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“Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente” (v.22).
Já na primeira carta de “Pedro, apóstolo de Jesus Cristo” (v.1), podemos perceber a obra santificadora do Espírito Santo na vida daquele que, de todos os discípulos de Cristo, certamente era o mais impulsivo e impetuoso. Ao enfatizar a eleição de Deus, Pedro lançou por terra o conceito judaico, que por tanto tempo ele mesmo havia defendido, de conquistar a salvação por obras. A eleição divina, no entanto, não significa a obra de um Deus que escolhe uns para a salvação e outros para a perdição, “porque para com Deus não há acepção de pessoas” (Rm.2:11). Consiste, porém, na resposta humana ao chamado de Deus. A “presciência de Deus Pai” (v.2), isto é, o fato de Deus conhecer todas as coisas do princípio ao fim, não interfere em nada no livre arbítrio que Ele mesmo nos deu. Não podemos, por exemplo, ir às urnas votar em pessoas que não se candidataram à eleição, mas somente nos candidatos que cumpriram todos os requisitos legais para a candidatura. Percebem? Da mesma forma, o Senhor não elege aqueles que, voluntariamente, rejeitam a “santificação do Espírito” (v.2).
A eleição divina e obra de santificação, “mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tt.3:5), ao contrário do que a maioria acredita, não é uma aquisição única e uma exposição de palavras sem sentido e gestos enlouquecidos, e sim “para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo” (v.2). Notem que a obediência vem pela santificação, como um resultado da obra contínua do Espírito Santo na vida do cristão. E assim como a aspersão do sangue do cordeiro no santuário significava a purificação dos pecados, o sangue de Cristo nos lava e nos purifica de todo o pecado. Só por meio da obra redentora de Jesus alcançaremos “a salvação preparada para revelar-se no último tempo” (v.5). Como está escrito: “Eles, pois, o venceram [Satanás] por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida” (Ap.12:11).
Aquele que experimentou o terrível preço de negar três vezes o Seu Salvador, aprendeu que mesmo “contristados por várias provações” (v.6), os eleitos de Deus devem perseverar na certeza de que, Aquele que sonda os corações, “segundo a Sua muita misericórdia” (v.3), nos estenderá o mesmo olhar de amor que fez estremecer a Pedro naquele dia fatídico (Lc.22:61). Porque é na provação que a nossa fé é fortalecida e confirmado o seu valor, tornando-se “mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo”, para que “redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo” (v.7). Porque este é o resultado da nossa fé: “a salvação da [nossa] alma” (v.9). Todos os esforços estão sendo feitos na Terra “pelo Espírito Santo enviado do Céu” (v.12), e todo o Céu tem trabalhado para que a nossa “fé e esperança estejam em Deus” (v.21) e nEle permaneçam.
“Como filhos da obediência” (v.14), somos chamados para sermos santos “segundo é santo Aquele que [nos] chamou” (v.15). Este processo de santificação que resulta em obediência é obra de toda uma vida, amados. E ela não acontece simplesmente pela estrita observância da Lei, mas pela experiência pessoal de quem é guiado pelo Espírito Santo a praticar a essência da Lei: o amor. Leia com muita atenção as citações seguintes do pastor Morris L. Venden:
“Atualmente há pessoas que ficaram tão frustradas com a melhor obediência que puderam prestar em sua própria força, que decidiram abandonar totalmente sua crença na vitória. Sim, os discípulos pecaram, falharam e caíram repetidamente, mas há algo além disso! Através do contínuo relacionamento com Cristo foram transformados à Sua imagem e se tornaram mais do que vencedores por Aquele que nos amou […] Somente o cristão fiel poderá compreender e experimentar o que é realmente a obediência. Não é simplesmente outro esforço para ajudar-se a si mesmo, nem mudança de comportamento, nem o enfoque do pensamento positivo que proporciona mudanças exteriores àqueles que têm suficiente força de vontade para consegui-las. A obediência pela fé provém unicamente do coração e só é alcançada por aqueles que mantém comunhão diária com Jesus Cristo” (Como Conhecer a Deus, p. 118, 119 e 125).
Portemo-nos, pois, “com temor durante o tempo da [nossa] peregrinação” (v.17), “sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis” (v.18) que fomos resgatados de nossos pecados, “mas, pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (v.19). Prossigamos em sermos regenerados e reavivados pela “Palavra de Deus, a qual vive e é permanente” (v.23), pois, “seca-se a erva e cai a sua flor; a Palavra do Senhor, porém, permanece eternamente. Ora, esta é a Palavra que vos foi evangelizada” (v.24-25). Permita que ela continue te guiando para Casa!
Nosso Pai e Senhor, graças damos pelas Tuas misericórdias que nos alcançam mais um dia e por Tua Palavra que nos santifica! Paizinho, queremos estar entre os filhos da obediência e Te prestar verdadeira adoração. Almejamos ser santos como Tu és Santo! Este é um milagre que só o Teu Espírito pode realizar. Batiza-nos com o Espírito Santo de modo que a nossa vida revele que somos Tuas testemunhas! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos da obediência!
Rosana Garcia Barros
#1Pedro1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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I PEDRO 1 – A vida cristã é regada de desafios. Há um grande conflito espiritual, que os fiéis sentem na pele e no coração. Diante dessa realidade, precisamos de motivação e esperança.
Para compreender a situação na época da primeira carta de Pedro, é importante saber o que acontecia:
“Ocorreu por aquele tempo um terrível incêndio em Roma, pelo qual quase metade da cidade se queimou. O próprio Nero, falava-se, ateara o fogo, mas para desviar as suspeitas, fez uma ostentação de generosidade, prestando assistência aos que ficaram sem lar e destituídos de seus bens. Foi contudo acusado do crime. O povo ficou agitado e enraivecido, e Nero, a fim de inocentar-se e também ficar livre de uma classe que ele temia e odiava, voltou a acusação contra os cristãos. Seu expediente foi bem-sucedido, e milhares de seguidores de Cristo – homens, mulheres e crianças – foram cruelmente mortos”, contextualiza Ellen White.
Quando o fogo da perseguição consumia vidas inocentes em Roma, Pedro acendia a chama da esperança em corações aflitos. Sua carta não nega o sofrimento, mas aponta para uma herança incorruptível (I Pedro 1:1-12).
Os cristãos eram lançados às feras, queimados vivos e desprezados pelo mundo, mas Pedro os lembrava de que eram escolhidos por Deus, peregrinos na Terra, e cidadãos de um reino eterno.
Nero usou as chamas da perseguição para espalhar o medo, mas Pedro usou a Palavra de Deus para espalhar a fé. Diante da perseguição, ele escreve não sobre vingança, mas sobre santidade, esperança e redenção (I Pedro 1:13-25).
O Império de Nero queimava cidade e vidas, mas Pedro lembrava que os fiéis eram resgatados “não por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro”, “mas pelo precioso sangue de Cristo” (I Pedro 1:18-19).
Se o mundo odeia os cristãos, Deus os ama. Se Roma os chamava de criminosos, Deus os chama de eleitos. Se Nero os condenava ao fogo, Pedro os apontava para a glória eterna.
A vida humana é frágil. Nossa existência terrena é passageira, limitada pelo tempo e marcada pela corrupção do pecado. Entretanto, Pedro lembra-nos que há um nascimento que não é determinado por sangue, nem pela vontade da carne ou do homem, mas por Deus. É pela Palavra de Deus que esse novo nascimento acontece! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: TIAGO 5 – Primeiro leia a Bíblia
TIAGO 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/tg/5
“Portanto, irmãos, sejam pacientes até a vinda do Senhor. Vejam como o agricultor aguarda que a terra produza a preciosa colheita e como espera com paciência até virem as chuvas do outono e da primavera.” (Tiago 5:7)
Acho que este versículo está principalmente nos dizendo para sermos pacientes em todas as perseguições ou provações que ocorrerão até a volta de Jesus. Todos nós sabemos que quanto mais próxima estiver a segunda vinda de Jesus, mais problemas nos sobrevirão, porque sabemos que Satanás fará o possível para que a fé dos cristãos enfraqueça e acabe morrendo.
Durante esses tempos difíceis, acho que é importante ajudarmos nossos irmãos e irmãs, incentivando-os continuamente a não desistir de um Deus que nos auxiliará e que realizará Seu plano de libertação final. O versículo 7 mostra que Deus está pacientemente esperando que as pessoas entreguem suas vidas a Ele; no entanto, nem todas as pessoas aceitam esse dom gratuito. Algumas pessoas, inclusive alguns cristãos, não percebem que este mundo não é a nossa casa e, por isso, pensam muito neste mundo e se esquecem de Deus.
Concluindo, acho que este versículo é importante hoje durante esta crise porque nos lembra que devemos ajudar nossa família de fé a permanecer forte em Cristo.
Enoch Lee
Estudante, Academia Adventista dos Grandes Lagos, Michigan, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jas/5
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1295 palavras
1-6 Tiago proclama a inutilidade das riquezas, não a inutilidade dos ricos. O dinheiro de hoje não terá valor quando Cristo retornar, então devemos gastar nosso tempo acumulando o tesouro que valerá a pena no reino eterno de Deus. Dinheiro não é o problema; líderes cristãos precisam de dinheiro para viver e sustentar suas famílias; missionários precisam de dinheiro para ajudá-los a espalhar o evangelho; igrejas precisam de dinheiro para fazer seu trabalho efetivamente. É o amor ao dinheiro que leva ao mal (1 Timóteo 6:10) e faz com que algumas pessoas oprimam outras para obter mais. Este é um aviso a todos os cristãos que são tentados a adotar padrões mundanos em vez dos padrões de Deus (Romanos 12:1, 2), bem como um encorajamento a todos aqueles que são oprimidos pelos ricos. Leia também Mateus 6:19-21 para ver o que Jesus diz sobre as riquezas. Life Application Study Bible Kingsway.
1 Atendei, agora. A dura repreensão no cap. 4:13 se dirige àqueles que buscam riquezas sem considerar o plano de Deus para sua vida. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 586.
ricos. Tiago se volta para outra classe econômica: os donos de terras. Ele ataca a exploração por parte dos ricos proprietários de terra. Bíblia de Estudo Andrews.
2-6 Três crimes são condenados nesta passagem: vida esbanjadora, opressão e assassinato. Todos foram fortemente censurados pela Torah, pelos profetas do AT e por Jesus (Am 6:1-7; Mt 6:19; Lc 12:33; 16:19-31)
roupas. Uma das principais formas de riqueza no mundo antigo (v. At 20.33). Bíblia de Estudo NVI Vida.
3 Testemunho. Essa ferrugem que indica que as posses não foram usadas será uma evidência clara contra os “ricos” no dia do juízo. O dinheiro que possuíam foi acumulado com egoísmo, quando poderia ter sido usado no serviço de Deus e para o próximo. A destruição de seus tesouros prevê sua condenação iminente. Homens do AT tinham o costume de deixar seu dinheiro num lugar secreto que consideravam seguro (Is 45:3), pois não havia bancos para se depositarem fundos particulares. CBASD, vol. 7, p. 587.
5 Vivido regaladamente. Do gr. truphaō, “ter uma vida tranquila e luxuosa”. As riquezas acumuladas à custa do pobre são gastas na busca do prazer. CBASD, vol. 7, p. 588.
6 Homens inocentes (NIV; ARA: “justos”). Homens inocentes eram pessoas indefesas, provavelmente trabalhadores pobres. Pessoas pobres que não conseguiam pagar suas dívidas eram jogadas na prisão ou forçadas a vender todas as suas posses. Às vezes, eram até forçadas a vender seus familiares como escravos. Sem oportunidade de pagar suas dívidas, pessoas pobres frequentemente morriam de fome. Deus chamou isso de assassinato. Acumular dinheiro, explorar funcionários e viver de forma autoindulgente não escapará da atenção de Deus. Life Application Study Bible Kingsway.
Resistência. Do gr. antitassō, “opor-se”, “oferecer resistência”. O testemunho desses justos “condenados” e maltratados se levantará em terrível condenação de todos os opressores no dia do juízo. Os justos oprimidos não podem resistir à tirania dos ricos nesta vida, e terão justiça somente quando Deus Se levantar para vingar a causa deles. Então, lhes será feita justiça: eles serão recompensados, e os opressores ímpios, destruídos (v. 3 , 5). CBASD, vol. 7, p. 588.
9 Uns dos outros. Depois de exortar seus leitores a serem pacientes para suportar as injustiças dos ricos opressores (v. 7), o apóstolo os exorta a serem pacientes uns com os outros. Cristãos que enfrentam com destemor as mais severas injustiças às vezes se tornam impacientes com problemas menores dentro da igreja. Os cristãos precisam do encorajamento de seus irmãos de fé ao enfrentarem aflições. CBASD, vol. 7, p. 589.
O juiz está às portas! Referência à segunda vinda de Cristo (cf. v. 7, 8) e ao julgamento a ela associado. […] O próximo grande acontecimento da história da redenção será a segunda vinda de Cristo. O NT não declara quando ocorrerá, mas sua certeza nunca é questionada, e os crentes são admoestados de modo sistemático a vigiar por ela. Era nesse sentido que Tiago esperava a volta iminente de Cristo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
11 Perseveram. A fidelidade constante em meio aos problemas (Tg 1:3) revela lealdade completa a Deus e se torna um requisito para a vida eterna (Mt 10:22; 24:13). Quando os membros da igreja passam por dificuldades, podem reclamar as mesmas bem-aventuranças. CBASD, vol. 7, p. 590.
a perseverança (NVI; ARA: “paciência”) de Jó. Esse é o único lugar do NT em que Jó é mencionado, embora Jó 5.13 seja mencionado em 1Co 3.19. Bíblia de Estudo NVI Vida.
12 não jureis. Tiago e Jesus atacam os juramentos usados para provar a integridade de alguém. A simples honestidade, sinceridade e veracidade das palavras são provas suficientes. Bíblia de Estudo Andrews.
Sim sim. Quando as palavras de uma pessoa se provam verdadeiras por meio de seus atos, ela não terá a necessidade de reforçá-las com um juramento. CBASD, vol. 7, p. 590.
As palavras de Tiago são muito semelhantes às de Cristo (Mt 5.33-37). Tiago não está condenando os juramentos solenes, como o de Deus perante Abrão (Hb 6.13), o de Jesus perante Caifás (Mt 26.63, 64), o de Paulo (Rm 1.9; 9.1) ou de um homem perante o Senhor (Êx 22.11). Pelo contrário, está condenando o uso leviano do nome de Deus ou de um objeto sagrado para garantir a verdade do que se diz. Bíblia de Estudo NVI Vida.
15 Oração da fé. A falta de fé é um obstáculo para a cura (Mc 6:5), assim como para a salvação (Ef 2:8). A pessoa que possui fé confia na sabedoria e no amor de Deus e busca se identificar com Seu desígnio e cumpri-lo. Por isso, a oração da fé é a oferecida pela pessoa que se destaca por sua fé. CBASD, vol. 7, p. 591.
16 Confessai. O primeiro requisito da fé sincera na oração é a consciência limpa. As faltas cometidas em segredo devem ser confessadas a Deus. Pecados que envolvam outras pessoas devem ser confessados também aos que sofreram dano. Uma consciência culpada é uma barreira à fidelidade completa a Deus e um entrave à oração. CBASD, vol. 7, p. 592.
Em geral, a confissão de pecados ou faltas às pessoas afetadas ou a um pequeno grupo pode ajudar a trazer restauração; mas a confissão pública e indiscriminada de pecados particulares não se mostra útil. Bíblia de Estudo Andrews.
19, 20. Se trazemos alguém de volta para Deus, salvamos essa pessoa da morte eterna e a conduzimos a uma vida melhor neste mundo (vs. 19, 20). Seus pecados serão lançados nas profundezas do mar para nunca mais ser revelados. A pessoa receberá a vida eterna. O lado bom de tudo isso é que o Senhor nos escolheu para desempenhar um papel em trazer um “filho pródigo” para casa, para os braços amorosos de seu Senhor e Salvador Jesus Cristo. Robin Pratt, em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/06/11/.
19 Meus irmãos, se algum. Tiago conclui sua epístola de advertência e instrução, demonstrando seu interesse solícito pela salvação de cada um dos leitores. A nota dominante da epístola de Tiago é a preocupação com o bem-estar eterno de seus amados irmãos. CBASD, vol. 7, p. 593.
20 Cobrirá. Do gr. kalu-ptō, “cobrir”, “velar” (SI 32:1; IPe 4:8). Quando a pessoa se converte, é como se seus pecados fossem lançados “nas profundezas do mar” (Mq 7:19). Tiago conclui sua majestosa exortação a seus irmãos de fé com a tônica do NT: o resgate do ser humano de seus pecados e sua restauração à estatura plena de Jesus Cristo. CBASD, vol. 7, p. 594.
O livro de Tiago enfatiza a fé em ação. Viver corretamente é a evidência e o resultado da fé. A igreja deve servir com compaixão, falar amorosamente e sinceramente, viver em obediência aos mandamentos de Deus e amar uns aos outros. O corpo de crentes deve ser um exemplo do céu na terra, atraindo pessoas para Cristo através do amor a Deus e uns aos outros. Se realmente acreditamos nas palavras de Deus, viveremos isso no dia a dia. As palavras de Deus não são meramente algo que lemos ou pensamos, mas algo que fazemos. Crença, fé e confiança devem ter mãos e pés – os nossos! Life Application Study Bible Kingsway.
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“Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas” (v.7).
As últimas palavras de Tiago nos exortam a olhar para o presente século. O Espírito Santo havia lhe revelado os piores problemas e as maiores necessidades dos últimos dias. Dentre os pecados perniciosos, as riquezas mal adquiridas e mal administradas são veementemente condenadas: “Tesouros acumulastes nos últimos dias” (v.3). Cristo mesmo já havia advertido: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a Terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam” (Mt.6:19). O tolo se esquiva de tais palavras, construindo celeiros maiores a fim de viver “regaladamente sobre a terra” (v.5). “Mas Deus lhe [diz]: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lc.12:20).
A má administração dos recursos que o Senhor nos dá, contudo, não será um mal maior do que o mau uso da língua. O julgamento parcial e o falso testemunho são fortes artimanhas malignas a fim de enfraquecer e destruir o povo de Deus. No sofrimento e na paciência, os profetas de Deus “perseveraram firmes” (v.11) no caminho do Senhor. E dois nomes em particular surgem no texto como modelo a ser considerado: Jó e Elias. A “paciência de Jó” (v.11) redundou em um fim que nem ele mesmo esperava. Assim como a fé de Elias e sua vida de oração o tornou as primícias dos vivos que serão salvos no segundo advento de Cristo. Realmente, a vida destes dois servos de Deus tem muito a nos ensinar.
De todos os livros históricos do Antigo Testamento, o livro de Jó é o único que apresenta uma cena do mundo invisível, relatando um diálogo entre Deus e Satanás. O grande conflito é desvendado e temos uma visão mais clara da intensa luta entre o bem e o mal. Jó era um “homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal” (Jó 1:1), e ao contrário do que Satanás sugeriu, nenhuma dessas características dependia das circunstâncias, mas faziam parte de seu firme caráter, que foi provado “no sofrimento e na paciência” (v.10). Já Elias, “era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos” (v.17). Sua confiança em Deus e vida de oração lhe renderam um ministério singular de restaurar a verdadeira adoração em Israel.
Nestes dois servos, encontramos algo em comum que será encontrado no remanescente dos últimos dias: a perseverança. Jesus assegurou: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13). Mesmo ante as dificuldades extremas que os assolaram, preservaram a firme esperança na vinda de Cristo. Foi com inequívoca certeza que Jó declarou: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a Terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-Lo-ei por mim mesmo, os meus olhos O verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim” (Jó 19:25-27). Jó representa a classe de justos que será despertada do sono da morte no grande Dia do Senhor. Elias, que em vida “subiu ao céu num redemoinho” (2Rs.2:11), representa a classe de justos vivos que será transformada “num abrir e fechar de olhos, ao ressoar a última trombeta” (1Co.15:52).
Não sabemos se estaremos vivos ou não quando Cristo vier “sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mt.24:30). É por isso que o nosso tempo de oportunidade se chama Hoje: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). “Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração. Está alguém alegre? Cante louvores” (v.13). Que a nossa vida glorifique ao Senhor, e certamente Ele atenderá as nossas súplicas. Como Jó intercedeu por seus amigos e Elias orou para que chovesse, oremos uns pelos outros, até recebermos “as primeiras e as últimas chuvas” (v.7) do Espírito Santo. Seja este o nosso lema até o fim: “Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor” (Rm.14:8).
Pai amado, Tu és o dono do ouro e da prata e tudo o que possuímos, seja pouco seja em fartura, das Tuas mãos queremos Te devolver. Senhor, muitos estão dormindo e não querem ser despertados da ilusão de uma vida regada a prazeres e avareza. Não queremos cair neste engano de uma falsa segurança e nem sermos injustos com ninguém. Não queremos acumular tesouros nestes últimos dias. Mas almejamos os tesouros do Céu. Almejamos o Lar, o lindo e eterno Lar! Pai, dá-nos paciência a fim de sermos perseverantes até o fim como foi Teu servo Jó e Teu servo Elias. Derrama sobre nós o Teu Espírito como chuva serôdia! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, justos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Tiago5 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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TIAGO 5 – O tema do sofrimento é amplamente abordado em Hebreus, Tiago e I Pedro, cada um oferecendo perspectivas diferentes, mas complementares, sobre o propósito e a resposta ao sofrimento na vida cristã.
Em Hebreus 11 encontramos os heróis da fé, mostrando que os fiéis do Antigo Testamento sofreram, mas perseveraram firmes na fé. Isso incentiva os crentes a correrem com perseverança a corrida da fé (Hebreus 12:1-3).
• Teologicamente, Hebreus vê o sofrimento como meio de refinamento, preparação e identificação com Cristo (Hebreus 2:10; 5:8-9). Sofrer como cristão não é sem propósito, pois leva à maturidade e à esperança final na glória (Hebreus 12:4-13).
Tiago enfatiza a realidade das provações e como elas devem ser encaradas com alegria porque produzem perseverança e maturidade espiritual (Tiago 1:2-4). Tiago 1:12 promete bem-aventurança àqueles que suportam provações com fidelidade, pois receberão a coroa da vida.
Tiago 5:7-11 refere-se a Jó para mostrar como a paciência no sofrimento leva à manifestação da compaixão e misericórdia de Deus. Assim, Tiago ensina que o sofrimento tem propósito educativo e formador: Fortalecer a fé e preparar cristãos para uma recompensa eterna.
• O tema central de I Pedro é o sofrimento dos cristãos perseguidos. Pedro os instrui a encararem a dor como parte da identidade em Cristo e um meio de glorificar a Deus.
Tiago 5:1-6 traz uma forte advertência contra os ricos opressores, que acumulam riquezas de forma injusta e exploram os pobres. Essa seção contrasta com as instruções dadas aos sofredores no restante do capítulo (vs. 7-20) e serve como lembrete de que Deus julgará aqueles que causam sofrimento aos outros.
Enquanto os justos são chamados à paciência e à oração, os orgulhosos opressores são advertidos sobre a destruição vindoura. Embora os fiéis sofram neste mundo corrompido, injusto e cruel, Tiago revela-nos que Deus não é indiferente ao nosso sofrimento e que a justiça divina será plenamente estabelecida. “Sejam também pacientes e fortaleçam o seu coração, pois a vinda do Senhor está próxima. Irmãos, não se queixem uns dos outros, para não serem julgados. O Juiz já está às portas!” (Tiago 5:8-9).
Como cristãos, devemos orar pelos enfermos ungindo-os, testemunhar e auxiliar os que se desviam da verdade. Quanto mais fizermos, mais salvos alcançaremos para o Céu.
Diante disso, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: TIAGO 4 – Primeiro leia a Bíblia
TIAGO 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/tg/4
Nosso destino eterno depende de um fator principal: o caráter do nosso coração. Vamos colocar Deus em primeiro lugar? Vamos escolhê-lO?
Tiago fala sobre ter que escolher entre Deus e o mundo. “Adúlteros, vocês não sabem que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Quem quer ser amigo do mundo faz-se inimigo de Deus.” Tiago 4: 4.
Deus quer que o escolhamos. Se os desejos de nosso coração giram em torno de nós mesmos, isso se manifestará por meio de nossas ações. O orgulho é uma batalha constante assim como a questão do egoísmo. Tiago 4:6 nos diz “Mas ele nos concede graça maior. Por isso diz a Escritura: ‘Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes’”
Para que realmente entendamos a palavra de Deus, temos que nos humilhar e vir até Ele. As repreensões e julgamentos de Cristo não produzirão o devido efeito se não nos humilharmos. O orgulho em nosso caráter nos coloca em uma mentalidade em que acreditamos que somos superiores. Nenhuma de nossas melhores ações e realizações pode chegar perto do caráter de Deus. Submeta-se a Deus e a Seus planos Ele o libertará do orgulho.
Anna Drozdov
Estudante, Academia Adventista dos Grandes Lagos, Michigan, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jas/4
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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781 palavras
1-3 Precisamos fazer esta pergunta a nós mesmos: “Qual a origem das brigas, guerras e contendas?” (v. 1). Este comportamento conflituoso começa dentro de nós e está diretamente relacionado a nossos desejos (v. 2). Pelo fato de querermos certas coisas e não as alcançarmos, não importa o quão duro trabalhemos, nos sentimos amargos ou derrotados. Então discutimos e expressamos raiva. Por outro lado, existem coisas que desejamos que o Senhor nos conceda, mas não nos preocupamos em pedir a Ele, então não as conseguimos. Às vezes, até nos lembramos de pedir ao Pai Celestial por nossos desejos, mas Ele não concede nossos pedidos porque pedimos pelas razões erradas (v. 3). Pedimos egoisticamente. [Robin Pratt, em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/06/10/]
1 De onde. O apóstolo fala dos males específicos dentro da igreja, produto de línguas desenfreadas e corações facciosos. A causa de toda divisão e contenda é o egoísmo (Tg 3:14). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 579.
Nos vossos membros. Referência ao corpo propriamente dito ou à igreja. A despeito da interpretação, o egoísmo que constantemente busca reconhecimento e satisfação é a fonte de todo conflito pessoal que, com frequência, leva a discussões. CBASD, vol. 7, p. 579.
3 Não recebeis. Respostas à oração dependem tanto da natureza dos pedidos quanto do espírito com que se pede (Lc 11:9). CBASD, vol. 7, p. 580.
4 Amizade do mundo. Isto é, amizade com o mundo. O principal objetivo do “mundo” é satisfazer o desejo de complacência pessoal. O evangelho convida o ser humano a servir ao próximo. Entre o espírito e a prática do “mundo” e o da igreja deve haver uma diferença marcante (I Jo 2:15). CBASD, vol. 7, p. 580.
6 Graça. Do gr. charis (Rm 3:24). Devido ao amor de Deus por Seu povo, continuamente se renova e se amplia entre eles a graça para habilitá-lo a resistir às tentações mundanas. Aquele que, com sinceridade ora pela graça, estará constantemente desenvolvendo o caráter cristão. Deus pede obediência completa, mas também provê força suficiente para nos capacitar a obedecer (Hb 4:16). CBASD, vol. 7, p. 581.
7 Sujeitai-vos. Tiago dá início a uma série de dez imperativos, aos quais todo membro de igreja sujeito ao perigo de se tornar “amigo” do mundo (v. 4) faria bem em atentar. Para que Deus conceda Sua “graça”, (v. 6) os “humildes” devem estar dispostos a submeter sua vontade ao plano divino. Submissão implica confiança plena de que todos os desígnios de Deus são para o bem (Hb 12:9). CBASD, vol. 7, p. 581.
8 Purificai as mãos. Purificar as mãos simboliza a remoção da culpa (ver Dt 21:6; Sl 24:4; 26:6; 73:13; Mt 27:24; ver com. de Is 1:15, 16). CBASD, vol. 7, p. 582.
Ânimo dobre. Do gr. dipsuchos, literalmente “duas almas”. Essa palavra descreve bem o vacilante do v. 6 [de Tiago 1]. Sua mente está dividida entre a sedução dos prazeres terrenos e a vontade de ser totalmente fiel a Deus. … A lealdade deve ser completa. CBASD, vol. 7, p. 551, 582.
10 Humilhai-vos. Ver Mt 11:29; 23:12; Tg 1:9. Tiago resume desta forma as várias admoestações sobre a lealdade completa à vontade de Deus. Para quem é honesto consigo mesmo, sua deplorável condição produz um espírito humilde diante de Deus, que está sempre disposto a perdoar (Is 57:15). CBASD, vol. 7, p. 582.
11-12 Não devemos tomar parte em fofocas contra os nossos amigos e familiares. Qualquer um que fala falsidades contra seus irmãos ou irmãs nas suas costas para destruir sua reputação está assumindo o papel de juiz. Quando fazemos isso, estamos nos colocando não só acima da lei de Deus, mas acima do próprio Deus. [Robin Pratt, em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/06/10/.]
11 Não faleis mal. Ou, “parai de falar mal” ou “deixai de difamar”. Tiago deixa de se ocupar dos deveres dos membros da igreja para com o Senhor, a quem professam servir, e condena alguns males específicos que prejudicam a igreja. A falta de humildade perante Deus inevitavelmente leva a uma falta similar perante o semelhante. A prática de criticar os irmãos de fé revela flagrante egoísmo e se torna fonte de dissensão na igreja (Tg 3:2-6). CBASD, vol. 7, p. 583.
14 E logo se dissipa. Isto é, a vida humana começa a desaparecer quase tão logo quanto se inicia. Como o vapor, a vida pode se dissipar repentinamente. CBASD, vol. 7, p. 584.
16 Pretensões. Do gr. alazoneiai, “alardes”. Está implícita a confiança presunçosa na esperteza, habilidade e força. Esses membros que confiavam em si mesmos agiam como se o futuro estivesse nas mãos deles e seu êxito dependesse de sua capacidade. CBASD, vol. 7, p. 584.
17 E não o faz. Aqueles que são apenas “ouvintes” e não “praticantes” mostram que sua religião é “vã” (Tg 1:23, 26). Uma pessoa de fé pervertida confia apenas no conhecimento e prova sua falsidade quando evita atos que o crente sincero faria com alegria (Tg 2:17, 20, 26). Esta também é uma repreensão para quem negligencia o estudo da Palavra de Deus, tendo em vista que mais conhecimento aumentaria sua obrigação pessoal. CBASD, vol. 7, p. 585.