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ÊXODO 34 – Embora o Deus todo-poderoso e santo Se ire devido a Sua total intolerância ao pecado, essa ira revelada serve para acentuar ainda mais a riqueza de Sua bondade, misericórdia e compaixão com o pecador miserável.
No livro de Êxodo, conscientizamo-nos de que quanto melhor compreendermos a essência do caráter do Deus libertador, mais motivados os adoradores deverão estar para cultuá-Lo. Cada capítulo vai esclarecendo que a doxologia aceitável a Deus é aquela que é orientada e pautada tendo por base a teologia pura e correta.
Para isso, desde as primeiras páginas do livro, o próprio Deus vem revelando mais e mais o Seu caráter extraordinário; visto inclusive em Sua estratégia inicial de tirar Israel do Egito de forma pacífica, solicitando ao Faraó deixar Seu primogênito cultuá-Lo no deserto. Caso houvesse resistência, haveriam consequências (Êxodo 4:21-23; 5:1-3). Nove assustadoras pragas deveriam servir de advertência ao Faraó; o qual em sua ignorância destruiu o Egito e, em sua dureza de coração, não pensou em seu primogênito como Deus pensava no dEle.
Além dessa bondade de Deus com o obstinado Faraó, era notória a riqueza de Sua bondade e compassivo cuidado com os afligidos israelitas – os quais desconheciam o Pai amoroso que tinham. Ao revelar-Se, cada ato Seu era importante. Sua demonstração de amor era gritante. Ao conhecer Sua graça, cada pecador deveria motivar-se à adoração contagiante. Assim, quanto mais O conhecermos, nosso louvor deve ser cada vez mais vibrante. Quanto mais intimamente estivermos de Deus, mais radiante será nossa adoração.
Ao lavrar segunda vez os Dez Mandamentos, após Moisés ter despedaçado as primeiras tábuas de pedra, Deus revelou-Se compassivo, clemente, longânimo e grande em misericórdia e fidelidade.
Devido à tamanha afronta a Deus na perversão da adoração, os israelitas deveriam ser punidos com morte; porém, ao serem poupados, Moisés adorou a Deus. Depois pediu pela graça de Sua presença ao povo (Êxodo 34:1-9). Então Deus renovou a aliança reiterando os ensinamentos graciosos até ali apresentados (Êxodo 34:10-27). A evidência de que Deus não desistiu dos israelitas estampava no resplandecente rosto de Moisés (Êxodo 34:29-35).
A prostituição espiritual afeta a adoração e nossa vida espiritual. É fundamental então estudar a Bíblia para evitar desvirtuar o culto prestado ao Deus que abomina rival na adoração!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ÊXODO 33 – Primeiro leia a Bíblia
ÊXODO 33 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/ex/33
Você já se sentiu totalmente separado de Deus, depois de ter caído?
A beleza deste capítulo é que, não obstante a gravidade da ofensa, Deus honra a Seu servo Moisés: “Você encontrou graça aos Meus olhos, e Eu te conheço pelo nome.” Que Deus clemente nós servimos!
Moisés deseja ter confirmação adicional da promessa de Deus e confiança de que o Senhor seria com Ele e assim ele pede: “Mostre-me a tua glória.” Nenhum homem caído poderia subsistir na presença de Deus face a face, mas o respeito mútuo e a pureza de coração de Moisés haviam aproximado, naquele momento, a criatura e o Criador.
Você quer sentir a presença íntima de Deus em sua vida hoje? Ponha de lado tudo que lhe pode separar dEle, e peça-Lhe para que Se faça evidente em sua vida. O mesmo Deus que passou diante de Moisés, quando escondido na fenda da rocha, pode Se revelar a você. Ele é o mesmo Jesus amável que veio para salvar você dos seus pecados.
Michael Hasel
Faculdade de Religião
Southern Adventist University
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/exo/33
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1114 palavras
O capítulo 33 de Êxodo começa com o panorama do ser humano desalentado e oprimido por estar distante de Deus, e termina com a ideia de que ele pode ter segurança e força ao se aproximar da presença divina. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 724.
2,3 Anjo. No anjo vemos claramente a presença de Jesus Cristo, que nos reconciliou com Deus (Ef. 2.14-22) (Bíblia Shedd).
Não existe nenhum verdadeiro contraste entre o Senhor e o Anjo nesta passagem, já que o Anjo que deveria ir adiante já foi identificado como o próprio Senhor (23.20-23; Gn 16.7). A chave para entender a proposta de Deus se encontra no v. 3 (“Eu não subirei no meio de ti”). A questão era a moradia graciosa de Deus entre o povo (29.44-46). Se Deus não habitasse no meio de Israel, então não fazia sentido construir o tabernáculo; na verdade, Israel poderia “subir” imediatamente sem construi-lo (v.1). Em vez disso, outro acordo, já em operação (vs. 7-11) seria continuado. Deus se encontraria com Moisés e com os israelitas que o procurariam numa tenda “fora, bem longe do arraial” (v. 7). Esta nova “tenda da congregação” não era a habitação de Deus; Josué viveu lá (v. 11). Deus só vinha em certos momentos até à entrada da tenda numa coluna de nuvem para falar com Moisés (vs. 9-10) (Bíblia de Genebra).
3 Eu não subirei no meio de ti. Por amor, Deus diz aos israelitas que é melhor não ir com eles. Se novamente violassem a aliança, Sua presença significaria a completa destruição do povo. Algumas vezes, Deus em Sua misericórdia Se afasta de nós. Ele nunca nos obriga a aceitar Sua presença (Mt 13:53-58). CBASD, vol. 1, p. 722.
4 pôs-se a prantear. Poderia até se pensar que Israel se alegraria na possibilidade de receber a sua herança na terra sem a ameaça da constante presença de Deus. Ao invés disso, prantearam, pois Israel não seria mais uma nação de sacerdotes, desfrutando de comunhão imediata com Deus (19.3-6; 29.45-46). Este episódio é uma das grandes crises da história do êxodo (Bíblia de Genebra).
Atavios. Símbolos de um estado alegre, próspero, e de grande importância. Se o povo estava numa condição de arrependimento, não podia se vestir de uma maneira festiva. Os atavios do verdadeiro povo de Deus vêm do próprio Senhor (Ap. 21.1; Mt 22.11-12) (Bíblia Shedd).
Eles tiraram as vestes festivas associadas com a idolatria (cf. Gn 35.4) e assumiram a postura de pranteadores (Bíblia de Genebra).
6 De Horebe em diante. Isto indica que os israelitas deixaram de usar adornos ou atavios, pelo menos por um tempo, como sinal do sincero propósito de obedecer a Deus. CBASD, vol. 1, p. 723.
7 tomar… Armá-la. As formas verbais hebraicas usadas aqui indicam que esta foi a prática normal durante o período no Sinai. Esta “tenda da congregação” era uma estrutura temporária que servia como um lugar de encontro para Deus e Moisés até que o verdadeiro tabernáculo pudesse ser construído (Bíblia de Genebra).
Tenda da congregação. Parece ser o “escritório” da legislação cívica guardado pelo chefe do exército, Josué (11). Depois de construído o Tabernáculo, este também recebeu o título de “Tenda da Congregação”, acumulando a função cívica da tenda original de Moisés, que por simples que tenha sido, era o lugar da revelação da glória de Deus (9-10). Fora do arraial. Havia perigo se Deus manifestasse Sua glória no meio do povo (Bíblia Shedd).
Fora… bem longe. A ausência da presença de Deus no arraial é enfatizada (Bíblia de Genebra).
11 Face a face. Nota-se que a iniciativa sempre está com Deus, que pela Sua graça nos abre o caminho da oração e nos manda buscar Sua face, até o dia de hoje. A parte mais importante desta comunhão é escutar a voz de Deus. (Falava o SENHOR). Isto pode ser feito quando lemos a Bíblia com fé, meditamos naquilo que temos lido, e resolvemos, pela graça de Deus, pôr em prática tudo que ali aprendemos (Bíblia Shedd).
Amizade com Deus era um privilégio real para Moisés, fora do alcance para os outros hebreus. Mas não está fora do alcance para nós, hoje. Jesus chamou Seus discípulos – e, por extensão, a todos os Seus seguidores – Seus amigos (Jo 15:15). Ele chamou você para ser Seu amigo. Você confiará nEle como Moisés fez? Life Application Study Bible NVI.
14 te darei descanso. O uso do pronome singular “tu” significa que a promessa de 3.13-15 para todo Israel é agora repetida a Moisés, individualmente (Bíblia de Genebra).
15 comigo. Moisés engloba o povo em sua prece. O tratamento no plural (“não nos faça” faz a conexão entre Moisés e Israel. Se Deus escolhesse não ir com o Seu povo habitando entre eles, não haveria sentido ir à Terra Prometida. O objetivo não era apenas o leite e mel em Canaã, mas uma terra santa onde Deus iria habitar no meio do Seu povo (Bíblia de Genebra).
16 separados. A distinção de Israel estava baseada na presença graciosa do próprio Deus (Bíblia de Genebra).
17 achaste graça aos Meus olhos. Deus inclui Israel em favor de Moisés. Israel dependia de Moisés como mediador (Bíblia de Genebra).
18 me mostres a Tua glória. Tendo experimentado a misericórdia de Deus, Moisés ansiava pela revelação completa (Bíblia de Genebra).
Muitas vezes a culpa nos faz fugir da presença do Senhor. Isto aconteceu com nossos primeiros pais quando “esconderam-se” (Gn 3:8). Moisés ficava na presença do Senhor e não tinha medo porque sua vida estava em harmonia com a vontade de seu Criador. Quanto mais se conhece a Deus, mais se anseia conhecê-Lo. Na presença divina há “plenitude de alegria” e na Sua destra há “delícias perpetuamente” (Sl 16:11). CBASD, vol. 1, p. 724.
19-23 A autorevelação de Deus envolve Seu nome (3:14) que é intimamente ligado à Sua natureza. Bondade é um elemento chave neste caráter (Andrews Study Bible).
20 Não Me poderás ver. Se com o surgimento de um anjo, os soldados romanos, à entrada da tumba de Cristo, “ficaram como se estivessem mortos” (Mt 28:4), o que pode acontecer se um pecador entrar na presença de Deus? Jacó se maravilhou de ter visto Deus “face a face” e ainda ter permanecido com vida (Gn 32:30). CBASD, vol. 1, p. 724.
23 costas. A bondade do Senhor velou o que Moisés não podia suportar e revelou tudo o que podia suportar (Bíblia de Genebra).
Moisés veria as costas de Deus mas não Sua face, após ter visto “Seus pés” e onde pisava (24.10). Note que Deus está falando de Si mesmo em termos humanos de modo que possa ser entendido por seres finitos (Andrews Study Bible).
Ver as costas de Deus significa que somente podemos ver por onde Deus passou. Podemos somente vê-Lo pelo que ele faz e como Ele age. Não podemos compreender como Deus realmente é à parte de Jesus Cristo (Jo 14:9). Jesus prometeu mostrar-Se a Si próprio a todo que acreditar. Life Application Study Bible NVI.
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“Agora, pois, se achei graça aos Teus olhos, rogo-Te que me faças saber neste momento o Teu caminho, para que eu Te conheça e ache graça aos Teus olhos; e considera que esta nação é Teu povo” (v.13).
O povo ainda estava de luto e se recuperando da experiência no Sinai. Ao tomarem conhecimento de que o Senhor não subiria com eles devido à sua dureza de coração, os filhos de Israel se puseram a chorar e tiraram de si seus enfeites dali em diante, pois eram um símbolo da idolatria cometida ao pé do monte. Antes mesmo da construção do tabernáculo, era costume de Moisés armar uma tenda fora do arraial, conhecida como “tenda da congregação” (v.7), onde ele falava com Deus. Ali era o seu refúgio de oração, de onde recebia força, conforto e orientação da parte do Senhor. E o Senhor falava com ele “face a face, como qualquer fala a seu amigo” (v.11).
Enquanto a sua ida à tenda da congregação representava o seu momento a sós com Deus, ao mesmo tempo era também uma espécie de convocação de adoração coletiva, pois quando Moisés entrava na tenda e os filhos de Israel viam “a coluna de nuvem que se detinha à porta da tenda; todo o povo se levantava, e cada um, à porta da sua tenda, adorava ao Senhor” (v.10). Moisés, porém, desfrutava de uma comunhão pessoal e íntima com Deus. Sua amizade com o Senhor tornou-se seu deleite e isso só aumentava seu desejo de conhecê-Lo mais. O maior líder de Israel foi aquele que entendeu que a comunhão com Deus é o maior tesouro que o homem pode ter, e que este tesouro é inesgotável. Só a comunhão diária tem o poder de gerar no homem o desejo crescente pelo conhecimento de Deus e pelas “coisas lá do alto” (Cl.3:2).
“A Minha presença irá contigo, e Eu te darei descanso” (v.14), foi a resposta do Senhor ao pedido de Moisés. Sendo o único a falar com Deus “face a face” (v.11), a presença do próprio Jesus o motivava a dar ainda maiores passos de fé. E foi nesse sentido que seu próximo pedido se mostrou ousado e inusitado: “Rogo-Te que me mostres a Tua glória” (v.18). A aparição do Senhor ao Seu servo Moisés, até então, era-lhe revelada por meio do Deus conosco, Jesus Cristo. Isto explica o fato de não haver contradição entre os versículos 11 e 20, e sim que a revelação da glória de Deus consome pecado e pecador. Portanto, desde a queda de nossos primeiros pais, fomos destituídos da glória de Deus, até que Cristo volte. O meu encontro com Cristo, a cada dia, é o que definirá se O contemplarei em Sua glória e viverei, quando Ele regressar. E percebam, amados, que a glória do Senhor se revela em Sua bondade (v.19), e é a bondade de Deus que nos conduz “ao arrependimento” (Rm.2:4). Portanto, o arrependimento genuíno, sincero, é sempre o resultado do verdadeiro encontro com Deus.
Quão insondáveis são as profundezas de Deus! Quão inesgotáveis as bênçãos provenientes da sagrada comunhão! Nenhuma mente humana pode conceber a grandiosidade dos meios divinos a fim de estabelecer cada vez mais íntimo acesso entre o homem e Deus. Foi assim que Enoque descobriu a mais pura e sublime amizade, ao estabelecer a sua vida sobre a rocha da comunhão diária. Mais do que a sua conversação com homens, na maior parte do tempo estava em diálogo com o Eterno. A oração era a sua principal comunicação do dia. E no silêncio das paisagens naturais ainda conservadas em estado quase edênico, meditava e pacientemente aguardava a resposta do seu Senhor e Amigo.
Oh, amados, quanto precisamos estabelecer idênticos laços de amizade com o Senhor! As experiências e testemunhos de nossos irmãos são importantes e fortalecem a nossa fé, mas não representam tudo. Precisamos viver nossas próprias experiências diárias com Jesus. E isto não significa que coisas sobrenaturais devam acontecer todos os dias, e sim que, ainda que o sobrenatural não aconteça ou não nos seja revelado aos olhos, pela fé cremos que há um Deus que prometeu estar conosco “todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20). Você serve a um Deus que te conhece “pelo teu nome” (v.17), e que, todos os dias te chama: “Vinde a Mim” (Mt.11:28). Qual tem sido a sua resposta ao convite diário de Jesus? Ele é um Deus pessoal e deseja preparar você para ver a Sua glória, não mais te colocando “numa fenda da penha” (v.22), mas te elevando para o encontro com Ele “nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts.4:17).
Está você disposto a tirar de si os atavios deste mundo para saber o caminho por onde andar, conhecer ao Senhor e achar graça aos Seus olhos (v.13)? Então busque ao Senhor enquanto pode achá-Lo, estude a Sua Palavra e fale com Ele em oração, todos os dias. Persevere nisso, e Ele irá adiante de você por onde você for e te dará descanso.
Nosso Deus e Amigo, como é maravilhoso saber que o Senhor deseja Se relacionar com cada um de nós de forma pessoal, íntima e constante. Como Moisés, nós Te rogamos que nos faças saber neste momento o Teu caminho, para que possamos Te conhecer e achemos graça aos Teus olhos! E mesmo defeituosa como seja a Tua igreja, ela é o Teu povo, Pai. Ajuda-nos a tirarmos da nossa vida os atavios deste mundo, tudo aquilo que ainda esteja nos prendendo a esta Terra, e a nos voltarmos para Ti com inteireza de coração, desejando ardentemente mais do Teu conhecimento e do preparo para que, muito em breve, estejamos prontos para contemplar a Tua glória. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, amigos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Êxodo33 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ÊXODO 33 – O caráter de Deus tem sido desvirtuado durante a história. Satanás tem maculado Seu caráter com acusações infundadas. Muitos tornaram-se ateus por rejeitarem o Deus que foi-lhes apresentado.
Êxodo 33 é um documento essencial para obtermos conhecimento fidedigno do verdadeiro Deus. Seu caráter já é percebido não apenas ao perdoar, mas também ao ceder diante do apelo de Moisés pela continuidade de Sua presença com o povo que O traiu descaradamente (Êxodo 33:1-17).
Moisés se encanta cada vez mais com o Deus a Quem servia. O caráter divino o impressionava. Mesmo sendo santo, Deus voltava atrás, perdoava, concedia novas chances, quando traído dispôs-Se a continuar com o povo… Com isso, Moisés fez uma das mais elevadas petições que um mortal possa fazer: “Peço-te que me mostres a Tua glória” (Êxodo 33:18) – mais do que ousadia absurda, seu pedido revelava desejo intenso de conhecer melhor a Deus.
Deus poderia ter mostrado Sua onipotência, onisciência ou Sua santidade. Ele poderia fazer cair fogo, ou produzir extraordinários raios e trovões. Mas não fez nada disso!
Tomando o devido cuidado para Moisés não morrer diante de Sua santa presença, Deus apresentou “toda Sua bondade”. Disse que mostraria Seu lado compassivo e misericordioso… isso equivaleria a Sua glória! (Êxodo 33:12-22). Que Deus incrível!
Enquanto um rei humano mostraria glória apresentando seu arsenal bélico e seu exército com soldados bem treinados, revelando pompa, grandeza e riqueza, Deus revela Sua bondade!
Satanás não quer que as pessoas tenham o conceito correto de Deus. Apesar de conseguir distorcer a opinião que muitos têm dEle, Jesus veio intensificar o que já estava revelado no Antigo Testamento (Hebreus 1:3).
As pessoas precisam conhecer “as riquezas da bondade de Deus, tolerância e paciência” que conduzem pecadores “ao arrependimento” (Romanos 2:4). Certamente falta apresentar mais as riquezas dessa bondade divina para presenciarmos mais conversões genuínas.
Muitos desconhecem o caráter de Deus. A perversão do Seu caráter tem afastado inúmeras pessoas da fé. Inclusive crentes têm aderido aos conceitos fomentados pelo diabo sobre o caráter do Deus verdadeiro. Conquanto, reavivemo-nos orando como Paulo orou pelos crentes de Éfeso (Efésios 3:14-19), para que mais pessoas tenham o privilégio de conhecer verdadeiramente ao Deus bondoso, O qual revelou-Se claramente nas páginas sagradas de Seu santo livro. Aceitas? – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ÊXODO 32 – Primeiro leia a Bíblia
ÊXODO 32 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/ex/32
O bezerro de ouro poderia ter representado diversas divindades egípcias. O touro Ápis era adorado em Memphis como Ptah, o deus da vida. Hathor, a deusa vaca, era adorada em Tebas como deusa da maternidade, beleza, amor e alegria. Em Êxodo 32:6, as pessoas “comeram e beberam e se entregaram à farra.” o que tinha claras conotações sexuais e pode ser equiparado a Hathor. Arão, seu líder espiritual, cedeu aos seus pedidos e, para justificar a adoração, anunciou uma “festa ao Senhor”.
Essa adoração mista levou Deus a renegar os hebreus ao se referir a eles como “seu povo, Moisés”. As pessoas haviam escolhido o bezerro em vez de Deus. Diante disso, Deus rejeita aquele povo, mas Moisés intervém e pede que seu nome seja apagado do livro da vida. Tão grande era o amor de Moisés por seu povo que ele ofereceu sua vida pela deles. Mas existe apenas uma morte substitutiva aceitável a Deus e essa é a morte de Seu Filho Jesus.
Já aconteceu alguma vez de você misturar o culto a Deus com as práticas do mundo? Neste relato, vemos as consequências de tal procedimento. Deus deseja ter um povo fiel a Ele, somente a Ele, mesmo que caiam os céus (Educação, 57).
Michael Hasel
Faculdade de Religião
Southern Adventist University
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/exo/32
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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271 palavras
5 Um bom exemplo de mistura de verdade com erro. Celebrar uma festa ao Senhor diante do bezerro de ouro não iria validar a ação errada (Andrews Study Bible).
6 divertir-se. Este aspecto da celebração se assemelha a outras festas religiosas que frequentemente incluíam danças ruidosas e interações sexuais. O verso 25 também sugere celebrações descontroladas (Andrews Study Bible).
7 teu povo. Em contraste gritante com “Meu povo” em 3:10. A quebra da aliança tem repercussões de longo alcance (Andrews Study Bible).
19 Acendendo-se-lhe a ira. Mais fácil era para Moisés interceder pelos pecados do povo, que ser testemunha dos mesmos (32.11-14). Quando contemplou tudo de perto, perdeu o controle de si meso, a ponto de lançar fora as tábuas. Pensava que o povo tinha, irrevogavelmente, rejeitado a religião. Não era Moisés que tinha de suscitar a misericórdia a Deus (14), mas sim, o próprio Deus que, graciosamente, dera a Moisés a oportunidade de tomar parte na bem-aventurada obra da intercessão, em condições ideais, nas quais não estava irado e fora de si (Bíblia Shedd).
20 A destruição do bezerro de ouro é completa (queimado, triturado, diluído em água) e é similar à destruição de uma divindade como citado em um texto canaanita (Andrews Study Bible).
queimou-o. Talvez o bezerro tenha sido de madeira folheada a ouro. (Bíblia de Genebra).
24 Saiu este bezerro. Era uma desculpa ridícula, como se o bezerro tivesse fabricado a si mesmo. Mas, pelo contrário, no mundo espiritual, quem dá ouvidos às dúvidas, às tentações e às forças que destroem sua consciência, verá, com espanto, que seu pecado, pesado e bem forjado, já se tornou uma realidade concreta em sua vida (Bíblia Shedd).
26 entrada. Termo equivalente a “porta”, que era o lugar do juízo na cultura israelita (Andrews Study Bible).
32 Risca-me. Moisés se identificou de tal maneira com o povo que Deus havia confiado aos seus cuidados pastorais, que se tornou semelhante a Cristo (Hb 2.17; Jo 15.12-15; Sl 77.20) (Bíblia Shedd).
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“Agora, pois, perdoa-lhe o pecado, ou, se não, risca-me, peço-Te, do livro que escreveste” (v.32).
O tempo em que Moisés permaneceu no monte se transformou em uma espera impaciente para os filhos de Israel. O povo, cujas origens tinham a marca do Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó e que, com mão poderosa, foi liberto do cativeiro egípcio, levantou-se para reivindicar um deus fajuto como os deuses do Egito. Uma comitiva foi designada a fim de pressionar Arão a confeccionar deuses que eles pudessem ver e tocar. No coração de muitos falsos adoradores estava o sentimento de inveja da posição de Moisés e de sua privilegiada honra de ser o único a ver a Deus. A corrupção e a idolatria do Egito os acompanhou ao deserto, de forma que não estavam dispostos a ceder quanto às suas próprias vontades nem tampouco a serem limitados a adorar a um Deus que não podiam ver.
Com as joias de ouro que trouxeram do Egito, Arão fabricou “um bezerro fundido” (v.4). Iniciaram-se as festividades, “e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas” (v.6). Enquanto isso, lá no monte, o idoso líder recebia a notificação divina de que o povo havia se corrompido, reunindo-se em uma festa idólatra. Ao acender-se a ira de Deus, percebendo a gravidade da situação, Moisés prontamente intercedeu pelos filhos de Israel, apresentando uma defesa em favor da honra do próprio Deus à vista dos egípcios (v.12) e lembrando ao Senhor de Sua fiel promessa feita aos patriarcas, de multiplicar-lhes a descendência (v.13). A ira de Deus provocou a compaixão no coração de Moisés. Seu amor pelo povo foi provado e aprovado por sua intercessão e disposição em renunciar, se preciso fosse, a sua própria salvação (v.32).
Com as tábuas da lei em mãos, Moisés desceu do Sinai cheio de santo temor e sagrado zelo. Ao ouvir o alarido da multidão em festa e ver “o bezerro e as danças […] arrojou das mãos as tábuas e quebrou-as ao pé do monte” (v.19). Esta não foi uma atitude precipitada nem condenável, mas simbólica e que representa o pecado, que nada mais é do que a quebra dos mandamentos do Senhor. O povo havia quebrado a Lei de Deus e “estava desenfreado” com a fraca liderança provisória de Arão (v.25). Contudo, mesmo diante de tamanho caos, houve um chamado especial que definiria o destino dos filhos de Levi: “Quem é do Senhor venha até mim” (v.26). A morte dos “três mil homens” (v.28) nos diz que, numa multidão composta por milhões de pessoas, uma pequena parcela é suficiente para espalhar maldição pelo poder da influência. E precisamos ser muito cuidadosos com isso, amados. Necessitamos, como nunca antes, praticar o que Jesus nos ensinou: “Vigiai e orai” (Mt.26:41).
O relato de hoje apresenta o conflito que ameaça a nossa salvação, e os retratos do verdadeiro adorador e do verdadeiro líder de Deus. Moisés tinha acesso direto ao Senhor não por ser melhor do que seus liderados, mas porque a sua adoração não se resumia aos seus encontros com Deus no monte. Dia a dia, o idoso peregrino mantinha comunhão com o Eterno, consciente de que sua posição não lhe conferia a predileção divina, e sim mais e mais necessidade de consagração pela grande responsabilidade de seu encargo. Nada fere mais o coração de Deus do que a autossuficiência humana. Mesmo aqueles que pensam estar seguros dentro do arraial, precisam atender com urgência ao apelo: “Consagrai-vos, hoje, ao Senhor” (v.29). A comunhão diária com Deus é a cola que nos mantém ligados a Ele. E uma vida em harmonia com a Palavra de Deus só é possível se mantivermos nossos olhos em Jesus, “o Autor e Consumador da fé” (Hb.12:2).
Escrevendo aos coríntios, o apóstolo Paulo falou quanto ao perigo de se confiar na própria espiritualidade. E, trazendo à memória os exemplos de Israel, inclusive do capítulo de hoje, nos deixou a solene advertência: “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (1Co.10:12). Consagre-se ao Senhor todos os dias! Faça disso a sua primeira atividade e o seu principal objetivo de vida. Não acesse comentários antes de acessar o “Assim diz o Senhor” (v.27). Vá à Palavra! Deus deseja falar diretamente ao seu coração. Nunca terceirize esse privilégio! Pela fé, suba ao monte da comunhão para ver e ouvir o seu Senhor e Salvador. Que mesmo em meio às provas desta vida, como Jó, possamos descobrir o sublime resultado da comunhão diária: “Eu Te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos Te veem” (Jó 42:6).
Ó, Senhor, Deus do céu e da Terra, nós Te amamos por quem Tu és e por tudo o que tens empregado para abrir os nossos olhos para que possamos Te ver e sermos salvos! Tens usado a Tua Palavra. Tens nos dado o Teu Espírito convertedor. Tens nos concedido o privilégio da oração. Tens usado Teus servos e servas para falar ao nosso coração. Mas, acima de tudo, tens nos dado, dia a dia, a graça de podermos entrar em audiência particular Contigo no Santo dos Santos através da comunhão com o nosso Salvador pessoal, nosso Sumo Sacerdote, Jesus Cristo. Obrigado, bom Pai, por tão grande bênção! E perdoa as nossas transgressões! Queremos nos consagrar hoje, mais uma vez, a Ti, para que nos concedas a Tua bênção. Continua nos santificando até que estejamos prontos para Te ver face a face. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, verdadeiros adoradores!
Rosana Garcia Barros
#Êxodo32 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100