Reavivados por Sua Palavra


ATOS 22 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
18 de novembro de 2024, 0:45
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Toda a Bíblia foi escrita apontando para o plano da redenção. Desde a entrada do pecado no mundo, foi revelado ao ser humano a obra salvífica do Descendente da mulher e a derrota da antiga serpente (Gn.3:15). O perfeito sacrifício de Cristo garantiu ao homem o resgate de sua condição pecadora, cobrindo todo penitente com Seu manto de justiça. A Bíblia, porém, apresenta um único pecado como sendo imperdoável; uma verdade que saiu dos lábios do próprio Jesus, quando afirmou: “Em verdade vos digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e as blasfêmias que proferirem. Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno” (Mc.3:28-29).

O pecado contra o Espírito Santo não se trata apenas de difamar o Seu nome, mas de rejeitar a Sua obra no coração a tal ponto de não mais ouvir a Sua voz. A mulher de Ló, por exemplo, cometeu este pecado selando o seu destino eterno. Em Gênesis 19 percebemos que, atendendo à intercessão de Abraão, dois mensageiros celestiais foram enviados a fim de salvar Ló e sua família. Mas a escolha insensata de Ló em fixar residência em Sodoma lhe custou a perdição de toda a sua casa. Ao lermos a história, percebemos que Deus, em Sua infinita bondade e misericórdia, fez de tudo para salvar aquela família. Mas o escárnio dos genros de Ló, a morte de sua esposa e o plano incestuoso de suas filhas são provas irrefutáveis de que quando ultrapassamos os limites estabelecidos por Deus a nossa queda pode ser fatal e irreversível.

Paulo apelou a suas três origens: religiosa, cristã e de nascimento. Religiosa, a fim de deixar bem claro que o zelo pela lei que havia aprendido desde a infância permanecia intocável. Cristã, porque, ao conhecer Jesus, tudo o que havia aprendido ganhou novo significado. E de nascimento, a fim de ser poupado de um sofrimento desnecessário e que traria graves consequências para seus algozes. Quando o apóstolo disse a seus irmãos que estava disposto até mesmo a morrer pelo nome de Jesus, não significa que não faria de tudo para conservar a sua integridade física. Dar as costas ao açoite sabendo haver a possibilidade de se ver livre do opróbrio não seria um ato de coragem, mas de estupidez.

O poderoso testemunho de Paulo, suas palavras ditas com reverente autoridade e cheias do poder do Espírito Santo não foram suficientes para alcançar os corações obstinados que o interromperam, gritando: “Tira tal homem da terra, porque não convém que ele viva!” (v.22). Como o foi com Jesus, Paulo experimentou o desprezo de seu próprio povo e estava prestes a passar por semelhante sessão de açoites não fosse o escape de sua cidadania romana. Interessante, amados, que os carrascos de Paulo baixaram seus instrumentos de tortura e deram para trás ao saberem que Paulo era cidadão romano, mas aqueles que surraram o nosso Salvador e O crucificaram não tiveram esta reação diante da declaração da cidadania de Cristo: “O Meu reino não é deste mundo” (Jo.18:36). Observem que era questão extremamente grave punir um cidadão romano sem um justo julgamento. Mas aqueles que se orgulhavam de fazer parte da nação eleita de Deus não faziam caso de matar seus próprios irmãos usando de seus injustos critérios.

Nos últimos instantes deste mundo, se levantará, do meio do povo de Deus, uma classe que perseguirá os santos do Altíssimo com tanto furor quanto os de fora. “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios” (1Tm.4:1). Estes serão precisamente os piores inimigos do povo de Deus, conforme está escrito: “Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros” (Mt.24:10). O pecado contra o Espírito Santo os tornará finalmente réus de pecado eterno. Sobre este tempo, revela a palavra profética:

“Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé na mensagem do terceiro anjo, mas não tem sido santificada pela obediência à verdade, abandona sua posição, passando para as fileiras do adversário. Unindo-se ao mundo e participando de seu espírito, chegaram a ver as coisas quase sob a mesma luz; e, em vindo a prova, estão prontos a escolher o lado fácil, popular. Homens de talento e maneiras agradáveis, que se haviam já regozijado na verdade, empregam sua capacidade em enganar e transviar as almas. Tornam-se os piores inimigos de seus antigos irmãos. Quando os observadores do sábado forem levados perante os tribunais para responder por sua fé, estes apóstatas serão os mais ativos agentes de Satanás para representá-los falsamente e os acusar e, por meio de falsos boatos e insinuações, incitar os governantes contra eles” (EGW, O Grande Conflito, CPB, p.608).

O álibi da cidadania usado por Paulo não valerá de nada quando o mundo for agitado pela última tempestade. Pelo contrário, ao declararmos a nossa cidadania celestial e a firme esperança de que muito em breve, “de um sábado a outro” (Is.66:23), estaremos adorando ao Senhor pelos séculos eternos, despertaremos a derradeira fúria de Satanás e seus agentes que tentarão destruir a nossa fé. Portanto, amados, hoje, agora, é tempo de buscarmos ao Senhor enquanto podemos achá-Lo e invocá-Lo enquanto ainda está perto (Is.55:6). Logo, o Espírito Santo encerrará a Sua obra e somente os “que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem” na Terra (Ez.9:4), receberão o selo que lhes abrirá os portais eternos.

Então, “porque te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome” de Jesus (v.16)! E se você já é batizado, renove o seu compromisso com Cristo e, dia após dia, clame pelo poder do Espírito Santo a fim de fazer a vontade de Deus. Como alguém que necessita desta mesma obra salvífica diária, eu imploro: Não perca mais tempo! Pode ser a sua última chance!

Pai de amor, bondade e misericórdia, graças Te damos porque mesmo em meio a situações de injustiça, o Teu Espírito nos concede a sabedoria no momento em que mais precisamos. O Senhor nos chama a proclamar a Tua verdade a todos, ainda que a maioria a rejeite. A obra é Tua e nós somos Teus. Que se faça a Tua vontade em nós e por meio de nós. Usa-nos em Teu serviço e, como foi com Paulo, concede-nos a ousadia e o discernimento necessários a fim de que nossa vida Te glorifique e o Senhor volte logo. Queremos ir para casa, Senhor! Volta logo! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, cidadãos do Reino dos Céus!

Rosana Garcia Barros

#Atos22 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ATOS 22 – COMENTÁRIO PR. HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
18 de novembro de 2024, 0:40
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ATOS 22 – Há vários discursos (sermões) em Atos:

• Quatro sermões de Pedro: No Pentecostes (2:14-36), no templo (3:12-26), dois deles perante o Sinédrio (4:8-12; 5:29-32).
• Um sermão de Estevão sobre a teimosia de Israel (7:1-56).
• Sete sermões de Paulo: Na sinagoga de Antioquia da Pisídia (13:16-41), contra a adoração grego-romana (14:15-18), aos atenienses no Areópago (17:21-23), aos líderes da igreja de Éfeso (20:17-35), diante da multidão judaica em Jerusalém (22:1-21), diante de Félix (24:10-21), e diante de Agripa (26:1-29).

Esses sermões têm como propósito central testemunhar sobre Jesus Cristo, Sua ressurreição, e o chamado ao arrependimento e à fé para a salvação. Os principais pregadores em Atos, proclamam corajosamente a nova aliança tanto para judeus quanto para gentios, em diversas ocasiões e para audiências diferentes. Cada sermão se adapta ao contexto e ao público específico, mas compartilham uma mensagem fundamental: Jesus.

Em Atos 22, o sermão de Paulo ocorre em Jerusalém, diante de uma multidão judaica hostil que o acusa falsamente de profanar o templo e desrespeitar a Lei. Foi-lhe permitido falar ao povo e aproveitou a oportunidade para contar seu testemunho pessoal em defesa de sua fé em Cristo. Ele estrutura seu discurso em torno de três tópicos principais:

• Sua identidade judaica e formação: Paulo inicia identificando-se como judeu, criado em Jerusalém e instruído por Gamaliel, um dos rabinos mais respeitados da época. Salienta seu zelo pelas tradições judaicas e sua perseguição anterior aos cristãos. Assim, estabelece conexão com seus ouvintes, demonstrando compartilhar a mesma herança e fervor religioso (Atos 22:1-5).

• Sua conversão dramática: Em seguida, Paulo narra seu encontro sobrenatural com Jesus, apontando para a autenticidade de sua experiência de conversão e chamado de Cristo (Atos 22:6-20).

• Sua missão aos gentios: Finalmente, Paulo fala sobre sua vocação específica de levar o evangelho aos gentios (Atos 22:21). Ao iniciar esse ponto, Paulo foi interrompido, sem poder concluir seu sermão.

Ao mencionar a missão aos gentios, a multidão enfureceu-se, pedindo que Paulo fosse retirado e morto. Porém, a cidadania romana de Paulo favoreceu-o a ser levado sob custódia romana para sua proteção (Atos 22:22-29).

Não devemos titubear em nosso testemunho:

• Quando testemunhamos, damos voz à graça de Deus que age em nossa história!
• Nossa conversão é o sermão mais poderoso que podemos pregar!

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



ATOS 21 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
17 de novembro de 2024, 1:34
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Texto bíblico: ATOS 21 – Primeiro leia a Bíblia

ATOS 21 – BLOG MUNDIAL

ATOS 21 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



ATOS 21 by Luís Uehara
17 de novembro de 2024, 0:55
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/at/21

Quando Paulo chegou a Jerusalém, teve uma reunião com Tiago, o equivalente ao líder máximo da igreja naquele momento “e todos os anciãos” (v.18). Embora tenham dado glória a Deus pelo trabalho que Paulo havia feito entre os gentios, ao longo dos últimos cinco anos, alguns desses líderes “não conheciam pessoalmente as circunstâncias e necessidades peculiares encontradas pelos missionários em campos distantes.” Eles achavam que tinham autoridade para “direcionar seus irmãos nesses campos” (Atos dos Apóstolos, p. 223).

Paulo concordou em participar de um rito de purificação judaica no templo, e que erro isso mostrou ter sido! No último dia do festival, alguns dos “judeus da província da Ásia” (v. 27), seus antigos inimigos, o viram e criaram um grande alvoroço. Eles arrastaram Paulo para fora do Templo e procuraram matá-lo (vv. 30, 31). Paulo foi preso pelos romanos e sua tentativa de apaziguar os judeus “só precipitou a crise, apressando a predição de seus sofrimentos, privando a igreja de um dos seus pilares mais fortes.” (Atos dos Apóstolos, p. 226).

Grandes homens de Deus também podem cometer erros. Mas, quando eles voltam seu coração a Deus, Ele usa esses erros para o bem do Seu trabalho. No final, Paulo acabaria em Roma e traria muitas pessoas ao conhecimento da salvação.

Ron E. M. Clouzet
Pastor, IASD de East Ridge, Tennessee

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/act/21
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara



ATOS 21 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
17 de novembro de 2024, 0:50
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1635 palavras

1 Depois de nos apartarmos. O verbo grego sugere separar-se com esforço, e a expressão poderia ser traduzida como “depois de termos nos desgrudado deles”. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 425.

Rodes. A cidade principal da ilha de Rodes, célebre no passado por um colosso no porto, uma das sete maravilhas do mundo antigo (demolido, porém, mais de dois séculos antes da chegada de Paulo ali). Bíblia de Estudo NVI Vida.

4 Encontrando os discípulos. Literalmente, “tendo olhado os discípulos”. Não se trata de uma referência a discípulos que estavam lá por acaso, mas a uma agregação de cristãos de Tiro. Portanto, esta é a primeira menção específica à existência de uma igreja em Tiro, embora seja provável que ela já existisse ali por muitos anos. CBASD, vol. 6, p. 426.

movidos pelo Espírito. Paulo não era desobediente ao Espírito; o Espírito Santo o estava compelindo a ir a Jerusalém (20.22, nota). Foi através do Espírito que os amigos de Paulo entenderam que logo ele iria sofrer prisões e aflições (20.23) e, em resposta a esta revelação, eles tentaram persuadir paulo para “que não subisse a Jerusalém” (cf vs. 11-12). Bíblia de Genebra.

5 Acompanhados por todos. Toda a igreja de Tiro, inclusive mulheres e crianças, acompanharam Paulo e seus companheiros da cidade até a praia. CBASD, vol. 6, p. 426.

7 Ptolemaida. A atual cidade de Aco [ou Acre], ao norte do monte Carmelo, do outro lado da baía. Ficava a um dia de viagem para o sul, depois de Tiro, e para a Cesaréia faltavam ainda mais 56 km para o sul. Bíblia de Estudo NVI Vida.

8 Cesaréia. Um porto de mar, construído por Herodes, o Grande [em homenagem a César], era a capital provincial da Judeia. Bíblia de Genebra.

Filipe, um dos sete. Um dos sete escolhidos para tomar conta da distribuição de comida (6.1-6). Ele havia pregado aos samaritanos, ao eunuco etíope e ao povo da costa palestina (cap. 8). Bíblia de Genebra.

9 Quatro filhas. Estas mulheres tinham o dom de profecia. O verbo “profetizar” significa “anunciar”, isto é, em nome de Deus (Gn 20:7). Um profeta pode ou não prever acontecimentos. A Bíblia apresenta uma série de casos em que mulheres receberam o mais desejavel dos dons do Espírito (ICo 14:1). Miriã, a irmã de Moisés, era profetisa (Ex 15:20), assim como Débora, cujo auxílio inspirado ajudou Baraque a conquistar os cananeus (Jz 4:4). A mulher de Isaías era profetisa (Is 8:3) e também Hulda, que auxiliou o sacerdote Hilquias nas reformas de Josias, rei de Judá (2Cr 34:22). A profetisa Ana reconheceu seu Senhor ainda bebê (Lc 2:36-38). CBASD, vol. 6, p. 427.

10-14 Ágabo. A viagem final e determinada de Paulo lembra a viagem final de Jesus (Lc 9:21-22, 43-44; 18:31-33). Andrews Study Bible.

11 Gentios. Os romanos em cujas mãos Paulo foi parar quando a profecia de Agabo se cumpriu controlavam a administração civil militar da Palestina conquistada. O apóstolo não se intimidou diante da advertência, nem se deteve pelo perigo. CBASD, vol. 6, p. 428.

13 Estou pronto. No grego, o pronome “eu” é enfático. Indica a determinação inflexível de Paulo de fazer o que ele achava correto e de considerar válido o custo do sofrimento, a mesma atitude de Jesus. CBASD, vol. 6, p. 428.

14 Seja feita a vontade do Senhor. Deve significar que eles finalmente reconheceram que era a vontade do Senhor que Paulo fosse a Jerusalém. Bíblia de Estudo NVI Vida.

15 preparativos. O gr indica que levaram cavalos. Bíblia Shedd.

17 Receberam com alegria. Não se sabe porque não há referência à contribuição para os santos. Bíblia Shedd. 

18 Tiago. Irmão do Senhor, autor da epístola de Tiago e líder da igreja de Jerusalém (v. Gl 1.19; 2.9). É chamado apóstolo, mas não um dos Doze. Bíblia de Estudo NVI Vida.

todos os presbíteros se reuniram. A omissão dos “apóstolos” (veja 15.4, 6, 22, 23) indica que tinham-se espalhado no trabalho missionário. Bíblia Shedd.

21 Ensinas […] a apostatarem de Moisés. Literalmente, “você está ensinando a apostasia de Moisés”. Esta era a acusação que circulava contra Paulo e não poderia haver nada mais sério contra um judeu zeloso. Despertava ressentimento por questões de patriotismo, partidarismo, tradição histórica, relações sociais e lei pública, bem como os mais profundos sentimentos religiosos. CBASD, vol. 6, p. 431.

23 Faze, portanto, o que te vamos dizer. Os líderes de Jerusalém criam que o conselho que estavam dando era o melhor. Não havia intenção de envolver Paulo em problemas, mas de neutralizar o preconceito contra ele, pois parece que pensavam que o apóstolo tinha alguma culpa. Em vez disso, deveriam ter reconhecido que Deus agia por intermédio de Paulo. Também deveriam tentar, por si próprios, eliminar a oposição a ele. CBASD, vol. 6, p. 432.

24 ritos de purificação. Em alguns casos, os rituais incluíam a oferta de sacrifícios. Bíblia de Estudo NVI Vida.

O voto de nazireu requeria sacrifícios dispendiosos. Bíblia Shedd.

Saberão todos. A participação de Paulo nas cerimônias do voto deveria convencer os judeus de que o apóstolo não era um apóstata de Moisés e que as coisas que diziam contra ele não eram “verdade”. CBASD, vol. 6, p. 433.

26 Paulo, tomando aqueles homens. Paulo pensou que estava sendo sábio ao agir como judeu entre os judeus (ICo 9:19-23). Na verdade, porém, foi inconsistente, pois participou não para revelar a própria crença, mas para satisfazer a outros que eram “zelosos da lei”. CBASD, vol. 6, p. 433.

27 Judeus vindos da Ásia. Paulo ficou muito bem conhecido em Éfeso. Judeus de lá provocaram o tumulto com a séria acusação que o templo fora profanado. Bíblia Shedd.

A pregação do evangelho por Paulo em Éfeso e região havia incomodado os judeus. Alguns deles, que estavam em Jerusalém para a festa, reconheceram o apóstolo no templo e incitaram o povo contra ele. Agarraram-no, com as marcas do processo de purificação sobre si, enquanto aguardava que chegasse o último dos sete dias. CBASD, vol. 6, p. 433.

28 fez entrar gregos no templo. Expressamente proibido, como se vê nas inscrições em blocos de pedra (ainda existentes). Qualquer gentio achado dentro dos limites do átrio de Israel seria morto. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Entre o pátio externo (dos gentios) e o pátio interno havia uma barreira (cf Ef 2.14) e colunas com advertência em grego e latim da pena de morte para qualquer gentio que a transpusesse. Bíblia Shedd. 

30 as portas foram fechadas. Por ordens do oficial do templo, para evitar mais distúrbios dentro do recinto sagrado. Bíblia de Estudo NVI Vida.

31 Procurando eles matá-lo. Os homens que agarraram Paulo tinham a intenção de tirar sua vida, assim como fizeram com Estêvão (At 7:54-60). Enquanto isso não acontecia, espancavam-no. CBASD, vol. 6, p. 434.

32 oficiais. Sendo empregado o plural, é provável que houvesse, no mínimo, dois centuriões com 200 soldados. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Cessaram de espancar Paulo. Ou, “de repente, pararam de espancar Paulo”. A presença dos soldados romanos acovardou os judeus captores do apóstolo. O episódio não valia uma revolta. Até os judeus descontrolados perceberam isso. CBASD, vol. 6, p. 435.

33 Apoderou-se. Ou, “prendeu-o”, “levou-o para a prisão”. A ideia não era resgatar Paulo, mas descobrir o motivo da confusão e impedir que um dos principais envolvidos fosse morto antes de se realizar uma investigação adequada. Para Paulo, porém, foi um resgate, como em Corinto (At 18:14-17). CBASD, vol. 6, p. 435.

35 Os soldados o carregassem. Os guardas precisaram carregar Paulo, a fim de livrá-lo das mãos dos judeus furiosos, que tinham a óbvia intenção de matá-lo. CBASD, vol. 6, p. 435.

37 fortaleza. A Fortaleza de Antônia se ligava à extremidade norte da área do templo por dois lanços de escadas. A torre dava vista para a área do templo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

sabes o grego? O tribuno estava surpreso por ouvir Paulo falar grego. Bíblia de Genebra.

38 O egípcio. A estrutura grega da pergunta antecipa um “sim” como resposta. O homem aqui mencionado, conhecido das autoridades romanas, era um judeu egípcio, suposto profeta que, logo depois de Félix se tornar procurador, conduziu uma multidão de 30 mil homens (caso o número da tradição seja verdadeiro) até o monte das Oliveiras para ver os muros de Jerusalém cair, a fim de poderem entrar triunfantes (Josefo, Antiguidades, xx.8.6; Guerra dos Judeus, ii.13.5 [261-263]). Os soldados de Félix os expulsaram, infligindo grandes perdas, mas o líder conseguiu escapar. CBASD, vol. 6, p. 435.

Quatro mil. Este número deve ser substituído pelos 30 mil de Josefo, ou então, seria o total dos que escaparam e voltaram a se unir a seu líder. CBASD, vol. 6, p. 435.

Sicários. Do gr. sikarioi, literalmente, “homens-punhais”, isto é, matadores, assassinos). Eram membros de uma organização extremista dos judeus, os assassinos dentre os zelotes, que dizimavam pequenas tropas romanas onde conseguiam fazer ataques noturnos de surpresa e assassinavam os judeus que se recusavam a apoiá-los. Em meio às multidões que se reuniam para as festas, cometiam muitos assassinatos em plena luz do dia. O cerco posterior a Jerusalém intensificou os horrores daquele período amargo, por meio de suas atrocidades e feitos sanguinários. CBASD, vol. 6, p. 436.

39 Que me permitas falar ao povo. Paulo ainda tinha esperança, certamente mais para o bem do evangelho e da igreja do que para si próprio, de levar os judeus a compreenderem suas verdadeiras atitudes e atividades. CBASD, vol. 6, p. 436.

40 Na escada. Posição acima da multidão e relativamente segura, caso as pessoas tivessem uma reação desfavorável, o que acabou acontecendo. CBASD, vol. 6, p. 436.

Provavelmente, as escadas que levavam da área do templo à Torre de Antônia (reconstruída por Herodes, o Grande, e assim chamada por causa de Marco Antonio), na beirada norte da plataforma do templo. Bíblia de Genebra.

Fez com a mão sinal. Gesto com o propósito de silenciar a multidão, subentendendo que Paulo desejava falar. CBASD, vol. 6, p. 436.

Em língua hebraica. Isto é, em aramaico, literalmente, “dialeto”. Paulo estava prestes a fazer uma breve defesa da qual dependiam sua liberdade de pregar o evangelho e até mesmo a própria vida. Sua calma se destaca em contraste com a turbulência da multidão abaixo. CBASD, vol. 6, p. 436.

A história prendeu a atenção da turba até que Paulo mencionou a comissão divina aos gentiosAndrews Study Bible. 

Compilação: Tatiana W / Jeferson Q



ATOS 21 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
17 de novembro de 2024, 0:45
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A terceira viagem missionária de Paulo foi cheia de expectativa e de forte comoção entre os irmãos. Sabendo que Paulo estava seguindo para Jerusalém, temeram por sua vida, de forma que, por mais de uma vez, alguns irmãos foram usados pelo Espírito Santo para alertar a Paulo acerca do perigo que o aguardava naquela cidade. Decidido, porém, a prosseguir viagem, tomado de um ânimo e uma confiança sobrenaturais, Paulo procurou confortar os irmãos com a coragem de quem estava disposto a dar a vida se preciso fosse “pelo nome do Senhor Jesus” (v.13).

A chegada do apóstolo em Jerusalém causou uma alegria geral entre os irmãos e após seu minucioso discurso sobre “o que Deus fizera entre os gentios por seu ministério” (v.19), deram todos glória a Deus, mas também demonstraram sincera preocupação com a sua segurança. A notícia de que Paulo e os demais apóstolos não exigiam dos gentios a circuncisão se espalhou em falsos boatos, de tal forma que os zelosos judeus esperavam apenas uma oportunidade para lançar mão de Paulo e matá-lo. Na cerimônia de purificação, porém, pensaram os irmãos ser a chance de Paulo demonstrar a seus patrícios que ele respeitava sim “os costumes da lei” (v.21).

No entanto, quase no findar dos sete dias de purificação, alguns judeus da Ásia, reconhecendo a Paulo no templo, causaram grande tumulto entre o povo, acusando o apóstolo de apostasia. Agarrado pela multidão, Paulo foi arrastado “para fora do templo, e imediatamente foram fechadas as portas” (v.30). Acho que os judeus tinham uma forma bem estranha de zelar por seus costumes. Pensavam que das portas para fora do templo podiam usar de violência contra seus semelhantes se estes não andassem conforme seus próprios critérios. Não foi a favor das leis escritas por Moisés que tão covardemente agrediram a Paulo, este foi apenas mais uma vítima do zelo infundado de um povo que vendo não via e ouvindo não ouvia.

A violência é a manifestação mais eficaz da covardia. É o grito de quem não está disposto a ouvir. Sem nenhum direito de defesa, Paulo teria morrido espancado não fosse a intervenção de Deus através “do comandante da força” (v.31). Carregado escada acima pelos soldados, o apóstolo chegou a um ponto em que pediu a palavra ao comandante. Gravemente ferido, aquele fiel servo de Cristo pediu permissão para falar aos seus agressores. Interessante observar que, ao fazer sinal com a mão, logo cessou o tumulto e “fez-se grande silêncio” (v.40). Falando na língua dos hebreus, Paulo apresentaria sua defesa com vibrante e audível voz como quem estivesse em perfeito estado físico, sendo que as marcas da violência eram bem aparentes a todos que, espantados, pararam para ouvi-lo.

Temos uma ideia muito rasa quanto ao valor de sermos chamados de cristãos. Os cristãos primitivos não tinham uma vida livre de problemas, pelo contrário, diante da sociedade da época, eles eram o problema. Perseguidos, desprezados e maltratados, muitos, como Paulo, arriscavam a própria vida por amor a Jesus a fim de salvar nem que fosse uma pessoa. Cheios do Espírito Santo, suas palavras e atitudes incomodavam os intolerantes que, movidos de inveja, só possuíam a “linguagem” da violência. Este cenário tem se repetido ao longo da história e está prestes a alcançar o seu clímax, cumprindo-se a profecia dada por Cristo: “Então, sereis atribulados, e vos matarão: Sereis odiados de todas as nações, por causa do Meu nome” (Mt.24:9).

Estamos vivendo em tempos tempestuosos, quando as notícias mais parecem uma descrição das profecias do fim dos tempos. A natureza em ebulição, as ameaças de novas pandemias, crise econômica, rebaixamento moral, o aumento significativo de conflitos civis e do número de refugiados, compõem a lista das mazelas que têm transtornado o mundo. Cidades litorâneas inteiras estão sob ameaça de ficarem embaixo d’água daqui a poucos anos. Enquanto isso, nos “bastidores” de Satanás, há um rápido avanço para que tudo isso aconteça nesta geração distraída e alheia aos últimos apelos do Espírito Santo, quando o ativismo tem tomado o lugar do evangelismo.

Eu não sei que parte das profecias escatológicas não são suficientemente claras para percebermos que estamos às portas do segundo advento de Cristo. Para os sábios do Oriente bastou um sinal! E diante de tantos sinais que nos foram dados, como podemos duvidar de que Jesus em breve voltará? O apóstolo Paulo e “Filipe, o evangelista” (v.8), viveram como se Jesus fosse voltar em seus dias. Eles entenderam que não era uma questão de quanto tempo faltava para Jesus voltar, mas quanto tempo suas vidas durariam a fim de serem servos fiéis e diligentes na obra da pregação do evangelho. Sim, Jesus está muito perto de voltar. Quanto tempo? Não sabemos. Mas de uma coisa sabemos: Ele vem buscar um povo preparado. Alguns, como Paulo, terão de enfrentar a prisão ou até mesmo a morte. Outros acharão refúgio nos lugares remotos da Terra. E ainda outros serão poupados, “cada um com sua mulher e filhos” (v.5), com o propósito de fazer parte do grupo de salvos que estarão vivos no grande Dia do Senhor.

Percebam o princípio ativo no caráter dos discípulos de Paulo: o amor. Como fiel servo de Cristo, ele não maquiava a mensagem a fim de agradar a todos, mas com sincero desejo pela salvação de todos sua pregação tinha sempre um viés de urgência, como o apelo de um pai a seus filhos que ama. Nesse sentido, suas palavras soavam como uma bênção aos sinceros e humildes de espírito, mas como blasfêmias e insultos aos ouvidos dos rebeldes e negligentes. Quando as fogueiras forem reacendidas e os tribunais de inquisição novamente mostrarem sua força, será revelado ao mundo quem são os verdadeiros adoradores. Esta terra será como o campo de Dura, e os fiéis, como os três jovens hebreus que diante de uma multidão que se curvará em adoração à besta e à sua imagem (Ap.14:9), permanecerão em pé mesmo em face da morte (Dn.3).

A preparação para este tempo deve ser feita hoje, agora! E quando a grande controvérsia for finalmente decidida, cumprir-se-á em nossa vida o mesmo que aconteceu com Sadraque, Mesaque e Abede-Nego: “quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Is.43:2), porque o Senhor da Glória estará conosco.

Pai Santo, nós Te louvamos pelas fiéis promessas da Tua Palavra! Como os três jovens hebreus, queremos permanecer em pé quando o mundo se curvar diante do último grande engano. Enche-nos tanto de Jesus até que não reste mais nada de nós! E essa é uma obra que não conseguimos realizar. Só mediante o Teu Espírito nossa vida pode ser transformada à semelhança de Cristo. Batiza-nos com o Espírito Santo e nos ensina a andar Contigo todos os dias. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, remanescente fiel!

Rosana Garcia Barros

#Atos21 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ATOS 21 – COMENTÁRIO PR. HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
17 de novembro de 2024, 0:40
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ATOS 21 – Assim como “os evangelhos não são biografias e nem uma história no sentido restrito do termo”; pois “são documentos teológicos, altamente bem pensados, mas também absolutamente baseados na verdade e nos fatos, dada sua natureza sincera e honesta”, também “o livro [de Atos] não abrange a história da igreja como um todo, mas apenas mostra a trajetória do evangelho, através de Pedro e, sobretudo, de Paulo, para mostrar o evangelho chegando a Roma” (Álvaro César Pestana).

A ida de Paulo a Jerusalém acabou sendo o ponto de partida para sua viagem a Roma, mas de uma maneira que ele nem imaginava.

Durante a terceira viagem missionária de Paulo, Ágabo o encontrou em Cesareia. Ali, ele profetizou que Paulo seria preso pelos judeus em Jerusalém e entregue aos gentios (romanos). Essa foi a segunda profecia desse profeta. A primeira profecia sinalizou uma grande fome que aconteceria em todo o mundo romano (Atos 11:27-30). Como resposta, os discípulos em Antioquia decidiram enviar ajuda aos cristãos da Judeia pelas mãos de Paulo e Barnabé, o que fortaleceu o senso de comunidade e apoio mútuo entre eles.

Embora respeitado como profeta de Deus, a profecia de Ágabo sinalizando a prisão de Paulo em Jerusalém, Paulo escolheu ir mesmo assim. A atitude de Paulo em relação à profecia de Ágabo não implica desobediência, mas determinação em cumprir a missão mesmo sabendo dos perigos (Atos 21:10-15). Ele viu a advertência não como uma ordem para afastar-se, mas como uma preparação para o que enfrentaria.

A previsão de Ágabo se concretizou quando Paulo foi preso em Jerusalém, iniciando uma longa sequência de eventos que o levariam a Roma (Atos 21:17-40).

As duas profecias de Ágabo registradas exemplificam a prática e a relevância da profecia na igreja primitiva e mostram como Deus usava os profetas para guiar e preparar Seu povo. Além de Ágabo, Lucas cita quatro mulheres com o dom de profecia, filhas do evangelista Filipe (Atos 21:8-9).

• A prontidão de Paulo para enfrentar a perseguição em Jerusalém desafia cada crente a avaliar sua própria disposição de viver e até sofrer pelo evangelho.

• A oração da igreja é fundamental para fortalecer a convicção dos líderes (Atos 21:1-7).

• Os dons espirituais são essenciais na Igreja. Nunca devem ser descartados!

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



ATOS 20 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
16 de novembro de 2024, 1:00
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Texto bíblico: ATOS 20 – Primeiro leia a Bíblia

ATOS 20 – BLOG MUNDIAL

ATOS 20 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



ATOS 20 by Luís Uehara
16 de novembro de 2024, 0:55
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/at/20

Aquele sábado em Trôade deve ter sido uma doce comunhão o dia todo! Os crentes se reuniram em um grande cenáculo no terceiro andar e “partiram o pão” juntos, e conversaram com Paulo! Imagine o prazer de todos os crentes estarem juntos, ouvindo histórias, lições e verdades do grande apóstolo!

Ele tinha muito a dizer. Lucas escreveu: “continuou falando até à meia-noite”. O jovem Êutico ouvia de uma janela aberta — talvez na tentativa de ficar acordado no ar mais fresco. Havia muitas lâmpadas no quarto. Mas o sono gradativamente o vencia. De repente, por volta da meia-noite, ele acordou — lá fora, no chão, sendo abraçado pelo próprio Paulo! Como assim?!?

Por fim, Êutico acabou caindo no sono. E caiu da janela até o chão, provavelmente sem perceber o que estava acontecendo. Os crentes desceram correndo as escadas e ficaram horrorizados ao encontrá-lo sem vida.

Mas Paulo chegou e se curvou sobre ele, pegou-o nos braços e disse: “Não fiquem alarmados! Ele está vivo!”

De volta ao andar de cima, eles comeram novamente e ouviram Paulo até de manhã. Eles não sabiam se o veriam novamente. Mas eles sempre se lembrariam daquele último sábado à noite juntos!

Virginia Davidson
Artista — projetista de vitrais, IASD de Spokane Valley, estado de Washington, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/act/20
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli



ATOS 20 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
16 de novembro de 2024, 0:50
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958 palavras

1 Despediu-se. A expressão grega significa “dizer palavras de despedida”. Com certeza, Paulo permaneceu em Éfeso até a igreja se acalmar mais uma vez. Ele passou cerca de três anos ali (provavelmente, de 54 a 57 d.C). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 410.

1,2 Nesta altura (55 d.C.), Paulo redigiu a segunda carta aos coríntios e evangelizou a área até ao Ilírico [hoje, Albânia] (cf Rm 15.19). Bíblia Shedd.

3 três meses. Provável referência à estadia em Corinto, capital da Acaia. Seriam os meses de inverno, nos quais os navios não navegavam regularmente. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Uma conspiração por parte dos judeus. Os judeus haviam tentado envolver Gálio em seus ataques a Paulo durante sua última visita a Corinto e, então, tentaram se vingar do apóstolo secretamente. Sem dúvida, a intenção era matá-lo. Quando Paulo ficou sabendo da conspiração, mudou os planos e partiu com seus companheiros para a Macedônia, a fim de frustrar os conspiradores. CBASD, vol. 6, p. 411.

4 Os companheiros de viagem de Paulo estão relacionados por nome. Podem ter sido representantes da igreja oficial, designados para viajar com Paulo a fim de entregar o dinheiro coletado para ajudar a igreja de Jerusalém. Bíblia de Genebra.

No primeiro dia da semana. Ver comentário estendido aqui.

9 Adormecendo profundamente. Literalmente, “vencido pelo sono”. Sem dúvida, o ar ficou pesado por causa do calor e da fumaça das lâmpadas a óleo, e o jovem não conseguiu mais resistir ao sono. CBASD, vol. 6, p. 413.

11 Subindo. A calma do apóstolo, bem como suas palavras, devem ter impressionado a congregação agitada. Paulo voltou para o cenáculo e deu continuidade à reunião. CBASD, vol. 6, p. 414.

12 Vivo. Não haveria motivo para usar esta palavra caso “levantado morto” não significasse morte real. Fica claro que o médico Lucas narra um milagre de restauração da vida. CBASD, vol. 6, p. 414.

13 Assôs. Situada na península, oposta a Trôade – numa distância de uns 32 km por terra. A distância pelo litoral, no entanto, era de uns 64 km. Assim, Paulo não levou mais tempo que o navio que navegou em redor da península. Bíblia de Estudo NVI Vida.

15 Mileto. 48 km ao sul de Éfeso, sendo o porto destinatário do navio em que Paulo viajava. Para aportar em Éfeso, teria de embarcar em outro navio, e assim teria perdido tempo (cf. v. 16). Se tivesse chegado a Éfeso, teria o dever de visitar várias famílias, o que teria levado mais tempo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

17 Mandou. Paulo não poderia deixar a região sem fazer contato com a igreja de Éfeso, na qual sofrera tanto e onde produzira tantos frutos para o Senhor. Por isso, convocou os líderes a fazer a jornada até Mileto para se encontrar com ele e conversar sobre os problemas da igreja. CBASD, vol. 6, p. 415.

18 Disse-lhes. A partir daqui se inicia o discurso mais terno dos lábios de Paulo do qual há registro. Não foi uma fala evangelística, mas, sim, de exortação, lembrando os ouvintes dos sacrifícios pessoais e da integridade de seu caráter, bem como desafiando-os a aceitar as responsabilidades de seu ofício e a desempenhá-lo com fidelidade. As advertências se aplicam a qualquer era e localidade da igreja, ecoando nas palavras de Efésios 5 e 6. CBASD, vol. 6, p. 415.

25 Não vereis mais o meu rosto. Paulo acreditava, por motivos não revelados aqui, que aqueles presbíteros de Éfeso e, sem dúvida, as igrejas de Mileto e Éfeso nunca mais o veriam. Essa crença podia se dever aos perigos que ele sabia que o aguardaram. CBASD, vol. 6, p. 418. Bíblia de Genebra.

26 Vos protesto. Fica claro que mesmo na igreja de Éfeso houve detratores do apóstolo que minavam sua integridade. Bíblia Shedd.

27 anunciar todo o desígnio de Deus. O cristianismo não tem segredos ou doutrinas ocultas como o gnosticismo. Bíblia Shedd.

28 para pastoreardes a Igreja de Deus, a qual Ele comprou com o Seu próprio sangue. A expressão é notável pelo modo como reconhece que o sangue de Cristo é o sangue de Deus. Bíblia de Genebra.

29 Depois da minha partida. Paulo atuara como guardião das igrejas que ele reunira. O perigo que elas enfrentavam aumentaria em sua ausência. De maneira semelhante, Israel foi fiel durante os dias de Josué e dos anciãos que viveram mais do que ele (Jz 2:7), mas logo depois veio a apostasia. CBASD, vol. 6, p. 420.

34 Estas mãos serviram. Esta expressão aponta para o costume de Paulo de trabalhar para se sustentar e é introduzida como parte de sua defesa da acusação de cobiça. Ele trabalhou em seu ofício de fazer tendas com Aquila e Priscila, em Corinto. Trabalhara anteriormente em Éfeso e em Tessalônica. Este versículo dá evidências de que ele fizera o mesmo em Éfeso. Paulo trabalhava não só para se sustentar, mas também para prover para alguns que estavam com ele e necessitavam de sua ajuda. Talvez Timóteo, com suas frequentes enfermidades” (lTm 5:23), fosse um deles. O apóstolo não considerava degradante trabalhar para custear suas despesas enquanto pregava o evangelho, numa época em que a igreja ainda não havia aprendido a prover para seus ministros. CBASD, vol. 6, p. 422.

35 Mais bem-aventurado é dar que receber. O único ditado direto de Jesus preservado fora dos evangelhos do NT. Paulo (24) e Jesus (28) viveram a realidade deste ditado. Bíblia Shedd.

36 Ajoelhando-se. Postura normal de oração (SI 95:6; Dn 6:10), apropriada por consistir num marco de humildade diante da majestade divina a quem a oração se dirige, adotada sobretudo em momentos solenes. Paulo é retratado se ajoelhando também ao se despedir dos irmãos de Tiro. CBASD, vol. 6, p. 423.

37 Abraçando afetuosamente a Paulo. Forma oriental de abraço por ocasião de um encontro ou de uma despedida. Os amigos de Paulo o amavam. CBASD, vol. 6, p. 423.

38 Acompanharam-no. Literalmente, “o enviaram”. As mesmas palavras são traduzidas por “acompanhados”. Os presbíteros de Éfeso permaneceram o maior tempo possível com Paulo, indo até o navio no qual ele embarcaria. CBASD, vol. 6, p. 423.