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LUCAS 24 – O último capítulo de Lucas contém três eventos principais:
• Ressurreição de Jesus (Lucas 24:1-12).
• Aparição de Jesus aos discípulos no caminho de Emaús (Lucas 24:13-35).
• Ascensão de Jesus ao Céu (Lucas 24:50-53).
Esses eventos formam a conclusão do conteúdo evangelístico visando confirmar a mensagem central que Lucas comunicava a Teófilo: A veracidade da ressurreição de Cristo e o cumprimento das promessas de Deus.
Teófilo era um “nome usado por gentios e judeus”. Este homem era “certo nobre, talvez um oficial importante, a quem Lucas escreveu seu evangelho e o livro de Atos (Lc 1:1-4; At 1:1). Não se sabe se Teófilo era cristão nessa época ou um mero interessado no cristianismo. Segundo a antiga tradição cristã, ele era de Antioquia da Síria” (Dicionário Adventista).
“É possível, dado o respeito com que Lucas se refere a ele, que pertence a uma alta classe social, e talvez fosse o mantenedor financeiro do médico amado… Os temas desenvolvidos nos livros [Lucas e Atos] sugere que se tratava de uma pessoa temente a Deus e muito provavelmente um crente. O fato de que se menciona no livro que Teófilo necessitava ‘de plena certeza’ (Lc 1:4) mostra o compromisso de Lucas com ele como pessoa e sugere que estava sob pressão para renunciar à sua crença” (Darrell Bock).
Lucas 24 conclui poderosamente a pesquisa criteriosa, útil para Teófilo – para nós também. Este capítulo demonstra que a história de Jesus não terminou na cruz, mas alcançou seu ápice na vitória sobre a morte e na promessa de um futuro reino de Deus.
Estes pontos fortalecem a fé:
• Veracidade da ressurreição: Lucas 24 enfatiza que a ressurreição não foi um evento simbólico; foi uma realidade histórica, testemunhada pelos discípulos. Tal constatação reforça a confiança na veracidade da fé cristã.
• Continuidade do plano divino: Lucas 24: 44-47 explica que tudo o que aconteceu com Jesus estava em conformidade com as Escrituras; assim, Lucas garante que Jesus é o cumprimento das profecias messiânicas.
• Ascensão e o futuro da igreja: A ascensão de Jesus ao Céu (Lucas 24:50-53) prepara o terreno para o livro de Atos, onde Lucas continuará a narrativa a Teófilo, mostrando como os discípulos levaram adiante a missão de Jesus.
Esta pesquisa criteriosa deve levar-nos a um reavivamento fervoroso! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: LUCAS 23 – Primeiro leia a Bíblia
LUCAS 23 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lc/23
Muitas vezes chamamos este capítulo de Lucas, a Paixão. Os detalhes vívidos descritos neste capítulo revelam a paixão de Jesus que escolheu atravessar pelo vale da morte por você e por mim, para que nunca precisássemos fazê-lo.
Cada um de nós tem uma imagem mental descrevendo o que está acontecendo nesta cena. Talvez você tenha visto fotos ou vídeos que mostram a brutalidade crua da crucificação. A prática tortuosa infligiu a dor máxima pelo maior tempo possível e da forma mais humilhante.
Hoje é uma oportunidade para refletir sobre essa cena e nos lembrar o quanto a humanidade de Jesus foi testada neste momento. Em nossa humanidade, teríamos apenas morrido; nosso corpo mortal não teria escolha a não ser ceder sob a tortura e a dor infligidas. Mas Jesus sempre teve uma escolha — uma escolha de se afastar daquela cruz, de clamar aos anjos por libertação e retornar a Deus no céu. Mas Ele escolheu ficar, e decidiu experimentar a morte e a desconexão de Seu Pai celestial para que nunca tivéssemos que passar por isso. Este é o ápice da nossa fé e esperança: que todos nós somos salvos por meio deste sacrifício!
Justin Boyd
Pastor de jovens e capelão, Conferência da Grande Sidney, Austrália
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/luk/23
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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2535 palavras
5-7 galileu. No Império Romano, o julgamento geralmente era feito na província onde o delito foi cometido, mas podia ser transferido para a província de onde o acusado tinha vindo. Pilatos aproveitou-se disto para enviar Jesus a Herodes. Só Lucas menciona isto. Bíblia de Genebra.
A fase mais impressionante e bem sucedida do ministério de Cristo ocorreu na Galileia. Embora tenha nascido em Belém, Jesus cresceu na Galileia e passou quase a vida inteira ali. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 965.
7 jurisdição de Herodes. Embora Pilatos e Herodes fossem rivais entre si, Pilatos não queria lidar com esse caso; por isso, encaminhou Jesus a Herodes (cf v. 12). Bíblia de Estudo NVI Vida.
em Jerusalém. O quartel-general principal de Herodes ficava em Tiberíades, no mar da Galileia; mas de modo semelhante a Pilatos, viera a Jerusalém por causa das multidões na Páscoa. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Em Jerusalém, é provável que Herodes ficasse no palácio dos hasmoneus, cuja localização é incerta. CBASD, vol. 5, p. 965.
7 jurisdição de Herodes. Pilatos esperava que Herodes tirasse esse “problema” de suas mãos. Andrews Study Bible.
remeteu. Durante o mandato anterior de cerca de cinco anos como procurador da Judeia (que, na época, incluía Samaria), Pilatos havia se tornado muito impopular entre os judeus. Ele temia que, ao desagradá-los ainda mais, pudesse colocar em risco seu cargo. Sabia muito bem como alguns dos líderes judeus eram traiçoeiros. CBASD, vol. 5, p. 965.
8 queria vê-lo. Herodes estava preocupado a respeito da identidade de Jesus (9.7-9) e tinha desejado matá-lo (13.31), embora os dois nunca tivessem se encontrado. Não há registro de que Jesus tenha pregado alguma vez em Tiberíades, onde se localizava a residência de Herodes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
esperava também vê-Lo fazer algum sinal. A curiosidade era outro motivo para Herodes desejar um encontro com Cristo. Doentes e aleijados foram levados ao palácio, e Herodes prometeu soltar Jesus como recompensa por curá-los (DTN, 279). Se Cristo o fizesse, seria, em sua opinião, uma evidência inequívoca de que era um profeta verdadeiro e, portanto, inocente das acusações proferidas pelos judeus. Dessa maneira, Herodes satisfaria sua curiosidade. Ao mesmo tempo, teria motivo suficiente para libertar Jesus, sem dar espaço para qualquer protesto dos líderes judeus. CBASD, vol. 5, p. 965.
9 Jesus, porém, nada lhe respondia. Jesus recusou-se a satisfazer a curiosidade daquele que ordenara a morte de João Batista (9:9; ver tb 11:29). Andrews Study Bible.
…Herodes ouvira e rejeitara a mensagem e João Batista. Ele havia recusado a luz da verdade que Deus permitira brilhar em seu caminho. Para uma alma tão endurecida pelo pecado, Jesus não tinha palavras. O silêncio de Cristo foi uma repreensão severa ao orgulhoso monarca. Essa atitude e a recusa em operar um milagre, irou Herodes e o levou a se voltar contra Jesus. CBASD, vol. 5, p. 965, 966.
10 Os principais sacerdotes e os escribas. …O acusavam com grande veemência. Isto significa que as acusações foram feitas em voz alta e com ira. CBASD, vol. 5, p. 966.
11 tratou-O com desprezo. Literalmente, “tratou-O como se fosse um nada”, ou seja, O insultou. Assim como Pilatos, Herodes tinha certeza de que era pura malícia que movia as acusações contra Jesus, mas o silêncio de Cristo o irritou, pois pareceu que sua autoridade estava sendo menosprezada. CBASD, vol. 5, p. 966.
um manto aparatoso. É possível que esta fosse uma das vestes externas de Herodes. CBASD, vol. 5, p. 966.
14-15 nada verifiquei. Duas testemunhas oficiais (Dt 19:15), Pilatos e Herodes, afirmaram a inocência de Jesus. Andrews Study Bible.
16 eu O castigarei. O açoitamento, embora não tivesse o propósito de matar, às vezes era fatal. Bíblia de Estudo NVI Vida.
… em vez de aplacar a turba, esta concessão à ensandecida exigência pela morte de Jesus só serviu para aumentar ainda mais a sede por sangue. Se Pilatos era capaz de açoitar um homem inocente, com certeza, se pressionado um pouco mais, seria convencido acerca de sua morte. CBASD, vol. 5, p. 966.
19 sedição. Ironicamente, aqueles que acusaram O Inocente de sedição pediram para libertar um revolucionário em lugar de Jesus. Andrews Study Bible.
20 Desejando Pilatos soltar a Jesus. Pilatos ficou indeciso entre a verdade que ele reconhecera e seu desejo de proteger sua própria posição. Andrews Study Bible. [“Quem quiser, pois, salvar a própria vida, perdê-la-á…” Mc 8:35.]
21 Crucifica-O! Uma das mais horríveis formas de execução, usada para escravos e os piores criminosos. Ver tb Mt 27:35; Mc 15:24. Andrews Study Bible.
26 Cirene. Cidade principal da Líbia, a oeste do Egito. Bíblia de Estudo NVI Vida.
28 Filhas de Jerusalém. Jesus Se dirigiu às mulheres como habitantes de Jerusalém. … Contudo, Cristo não desdenhou da simpatia delas, nem as repreendeu. CBASD, vol. 5, p. 966, 967.
Não é solidariedade, mas conversão que Jesus quer. Bíblia Shedd.
29 Felizes as estéreis … ! Seria melhor não ter filhos que vê-los experimentar tamanhos sofrimentos. Cf Jr 16.1-4; 1Co 7.25-35. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Em geral, os judeus consideravam a esterilidade uma maldição (ver com. de Lc 1:7, 25). CBASD, vol. 5, p. 967.
31 se em lenho verde fazem isto, que será no lenho seco? Cristo era inocente. Se as coisas que estavam ocorrendo sobrevinham a um inocente, qual então seria o destino dos culpados? CBASD, vol. 5, p. 967.
33 Calvário. Um outeiro que parecia uma caveira. Não pode ser localizado com certeza. A Igreja primitiva não se interessava por “lugares santos”. Bíblia Shedd.
34 Pai, perdoa-lhes … ! Jesus pratica Seu próprio conselho de amar os inimigos (6:29, 35; ver tb Is 53:12). Portanto a salvação se torna disponível mesmo àqueles que O mataram (At 2:36-38). Andrews Study Bible.
Num sentido mais amplo, esta prece inclui todos os pecados até o tempo do fim, pois todos são culpados pelo sangue de Jesus (ver DTN, 745). Esta é a primeira das sete declarações de Cristo na cruz, às vezes chamadas de sete palavras. [1) Lc 23:34; 2) Lc 23:43; 3) Jo 19:26; 4) Mt 27:46; 5) Jo 19:28; 6) Jo 19:30; 7) Lc 23:46]. CBASD, vol. 5, p. 967.
35 a Si mesmo Se salve. Três vezes (versos 35, 37, 39), Jesus é tentado a usar Seu poder em seu próprio proveito em Sua crucificação, assim com Ele tinha sido tentado pelo diabo no início de Seu ministério (4:3-13). Andrews Study Bible.
36 vinagre. Bebida azeda que os soldados levavam consigo para o dia de serviço. Bíblia de Estudo NVI Vida.
40 temes a Deus. Isto é, “perante cujo trono de julgamento deverás comparecer”. CBASD, vol. 5, p. 968.
igual sentença. Em outras palavras: “Você é igualmente culpado. Quem é você para condenar?” CBASD, vol. 5, p. 967.
42 Jesus, lembra-Te de mim. Um criminoso comum reconhece a verdade que os líderes religiosos negaram. Estas são as únicas palavras de fé que Jesus ouviu em Sua crucificação. Andrews Study Bible.
O ladrão arrependido aceitou Jesus como Messias e Salvador. CBASD, vol. 5, p. 968.
43 hoje. Do dr semeron. O texto grego original foi escrito sem pontuação, e o advérbio semeron (“hoje”) fica entre duas orações que dizem, literalmente, “verdadeiramente a ti Eu digo” e “comigo tu estará no paraíso”. A língua grega permitia que o advérbio [hoje] ocorresse em qualquer posição na frase que o orador ou escritor desejasse. Levando em conta apenas a construção gramatical grega em questão, não é possível determinar se o advérbio “hoje” modifica “te digo” ou “estarás”. Gramaticalmente, as duas opções são possíveis. A pergunta é: Jesus quis dizer literalmente: “em verdade te digo hoje”, ou: “hoje estarás comigo no paraíso”? A única maneira de saber o que Cristo quis dizer é buscar a posição bíblica acerca de questões como: (1) O que é paraíso? (2) Jesus foi para o paraíso no dia de Sua crucifixão? (3) O que Jesus ensinou sobre quando os seres humanos receberão a recompensa no paraíso? CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 968
O grego, no qual esta passagem foi escrita não usa as modernas formas de pontuação. Pelo Seu próprio explícito testemunho, Jesus não ascendeu a Seu Pai até Sua ressurreição (Jo 20:17). Portanto, este texto deve ser entendido como: “Eu digo a você hoje, você estará comigo no Paraíso” (ver Dt 30:18; At 20:26). Jesus estava fazendo a memorável declaração que mesmo naquele dia, no momento mais sombrio de Sua existência, Ele poderia ainda confiantemente assegurar que a crença nEle era o meio pelo qual o moribundo criminoso poderia receber vida eterna. O seguro, mas geralmente desconsiderado, testemunho da Escritura é que a ressurreição e a recompensa do fiel, incluindo a do criminoso moribundo, se dará no futuro, na Segunda Vinda de Cristo (At 24:15; 1Co 15:22-23; 1Ts 4:16-17). Andrews Study Bible.
estarás comigo. Na véspera da traição, menos de 24 horas antes de fazer esta promessa ao ladrão, Jesus disse aos doze: “Na casa de Meu Pai há muitas moradas […] vou preparar-vos lugar […] voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que onde Eu estou, estejais vós também” (ver com. de Jo 14:1-3). Além disso, três dias depois, Cristo informou a Maria: “ainda não subi para Meu Pai” (Jo 20:17). Portanto, fica evidente que Jesus não foi ao paraíso e não estava no paraíso no dia da crucifixão. Consequentemente, o ladrão não poderia ir com Cristo ao paraíso naquele dia. CBASD, vol. 5, p. 968, 969.
Paraíso. Em gr. paradeisos, uma transliteração do persa pairidaêza, que significa “lugar cercado”, “parque” ou “reserva” que contém árvores, um local onde os animais costumavam ser colocados para a caça. … Na LXX, o “jardim” do Eden é chamado de “paraíso” do Eden (ver com. de Gn 2:8). … Em 2 Coríntios 12:2 a 4, “paraíso” é um sinônimo óbvio de “Céu”. O fato de Paulo não se referir a nenhum “paraíso” terreno fica duplamente claro por ele igualar a expressão “arrebatado” ao “Céu” a “arrebatado ao paraíso”. Segundo Apocalipse 2:7, a “árvore da vida […] se encontra no paraíso de Deus”, ao passo que Apocalipse 21:1 a 3, 10 e 22:1 a 5 associam a árvore da vida à nova terra, à nova Jerusalém, ao rio da vida e ao trono de Deus. Não há dúvidas de que o uso consistente do termo paradeisos no NT o torna sinônimo de Céu .
Portanto, quando Jesus garantiu ao ladrão um lugar com Ele no “paraíso”, estava Se referindo às “muitas moradas” da casa de Seu Pai e ao momento em que receberia os Seus ali ver com. de Jo 14:1-3). Ao longo de todo Seu ministério, Cristo foi específico ao declarar que retribuiria “a cada um conforme as suas obras” (ver com. de Mt 16:27). Somente nessa ocasião convidará os salvos da Terra para entrar “na posse do reino” preparado para eles “desde a fundação do mundo” (ver com. de Mt 25:31, 34; cf. Ap 22:21). Paulo ensinou que os que dormem em Jesus sairão da sepultura por ocasião da segunda vinda de Cristo (ver 1Co 15:20-23), a fim de receber a imortalidade (v. 51-55). Os justos ressuscitados e os justos vivos serão arrebatados juntos, “para o encontro do Senhor nos ares” e, então, estarão “para sempre com o Senhor” (lTs 4:16, 17). Portanto, o ladrão estará “com” Jesus no “paraíso” depois da ressurreição dos justos, quando Cristo voltar.
É importante destacar que a conjunção “que” entre “te digo” e “hoje” foi acrescentada pelos tradutores, e é interpretativa. O texto original grego, que não tinha pontuação nem divisão de palavras (ver p. 101) diz: amen soi lego semeron met emou ese en to paradeiso, literalmente, “em verdade te digo hoje comigo estarás no paraíso”. O advérbio semeron, “hoje” fica entre os dois verbos, lego, “digo”, e ese “estarás”, e pode se referir a qualquer um dos dois. Sua posição logo após o verbo lego, “digo”, pode sugerir uma relação gramatical mais próxima com ele do que com o verbo ese “estarás”.
Obviamente, a inserção da conjunção “que” antes da palavra “hoje”, pelos tradutores, foi guiada pelo conceito extrabíblico de que os mortos recebem a recompensa quando morrem. No entanto, conforme explanado acima, fica evidente que nem Jesus nem os autores do NT acreditavam em tal doutrina. A conjunção “que” antes da palavra “hoje” faria Cristo contradizer aquilo que Ele e vários escritores do NT declararam de forma inequívoca em outras passagens. Assim, a própria Bíblia requer que a conjunção “que” seja colocada depois da palavra “hoje”, não antes dela (ver com. de Jo 4:35, 36).
Portanto, o que Cristo de fato disse ao ladrão na cruz foi: “Em verdade te digo hoje que estarás comigo no paraíso.” A grande dúvida do ladrão naquele momento não era quando ele chegaria ao paraíso, mas se ele realmente iria para lá. A declaração simples de Jesus lhe garantiu que, por mais que ele não merecesse e por impossível que parecesse, uma vez que ele estava sofrendo a morte de um criminoso, Cristo cumpriria a promessa, e o ladrão estaria no paraíso. de fato, era a presença de Jesus na cruz que tornava possível tal esperança. CBASD, vol. 5, p. 969, 970.
44 escurecendo-se o sol. Alguns já fizeram a sugestão de que Lucas se refere, nesta passagem, a um eclipse. Todavia, seria impossível um eclipse solar com a lua cheia, como na época da Páscoa. A escuridão foi sobrenatural. CBASD, vol. 5, p. 970.
Acontecimentos sobrenaturais eram entendidos marcar eventos de significação cósmica (Am 8:9; Joel 2:31). Andrews Study Bible.
46 nas Tuas mãos. Jesus morreu com as palavras do Salmo 31:5 nos lábios. A atitude que Ele expressou eleva a um clímax sublime o espírito de humilde submissão à vontade do Pai, exemplificado por meio de Sua vida na Terra. No jardim do Getsêmani, foi o mesmo espírito abnegado que levou às palavras “não seja como Eu quero, e sim como Tu queres” (Mt 26:39; …). Feliz é a pessoa que vive e morre nas “mãos” de Deus! Nosso destino está seguro em Suas mãos. CBASD, vol. 5, p. 970.
entrego o Meu espírito! Fôlego, que representa vida. Entendia-se que retornava a Deus quando alguém morria (Gn 2:7; Ez 37:5, 9; ver tb Sl 31:5). Andrews Study Bible.
47 louvou a Deus. É difícil determinar exatamente qual o sentido em que o centurião falou (v. nota em Mt 27.54). Parece claro, no entanto, que os escritores dos evangelhos viam na sua declaração uma vindicação de Jesus, e, como o centurião era o oficial romano encarregado da crucificação, seu testemunho era considerado relevante. Bíblia de Estudo NVI Vida.
48 bater no peito. Sinal de angústia, aflição ou arrependimento (cf. 18.13). Bíblia de Estudo NVI Vida.
A multidão tinha vindo para se divertir, porém a morte de Jesus os perturbou. Bíblia de Genebra.
50-51 José … não tinha consentido. Mc 14.64 dá a entender que José não estava presente [na reunião do Sinédrio], pois a decisão foi apoiada “por todos”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
53 onde ainda ninguém havia sido sepultado. No grego, há uma tripla negativa, enfatizando que a sepultura nunca fora usada. CBASD, vol. 5, p. 970.
54 dia da preparação. Sexta-feira, o dia da preparação para o sábado. Andrews Study Bible.
55 As mulheres … viram o sepulcro, e … o corpo. Viram onde o Jesus estava sepultado e não errariam a localização ao voltarem para lá. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Este ponto é destacado contra os gnósticos docetas (que negavam a morte de Cristo) e todo incrédulo que alegasse que elas foram para o túmulo errado, ou que os discípulos esconderam o corpo, etc. Bíblia Shedd.
56 perfumes e especiarias. Muitos metros de pano e grandes quantidades de especiarias eram usados no preparo de um corpo para o sepultamento. Uns 34 kg de mirra e aloés já tinham sido usados naquela primeira tarde (Jo 19.39). Mais especiarias foram compradas para quando as mulheres voltassem para lá após o sábado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
E, no sábado, descansaram, segundo o mandamento. Mesmo à véspera da ressurreição de Jesus, Lucas continua a enfatizar o descanso do sábado como uma ordenança divina. Isto não deveria nos vir como surpresa , tendo em vista que seu último livro, Atos, retrata consistentemente os cristãos primitivos guardando o sábado. Ver notas em Atos 4:23-24. Andrews Study Bible.
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“Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem […]” (v.34).
A experiência do Getsêmani certamente foi um dos momentos mais difíceis da vida de Jesus. A Sua agonia foi tamanha que Ele suava “gotas de sangue” (Lc.22:44). Ele estava prestes a beber o cálice o qual sorveria até à última gota, como escreveu o profeta Jeremias: “Porque assim me disse o Senhor, o Deus de Israel: Toma da Minha mão este cálice do vinho do Meu furor e darás a beber dele a todas as nações às quais Eu te enviar” (Jr.25:15). Jesus experimentou o cálice da ira de Deus que será derramado sobre os perdidos no juízo final.
Mas a Sua maior angústia era a de, pela primeira vez, sentir-Se separado do Pai. Jesus bebeu o cálice para que não tenhamos que bebê-lo. Ele sentiu a separação do Pai para que nada possa nos separar do amor de Deus (Rm.8:37-38). O percurso até à cruz também não foi fácil. Interrogatórios, falsas acusações, xingamentos, ódio, uma sessão de açoites, humilhações, compunham a lista maldita dos sofrimentos de Cristo. O nosso Salvador, porém, não morreu pelos excessivos maus-tratos, mas pelo peso letal de pecados que jamais cometeu.
Herodes, “vendo a Jesus, sobremaneira se alegrou, pois havia muito queria vê-Lo, por ter ouvido falar a Seu respeito; esperava também vê-Lo fazer algum sinal” (v.8). Numa tentativa de satisfazer seus caprichos, iniciou um interrogatório sem fim. “Jesus, porém, nada lhe respondia” (v.9). Mais uma vez, Herodes teve a oportunidade de se arrepender e usar de sua autoridade para fazer justiça, mas escolheu o mesmo caminho dos líderes de Judá, tratando a Jesus “com desprezo, e, escarnecendo dEle, fê-Lo vestir-Se de um manto aparatoso, e O devolveu a Pilatos” (v.11). Mandando matar João Batista de uma forma tão brutal depois de um trivial pedido, sua posição com relação a Jesus revelou a covardia de quem não queria se responsabilizar pelo sangue de mais um inocente. Não sabia ele que aquele precioso sangue era a sua única oportunidade de salvação, a qual ele desperdiçou.
Outra vez perante o governador romano, Jesus, ainda mais machucado, revelava um aspecto tão dócil quanto o de uma ovelha ferida, e aquela cena causou uma aflição sobremodo grande no coração de Pilatos. Oprimido pelas circunstâncias, por três vezes declarou a inocência do silente prisioneiro. Entretanto, por três vezes enfrentou a fúria de uma turba incontrolável que clamava: “Crucifica-O! Crucifica-O!” (v.21). De um lado, aquele que perante os homens tinha o poder nas mãos de livrar a Jesus da terrível condenação; de outro, a voz do povo que insistia “com grandes gritos” (v.23). Pressionado pelo clamor popular das massas enfurecidas, “Pilatos decidiu atender-lhes o pedido” (v.24), soltando o malfeitor e entregando Jesus “à vontade deles” (v.25).
Dizer que a voz do povo é a voz de Deus é uma das maiores heresias que existe. Toda a Bíblia tem provado o contrário. Enquanto o mundo antediluviano zombava da pregação de Noé, dava as costas para o último chamado de Deus. Enquanto todos se entregavam à idolatria, Deus tornou Abraão um instrumento de Seu poder. Elias subiu ao monte Carmelo num desafio contra 850 profetas idólatras. E adivinha só quem prevaleceu? Enquanto todos os povos se prostravam diante da imponente estátua de Nabucodonosor, apenas três jovens hebreus se recusavam a fazê-lo. No fim, foram as multidões dos povos ou aqueles três rapazes fiéis que provaram estar com a razão? A Bíblia chama de restante os fiéis dos últimos dias (Ap.12:17). Meus irmãos, a voz do povo não é a voz de Deus! A voz de Deus é o claro e sonoro “assim diz o Senhor”. A voz de Deus é a Sua Palavra, quer a maioria aceite, quer não.
Enquanto o povo escarnecia de Jesus, Suas poucas palavras antes de morrer foram cheias de compaixão. Às carpideiras, Ele advertiu (v.28), aos blasfemadores estendeu o perdão (v.34), ao malfeitor arrependido prometeu a vida eterna (v.43). E é exatamente este o caminho que conduz à vida. Primeiro, Jesus nos adverte, nos redireciona. Depois, Ele nos estende o Seu perdão e, então, ao pecador arrependido, oferece a vida eterna. Todos nós somos convidados a contemplar o sacrifício que foi feito por nós na cruz do Calvário. E não há como não declarar: “Verdadeiramente, este Homem era justo” (v.47). Verdadeiramente, é em Sua justiça que encontramos a salvação.
Hoje, contemplamos como que “de longe estas coisas” (v.49), mas Jesus mesmo afirmou: “Bem-aventurados os que não viram e creram” (Jo.20:29). Nós não fomos testemunhas oculares da morte e sepultamento de Jesus. Não estávamos lá quando “o véu do santuário” (v.45) se rasgou de alto a baixo. Não ouvimos a voz do Senhor ecoar pelo monte do Calvário e atingir cada coração como uma flecha. Mas, pela fé, podemos fazer parte do povo “bom e justo” (v.50) que aguarda “o reino de Deus” (v.51). E, enquanto isso, Jesus nos convida a participarmos de Seu descanso, “segundo o mandamento” (Leia Êx.20:8-11; Ez.20:12,20; Is.58:13-14). Ele mesmo descansou, tornando o sábado – o memorial da criação – também o memorial da redenção.
Que nossa vida não seja regida pela voz da maioria, mas pelo Espírito Santo que deseja nos guiar “a toda a verdade” (Jo.16:13).
Pai de amor, todo o Céu chorou ao contemplar as terríveis cenas do Getsêmani ao Calvário. Trevas assustadoras permearam a Terra enquanto o nosso Salvador estava na cruz. Mas aquele espetáculo de horror tornou-se em espetáculo de amor, pois ali foi provado o sublime amor de Deus pela humanidade. Mas o Senhor não nos amou através da cruz, e sim, até a cruz. O Senhor tanto nos amou que deu o Seu Filho. O Teu amor antecede a cruz e se estenderá pela eternidade na vida dos remidos. Queremos fazer parte do fruto do penoso trabalho do Salvador. Queremos ser o motivo eterno do Teu sorriso. Enche-nos do Teu Espírito até que não reste mais nada do nosso eu pecador! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, salvos pela cruz de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Lucas23 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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LUCAS 23 – A morte de Cristo não foi um fracasso; na verdade foi o ponto culminante da grande batalha universal, onde amor e justiça triunfam sobre o pecado e a morte.
Neste capítulo, Lucas narra desde o julgamento de Jesus perante as autoridades até Sua crucificação, morte e sepultamento. A narrativa apresenta o confronto direto entre as forças do mal e a missão redentora de Cristo. Aqui, o conflito entre justiça e maldade atinge seu ponto mais dramático, com implicações cósmicas.
Jesus é julgado de forma injusta diante de Pilatos e Herodes, líderes político e eclesiástico. Pilatos não encontra culpa nenhuma nEle, todavia, pressionado pela multidão incitada pelos líderes religiosos, entrega Jesus à crucificação (Lucas 23:1-25). Este julgamento injusto revela a profundidade do mal e da corrupção moral nas forças que se opõem a Cristo. Satanás está por trás das acusações falsas e manipulação política, tentando desacreditar e destruir o Filho de Deus (Lucas 22:53).
Jesus, o justo/inocente, é condenado enquanto Barrabás, um criminoso/culpado, é liberto. Essa troca revela a perversão do julgamento humano influenciado pelas forças demoníacas, mas também aponta para a substituição redentora de Cristo, que toma o lugar dos pecadores (Isaías 53).
No caminho para a crucificação, Jesus carrega Sua cruz, demonstrando submissão e sacrifício. Seguido por uma multidão e mulheres que lamentam por Ele, Ele profetiza o juízo vindouro, apontando para o caos e destruição que resultam da rejeição a Deus. Cristo caminha em direção à Sua vitória final sobre o poder do mal, enquanto o reino de Satanás se aproxima de seu desfecho (Hebreus 2:14-15).
Cada detalhe, desde o julgamento injusto até a oração de perdão pelos que O pregavam na cruz e a promessa ao ladrão arrependido, demonstra que a verdadeira vitória é de Cristo. Warren Wiersbe destaca que:
• Jesus não Se defende (Lucas 23:1-25).
• Jesus não pede clemência (Lucas 23:26-32).
• Jesus não demonstra ressentimento (Lucas 23:33-49).
• Jesus não sofreu desonra (Lucas 23:50-56).
Desta forma, o bem venceu o mal. Por isso, a cruz, outrora símbolo de derrota, torna-se o local da maior conquista de Jesus. Satanás, pensando ter destruído o Messias, na verdade precipita sua própria derrota, pois a morte de Cristo será seguida por Sua ressurreição, selando o destino de todas as forças do mal.
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: LUCAS 22 – Primeiro leia a Bíblia
LUCAS 22 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lc/22
Os primeiros seis versículos de Lucas 22 estão entre os mais tristes da Bíblia porque falam de traição e de um plano de assassinato. Você já viu dessa forma? Eu entendo que para uma acusação de homicídio ser considerada válida, os advogados devem mostrar que o acusado teve meios, motivos e oportunidade. Essa é a tríade da culpa. Judas tinha todos os três elementos. Ele tinha acesso a Jesus, concordou (sob influência satânica) em traí-lo por dinheiro e esperou por sua oportunidade.
Jesus também tinha a tríade de meios, motivos e oportunidade, mas Ele as usou para dar a vida em vez de tomá-la. O meio pelo qual Jesus qualificou-se para ser nosso redentor foi tornar-se um ser humano e viver uma vida perfeita. A motivação de todas as suas ações foi o amor e Ele esperou por sua oportunidade. Jesus não rejeitou a crucificação e obteve a vitória em nome da humanidade.
Por causa do sacrifício de Jesus, também temos meios, motivos e oportunidade para fazer o bem. Jesus nos oferece os meios do testemunho, a motivação do amor e da gratidão e a oportunidade por meio do dom do Espírito Santo. Esta é a grande comissão.
Karen D. Lifshay
Secretária de Comunicações da Igreja de Hermiston, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/luk/22
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997 palavras
1 festa dos pães sem fermento, chamada Páscoa (NVI). A palavra “Páscoa” era usada em dois sentidos: 1)Refeição específica que se iniciava ao pôr-do-sol, no dia 14 de nisã (Lv 23.4,5), e 2) semana que se seguia à refeição da Páscoa (Ez 45.21), também chamada festa dos Pães se Fermento [asmos], semana durante a qual era proibido usar fermento (Êx 12.15-20; 13.3-7). Nos tempos do NT, os dois nomes da festa de uma semana de duração eram praticamente intercambiáveis. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A festa [dos Pães Asmos] iniciava-se com a Páscoa e durava sete dias. Os judeus chamavam a ambas as festas, juntas de “Páscoa”. Bíblia Shedd.
3 Satanás entrou em Judas. Desse modo os evangelistas retratam o controle de Satanás sobre Judas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Satanás tinha estado esperando a oportunidade para retornar a atacar Jesus (4:13). Andrews Study Bible.
4 oficiais da guarda do templo. Eram todos judeus, selecionados principalmente entre os levitas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
6 sem tumulto. Era importantíssimo, para os inimigos de Jesus, não despertar uma reação popular favorável a Cristo. Durante a celebração da Páscoa [ao entardecer da quinta-feira] não haveria gente nas ruas. Bíblia Shedd.
7 devia ser sacrificado o cordeiro pascal. No dia 14 de nisã, entre 14h30 e 17h30, no átrio dos sacerdotes – a quinta-feira da Semana da Paixão. Bíblia de Estudo NVI Vida.
8 preparar-nos. Incluía matar e assar o cordeiro e providenciar pão asmo, ervas amargas e vinho. Bíblia Shedd.
10 um homem carregando um pote. Era algo fora do comum ver um homem carregando um pote de água, pois em geral esse era um serviço das mulheres. Bíblia de Estudo NVI Vida.
…os homens transportavam água em odres de pele. Bíblia de Genebra.
Jesus estava desejoso de evitar a Sua captura durante a celebração da Páscoa. Judas não tinha conhecimento prévio do lugar. Bíblia Shedd.
Jesus estava pronto para morrer, mas no tempo de sua própria escolha. Bíblia de Genebra.
16 Desejei ansiosamente comer esta Páscoa com vocês. Jesus ansiava por celebrar essa Páscoa com Seus discípulos, pois era a última ocasião antes de ser sacrificado como o perfeito “Cordeiro pascal” (1Co 5.7). Bíblia de Estudo NVI Vida.
nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no reino dos Deus. O simbolismo da Páscoa [Pessach = Passover] … se cumprirá com a libertação final da morte e do mal. Andrews Study Bible.
19 é. “Representa” ou “significa”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Isto é o Meu corpo, oferecido por vós. A morte de Jesus não foi uma casualidade, mas aconteceu em benefício dos pecadores (5:32; 1Jo 4:9-10). Andrews Study Bible.
em memória de Mim. Assim como a Páscoa era uma constante lembrança e proclamação de como Deus redimira Israel da escravidão egípcia, assim também observar essa ordenança de Cristo serviria de lembrança e de proclamação de como os crentes haviam sido libertos da escravidão ao pecado mediante a obra expiatória de Cristo na cruz. Bíblia de Estudo NVI Vida.
20 nova aliança. Como a aliança no Sinai, esta aliança separa um povo para Deus (Lc 24:8), mas desta vez com o sangue de Cristo. Ela prometia que a lei de Deus seria escrita nos corações de Seu povo perdoado. Para mais sobre a nova aliança, ver Jr 31:31-34; 1Co 11:25; Hb 8:8-10; 9:15, 20-22, 10:11-18. Andrews Study Bible.
22 ai daquele. A traição de Judas cumpriu o plano de Deus; não obstante, ele deve enfrentar a responsabilidade por suas escolhas (ver At 2:23). Andrews Study Bible.
24 discussão. Só Lucas registra esta disputa que mostrava quão longe, até mesmo os Doze, estavam de compreender aquilo que Jesus viera fazer. Bíblia de Genebra.
25 benfeitores. Título assumido por governantes do Egito, da Síria e de Roma, em demonstração de honrarias, sem muitas vezes representar serviços realmente prestados. Bíblia de Estudo NVI Vida.
26 como o que serve. Jesus conclama ao tipo de liderança que ele mesmo exemplificava – o de bem servir, característica tão incomum naquela época quanto agora. Bíblia de Estudo NVI Vida.
27 Eu sou como quem serve. Jesus estabeleceu o exemplo definitivo de serviço humilde ao dar o Seu corpo e sangue pelos humanos (versos 19-20). Andrews Study Bible.
31 peneirá-los. Satanás queria testar os discípulos, esperando levá-los à ruína espiritual. Bíblia de Estudo NVI Vida.
36 espada. Os seguidores de Jesus enfrentariam tempos difíceis para os quais eles deveriam estar preparados, e Jesus fala seriamente para os advertir (ver 14:26). Apesar de Ele ter previamente aconselhado paz em lugar de violência (6:27), Seus discípulos, que estavam impacientes para lutar pelo reino, tomaram Suas palavras literalmente (v. 51). Andrews Study Bible.
37 contado entre os transgressores. Jesus estava para ser preso como criminoso, cumprindo assim as profecias das Escrituras. Bíblia de Estudo NVI Vida.
38 Basta! Os discípulos tomaram as palavras da espada literalmente, e a resposta de Jesus significa “Basta desse tipo de conversa”. Bíblia de Genebra.
39 Costume. Jesus não quer evitar a Sua captura; Judas irá para o jardim. Bíblia Shedd.
40 Orai. Um chamado para que os discípulos façam como Ele mesmo tinha sempre feito em tempos desafiadores. Andrews Study Bible.
44 gotas de sangue. … possivelmente a hematidrose, mistura de sangue e suor, como nos casos de extrema angústia, pressões ou sensibilidade. Bíblia de Estudo NVI Vida.
45 dormindo. O sono substitui a oração e resulta em negação da fé (57ss). Bíblia Shedd.
47 beijo. Uma saudação tradicional entre amigos próximos e familiares. Ver tb Mc 14:45. Andrews Study Bible.
50 o servo do sumo sacerdote. Chamava-se Malco; foi Simão Pedro que o golpeou. Bíblia de Estudo NVI Vida.
53 poder das trevas. Mais do que a cobertura da escuridão da noite, esta frase se refere aos poderes satânicos que estavam trabalhando com os líderes religiosos (ver versos 3, 31). Andrews Study Bible.
…hora em que as forças das trevas – da iniquidade – fariam o máximo para derrotar o plano de Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
59 é galileu. Reconhecido pelo seu modo de falar (Mt 26.73) e identificado por um parente de Malco, servo do sumo sacerdote. Bíblia de Estudo NVI Vida.
63 zombavam. Cumprindo a própria profecia de Jesus (18:32). Andrews Study Bible.
71 Acabamos de ouvir. Essa reação do Sinédrio deixa claro que a resposta de Jesus havia representado um taxativo “sim”. Marcos registra simplesmente “Sou”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
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“Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos” (v.32).
Os momentos finais do ministério terrestre de Jesus deveriam fazer parte de nossa meditação diária de forma especial, como aconselha a irmã White: “Far-nos-ia bem passar diariamente uma hora a refletir sobre a vida de Jesus. Deveremos tomá-la ponto por ponto, e deixar que a imaginação se apodere de cada cena, especialmente as finais” (O Desejado de Todas as Nações, CPB, p.83). Se Cristo é o nosso modelo e perfeito exemplo e, como cristãos, desejamos imitá-Lo, precisamos estar todos os dias em íntimo contato com a Palavra que dEle testifica; não como meros estudiosos da Bíblia, mas como aqueles que andam com Deus, sendo transformados um dia de cada vez até que o caráter amoroso do Salvador seja impresso em nós.
A Páscoa foi instituída pelo Senhor na última noite dos hebreus no Egito. O sangue do cordeiro nos umbrais das portas representava o sangue salvífico de Cristo que liberta o Seu povo da morte eterna. Mas, justamente na Páscoa – a festa da libertação – a preocupação dos “principais sacerdotes e [dos] escribas” era “em como tirar a vida de Jesus” (v.2). Aqueles que deveriam ser os primeiros a reconhecer em Jesus o cumprimento das profecias, foram os primeiros a se levantar contra Ele. Preocupavam-se mais com a reação do povo do que com reação de Deus. E pela união satânica entre líderes judeus e um de Seus próprios discípulos, Jesus foi entregue à humilhação e, finalmente, à morte. O Senhor também nos deixou luz sobre isso nos últimos dias: “Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé na mensagem do terceiro anjo, mas não tem sido santificada pela obediência à verdade, abandona sua posição, passando para as fileiras do adversário. […] Tornam-se os piores inimigos de seus antigos irmãos” (O Grande Conflito, CPB, p.614).
“Chegada a hora” (v.14), Jesus e os apóstolos estavam reunidos à mesa no lugar determinado. O Criador “do fruto da videira” tomou um cálice de seu sumo pela última vez “até que venha o reino de Deus” (v.18). Há uma ceia no Céu preparada para os que hão de herdar a salvação e Cristo se abstém de comê-la aguardando os Seus convidados. O amoroso convite do Cordeiro pascal é para que estejamos preparados para celebrá-la com Ele: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:20). Em memória de Cristo, participamos dos emblemas sagrados como uma forma de confirmar a entrega de nossa vida a Ele, celebrando a “nova aliança” (v.20), a confirmação da entrega do Salvador por nós. Nossas afeições, portanto, precisam estar centradas na pessoa de Jesus Cristo, no que Ele fez por nós e na confiança em Suas palavras que são “fiéis e verdadeiras” (Ap.22:6). Só assim estaremos salvos do engano (v.22) e do mal de cobiçar posições e privilégios que não nos pertencem (v.26).
Como Jesus rogou por Pedro, para que a sua fé não desfalecesse (v.32), Ele, através de Seu Espírito, realiza a mesma obra por nós, agora, “com gemidos inexprimíveis” (Rm.8:26). Satanás reclama por cada vida como sendo sua pelo salário do pecado. Mas Cristo luta por cada uma delas, pois as comprou pela redenção. O inimigo nos “acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus” (Ap.12:10), para nos “peneirar como trigo” (v.31), enquanto Jesus intercede por nós incessantemente a fim de que, até mesmo os nossos erros de percurso se tornem em processos de lapidação do caráter e genuína conversão. Os discípulos enfrentariam tempos muito difíceis e Jesus usou de figuras de linguagem para adverti-los a estarem preparados. A nossa espada não consiste em usar de força e violência, mas, como está escrito: “Não por força nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc.4:6). A espada de que necessitamos empunhar com destreza é “a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef.6:17).
Combinado a um exame constante e sincero da Bíblia, deve haver uma vida de constante intercessão. A oração nos aproxima do Pai do Céu e nos protege contra a tentação (v.40). Quando um filho de Deus se ajoelha para orar na quietude de seu refúgio de oração, “um anjo do Céu” (v.43) é enviado em seu auxílio para confortá-lo. Não podemos esmorecer, “dormindo de tristeza” (v.45) diante das angústias, mas, como Jesus, “estando em agonia, orava mais intensamente” (v.44), é hora de fazermos da oração, a respiração da alma. Jesus pode estar clamando a muitos de nós, hoje: “Por que estais dormindo? Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação” (v.46). As cenas finais do grande conflito revelarão o pior contraste entre a luz e as trevas e, precisamos, agora, escolher a quem servimos, e como Josué, tomar uma firme e resoluta decisão: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Js.24:15).
Não fomos chamados a decepar as orelhas dos acusadores, e sim a curá-las com o toque de Cristo na vida (v.51), ainda que não o reconheçam. Logo, chegará a última “hora e o poder das trevas” (v.53) quando o derradeiro povo de Deus sofrerá a mais terrível tribulação (Dn.12:1). Não haverá mais lugar para negativas e espírito de covardia, mas como fiéis sentinelas de Deus, muitos de nós serão levados diante das autoridades a fim de serem interrogados. E com a mesma animosidade dos três jovens hebreus diante da fornalha acesa (Dn.3:17-18) ou de Daniel diante da ameaça da cova dos leões (Dn.6:10), também tentarão nos intimidar com leis arbitrárias que ignoram qualquer liberdade de crença ou direito fundamental. Como Cristo, muitos cristãos serão levados aos tribunais como se dada a oportunidade de se defenderem, quando, na verdade, suas palavras iluminadas pelo Espírito Santo serão tidas como testemunho contra eles mesmos (v.71).
Amados, sinto em meu coração e ele arde nesta esperança, de que não falta muito para o retorno do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e os muitos sinais são uma prova disso. Mas quem sou eu para sentir ou deixar de sentir? Podemos ser facilmente enganados por nossos sentimentos. Existe, porém, algo que não se trata de sentimento, mas de convicção: seja amanhã ou num tempo em que eu já esteja no pó da terra, hoje, agora, é o tempo da minha oportunidade, o tempo de estar preparada e desejosa de encontrar o meu amado Redentor. Como Jó, a minha alma declara: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a Terra. […] Vê-Lo-ei por mim [mesma], os meus olhos O verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração” (Jó 19:25, 27).
Você está preparado(a) para a extraordinária ceia da eternidade? Não é tempo de temer o que está por vir. É tempo de viver cada dia clamando pela direção do Espírito Santo a cada passo. E, como Paulo, nossa fé será diariamente fortalecida na certeza de que quer “vivamos ou morramos, somos do Senhor” (Rm.14:8). Prepara-te, ó último Israel, para te encontrares com o teu Deus!
Pai da Eternidade, bendito seja o Teu nome, que com Tua fidelidade assina a promessa de que breve Jesus voltará! Ilumina os nossos olhos e purifica o nosso coração para que possamos Te ver. Oh, Senhor, jamais conseguiremos mensurar o sofrimento de Jesus no Getsêmani, a ponto de suar sangue! Mas, por Tua graça, em nossa leve e momentânea tribulação, o Senhor também nos envia anjos para nos confortar. Obrigado, Pai! E volta logo, Senhor! Que nossas orações ascendam ao Teu trono como aroma suave, pois as fazemos em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, última igreja de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Lucas22 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100