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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/juizes/jz-capitulo-17/
Recomendamos também o texto devocional da rodada anterior em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2016/02/24/juizes-17/
“Certamente o Senhor será bom para mim porque eu fiz isso e aquilo …”
Mica pensava que por ter pago um levita para ser um sacerdote em seu santuário repleto de ídolos, que Deus o abençoaria. Ele ansiava pela bênção de Deus, enquanto continuava a violar os Seus mandamentos sobre a verdadeira adoração.
O povo de Deus ainda está poluído pelo culto aos “ídolos”. Querendo fazer as coisas do nosso jeito, esperamos que Deus nos abençoe enquanto nos misturamos o sagrado e o profano em nossas vidas diárias. A anarquia espiritual – fazer as coisas como bem entendemos – sempre leva a adoração de ídolos do coração.
No costume da cultura ocidental de idolatrar pessoas ou coisas, muitas vezes adoramos como Mica: queremos que Deus nos abençoe enquanto nos apegamos a ídolos preciosos, que geralmente não são estátuas de ouro. Eles são mais intangíveis – ídolos de prioridades erradas, ídolos do tempo perdido, ídolos do vício, ídolos de hábitos do coração. . . e muitos mais. Nossos corpos podem não curvar-se a objetos inanimados, mas nossos corações e mentes são adoradores de ídolos da mesma forma.
Deus anseia nos encharcar com a sua graça, mas ele não competirá com os nossos ídolos. A fim de sermos abençoado precisamos abrir mão de qualquer coisa que coloquemos no lugar de Deus.
Karen Lifshay
Corista da Igreja Adventista de Hermiston
Oregon, EUA
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=472
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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A igreja de Deus é imperfeita. O povo de Deus tem altos e baixos; às vezes, mais baixo que os pagãos.
Quando a situação da igreja está crítica, sobram críticos para acusá-la, humilhá-la, denegri-la e condená-la. Contudo, Seu proprietário a ama, por isso a cuida como se fosse a menina de Seus olhos. Observe a condição moral, social e espiritual de Israel na época em que “cada fazia o que parecia bem aos próprios olhos” (vs. 6; 21:25).
• Quando cada um faz o que acha ser certo, todos fazem tudo errado;
• Quando a razão se torna a base de toda ação desprovida da revelação divina, ninguém acerta no que é certo;
• Quando o critério para avaliação é o indivíduo, a sociedade toda experimenta o poder da corrupção.
O esboço do capítulo em estudo nos apresenta os seguintes tópicos:
1. Um homem de Efraim, Mica, roubou 1.160 siclos (13 kg) de prata de sua mãe e ela amaldiçoou o ladrão; o filho devolveu o que havia furtado e a mãe tomou 200 siclos (2,400 kg) e o entregou a um ourives para fabricar uma imagem, o que é idolatria (vs. 1-4);
2. Para uma capela particular da família, Mica consagrou um de seus filhos a sacerdote fazendo-o uma estola sacerdotal e fabricando vários ídolos tornando a capela para Deus uma casa de ídolos (vs. 5-6).
3. Assim que apareceu um levita de Belém, Mica o convidou para ministrar como sacerdote em sua capela familiar (vs. 7-13). Assim, “um levita renegado é transformado em sacerdote” (CBASD, v. 2, p. 311).
“Esse acordo humano e ilícito, que revela a apostasia espiritual da época, foi ignorantemente alardeado por Mica como razão da bênção divina” (M. F. Unger). Tudo isso que Mica fez teve boas intenções; ele fez “na esperança de que o Senhor faria prosperar o seu empreendimento” (Samuel J. Schultz).
A RELIGIÃO VERDADEIRA…
• …desprovida da revelação, vira confusão;
• …sem um bom líder espiritual, torna-se um caos;
• …sempre carecerá de reavivamento e reformas.
Embora isso seja realidade visível em vários momentos da história, inclusive nos últimos dias, “a igreja de Cristo, por débil e defeituosa que seja, é o único objeto sobre a terra a que Ele confere Sua suprema atenção” (Ellen G. White).
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada qual fazia o que achava mais reto” (v.6).
A sequência de histórias que veremos a partir do capítulo de hoje, confirma o que está relatado no início do livro de Juízes: “Foi também congregada a seus pais toda aquela geração; e outra geração após eles se levantou, que não conhecia o Senhor, nem tampouco as obras que fizera a Israel” (Jz.2:10). Ou seja, era uma geração idólatra, corrompida, onde cada um determinava o que era correto ou não. O povo tinha se corrompido de tal forma, que veremos nos próximos capítulos as consequências terríveis que isto lhes causou.
“Havia um homem da região montanhosa de Efraim cujo nome era Mica” (v.1). Sua mãe havia sido furtada. Levaram dela “mil e cem ciclos de prata” (v.2), o que era uma grande riqueza para a época. Na tentativa de reaver o seu dinheiro, ela lançou uma maldição sobre a pequena fortuna. As maldições eram muito temidas entre os povos do Oriente. Certamente, com receio da “praga” lançada pela mãe, Mica resolveu confessar que havia sido o autor do furto: “eis que esse dinheiro está comigo; eu o tomei”. Para espanto e temor da mãe, o que havia sido uma maldição tentou transformar em bênção: “Bendito do Senhor seja meu filho” (v.2).
Na tentativa de afastar do filho a maldição que ela mesma lançou, pensou estar fazendo grande feito destinando parte daquela soma para a confecção de imagens de escultura. E Mica passou “a ter uma casa de deuses” (v.5). Certo dia, ia passando um levita que andava errante e pensando: “vou ficar onde melhor me parecer” (v.9). Mica lhe ofereceu a sua “casa de deuses” e uma vida tranquila se ali ele ficasse e oficiasse como sacerdote. “Então, disse Mica: Sei, agora, que o Senhor me fará bem, porquanto tenho um levita por sacerdote” (v.13).
Todo este relato apresenta elementos de bastante relevância para a nossa compreensão acerca da importância em conhecer o Senhor e a Sua Palavra. Quando um casal começa a namorar, por exemplo, essa fase entre namoro e noivado é justamente um período de conhecimento, onde começam a firmar laços de amizade, de amor, de companheirismo, de respeito, enfim, de tudo o que é necessário para que assumam o futuro compromisso de viverem juntos até que a morte os separe. E esse período é extremamente importante, porque se não conhecemos o suficiente a pessoa com quem vamos casar, corremos o risco de entrar em um grande apuro. Então vem o casamento, e se passam os anos. O que acontece se os cônjuges não mantiverem todos aqueles laços que construíram na fase inicial? Brigas, e, muito provavelmente, o divórcio.
Deus havia firmado uma aliança com o Seu povo e jamais voltaria atrás. Só que Israel abandonou o Senhor, se esqueceu do primeiro amor. Adulterou com outros deuses permitindo que a imagem de Deus fosse apagada de seu coração. O que aconteceu então? Sentiam a necessidade de imagens de fundição, pois não conheciam o verdadeiro Deus. A fala do levita: “vou ficar onde melhor me parecer” (v.9), ilustra a realidade de muitos que possuem título de cristão, mas que, na realidade, buscam somente uma religião que lhes seja conveniente. Não estudam a Bíblia para descobrir a verdade, mas para adaptá-la aos seus próprios conceitos.
A tentativa de Mica em adorar a Deus da forma errada é um retrato de gerações e gerações que têm seguido pelo mesmo caminho. Por isso que Jesus, referindo-se ao grande Dia de Sua volta, disse que muitos se achegarão a Ele dizendo: “Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em Teu nome, e em Teu nome não expelimos demônios, e em Teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim, os que praticais a iniquidade” (Mt.7:22-23).
Fazer o que pensamos ser correto e não o que Deus nos manda fazer não se chama adoração, e sim contrafação. Assim diz o Senhor: “Estendi Minhas mãos todo dia a um povo rebelde, que anda por caminho que não é bom, seguindo os seus próprios pensamentos” (Is.65:2). Tendo à nossa disposição o Espírito Santo como nosso Guia e Mestre da Palavra de Deus, não temos desculpas para permanecer no erro. À semelhança do eunuco, que foi ensinado por Filipe (At.8:26-40), o Espírito do Senhor permanece recrutando servos e servas de Deus com a mesma disposição de apresentar o evangelho eterno aos que, de coração sincero, desejam aprendê-lo e vivê-lo.
“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Os.6:3). Então, “como o noivo se alegra da noiva, assim de ti se alegrará o Teu Deus” (Is.62:5). Que em uma geração de verdades relativas, a verdade absoluta da Palavra de Deus seja lâmpada para os nossos pés e luz para nossos caminhos (Sl.119:105). Vigiemos e oremos!
Bom dia, guiados pelo Espírito Santo!
Desafio da semana: Você tem separado um tempo especial de comunhão com Deus nas primeiras horas da manhã? Não conheço a sua realidade, mas imagino que deva corresponder à rotina da maioria: corrida e cansativa. O Senhor nos desafia a provar de Sua bondade. Acorde de madrugada se preciso for. Encontre o Senhor nas primeiras da manhã e não O perderá de vista no restante do dia.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Juízes17 #RPSP
Comentário em áudio:
youtube.com/user/nanayuri100
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1296 palavras
Os caps. 17-21 distinguem-se dos demais do livro de Juízes. Não obedecem qualquer sequência cronológica. Os acontecimentos não tem indícios de data. A seção é um apêndice do livro. Bíblia Shedd.
A última parte do livro narra os problemas entre duas tribos. Dã falhou em tomar seu território, conseguiu migrar, mas erigiu um santuário. A tribo de Benjamim quase foi destruída quando travou uma guerra civil para proteger alguns de seus membros que violentaram uma mulher até à morte. Bíblia de Estudo Andrews.
Dois episódios… formam um epílogo para a história dos juízes. … Escrevendo num período em que a monarquia sob a dinastia de Davi tinha trazido ordem e coesão à terra e restabelecera um centro para a adoração ao Senhor, o autor retrata esse período anterior dos juízes como um tempo funesto de decadência nacional, do qual seria liberto pela casa de Davi. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Eles [os episódios] são relatados para mostrar o desordenado estado de coisas durante aquela época. Juízes 17 e 18 apresentam incidentes na vida de Mica e mostram a migração de uma parte da tribo de Dã de seu território entre o mar e a fronteira de Efraim para a parte norte da Palestina, adjacente ao território de Naftali. … Os eventos aqui descritos ocorreram, possivelmente, durante o tempo dos anciãos que seguiram a Josué (Jz 2:6-10; ver com. de Jz 18:29). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 419.
17.1-18.31 O primeiro episódio ilustra a corrupção no culto prestado por Israel ao contar como Mica estabeleceu um lugar de culto local em Efraim, ajudado por um levita que alegava ser descendente de Moisés. Essa adoração paganizada ao Senhor é adotada pela tribo de Dã quando esta abandona a herança que lhe fora destinada e migra para a fronteira norte de Israel. Bíblia de Estudo NVI Vida.
1 Mica. No heb. mikayehu. Esta forma ocorre apenas neste e no verso 4. Nos outros pontos da narrativa, é utilizada a forma abreviada mikah. O nome completo significa “quem é como Deus [Yahweh]”, enquanto que a forma abreviada significa “quem é como”. CBASD, vol. 2, p. 419.
2 A história começa de modo abrupto, com a devolução de dinheiro furtado. A mãe não parece ter ficado surpresa. Bíblia de Genebra.
mil e cem siclos de prata (ARA; NVI: “treze quilos de prata”). Cerca de 13 kg, a mesma quantia que Dalila recebeu de cada governante para trais Sansão (16:5). Bíblia de Estudo Andrews.
maldições. A mãe de Mica amaldiçoou o ladrão, quem quer que ele fosse. A maldição foi séria, porque invocava poder sobrenatural para punir o ofensor (Lv 5:1). Mica confessou porque teve medo de não conseguir escapar da punição. Bíblia de Estudo Andrews.
O ladrão não poderia utilizá-lo [o dinheiro], segundo a superstição, sem sofrer retaliação por parte da divindade invocada. CBASD, vol. 1, p. 419.
Longe de significar somente algumas simples palavras, a maldição era encarada como um agente do mal. Bíblia Shedd.
O medo da maldição parece ter motivado a devolução da prata furtada.Bíblia de Estudo NVI Vida.
Bendito do SENHOR seja. A mãe de Mica não poderia desfazer a maldição, mas não queria prejudicar o filho. Por isso, tentou cancelar o dano, proferindo o desejo de que o Senhor o abençoasse. Bíblia de Estudo Andrews.
Mica e sua mãe pareciam ser pessoas boas e morais, com um sincero desejo de adorar a Deus, mas desobedeceram a Ele ao seguirem seus próprios desejos em vez de fazerem a vontade de Deus. A atitude que prevalecia nos dias de Mica era: “cada qual fazia o que achava mais reto” (17.6). Isto é notavelmente similar às atitudes que prevalecem hoje. Mas Deus nos deu padrões. Ele não deixou a escolha de nossa conduta conosco ou aos nossos padrões. Podemos evitar nos conformar aos baixos padrões da sociedade ao observar seriamente os mandamentos de Deus e os aplicarmos à vida. Independência e autonomia são características positivas, mas somente dentro do quadro dos padrões divinos. Life Application Study Bible Kingsway.
uma imagem esculpida e uma de metal (NVI). A imagem era provavelmente feita de madeira, revestida de prata; o ídolo era feito de madeira maciça ou de um metal mais barato revestido de prata. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Não é claro se a pesel (“imagem de escultura”) e a massekah (“imagem de fundição”) representam duas imagens distintas ou uma imagem de prata adornada com ornamento esculpido. CBASD, vol. 1, p. 420.
3 dedico… ao SENHOR… para fazer uma imagem de escultura e uma de fundição. Essa declaração é altamente irônica. Por mais bem intencionada, a consagração da prata dessa maneira violava o segundo mandamento (Dt 5.8), o que indica a ignorância espiritual daquele período.Bíblia de Genebra.
dedico este dinheiro ao SENHOR. Parece que ela dedicou a prata a Deus em benefício de seu filho, Mica, para reforçar seu desejo de uma bênção, a fim de que Deus se agradasse de seu filho e não fizesse a maldição cair sobre ele. Andrews Study Bible.
uma imagem de escultura e uma de fundição. Parece que eram objetos separados (comparar com 18:7) feitos com parte da prata “consagrada”. A religião dos israelitas havia decaído a ponto de acharem que poderiam honrar a Deus por meio da idolatria (comparar com Êx 32:4, 5; 1Rs 12:28-30), contrariando uma ordem divina claramente explicitada (Êx 20:4-6). Andrews Study Bible.
4 prata. A sinceridade da mulher é colocada em dúvida, uma vez que oferecera o total de 1.100 siclos ao Senhor (3), mas depois aplicando só 200 (cf At 5.1-2). Bíblia Shedd.
a imagem. Aparentemente, a imagem era de um touro que (pensavam) Yahweh (o Senhor) utilizaria como Seu trono. Nota-se a apostasia completa de Israel, nas áreas civil, moral e religiosa, nesta última seção do livro. Bíblia Shedd.
5 Mica… veio a ter uma casa de deuses. Ele parece ter construído um santuário (literalmente, “casa de Deus”) para abrigar os ídolos de prata. O santuário ilegítimo, não autorizado pelo Senhor, era completo, com uma estola sacerdotal (ver nota sobre 8:27) e um sacerdote. Bíblia de Estudo Andrews.
ídolos do lar (ARA; NVI: “ídolos da família”). Cf Gn 31.19. Como a estola sacerdotal, (cf Êx 28.15n), o terafin era empregado na adivinhação. Este trecho todo marca até onde o povo de Deus decaíra dos princípios revelados na palavra do Senhor (cf Êx 20.4; Nm 3.10, etc.). Bíblia Shedd.
6 não havia rei em Israel. Essa expressão faz supor que Juízes foi escrito depois de ter sido estabelecida a monarquia. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Onde o homem anda segundo seus próprios conceitos, não se pode esperar mais do que este trecho registra: roubo, mentira, religião carnal, imoralidade, etc. Bíblia Shedd.
7, 8 era levita. Note-se a grande falta de um culto central, para unir as tribos sob diretrizes divinas. Bíblia Shedd.
A herança dos levitas era a de servirem ao Senhor na Sua morada, o tabernáculo (Dt 18.1-8; Js 13.14, 33; 14.3-4). Bíblia de Genebra.
8 partiu da cidade de Belém para ficar onde melhor lhe parecesse. Devido à apostasia dominante, os israelitas não estavam apoiando os levitas com os dízimos, como deveriam fazer. Uma vez que aos levitas não foi concedido território como às outras tribos, eles não podiam tirar seu sustento da própria terra como os demais. Esse levita estava vagando, procurando um emprego e algum lugar para morar. CBASD, vol. 1, p. 421.
10 pai. Isto é, num sentido religioso. Bíblia de Genebra.
Termo de respeito aplicado também a Elias (2Rs 2.12) e a Eliseu (2Rs 6.21; 13.14). Bíblia de Estudo NVI Vida.
dez siclos de prata (ARA; NVI: “cento e vinte gramas”). A oferta de um salário, com moradia, roupas e comida ia além do limite de resistência desse levita (v. 11). Fica claro que as considerações materiais fundamentaram sua decisão, pois posteriormente aceita uma oferta ainda mais atraente (18.19, 20). Bíblia de Estudo NVI Vida.
12, 13 consagrou… sacerdote. Contrário ao mandamento explícito do Senhor, que limitou o sacerdócio aos filhos de Arão, Mica ignorava lamentavelmente as Escrituras. Hoje enfrenta-se a mesma situação, a indiferença, ao passo que o povo carece das Escrituras. Bíblia Shedd.
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/juizes/jz-capitulo-16/
Recomendamos também o texto devocional da rodada anterior em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2016/02/23/juizes-16/
Quando os filisteus disseram a Dalila: “Seduza-o e veja onde está sua grande força” (v. 5, o que eles realmente queriam dizer era: “Seduza-o e veja onde está sua grande fraqueza”. Eles já conheciam a sua força, eles simplesmente não sabiam onde residia sua fraqueza, que pudesse o levar a perder sua força. O próprio Sansão não conhecia a sua fraqueza. Ele achava que sua fraqueza era se alguém cortasse o seu cabelo, mas sua verdadeira fraqueza era seu desejo egoísta por mulheres ímpias. Se o seu cabelo fosse cortado seria apenas uma manifestação externa de como ele havia sido levado cada vez mais longe de Deus pelas tentações de uma mulher.
Qual a sua fraqueza? Todos tem um limite, um ponto de ruptura, quando provados. Alguns caem sob a pressão de amigos ou familiares. Em seus esforços para enfrentar as tentações ou se distrair diante das difíceis questões da vida outros se voltam para compulsões alimentares, atitudes violentas ou comportamentos de risco. Eu penso que as pessoas são vencidas por aquelas coisas que elas não entregaram completamente a Deus. Se Sansão tivesse submetido sua vida amorosa a Deus, seu futuro teria sido muito diferente. Se ele não tivesse cedido em coisas aparentemente pequenas, ele não teria sido derrotado em assuntos mais importantes.
Karen Lifshay
Corista da Igreja Adventista de Hermiston
Oregon, EUA
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=472
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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Quatro capítulos são dedicados a Sansão, um dos doze juízes, dos quais alguns receberam menos de quatro versículos. Sansão é importante na literatura bíblica com vistas a fornecer importantíssimas lições às crianças, jovens e adultos.
Precisamos urgentemente aprender dos erros de Sansão para não cometê-los. Isso é sabedoria! Anote a lição que sobressai:
• Deixar-se dominar por sentimentos e pecados ao invés de permitir a regência da vida pelos princípios do Céu, encurta a vida nesta Terra – ainda que no final haja arrependimento.
Do ponto-de-vista de um judeu, observe esta descrição sobre Sansão:
“Enquanto seus inimigos o torturavam, ele não abriu a boca. Mas agora estão atacando o Todo-poderoso. Estão ridicularizando o Deus de Israel, que deu Seu nome ao povo de Israel. Intolerável. É uma questão de […] santificar o santo nome. Sansão envolve com os braços a coluna da direita e da esquerda. E murmura uma prece” (v. 28).
Elie Wiesel continua sua descrição: “Deus atende à prece de Sansão. ‘Tamut nafshi Plishtim’, grita o condenado. Que eu morra com os filisteus. Que meu fim seja também o deles. Sansão sacode as colunas. E com um estrondo ensurdecedor, o edifício desaba. E, diz o texto, ‘os que ele matou em sua morte foram mais que os que matou em sua vida’. Então, só então, os irmãos e os membros de sua tribo aparecem e tratam de providenciar o funeral. Finalmente Sansão é amado. Todos o acompanham até a sua última morada. Entre Saraa e Estaol, depositaram-no para repousar na tumba de seu pai, Manoá” (vs. 20-31).
Assim cumpriu-se totalmente a profecia divina que Sansão libertaria Israel apenas parcialmente (13:5). Assim, Salvador real e absoluto é Jesus Cristo; Ele morreu para libertar-nos completamente do pecado.
Finalizando, “a história de Sansão comprova que a força e o poder humanos, mesmo quando ampliados sobrenaturalmente, não garantem o sucesso ou a invencibilidade. É a pureza de caráter, o amor a Deus e a dedicação ao dever que resultam na vitória. Hoje se exalta demasiadamente o vigor, a beleza, a juventude e a audácia, tudo isso mesclado com a indulgência sensual. O estatuto da vida de Sansão é extremamente importante para a sociedade moderna” (Roy E. Gane).
Na história de Sansão o verdadeiro herói é Deus. E em tua história?
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“Sansão clamou ao Senhor e disse: Senhor Deus, peço-Te que lembres de mim, e dá-me força só esta vez, ó Deus…” (v.28).
Governado por seus impulsos e desejos sensuais, Sansão provocou o seu próprio infortúnio. O capítulo de hoje encerra a vida daquele que tinha tudo para ser um dos líderes mais respeitados de Israel. Ao invés disso, os últimos instantes de sua vida foram relatados como sendo exposto ao ridículo. Aquele que conseguiu arrancar a porta de uma cidade e carregá-la montanha acima, permitiu que os desejos de seu coração o empurrassem precipício abaixo. E ao se envolver com Dalila, uma filisteia, provou que, se não fosse a intervenção de Deus, selaria para sempre o seu destino eterno.
Os filisteus ofereceram a Dalila riquezas para toda uma vida se ela descobrisse o segredo da força de Sansão. A partir daí, foi dado início ao diálogo da morte. Por três vezes Sansão tentou enganá-la. Por três vezes Sansão brincou com o inimigo. Por três vezes pensou ser muito esperto e estar no controle da situação. Sua autoconfiança o fez agir com indiferença à estranha insistência daquela mulher. Enquanto pensava ter conquistado o seu coração, ela o amarrava em uma cilada mortal. “E ele num instante a segue, como o boi que vai ao matadouro; como o cervo que corre para a rede” (Pv.7:22). Dalila “seduziu-o com as suas muitas palavras, com as lisonjas de seus lábios o arrastou” (Pv.7:21).
Nos braços de Dalila, Sansão perdeu a última força racional que possuía, e foi assim que perdeu a principal: a força que vem de Deus. Dalila foi tão insistente, que “apoderou-se da alma dele uma impaciência de matar” (v.16). E foi de matar mesmo! Foi a partir dali que Sansão ofereceu a Dalila o que ele nunca havia oferecido a Deus: todo o coração. “…agora, me descobriu ele todo o coração” (v.18). Unicamente a entrega completa do coração ao Senhor tem como consequência uma vida santificada e feliz. Eis que Ele nos apela, hoje: “Dá-me, filho Meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos Meus caminhos” (Pv.23:26).
O pecado não entra em nossa vida instantaneamente. Ele começa a entrar através de pequenas concessões. E quando fazemos como fez Sansão, acariciando o pecado pensando ter o total controle da situação, eis o perigo! Quanto maior a nossa confiança própria, maior será a queda. Sansão depositou em suas tranças a pouca dignidade que lhe restava. Exaltou o seu voto de nazireado e desprezou o Autor do voto. Pensando ser forte o bastante, tornou-se fraco e motivo de piada.
No entanto, ainda não era o fim. Deus não desistiu daquele homem que procurou a própria ruína. E isso é o que há de mais precioso na história de Sansão. Não foi a sua força sobrenatural, nem a sua queda por mulheres pagãs o que se destacou em sua vida, e sim a misericórdia de Deus sobre ele, a ponto de ser citado na galeria dos heróis da fé: “E o que mais direi? Certamente, me faltará tempo necessário para referir o que há a respeito de Gideão, de Baraque, de Sansão… os quais, por meio da fé, subjugaram reinos, praticaram a justiça… da fraqueza tiraram força…” (Hb.11:32-34).
Se a resposta de Sansão a Dalila tivesse sido: “O Senhor é a minha força” (Sl.28:7), sua história teria um registro final bem diferente. Como o salmista, declare, hoje, que o Senhor é a sua força, e como Paulo, que você possa experimentar a verdadeira força: “Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (2Co.12:10). Sansão precisou ficar cego para enxergar que dependia totalmente de Deus. Se as suas más escolhas lhe trouxeram severas consequências, tenha certeza de uma coisa: Deus está disposto a transformá-las em pontes de ligação com o Céu. Que a sua força seja notoriamente conhecida como um dom de Deus. Vigiemos e oremos!
Bom dia, dependentes do Senhor!
Rosana Garcia Barros
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