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SALMO 37 – Aparentemente os desonestos e corruptos prosperam, enquanto os humildes e sinceros são oprimidos no ambiente em que vivem ou trabalham. Assim, facilmente podem aparecer questionamentos sobre a existência de Deus e Seu poder.
O salmo em apreço tende a responder questões complexas que surgem nos sofredores e injustiçados que lutam para sobreviver neste mundo de perversidade.
O Comentário Bíblico Africano observa que “o Salmo 37 faz parte da poesia sapiencial do AT”; seu “tema é a atitude que devemos ter diante do aparente sucesso dos ímpios. Sua prosperidade levanta dúvidas acerca da soberania de Deus. O Senhor está de fato no controle? Esse salmo contém a resposta que um homem idoso e sábio oferece à geração mais jovem. Convém observar que ele não considera a prosperidade em si errada. Ela se torna problemática, porém, quando se baseia na opressão e exploração dos humildes”.
G. Arthur Keough afirma que este Salmo “é retratado como um salmo de sabedoria, que apresenta bons conselhos para o viver diário […]. Este salmo nos traz especial encorajamento para enfrentarmos os acontecimentos finais da história terrestre. O assunto geral do salmo é a diferença entre os bons e os maus, os justos e os ímpios, e por que devemos estar entre os bons”.
• Precisamos aprender a desconfiar 100% de nós mesmos, nossos recursos, habilidades, filosofias, etc. para confiar 100% em Deus – essa é a maior diferença entre o ímpio e o justo (vs. 1-11).
• Somos informados do destino daqueles que não permitem que Deus altere o curso de sua vida. Os ímpios terão um fim trágico, serão destruídos totalmente. Seus pecados acariciados serão o combustível de sua destruição (vs. 12-20).
• Aqueles que sofrem por causa dos encrenqueiros, trapaceiros, corruptos, imorais e perversos viverão eternamente num lugar perfeitamente preparado pelo Deus que a tudo observa e julga com justiça e amor objetivando absolver os justos (vs. 21-31).
• Ainda que os maus não estejam colhendo agora o que estão semeando diariamente, não quer dizer que sua safra nunca chegará; igualmente, o fato de que os justos não estejam 100% livres das desgraças agora, não significa que nunca serão recompensados por sua fidelidade (vs. 32-40).
Vale a pena comprometer-se com Deus, ainda que aparentemente não haja nenhuma vantagem no presente. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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“Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará” (v.5).
Certa vez, ouvi uma frase que me fez refletir: “Só leva pedrada a árvore que dá frutos”. A Bíblia destaca as qualidades de Davi da seguinte forma: “sabe tocar e é forte e valente, homem de guerra, sisudo em palavras e de boa aparência; e o Senhor é com ele” (1Sm.16:18). Que cristão não gostaria de ter uma biografia como esta? Davi era uma pessoa tão agradável, que, de pronto, Saul “o amou muito e o fez seu escudeiro” (1Sm.16:21). Contudo, aconteceu o que Saul não esperava. Ele percebeu que aquele menino pastor poderia ameaçar o seu trono, então, o amor de interesses acabou. Enquanto a bênção de Deus não estava mais com ele, era notória a presença do Senhor na vida de Davi. E o coração de Saul, movido por inveja e ódio, só desejava uma coisa: procurar “tirar-lhe a vida” (v.32).
Diferente do que muitos até o aconselharam a fazer (1Sm.24:4), Davi escolheu confiar no Senhor e fazer o bem (v.3). Teve a vida de Saul em suas mãos por duas vezes, e por duas vezes não lhe fez nenhum mal. Ele entregou o seu caminho aos cuidados de Deus, confiou nEle e em Sua perfeita justiça (v.5 e 20). Sabemos que fim teve Saul, não pela ira de Davi, mas por suas próprias escolhas caminhou para a morte. “A sua espada, porém, [lhe] traspassará o próprio coração” (v.15). Porque “o cruel a si mesmo se fere” (Pv.11:17).
Não há vantagem alguma na vingança, pois tudo o que é guiado pelo furor, “certamente… acabará mal” (v.8). Confiemos na justiça divina, porque a Deus “pertence a vingança” (Rm.12:19). Percebam quantas preciosas promessas contém neste Salmo, e todas referentes aos que herdarão o Reino dos Céus: “os que esperam no Senhor possuirão a terra” (v.9); “Mas os mansos herdarão a terra” (v.11); “a herança deles permanecerá para sempre” (v.18); “Aqueles a quem o Senhor abençoa possuirão a terra” (v.22); “Os justos herdarão a terra e nela habitarão para sempre” (v.29). Disse Jesus: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mt.5:5).
Portanto, “espera no Senhor, segue o seu caminho, e Ele te exaltará para possuíres a terra” (v.34). Os ímpios podem até ter uma aparente prosperidade (v.35), mas, um dia, não mais existirão (v.36). Quer ser amparado por Deus junto com sua família (v.25)? Quer ser um herdeiro da Nova Terra (Ap.21:1)? Então, busque em Deus a mansidão, “aparta-te do mal e faze o bem, e será perpétua a tua morada” (v.27), “e a sua descendência será uma bênção” (v.26). Vigiemos e oremos!
Bom dia, mansos de Deus!
Desafio da semana: “O ímpio pede emprestado e não paga; o justo, porém, se compadece e dá” (v.21). Estenda a mão para ajudar a quem necessita e peça ao Espírito Santo que faça deste desafio o seu estilo de vida. Sejamos, pois, imitadores de Cristo Jesus.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo37 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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1127 palavras
Lutero disse a respeito do Salmo 37: “Aqui está a paciência dos santos.” Neste salmo, o poeta demonstra preocupação com o aparente triunfo do ímpio. Esse problema é solucionado quando o salmista reconhece que a aparente prosperidade é transitória. Já maduro em idade (ver v. 25), ele aconselha a confiar em Deus, que, a Seu tempo, punirá os pecadores e recompensará os justos. … O tema do Salmo 37 é similar ao do 73 e à mensagem do livro de Jó, em que fala da justiça de Deus ao lidar com Seus servos e com aqueles que não O servem. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 812.
1 Não te indignes. Não se preocupe com o aparente triunfo do ímpio (ver Pv 24:19). O cristão deve vencer a ira, pois, ao irar-se, ele perde a perspectiva e clareza de visão. Além disso, quando a pessoa se ira fica incapaz de ajudar o próximo e, como consequência, também deixa de fazer o que é correto. CBASD, vol. 3, p. 812, 813.
nem tenhas inveja. Ver Pv 3:31; 23:17; 24:1, 19; cf. Sl 73:3. O salmo começa e prossegue em grande parte no estilo de Provérbios. CBASD, vol. 3, p. 813.
Nunca deveríamos invejar pessoas ímpias, mesmo que elas sejam extremamente populares ou excessivamente ricas. Não importa o quanto elas tenham, isto se apagará e desaparecerá como a grama que seca e morre. Aqueles que seguem a Deus vivem diferentemente do ímpio e, ao final, terão grandes tesouros no Céu. Aquilo que o descrente consegue pode durar o tempo de uma vida, se ele tiver sorte. Aquilo que você conseguir seguindo a Deus durará para sempre. Life Application Study Bible Kingsway.
3 Confia… faze… habita… alimenta-te. Este versículo apresenta quatro regras para manter-se calmo quando se está indignado com a aparente prosperidade do ímpio: (a) confiar em Deus, (b) manter-se ocupado fazendo o bem, (c) habitar com segurança onde Deus o colocar e (d) buscar a fidelidade de Deus. CBASD, vol. 3, p. 813.
5 Entrega o teu caminho. Ver com. do Sl 22:8; cf 1Pe 5:7. Podemos simplesmente entregar a Deus o fardo que nos é pesado demais. David Livingstone declarou que este versículo o sustentou em todos os momentos na África e também na Inglaterra. CBASD, vol. 3, p. 813.
Entregar-se ao Senhor significa confiar tudo – nossas vidas, famílias, ocupações, posses – ao Seu controle e orientação. … significa confiar nEle, acreditando que ele pode cuidar melhor de nós do que nós mesmos. Devemos estar dispostos a esperar pacientemente para que ele faça o que é melhor para nós. Life Application Study Bible Kingsway.
6 justiça. Se, quando caluniado, o crente confia em Deus, Ele dissipará as nuvens de modo que seu verdadeiro caráter e suas razões sejam tão claros como o sol do meio-dia (ver Jr 51:10). CBASD, vol. 3, p. 813.
8,9 Ira e preocupação são duas emoções muito destrutivas. Elas revelam pouca fé de que Deus nos ama e está no controle. Não devemos nos preocupar. Em vez disso, devemos confiar em Deus, entregando-nos a Ele para que Ele nos use e nos guarde seguros. Quando você se concentra em seus problemas, você se torna ansioso e irritado. Mas se você se concentrar em Deus e em Sua bondade, você encontrará paz. Aonde você foca a sua atenção? Life Application Study Bible Kingsway.
8 Deixa a ira. O salmista aconselha a respeito da atitude para com o malfeitor. Não se deve abrigar sentimentos de ira contra ele, pois isso lhe permite seguir adiante com o mal. O castigo dele está nas mãos de Deus. CBASD, vol. 3, p. 813.
10 já não existirá o ímpio. Isto se cumprirá quando Deus exterminar em definitivo os malfeitores e eliminar o pecado do universo (ver DTN, 763; GC, 544 e 545). CBASD, vol. 3, p. 813.
11 Mansidão dificilmente parece ser a arma adequada para lidar com os inimigos. A guerra de Deus deve ser realizada com fé e humildade tranquilas diante de Deus e esperança na Sua libertação. Jesus também promete uma recompensa segura por essas atitudes (Mateus 5: 5). Life Application Study Bible Kingsway.
15 A sua espada, porém, lhes traspassará o coração. O mal é como um bumerangue, volta para quem o pratica (ver Sl 7:15, 16; 9:15; cf. Et 7:10). CBASD, vol. 3, p. 814.
21 Você pode dizer muito sobre o caráter de uma pessoa pela forma como ele ou ela lida com dinheiro. A pessoa perversa rouba sob o disfarce de pedir emprestado. O justo dá generosamente aos necessitados. O ímpio, por outro lado, se concentra em si mesmo, enquanto o justo procura o bem-estar dos outros. Life Application Study Bible Kingsway.
24 se cair. O justo não está livre de pecar; mas, quando comete uma falta, de imediato toma medidas para corrigi-la. CBASD, vol. 3, p. 814.
25 agora, sou velho. O versículo indica que o salmista escreveu o salmo em seus últimos dias de idade. Ele não declara que os justos não passam por privações, mas que eles não são abandonados por Deus quando enfrentam dificuldades. No final, eles prosperam, pois seus descendentes têm o que necessitam. O salmista expressa uma verdade: a verdadeira religião torna o ser humano ativo e independente e o livra da necessidade de mendigar pela subsistência (ver em Jó 15:20, 23, o quadro oposto). CBASD, vol. 3, p. 814.
Tendo em vista que as crianças morrem de fome hoje, como acontecia nos tempos de Davi, o que Davi quis dizer com estas palavras? Davi está observando a provisão de Deus ao longo da vida. Entretanto, havia exceções infelizes a este princípio geral. Deus provê para Seu povo. Os filhos dos justos passam fome para que outros crentes possam ajudar em seu tempo de necessidade. Nos dias de Davi, Israel obedecia à lei de Deus que assegurava que os pobres fossem tratados com justiça e misericórdia. Enquanto Israel fosse obediente, havia o suficiente para qualquer um. Quando Israel se esqueceu de Deus, os ricos cuidaram apenas de si mesmos, e os pobres sofreram (Amós 2:6, 7). Quando vemos um irmão ou irmão cristão sofrendo hoje, podemos responder de uma das três maneiras: (1) Podemos dizer, como os amigos de Jó, que a pessoa aflita trouxe isso para si mesmo; (2) Podemos dizer que este é um teste para ajudar os pobres a desenvolver mais paciência e confiança em Deus; (3) Podemos ajudar a pessoa em necessidade. Embora muitos governos hoje tenham seus próprios esquemas para ajudar aqueles que precisam, isso não é escusa para ignorar os pobres e necessitados ao nosso alcance. Life Application Study Bible Kingsway.
34 É difícil esperar pacientemente que Deus aja quando queremos mudar de imediato. Mas Deus promete que, se nos submetemos a seu tempo, ele nos honrará. … Seja paciente, continuamente fazendo o trabalho que Deus lhe deu para fazer, e permita que Deus escolha o melhor momento para mudar suas circunstâncias. Life Application Study Bible Kingsway.
40 porque nEle buscam refúgio. Ao estudar este salmo é bom ter em mente que esta vida é uma escola que prepara para a vida no porvir; é um prelúdio da vida eterna. No final, os justos vencerão. CBASD, vol. 3, p. 814.
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/sl/36
Nesta passagem, Davi parece preocupado. Ele descreve os ímpios quase como se ele próprio fosse imoral. Acredito que muitos de nós lutamos diariamente para permanecer enraizados em Cristo e não enfraquecer na fé. Meu maior medo é me encontrar novamente caindo na pressão dos colegas, priorizando a popularidade e rejeitando a verdade.
Eu experimentei a maldade que Davi descreve no Salmo 36 e é um lugar aterrador. Lembro-me de chorar porque não conseguia mais ouvir a doce voz do Espírito Santo me dizendo o que estava errado. O egoísmo obteve controle sobre a minha vida e me arrastou para o fundo da crueldade deste mundo. Ao relembrar o passado, me surpreendo com o quanto Deus me protegeu. Como Davi, também agradeço a Deus por Sua misericórdia, fidelidade e benevolência. Davi é um lembrete de que não estamos sozinhos em nosso risco de cair espiritualmente.
Muitos têm medo de que o orgulho e a iniquidade os afastem do Senhor. Uma maneira de evitar isso é procurar a Deus diariamente e pedir que Ele habite em nosso coração. Deus está sempre pronto a nos ajudar, mas para isso precisa que O escolhamos como Senhor de nossa vida.
Claudia Fano
Capelã e Diretora de Desenvolvimento e Vida Espiritual
Southwestern Adventist University, EUA
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=760
Tradução: Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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SALMO 36 – Há contraste gritante entre a pecaminosidade humana e a santidade divina; entre a imoralidade humana e a moralidade divina – talvez, por isso, muitos ficam distantes de Deus para não deixar mais evidente sua podridão de alma.
O salmo em apreço nos revela…
- …as características do pecador sem juízo (vs. 1-4);
- …as características do soberano Deus do juízo (vs. 5-9);
- …as características do pecador que procura e se compromete com o amoroso Deus do juízo (vs. 10-12).
Por mais terrível que seja nossa situação, Deus tem a solução para nossos problemas. Ele não quer que estejamos algemados nas grossas e fortes correntes do mal. Seu amor é indescritível, Seu desígnio é sempre bom e, Suas ações sempre visam nossa salvação.
“Língua nenhuma é capaz de expressar de modo pleno a imensidão do amor de Deus, e mente nenhuma é capaz de compreendê-lo: ele ‘excede todo entendimento’ (Ef 3:19). As ideias mais grandiosas concebidas pela mente finita acerca do amor divino ficam infinitamente aquém da sua verdadeira natureza. O céu não dista tanto da terra quanto a bondade de Deus está longe dos conceitos mais sublimes que somos capazes de formar a seu respeito. É um oceano que se eleva acima de todas as montanhas de oposição naqueles que são objeto desse amor. É uma fonte da qual jorra todo bem necessário para todos os que se interessam por ele” (John Brine).
Os rebeldes que expressam palavras ferinas e atos violentos vivem a vida que não merecem, sujeitos pela graciosa graça divina, dependendo da misericórdia do Deus do juízo até para respirar; até o dia do acerto de contas.
“‘Deus é amor’. Sua natureza, Sua lei, são amor. Assim sempre foi; assim sempre será”, destacou Ellen G. White. Mas, e quanto à destruição dos perversos e do mal? “A história do grande conflito entre o bem e o mal, desde o tempo em que a princípio se iniciou no Céu até à derrocada final da rebelião e extirpação total do pecado, é também uma demonstração do imutável amor de Deus”.
Com um amor tão grande… só vai se perder quem não tiver coração receptivo para acolher o amor oferecido por Deus!
Deus quer transformar nossa vida e alterar nosso destino. Vamos permitir tal operação? – Heber Toth Armí.
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“Continua a Tua benignidade aos que Te conhecem, e a Tua justiça, aos retos de coração” (v.10).
Amigos, parentes, cônjuges, filhos, geralmente são aqueles que podemos dizer que conhecemos. Alguns, de forma superficial, outros, mais intimamente, como aqueles com quem convivemos mais de perto. Entretanto, de certa forma, o nosso conhecimento se limita ao que podemos ver e ouvir. E, muitas vezes, a depender da situação, alguém que julgamos conhecer revela atitudes que jamais poderíamos imaginar. Daí surgem as decepções e até a ruptura de relacionamentos.
Está escrito que o pecado fez separação entre nós e Deus (Is.59:2). Houve um rompimento no relacionamento entre o homem e o Criador, de forma que passamos a necessitar de uma ponte de ligação com o Céu. Jesus Cristo é essa ponte. Os sacrifícios da antiga aliança apontavam para esta verdade. A Jacó foi dada esta revelação através de um sonho (Gn.28:12) e o próprio Jesus a confirmou com vistas à Sua segunda vinda: “Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem” (Jo.1:51).
Em nosso coração há um grande conflito que se intensifica a cada instante. Quando rejeitamos Aquele que veio para restabelecer o nosso relacionamento com o alto, somos dominados pelo engano e pela corrupção inerente à nossa natureza carnal (Jr.17:9). A descrição feita por Davi acerca da malícia humana em contraste com a bondade divina revela a nossa constante necessidade de Deus e de Sua atuação em nossa vida. Como “trapo da imundícia” (Is.64:6) são nossas ações sem Deus, ainda que aparentem piedade. Mas é onde ninguém consegue conhecer e perscrutar que o Senhor nos vê e nos sonda.
O que temos permitido entrar em nosso coração? Ao deitar, são os nossos pensamentos perversos, ou, como Paulo, podemos afirmar: “Nós, porém, temos a mente de Cristo” (1Co.2:16)? Nunca houve um tempo onde houvesse tanta necessidade do homem estabelecer um relacionamento tão íntimo com Deus como hoje, em que o virtual tomou o lugar do presencial. Conhecer a Deus e o Seu amor leal materializado em Cristo Jesus, mantendo uma comunhão pessoal e diária com Ele é o conhecimento que salva. Disse Jesus: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a Quem enviaste” (Jo.17:3).
Estamos às portas de contemplar o maior evento de todos os tempos: a gloriosa aparição de Cristo, a segunda vinda de nosso Senhor e Salvador. Veremos o cumprimento final do sonho de Jacó, mas também se cumprirá a profecia do salmista: “Tombaram os obreiros da iniquidade; estão derruídos e já não podem levantar-se” (v.12). Como também está escrito: “quando do céu Se manifestar o Senhor Jesus, com os anjos do Seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus” (2Ts.1:8). Meus irmãos e minhas irmãs, como diz o pastor Alejandro Bullön: “Conhecer Jesus é tudo!” NEle “está o manancial da vida” (v.9). Portanto, aceitemos, agora, o Seu benigno convite: “Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap.22:17). Vigiemos e oremos!
Bom dia, “retos de coração” (v.10)!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo36 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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662 palavras
No Salmo 36, o salmista celebra a misericórdia divina a a contrasta com a depravação do ímpio. … O pecado nasce no coração (v. 1, 2), é expresso pela língua, na fala (v. 3), e se materializa pela atitude (v. 4). É uma análise progressiva da impiedade. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 807.
1 Porque os ímpios não temem a Deus, nada os restringe de pecar. Eles seguem em frente se nada acontecer com eles. Mas Deus é justo e está apenas adiando Sua punição. Este conhecimento nos restringe de pecar. Deixe que o temor de Deus faça seu trabalho em impedi-lo de pecar. em sua gratidão pelo amor de Deus, não ignore Sua justiça. Life Application Study Bible Kingsway.
Paulo cita a segunda frase do Salmo 36:1 para fundamentar sua tese sobre a depravação do ímpio (Rm 3:18). CBASD, vol. 3, p. 808.
2 a transgressão o lisonjeia (ARA; NVI: “Ele se acha tão importante”).
3 abjurou o discernimento (ARA; NVI: “abandonou o bom senso”). Os v. 3 e 4 apresentam a progressão do mal: o pecador deixa de fazer o bem, medita no que é mal, determina-se a fazer o mal e faz o mal sem que sua consciência o condene. CBASD, vol. 3, p. 808.
4 não se despega do mal (ARA; NVI: “ele nunca rejeita o mal”). Para o pecador depravado e sem esperança, a malignidade do pecado não é empecilho para a ação. Ele não percebe a imoralidade do ato pecaminoso. CBASD, vol. 3, p. 808.
5 A Tua benignidade (ARA; “O Teu amor”). Do heb. chesed (ver com. do v. 7). CBASD, vol. 3, p. 808.
aos céus. O salmista parece elevar-se de repente, acima da depravação humana, ao espaço infinito onde Deus reside. CBASD, vol. 3, p. 808.
6 os teus juízos [são] como um abismo profundo (ARA; NVI: “as tuas decisões [são] insondáveis como o grande mar”). O salmista retrata os juízos de Deus como inesgotáveis e insondáveis. CBASD, vol. 3, p. 808.
preservas os homens e os animais. Desde o ser humano, coroa da criação, até o animal selvagem, Deus cuida de todas as criaturas (ver Sl 145:9). … Em vista disso, é preciso tratar os animais com bondade (ver PP, 443). CBASD, vol. 3, p. 808.
7 a Tua benignidade (ARA; NVI: “o Teu amor”). Do heb. chesed, traduzido como misericórdia, no v. 5 (ARC; ver Nota Adicional [CBASD] a este salmo). CBASD, vol. 3, p. 808.
8 Fartam-se de abundância. Do heb. rawah, literalmente, “beber até saciar-se”. O que Deus dá ao ser humano o satisfaz, pois ele encontra em Deus o que precisa, e em abundância (ver Ef 3:20; cf. Lc 6:38). Deus é o bom anfitrião (Sl 23:5). CBASD, vol. 3, p. 808.
torrente. A metáfora era expressiva para o habitante da Palestina, onde a água é escassa. CBASD, vol. 3, p. 808.
das tuas delícias. As delícias de Deus, não as que o ser humano considera como delícias. Albert Barnes encontra neste versículo as seguintes verdades: (1) Deus é feliz; (2) A religião faz o ser humano feliz; (3) essa felicidade é de natureza divina; (4) satisfaz a necessidade da alma; (5) não deixa de satisfazer nenhuma delas; e (6) está estreitamente relacionada com a adoração na casa de Deus (ver PP, 413). CBASD, vol. 3, p. 808.
9 o manancial da vida. Deus não é apenas fonte de vida, mas de tudo que dá sentido à vida (ver Sl 34:12; Jo 1:4; 4:10; 5:26; Ed 97, 198; ver com.de Pv 9:11). CBASD, vol. 3, p. 808.
na Tua luz. Visto que Deus é a fonte de luz, somente nEle se pode ver luz. … Nossa oração deveria ser: “Ilumina o que é escuro em mim” (ver Jo 3:19, 20; 1Jo 1:5-7; 1Pe 2:9). CBASD, vol. 3, p. 808.
10 benignidade (ARA; NVI: “o Teu amor”). Do heb. chesed. É a terceira ocorrência deste termo (ver com. do v. 7; cf v. 5). CBASD, vol. 3, p. 809.
11 nem me repila a mão dos ímpios (ARA; NVI: “Não permitas … que a mão do ímpio me faça recuar”). O salmista pede que não seja pisado pelo insolente, nem afastado do lugar onde Deus o estabeleceu. CBASD, vol. 3, p. 809.
12 O salmista vê a resposta à sua oração e chama a atenção para a revelação da justiça divina na completa destruição dos ímpios. O salmo começa com tristeza e termina com triunfo. CBASD, vol. 3, p. 809.