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1-28 O último testamento de Jacó aos seus filhos (incluindo bênçãos e também algumas maldições) é um importante documento legal. Alinhado com sua natureza solene está o fato de ter sido escrito em poesia. A maioria das profecias de louvor ou recriminação são escritas em palavras que jogam com os nomes dos filhos ou fazem referências a animais e não são facilmente reproduzidas em uma tradução (Andrews Study Bible).
As declarações anunciadas por Jacó e anunciadas neste capítulo não são, propriamente, bênçãos. São predições relacionadas com as doze tribos de Israel, divinamente inspiradas, que de modo bem exato, retratam os caracteres dos respectivos ancestrais (Bíblia Shedd).
As palavras do patriarca inspirado profetizaram o destino das doze tribos que descendiam de seus filhos, em sua maior parte por meio de trocadilhos com seus nomes ou através de comparações com animais. Os nomes e as ações (boas ou más) dos doze filhos prenunciavam o destino de cada tribo. Essas bênçãos proféticas no final do período patriarcal foram organizadas de acordo com as mães – os seis filhos de Lia (vs. 3-15), os quatro filhos das servas (vs. 16-21) e os dois de Raquel (vs. 22-27) – e exibiam a soberania de Deus sobre a nação. Elas serão expandidas mais tarde na “benção de Moisés” (Dt 33), conferida no limiar da conquista da Terra (Bíblia de Genebra).
1 dias vindouros. As profecias de Jacó englobam toda a história de Israel, desde a conquista e distribuição da terra até o reino do Messias, Jesus Cristo (v. 10). Ver Nm 24.14; Dt 31.28-29; Is 2.2 (Bíblia de Genebra).
3-7 As profecias sobre os primeiros três filhos de Lia – Rúben, Simeão e Levi – anunciam o castigo por faltas cometidas e não usam comparações com animais (Bíblia de Genebra).
3 Rúben. Ver 29.32; 35.22. A herança de um filho do antigo Oriente Próximo não poderia ser alterada por uma decisão arbitrária do pai, mas tais mudanças poderiam ser feitas se ocorressem sérias ofensas sexuais do filho contra a família (Bíblia de Genebra).
4 Impetuoso. O comportamento de Rúben foi negligente e destrutivo. O termo em hebraico, aqui, denota orgulho e presunção (cf Jz 9.4; 1Cr 5.1-2) (Bíblia de Genebra).
não serás o mais excelente. É claro que Ruben não se mostrou excelente em coisa, como podemos verificar no fato de que nenhum só juiz, ou profeta, se refere como provindo dessa tribo. Muito cedo, ela foi conquistada por Moabe (Jz 5.15-16) (Bíblia Shedd).
6-7 no seu furor mataram homens … Maldito seja o teu furor. A violência referida aqui se relaciona com a destruição desnecessária de Siquém (34:25). A dispersão de Simeão se verificara mediante a absorção da tribo pela da de Judá. A maldição sobre Levi foi transformada em bênção visto que a tribo foi separada para as funções sacerdotais, caso em que veio a atuar como representante da nação diante de Deus. Tal transformação resultara do fato de que os levitas tomaram partido em favor do Senhor no ensejo da repressão do pecado relacionado com o bezerro de ouro (Êx. 35.25-29) (Bíblia Shedd).
7 dividi-los-ei… espalharei. Compartilhando de uma inclinação a uma ira e crueldade destrutivas, Simeão e Levi constituíam-se uma ameaça à paz (34.25-31). Após o êxodo do Egito, a tribo de Simeão diminuiu em importância e não foi mencionada na bênção de Moisés (Dt 33). Simeão não recebeu uma herança separada na Terra Prometida, mas a essa tribo foram destinadas cidades pertencentes à herança de Judá (Js 19.1-9). Semelhantemente, a tribo sacerdotal de Levi recebeu cidades por toda a terra (Js 21.1-42) (Bíblia de Genebra).
8 Judá significa “Louvor”. No futuro, as demais tribos teriam razões de louvar a esta tribo, uma vez que Davi, sua dinastia e o Messias foram da linhagem de Judá (cf Is 11.1 e Mt 1.1-17) (Bíblia Shedd).
As tribos se prostraram diante do descendente de Judá, Davi, por causa de seus feitos heróicos (2Sm 5.1-3) (Bíblia de Genebra).
8-12 Note a extensão e conteúdo da bênção de Judá. Apesar de não ser o primogênito (de nenhuma da mulheres de Jacó), sua transformação de caráter e liderança o prepararam para tarefas mais elevadas. O título messiânico “Leão de Judá” é baseado neste texto. O termo “Siló” no v. 10, é de tradução particularmente difícil. Ele é repetido quase literalmente em Ez. 21:27, onde é relacionado a um rei davídico. Aponta para um futuro rei de Israel, vindo da tribo de Judá. Tipologicamente, aponta além de Davi, para Cristo que é o Rei messiânico perfeito (Andrews Study Bible).
9 leãozinho. O termo significa força, coragem e ousadia (Jz 14.18; Pv 28.1). O leão era um símbolo adequado para os reis guerreiros da linhagem real davídica de Judá culminando no Messias conquistador, Jesus Cristo (Ap 5.5) (Bíblia de Genebra).
10 O cetro não se arredará. Uma profecia que foi posteriormente aperfeiçoada e confirmada pela aliança davídica (2Sm 7.16) ((Bíblia de Genebra).
11-12 A bem-aventurança do governante messiânico é representada pelo vinho (um símbolo de prosperidade, 27.28) e pela sua beleza (Sl 45.2-9) (Bíblia de Genebra).
13 A Zebulom, sexto filho de Lia, é prometido lugar favorável, com respeito ao mar Mediterrâneo. Js 19.10-16, entretanto, indica que o território desta tribo não limitava, propriamente, com o mar. De qualquer maneira, tinha fronteira com a Fenícia que era o maior poder marítimo de então e, sem dúvida, ganhou muita prosperidade através desse contato (Bíblia Shedd).
14 Issacar é comparado com um animal de carga, satisfeito com a tranquilidade na terra, e pronto a se sujeitar aos cananitas (Bíblia Shedd).
15 trabalho servil. Tendo falhado em expulsar os cananeus para fora do seu território, a tribo de Issacar aparentemente desejava negociar sua liberdade em troca do trabalho forçado (cf. Jz 1.28-30). Issacar livrou-se do jugo cananeu sob a liderança de Débora e Baraque (Jz 5.15) (Bíblia de Genebra).
16 Dã (“juiz”) julgará, isto é, ganhará justiça e prestígio para essa tribo pela astúcia e luta contra outras tribos e os cananitas (Bíblia Shedd).
julgará. Ou “trará justiça a eles”. Ver 30.6 (Bíblia de Genebra).
17 serpente. Embora pequena, Dã era perigosa e subitamente atacava para derrubar inimigos maiores (Jz 18). O danita Sansão, sozinho, derrotou os filisteus (Jz 13-16) (Bíblia de Genebra).
19 Gade. Este versículo consiste num jogo de palavras (quatro das seis palavras hebraicas tem som semelhante a “Gade”) indicando o constante perigo a que Gade estava constantemente exposta por causa de seus vizinhos ao sul e ao leste (Amom e Moabe) (Bíblia de Genebra).
20 Aser ganhou como herança as terras baixas desde o Carmelo até Tiro. Era uma das partes mais férteis da Palestina, abundando em trigo e azeite de oliveira (cf 1 Rs 5.11) (Bíblia Shedd).
pão… delícias. Uma referência à sua terra fértil (Dt 33.24; Js 19.24-31). Ver 30.13 (Bíblia de Genebra).
21 A descrição de Naftali como gazela solta, sugere a ideia de agilidade, vitalidade e liberdade. Esta tribo herdou a terra à volta do mar da Galiléia, que se relacionaria com a vinda do Messias (cf Is 9.1,2 com Mt 4.15,16) (Bíblia Shedd).
22 frutífero. A estéril Raquel produziria a tribo mais frutífera (30.2,22; 41.52). se estendem sobre o muro. Os filhos de José mais tarde procurariam aumentar seu território (Js 17.14-18) (Bíblia de Genebra).
24-25 Note a admirável multiplicação de nomes divinos (Bíblia de Genebra).
24 Poderoso de Jacó é um título que se refere não somente às maravilhas feitas na vida do grande patriarca, mas também fala do futuro em que Ele tornará esta pequena família numa nação poderosa, abençoada e benéfica (cf Is 1.24, 49.26) (Bíblia Shedd).
25 Todo-poderoso. Heb El Shaddai (Bíblia Shedd).
abençoará. A raiz hebraica para “abençoar” é usada seis vezes neste versículo. Essas bênçãos significavam a fertilidade da terra alimentada pela água vinda do céu e das profundezas da terra (1.6-8) e a fertilidade do corpo (“seios e da madre”; 1.22; cf Nm 24.5-7). As bênçãos outorgadas aos homens na criação estavam concentradas em José (Bíblia de Genebra).
27 Benjamim é um lobo. Ver 35.18. Esta tribo, posteriormente, teria a reputação de um guerreiro feroz (Jz 20.14-25) (Bíblia de Genebra).
29-33 Esta é a cena final da morte e Jacó. Antes de morrer, Jacó relembra aos seus filhos que seu local de sepultamento não é no Egito, mas na terra da promessa, aonde seus ancestrais estão descansando (25:8). Sepultamento é o termo chave nesta seção e no próximo capítulo. Note que Jacó será enterrado com sua primeira mulher, Lia – não com Raquel (Andrews Study Bible).
49.29 – 50.26 Crendo nas promessas de Deus feitas a Abraão e Isaque acerca de Terra Prometida (13.15), Jacó pediu para ser enterrado com eles em Canaã (49.29-32; cf 47.29-31). José também instruiu a sua família para enterrá-lo na Terra Prometida depois do êxodo (50.24-26; cf 24.32). O enterro de Jacó na caverna de seus pais e a determinação de José para ser enterrado em Canaã destacam a solidariedade da família da aliança e apontam adiante para o êxodo do Egito. A unidade da família será enfatizada adiante pelas bondosas palavras de José e suas provisões para os seus irmãos que haviam lhe causado mal (50.15-21) (Bíblia de Genebra).
33 recolheu os pés na cama. Na iminência da morte, Jacó ainda está no controle (Andrews Study Bible).
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“A Tua salvação espero, ó Senhor!” (v.18).
As últimas palavras de Jacó foram predições que revelavam o que havia de acontecer à sua descendência ‘nos dias vindouros’ (v.1). Mas algumas bênçãos de Jacó a seus filhos mais pareciam maldições. Na verdade, o caráter de cada um também foi revelado, desde Rúben até Benjamim. Mesmo aqueles que receberam palavras mais duras, o objetivo ali era o de abrir-lhes os olhos para a necessidade de uma mudança genuína. Dentre todos, Dã foi chamado de serpente e de traidor. Era o famoso ‘morde e assopra’. Contudo, foi o único filho em que Jacó acrescentou um clamor: ‘A Tua salvação espero, ó Senhor!’ (v.18). O velho pai percebeu a seriedade da situação, caso seu filho não se arrependesse.
Apesar de ser o mais velho, Rúben em certo sentido perdeu a bênção da primogenitura, pois ousou deitar-se ‘com Bila, concubina de seu pai’ (Gn.35:22). A Simeão e Levi foi atribuído um trato violento, devido ao episódio em que mataram todos os homens de Siquém para vingar a humilhação de sua irmã Diná (Gn.34:25). Das bênçãos proferidas, a de Judá certamente é a mais especial. O seu arrependimento provou-se verdadeiro e Deus tinha planos para a sua descendência que ele nunca poderia imaginar. Pois a bênção de Judá apontava para Cristo, o Redentor do mundo. Não sei se Judá entendeu a grandiosidade daquelas palavras, mas certamente, aqueceram e fizeram arder o seu coração.
Outra bênção muito especial foi dada a José. Na verdade, foram bênçãos de toda sorte, ‘bênçãos dos altos céus’, ‘bênçãos das profundezas’, ‘bênçãos dos seios e da madre’ (v.25), para aquele ‘que foi distinguido entre seus irmãos’ (v.26). José realmente era diferente de seus irmãos e em toda a sua vida buscou ser fiel a Deus e andar em integridade na Sua presença. Ele, de fato, poderia ter sido o escolhido para gerar a descendência da qual viria o Messias. Mas acredito que a eleição de Judá revela algo maravilhoso: Deus tem propósitos grandiosos para todo pecador que se arrepende. Se Judá compreendeu, de fato, o que significavam as palavras de seu pai, em seu íntimo deve ter declarado: ‘Eu não mereço!’.
Amados, quando a graça de Cristo atinge em cheio um coração arrependido, a primeira reação é justamente esta: ‘Senhor, eu não mereço!’. Essa é a condição que permite ao Espírito Santo encontrar entrada e fazer morada. Mas é por não merecermos, é por nossa grande necessidade, que a graça de Deus encontra a sua razão de ser. Talvez se na genealogia de Jesus encontrássemos apenas homens como Enoque, José, Elias, Daniel, poderíamos pensar: ‘Que chance há para mim?’. Porém, na genealogia do Salvador do mundo encontramos homens e mulheres que cometeram muitos pecados e até mesmo crimes graves, mas que encontraram lugar de arrependimento e foram transformados pelo poder da graça divina.
Portanto, as palavras de repreensão de Jacó a alguns de seus filhos foram profecias condicionais. Se permitissem que Deus lhes transformasse o caráter, a última palavra a respeito de seu futuro seria do Pai Celestial. A tribo de Levi, por exemplo, por ter demonstrado zelo pelas coisas de Deus, recebeu a bênção divina (Êx.32:25-29) e foi eleita como a única tribo que poderia servir no templo (Nm.3:11-12). Da mesma forma, Deus pode mudar a sorte de qualquer pessoa que, sinceramente, O busque de todo o coração. Ele tem o poder de transformar prostitutas em mulheres puras, assassinos em homens de paz, bêbados em homens sóbrios, orgulhosos em humildes, avarentos em caridosos. Ou seja, há oportunidade para todos. ‘Porque para com Deus não há acepção de pessoas’ (Rm.2:11).
Ainda existe graça disponível para você. Aceite, hoje, esse dom gratuito! Entregue ao Senhor o papel da história de sua vida. Se você permitir, Ele apagará os seus pecados com a borracha do sangue de Jesus e escreverá o seu nome no Livro da Vida do Cordeiro com tinta que jamais se apaga.
Pai Eterno, nós Te agradecemos porque ainda que tenhamos tomado decisões erradas no passado, o Senhor deseja cuidar de nós no presente, nos preparando para um futuro glorioso. Tantos são os defeitos de caráter que precisam ser corrigidos em nossa vida! Ajuda-nos, Pai, por Tua graça e misericórdia! Como Davi, clamamos: ‘Cria em nós um coração puro e renova dentro de nós um espírito reto’! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, transformados pela graça!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis49 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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GÊNESIS 49 – O primeiro livro da Bíblia pode ser dividido em duas partes. Primeiramente, um resumo de 2000 anos mostrando como Deus lidou com o pecado e salvou a humanidade no Dilúvio (Gênesis 1:1-11:32). Depois, um detalhamento de 300 anos nos 39 capítulos subsequentes relatando como Deus livrou a humanidade da fome. No primeiro caso, Deus usou Noé; no segundo, José.
Os 11 capítulos iniciais formam a introdução divina para justificar a preparação de uma nação para alcançar às demais nações para a salvação; a pregação do evangelho deveria começar com Israel, e chegar às outras nações.
A profecia de Gênesis 15:13-16, cumprindo-se ao pé da letra, e a teologia de Gênesis apresentam Deus agindo em prol de Israel. Porém, antes de adentrar à Terra Prometida, 10 dos 12 espias foram pessimistas, levando todo o povo à rebelião contra seus líderes espirituais (Números 13:1-14:38). Consequentemente, os filhos de Israel permaneceram 40 anos no deserto para que aprendessem a teologia pura: na teoria e na prática. Se tivessem assimilado a mensagem de Gênesis, o povo teria confiado no Deus que conduz à história apesar das grandes hostilidades e obstáculos no caminho. Será que, individual e coletivamente, não estamos enfrentando os desertos áridos da vida por negligenciar a teologia do primeiro livro da Bíblia?
Os personagens fiéis de Gênesis moveram-se motivados por promessas e profecias; portanto, esse livro tem um teor profético (Gênesis 3:15; 12:1-2; 15:13-16; 28:10-22; 37:5-10; 41:1-36, etc.). No penúltimo capítulo, Jacó profere bênçãos proféticas. A profecia “cobre de maneira notável toda a história israelita: passado, presente e futuro. A profecia reflete o futuro lugar de cada uma das tribos e pode retratar toda a atuação de Deus com Israel, desde a conquista de Canaã até a restauração no reino milenar de Cristo”, observa Merril F. Unger.
A profecia neste capítulo surge como testamento, que seria confirmado no decorrer da história. Deus mostra que por mais complexa que seja a vida, Ele faz a jornada terminar em vitória. A primogenitura concedida a Judá é a profecia indicando a vinda do Messias que viria reinar.
Deixe Deus te conduzir, não há nada melhor que confiar tudo a Ele! Ao guiar nossa história, Sua graça atua na desgraça transformando nossa trajetória!
Reavivemo-nos focando nas profecias divinas! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: GÊNESIS 48 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 48 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/48
Este capítulo nos ajuda a entender o caráter de Jacó e a importância dos relacionamentos familiares.
Jacó era um pai afetuoso que chorou pelo desaparecimento de José e lamentou quando Simeão foi preso no Egito. Jacó, agora um avô amoroso, beija e abraça seus netos.
Surpreendentemente, Jacó adota os dois filhos de José, Manassés e Efraim, como seus próprios filhos. Esta foi uma forma de homenagear a memória de sua amada esposa Raquel, a quem ele desejava muito pudesse presenciar aquele momento com os netos. Assim, a profecia dada a José, de que ele teria porção dobrada entre seus irmãos, veio a se cumprir.
Jacó se refere a Deus como o benfeitor de sua vida – Aquele que lhe apareceu em um momento de grande necessidade quando ele fugia para salvar sua vida, e Aquele que prometeu abençoá-lo com muitos descendentes (versículos 3-4). Jacó dá testemunho de que Deus o sustentou e o livrou de todo mal, e suplica a Deus que abençoe os filhos de José (versículos 15-16). As palavras e ações de Jacó revelam a intimidade de sua caminhada com Deus.
Senhor, ajuda-nos a revelar o Teu caráter aos outros, especialmente no círculo familiar.
Jobson Santos
Professor de Religião na Universidade Adventista do Brasil (UNASP)
Hortolândia, Brasil
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/48
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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743 palavras
1 Manassés e Efraim. José recebeu os direitos de primogenitura e a porção dupla através da adoção de seus dois filhos por Jacó, que os elevou à posição de pais fundadores entre as doze tribos de Israel (37.8; 43.3; 1Cr 5.2). Bíblia de Genebra.
3 Deus todo-poderoso. Heb El-Shaddai. Bíblia Shedd.
Luz. O nome mais antigo de Betel. Bíblia de Estudo NVI Vida.
5 Rúben e Simeão. Os dois filhos de Lia são mencionados por serem preteridos a fim de que a porção dupla seja dada a José, o primogênito de Raquel. Rúben perdeu seu direito como primogênito porque corrompeu o leito matrimonial de seu pai (35.22; 43.3; 49.3-4). Bíblia de Genebra.
A adoção dos filhos de José os elevava a uma condição de igualdade com seus próprios filhos mais velhos, que eram Rúben e Simeão. Isto explica a divisão da terra feita posteriormente na qual se verifica que a “casa de José” aparece constituída de duas tribos, isto é, Efraim e Manassés. Bíblia Shedd.
6 Os filhos que lhes nascerem depois deles serão seus. Tomariam os lugares de Efraim e Manassés, os quais Jacó adotara. … O território de José, portanto, seria dividido entre Efraim e Manasés, mas Levi (o terceiro filho de Jacó; v. 35.23) não receberia “porção alguma da terra” (Js 14.4). Por isso, o número total de distribuições tribais continuaria doze. Bíblia de Estudo NVI Vida.
7 Raquel morreu em Canaã. V. 35.16-19. Adotados pelo pai de José, Efraim e Manassés tomaram, com efeito, o lugar de outros filhos que Raquel, a mãe de José, poderia ter tido se não tivesse morrido. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A mãe de José, que morrera tão cedo, foi também honrada, postumamente, na adoção dos dois filhos mais velhos de José. Isso explica a alusão feita por Jacó a sua amada Raquel. Suas palavras parecem manifestar um desejo não expresso de que ela tivesse vivido para ver seu filho primogênito exaltado sobre o maior império do mundo na época, e, portanto, em posição de tornar-se um salvador para a casa de seu pai. CBASD-Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1, p. 505.
12 dentre os joelhos. No antigo Oriente Próximo, os joelhos eram um símbolo de cuidado paternal e, por extensão, de adoção (30.3). Bíblia de Genebra.
14 mão direita. No antigo Oriente Próximo, as declarações orais eram acompanhadas pela imposição da mão direita, uma ação que funcionava como uma garantia legal. Esta é também a primeira vez nas Escrituras em que a bênção é acompanhada de uma imposição de mãos (cf Sl 139.5; Mt 19.13-15). Bíblia de Genebra.
15 José. Usado aqui como coletivo de Efraim e Manassés. Bíblia de Estudo NVI Vida.
pastor. Metáfora régia e íntima de Deus (v. Sl 23.1), usada em Gênesis somente aqui e na bênção que Jacó posteriormente impetrou sobre José (49.24). Bíblia de Estudo NVI Vida.
16 Anjo. Ver nota em 16.7. O Anjo – o próprio Deus – tinha abençoado anteriormente a Jacó (v. 32.29). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Ser chamado pelo nome de alguém era algo como apossar-se da sua vida psíquica e realizar de modo realista a vida do antepassado. Eia a razão por que se diz que Jacó haveria de retornar a Canaã constituído em grande nação (46.3-4). Bíblia Shedd.
19 Efraim, posteriormente, tornara-se a tribo mais importante do reino do Norte de Israel. Bíblia Shedd.
Durante a monarquia dividida (930-722 a.C.), os descendentes de Efraim eram os mais poderosos no norte. “Efraim” era muitas vezes usado em referência ao Reino do Norte como um todo (v., e.g., Is 7.2, 5, 8, 9; Os 9.13; 12.1, 8). Bíblia de Estudo NVI Vida.
20 colocou Efraim à frente de Manassés. Jacó, o filho mais jovem que lutara com Esaú para obter a primogenitura com a respectiva bênção e preferira a irmã mais jovem (Raquel) à mais velha (Lia), agora colocou o filho mais jovem de José acima do mais velho. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O motivo de dar a bênção do primogênito ao segunda ao nascer aparece frequentemente em Gênesis. Jacó podia até ter perdido a maior parte de sua visão física mas ainda tinha visão profética. Andrews Study Bible.
21 José morreu no Egito mas seus ossos foram trasladados para Canaã. Um conceito ainda mais significativo era o de que o ancestral continuaria a viver através dos filhos. Pelo fato de Efraim e Manassés terem recebido herança na terra de Canaã, José continuaria vivendo, voltando, portanto, àquela terra prometida. Bíblia Shedd.
22 região montanhosa. A palavra hebraica [shechem, cf. Bíblia de Genebra.] assim traduzida é identificada com o topônimo Siquém, onde José foi posteriormente sepultado num terreno herdado por seus descendentes (v. Js 24.32; v. tb. 33.19; Jo 4.5). Bíblia de Estudo NVI Vida.
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“E José, tirando-os dentre os joelhos de seu pai, inclinou-se à terra diante da sua face” (v.12).
Avançado em dias e enfermo, Jacó sabia que logo descansaria. Avisado do estado de saúde de seu pai, José foi vê-lo, acompanhado de seus dois filhos. Os momentos que se seguiram não foram simplesmente palavras de bênção de um avô a seus netos, mas a bênção profética dita pelo patriarca que, sob a inspiração de Deus, revelou o futuro de Manassés e Efraim, que fariam parte das doze tribos de Israel. Cruzando seus braços e concedendo a bênção principal a Efraim, ‘que era o mais novo’ (v.14), Jacó não foi enganado por sua visão obscurecida, como José pensou. Pelo contrário, foi guiado pela visão espiritual de quem sabia o que estava fazendo: ‘Eu sei, meu filho, eu o sei’ (v.19). ‘E pôs o nome de Efraim adiante do de Manassés’ (v.20).
Veremos em nossos estudos que a profecia de Jacó se cumpriu com precisão. O velho homem estava em sã consciência e, mesmo em seu estado frágil, revelou a força do alto que o habilitava a dar as últimas instruções, relembrando e confirmando as promessas de Deus sobre a sua descendência e o seu fiel cumprimento. ‘Eis que morro, mas Deus será convosco e vos fará voltar à terra de vossos pais’ (v.21).
Deus foi com Jacó em sua juventude, no decorrer de sua vida, e não foi diferente em sua velhice. E ainda que tivesse passado um período sombrio pela notícia da perda de José, Deus não o abandonou nem o rejeitou. Jacó se afundou em uma tristeza profunda, mas o Senhor o sustentou, concedendo-lhe saúde e longevidade até que a noite de sua tristeza fosse transformada no alvorecer de grande alegria. José honrou e cuidou de seu pai nos últimos anos de sua vida, e a atitude de se inclinar à terra diante do pai era uma demonstração clara de que ele poderia ser o governador do Egito, mas nunca estaria acima da autoridade de seu pai, ainda que este estivesse velho, parcialmente cego e doente.
O quinto mandamento nos ordena: ‘Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá’ (Êx.20:12). E isso inclui o cuidado e o respeito para com os pais até mesmo na velhice. Acusado de transgredir a tradição dos anciãos, Jesus condenou a hipocrisia dos escribas e fariseus que, para guardar suas próprias tradições, transgrediam o mandamento de Deus. E lhes disse: ‘Mas vós dizeis: Se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: É oferta ao Senhor aquilo que poderias aproveitar de mim; esse jamais honrará a seu pai ou a sua mãe. E, assim, invalidastes a palavra de Deus, por causa da vossa tradição’ (Mt.15:5-6). Recusar-se a cuidar dos pais, revertendo os recursos que lhes poderiam ser úteis para empregar em algo que seja mais importante, ainda que de natureza religiosa, é invalidar a Palavra de Deus, e isso é pecado.
Lembram que conversamos há alguns dias sobre os tempos difíceis? Dentre as razões apresentadas pelo apóstolo Paulo está a desobediência aos pais (2Tm.3:2). É uma realidade que, infelizmente, temos visto crescer no mundo e, o que é pior, até mesmo em nosso meio. Crianças e jovens têm sido instruídos e educados (para não dizer “deseducados”) na escola das telas, e estas, por sua vez, têm sido bem eficientes em corromper ‘os bons costumes’ (1Co.15:33). Muitos pais cristãos também sofrem por ter depositado sua confiança na educação do lar e submeter seus filhos ainda imaturos às instituições seculares que, em sua maioria, lhes devolvem filhos confusos ou descrentes.
Não digo que não há exceções, amados. E graças a Deus por isso! Até mesmo porque José foi enviado ainda jovem à corte corrupta do Egito. Mas pensem bem: ele não foi por vontade própria, muito menos porque Jacó o enviou. Chegando lá, José teve de enfrentar sozinho as dificuldades, mas sempre mantendo sua mente em Deus e com intenso trabalho útil. Hoje, a maioria de nós enfrentamos grandes dificuldades na educação de nossos filhos, em grande medida porque fizemos o possível para evitar suas próprias quedas e fracassos ou porque julgamos que determinar-lhes certas tarefas domésticas ou lhes ensinar um trabalho útil não condiziam com a sua fase infantil. Em outras palavras: nós os mimamos demais. E isso se reflete em uma geração que não conhece a Deus e que não suporta passar por frustrações.
Com isso, muitos têm perdido o temor de Deus, não se importando com os Seus mandamentos nem tampouco com o bem-estar da própria família. Parece um assunto muito diferente do que lemos no capítulo de hoje, mas, à luz do quinto mandamento do Decálogo, observe bem a relação de respeito e até de certo temor entre José e seu pai, e entre Jacó e seus netos. Você vai perceber que não se trata de um comportamento que condizia apenas com aquela época e naquele contexto, mas que pode ser vivido hoje no meio do Israel de Deus, se, como José, formos filhos ‘em quem há o Espírito de Deus’ (Gn.41:38). Que o Espírito Santo habite em nossa vida, e que isso seja refletido em nosso lar de forma poderosa e influente!
Querido Pai Celestial, os Teus mandamentos são luz e vida e, em obedecê-los, há felicidade. O Senhor não disse para honrarmos nossos pais se eles forem perfeitos, mas que os honremos porque isto é justo. E nós queremos viver a Tua vontade. Perdoa-nos se falhamos nesse ponto e ajuda-nos a sermos filhos que tratam seus pais com respeito, simpatia e dignidade! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos obedientes!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis48 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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GÊNESIS 48 – O primeiro livro bíblico apresenta princípios para uma existência harmônica com os planos divinos. Ao aplicá-los a nossas atividades diárias desfrutaremos de paz no coração, e de segurança e esperança em meio à sociedade caótica.
Em Gênesis encontramos o princípio da vida, do amor e da religião. Também encontramos em suas páginas o princípio do casamento monogâmico, da relação sexual e da família planejada por Deus. Encontramos revelações quanto ao princípio do trabalho, das raças e das várias nações. Ali obtemos informações do princípio da culpa, da vergonha, do sofrimento, da dor, do descanso, da morte; também compreendemos o princípio do perdão, da graça e da restauração. É um livro essencial a todo ser humano.
Ou seja, todos nós, sobreviventes no tempo do fim, precisamos tanto de Gênesis quanto o povo de Deus contemporâneo a Moisés; o qual retrocedeu cerca de 600 anos até chegar à origem de Israel com Abraão em Gênesis 12, terminando com a morte de José em Gênesis 50. Assim, 38 capítulos cobrem um período de 300 anos de história dos israelitas. Eles revelam Deus trabalhando a restauração daquilo que o pecado destruiu.
Em Gênesis 48:16 está a primeira menção de Deus como redentor/libertador/salvador. Isso ocorreu na bênção de Jacó a seus netos (Efraim e Manassés), ao cruzar os braços sobre eles.
Em Gênesis aprendemos que o Criador é também o Redentor. “A teologia de Gênesis”, diz Eugene H. Merrill, “é envolvida pelos propósitos do reino de Deus que, em Seu objetivo último, apesar dos fracassos humanos, não pode ser impedido de manifestar a Sua glória mediante Sua criação e soberania”. Conquanto, “o povo de Deus do Antigo Testamento serviu como modelo do reino do Senhor e como instrumento que tornou possível a realização da obra reconciliadora sobre a Terra por intermédio de Seu povo do Novo Testamento”.
A história da redenção relata a graça de Deus através das desgraças do mal. Sem atuação divina neste planeta, não haveria solução alguma para a humanidade. Gênesis é mais que história do povo de Israel, é um manual da salvação para todas as nações através de Israel (João 4:22).
Em Gênesis 48:21 Jacó expressa esperança na profecia de Gênesis 15:16 de retornar a Canaã. E nós, onde fundamentamos nossa esperança? – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: GÊNESIS 47 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 47 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/47
José ficou muito feliz com a chegada de sua família ampliada. Após as festividades iniciais, decidiu ajudá-los na escolha de um lugar para morar.
Em vista do apreço de Faraó por José, era grande a probabilidade de que ele oferecesse a seus irmãos cargos importantes a serviço do rei, mas isso os exporia a influências idólatras e corruptoras. Assim, José instruiu seus irmãos a dizer a Faraó que eles eram pastores, mesmo sabendo que os egípcios consideravam os pastores uma atividade degradante.
Quando o rei soube que os irmãos de José eram pastores, deu-lhe permissão para estabelecer seus parentes em qualquer lugar que julgasse mais conveniente.
José escolheu Gósen como um lugar adequado, porque era provido de boas pastagens e muita água. Ali seus parentes podiam adorar a Deus longe das influências corruptoras da cultura egípcia.
José tinha em mente o melhor para sua família. Da mesma forma, devemos escolher locais de residência e atividades profissionais favoráveis ao desenvolvimento e bem-estar espiritual de nossos filhos, longe dos costumes desmoralizantes do mundo.
Senhor, ajuda-nos a ser prudentes e sábios como José!
Jobson Santos
Professor de Religião no UNASP
Hortolândia, Brasil
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/47
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara