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NÚMEROS 14 – Muitas vezes indivíduos equivocados falam com mais ousadia, convicção e com mais rapidez que os corretos. A opinião pessimista dos dez espias incrédulos foi tão convincente que o povo a acatou unanimemente, em vez de ataca-la.
Números 14 nos deixa a mensagem que, quando não temos fé suficiente para analisar os fatos conforme Deus revela, inclinaremos para o pessimismo. O pecado nos deteriora, afeta nossa capacidade cognitiva e corrompe nosso raciocínio; deturpa nossa visão dos fatos e impede-nos de enxergar a realidade como ela realmente é. Assim, fixamos em coisas que não deveríamos fixar (nossa pobre e insignificante opinião) e ignoramos o que deveríamos perceber (a revelação de Deus).
Não dá para interpretar corretamente as coisas espirituais com nossa percepção carnal limitada. Carecemos da revelação do Soberano de todo o Universo. Os que olham ao futuro sem ter fé, não conseguem ver que Deus está conduzindo a história. Os que olham pela fé, perceberão além do horizonte que não são os homens que tem a última palavra; estes confiam nas promessas do Deus que conduz Seu povo rumo à vitória.
Números 14 nos revela que geralmente a maioria não está correta – a democracia não é a voz de Deus. Devemos tomar cuidado para não ser influenciado por pessoas que confiam mais em suas opiniões do que na revelação de Deus. Precisamos saber pensar biblicamente, para que nossas decisões, palavras e ações sejam realistas e nos levem a agir corretamente.
É imprescindível aprender a confiar piamente em Deus caso queiramos ser guiados por Ele; do contrário, pessoas desprovidas de fé nos influenciarão para a destruição. Mesmo estando diante da Terra Prometida, a entrada nela demorou mais 38 anos, até que a geração de incrédulos fosse sepultada no deserto – ainda que o povo demonstrasse certo arrependimento; contudo, a presunção deles foi frustrada diante da derrota frente aos amalequitas (Números 14:45).
• Atualmente nossa incredulidade não pode estar atrasando Jesus de retornar? (2 Pedro 3:12).
• Será que não deveríamos já estar no Céu, mas nossa indiferença, apatia e negligência têm nos mantido por mais tempo do que deveria no deserto deste mundo?
Fato curioso é a paciência de Josué e Calebe, que não reclamaram por sofrerem 38 anos por causa dos incrédulos murmuradores.
Sejamos pacientes! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: NÚMEROS 13 – Primeiro leia a Bíblia
NÚMEROS 13 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/nm/13
Os dez espias apresentaram um relatório tanto emocionante quanto alarmante, de uma terra de abundância e de gigantes que ali viviam. Eles mantiveram o seu público tanto fascinado quanto aterrorizado. Quando Josué e Calebe fizeram o seu relatório de coragem e fé, os dez espias sentiram que seu relatório estava sendo desafiado, e imediatamente responderam apresentando um quadro mais escuro do que antes (“somos como gafanhotos diante destes gigantes”), exagerando as dificuldades para garantir que seu relatório se sobrepusesse ao relatório dos dois espiões fiéis. Uma vez que os espiões apresentaram um relatório negativo e escolheram um caminho errado, eles teimosamente se colocaram contra Josué e Calebe, contra Moisés e contra Deus.
Josué e Calebe nunca perderam o foco de sua missão, e nunca esqueceram da maneira espantosa como no passado Deus os tinha retirado da miserável escravidão no Egito e os levado às portas da Terra Prometida. Foi preciso coragem para discordar de 10 relatórios unificados. A tentação de ser alguém que joga em equipe é sempre forte no coração humano. Afinal, não é a unidade uma coisa boa? A unidade é boa, mas nunca a unidade no erro, em detrimento da verdade.
Nancy Costa
Adventist World Radio (Rádio Mundial Adventista)
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/num/13
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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855 palavras
1-14 Os espias vão observar a Terra de Canaã, um acontecimento de grande importância. Comparando este trecho com Dt 1.20-25, parece que a ideia de mandar espias se originou com o povo, e que Moisés erradamente apoiou este plano. Deus condescendeu com o desejo do povo para revelar sua incredulidade e dureza de coração, pois já havia a promessa e a revelação sobre o tipo de terra que aquela seria, conforme Gn 15.18-21 e Êx 3.8. Bíblia Shedd.
Fica claro que Deus estava, nesta ocasião, cedendo a um pedido feito originalmente pelo povo (ver Dt 17:8). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 938.
4-15 Os nomes relacionados aqui são diferentes daqueles nos caps. 1, 2, 7, 10. Presumivelmente, os líderes tribais eram homens mais idosos. A tarefa dos espias exigia homens mais jovens e mais robustos, mas não menos respeitados pelos seus compatriotas. Bíblia Shedd.
Os espias foram um grupo separado de pessoas especialmente escolhidas para a perigosa tarefa do reconhecimento. Bíblia de Genebra.
16 Oséias … Josué. Declaração parentética que antevê a posição de destaque que Josué ocuparia posteriormente. O leitor é alertado quanto à significância desse nome na lista dos espias … Oséias significa “salvação”; Josué [Yehoshua, cf. CBASD] significa “o SENHOR salva” [ou, “Yahweh é salvação”, cf. CBASD]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Era apropriado que o homem que sucederia Moisés como líder tivesse um nome que apontava para o Senhor como aquele de quem procederia a salvação da nação. Bíblia de Genebra.
… o próprio Josué é um tipo ou figura de Cristo, sendo que também tornou-se o salvador e libertador do seu povo, Js 1.1-9. Bíblia Shedd.
17 Subi pelo Neguebe (ARA e NVI; NKJV: “Vá por este caminho, pelo sul”). Tratava-se de uma região de transição entre o deserto meridional [mais ao sul] e a terra cultivável ao norte. Era, portanto, boa para o pastoreio do gado. A região ainda é conhecida pelo mesmo nome. Pelo fato de o Neguebe ficar ao sul da Palestina, a palavra se tornou o termo hebraico costumeiro para “sul”. CBASD, vol. 1, p. 938.
21 É a totalidade da expansão de Canaã, 300 quilômetros; parece que para espiar tudo isto os espias separaram seus caminhos. Bíblia Shedd.
A viagem dos espias começou na extremidade mais sulina daquela terra (o deserto de Zim) e os levou à extremidade norte (Reobe, perto de Lebo-Hamate; v. 34.8). Essa viagem de 400 km de ida e também de volta levou 40 dias. Bíblia de Estudo NVI Vida.
22 Hebrom. Hebrom era bem conhecido como sendo o local dos sepulcros de Abraão, Isaque e Jacó (Gn 13.18; 49.29-33; 50.13). … Na história posterior, Davi ocupou Hebrom e foi ungido ali, primeiramente como rei de Judá e, depois, como rei de Israel e Judá (2Sm 2.1-3; 5:1-5). Bíblia de Genebra.
23 Vale de Escol. ‘Eschol significa “cacho” (ver Gn 40:10; Dt 32:32; Is 65:8; Mq 7:1). CBASD, vol. 1, p. 938.
Esse vale fica perto de Hebrom. Bíblia de Estudo NVI Vida.
27 leite e mel. Uma expressão geral para indicar fartura (ver com. [CBASD] de Êx 3:8; ver 13:5; 33:3). A Palestina era, na época, menos seca e deserta do que hoje (ver com. de Gn 12:6 [“A Palestina tinha muitas florestas naquele tempo.”]). CBASD, vol. 1, p. 938.
28 porém. A palavra traduzida por “porém”, neste verso, sugere algo impossível para o homem. Seu uso, neste caso, aponta para a falta de fé dos espias e revela seu pecado. Se tivessem apenas apresentado os fatos, teriam feito tudo o que deles se exigia. No entanto, ao usar esta palavra, intervieram com a opinião particular de que a tarefa à frente era maior do que a força de Israel. CBASD, vol. 1, p. 938-939.
29 jebuseus. Um povo relativamente sem importância, que habitava nas redondezas de Jerusalém. Foram, depois, conquistados por Davi (2Sm 5:6; ver com de Gn 10:16). CBASD, vol. 1, p. 939.
30 Calebe. Talvez Josué fosse mais um guerreiro do que um orador eloquente (ver Nm 2:17). CBASD, vol. 1, p. 939.
Subamos e possuamos a terra. Calebe havia visto os mesmos problemas, mas ele tinha fé que o Senhor estava com os israelitas e já havia dado Canaã a eles. Eles apenas precisavam tomar posse do que já era deles. Andrews Study Bible.
32 relatório negativo acerca daquela terra (NVI). A terra prometida era uma boa terra, uma dádiva misericordiosa de Deus. Ao falarem mal dela, os espias sem fé estavam falando mal do Senhor (cf 10.29). Bíblia de Estudo NVI Vida.
O fracasso em cumprir a ordem naquela época refletiu dúvida quanto ao poder de Deus para lhes dar Canaã. A eloquente súplica de Paulo em prol da fé sugere que a triste experiência de Cades-Barneia consiste numa lição significativa para os cristãos (Hb 3:8 a 4:16). CBASD, vol. 1, p. 939.
amorreus. Os amorreus eram “altos como cedros” e “fortes como carvalhos” (Am 2:9) [destaques acrescentados”. CBASD, vol. 1, p. 939.
33 como gafanhotos. Isaías usa a mesma expressão para se referir à condição dos homens à vista de Deus. Essas figuras de linguagem são comuns nas línguas semíticas (1Sm 24:14; 26:20; 1Rs 20:27). CBASD, vol. 1, p. 939.
Os espias desencorajaram o povo de Israel com seu relatório exagerado e covarde, atraindo o castigo de Deus sobre os próprios espias (14.36-37). Bíblia de Genebra.
A resposta de Calebe, vv 30-33, nos ensina três coisas acerca dos obstáculos na vida: 1) Sempre surgirão em nosso caminho; 2) Devemos ultrapassá-los; 3) Podemos vencê-los, se como Davi confiarmos no Senhor; os Golias serão derrotados e venceremos. Bíblia Shedd.
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“Então, Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela” (v.30).
Os filhos de Israel finalmente estavam chegando às portas da terra prometida. Todo o sofrimento passado recebeu uma dose de doce alívio ao avistarem os doze príncipes de Israel a caminho da missão de espiar a terra. Imagino quão grande era a expectativa do povo. Como seria, afinal, a terra da liberdade? Teria lugar suficiente para todos? “Vede a terra” (v.18) foi a ordem inicial de Moisés para os doze espias, a fim de que retornassem ao acampamento com todas as informações possíveis. “Tende ânimo” (v.20) foi sua ordem final, para que, independentemente do que vissem, permanecessem confiantes no poder de Deus e na fidelidade de Sua promessa.
Aqueles homens “subiram e espiaram a terra” (v.21). Eles viram uma terra com dimensões a perder de vista, montanhas verdejantes e campos e mais campos dos quais brotavam as riquezas da flora local. Viram também as cidades fortificadas, os moradores que exibiam o vigor da saúde e alguns com estatura que se assemelhava à de nossos primeiros pais. Era, sem dúvida, um lugar de tirar o fôlego, principalmente do ponto de vista de quem havia saído do cativeiro para o deserto. Porém, mesmo diante das maravilhas de Canaã e carregando um único cacho de uvas sobre os ombros de dois deles, os espias retornaram com seus corações tomados de medo, descartando por completo a possibilidade de Israel conquistar aquele lugar.
Dois deles, no entanto, Calebe e Oseias (a quem Moisés chamou Josué), tendo as manifestações de Deus e Seu cuidado constante para com Israel bem fixos na mente, estavam dispostos a enfrentar e contra-argumentar o pessimismo de seus outros companheiros. “Ao cabo de quarenta dias” (v.25), eles retornaram ao acampamento. Dez dos espias iniciaram seu discurso, a princípio, com inegáveis indícios da realidade de que verdadeiramente era uma terra que manava “leite e mel” (v.27). Isso eles não podiam negar. Contudo, a continuação de suas notícias começou a mudar a feição dos filhos de Israel; em questão de segundos, eles passaram da alegria para o desespero. Percebendo o resultado do “noticiário” daqueles príncipes, Calebe “fez calar” (v.30) a todos e, a plenos pulmões, gritou o brado da vitória: “Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela” (v.30).
Diante de dez reclamações e duas defesas, Moisés estava diante da maior sedição que ocorreria em Israel, superando até mesmo a idolatria no Sinai. E aquela geração selaria seu destino final como errantes pelo deserto. Um dia, amados, Deus enviou a este mundo o Seu Filho unigênito. Jesus nasceu, viveu e morreu para que você e eu fôssemos libertos do cativeiro do pecado e para que, muito em breve, possamos passar do deserto desta vida para o gozo da Terra que Ele prometeu nos preparar (Jo.14:1-3). O antigo Israel estava prestes a provar o antegozo da eternidade. Estava às vésperas de entrar no lugar que poderiam chamar de lar. Mas, ao escolher dar ouvidos às palavras de depreciação e dúvida acerca da promessa divina, toda uma geração cairia no deserto sem avançar um passo sequer em direção a Canaã.
O apóstolo Pedro nos advertiu de que, nos últimos dias, surgiriam muitos “escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação” (2Pe 3:3-4). Estamos, meus irmãos, buscando, com súplicas, a força, a resistência e a fé de Josué e Calebe? Eu não sei quanto a vocês, mas eu estou cansada! Sinto minha fragilidade aflorar a cada passo que dou neste mundo escuro. Percebo que o grande conflito está sendo decidido em cada coração. Um Armagedom individual está acontecendo na minha e na sua vida. E de que lado nós estamos? Daqueles que desistem porque julgam difícil alcançar a promessa? Que olham para as dificuldades, esquecendo-se do poder de Deus? Ou daqueles que confiam nos méritos de Cristo, que conquistou nossa vitória na cruz do Calvário?
Seja esta a minha e a sua oração neste dia:
Ó, Deus Todo-Poderoso, nestes momentos finais que antecedem a nossa entrada no Lar eterno, reveste-nos com a Tua armadura e faz-nos Calebes atuais, que farão soar a todas as nações da Terra o último brado da vitória! Te oramos, em nome de Cristo Jesus, Amém!
Eis a resposta de Jesus neste tempo tão difícil:
“A Minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Co.12:9).
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, aperfeiçoados no poder de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Números13 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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NÚMEROS 13 – Os espias não eram quaisquer indivíduos escolhidos aleatoriamente. Eram líderes das doze tribos, chefes dos israelitas; eles foram enviados conforme a ordem divina. Insatisfação e ingratidão diante de tudo quanto Deus havia feito e prometido foi a resposta de dez dos doze espias.
Por quarenta dias experimentaram o gostinho do cumprimento da promessa. Estava à vista a tão sonhada terra prometida. Após toda demonstração de poder no império egípcio, conquistar Canaã era apenas detalhe – se não fosse a incredulidade, o pessimismo e rebeldia do povo. Que tragédia! Quanta paciência Deus precisa ter conosco, indivíduos difíceis de lidar.
Josué e Calebe, por mais que estivessem certos em suas colocações, por mais corajosos e confiantes que mostrassem, por mais positivos e motivados que estivessem, não puderam alterar a incredulidade do povo.
Infelizmente, a avaliação incrédula atrai mais que a dos fieis. Nosso coração é mais forte para oposição a Deus que o interesse de submeter-se a Ele. A razão humana parece mais lógica que a revelação divina.
Nota-se aqui que, mesmo que as pessoas tenham as mesmas informações e dados, as conclusões podem ser diferentes/contrastantes; isso tanto na biologia, quanto na astronomia ou na geologia…, e, até mesmo na teologia. A conclusão depende da cosmovisão de cada pessoa.
Quem se vê como gafanhoto diante de gigantes (Números 13:33), jamais perceberá que os inimigos são como gafanhotos diante do Deus que é verdadeiramente “gigante” (Números 13:30).
O medo pode levar indivíduos valentes a acreditarem em ilusões absurdas. Os doze líderes retornaram vivos após 40 dias na terra prometida, mas dez deles alegaram que “a terra devora os que nela vivem” (Números 13:32). Apesar da oposição, Josué e Calebe permaneceram resolutos!
“Os Calebes já foram necessários em diferentes períodos da história… Precisamos hoje de obreiros de perfeita fidelidade, obreiros que sigam inteiramente ao Senhor, obreiros que não estejam dispostos a silenciar quando devem falar, que sejam fieis aos princípios como o aço, que não procurem fazer uma exibição pretensiosa, mas que andem humildemente com Deus, precisamos de obreiros pacientes, bondosos, prestativos, corteses, que entendam que a ciência da oração é exercer fé e mostrar obras que manifestem a glória de Deus e o bem de Seu povo” (Ellen White, CBASD, v. 1, p. 1228).
Atenção: Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: NÚMEROS 12 – Primeiro leia a Bíblia
NÚMEROS 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: Números 12
Sendo que Aarão e Miriã tinham sido escolhidos por Deus para ajudar a Moisés, eles partilhavam com ele o peso da liderança. Eles consideraram desnecessária a sugestão de Jetro para que assistentes adicionais fossem designados.
Miriã e Arão se tornaram cegos pela inveja e disseram: “Porventura, tem falado o SENHOR somente por Moisés? Não tem falado também por nós?” (Nm 12:2).
A inveja é um dos traços mais satânicos que podem existir no coração humano. Tivesse a conduta de Miriã e Aarão continuado sem controle e teria isto resultado em um grande mal. Em vez disso, Deus os humilhou e eles confessaram seu pecado. Este foi um aviso a todo o Israel para que controlassem o crescente espírito de descontentamento e insubordinação.
Somos responsáveis por nossas palavras e o modo como tratamos aqueles a quem Deus deu a pesada responsabilidade da liderança.
O juízo de Deus, entretanto, foi temperado com misericórdia. Arão e Miriã foram perdoados e, embora ferida com lepra, Miriã foi curada. As pessoas se entristeceram por ela e aguardaram seu retorno, acolhendo-a de volta carinhosamente. Essa deve ser nossa atitude para com aqueles que caíram.
Nancy Costa
It Is Written Television [Programa de TV Está Escrito]
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/num/12
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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953 palavras
1-16 A murmuração de Miriã e Arão contra Moisés. Os dois eram mais velhos que Moisés e, por pretensões em assuntos de família, estavam dispostos a desafiar a autoridade de Moisés. Deus, porém, não deixa de punir os que maltratam e desrespeitam Seus servos. Bíblia Shedd.
1 Falaram. Este verbo está no feminino e no singular, indicando que Miriã foi a instigadora. “Ela falou”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 935.
cuxita (ARA; NVI: “mulher etíope”). A crítica contra a mulher era mero pretexto; o seu enfoque era o dom profético de Moisés e seu relacionamento especial com o Senhor (v. 2). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Alguns estudiosos tem entendido que este verso indica que Moisés tomou uma mulher africana negra, em adição a sua esposa midianita, Zípora(Êx 2:16, 21), ou após a sua morte. Contudo, o texto bíblico não relata a morte de Zípora e Moisés recentemente conversara com seu cunhado midianita (Nm 10:29). Outra possibilidade é que “mulher etíope/cuxita” fosse uma declaração racial contra Zípora, cuja pele seria mais escura do que as dos israelitas. Andrews Study Bible.
O pai de Zípora era, na verdade, midianita (Êx 2:16-19; 3:1) e, portanto, descendente de Abraão(Gn 25:1, 2; PP, 383). Ao se unir a Moisés no monte Sinai […] Zípora observou o pesado fardo que seu esposo carregava e expressou a Jetro seu temor pelo bem-estar de Moisés. Por esse motivo, Jetro aconselhou o genro a escolher outros para compartilhar com ele as responsabilidades da liderança. Quando Moisés seguiu esse conselho sem consultar Miriã e Arão, estes ficaram com inveja e culparam Zípora pelo que julgaram ser uma desconsideração de Moisés com eles (ver PP, 383). O fato de Zípora ser midianita, muito embora adorasse o Deus verdadeiro, foi apenas uma desculpa usada por Miriã e Arão para se rebelar contra a autoridade de Moisés. ele não violara o princípio de não se casar com pagãos quando a tomou como esposa, conforme alegava a acusação feita. CBASD, vol. 1, p. 935.
Não tendo achado falta no modo como Moisés liderava o povo, eles escolheram criticar sua mulher. Ao invés de enfrentar o problema diretamente, tratando diretamente com sua inveja e orgulho, escolheram criar um afastamento da verdadeira questão. Quando você se encontrar em meio a uma desavença, pare e pergunte a si mesmo se você está discutindo sobre a real questão ou se você está produzindo uma cortina de fumaça ao atacar o caráter de alguém.Se você está sendo injustamente criticado lembre-se que seus críticos podem estar receosos de enfrentar o verdadeiro problema. Não tome este espírito de crítica pessoalmente. Peça a Deus que o ajude a identificar o problema real e trate com ele. Life Application Study Bible.
2 Também não tem Ele falado por meio de nós? É claro que sim. Mq 6.4 fala de Moisés, de Arão e de Miriã como a provisão misericordiosa de Deus para Israel. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Aqui estava a questão primária: poder. … Ao desprezar a sua escolha de esposa, eles tentaram rebaixá-lo ao seu nível. Andrews Study Bible.
3 manso. Esta mansidão ou humildade é uma virtude necessária para a vida cristã. […] Aos que dizem que a humildade não permitiria a Moisés escrever isto a seu próprio respeito, respondemos que o dever de Moisés de transmitir uma parte da Palavra de Deus não se coadunaria com a modéstia que alterasse os fatos da história. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Isto explica porque ele não procurou defender a si mesmo, mesmo tendo falado poderosamente, honrado por Deus em muita ocasiões. A humildade de Moisés era notável, considerando que ele havia sido um príncipe do Egito (Êx 2). Ele havia perdido sua auto confiança durante décadas no exílio, cuidando de ovelhas (Êx 3-4). Toda a sua confiança estava em Deus. Esta foi a chave de seu sucesso como líder. Andrews Study Bible.
Só um homem manso sabe ser submisso a Deus e a seus subordinados, ao mesmo tempo em que exerce corajosa e dinâmica liderança. Não há lugar na obra do Senhor para um líder que pensa ter o privilégio de dominar sobre seus colaboradores, agindo como ditador. CBASD, vol. 1, p. 935.
6-8 A forma poética dessas palavras acrescenta-lhes um ar de solenidade. Fica clara a lição dessa poesia: todas as visões proféticas genuínas provêm do Senhor, mas no caso de Moisés a sua posição e a sua fidelidade ressaltam o seu relacionamento especial com o Senhor. Bíblia de Estudo NVI Vida.
8 falar contra o Meu servo. O grande erro de Miriã foi a falta de respeito por uma autoridade constituída – neste caso pelo próprio Deus – e a rebelião contra a mesma. CBASD, vol. 1, p. 936.
10 Miriã achou-se leprosa, branca como a neve. O fato de Miriã ser mencionada antes de Arão no v. 1 sugere que ela fora a instigadora da crítica contra Moisés. Por ter sido a “primeira dama de Israel” (ver Êx 15:20-21), provavelmente tenha sentido ciúmes da esposa de Moisés. A punição divina de Miriã foi uma doença que tornou sua pele como neve (“branco/branca” não se encontra no original em hebraico) porque estava como se tivesse escamas (comparar com Lv 13; 2Rs 5:27; 2Cr 26:19-21). A punição por desprezar uma pele escura foi adequada ao crime. Andrews Study Bible.
12 como um aborto. Ou seja, condenada a morrer. Ela foi afastada como se fazia com os criminosos. CBASD, vol. 1, p. 936.
14 depois. O v. 14 informa que Miriã poderia voltar para o arraial uma semana depois de ter sido acometida de lepra. Isso indica que ela foi curada imediatamente (ver v. 13) e logo em seguida começou o ritual de purificação (Lv 13:4). CBASD, vol. 1, p. 936.
Uma semana era o tempo que ela deveria ser excluída se seu pai tivesse cuspido em sua cara. Quanto mais ela merecia por ter agido incorretamente contra Deus! Mais uma vez, o Senhor foi misericordioso ao não aplicar uma disciplina efetiva. Life Application Study Bible.
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“Era o varão Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a Terra” (v.3).
De todas as virtudes do Espírito Santo, a mansidão ganhou destaque na vida de Moisés, uma prova inequívoca da transformação realizada por Deus em sua vida. Aquele que matou um egípcio e o enterrou na areia, e que enxotou sozinho os algozes das filhas de Jetro, revelou que a influência da comunhão com Deus produz o divino fruto no caráter. Moisés tornou-se, portanto, um padrão de mansidão. Seu tato para com o povo era sempre pacífico, e suas palavras, ainda que por vezes de advertência, eram carregadas de uma santa paz. A atmosfera que o cercava promovia um respeitoso temor entre o povo, e ninguém ousava duvidar de sua eleição divina. Ninguém, exceto pela inveja e cobiça de seus próprios irmãos.
Escolhido como chefe espiritual da nação e sumo sacerdote do templo de Deus, Arão era responsável por reger as atividades no santuário. Junto com Miriã, ele viu em Zípora, mulher de Moisés, a desculpa para alimentar seus amargos sentimentos. A liderança mosaica despertou neles a insatisfação de terem que se submeter a seu irmão mais novo. É provável que Miriã tenha sido quem instigou a dúvida e semeou a intriga no coração de Arão. O castigo que lhe foi aplicado parece apontar para isso e, por sete dias, “detida fora do arraial”, ali permaneceu, “e o povo não partiu enquanto Miriã não foi recolhida” (v.15).
Além de enfrentar, todos os dias, os ânimos acalorados do povo, Moisés teve de lidar com a sedição de seus próprios irmãos. Instigado por Miriã, Arão poderia ter resistido às suas ruins suspeitas, mas, semelhante à sua fraqueza ao confeccionar o bezerro de ouro, permitiu ser novamente influenciado. Convocados pelo Senhor para um encontro particular, os três irmãos foram à tenda da congregação. Primeiro, Deus separou Moisés de seus irmãos, chamando apenas Arão e Miriã para que se apresentassem diante dEle. O sofrido líder foi ali poupado da conversa que resultou na lepra de sua irmã. Por um instante, quem sabe, eles tenham cogitado que Deus os estava prestigiando ao chamá-los primeiro. Mas quão grande deve ter sido o temor de seus corações ao perceberem a indignação do Senhor.
A respeito do protesto dos irmãos, “o Senhor o ouviu” (v.2). Nada há encoberto que o Senhor não tenha conhecimento, amados. Antes mesmo que aquele comentário, inicialmente tímido, se revertesse em mais um fardo sobre Moisés e em resultados desastrosos para os próprios envolvidos, Deus cuidou de cortar o mal pela raiz. Moisés não era somente um profeta, mas um amigo do Senhor. “Boca a boca” (v.8) e face a face o Senhor lhe falava. Arão e Miriã sentiram suas faces empalidecerem diante do questionamento divino: “Como, pois, não temestes falar contra o Meu servo, contra Moisés?” (v.8). E, diante da praga instantânea de Miriã, rogando a Moisés que intercedesse por ela, Arão só pôde concluir: “Loucamente procedemos e pecamos” (v.11).
Sutilmente, o inimigo lança mão de seus agentes humanos para instigar a inveja, a intriga e a dissensão. Diálogos duvidosos, conversas influenciadoras e comentários maldosos dão o início à contenda entre irmãos. Eis um problema que não escolhe classe social, grau de parentesco ou idade. Basta haver duas pessoas unidas na mesma disposição de criticar alguém para que rapidamente sejam submetidas a um “júri popular”. Este tem sido um dos principais agravantes da queda espiritual na igreja de Deus, uma das estratégias mais eficazes e bem-sucedidas de Satanás. Enquanto ele distrai o professo povo de Deus em conflitos internos, há multidões perecendo, famintas da Palavra e do amor de Cristo, por meio daqueles que, como Moisés, deveriam estar refletindo o caráter divino.
Ouso afirmar que este é um dos capítulos mais importantes deste livro, apesar de ser um dos menores. Nele, podemos perceber, entre tantas outras lições: o perigo da intriga; a dura realidade de que, por vezes, inimigos podem se levantar de onde menos imaginamos; que Deus não tolera a inveja e a maledicência; mas também percebemos como vale a pena ser fiel a Deus e fazer a Sua vontade; que a mansidão vence a ira; e que a oração em favor dos que nos perseguem pode promover perdão e restauração. Ó, amados, há um mundo que geme com grandes dores espirituais, físicas e emocionais! Perderemos tempo e colocaremos em risco nossa salvação e a de outros para reclamar posições e direitos que não nos pertencem? Gastaremos os instantes finais que ainda temos alimentando nossa natureza carnal? Ou, como Moisés, nos submeteremos à influência do Espírito Santo para que Ele molde nosso caráter para a glória de Deus? A maledicência, meus irmãos, é uma lepra cujas chagas consomem a alma, condenando-a à ruína eterna! Deus nos livre deste terrível mal!
Ó Deus, rogo-Te, que o Senhor cure o Teu povo desta praga maldita e o recolha de volta ao Teu aprisco como povo purificado e mui manso! Que perseveremos, através do estudo da Tua Palavra, todos os dias, em aprender de Jesus, que é manso e humilde de coração. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
“Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mt.5:5).
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, mansos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Números12 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100