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“Porque os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os Seus ouvidos estão abertos às suas súplicas, mas o rosto do Senhor está contra aqueles que praticam males” (v.12).
Os conselhos matrimoniais contidos neste capítulo não definem um casamento perfeito, mas incidem luz sobre os cônjuges dispostos a viver as orientações deixadas por Deus. Em uma igreja em ascensão, era comum que muitas mulheres aceitassem a mensagem do evangelho quando já casadas. E diante do desafio de permanecer firmes na fé, Pedro as exortou não a encher os ouvidos de seus maridos incrédulos com discursos religiosos, mas a conquistá-los “por meio do procedimento” (v.1). Um “honesto comportamento cheio de temor” (v.2) era, e continua sendo, o melhor método evangelístico, principalmente dentro de casa.
Uma mulher temente a Deus, trajada “de um espírito manso e tranquilo” (v.4) não significa, contudo, uma mulher desleixada, mas cuja beleza interior reflete no exterior. Seu foco não está em exibir o que é corruptível, mas em respeitar seu marido e esperar em Deus (v.5). Sara é citada como exemplo de submissão e de esposa idônea. “Pela fé”, ela “recebeu poder para ser mãe, não obstante o avançado de sua idade, pois teve por fiel Aquele que lhe havia feito a promessa” (Hb.11:11). Sua confiança foi honrada, assim como o Senhor tem honrado toda mulher que nEle confia. Também o marido, herdeiro “da mesma graça de vida” (v.7), deve desempenhar sua função levando em consideração os sentimentos de sua esposa, tratando-a com dignidade, para que suas orações não sejam interrompidas (v.7).
Do relacionamento conjugal, Pedro avançou para o relacionamento fraternal. Como filhos e filhas de Deus, fomos chamados para abençoar, ainda que tenhamos de “sofrer por causa da justiça” (v.14). Viver em paz com os outros não significa ser conivente com suas más ações, e sim praticar “o que é bom” (v.11), mesmo que o retorno não seja positivo. “Porque, se for da vontade de Deus, é melhor que sofrais por praticardes o que é bom do que praticando o mal” (v.17). Noé e sua família tiveram de suportar as mais cruéis perseguições e zombarias, mas permaneceram firmes no propósito de fazer a vontade do Senhor. Através do idoso pregador, Jesus “pregou aos espíritos em prisão” (v.19), ou seja, aos antediluvianos presos nas trevas do pecado. Estiveram frente a frente com a verdade que liberta (Jo.8:32), enquanto “a longanimidade de Deus aguardava” (v.20). Escolheram, porém, recusar o último chamado de Deus e “poucos, a saber, oito pessoas, foram salvos, através da água” (v.20).
Amados, “ainda que venhais a sofrer por causa da justiça, bem-aventurados sois” (v.14). Simplesmente segui a prática do bem e a paciência, “santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós […] com mansidão e temor, com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam contra vós outros, fiquem envergonhados os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo” (v.15-16). Confiem que, da mesma forma que o Senhor Se manifestou em defesa de Moisés: “como, pois, não temestes falar contra o Meu servo, contra Moisés?” (Nm.12:8), assim Ele Se levantará para fazer justiça aos Seus servos atuais.
Portanto, não paguem o “mal por mal ou injúria por injúria, antes, pelo contrário”, bendizei os que vos amaldiçoam, “pois para isto mesmo fostes chamados, a fim de receberdes bênção por herança” (v.9).
Nosso Pai amado, bendito seja o Senhor, que por Sua Palavra nos fala, nos exorta, nos repreende e nos instrui na justiça! Ajuda-nos, mediante o agir do Espírito Santo, a sermos homens e mulheres tementes a Ti e que bem Te representem. Abençoa os casamentos do Teu povo! Abençoa os relacionamentos da Tua igreja! E abençoa os que nos maldizem, pois assim o Senhor nos orienta a fazer! Esvazia o nosso coração do nosso eu, e enche-o do Teu amor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, praticantes do bem!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#1Pedro3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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I PEDRO 3 – No capítulo anterior, o apóstolo ensinou que o cristão deve abandonar atitudes pecaminosas como maldade, falsidade, hipocrisia, inveja e maledicências – fofocas, difamações, calúnias, etc.
Além de ter tratado da vida cristã como contínuo amadurecimento espiritual, também abordou a identidade cristã – que deve ser refletida num comportamento distinto da sociedade secular/pagã. Isso inclui orar a todos, amar os irmãos na fé, temer a Deus e respeitar os governantes.
Dando continuidade à identidade cristã, I Pedro 3 inicia revelando que a esposa deve ser submissa ao marido, especialmente se este for descrente, para ganhá-lo sem palavras, apenas pelo comportamento diferenciado.
• Para tanto, a mulher cristã deve entender que o verdadeiro adorno não deve ser o exterior do corpo, mas o interior – com um espírito manso e tranquilo.
Em I Pedro 3:7, o apóstolo orienta diretamente aos maridos cristãos, destacando a importância de um relacionamento conjugal fundamentado no respeito e na compreensão. Numa sociedade que frequentemente desvaloriza a mulher, Pedro salienta que, no matrimônio cristão, a esposa deve ser tratada com honra – com alta consideração.
• Isso é tão sério que o mau tratamento à esposa afeta a comunhão do marido com Deus!
I Pedro 3:1-7 mostra que o relacionamento conjugal tem impacto direto na vida espiritual, pois um matrimônio pautado em desrespeito torna-se obstáculo na comunhão com Deus.
No restante do capítulo, Pedro volta a tratar do sofrimento do cristão. Aqui, o sofrimento por fazer o bem é tratado como uma oportunidade de testemunho, destacando que aqueles que sofrem por causa da justiça são bem-aventurados e devem responder com mansidão e temor, confiando na vitória final de Cristo.
Em sua carta, Pedro apresentou o sofrimento como uma experiência inevitável para os cristãos, mas que possui um propósito redentor. Por isso, ele encoraja os cristãos a verem suas provações como meio de purificação da fé – comparando-as ao ouro refinado no fogo – e, ressalta a esperança viva na herança incorruptível em Cristo (capítulo 1). No capítulo 2, Pedro reforça a ideia de suportar as injustiças com paciência, apontando para o exemplo de Cristo, que sofreu sem revidar, confiando plenamente em Deus.
• Assim, “Pedro enfatiza os sofrimentos e a exaltação de Jesus como exemplo para nós (2:21-25; 3:18-22)” (Bíblia Andrews).
Portanto, reavivemo-nos mesmo em meio ao sofrimento! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: I PEDRO 2 – Primeiro leia a Bíblia
I PEDRO 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1pe/2
“Respeite a todos.” Minha leitura deste texto é moldada pela lembrança que tenho de ouvir o teólogo Miroslav Volf falar sobre essa frase bíblica em uma conferência alguns anos atrás. Foi um daqueles momentos em que um trecho da Bíblia que, de outra forma, seria facilmente passado por alto ganhou vida com as implicações transformadoras de uma ordem aparentemente simples.
Imagine como nosso mundo, nossas igrejas e nossas comunidades poderiam ser diferentes se levássemos a sério essa ordem divina! Como isso poderia transformar as interações com outras pessoas? Como nossos relacionamentos podem ser afetados? Como novos relacionamentos podem ser criados? Como nosso evangelismo e testemunho podem ser moldados por adotarmos a prática do respeito?
O fato de estarmos alicerçados em Jesus – “a pedra que os construtores rejeitaram” – nos possibilita aceitarmos de bom grado a recomendação: “Tratem todos com respeito e amem seus irmãos em Cristo.” (1 Pedro 2:17 NVT).
Significa que procuramos incentivar todas as pessoas no bom trabalho que fazem.
Significa que procuramos incluir o maior número possível de pessoas na comunidade, missão e ministério da igreja.
Significa que podemos dar o nosso melhor, ao trabalharmos juntos para amar os outros e compartilhar a esperança que temos.
Significa que nossa primeira atitude como cristãos é servir uns aos outros e a todos do nosso mundo.
Nathan Brown
Escritor e editor, Signs Publishing Company, Melbourne, Austrália
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1pe/2
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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423 palavras
1 Leite. Isto é, os princípios elementares, fundamentais do evangelho (ver com. de Hb 6:1, 2). CBASD, vol. 7, p. 611.
4 Rejeitada. As pessoas olharam para Cristo e O examinaram. Entretanto, entenderam que Lhe faltavam as qualidades desejadas no Messias, por isso O rejeitaram como salvador. A nação judaica fez essa escolha e vários indivíduos de muitas nações fizeram o mesmo desde então (cf. At 4:11). CBASD, vol. 7, p. 611.
5 Pedras que vivem. O apóstolo aplica aos crentes o mesmo termo que usou para se referir a Cristo (v. 4). Cada cristão é uma pedra viva por causa da união com o Cristo vivo. Sem conexão vital com Jesus Cristo ninguém pode ter via santa (ver com. de Jo 6:51, 57; 15:1-6) nem expectativa de vida eterna (ver com. de Jo 14:19). CBASD, vol. 7, p. 612.
Sacerdócio santo. Pedro se refere ao fato de todos os cristãos desfrutarem liberdade de acesso a Deus em virtude da obra de mediação realizada por Cristo e, por isso, não necessitam de mediador humano (ver com. Hb 4:16). O sacerdócio se caracteriza não só pelo acesso direto a Deus, mas também pela santidade, separação do mundo, por privilégios e obrigações especiais. Os remidos serão “sacerdotes de Deus e de Cristo” durante o milênio (ver com. de Ap 20:6). CBASD, vol. 7, p. 612.
Sacrifícios espirituais. Isto é, sacrifícios caracterizados por um espírito de amor e devoção a Deus, em contraste com os sacrifícios animais do sistema ritual que havia passado a significar pouco mais do que a conformidade com a forma. Somente aquele que adoram ao Senhor “em espírito e em verdade”(João 4;23, 24) podem oferecer sacrifícios “agradáveis a Deus”. Os motivos e as atitudes são a prova da sinceridade (ver com. de Mt 20:15; comparar com os sacrifícios de Caim e Abel, ver com. de Gn 4:4, 5). CBASD, vol. 7, p. 612.
Agradáveis a Deus. O sacrifício vivo de uma vida dedicada sempre é “agradável a Deus”(ver com. de Sl 51:16, 17; Rm 12:1). CBASD, vol. 7, p. 612.
9 Sacerdócio real. No papel de sacerdotes, os cristãos devem oferecer a Deus “sacrifícios espirituais” (1Pe 2:5); também devem se apresentar como sacrifícios vivos (ver com. de Rm 12:1), um corpo de crentes consagrados ao Senhor. Eles não necessitam de sacerdote humano como mediador diante de Deus, pois só há um mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo (ver com. de Hb 7:17; 7:24-28; cf. Hb 4:16). CBASD, vol. 7, p. 614.
25 Pastor. Este termo sugere o cuidado e a proteção de Cristo por Suas ovelhas (ver com. de Jo 10:11). Nos muros das catacumbas, trabalhos artísticos dos primeiros cristãos retratam Jesus como pastor. CBASD, vol. 7, p. 620.
Bispo. Do gr. episkopos, “supervisor”, “superintendente”, “guardião”(ver vol. 6, p. 12, 25; ver com. de At 20:28). CBASD, vol. 7, p. 620.
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“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (v.9).
Antes do início de qualquer construção, é realizada uma fase de limpeza. O solo precisa ser preparado e estar livre de toda sujeira que possa atrapalhar. Só então estará pronto para receber o alicerce que irá sustentar toda a edificação. Assim é em nossa vida espiritual, amados. Quando nos despojamos “de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências” (v.1), preparamos o solo do nosso coração para ser edificado em Cristo Jesus como casa espiritual, a fim de sermos Seu sacerdócio santo (v.5). Foi quando os discípulos resolveram suas divergências e uniram-se em oração, que tornaram-se aptos para receber o poder do Espírito Santo e serem testemunhas de Jesus. Onde há contendas e invejas, difamações e ruins suspeitas, não há “crescimento para salvação” (v.2), nem tampouco o poder do Espírito.
Fomos chamados, como “povo de Deus” (v.10), para proclamarmos “as virtudes” de Cristo (v.9). “Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma, mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios” (v.11-12). O mundo precisa de servos e servas de Deus como Daniel, que quando observado pelos inimigos, não pôde ser acusado, “porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa” (Dn.6:4). “Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos” (v.15). Pois “todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nEle é divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus” (1Jo.3:9).
Eis o resumo da “ópera”, amados: “Tratai todos com honra, amai os irmãos, temei a Deus, honrai o rei” (v.17). A vida de Jesus foi a perfeita sinfonia e não houve sequer uma nota dissonante, pois Ele “não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em Sua boca” (v.22). Em Sua incomparável obra pelo resgate da raça caída, “quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-Se Àquele que julga retamente” (v.23). Fomos chamados para seguirmos os Seus passos (v.21) e, como Ele, suportar a injustiça, retribuindo sempre o mal com o bem. O apóstolo Paulo também escreveu aos romanos: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm.12:21).
Pelas chagas de Cristo fomos sarados (v.24). Pela morte mais injusta sobre a face da Terra, nos foi garantida a justiça eterna que nos habilita para o Céu. Tendo em mente que foram os nossos pecados que pregaram o corpo de Jesus “sobre o madeiro” (v.24), vivamos “como servos de Deus” (v.16), praticando o bem ainda que retribuídos com o mal. A hora de maior provação se aproxima. E isso exigirá de nós a fé e a perseverança que possuía a igreja cristã primitiva. Tertuliano, um líder cristão muito respeitado que viveu entre o primeiro e o segundo século, escreveu o seguinte a fim de fortalecer um grupo de cristãos que estavam há muito tempo na prisão: “Os pés não sentem as correntes quando a mente está no Céu” (Que Falem os Primeiros Cristãos, p. 55).
Eu não sei quanto a vocês, mas essa frase me impactou profundamente. “Os pés não sentem as correntes quando a mente está no Céu”. Mas ela define bem a fé inabalável daqueles homens e mulheres dispostos a seguir na senda ensanguentada do Príncipe Emanuel. Que com o coração alicerçado em Cristo Jesus, nossas palavras e atitudes sejam luz para a glória do Pai, pelo poder do Espírito Santo. Se assim perseverarmos a cada dia, o Senhor nos sustentará nos dias finais e ficará muito claro diante do Universo, que Deus ainda tem um povo para chamar de Seu.
Pai Santo e Bendito, graças Te damos pelo sangue do Cordeiro, que lava as nossas vestes e as alveja, a fim de sermos Teu sacerdócio santo! Graças Te damos por nosso Salvador Cristo Jesus, que por Sua maravilhosa graça nos remiu e por Teu Espírito que nos santifica mediante a Tua Palavra! Senhor, purifica o nosso coração e dá-nos a mente de Cristo! Enche o nosso coração do Teu amor, de maneira que possamos Te contemplar a cada dia, e pela contemplação, sermos transformados à Tua imagem. Firma o nosso coração em Ti, de forma que não importa o que aconteça, a nossa mente esteja no Céu. Nós confiamos em Ti e oramos no maravilhoso nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo de propriedade exclusiva de Deus!
Rosana Garcia Barros
#1Pedro2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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I PEDRO 2 – Em meio a um mundo que muitas vezes nos rejeita e não nos compreende, encontramos em Cristo a nossa Rocha, o nosso Refúgio Seguro. Pedro mostra claramente que Jesus é nossa esperança, nossa força e nossa inspiração. E, como pedras vivas, unidas em Seu amor, podemos construir um lindo legado de fé, esperança e amor, que transcende o tempo e a eternidade.
Como pedras vivas, somos moldados e lapidados pelo Espírito Santo, encaixando-nos perfeitamente no projeto divino. Somos escolhidos, valorizados e honrados, como parte do sacerdócio real, uma nação santa, um povo exclusivo de Deus. Como resposta, nossa missão é proclamar as grandezas dAquele que nos chamou das trevas para Sua maravilhosa luz (I Pedro 2:4-8, 18-25).
Para isso, através de Pedro, somos incitados a abandonar a malícia, o engano, a hipocrisia, a inveja, a maledicência, como quem se desfaz de roupas velhas e sujas. Em contrapartida, somos chamados a ansiar pelo leite espiritual puro, a Palavra de Deus, que nos nutre e nos faz crescer de verdade na vida espiritual (I Pedro 2:1-3, 11-17).
Não podemos esquecer que somos uma pedra bruta, rude e sem forma, encontrada em meio a um campo vasto e pedregoso. Assim éramos nós, antes de sermos tocados pela graça divina. Mas, então, o Mestre Construtor, Jesus Cristo, nos encontrou e nos convidou a fazer parte de algo grandioso: a construção de um templo espiritual, uma casa feita de pedras vivas – onde Ele habita.
Neste templo, Jesus Cristo é a Pedra Angular, a base sólida sobre a qual tudo se sustenta. Ele é a Pedra rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa para Deus. E nós, como pedras vivas, somos chamados a refletir a Sua luz e a manifestar a Sua glória em todos os aspectos da sociedade em que estamos inseridos (I Pedro 2:11-21).
I Pedro 2:4-10 “não tem nenhuma ordem em relação à igreja, apenas uma descrição desta; todo o parágrafo doutrinário [deste texto] é composto de indicativos, embora cercado de imperativos. O propósito dessa descrição eclesiológica era encorajar a igreja em meio aos desafios que enfrentava (perseguição, mau comportamento, desânimo, apostasia, etc.), a fim de que a igreja agisse em conformidade com a sua identidade” explica Heber Campos Jr.
Reavivemos nossa identidade espiritual! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: I PEDRO 1 – Primeiro leia a Bíblia
I PEDRO 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1pe/1
Ao longo deste capítulo, há um contraste recorrente entre o temporário e o eterno. Os crentes, aos quais a carta é dirigida, são estrangeiros, residentes temporários e exilados no mundo, enquanto aguardam sua herança eterna. As provações que eles experimentam são apenas temporárias, mas há uma grande alegria pela frente e algumas delas podem ser experimentadas mesmo agora, mesmo em meio às provações atuais. Houve aqueles que não entenderam as realidades da obra de Deus e do Seu amor, mas agora Jesus foi totalmente revelado. Nossas vidas humanas são frágeis e passageiras, mas uma vida baseada na Palavra de Deus durará para sempre.
Definidas desta forma, as comparações são nítidas. O apóstolo está questionando seus leitores sobre como eles estão investindo suas vidas, energia e atenção. Não faz sentido dar prioridade a coisas que simplesmente não duram. As escolhas que vêm por seguir Jesus muitas vezes não são as opções mais fáceis, mas são as mais valiosas, as mais duradouras, as mais reais. As histórias, os ensinamentos e as promessas de Jesus nos dão uma visão de longo prazo e uma perspectiva diferente para pensar acerca de nossas vidas e escolhermos viver de maneira diferente.
Nathan Brown
Escritor e editor, Signs Publishing Company, Melbourne, Austrália
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1pe/1
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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311 palavras
1 Em sua saudação, Pedro se dirige aos cristãos que vivem fora da Palestina como “peregrinos” ou “estrangeiros”, com a implicação de que esta terra é apenas temporária enquanto o céu é o lar permanente dos fiéis a Jesus. Nossa fidelidade é obtida através do poder de Deus, que nos concede uma “esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (v. 3 NVI). Cindy Tutsch, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/06/12/.
Dispersão. Literalmente, “da Diáspora” (ver com. de Jo 7:35). A palavra “diáspora” (ver vol. 5, p. 47, 48) é usada desde aquela época para se referir aos judeus dispersos entre as nações fora da Palestina. Entretanto, não se restringe a esse significado específico. Paulo classificava cristãos e gentios espalhados pela região do Mediterrâneo como membros da “diáspora”. CBASD – Comentário Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 600.
2 Eleitos. Do gr. ekletoi, literalmente, “os escolhidos” (ver com. de Rm 8:33). Os cristãos são aqui considerados escolhidos porque haviam atendido ao chamado de Deus (sobre eleição e salvação, ver com. de Rm 8:29). CBASD, vol. 7, p. 600.
13 Revelação. Do gr. apokalupsis (cf. v. 5, 7). Nessa passagem, Pedro define a caminhada cristã como a realidade crescente da presença de Jesus Cristo, uma comunhão aprofundada que ultrapassa a mais íntima das amizades terrenas. Dia a dia, a vida e a obra do Salvador serão cada vez mais reveladas ao filho de Deus, até que a “revelação”final ocorra na segunda vinda. Os que o adorarão quando O virem são os que já O conhecem nesta vida. CBASD, vol. 7, p. 601.
22 Amor fraternal. Do gr. philadelphia (ver com. de Rm 12:10). A obediência à verdade deve resultar deve resultar em amor pelos irmãos (ver com. de Jo 13:34; IJo 2:9-11; 3:10-18). CBASD, vol. 7, p. 608.
Não fingido. Do gr. anupokritos, “sem disfarce”, “sem hipocrisia”. CBASD, vol. 7, p. 608.
Amai-vos. Do gr. agapaō, afeição governada pela razão e pelo entendimento, na busca do melhor para a pessoa amada (ver com. de Mt 5:43; Jo 21:15). CBASD, vol. 7, p. 608.