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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/deuteronomio/dt-capitulo-18/
Deuteronômio 18 contém duas passagens muito diferentes, ambas com profundo significado espiritual.
Nos versículos 1-8, o plano de Deus quanto ao cuidado para com os sacerdotes é destacado. Como não tinham herança como as outras tribos, os sacerdotes deveriam ser sustentados por seus companheiros israelitas. Um pensamento interessante é encontrado no versículo 2, onde é mencionado que o Senhor é a herança do sacerdote. Como esse pensamento pode se aplicar em nossos dias? Em 1 Pedro 2:9 somos chamados de “sacerdócio real”. Qual é a nossa herança?
A segunda passagem é um lembrete de que precisamos ouvir a Deus, não aqueles que nos pedem para ouvir outras vozes, sejam elas humanas ou demoníacas. Embora em muitas Bíblias haja um intervalo entre os versículos 13 e 14, eles devem ser lidos juntos. Há um contraste entre aqueles que ouvem os feiticeiros e aqueles que ouvem a voz de Deus. De fato, os versos 14 em diante falam de “um profeta” cuja mensagem virá diretamente de Deus. Quem poderia ser esse profeta? Alguns dizem que é uma metáfora para os profetas de Deus em todas as épocas, mas os escritores do Novo Testamento parecem pensar de forma diferente. Jesus disse: “Moisés escreveu sobre mim… (João 5:46). Leia também João 1:45; Mateus 17: 5; Atos 7:37.
Moisés está se referindo à Jesus. Isso pode ser confirmado lendo João 1:1-14.
Mark Etchell
Pastor da Igreja Adventista do Monte do Campus
Universidade de Loma Linda, Califórnia, EUA
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=417
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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Consultar a Deus sempre significa deixá-Lo ser Deus em nossa vida. Não consultá-lO implica em ignorá-lo/rejeitá-lO ou substituí-lO por coisas e/ou pessoas que ficam aquém de Sua pessoa, Seu poder e Seu favor.
Diante de tantos desafios para desviar-nos dos propósitos do Senhor e impedir-nos de buscar a Sua vontade, este capítulo revela-nos Deus tornando acessível, ou melhor, fazendo de tudo para nos tornar possível buscá-lO/encontrá-lO.
1. Ele instituiu líderes religiosos: No Antigo Testamento eram os levitas; no Novo Testamento, são os pastores. Deus sempre escolheu líderes para ministrar em Seu nome; rejeitar estes ministros implica desacatar a autoridade divina, o Autor da vida, da graça e da salvação (vs. 1-8).
2. Ele prometeu enviar um profeta: A profecia aponta alguém além de Josué ou outros profetas posteriores a Moisés no Antigo Testamento; ela revela Jesus. NEle encontramos a maior revelação de Deus e Sua vontade. Ele é a execução de Seus planos neste Planeta destinado à destruição por causa do pecado. Jesus é nossa única segurança; a certeza de salvação (vs. 15-19).
Deus proveu meios para comunicar-Se conosco, para revelar Sua vontade e explicar-nos Seus planos e objetivos. “Devemos ser perfeitos ‘para com o Senhor (v. 13) – isto é, não devemos, conscientemente, dar lugar a coisas que magoem ou entristeçam seu Espírito Santo. Se houver dúvidas acerca de como podemos conhecer o caminho de Deus, devemos levar nossa pergunta ao verdadeiro Profeta. (Ver Atos 3.22; 7.37). Ele pode responder a essa difícil pergunta; mas estamos estritamente proibidos de procurar cristalomantes, quiromantes, adivinhos, e todos aqueles que O rejeitam” (F. B. Meyer).
Satanás tem vários instrumentos que visam afastar-nos dos maravilhosos caminhos de Deus. Tem pessoas que são seus agentes tentando tirar-nos do caminho do Céu e colocar-nos nos atalhos e desfiladeiros do inferno.
Para não despencarmos para a perdição, Deus proibiu procurar e consultar:
· Adivinhos e feiticeiros (macumbeiros, benzedeiros, cartomantes, astrólogos, etc.) (vs. 9-14).
· Líderes espirituais que induzem-nos a afastar da Palavra de Deus (falsos profetas, falsos apóstolos, falsos pastores, inclusive falsas igrejas cristãs) (vs. 20-22).
Nossas buscas nos levarão ao inferno ou ao Céu. Tudo depende se nossos interesses agradam a Deus ou ao diabo. Nosso manual de instrução deve ser a Bíblia.
Estude mais a Bíblia!
“Soberano Deus, reaviva-nos!” – Heber Toth Armí.
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“Perfeito serás para com o Senhor, teu Deus” (v.13).
O zelo dos levitas na rebeldia do povo no monte Sinai lhes consagrou para a obra sagrada do santuário. As famílias desta tribo foram organizadas para cuidar de diferentes partes do tabernáculo e, da descendência de Arão, se perpetuaria a linhagem sacerdotal. Esse tema precisava ficar bem claro na mente dos filhos de Israel para que o povo comum não se aproximasse das coisas sagradas. Como o Éden fora a escola de nossos primeiros pais, o santuário tornara-se a escola de Israel, ensinando-lhes lições diárias sobre santidade.
Havia uma busca exacerbada dos povos pagãos por quem lhes oferecesse algum tipo de agouro. Através da necromancia, magia e consulta aos “mortos”, eles praticavam rituais e cerimônias abomináveis como, por exemplo, o sacrifício de seus próprios filhos. Deus foi muito enfático com relação a isso: “pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor” (v.12). Usar de qualquer desses artifícios é abominável e caracteriza um ato de rebelião contra Deus e desprezo por Sua Palavra.
Quão diferente é, no entanto, o papel de um profeta de Deus. Não há predições humanas nem concepções falíveis ou consulta aos “mortos”, e sim a perfeita vontade de Deus expressa através de um instrumento escolhido para este fim. Moisés foi considerado o grande líder e profeta do Senhor na história de Israel, mas ele mesmo reconheceu que de Israel sairia um grande profeta, maior do que ele. Um profeta que faria tudo o que o Senhor lhe ordenasse.
Apesar de ter sido sobremodo importante, o ministério de Moisés jamais poderia sobressair o ministério de Cristo. Daquela nação, apesar de inconstante e rebelde, sairia a salvação não apenas de Israel, mas de toda a humanidade. Jesus veio e cumpriu fielmente as palavras de Seu Pai: “Eu nada posso fazer de Mim mesmo”, declarou Ele, “na forma por que ouço, julgo. O Meu juízo é justo, porque não procuro a Minha própria vontade, e sim a dAquele que Me enviou” (Jo.5:30).
Jesus nos foi o perfeito exemplo de dependência e abnegação. Inteiramente entregue à vontade do Pai, não dava um passo sequer sem que antes não houvesse buscado em oração toda a sabedoria necessária. Cumpre-nos olhar para Cristo e seguir-Lhe as pisaduras. Precisamos atender ao Seu chamado: “aprendei de Mim” (Mt.11:29). O vasto e rico conhecimento de Deus está à nossa disposição e, à cada dia, nos é dado o privilégio de adquirirmos a inscrição de Seu caráter por intermédio do Espírito Santo.
Nos tornamos perfeitos aos olhos do Senhor quando permitimos que Ele seja o único Deus e Senhor de nossa vida. Sigamos o exemplo de nosso Salvador e Mestre: vigiemos e oremos!
Bom dia, discípulos de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio18 #RPSP
Comentário em áudio:
https://www.youtube.com/user/nanayuri100
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1218 palavras
1 Os sacerdotes levitas e toda a tribo de Levi. Todos os sacerdotes eram levitas, mas nem todos os levitas eram sacerdotes. Bíblia Shedd.
Não somente os sacerdotes, mas a tribo inteira de Levi, totalizando vinte e três mil homens, não devia receber nenhuma herança (Nm 18.20, 26, 62; Dt 10.9). Bíblia de Genebra.
2 não terão herança. Deviam cuidar para não se envolverem com os negócios desta vida, cf 2 Tm 2.4. Bíblia Shedd.
3 o direito reservado aos sacerdotes. Em lugar de uma herança sob a forma de terra e em reconhecimento de seus deveres sacerdotais, os sacerdotes tinham direito a porções específicas dos animais oferecidos em sacrifício. Bíblia de Genebra.
sacrifícios. Especificamente, um sacrifício pacífico. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 1115.
9-14 Magia, feitiçaria e consulta aos mortos (cf Is 8.19) foram proibidas. Os poderes sobrenaturais de origem satânica, muitas vezes, se manifestam nessas práticas. A seita religiosa do espiritismo é incompatível com o cristianismo bíblico. Bíblia Shedd.
9 as abominações daqueles povos. O que se segue é a lista mais completa de artes mágicas ou espíritas do AT. Todas eram praticadas em Canaã, e todas são condenadas e proibidas. O povo não deve recorrer a semelhantes fontes para obter informações, orientação ou revelação. Pelo contrário, deve escutar os profetas verdadeiros do Senhor (cf. v. 14-22; Is 8.19-20). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Moisés proíbe todas as tentativas de discernir o futuro através das artes ocultas, meios pagãos, bem como apelar para a feitiçaria e a bruxaria [ver tb Lv 19:26, 31, cf ASB]. O caráter detestável dessas práticas é sublinhado e citado como uma razão do julgamento divino contra os cananeus (vs 9, 12). Bíblia de Genebra.
O povo de Deus pode confiar que Ele os protegerá de forças sobrenaturais do mal (E 6.10-18) e que Ele cuidará do seu futuro. Seguir práticas ao se envolver com forças malignas para obter poder, defender-se de outras malignas, descobrir o que está para vir (1Sm 28), ou simplesmente satisfazer curiosidade afasta a pessoa de Deus e de Sua proteção. ASB – Andrews Study Bible.
10-13 Os israelitas estavam/eram naturalmente curiosos a respeito das práticas ocultistas das religiões canaanitas. Mas Satanás está por detrás do oculto e Deus terminantemente proibiu Seu povo de envolvimento com isto. Hoje em dia, as pessoas são fascinadas com horóscopos, adivinhos, feitiçaria/magia e cultos bizarros. Frequentemente seus interesses vem do desejo de conhecer e controlar o futuro. Mas Satanás não é menos perigoso hoje do que era no tempo de Moisés. Na Bíblia, Deus nos diz tudo que precisamos saber a respeito do que irá acontecer. A informação que Satanás oferece é provavelmente distorcida ou completamente falsa. Com a fidedigna orientação do Espírito Santo através da Bíblia e da igreja, não precisamos buscar fontes do oculto para obter informações enganosas. Life Application Study Bible Kingsway.
10 faça passar pelo fogo o seu filho. Ver Lv 18:21; 20:2-5. Esta foi uma forma das abominações mencionadas em Deuteronômio 12:31. Em épocas posteriores, foi amplamente praticada em Israel (2Rs 16:3 [Acaz]; 21:6 [Manassés]; Jr 32:35 [povo e líderes, em geral]). O culto a Moloque gerava filhos ilegítimos, … [que] eram sacrificados – ambos os atos eram considerados agradáveis a Moloque. Em tempos remotos o fogo era adorado e honrado por povos pagãos como um deus. Atualmente o culto ao fogo ainda existe na Índia. CBASD, vol. 1, p. 1116.
15-23 Após a morte de Moisés, ainda haveria necessidade de revelações divinas. Para suprir a esta necessidade, o Senhor criaria a instituição profética. Mas, segundo a descrição do profeta ideal feita por Moisés, tais palavras apontam mais para o Messias. Os profetas, de Samuel a Malaquias, possuíam as características mencionadas até certo grau, mas só em Jesus cristo tal predição foi realmente cumprida. Bíblia Shedd.
15 semelhante a mim. O v. 16, bem como o contexto geral (v. esp. v.20-22), indica que há referência a uma série de profetas. No monte Horebe, o povo pediu que Moisés fosse receber a mensagem da parte de Deus e a entregasse a eles (v. Êx 20.19 e nota [BENV]). Mas, já que Moisés está para partir, avisa ao povo que outro porta-voz tomará o seu lugar e que ainda outro será necessário para a geração seguinte. Trata-se, portanto, de uma referência coletiva aos profetas que se seguirão. Por isso mesmo, é também a base para a expectativa messiânica e se cumpre de modo muito especial em Jesus (v. Jo 1.21, 25, 45; 5:46; 6.14; 7:40; At 3.22-26; 7.37). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Este não poderia ser um profeta comum porque Moisés somente tinha acesso face a face com Deus (34:10; Nm 12:6-8). … João Batista negou que ele fosse “O Profeta” (Jo 1:21). Mas o povo no NT reconheceu que jesus Cristo cumpriu o papel de um profeta especial (porta voz de Deus) como Moisés (Jo 6:14; 7:40; At 3:22-23). Andrews Study Bible.
Quem é este profeta? Estêvão utilizou este verso para basear sua reivindicação de que Jesus Cristo é o Filho de Deus, o Messias (At 7:37). A vinda de Jesus Cristo à Terra não foi um pensamento posterior, mas parte do plano original de Deus. Life Application Study Bible Kingsway.
“Tanto na vida, como na missão que desempenhou, foi Moisés a personificação de Cristo, pois como Ele, salvaram-lhe a vida enquanto criança; como Ele, renunciou a um trono para partilhar da sorte de seus irmãos; finalmente, como Ele, tornou-se um guia da salvação de Israel. Foi fiel (Hb 3.2) e manso (Nm 12.3; Mt 11.29); cheio de compaixão e amor (Nm 27.17; Mt 9.36); poderoso intercessor pelo seu povo (Dt 9.18; Hb 7.25) que falou face a face com Deus e irradiou a glória divina (2 Co 3.7). Tal como Jesus, foi profeta poderoso em obras e palavras (cf Lc 24.19), anunciador da vontade de Deus (Dt 6.1; Ap 1.1), mediador da aliança (Dt 29.1; Hb 8.6, 7), e finalmente chefe e guia do povo (cf Is 55.3, 4)” (NCB, p 244), [cf citado nos comentários da Bíblia Shedd].
Falaram bem. Ver Dt 5:25, 28. Deus levou em consideração os sentimentos [temor pela vida/profundo terror, cf. nota CBASD em Dt 5:25, 28] manifestados pelo povo, com relação a ouvir Seus conselhos, e não falou novamente como no Monte Sinai. CBASD, vol. 1, p. 1120.
18 um profeta. Moisés, o mais proeminente profeta do período do Antigo Testamento, introduziu o tema da profecia israelita. Deus comunicaria a Sua Palavra a Israel através de uma sucessão de profetas… Esta passagem … encontra cumprimento final no profeta que é igual [nas características], ou na verdade, maior [na sua amplitude e significado] do que o profeta Moisés – Jesus Cristo (At 3.22-226; 7.37; cf Jo 5.45-47; Hb 3.2-6). Bíblia de Genebra.
Cristo era o profeta “que devia vir ao mundo” (Jo 6.14). CBASD, vol. 1, p. 1120.
19 falar em Meu nome. A verdadeira função de um profeta é revelar a vontade de Deus. Esse aspecto da obra profética foi exemplificado por Cristo de forma perfeita (Jo 12:47-50; cf. Jo 8:28, 42, 47; Hb 12:25, 26). CBASD, vol. 1, p. 1120.
20-22 Dois meios de discernir os falsos profetas dos profetas autênticos são dados em Deuteronômio. O primeiro é a integridade teológica – um verdadeiro profeta não ensinará o erro e nem desviará o povo (v. 10, 13.1-5). O segundo é que suas predições proféticas sobre o futuro se cumprirão (v. 22). Bíblia de Genebra.
falar alguma palavra em Meu Nome. Um falso profeta que de modo blasfemo reclamasse a si autoridade divina seria um enganador perigoso. Durante o período da monarquia, falsos profetas se opuseram ao ministério de Deus exercido pelos profetas de Deus e frequentemente davam ao povo um falso senso de segurança (veja, p. ex., Jr 28). Andrews Study Bible.
21 Como conhecerei? Os judeus tinham a tendência de depender de sinais e maravilhas (Jo 2:18; 1Co 1:22), e o Senhor os advertiu contra isso (Dt 13:1, 2). CBASD, vol. 1, p. 1120.
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/deuteronomio/dt-capitulo-17/
Para alguns pode parecer que Deus está sendo muito duro ao ordenar o apedrejamento daqueles que estavam se prostrando e adorando a outros deuses (Dt 17:3-5). No entanto, as orientações de Deus precisam ser compreendidas no contexto da aliança existente entre Israel e Deus. Além disso, Deus institui avaliações e verificações como: “duas ou três testemunhas” (v.6) e a ajuda de sacerdotes e levitas (v.9). Porém, o mais importante está no versículo 19: obedecendo “fielmente a todas as leis e a todos os mandamentos” (BLH). Todos os julgamentos deviam ser claramente baseados nas leis escritas de Deus.
As instruções de Deus para o rei eram: não multiplique (acumule) cavalos, esposas e ouro. O reinado de Salomão foi a era de ouro da monarquia israelita, ele cedeu à tentação de multiplicar todos os três e a história registra as profundezas em que ele caiu.
No entanto, quando ele se tornou um rei tolo, velho e cansado, Deus veio a Salomão e lhe pediu para escrever o livro de Eclesiastes. Com certeza há alguns elementos negativos ao longo deste livro, mas nada é mais impressionante do que a representação de Deus que ele deixa conosco: um Deus que nunca lança os nossos fracassos passados em nosso rosto. Ele ainda nos ama e continuará trabalhando conosco para nos tornar mais obedientes.
John Ash
União Missão Chinesa
Hong Kong
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=416
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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Devemos elevar nossa vida acima da justiça deste mundo para experimentar o clima celestial neste planeta dominado pelo mal. O caminho da vida, da satisfação e prazer do coração estão na ligação do pecador com o Autor da vida.
Deus é o Criador de tudo. Ele é o Legislador que merece total atenção. Suas orientações vão além da justiça deste mundo.
· Idolatria é uma clara proibição de Deus. Adorar, venerar e cultuar pessoas ou coisas que não seja Deus é a mesma coisa que assinar a própria sentença de morte. Praticar a idolatria é cavar abismos, criar armadilhas e promover sofrimento, não apenas aos outros, mas principalmente a si mesmo (vs. 1-7).
· Questões difíceis sobre a legislação civil, casos complexos sobre homicídio, violência, litígio, etc. que não constam na lei civil instituída por Deus, devem desafiar o promotor de justiça e/ou o juiz de direito a buscar orientação religiosa junto aos líderes religiosos instituídos por Deus (vs. 8-11).
· A vontade de Deus deve estar acima de toda questão civil, de toda política e de todo governo. Em cada área da vida a vontade de Deus deveria ser buscada. Ignorar isso implica rejeitar e desprezar a Deus. Não buscar a Deus é pensar que se sabe mais que Ele. Isso é arrogância, orgulho, soberba – atitude que o soberano Legislador condena! (vs. 12-13).
· A escolha de um rei/governador não deveria ser segundo o desejo do povo, mas segundo a vontade de Deus. O líder político deveria ser consagrado a Deus, promotor dos princípios de Deus não do diabo, conhecedor da Palavra de Deus e obediente a esta Palavra (vs. 14-20).
Pedir rei humano não era plano de Deus, pois Deus era o Rei de Israel e esta nação deveria ser diferente das demais. Richard O. Lawrence comenta:
“No entanto, esta passagem tem uma mensagem especial para nós. Deus usou até mesmo a rejeição para Sua glória, e para o bem da humanidade. Quando o próprio Filho de Deus assumiu a forma humana, Ele nasceu na linhagem real de Israel. Jesus, sendo tanto Deus como homem, é exaltado como Rei dos reis e Senhor dos senhores”.
O reino de Deus interrompido pelo reino humano passa a ser restaurado quando Jesus reina em nossa vida. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“E o terá consigo e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer o Senhor, seu Deus, a fim de guardar todas as palavras desta lei e estes estatutos, para os cumprir” (v.19).
De todos os pecados, certamente o da idolatria tem um destaque no Antigo Testamento. Rodeada de nações pagãs, a nação israelita precisava obedecer às instruções do Senhor a fim de se manter protegida deste mal. A condescendência com a idolatria de alguns seria transformada em uma terrível epidemia se tais pessoas continuassem a propagar no meio do povo a transgressão à aliança de Deus. Cada caso, porém, deveria ser julgado de forma justa, mediante o “depoimento de duas ou três testemunhas” (v.6).
Deus estabelecera os sacerdotes e os juízes para julgar os litígios que surgissem no meio do povo. Algumas questões poderiam ser resolvidas entre os próprios litigantes, questões de pormenores, porém, em casos que julgassem serem difíceis demais de se resolver, deveriam buscar “a sentença do juízo” (v.9) estabelecida pelos sacerdotes e juízes, tendo o cuidado de fazer segundo tudo o que anunciaram sem desviar-se “para a direita nem para a esquerda” (v.11). E aquele que agisse com justiça própria, sem dar ouvidos ao sacerdote e ao juiz, deveria ser punido com a morte.
Além da questão da idolatria e dos litígios entre os filhos de Israel, estes também manifestariam o desejo de serem governados por um rei terreno como as demais nações. Prevendo o futuro clamor de Israel por um rei, o Senhor deixou mandamentos específicos que deveriam ser observados pelos futuros monarcas de Israel: não multiplicar cavalos, não voltar ao Egito, não multiplicar para si mulheres e nem “prata ou ouro” (v.16-17). Também deveria escrever e conservar consigo as palavras da lei, as Escrituras, e lê-las todos os dias.
Salomão, por exemplo, foi um rei dotado de excelente sabedoria, mas parece que esqueceu das leis concernentes à sua posição, fazendo tudo ao contrário do que o Senhor estabelecera como mandamentos da monarquia de Israel: “O peso do ouro que se trazia a Salomão cada ano era de seiscentos e sessenta e seis talentos de ouro” (666! Coincidência? Creio que não!) “Os cavalos de Salomão vinham do Egito e da Cilícia” (Do Egito! De onde o Senhor havia dito: “Nunca mais voltarei por este caminho”, v.16); “Tinha setecentas mulheres, princesas e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração” (Exatamente como o Senhor havia dito: “para que o seu coração não se desvie”, v.17) (1Rs.10:14, 28 e 11:3).
A idolatria, a injustiça, a soberba, a ambição dos monarcas dos outros povos transformaram aquelas nações em trevas e maldição na Terra. O povo de Deus foi chamado por Ele para ser luz e bênção. O apóstolo Paulo escreveu: “A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo” (Ef.3:8). Eis o que deve impulsionar a nossa vida. Eis o que deve ocupar o nosso coração e fazê-lo pulsar na direção de Deus. Iluminarmos a vida de outros, e não permitirmos que outros nos escureçam a vida. Para isso, precisamos ler todos os dias da nossa vida a Palavra de Deus e permitir que, por meio dela, o Espírito Santo molde o nosso caráter. Vigiemos e oremos!
Bom dia, luz do mundo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio17 #RPSP
Comentário em áudio:
https://www.youtube.com/user/nanayuri100