Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: II PEDRO 1 – Primeiro leia a Bíblia
II PEDRO 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/2pe/1
Conta-se a história de uma mulher que passou mais de 20 anos cuidando de um homem rico. À medida que a morte se aproximava, o homem decidiu deixar uma parte considerável de sua riqueza para a mulher que tão ternamente cuidou dele. Ele escreveu tudo em um pedaço de papel e entregou a ela. Ela agradeceu, levou o pedaço de papel para seu humilde apartamento em Londres e pregou-o na parede. Como ela não sabia ler, ela não tinha ideia do que dizia.
Ao longo dos anos após a morte do homem, a mulher continuou a viver na pobreza. Poucos dias antes dela morrer, o pastor veio visitá-la. Ele perguntou a ela sobre o pedaço de papel pregado na parede. Enquanto ele lia para ela, ela de repente percebeu tudo o que havia perdido. Essa folha de papel possuía a promessa de tudo que ela sempre precisou para uma vida boa e confortável.
Tudo o que precisamos para uma vida boa pode ser encontrado nas grandes e preciosas promessas de Deus. Essas promessas se cumprem não apenas nos dons, mas se tornam ainda mais verdadeiras no presente que o próprio Jesus é para nós. Reivindique sua herança hoje!
Dan Martella
Pastor e administrador aposentado, Hanford, Califórnia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/2pe/1
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
Filed under: Sem categoria
1053 palavras
1 Servo. Do gr. doulos (ver com. [CBASD] de Rm 1:1). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 651.
Apóstolo. Do gr. apostolos, “mensageiro”. CBASD, vol. 7, p. 651.
Conosco. Ou seja, assim como nós temos. Pedro equipara a fé dos leitores à sua. CBASD, vol. 7, p. 651.
conosco obtiveram fé igualmente preciosa. Como apóstolo e testemunha ocular da majestade de Jesus (1:16), a fé manifestada por Pedro era tão preciosa aos olhos de Deus quanto a dos leitores que não viram a Cristo (Jo 20:29). Bíblia de Estudo Andrews.
Obtiveram. O dom é devido à graça de Deus e não a qualquer valor inerente ao indivíduo. CBASD, vol. 7, p. 651.
justiça do nosso Deus. Aqui, Pedro explica que seus leitores compartilhavam a mesma fé que ele, em virtude da misericórdia divina, que traz salvação a todos. CBASD, vol. 7, p. 651.
Salvador. A construção grega sugere que “nosso Deus e Salvador Jesus Cristo” se refere a uma só pessoa: Jesus Cristo. A frase pode ser traduzida como “o nosso Deus, o Salvador Jesus Cristo”. Tão clara aceitação da divindade de Jesus não causa surpresa, pois o próprio Pedro reconheceu que o Senhor era “o Filho do Deus vivo” (Mt 16:16), e tinha ouvido e tinha ouvido Tomé chamá-Lo de “Senhor meu e Deus meu” (Jo 20:28; […]). CBASD, vol. 7, p. 651, 652.
2 Sejam multiplicadas. Os leitores já possuíam graça e paz. Então, o apóstolo deseja que eles obtenham mais ainda provisões desses dons celestiais (ver 2Pe 3:18). CBASD, vol. 7, p. 652.
No pleno conhecimento. Ou, “no conhecimento”. A palavra aqui usada para “conhecimento” (epignōsis) é mais enfática do que a forma substantiva simples (gnōsis), e sugere um conhecimento mais amplo e perfeito, resultado da contemplação do objeto estudado. Esse conhecimento influencia a vida de que o obtém. Quando se centra no Pai e no Filho, traz graça abundante e paz ao coração. CBASD, vol. 7, p. 652.
3 Visto como. Ou, “visto que”. As palavras que se seguem são uma expansão do pensamento de que a graça e a paz vêm do conhecimento pessoal de Deus e de Cristo (v. 2). CBASD, vol. 7, p. 652.
Todas as coisas. Um lembrete de que o Senhor não reteve nenhuma ajuda necessária à salvação. CBASD, vol. 7, p. 652.
nos têm sido doadas todas as coisas. Deus fez provisão plena para nossa vida espiritual. Ela é recebida por meio de Jesus. Bíblia de Estudo Andrews.
Piedade. Do gr. eusebeia, “religião”, a conduta cristã (ver com. [CBASD] de 1Tm 2:2). Os dons são concedidos por Cristo a fim de que Seus seguidores atinjam os padrões estabelecidos para eles. A vida vitoriosa não pode ser vivida sem os dons, por isso, cabe a nós aceitá-los e usá-los. CBASD, vol. 7, p. 652.
Glória e virtude. A visão do Cristo “exaltado” estimula as pessoas a abandonar o pecado e buscar as gloriosas qualidades oferecidas pelo Salvador. CBASD, vol. 7, p. 652.
4 Mui grandes promessas. O apóstolo se refere a todas as garantias divinas que se cumprem na salvação do crente. No entanto, tendo em vista o uso posterior (2Pe 3:13), a palavra pode se referir especialmente à segunda vinda e à glória que a acompanha, caso em que todas as promessas divinas se cumprirão. CBASD, vol. 7, p. 653.
5-7 associai com a vossa fé […] amor. O crescimento espiritual começa com a fé, nossa primeira reação ao evangelho, e culmina com o amor, a maior das virtudes (1Co 13:13), o cumprimento da lei (Rm 13:10) e a evidência da perfeição cristã (Mt 5:44-48). Bíblia de Estudo Andrews.
10 confirmar a vossa vocação e eleição. O crescimento espiritual não é a base para nosso chamado e nossa eleição. Todavia, repudiamos a eleição quando nos negamos a crescer. Bíblia de Estudo Andrews.
14 estou prestes a deixar o meu tabernáculo. O tabernáculo é uma construção temporária, uma metáfora para a brevidade da vida (2Co 5:1-4). Bíblia de Estudo Andrews.
16-18 Pedro responde à primeira objeção dos falsos mestres: a alegação de que a segunda vinda é um mito. Bíblia de Estudo Andrews.
16 testemunhas oculares da sua majestade. Pedro argumenta que a transfiguração (Mc 9:1-8) foi uma prévia e um anúncio da segunda vinda de Jesus. Bíblia de Estudo Andrews.
19 Tanto mais confirmada a palavra profética. Pedro sugere que a profecia é uma base ainda mais garantida para a crença na segunda vinda do que seu testemunho pessoal da glória de Jesus na transfiguração. Bíblia de Estudo Andrews.
Pedro e seus condiscípulos baseavam suas firmes convicções sobre a missão de Cristo na forma como Sua vida cumpriu as promessas do AT (cf. At 2:22-36; 3:18; 4:10, 11, 23-28). Esse conhecimento, somado ao conhecimento pessoal do Senhor durante Seu ministério terrestre (cf. 1Jo 1:1-3), dava a eles uma base inabalável para a fé. Eles passaram a vida compartilhando a fé com os outros, edificando, assim, a igreja apostólica. Hoje os representantes de Cristo têm a mesma missão. CBASD, vol. 7, p. 658.
até que o dia clareie. A profecia cumpre uma função até a chegada de seu cumprimento. Ela deve fazer Jesus – a “estrela da alva” e a “luz” da esperança – brilhar em nosso viver diário. Bíblia de Estudo Andrews.
O dia. A mente de Pedro parece ter passado, muito naturalmente, da transfiguração, que prefigurava o retorno glorioso do Senhor para o grande “dia” em si. Ele não estava apenas lembrando seus leitores do espetáculo que tinha contemplado no monte, mas dirigindo a mente deles para o evento glorioso prenunciado: a segunda vinda de Cristo em poder e glória. CBASD, vol. 7, p. 658.
Estrela da alva. Do gr. phōsforos, composto de phōs, “luz”, e do verbo phero, “portar”; portanto, “portador de luz” ou “aquele que traz luz”. Phōsforos, que ocorre somente aqui no NT, era utilizado para o planeta Vênus, em geral conhecido como a estrela da manhã (cf. com. [CBASD] de Is 14:12). Aqui, sem dúvida, o apóstolo se refere a Cristo (cf. com. [CBASD] de Ml 4:2; Lc 1:78, 79; Ap 2:28; 22:16). CBASD, vol. 7, p. 658.
20, 21 Pedro responde à segunda objeção: a profecia tem origem humana. Bíblia de Estudo Andrews.
20 particular elucidação. Refere-se à acusação de que os profetas interpretaram os próprios sonhos e visões pessoais, ou seja, de que a profecia teria origem humana. Bíblia de Estudo Andrews.
21 Homens [santos] falaram da parte de Deus. Evidências textuais […] apoiam a variante “homens falaram da parte de Deus”, isto é, aqueles que foram movidos pelo Espírito Santo transmitiram as mensagens que haviam recebido de Deus. CBASD, vol. 7, p. 658.
falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo. Pedro argumenta que a palavra profética resulta da obra e do poder do Espírito Santo. Bíblia de Estudo Andrews.
Filed under: Sem categoria
“Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (v.21).
Em sua segunda carta, o apóstolo Pedro já não mais se refere aos “forasteiros da Dispersão” (1Pe.1:1), mas aos que “obtiveram fé igualmente preciosa na justiça” (v.1) de Jesus Cristo, assim como ele e os demais conversos haviam obtido. A preciosa graça que os havia alcançado rasgaria as cortinas do tempo até atingir o coração da geração de cristãos dos últimos dias. O que o pastor Pedro escreveu, certamente alcançaria as últimas ovelhas do rebanho do Senhor. Mesmo após a sua morte, sua voz não seria calada e, por meio destas cartas, tremendas advertências nos são dadas para que possamos crescer “no pleno conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor” (v.2); o conhecimento fundamental e indispensável para “todos quantos amam a Sua vinda” (2Tm.4:8).
Conduzidos “à vida e à piedade, pelo conhecimento completo dAquele que nos chamou para a Sua própria glória e virtude” (v.3), os filhos de Deus têm recebido grande luz, e, à cada geração, apesar das trevas morais e espirituais que têm se multiplicado, Deus os têm suprido de sabedoria e entendimento. O conhecimento de Deus e do Seu Cristo através de uma vida de comunhão e de relacionamento diário, e a plena esperança nas Suas “preciosas e mui grandes promessas”, os estão tornando “coparticipantes da natureza divina” (v.4). Santo e sagrado privilégio! O ser humano é convidado a refletir o caráter de Cristo ainda aqui, através da diligente prática dos seguintes atributos, perfeitamente associados, nesta ordem:
1. Fé;
2. Virtude;
3. Conhecimento;
4. Domínio Próprio;
5. Perseverança;
6. Piedade;
7. Fraternidade;
8. Amor.
Através destas coisas, existindo em nós e em nós aumentando (v.8), o Espírito Santo cuida de produzir e multiplicar o Seu sublime fruto. E Pedro enfatizou a importância de uma procura diligente quanto a “confirmar a [nossa] vocação e eleição” (v.10), o que lança por terra a teoria de “uma vez salvo, salvo para sempre”. Assim como o próprio Jesus cumpriu com diligência cada etapa de Seu ministério terrestre, perdendo a Sua vida para reconquistá-la ao terceiro dia, como Seus discípulos, somos chamados para morrer para as “paixões que há no mundo” (v.4) e viver segundo a eleição até que, por Sua graça, alcancemos o galardão naquele grande Dia. “Pois desta maneira é que [nos] será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (v.11).
O pecado nos tornou naturalmente egoístas e, dentro deste contexto, nossas tendências estão sempre voltadas a atender as nossas próprias vontades e ambições. Abrimos mão dos benefícios da providência divina quando nos rebaixamos a atender aos caprichos de nosso enganoso e corrupto coração. Somente a constante entrega do humilde suplicante pode promover a transformação do caráter e o crescimento tão necessário do conhecimento de Deus e de Cristo. Aquele que nos guia “a toda a verdade” (Jo.16:16), possui uma verdade presente de valor inestimável para o nosso tempo, mas nem todos estão dispostos a aceitá-la e vivê-la, como enfatizou Ellen White:
“Os que apresentam a verdade para este tempo não devem esperar ser recebidos com mais favor do que o foram os primeiros reformadores. A grande controvérsia entre a verdade e o erro, entre Cristo e Satanás, há de aumentar em intensidade até ao final da história deste mundo” (O Grande Conflito, CPB, p.66).
A Bíblia não é um livro comum, nem tampouco um compêndio de “fábulas engenhosamente inventadas” (v.16). Toda ela aponta para o reencontro da criatura com o Seu Criador. “Porque o Senhor cumprirá a Sua palavra sobre a Terra, cabalmente e em breve” (Rm.9:28). E assim como Pedro foi testemunha ocular na primeira vinda do nosso Salvador, nós o seremos, pela graça de Deus, em Sua segunda vinda. Busquemos, pois, com muito mais empenho, estar confirmados na verdade presente (v.12), pois, conforme “a palavra profética”, ela é como “uma candeia que brilha em lugar tenebroso”, e nos aponta o caminho para Casa. Lembrem-se: “Crede no Senhor, vosso Deus e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr.20:20).
Pai de amor, clamamos a Ti para que o Teu Espírito nos conduza à vida e à piedade, pelo conhecimento completo do Senhor, que nos chamou para a Sua glória e virtude! Habita em nós, Senhor, a fim de que nos tornemos coparticipantes da Tua natureza! Lindo é o Teu caráter, ó Deus! E nós, indignos de obtê-lo. Mas, por Tua graça e misericórdia, cremos que podes transformar a nossa vida à semelhança do Teu Filho amado. Que a Tua verdade presente, com tudo o que ela implica, seja colocada em prática em nossa vida pelo poder do Teu Espírito. No nome precioso de Jesus, nós Te pedimos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, “coparticipantes da natureza divina” (v.4)!
Rosana Garcia Barros
#2Pedro1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
II PEDRO 1 – Uma comparação entre as cartas de Pedro ajudará a ampliar nossa compreensão:
• I Pedro encoraja os crentes a suportarem perseguições com fé e esperança na glória futura; II Pedro foca pouco no sofrimento, sua maior preocupação são as heresias e corrupção dos cristãos.
• I Pedro chama os crentes a viverem de maneira santa e submissa, refletindo Cristo. II Pedro reafirma a necessidade de crescer na graça e conhecimento de Cristo.
• Em I Pedro, “falsos mestres” não é um tema central; em II Pedro, a principal preocupação são os propagadores de falsos ensinos, denunciando falsos mestres e suas destruições.
• Ambas as cartas contêm tom pastoral, todavia, embora I Pedro seja mais encorajadora, utilizando metáforas como “pedras vivas” e “rebanho de Deus”, II Pedro usa linguagem mais intensa e severa, com comparações a Sodoma e Gomorra e advertências sobre destruição iminente.
• I Pedro menciona a segunda vinda de Cristo como fonte de esperança aos crentes; II Pedro enfatiza a certeza da volta de Cristo e adverte sobre zombadores que a negarão.
A segunda carta de Pedro é seu último testamento “(1:13-14). Ela novamente contém uma mensagem pastoral dirigida à igreja. Aqui ele adverte contra os falsos mestres e também oferece conselhos importantes sobre pureza, conhecimento e crescimento espiritual. A epístola ensina que a graça de Deus em Cristo realmente converte e capacita os cristãos a viver virtuosamente, mesmo em face de hostilidade. Entretanto, os ataques contra o povo de Deus não são apenas externos, mas também internos” (Bíblia do Discípulo).
Pedro inicia esta carta reafirmando que a fé cristã é fundamentada na justiça de Deus e do Salvador Jesus Cristo; a qual nos é concedida e não adquirida por méritos humanos (II Pedro 1:1-2).
Pedro enfatiza que Deus já “nos deu tudo de que necessitamos para a vida e para a piedade”, capacitando-nos a crescer espiritualmente. Ele apresenta a “escada do crescimento cristão” (II Pedro 1:3-12), onde cada virtude conduz ao caráter plenamente desenvolvido:
Fé + virtude + conhecimento + domínio próprio + perseverança + piedade + fraternidade + amor.
Esse processo indica que a salvação envolve tanto justificação quanto santificação (transformação).
Para isso, a Bíblia é a revelação divina – é nossa única regra de fé e prática (II Pedro 1:15-21).
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: I PEDRO 5 – Primeiro leia a Bíblia
I PEDRO 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1pe/5
Neste capítulo final da primeira epístola de Pedro, ele apresenta conselhos claros para os líderes e os administradores da igreja, usando como credencial sua experiência como testemunha ocular dos sofrimentos de Cristo. “não ajam como dominadores dos que lhes foram confiados, mas como exemplos para o rebanho” (vs. 2, 3 NVI).
Às vezes hesitamos em destacar as recompensas de fazer o que é correto, mas Pedro não hesita em fazer isso, lembrando-nos que a coroa de glória que receberemos por cuidar dos que estão sob nossa influência nunca irá desaparecer (v. 4). Ele encoraja os membros mais jovens das congregações a submeterem-se aos de mais idade e com mais experiência, mas, em seguida, afirma, em essência: “todos vocês devem se submeter em humildade uns aos outros” (v. 5).
“Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês” (v. 7 NVI). Muitos anos atrás, com três crianças disputando espaço no meu colo na igreja, a mulher atrás de mim rabiscou este versículo em um pedaço de papel e o passou para mim. Desde então, ele permanece como uma das minhas promessas favoritas das Escrituras.
Ao encerrar sua carta, mais uma vez Pedro lembra a seus ouvintes acerca do tema do grande conflito – um adversário real chamado Satanás procura levar os crentes a abandonar a fé e dar as costas a Cristo Jesus. Esta é a mensagem que Pedro diria a você hoje: Seja vigilante! Resista! Permaneça firme na fé!
Pr. Cindy Tusch, DMin
Diretora Associada Aposentada
Patrimônio Ellen G. White, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1pe/5
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
Filed under: Sem categoria
269 palavras
1 Eu, presbítero como eles. Literalmente, “o companheiro presbítero”. Pedro não dá nenhum indício de primazia. Ele se contenta em assumir o mesmo título que aplicou aos oficiais da igreja. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 640.
2 Sórdida ganância. O serviço à igreja nunca deve ser realizado como meio de enriquecimento pessoal (ver com. de 1Tm 3:8). CBASD, vol. 7, p. 641.
4 Imarcescível (ARA; NVI: “imperecível”). Natureza eterna da recompensa. CBASD, vol. 7, p. 642.
8 Como leão que ruge. Como um leão faminto que ruge para assustar e capturar sua presa. Uma figura própria para representar o diabo que, por meio da perseguição, tentava assustar os cristãos e forçá-los à apostasia. CBASD, vol. 7, p. 643.
Procurando. Nenhum leão espera que a presa venha a seu território, tampouco Satanás aguarda as vítimas caírem em suas armadilhas. Ele perambula longas distâncias para encontrar e caçar os que deseja capturar. CBASD, vol. 7, p. 643.
Devorar. Assim como o leão despedaça a presa, o diabo arrasta suas vítimas do seio da igreja para devorá-las, CBASD, vol. 7, p. 643.
13. Babilônia. Não há apoio para a ideia de Pedro ter trabalhado na cidade de Babilônia. A tradição confirma que seus últimos esforços missionários ocorreram em Roma, bem como sua morte (ver AA, 537,538). Sabe-se que os cristãos apostólicos usavam o título enigmático “Babilônia” para se referir à capital romana, a fim de evitar represálias políticas (ver com. de Ap 14:18). De modo geral, os eruditos concordam que Pedro usou o termo Babilônia para fazer referência velada a Roma. CBASD, vol. 7, p. 643.
14 Ósculo do amor. Isto é, beijo de amor (comparar com as palavras de Paulo, no com. de Rm 16:6; 1Co 16:20; 2Co 13:12). CBASD, vol. 7, p. 646.
Filed under: Sem categoria
“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (v.8).
Após a Sua ressurreição, assentado à praia com sete de Seus discípulos, por três vezes Jesus perguntou a Pedro: “Simão, filho de João, tu Me amas?” (Jo.21:16). A insistência do Mestre pela terceira vez, no entanto, entristeceu o coração daquele que O havia negado por três vezes, e, dotado de uma humildade que antes lhe faltava, o arrependido discípulo, por fim, respondeu: “Senhor, Tu sabes todas as coisas, Tu sabes que eu Te amo”. Então, também pela terceira vez, a ordem foi proferida: “Apascenta as Minhas ovelhas” (Jo.21:17). Assim como o Senhor confiou o ministério pastoral a Pedro, outros também receberiam o mesmo chamado. Pedro destacou alguns princípios que devem reger este sagrado ministério:
1. O pastor deve conduzir o seu “rebanho” espontaneamente, “não por constrangimento” (v.2), e cuidar de suas necessidades;
2. O pastor não faz o seu trabalho por ganância, “mas de boa vontade” (v.2), ainda que tenha de passar por privações;
3. O pastor deve ser um modelo de Cristo para o rebanho (v.3). Deve ser o primeiro a dar o exemplo, vivendo de forma coerente ao seu chamado.
Diante dos deveres dos presbíteros, Pedro não deixou a cargo somente destes líderes o dever cristão de seguir as orientações de Deus, mas continuou sua fala a uma classe especial: “Rogo igualmente aos jovens: sede submissos aos que são mais velhos; outrossim, no trato de uns com os outros, cingindo-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a Sua graça” (v.5). O cumprimento do dever sempre vem acompanhado de uma recompensa. Deus mostra a Sua misericórdia e graça para conosco, mesmo diante da verdade de que “nEle vivemos, nos movemos, e existimos” (At.17:28). Trata-se de um dever cristão a união entre líderes e liderados na obra de salvação. Enquanto não houver esta unidade imprescindível, em espírito de humildade; enquanto o povo de Deus não se humilhar “sob a poderosa mão de Deus” (v.6), a derradeira chuva não cairá.
Semelhante a Daniel e seus companheiros em Babilônia, o Senhor tem chamado os jovens cristãos desta geração a fechar a boca de leões e glorificar o Seu nome em meio às chamas. Jovens que, à semelhança de José, fujam da tentação e do pecado (Gn.39:12); que assim como Samuel, estejam dispostos a dizer ao Senhor: “Fala, porque o Teu servo ouve” (1Sm.3:10). Jovens como o reformador escocês George Wishart, que dedicou sua juventude à serviço de Deus. Ou como a norte-americana Ellen G. White, que mesmo jovem e com a saúde debilitada, tornou-se um poderoso instrumento nas mãos do Senhor. Todos estes passaram por diversos sofrimentos, mas, “firmes na fé”, resistiram ao maligno (v.9). Certamente, o Senhor tem levantado na nossa “irmandade espalhada pelo mundo” (v.9), um exército de jovens fiéis revestidos da armadura de Deus, prontos para combater “o bom combate” (2Tm.4:7).
“Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à Sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, Ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar” (v.10). É na mais alta temperatura do crisol que sai o mais puro ouro. Pois assim diz o Senhor: “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus” (Zc.13:9). Quando as chamas da última perseguição envolverem o mundo, haverá a definitiva separação entre o trigo e o joio, entre o ouro e a escória. Não mais haverá líderes e liderados, mas dois grupos: os salvos e os perdidos. Cumprir-se-á o que está escrito: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap.22:11).
Perseveremos firmes, amados, sendo reavivados e santificados pela Palavra de Deus, “lançando sobre Ele toda a [nossa] ansiedade, porque Ele tem cuidado de [nós]” (v.7). “Paz a todos vós que vos achais em Cristo” (v.14).
Nosso Deus e Pai, quão gratos Te somos pelo estudo de mais um precioso livro da Tua Palavra! Através de Pedro, o Espírito Santo nos deixou importantes orientações e admoestações, principalmente a nós que vivemos nos últimos dias. Precisamos de um verdadeiro reavivamento entre nós, Senhor! Necessitamos de líderes genuinamente convertidos e consagrados ao Teu serviço! E como pecadores que somos, necessitamos diariamente nos humilhar debaixo da Tua poderosa mão, sendo sóbrios e vigilantes, conscientes do grande conflito em que estamos envolvidos. Ó, Senhor, aperfeiçoa, firma, fortifica e fundamenta a Tua igreja! Somos Tuas ovelhas, Pai! Conduze-nos aos Teus pastos verdejantes! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, “rebanho de Deus” (v.2)!
Rosana Garcia Barros
#1Pedro5 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
I PEDRO 5 – Este último capítulo de I Pedro resume os principais temas da carta: Liderança responsável, humildade, confiança em Deus e a certeza da graça restauradora do Senhor.
• Pedro, como testemunha dos sofrimentos de Cristo, instrui líderes da igreja a pastorearem o rebanho de Deus voluntariamente, sem ganância e sem domínio autoritário. Devem servir de exemplo aos crentes, pois receberão a coroa de glória quando Cristo Se manifestar (I Pedro 5:1-4).
• Pedro também exorta jovens a sujeitar-se aos mais velhos e todos devem revestir-se de humildade, pois “Deus Se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes”. Deus exaltará os fiéis humildes no tempo certo (I Pedro 5:5-6).
• Diante das dificuldades, os crentes devem aprender a confiar plenamente em Deus, lançando sobre Ele todas as preocupações, porque Ele cuida de Seus filhos (I Pedro 5:7).
• Comparado a leão, o diabo procura devorar os crentes, por isso, é necessário vigilância e firmeza na fé. É preciso ser sóbrio e resistir na fé, como outros irmãos que ao redor do mundo também enfrentam sofrimentos semelhantes – saber isso, fortalece a unidade na resistência (I Pedro 5:8-9).
• Pedro revela que o sofrimento é temporário, pois “o Deus de toda a graça” restaurará, confirmará, fortalecerá e fundamentará os crentes. A esse Deus pertence o domínio eterno. Pedro encerra a carta mencionando Silvano como mensageiro e testemunhando que esta é “a verdadeira graça de Deus”, na qual os crentes devem permanecer firmes. Após breve saudação, Pedro conclui: “Paz a todos vocês que estão em Cristo” (I Pedro 5:10-14).
Em meio à desgraça do pecado, Pedro ressalta a graça divina. Ele apresenta a graça como o favor imerecido de Deus, que manifesta-se de várias formas na existência do crente:
• A salvação é um ato da graça divina. Está ligada à viva esperança e à herança incorruptível, mostrando que ela é um presente celestial (I Pedro 1:3-4). Os profetas do Antigo Testamento anunciaram essa graça, manifestada plenamente em Cristo (I Pedro 1:10-12; 2:9-10).
• Fundamentados nessa graça, os crentes vivem de maneira santa, os quais devem ser sóbrios e colocarem sua esperança inteiramente na graça futura, quando Cristo for revelado (I Pedro 1:13-16; 2:11-12).
• Os crentes são encorajados a serem bons administradores da multiforme graça de Deus (I Pedro 4:10).
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.