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“Naquele dia, olhará o homem para o seu Criador, e os seus olhos atentarão para o Santo de Israel” (v.7).
Há duas vertentes no texto de hoje: uma que aponta para o juízo e outra para a redenção. A expressão “Naquele dia”, indicava a punição sobre Israel por ter se unido aos assírios contra o reino de Judá. Mas, a seguir, também se refere a “alguns rabiscos” (v.6), ou seja, um restante, que daria as costas à idolatria e tornaria a volver os olhos ao Criador. A profecia contra Damasco e Efraim não se trata apenas de um relato antigo, mas de uma mensagem tão atual quanto o noticiário de amanhã. O Santo de Israel (v.7) nos convida, hoje, a olhar para Ele e viver. A não nos esquecermos do Deus da nossa salvação e Rocha que nos fortalece (v.10).
“Ao anoitecer, eis que há pavor” (v.14). Logo vem a noite trazendo trevas e destruição e só escaparão para desfrutar da gloriosa manhã da redenção, os restantes que permanecerem fiéis: “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). O chamado da primeira voz angélica é para que “cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6) tornem a olhar para o Criador, o único digno de toda a adoração: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7).
As advertências da santa Palavra de Deus têm sido negligenciadas e ignoradas em nome de um falso amor. Milhares se contentam com belos sermões enlatados que pregam uma falsa piedade. Há uma contrafação acerca do amor de Deus. Satanás deleita-se ao perceber que o mundo o transformou numa lenda e caricatura cômica, com um rabo e um par de chifres. E enquanto enche os olhos das multidões com um amplo leque de entretenimentos e de maldades, deleita-se em observar como eles mesmos procuram a própria destruição. A humanidade é movida pelo que vê, pelo que é “agradável aos olhos” (Gn.3:6) e acaba caindo na mesma ruína que levou Eva a cair. Ao contrário da vitória de Cristo no deserto, muitos têm sido derrotados ao contemplar a oferta demoníaca: “Tudo isto te darei” (Mt.4:9), desviando o olhar do Único que tem uma eternidade de riquezas para nos dar: o nosso Criador.
Para onde você está olhando? Saiba que por mais tempo que tenha perdido olhando na direção errada, o Senhor lhe convida, hoje, a olhar na direção certa: “Olhai para Mim e sede salvos, vós, todos os limites da Terra; porque Eu sou Deus, e não há outro” (Is.45:22). Não perca mais tempo, pois não temos mais tempo a perder! Que, como Pedro, você tenha a oportunidade de cair em si e olhar para Aquele que tem os olhos fixos em você (Lc.22:61).
Logo, o nosso Redentor virá e dará fim a este mundo de pecado! Clamemos pelo Espírito Santo, a fim de sermos capacitados a perseverar até o fim.
Oh, Santo de Israel, nosso Criador! Fortalece a nossa fé e aplaina os nossos caminhos para que “naquele Dia” possamos Te contemplar, face a face! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, remanescente de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Isaías17 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ISAÍAS 17 – Por mais impressionantes que sejam as construções e fortalezas humanas, diante de Deus não passam de futilidades. A confiança nas próprias obras, por mais imponentes, não oferecem qualquer segurança no dia do juízo.
Considere os seguintes pontos do capítulo em pauta:
• Nos primeiros versículos, há uma introdução de uma advertência para Damasco, apontando uma destruição iminente que resultaria em lamento e desespero.
• Na sequência, a profecia faz analogia agrícola para ilustrar a desolação e a figura de um indivíduo enfraquecido visando alertar do perigo da rebelião contra Deus (Isaías 17:4-6).
• O juízo divino desperta um movimento de arrependimento e busca pelo Criador; isso implica abandono da idolatria e práticas religiosas espúrias (Isaías 17:7-8).
• A advertência divina contra as alianças humanas e a confiança em qualquer coisa em vez de submeter-se a Deus pretende promover esperança em meio às adversidades (Isaías 17:9-11).
• Por fim, o alerta profético serve para as nações que agem como águas tumultuosas rebelando-se contra Deus; a profecia prevê o fim da rebeldia na erradicação dos impenitentes e na preservação dos remanescentes que voltam-se para Deus.
Há uma conexão desta profecia com Daniel 7, ao considerarmos a representação simbólica do grande mar. As potências terrestres que emergem do mar simbolizam as forças turbulentas e incontroláveis das nações. A metáfora do mar, portanto, não é apenas descritiva, mas também profética, apontando para um padrão recorrente de juízo divino sobre as potências mundiais.
Ao associar as nações a um mar tempestuoso, a revelação destaca que, quando as nações se afastam dos caminhos de Deus entram para uma condição caótica, perdendo a estabilidade e a segurança que só podem ser encontradas na orientação do Criador.
Esta mensagem é atual:
• Assim como as nações antigas foram advertidas sobre a necessidade de confiar em Deus em vez de confiar em fortalezas humanas, somos desafiados a avaliar nossas próprias fontes de segurança, confiança e esperança.
• A tecnologia, o poder militar e as realizações humanas podem representar as “fortalezas” modernas; contudo Isaías nos lembra de sua futilidade quando confrontadas com o juízo divino.
A profecia de Isaías 17 revela a interligação entre juízo divino sobre nações ímpias, a futilidade da confiança nas obras humanas e a promessa de restauração aos que voltam-se a Deus em arrependimento. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/16
Antes de eu me tornar cristã, eu sentia prazer quando alguém recebia o que merecia, quando o julgamento era aplicado e eles recebiam o castigo em pagamento por transgressões passadas. Nunca passou pela minha cabeça fazer o bem a eles ou ter misericórdia deles até que eu percebi a minha própria culpa e quanta misericórdia eu havia recebido como uma pecadora que precisava de um salvador.
É fácil rotular os outros como malfeitores indignos simplesmente porque estão tendo problemas ou porque vêm de uma nação de criadores de problemas. Ouça o que Deus nos orienta fazer com aqueles que estão fugindo desse tipo de lugar: “Que os fugitivos moabitas habitem contigo; sê para eles abrigo contra o destruidor. O opressor há de ter fim, a destruição se acabará e o agressor desaparecerá da terra.” Isaías 16:4.
Como seria se sua igreja, sua casa, se tornasse um santuário de misericórdia para aqueles que querem fugir dos problemas? Acho que as pessoas perceberiam a maravilhosa misericórdia de Deus.
Karen D. Lifshay
Coralista
Igreja Adventista de Hermiston, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/16
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
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1113 palavras
Atacados pelos assírios, os refugiados moabitas fugiriam para Sela, no país de Edom, ao sul. Moabitas desesperados enviariam um tributo em cordeiros para Jerusalém, pedido pela proteção de Judá. Jerusalém seria um refúgio seguro por um tempo. Isaías advertiu Judá para aceitar estes refugiados como um sinal de compaixão durante o tempo de devastação dos inimigos [assírios]. Life Application Study Bible Kingsway.
1 Enviem cordeiros como tributo. Assim como o rei Mesa enviava cem mil cordeiros ao rei Acabe, de Israel, todos os anos (v. 2Rs 3.4), agora o Moabe orgulhoso, que tantas vezes oprimira Israel, é aconselhado, em sua crise, a submeter-se ao rei de Jerusalém. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Sela. Capital naturalmente fortificada dos edomitas, ao sul do mar Morto, situada num planalto rochoso que se levanta 300 metros acima da cidade vizinha de Petra (v. 42.11). O nome significa “penhasco”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O povo de Moabe foi forçado a deixar suas cidades, fugir para o deserto e se estabelecer nas rochas. Então, numa condição desolada, eles foram chamados a reconhecer a supremacia do “monte da filha de Sião” [Jerusalém] com pagamento de tributo. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.
2 vaus do Arnom (ARA). NVI: “lugares de passagem do Arnom”.
As mulheres estavam fugindo para o sul, para escapar do invasor que vinha do norte. Bíblia de Estudo NVI Vida.
4 esconderijo. Jerusalém era a principal fortaleza da Palestina quando os assírios vieram desfazer a revolta [dos filisteus] mencionada em 14.32.
destruidor. Provavelmente a Assíria. opressor. Moabe. Bíblia de Estudo NVI Vida.
5 Em benignidade. Heb. hesedh, “solidariedade”, “graça”, “misericórdia”, “favor”, o grande tema de Isaías, e também de Oséias. Bíblia Shedd.
As palavras do v. 4, uma advertência a Moabe, também se aplicam ao reino de Cristo. O profeta parece divisar um tempo quando um representante da casa de Davi, o Messias …, governará Moabe. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.
tenda de Davi. V. 9.7; Am 9.11… “Tenda”ou “casa”equivale a “dinastia”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
6 Da soberba de Moabe. O orgulho e a arrogância eram as evidentes fraquezas de Moabe e as principais razões para sua destruição (ver jr 48:29; Sf 2:10). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.
Moabe, apesar de ser nação pequena, é tão orgulhoso e desafiador como a Assíria e a Babilônia. V. 10.12; 14.13; 25.11; Jr 48.42. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Sua arrogância. Literalmente, “seu falar ocioso”, “sua jactância”(comparar com Jr 48:30). A altivez de Moabe era falsa e provaria ser vã. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.
7 Uivará Moabe. Se Moabe tivesse dado ouvidos ao conselho do Senhor, seu trono teria sido estabelecido com justiça e misericórdia; mas, visto que se recusou, o resultado seria pesar e destruição. Toda a nação choraria de angústia quando chegasse a hora da destruição. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.
Pasta de uvas. Literalmente, “bolos de uva”. … Talvez bolos de uvas fossem um dos principais produtos de Quir-Haresete, e seus habitantes lamentariam a perda de seu principal meio de sobrevivência. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.
8 talaram os melhores ramos da vinha (ARA). NVI: “pisotearam as melhores videiras”.
Sibma. Esta cidade foi designada [à época da ocupação de Canaã] a Rúben (Nm 32:37, 38; Js 13:15, 19) e era famosa por suas uvas (Jr 48:32). As vinhas deste país belo e próspero foram destruídas pelos invasores cruéis. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.
Até Jazer. Isto é, os ramos da florescente vinha de Hesbom e Sibma se estendiam ao norte até jazer, uma cidade da fronteira norte …, originalmente em Gileade… Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.
sarmentos (ARA). NVI: “brotos”.
mar. Provavelmente o mar Morto. Bíblia de Estudo NVI Vida.
9 Caiu já dos inimigos o eia (ARA; NVI: “gritos de alegria”). Em tempos de prosperidade este seria o grito de júbilo dos ceifeiros; mas, em tempo de guerra (ver com. do v. 7), seria o grito do invasor ao tomar posse da colheita e destruir árvores e vinhas. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.
10 Fugiu a alegria. A época de colheita nos campos e nas vinhas era um período de alegria e celebração. Em vez disso, lágrimas tomariam o lugar do riso. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.
A pisadura das uvas (esmagar as uvas com os pés) era o clímax da estação da colheita, um tempo de muita alegria nas vinhas. Mas a alegria da colheita logo cessaria porque o povo, em seu orgulho, ignorou Deus e se rebelou contra Ele. Life Application Study Bible Kingsway.
11 Coração. Considerado pelos hebreus como o órgão das emoções (ver com. [CBASD] de 43:30). Aqui as emoções são descritas como vibrantes e tristes como as notas de uma lira acompanhando um canto fúnebre. O profeta expressa empatia para com o povo contra quem profere a mensagem. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.
12 Nos altos. Isto é, cumprindo os pesados deveres da idolatria. Bíblia Shedd.
Nada alcança.O deus de Moabe, Camos, era mero ídolo (v. 44.17-20; 1Rs 11.7). Bíblia de Estudo NVI Vida.
O falso deus moabita não pode fazer nada. As orações a qualquer outro deus além do Senhor são inúteis. Essa foi a lição divina ensinada por meio do profeta Elias no monte Carmelo (1Rs 18:20-40). Bíblia de Estudo Andrews.
Quando o povo de Moabe experimentou a ira de Deus, eles buscaram seus próprios ídolos e deuses. Nada aconteceu, porém, porque não havia ninguém para salvá-los. Quando buscamos nossos próprios meios de fuga para superar nossos problemas diários, o efeito é o mesmo: nenhum prazer, passatempo ou idéia religiosa criada pelo homem virá para nos salvar. Nossa esperança está em Deus, o único que pode ouvir e ajudar. Life Application Study Bible Kingsway.
13, 14 Tiglate-Pileser III invadiu Moabe em 732 a.C.; Senaqueribe invadiu Moabe no mesmo ano em que invadiu Judá, 701 a.C. O primeiro evento ocorreu três anos após a previsão de Isaías, caracterizando Isaías como um verdadeiro profeta. Nesses eventos, o povo de Israel viu a profecia cumprida diante de seus próprios olhos. Life Application Study Bible Kingsway.
Confira outra profecia de curto prazo no oráculo contra a Arábia (21:16, 17). … O fato de Deus deixar um remanescente não só de Israel, mas também das nações, fala em favor de seu grande propósito de salvar o mundo inteiro, tanto israelitas quanto não israelitas. Bíblia de Estudo Andrews.
13 Esta é a mensagem que o SENHOR há muito pronunciou. O significado é que a mensagem de Isaías é apenas uma repetição de antigas mensagens transmitidas. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.
14 Tais como os de jornaleiros. Um jornaleiro trabalha enquanto dura seu contrato. ele não permanece além desse período. Assim seria com o juízo prestes a cair sobre Moabe. Pequeno e débil. Moabe não seria destruído por completo. Um remanescente permaneceria, mas seria pequeno e débil. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.
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“Então, um trono se firmará em benignidade, e sobre ele no tabernáculo de Davi se assentará com fidelidade Um que julgue, busque o juízo e não tarde em fazer justiça” (v.5).
Em toda a Escritura não há uma só manifestação da justiça de Deus que não esteja aliada à Sua misericórdia. Os avisos dados pelo Senhor mediante Seus profetas concediam oportunidades para que as nações pagãs se arrependessem e abandonassem os seus maus caminhos. Porém, nem todas deram ouvidos, e, como Moabe, rejeitaram “a palavra que o Senhor há muito pronunciou” (v.13). Apesar do contexto de profecia messiânica revelada no verso cinco, este teria sido o galardão de Moabe se tivesse escolhido a benignidade no lugar da opressão. Mas a sua soberba, arrogância e orgulho (v.6) levou a nação à ruína e à completa tristeza.
A soberba e o orgulho próprio são dois “venenos” disfarçados. Eles vão matando aos poucos. São doses diárias que vão endurecendo o coração até o ponto de estar completamente comprometido. Só existe um antídoto contra este perigo letal: Jesus Cristo. O “manso e humilde de coração” (Mt.11:29) nos convida a dEle aprender para nEle caminhar (Jo.14:6). Todo aquele que não lança mão do próprio eu, que torna o coração “soberbo em extremo” (v.6) “entra no santuário a orar e nada alcança” (v.12). Como o fariseu, ora “de si para si mesmo” (Lc.18:11), desprezando a única justiça que salva, “porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado” (Lc.18:14).
“Quando o homem violento tiver fim, a destruição for desfeita e o opressor deixar a terra” (v.4), “então, um trono se firmará em benignidade” (v.5) e os remidos irão declarar: “Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações!” (Ap.15:3), e “todas as nações virão e adorarão diante de Ti, porque os Teus atos de justiça se fizeram manifestos” (Ap.15:4). O nosso Senhor não tarda “em fazer justiça” (v.5). Falta pouco, amados, para vermos a linda face de Cristo! Por favor, não troque este presente eterno pelas efêmeras e transitórias ofertas deste mundo!
Que em meio a Babilônia espiritual desses últimos dias, sejamos encontrados como o restante de Deus, que será “pouco, pequeno e débil” (v.14), mas que vencerá pelos méritos e graça de Cristo Jesus.
Santo Deus, que não desprezemos as Tuas palavras, pois elas são justas e benignas e nos guiam para a vida eterna. Na nossa fraqueza, faz-nos fortes! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, salvos pela justiça de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Isaías16 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ISAÍAS 16 – A profecia acerca de Moabe ocupa dois capítulos no livro sagrado escrito pelo profecia Isaías. Aqui, esta mensagem é uma continuação do capítulo anterior.
Deus almeja uma transformação no coração orgulhoso e na sociedade pervertida. Ele quer arrancar nossa exigência por justiça, para substituí-la por amor, bondade e compaixão.
• Nesta profecia Deus pretendia transformar a sociedade judaica e moabita, e inclusive a sociedade de nossos dias!
Por isso, embora a profecia de Isaías tenha uma tonalidade predominantemente de julgamento e condenação sobre Moabe, há elementos e expressões suficientes indicando uma poderosa nota de esperança:
• Enviar cordeiros como tributo ao Governante da Terra é o caminho para encontrar graça e perdão. Deus provê a trajetória da restauração (Isaías 16:1).
• A menção de um trono estabelecido em amor e fidelidade, com um Juiz que busca a justiça e defende o que é justo, refere-se ao governo do Messias, que seria honesto e compassivo, em lugar de uma liderança política corrupta (Isaías 16:5).
• Apesar da profecia de julgamento, o fato de Deus estabelecer um prazo específico (dentro de três anos) para a desonra de Moabe sugere um fim ao sofrimento e uma limitação no período da disciplina. Isso é graça divina em busca da restauração humana (Isaías 16:13-14).
Observe que “a profecia deixa claro que o sofrimento que viria a Moabe, era o resultado de seu orgulho e arrogância (16:6). Este orgulho levou Moabe a cometer crimes que afrontavam a consciência da humanidade (Amós 2:1-3). Uma maneira de minorar o castigo seria buscar o favor do Deus de Israel (16:1). Israel por sua vez, deveria mostrar misericórdia para com os moabitas cuja situação desesperadora era como a de pássaros lançados fora do ninho. Em vez de vingar-se dos moabitas, deviam ajudá-los com conselhos, servir-lhes de sombra contra o sol ardente, esconder os fugitivos, abrir as portas aos desterrados (vv. 2-4). Atos de misericórdia como estes abririam caminho para Um que Se sentaria no trono de Davi e que julgaria os habitantes da Terra com justiça (v. 6)” (Siegfried Schwantes).
O julgamento equilibra com a promessa de um futuro restaurado, incentivando a esperança mesmo diante das consequências iminentes por causa do pecado. Em lugar de vingança o povo de Deus deve oferecer esperança!
Para isso, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: ISAÍAS 15 – Primeiro leia a Bíblia
ISAÍAS 15 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/15
Os desastres descritos neste capítulo foram planejados por Deus para punir os moabitas por aquilo que haviam feito contra Israel (v. 9). Os moabitas eram descendentes da filha primogênita de Ló com seu pai (Gên. 19:37), e seduziram os israelitas à idolatria.
Em hebraico, a língua original, este capítulo é como uma poesia cuidadosamente planejada. Bem no meio de todo o “poema” existe uma frase excepcional e tocante que mostra a dor do coração de Deus ao punir Moabe, trazendo nova e mais abrangente perspectiva a esta grave tragédia: “O meu coração clama por causa de Moabe!” (v. 5a NVI). Independente dos desastres terem sido trazidos pelo próprio Deus ou por outras nações, uma coisa é clara: Seu coração está em dor. O Deus do universo sofre emocionalmente por conta do sofrimento que as pessoas trazem sobre si mesmas devido a idolatria!
Querido Deus,
Moabe e seu povo eram adoradores de ídolos e se recusaram a Te reconhecer como o Criador do mundo e sofreram as consequências de seus atos. Ajuda-nos a não adorar aos ídolos de hoje, sejam eles quais forem, e a não perder a correta perspectiva bíblica. Nesta época em que as pessoas enfatizam a aceitação de práticas pecaminosas como o único caminho a seguir, ajuda-nos a permanecer fiéis a Ti, Senhor. Amém.
Koot van Wyk
Coreia do Sul
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/15
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
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669 palavras
15:1-16:14 Profecia ou oráculo contra Moabe (ver também 25:10 e, nos escritos de outros profetas, Jr 48:1-47; Ez 25:8-11; Am 2:1-3; Sf 2:8-11). A origem de Moabe remonta à história de Ló e suas filhas (Gn 19:30-38; ver também Nm 22-25). O antagonismo entre Moabe e Israel é comprovado em uma das maiores descobertas arqueológicas, a chamada pedra Moabita (do nono século a.C., encontrada em 1868), na qual o rei Mesa celebra sua vitória sobre Israel. … Israel não recebeu permissão para guerrear contra eles durante o processo de conquista (ver Dt 2:1-23). Bíblia de Estudo Andrews.
1 Sentença contra Moabe. Ou, “mensagem solene com respeito a Moabe”. … Pouco se sabe da geografia política e da história de Moabe, e, portanto, muito dessa profecia não está claro. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.
Moabe. País a leste do mar Morto e inimigo perpétuo de Israel (v.25.10; 2Rs 13.20). Quir. Orivavelmente Quir-Haresete, 24 km ao sul do rio Arnom e talvez capital de Moabe nesse período. “Quir” significa “cidade”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Moabe … oprimiu Israel e invadiu suas terras (Jz 3:12-14), lutou contra Saul (1Sm 14:47) e contra Davi (2Sm 8:2, 11, 12). Moabe seria punida por tratar Israel cruelmente. Life Application Stuby Bible Kingsway.
Esta profecia começou a cumprir-se em 712 a.C., nas invasões de Sargom II, da Assíria na Palestina …, e em 701, quando Senaqueribe repetiu a invasão, chegando até Jerusalém. Outros golpes foram sofridos entre 600 e 590 a.C., nas invasões dos caldeus, e depois os persas e árabes foram reduzindo a nação inexpressiva. Bíblia Shedd.
2 Dibom. Uma cidade 5 km ao norte do Arnom, onde foi achada a famosa “Pedra de Moabe”, no ano 1868. A pedra é uma inscrição descrevendo as guerras entre Moabe e Israel (cf 2 Rs 3.4-27). Rapada. No oriente, o raspar voluntário da barba era sinal de luto. Bíblia Shedd.
altares idólatras (NVI; ARA: “montes”). Santuários erigidos no cume dos montes, e em geral associados ao culto pagão. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Nebo … Medeba. Na famosa Pedra Moabita, o rei Mesha se vangloria de ter sido ordenado por Quemos [divindade pagã] a tomar Nebo de Israel, e de ter sitiado a cidade e matado 7 mil homens, mulheres e crianças, os quais ofereceu a seu deus. Mesha declara que Medeba foi tomada por Onri [rei do reino de Isarel do Norte], que com seu filho Acabe, a ocupou por muitos anos. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.
3 roupas de lamento. Roupas toscas (v. Jó 16.15; Jr 48.37; Lm 2.10), feitas de pelos de bode. Bíblia de Estudo NVI Vida.
4 Hesbom. O pranto seria ouvido mais ao norte. Hesbom (Tell Hesban) está cerca de 10 km ao norte de Medeba e 24 km a nordeste da foz do Jordão. Os armados de Moabe clamam, sua alma treme. Era tão terrível o açoite que viria sobre Moabe que mesmo os soldados estariam em pânico e gritariam de terror. Os que deveriam ajudar não poderiam fazê-lo, os que deviam ter coragem se encheriam de terror. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.
5 Zoar. Cidade situada no extremo sudeste do mar Morto (cf Jr 48.34). É para Zoar que Ló fugiu de Sodoma (Gn 19.20-23). Luíte. Nome de um pico ao oeste do monte Nebo, a 1,6 km de distância, que se consagrava aos sacrifícios oferecidos aos ídolos. Novilha de três anos. Símbolo da plenitude, do vigor e da saúde, ou possivelmente, nome de uma cidade que, transliterando do hebraico, seria Eglate-Shelishia .. Não se descobriu, porém, nenhum lugar com este nome. Bíblia Shedd.
Beer-Elim. Beer significa “poço”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
6 As águas de Ninrim. Mencionadas também em Jeremias 48:34, e talvez seja o local de um reservatório usado para fins de irrigação. Acredita-se que Ninrim ficava junto a um leito de rio que desembocava nas margens ao sudeste do Mar Morto. Quando o reservatório foi destruído, a área ficou desolada. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.
9 Dimom. Um rio perto do extremo sul do mar Morto, que forma a divisa entre Moabe e Edom. O Rolo do mar Morto traz “Dibom” (cf v 2). Bíblia Shedd.
um leão. Referências ou ao exército (v 5.29; Jr 50.17), ou a leões de verdade (v. 13.21,22). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Compilação e digitação: Jeferson A Quimelli
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“O meu coração clama por causa de Moabe […]” (v.5).
As profecias de Isaías têm mostrado um alto teor de justiça. Deus não deixaria sem punição os algozes de Seu povo, pois a Sua voz não foi levada em consideração por aquelas nações. De forma desmedida e terrível, permitiram ser guiados por suas iniquidades e idolatria. O profeta chegou a condoer-se grandemente pela provável visão que teve a respeito da destruição de Moabe. Porém, mais terrível do que a destruição material de uma nação ou de um povo é a destruição espiritual.
As aparentes atitudes (v. 2 e 3) nada valiam se não fossem acompanhadas de arrependimento genuíno. Os moabitas entrariam em estado de calamidade e seu choro seria ouvido de longe. Mas seus corações permaneceriam endurecidos e rejeitariam a oportunidade de agir diferente. Moabe, a “bacia de lavar” de Deus (Sl.108:9), seria transformada em águas de “pura assolação” (v.6).
Hoje, o mundo clama por paz e por justiça. E com razão. A realidade mundial é de pobreza e violência extremas. Quando pensamos que já vimos de tudo, membros de nossa família humana cometem atrocidades ainda piores. A maldade tem sido tão divulgada que as pessoas assistem aos “plantões” policiais enquanto comem suas refeições; que o derramamento do sangue alheio já não causa mais compaixão; que a televisão tem sido um verdadeiro “matadouro público”; e o direito à vida, o célebre e primordial direito fundamental, banalizado. Cumprem-se, então, as palavras de Jesus ao se referir aos últimos dias desta Terra: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt.24:12). Mas louvado seja Deus por esse “quase”!
Você e eu precisamos fazer parte do restante que clama ao Senhor com todo o coração e não apenas da boca para fora; do restante que conserva o amor e a compaixão em sua vida. Que não se alegra com a aflição dos inimigos, mas que clama por eles (v.5), seguindo a ordem do Mestre: “amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mt.5:44). Eis o caminho da perfeição (Mt.5:48)! Eis o caminho da paz e da justiça eternas!
Quando o “assim diz o Senhor” é trocado pelo “grito de desespero” (v.5) sem que haja entrega do coração, o resultado são “leões” (v.9) que trazem ainda mais dor e sofrimento. Escolha, hoje, confiar em Deus e em Seus propósitos, e, certamente, você não estará entre o “quase todos”, mas entre “os chamados, eleitos e fiéis que se acham com Ele [com Cristo]” (Ap.17:14).
Querido Pai Celestial, que dias estranhos e imprevisíveis temos vivido! Sabemos que muito em breve a Tua justiça será feita não apenas em uma cidade ou nação, mas em toda a face da Terra. Oh, Pai, desperta-nos deste sono que nos prende ao sonho ilusório deste mundo! E que nossos olhos se voltem para o Senhor sem jamais perdê-Lo de vista! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos do Rei da paz!
Rosana Garcia Barros
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Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100