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“Agora, pois, perdoa-lhe o pecado, ou, se não, risca-me, peço-Te, do livro que escreveste” (v.32).
O tempo em que Moisés permaneceu no monte se transformou em uma espera impaciente para os filhos de Israel. O povo, cujas origens tinham a marca do Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó e que, com mão poderosa, foi liberto do cativeiro egípcio, levantou-se para reivindicar um deus fajuto como os deuses do Egito. Uma comitiva foi designada a fim de pressionar Arão a confeccionar deuses que eles pudessem ver e tocar. No coração de muitos falsos adoradores estava o sentimento de inveja da posição de Moisés e de sua privilegiada honra de ser o único a ver a Deus. A corrupção e a idolatria do Egito os acompanhou ao deserto, de forma que não estavam dispostos a ceder quanto às suas próprias vontades nem tampouco a serem limitados a adorar a um Deus que não podiam ver.
Com as joias de ouro que trouxeram do Egito, Arão fabricou “um bezerro fundido” (v.4). Iniciaram-se as festividades, “e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas” (v.6). Enquanto isso, lá no monte, o idoso líder recebia a notificação divina de que o povo havia se corrompido, reunindo-se em uma festa idólatra. Ao acender-se a ira de Deus, percebendo a gravidade da situação, Moisés prontamente intercedeu pelos filhos de Israel, apresentando uma defesa em favor da honra do próprio Deus à vista dos egípcios (v.12) e lembrando ao Senhor de Sua fiel promessa feita aos patriarcas, de multiplicar-lhes a descendência (v.13). A ira de Deus provocou a compaixão no coração de Moisés. Seu amor pelo povo foi provado e aprovado por sua intercessão e disposição em renunciar, se preciso fosse, a sua própria salvação (v.32).
Com as tábuas da lei em mãos, Moisés desceu do Sinai cheio de santo temor e sagrado zelo. Ao ouvir o alarido da multidão em festa e ver “o bezerro e as danças […] arrojou das mãos as tábuas e quebrou-as ao pé do monte” (v.19). Esta não foi uma atitude precipitada nem condenável, mas simbólica e que representa o pecado, que nada mais é do que a quebra dos mandamentos do Senhor. O povo havia quebrado a Lei de Deus e “estava desenfreado” com a fraca liderança provisória de Arão (v.25). Contudo, mesmo diante de tamanho caos, houve um chamado especial que definiria o destino dos filhos de Levi: “Quem é do Senhor venha até mim” (v.26). A morte dos “três mil homens” (v.28) nos diz que, numa multidão composta por milhões de pessoas, uma pequena parcela é suficiente para espalhar maldição pelo poder da influência. E precisamos ser muito cuidadosos com isso, amados. Necessitamos, como nunca antes, praticar o que Jesus nos ensinou: “Vigiai e orai” (Mt.26:41).
O relato de hoje apresenta o conflito que ameaça a nossa salvação, e os retratos do verdadeiro adorador e do verdadeiro líder de Deus. Moisés tinha acesso direto ao Senhor não por ser melhor do que seus liderados, mas porque a sua adoração não se resumia aos seus encontros com Deus no monte. Dia a dia, o idoso peregrino mantinha comunhão com o Eterno, consciente de que sua posição não lhe conferia a predileção divina, e sim mais e mais necessidade de consagração pela grande responsabilidade de seu encargo. Nada fere mais o coração de Deus do que a autossuficiência humana. Mesmo aqueles que pensam estar seguros dentro do arraial, precisam atender com urgência ao apelo: “Consagrai-vos, hoje, ao Senhor” (v.29). A comunhão diária com Deus é a cola que nos mantém ligados a Ele. E uma vida em harmonia com a Palavra de Deus só é possível se mantivermos nossos olhos em Jesus, “o Autor e Consumador da fé” (Hb.12:2).
Escrevendo aos coríntios, o apóstolo Paulo falou quanto ao perigo de se confiar na própria espiritualidade. E, trazendo à memória os exemplos de Israel, inclusive do capítulo de hoje, nos deixou a solene advertência: “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (1Co.10:12). Consagre-se ao Senhor todos os dias! Faça disso a sua primeira atividade e o seu principal objetivo de vida. Não acesse comentários antes de acessar o “Assim diz o Senhor” (v.27). Vá à Palavra! Deus deseja falar diretamente ao seu coração. Nunca terceirize esse privilégio! Pela fé, suba ao monte da comunhão para ver e ouvir o seu Senhor e Salvador. Que mesmo em meio às provas desta vida, como Jó, possamos descobrir o sublime resultado da comunhão diária: “Eu Te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos Te veem” (Jó 42:6).
Ó, Senhor, Deus do céu e da Terra, nós Te amamos por quem Tu és e por tudo o que tens empregado para abrir os nossos olhos para que possamos Te ver e sermos salvos! Tens usado a Tua Palavra. Tens nos dado o Teu Espírito convertedor. Tens nos concedido o privilégio da oração. Tens usado Teus servos e servas para falar ao nosso coração. Mas, acima de tudo, tens nos dado, dia a dia, a graça de podermos entrar em audiência particular Contigo no Santo dos Santos através da comunhão com o nosso Salvador pessoal, nosso Sumo Sacerdote, Jesus Cristo. Obrigado, bom Pai, por tão grande bênção! E perdoa as nossas transgressões! Queremos nos consagrar hoje, mais uma vez, a Ti, para que nos concedas a Tua bênção. Continua nos santificando até que estejamos prontos para Te ver face a face. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, verdadeiros adoradores!
Rosana Garcia Barros
#Êxodo32 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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