em nossos dias é: “Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na Terra?” (v.8).
De acordo com Hebreus 11:1, “a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem”. Em suma: é crer para ver. É a plena confiança de que “vai cumprir-se tudo quanto está escrito” (v.31). Não podemos, porém, confundir fé com presunção. O contraste entre a oração do fariseu e a oração do publicano revela essa diferença. Confiar em si mesmo, por se considerar justo, desprezando os outros, é uma ofensa aos olhos de Deus e tem sido uma atitude mais comum do que possamos imaginar. Quantas vezes você e eu não olhamos para a miséria humana e pensamos, até de forma inconsciente, estar em mais privilegiada condição? Como o jovem rico, depositamos nossa confiança em uma vida financeira estável ou, à semelhança do fariseu, em obras religiosas, quando podemos estar tão cegos quanto o cego “à beira do caminho” (v.35).
Por vezes, Jesus advertiu Seus discípulos acerca do que iria Lhe suceder. E mais claro do que Ele descreveu em detalhes no capítulo de hoje, só desenhando. “Eles, porém, nada compreenderam […] não percebiam o que Ele dizia” (v.34). A noção que tinham a respeito da salvação era toda baseada no regime das tradições e não na verdade imutável do amor incondicional de Deus. Mas em cada fariseu obstinado e em cada pecador transformado, as escamas dos olhos do grupo apostólico caíam, desvendando-lhes o mais sublime cenário: a vida de Jesus.
Nunca foi tão atual o apelo do apóstolo Paulo: “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11). Um “tempo de angústia qual nunca houve” (Dn.12:1) está no limiar de acontecer, já revelando os seus primeiros sinais. E só estará pronto aquele que, como Jacó, persistir em lutar em oração. Enquanto lutava com o próprio Senhor, Jacó clamava pelo perdão divino e reclamava a promessa de Deus de que tudo acabaria bem. Relatando este episódio, Ellen White escreveu:
“Jacó prevaleceu porque foi perseverante e resoluto. Sua experiência testifica do poder da oração insistente. É agora que devemos aprender esta lição de oração que prevalece, de uma fé que não cede. As maiores vitórias da igreja de Cristo, ou do cristão em particular, não são as que são ganhas pelo talento ou educação, pela riqueza ou favor dos homens. São as vitórias ganhas na sala de audiência de Deus, quando uma fé cheia de ardor e agonia lança mão do braço forte do Todo-Poderoso” (Patriarcas e Profetas, CPB, p.203).
Oremos amados! Oremos como nunca oramos antes! E como Jacó, clamemos: “Não Te deixarei ir, se me não abençoares” (Gn.32:26).
Pai amoroso, Deus bondoso, o que há de mais sujo e corrupto é o que o Senhor nos pede: o nosso coração. Oh, Deus eterno, toma o nosso coração inteiramente em Tuas santas mãos e purifica-o para Ti! O apelo para sermos como crianças nunca foi tão atual e urgente. Completa dependência, confiança, humildade e sinceridade precisam reger a nossa vida pelo poder do Espírito Santo. Sem o Teu Espírito, não somos nada, Pai! Nossas justiças são como o trapo da imundícia. Entregamos a nossa vida por inteiro ao Senhor, Justiça Nossa! Habita em nós, ó Senhor! Consola-nos em nossa tristeza com o bálsamo da esperança em Cristo Jesus! Pelos méritos de Cristo e em nome dEle nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, homens e mulheres de oração!
Rosana Garcia Barros
#Lucas18 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100