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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/30
Disfunções familiares aparecem de forma escandalosa em Gênesis 30. Rivalidade entre irmãos, poligamia, ciúmes, manipulação, controle, subornos, raiva – está tudo lá!
Considere, por exemplo, a exigência de Raquel: “Dê-me filhos ou morrerei”. A identidade de Raquel estava baseada em ter ou não filhos. Procurando satisfazer suas próprias necessidades, ela fez exigências impossíveis ao marido frustrado. Sua felicidade dependia de circunstâncias externas que ela não podia controlar. Se não conseguisse o que queria, então ela preferiria morrer.
“Dê-me o que preciso ou não serei feliz.” “Dê-me o que eu quero ou então…” Motivos trágicos que expõem corações egoístas. Palavras trágicas que continuam a destruir lares e vidas hoje.
Mais tarde, as palavras de Raquel “tive uma grande luta com minha irmã e venci” revelam que ela estava mais interessada em vencer do que em cultivar um relacionamento. Quantos relacionamentos já foram destruídos pela necessidade de vencer ou ter razão? Quantos de nós manipulamos e controlamos os outros para que satisfaçam nossas necessidades?
Quando confiamos que Deus satisfará nossas necessidades, encontramos segurança interna e felicidade que não podem ser encontradas manipulando ou controlando os outros. Podemos encontrar nossa identidade em Deus, sem precisarmos depender de outros seres humanos para sermos pessoas felizes.
Lori Engel
Capelã
Eugene, Oregon EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/30
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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1315 palavras
1-43 Este capítulo faz parte de uma unidade que se inicia em 29:31 e acaba em 30:24. Relata o nascimento dos doze filhos de Jacó e provê uma explicação para algumas das tensões e pressões que a família de Jacó (e especialmente seus filhos) experimentaram. Como em todo o VT, a dádiva de ter filhos é claramente ligada à ação divina. Os nomes de cada criança era dado pela respectiva esposa, que não era sempre a mãe biológica, mas que recebia a criança de sua serva como seu próprio (Andrews Study Bible).
1 senão morrerei. Uma expressão com exagero que demonstra sua angústia extrema (25.32; 27.46). Ironicamente, mais tarde, ela morre durante um parto (35.16-18) (Bíblia de Genebra).
2 Acaso, estou em lugar de Deus. A resposta rude de Jacó contrasta nitidamente com a oração fervorosa de Isaque intercedendo pela esposa sem filhos (25.21) (Bíblia de Genebra).
Jacó sempre tentou obter a bênção mediante seus esforços. Aqui, precisa reconhecer que a bênção de ter filhos só poderia provir de Deus (v. 31.7-13), quanto à bênção dos rebanhos). Posteriormente, José repetiu essas palavras (v. 50.19). Bíblia de Estudo NVI Vida.
3 ao meu colo. Lit. “joelhos”. Os joelhos são um símbolo do cuidado dos pais (50.23; Jó 3.12). De acordo com o costume do antigo Oriente Próximo, o parto da criança da concubina sobre os joelhos da esposa simbolizavam a adoção da criança pela esposa (Bíblia de Genebra).
6 de Bila, Dã – um juiz. Raquel exclamou: “Deus me julgou e também me ouviu a voz e me deu um filho” (heb danani) (Bíblia Shedd).
8 Naftali – Lutando. Raquel disse: “Com grandes lutas tenho competido com minha irmã e logrei prevalecer”. (heb niphtalta) (Bíblia Shedd).
10,11 De Zilpa, Gade – Boa sorte. Lia disse: “Afortunada!” e lhe chamou Gade (gad) (Bíblia Shedd).
13 Aser – Felicidade. Lia disse: “É minha felicidade” (Bíblia Shedd).
14-16 As obrigações matrimoniais de Jacó são negociadas entre as duas esposas, transformando o patriarca em um ator passivo. Raquel desejou as mandrágoras que Ruben, o primogênito de Lia, descobriu no campo, tendo em vista que elas eram consideradas como promotoras de capacidades sexuais (Cantares 7:13). Lia somente deu as frutas em troca de uma noite com Jacó, o que Raquel, relutantemente, concedeu (Andrews Study Bible).
As mandrágoras estavam associadas com o amor. A superstição popular admitia-as com antídoto contra a esterilidade. A barganha efetuada por Raquel não lhe proporcionara o resultado almejado. O v. 22 mostra ser Deus, e não a mágica ou a superstição humana, que promove a fertilidade (Bíblia Shedd).
Às vezes chamada de “maçã do amor”, (Bíblia de Genebra).
As mandrágoras tem raízes carnudas e bifurcadas, semelhantes à parte inferior do corpo humano e, portanto, segundo a suposição supersticiosa, provocavam a gravidez quando ingeridas (v. Ct 7.13). Raquel, da mesma forma que Jacó, procurava obter o que desejava por meios mágicos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
16 aluguei. Um dos termos chaves da história de Jacó, descrevendo em um nível comercial a interação entre pessoas. Mesmo a sexualidade pode ser “alugada”, um tema que reaparece na história de Judá e Tamar (38:15-19) (Andrews Study Bible).
16-18 De Lia, Issacar – Alugar. Lia disse: “Deus me recompensou” (heb secari) (Bíblia Shedd).
20 Zebulom – Honra. “Deus me deu excelente dote, agora permanecerá comigo meu marido” (zebelani) (Bíblia Shedd).
Como diz um velho ditado espanhol: “Cem gramas de mãe valem o mesmo que meio quilo de clérigos”. A influência de Lia sobre seus filhos, a julgar pela vida que eles tiveram depois, não foi algo muito positivo. E mais ainda, sendo Jacó como era, as chances de eles realizarem os mais altos ideais eram mínimas (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
22-24 A gravidez de Raquel aparece como surpresa ao leitor. Deus Se lembra (19:29; Êx. 2:24; 6:5), e coisas acontecem. Foi após o nascimento de José que Jacó começa a planejar o seu retorno a Canaã (Andrews Study Bible).
De Raquel, José – “Dê-me o Senhor outro filho! Deus tirou-me o vexame (‘asaph) – que o Senhor me acrescente (yoseph) outro filho”. Benjamin – Filho da mão direita. Raquel, que viera a falecer ao dá-lo à luz, pôs-lhe o nome de Benoni (filho de minha dor). Jacó chamou-lhe Benjamim, como indício da posição que viera a desfrutar (Gn 35) (Bíblia Shedd).
23 humilhação. A esterilidade era vergonhosa, sinal do desfavor divino. Bíblia de Estudo NVI Vida.
24 que o Senhor me acrescente ainda outro filho. O cumprimento desse desejo de Raquel lhe provocaria a morte (v. 35.16-19). Bíblia de Estudo NVI Vida.
27 Tenho experimentado. Ou, “descobri por presságio”. Muitos textos extra bíblicos da Mesopotâmia falam da prática de adivinhações no ocultismo, algo proibido em Israel (Dt 18.10,14). Observando a boa sorte de Jacó, Labão, um pagão, tentou descobrir a razão disto através da adivinhação (31.19) (Bíblia de Genebra).
A negação de Labão ao pedido de Jacó é baseado em adivinhação (“tenho experimentado”), uma forma de conhecimento e entendimento da vontade dos deuses. Isto era estritamente proibido em Israel (Lev. 19:26; Deut. 18:10, 14) (Andrews Study Bible).
O testemunho de Labão a propósito da bênção que lhe adviera por causa de Jacó evidencia o cumprimento da promessa de Deus em Betel (28.14). A palavra que aí vem traduzida como “experimentado” pode significar, também, “adivinhado”, isto é, obtida informação através de práticas próprias ao “ocultismo”. Na verdade, Jacó estava estipulando salário muito módico, visto que as ovelhas orientais eram, quase todas, brancas, enquanto os cabritos eram normalmente pretos. Parece que Jacó deliberara, assim, em confiar que Deus havia de prover todas as coisas nos termos da bênção anunciada. Deus o fez de modo admirável! (Bíblia Shedd).
31-34 No antigo Oriente Próximo, a maioria dos cordeiros era branca e a maioria das cabras era negra ou marrom escura. Pensando que o acordo indicasse pequeno risco para ele, Labão alegremente concedeu o pedido de Jacó com respeito aos animais coloridos, não tão comuns (v. 34). A proposta de Jacó dependia da noção falsa de que impressões visuais vívidas durante o ato de reprodução determinariam as características da descendência. Ele pensou que colocando cores revezadas na frente dos animais se acasalando resultaria numa descendência colorida, não comum (vs. 37-38, 41-42). Embora o esquema de Jacó negasse a Deus a glória devida, a intenção de Deus de abençoar a Jacó não se desviou (31.11-12) (Bíblia de Genebra).
35 separou. O inescrupuloso Labão imediatamente trapaceou. De acordo com o trato feito, os animais coloridos seriam o rebanho inicial de Jacó (v. 32). Jacó iniciou sem estes, um fato que enfatiza a bênção sobrenatural sobre ele (Bíblia de Genebra).
37 estoraque … brancas. Em hebraico, trata-se de jogos de palavras com o nome Labão. Assim como Jacó defraudara Esaú (cujo outro nome, Edom, significa “vermelho” … com um guisado vermelho, 25.30), também procura defraudar Labão (cujo nome significa “branco”) com galhos brancos. Para todos os efeitos, Jacó estava usando contra Labão a própria tática deste (a fraude). Bíblia de Estudo NVI Vida.
39 O estratagema funcionou – mas somente por causa de intervenção divina (v. como Jacó reconhece esse fato em 31.9), não por causa da superstição de Jacó. Bíblia de Estudo NVI Vida.
43 O aumento das riquezas de Jacó são resultado de suas capacidades de observação, o manejo de métodos básicos de acasalamento e, acima de tudo, das bênçãos de Deus (Andrews Study Bible).
Deus abençoou os rebanhos de Jacó em detrimento de Labão, apesar da indesculpável astúcia de ambos. Jacó parecia estar enganando Labão, em troca das trapaças deste; porém, Jacó obteve sua família e riqueza somente pela graça de Deus (29.31 – 30.24; 31.9) (Bíblia de Genebra).
Pouco há nessa história que seja elogioso para Jacó, e entre ele e Labão não há muita diferença. São bem dignos um do outro, com uma ressalva: Jacó superava o outro em astúcia. O herdeiro das promessas (Jacó) age para com o filho deste mundo (Labão) de maneiras que os homens mais honrados se recusariam a adotar. Chegamos a apiedar-nos de Labão, que nunca vira uma escada com anjos… [… ] Mas não há muitos que professam ser cristãos e que estão representando hoje, o papel de Jacó? […] Jacó está destinado a passar através do fogo das provações, por meio do qual a escória será consumida e sua alma ficará branca e pura (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
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“Vendo Raquel que não dava filhos a Jacó, teve ciúmes de sua irmã e disse a Jacó: Dá-me filhos, senão morrerei” (v.1).
A esterilidade é um problema que tem afetado muitos casais. A impossibilidade de procriar, ou por parte da mulher ou por parte do homem, pode gerar um desconforto no relacionamento ou até mesmo ser motivo de divórcio. Houve um desgaste emocional muito grande por parte de Raquel ao ver a prole de sua irmã crescer enquanto ela não dava filhos a Jacó. O clamor angustiante que fez a seu marido revelam o seu desespero e a tremenda angústia que sofria. Naquele tempo, a esterilidade era considerada uma maldição e Raquel volveu sua frustração para Jacó, como se estivesse em seu poder dar-lhe filhos ou não.
Surgiram então as mandrágoras. Essas raízes eram consideradas afrodisíacas e acreditava-se que continham propriedades que promoviam a fertilidade. Os olhos de Raquel brilharam diante do que considerou ser a solução de seu problema. E, comprando as frutas de sua irmã, a troco de permitir que Lia se deitasse com Jacó por uma noite, Raquel presumiu que seu plano daria certo. Mas o tiro saiu pela culatra, pois que Lia novamente voltou a dar à luz, enquanto Raquel permaneceu estéril. Percebam que Raquel foi em busca de duas fontes erradas, ao clamar a Jacó que lhe desse filhos e ao confiar na crendice de que uma planta a tornaria fértil.
Problemas ainda maiores surgem quando buscamos a solução nas fontes erradas. Não devemos agir no impulso de nossas emoções e nem tampouco no desespero de resolver algo que fugiu de nosso controle. Existem situações que estão ao nosso alcance resolver, e Deus não nos impede de fazê-lo. Outras, porém, estão fora de nossa esfera humana. Nesses casos, pedir o auxílio divino e confiar que Deus agirá no tempo certo e do modo mais apropriado é a melhor escolha a se fazer. E Raquel precisou aprender isso a duras penas. Até que “Lembrou-se Deus de Raquel, ouviu-a e a fez fecunda” (v.22). Quando Raquel aprendeu a ir à fonte correta, Deus a ouviu e a livrou de sua angústia.
Após o nascimento de José, Jacó percebeu que era hora de voltar para casa. Essa também não seria uma decisão fácil, tanto pelo fato de não saber o que o aguardava em Canaã, quanto pela dificuldade que teria que enfrentar com seu sogro Labão. E apesar da trapaça cometida por Labão e seus filhos, o Senhor, porém, abençoou Seu servo Jacó, e este “se tornou mais e mais rico” (v.43). Precisamos entender, amados, que se colocarmos a nossa vida nas mãos de Deus e confiarmos tudo aos cuidados dAquele que tudo vê, não precisamos nos preocupar, ainda que as circunstâncias pareçam conspirar contra nós.
Se as coisas estiverem lhe parecendo desfavoráveis, pare de olhar para a sorte dos outros com ciúmes e olhe para cima, confiando nos planos de Deus para a sua vida. Como diz uma amiga minha: “Cada um tem o que Deus quer”. Ou seja, amados, Deus sabe a quem dar e o tempo de dar. E mesmo que inimigos disfarçados de amigos tentem lhe prejudicar, escolha fazer como Jacó, não vá atrás do prejuízo, mas tome as “varas verdes” (v.37) da fé e siga fazendo a vontade de Deus, e Ele cuidará de você e te abençoará.
Pai querido, nós Te louvamos pois a Tua Palavra diz que o Senhor abençoa os Seus amados enquanto dormem (Sl.127:2)! Isso significa que o fruto do trabalho de quem confia em Ti é providenciado pelo Céu. Não precisamos nos preocupar se a nossa confiança estiver em Ti, Pai. Como agradecer por tamanha bondade, Senhor? Eis aqui depositamos em Tuas mãos o nosso coração e Te pedimos, humildemente, reconhecendo nossa condição pecaminosa, que o recrie puro e cheio do Espírito Santo, para que possamos viver pela fé. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, homens e mulheres de fé!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis30 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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GÊNESIS 30 – Trabalho duro, ciúmes, perseverança, compromisso e exploração encontramos neste capítulo, que merece nossa dedicada atenção. Ele “contém uma unidade que inicia em 29:31 e termina em 30:24. Relata os 12 filhos de Jacó e dá uma explicação para algumas das tensões e para a pressão vivenciadas pela família (e, de modo especial por seus filhos). Como tudo no AT, o dom dos filhos é ligado claramente à ação divina. O nome de cada filho é dado pela esposa, que nem sempre era a mãe biológica, mas recebia o filho da serva como se fosse próprio”, comenta a Bíblia Andrews.
Raquel deu sua serva para ser concubina de Jacó, devido à infertilidade e movida pela rivalidade com sua irmã que já era mãe de 4 filhos. O que parece loucura, era normal em sua cultura. Lia fez o mesmo entregando a Jacó sua serva para lhe dar mais filhos.
“As responsabilidades maritais de Jacó eram negociadas pelas duas esposas, transformando o patriarca num elemento passivo. Raquel desejou as mandrágoras que Rúbem, o primogênito de Lia, descobriu no campo, pois a fruta era considerada afrodisíaca (Ct 7:13). Lia só deu as frutas em troca de uma noite com Jacó, o que Raquel concebeu com relutância” (Bíblia Andrews).
Soma-se a isso a exploração de Labão sobre seu genro, Jacó. Apesar de todas as mudanças de salário visando prejudicá-lo, Jacó tornou-se “mais e mais rico; teve muitos rebanhos, e servas, e servos, e camelos, e jumentos” (Gênesis 30:43).
Nesse contexto, Raquel conseguiu engravidar e Jacó pensou em retornar a seus pais em Canaã; entretanto, seu pedido foi negado por Labão que queria aproveitar do genro para enriquecer.
Com Jacó aprendemos diligência, criatividade e dedicação no trabalho; com Labão aprendemos o que não é certo fazer: Explorar, defraudar e prejudicar um funcionário (ou parente).
Seja proprietário, gerente ou funcionário, “o modo como trabalhamos indica se somos honestos, eficientes e confiáveis, e devemos tentar incorporar os mais altos padrões… Qualquer que seja o cenário em que trabalhamos, precisamos encorajar-nos uns aos outros a trabalhar com integridade, contribuir para o bem-estar de outros e fazer tudo para a glória de Deus”, diz John Stott.
Nosso cristianismo precisa nortear nosso comportamento tanto no trabalho quanto em casa. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: GÊNESIS 29 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 29 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/29
Reflita sobre essas perguntas a fim de aprimorar a sua compreensão acerca dessa história trágica:
1. Imagine a dinâmica entre as duas irmãs quando uma delas se torna a “mulher dos sonhos de um homem” (29:1-20). Como você imagina que a chegada de Jacó à casa de Labão afetou Raquel e Lia como irmãs? Como as irmãs foram influenciadas pela atitude de seu pai, Labão? E como foram influenciadas pela atitude do “perdidamente apaixonado” Jacó?
2. Finalmente, Jacó trabalhou 7 anos por Raquel e ganhou o direito de se casar com ela. Mas que engano terrível e enganoso se desenrola na noite de núpcias! (29:21-27). O que este incidente lhe diz sobre Labão (como pai, futuro sogro, etc.)? Como esse evento pode ter afetado Lia, Raquel e Jacó? Como deve ter sido para essas irmãs agora se tornarem esposas rivais?
3. Como devem ter sido os próximos 7 anos iniciais da vida de casados para esta “união infeliz entre três pessoas” (29:28-30)?
4. O que significa experimentar a presença de Deus em meio a situações comuns e às vezes difíceis? Como podemos discernir o Deus da “escada de Jacó” ainda se conectando conosco quando enfrentamos dificuldades familiares, reveses financeiros, falhas pessoais e ganhos e perdas do dia a dia?
Douglas Tilstra
Vice-presidente das Atividades Estudantis
Universidade Walla Walla – EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/29
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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826 palavras
11 chorar bem alto. De alegria. Bíblia de Estudo NVI Vida.
13 A apressada recepção de Labão é similar a 24:29. Talvez ele esperasse encontrar outro rico representante da família de Abraão, pronto a pagar um significante preço pela noiva. Contudo, ele apenas encontrou um jovem fugitivo. Não é claro se Jacó contou ao seu tio a história completa de sua saída da casa de seus pais (Andrews Study Bible).
16 Lia […] Raquel. Os nomes significam “vaca” e “ovelha” respectivamente, o que não destoa de uma família que criava gado. Biblia de Estudo NVI Vida.
17 Lia tinha os olhos baços, porem Raquel era formosa de porte e de semblante. ARA. Lia tinha olhos meigos, mas Raquel era bonita e atraente. NVI. Lia tinha olhos fracos [de weak, que também pode significar frágil, doentio, vulnerável] e personalidade apagada, enquanto Raquel tinha belas formas e personalidade vibrante. Clear Word.
olhos meigos (NVI; ARA: “baços”). A palavra heb. rak, traduzida [tb] como “tenros”, geralmente tem sido entendida como se significasse “fracos” ou “baços”. Desde que a LXX [Septuaginta] empregou essa traducao, muitos comentaristas e tradutores a tem seguido. A palavra rak também significa “delicados” e “meigos” (NTLH e NVI), “ternos” (BJ) e “lisonjeiros”. Assim, pode ser que os olhos dela tinham uma aparência precisamente oposta a da tradução adotada pelos comentaristas mencionados. Contudo, o fato de Jacó não se atraído por Lia tende a indicar um contraste entre as duas irmãs, o que não se evidencia com a segunda opção de tradução. Talvez os olhos de Lia, bem como sua personalidade, não tivessem o brilho e o vívido calor que o oriental admira. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 398.
18-20 O amor de Jacó por Raquel fez os sete anos passarem rapidamente. O salário de um trabalhador durante o período da Antigo Babilônia era apenas um shekel/siclo por mês, e a oferta de Jacó era de, aproximadamente, 84 shekels (12 shekels x 7 anos). Mesmo em casamentos forçados centenas de anos após, o preço da noiva para uma mulher violada era de 50 shekels (Deut. 22:29). Portanto, a oferta de Jacó era generosa (Andrews Study Bible).
Que toque de poesia, tanto do velho mundo quanto do novo, nas palavras do versículo 20! Quando o amor é soberano, o tempo é curtíssimo, o trabalho nunca é pesado, a distância nunca é longa; não há sacrifício impossível! Ah, se amássemos o Senhor assim de modo que os fardos da vida pudessem parecer leves e durar apenas um instante, tanto para um trabalho missionário que passasse longos anos no campo como para um inválido condenado a uma vida de dor! (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
23 Do mesmo modo como Jacó tinha-se passado por Esaú num momento sério, também Labão persuadiu Lia a se passar por Raquel, num instante não menos significativo (Bíblia Shedd).
quando a noite chegou […] Jacó deitou-se com ela. A escuridão ou talvez um véu (v. 24.65) pode ter ocultado a identidade de Lia. Bíblia de Estudo NVI Vida.
25 me enganou. Chegara a vez de Jacó, o enganador – como denunciavam seu nome (v. nota textual NVI em 25.26 [Jacó significa ele agarra o calcanhar ou ele age traiçoeiramente; também em 27.36]) e seu comportamento (v. 27.36) -, ser também enganado. Aquele que empregara todos os meios para granjear os benefícios do primogênito teve de receber, a contragosto, a primogênita (v. 16, 26). Bíblia de Estudo NVI Vida.
27 Decorrida a semana, refere-se ao período da festa do casamento que, usualmente, durava por sete dias (cf Jz 14.12). […] A … lei mosaica proíbe o casamento, ao mesmo tempo, com duas irmãs (Lv 18.18) (Bíblia Shedd).
28 e Labão lhe deu sua filha. Antes de Jacó trabalhar mais sete anos (cf v. 30). Bíblia de Estudo NVI Vida.
O casamento de Raquel aconteceu como um anticlímax, particularmente considerando que não é mencionada nenhuma festa de casamento. A preferência de Jacó por Raquel (v. 30) é a semente de muita luta familiar. Nas descrições das dificuldades familiares nos capítulos seguintes, o autor de Gênesis demonstra os inevitáveis resultados da poligamia (Andrews Study Bible).
31-35 Lia, embora não fosse amada, veio a ser mãe dos quatro primeiros filhos de Jacó, incluindo Levi (responsável pela linha sacerdotal arônica) e Judá (ancestral de Davi, da linhagem real e, por fim, de Jesus). Bíblia de Estudo NVI Vida.
31 Desprezada. (lit “odiada”) deve ser compreendido em sentido relativo, isto é, comparando-se com a intensidade do amor que dotava a Raquel (cf Ml 1.3 e Lc 14.26). Frequentemente se verifica o fato que, mediante a providência divina, àqueles que têm falta de certos predicados sobejam, relativamente, outros que, não raro, lhes compensam aquela falta (Bíblia Shedd).
32 Os nomes dos filhos de Jacó provêm de sentimentos que lhes ficavam associados por ocasião do nascimento. De Lia, Rúben – Eis um filho! “O Senhor atentou para minha aflição” (Bíblia Shedd).
33 Simeão – Ouvindo. “Soube o Senhor que eu era preterida” (heb shamai – que eu sou odiada) (Bíblia Shedd).
34 Levi – Unido. “Desta vez se unirá mais a mim meu marido” (heb hillaweh) (Bíblia Shedd).
35 Judá – Possa Deus ser louvado. “Esta vez louvarei ao Senhor” (heb ‘odeh) (Bíblia Shedd).
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“Assim, por amor a Raquel, serviu Jacó sete anos; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava” (v.20).
O relato de hoje daria uma linda história de amor como foi a de Isaque e Rebeca, não fosse o registro a partir do versículo vinte e três. Tudo parecia estar dando certo. Após o sonho revelador que teve na viagem, Jacó chegou ao poço onde encontrou Raquel, e em seguida foi bem acolhido por seu tio Labão. Jacó se apaixonou por Raquel e propôs trabalhar durante sete anos a fim de desposá-la. Findo o prazo, Jacó reivindicou sua mulher de acordo com o que haviam combinado. Mas ao invés de Raquel, Labão lhe entregou sua filha Lia. Um engano que Jacó só percebeu “ao amanhecer” (v.25).
Nesse jogo de interesses, Jacó acabou sendo enganado de forma muito parecida a que enganou seu pai. Ele, o filho mais novo, enganou seu pai cego para receber a bênção de seu irmão mais velho. Lia, a filha mais velha, deitou-se com ele em hora escura, que Jacó não podia ver, no lugar de sua irmã mais nova. Fica claro que Jacó sofreu um tipo de juízo pelo que havia feito. Ainda assim, o Senhor olhou para o sofrimento de Lia, a preterida, e a fez fecunda. Lia deu à luz a Levi, que daria origem à tribo sacerdotal, e a Judá, a tribo da qual viria o Messias.
Sentindo-se desprezada por seu marido, Lia via no nascimento de seus filhos a chance de obter o amor de Jacó. Seus três primeiros filhos foram ansiosamente aguardados com esse propósito. Mas algo aconteceu na quarta gestação. O olhar de Lia se volveu de Jacó para Deus: “Esta vez louvarei o Senhor” (v.35). Justamente no nascimento daquele que apontava para Cristo, Lia entendeu que independentemente de Jacó não amá-la como amava a Raquel, havia um Deus no Céu que abria a sua madre porque muito a amava.
O amor é um dom de Deus. Quando, porém, amamos alguém e esse amor não é correspondido, experimentamos um pouco da dor que Deus sente diante dos filhos que O desprezam. Talvez Jacó não tratasse mal a Lia. Talvez ele procurasse agir como um bom marido, cumprindo suas obrigações como tal, mas, parafraseando o que escreveu o apóstolo Paulo, “se não tiver amor”, do que adianta (1Co.13:2)? Lia ainda cometeria erros em prol dos ciúmes que tinha de sua irmã, mas após o nascimento de Judá ela percebeu que era amada por Alguém bem maior, e a partir dali, resolveu fazer a vontade de Deus, sendo uma boa esposa.
Talvez você esteja vivendo o mesmo drama de Lia, um amor não correspondido. Mas o Senhor lhe diz hoje, que há libertação se você olhar para cima. Há um Deus no Céu que te ama incondicionalmente. Ele deseja abrir a madre do seu coração, para que você dê “muito fruto” (Jo.15:8). Se o amor de Deus estiver em nós, ó amados, seremos felizes mesmo que o mundo nos odeie (Leia Jo.15:18-19)! O grande milagre do amor não está em sermos amados por pessoas, mas está em amá-las ainda que elas não nos amem; uma obra que só o Espírito Santo pode realizar em nós (Rm.5:5). Escolha, hoje, olhar para cima e permitir que o Espírito do Senhor preencha o seu coração com o único amor que verdadeiramente satisfaz.
Pai amado, a Tua Palavra diz que o Senhor nos ama com amor eterno, e também diz que o Senhor pôs a eternidade em nosso coração. Ora, somente o que é eterno pode preencher a eternidade. Por isso, Pai, preenche o nosso coração com o Teu amor e, independentemente das circunstâncias, estaremos sempre satisfeitos. Em nome do Teu amado Filho Jesus, nós Te pedimos e já Te agradecemos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, amados pelo Pai Celestial!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis29 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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GÊNESIS 29 – Fraudes, ciúmes, invejas, rivalidades, paixões, decepção na lua-de-mel… Tudo isso no capítulo da história do jovem que teve ajuda de sua mãe para enganar o pai, e agora foi enganado pelo sogro. Que caos familiar!
Após a fuga devido à ameaça do fraudado Esaú, e após experimentar a bênção de Deus através da escada com anjos do céu descendo à terra, Jacó chegou a Harã, ali procurou pelos familiares da mãe, Rebeca. Com ajuda dos homens da região, encontrou a filha de Labão, por quem apaixonou. Porém, depois de 7 anos trabalhando arduamente, no dia das núpcias, o “egoísta e ganancioso Labão, desejando reter um auxiliar tão valioso, praticou um cruel engano substituindo Raquel por Lia”, comenta Ellen White (PR, 189). Um enganador enganando outro! Assim, Jacó colhia fartamente em sua vida o que havia plantado em sua casa.
Estudando as Escrituras, aprendemos que nem tudo que dá certo, é o modo certo de fazer. Jacó conseguiu a bênção do pai, mas complicou seu relacionamento com o irmão. Labão conseguiu casar Lia, mas agiu com malandragem. Lia consentiu em participar da fraude, e sofreu rejeição do marido enganado. Que loucura!
Através das Escrituras aprendemos que aquilo que numa cultura é normal, para Deus pode ser imoral. A cultura de Labão levou Jacó à frustração; e Lia, à rejeição. Embora nem tudo numa cultura seja ruim, tudo precisa passar pelo crivo da Palavra de Deus em comunhão com o Deus da Palavra. Sempre!
Os pais, os avós e o tio/sogro de Jacó, dependeram da mentira em algum momento da vida. Todavia, Deus os tomou como Seus instrumentos para fazer avançar Seus planos.
É digno de nota que a rejeitada e amargurada Lia foi percebida por Deus – Ele agiu em prol dela tornando-a fértil, enquanto que, a preferida e formosa Raquel não podia engravidar. De Levi, surgiu a linhagem sacerdotal do povo de Deus; e, de Judá, a linhagem real – de onde veio o Messias (Mateus 1:1-17).
Deus é maravilhoso. Mesmo com nossas falhas e defeitos em meio ao caos, Ele consegue conduzir perfeitamente Seu plano de redimir a humanidade.
Deus não é indiferente ao sofrimento de ninguém. Ele percebe e, no momento certo, intervém. Nas horas de crises, Deus atua! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: GÊNESIS 28 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 28 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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