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“E José, tirando-os dentre os joelhos de seu pai, inclinou-se à terra diante da sua face” (v.12).
Avançado em dias e enfermo, Jacó sabia que logo descansaria. Avisado do estado de saúde de seu pai, José foi vê-lo, acompanhado de seus dois filhos. Os momentos que se seguiram não foram simplesmente palavras de bênção de um avô a seus netos, mas a bênção profética dita pelo patriarca que, sob a inspiração de Deus, revelou o futuro de Manassés e Efraim, que fariam parte das doze tribos de Israel. Cruzando seus braços e concedendo a bênção principal a Efraim, ‘que era o mais novo’ (v.14), Jacó não foi enganado por sua visão obscurecida, como José pensou. Pelo contrário, foi guiado pela visão espiritual de quem sabia o que estava fazendo: ‘Eu sei, meu filho, eu o sei’ (v.19). ‘E pôs o nome de Efraim adiante do de Manassés’ (v.20).
Veremos em nossos estudos que a profecia de Jacó se cumpriu com precisão. O velho homem estava em sã consciência e, mesmo em seu estado frágil, revelou a força do alto que o habilitava a dar as últimas instruções, relembrando e confirmando as promessas de Deus sobre a sua descendência e o seu fiel cumprimento. ‘Eis que morro, mas Deus será convosco e vos fará voltar à terra de vossos pais’ (v.21).
Deus foi com Jacó em sua juventude, no decorrer de sua vida, e não foi diferente em sua velhice. E ainda que tivesse passado um período sombrio pela notícia da perda de José, Deus não o abandonou nem o rejeitou. Jacó se afundou em uma tristeza profunda, mas o Senhor o sustentou, concedendo-lhe saúde e longevidade até que a noite de sua tristeza fosse transformada no alvorecer de grande alegria. José honrou e cuidou de seu pai nos últimos anos de sua vida, e a atitude de se inclinar à terra diante do pai era uma demonstração clara de que ele poderia ser o governador do Egito, mas nunca estaria acima da autoridade de seu pai, ainda que este estivesse velho, parcialmente cego e doente.
O quinto mandamento nos ordena: ‘Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá’ (Êx.20:12). E isso inclui o cuidado e o respeito para com os pais até mesmo na velhice. Acusado de transgredir a tradição dos anciãos, Jesus condenou a hipocrisia dos escribas e fariseus que, para guardar suas próprias tradições, transgrediam o mandamento de Deus. E lhes disse: ‘Mas vós dizeis: Se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: É oferta ao Senhor aquilo que poderias aproveitar de mim; esse jamais honrará a seu pai ou a sua mãe. E, assim, invalidastes a palavra de Deus, por causa da vossa tradição’ (Mt.15:5-6). Recusar-se a cuidar dos pais, revertendo os recursos que lhes poderiam ser úteis para empregar em algo que seja mais importante, ainda que de natureza religiosa, é invalidar a Palavra de Deus, e isso é pecado.
Lembram que conversamos há alguns dias sobre os tempos difíceis? Dentre as razões apresentadas pelo apóstolo Paulo está a desobediência aos pais (2Tm.3:2). É uma realidade que, infelizmente, temos visto crescer no mundo e, o que é pior, até mesmo em nosso meio. Crianças e jovens têm sido instruídos e educados (para não dizer “deseducados”) na escola das telas, e estas, por sua vez, têm sido bem eficientes em corromper ‘os bons costumes’ (1Co.15:33). Muitos pais cristãos também sofrem por ter depositado sua confiança na educação do lar e submeter seus filhos ainda imaturos às instituições seculares que, em sua maioria, lhes devolvem filhos confusos ou descrentes.
Não digo que não há exceções, amados. E graças a Deus por isso! Até mesmo porque José foi enviado ainda jovem à corte corrupta do Egito. Mas pensem bem: ele não foi por vontade própria, muito menos porque Jacó o enviou. Chegando lá, José teve de enfrentar sozinho as dificuldades, mas sempre mantendo sua mente em Deus e com intenso trabalho útil. Hoje, a maioria de nós enfrentamos grandes dificuldades na educação de nossos filhos, em grande medida porque fizemos o possível para evitar suas próprias quedas e fracassos ou porque julgamos que determinar-lhes certas tarefas domésticas ou lhes ensinar um trabalho útil não condiziam com a sua fase infantil. Em outras palavras: nós os mimamos demais. E isso se reflete em uma geração que não conhece a Deus e que não suporta passar por frustrações.
Com isso, muitos têm perdido o temor de Deus, não se importando com os Seus mandamentos nem tampouco com o bem-estar da própria família. Parece um assunto muito diferente do que lemos no capítulo de hoje, mas, à luz do quinto mandamento do Decálogo, observe bem a relação de respeito e até de certo temor entre José e seu pai, e entre Jacó e seus netos. Você vai perceber que não se trata de um comportamento que condizia apenas com aquela época e naquele contexto, mas que pode ser vivido hoje no meio do Israel de Deus, se, como José, formos filhos ‘em quem há o Espírito de Deus’ (Gn.41:38). Que o Espírito Santo habite em nossa vida, e que isso seja refletido em nosso lar de forma poderosa e influente!
Querido Pai Celestial, os Teus mandamentos são luz e vida e, em obedecê-los, há felicidade. O Senhor não disse para honrarmos nossos pais se eles forem perfeitos, mas que os honremos porque isto é justo. E nós queremos viver a Tua vontade. Perdoa-nos se falhamos nesse ponto e ajuda-nos a sermos filhos que tratam seus pais com respeito, simpatia e dignidade! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos obedientes!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis48 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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