Reavivados por Sua Palavra


Jeremias 1 by Jeferson Quimelli
2 de maio de 2014, 0:00
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Comentário devocional:

Alguns anos atrás me encontrei em uma situação semelhante à de Israel no momento em que o livro de Jeremias foi escrito.

Eu fui criado na Zâmbia e na Zimbábue, na África, e também na Indonésia por pais missionários adventistas. Desde os meus primeiros anos, havia aprendido a importância de buscar a direção de Deus. Como os israelitas  no deserto, eu havia testemunhado respostas milagrosas à oração, inclusive durante uma guerra pela independência da Rodésia. Com a idade de 15 anos voltei para minha terra natal, quando meus pais americanos se mudaram de volta para os Estados Unidos.

Algum tempo depois, inconformado com o que eu achava serem os restritivos limites da lei de Deus, cortei todos os laços com Deus e com a idade de 23 anos saí de casa e fui morar na Rússia.

No entanto, dez anos depois eu percebi que a vida sem Deus é pior. Então eu comecei a buscar a vontade de Deus, pela primeira vez na minha vida. Amargamente, olhei para trás para os 33 anos perdidos e me perguntei se Deus ainda teria alguma utilidade para mim.

As palavras de Deus a Jeremias parecia que tinham sido escritas só para mim: “Antes de formá-lo no ventre eu o escolhi, antes de você nascer, eu o separei e o designei profeta às nações” (Jeremias 1:5 , NVI).

Antes de cada um de nós crescermos no ventre de nossa mãe, Deus já nos conhecia. Antes de nascermos, Deus nos abençoou e convidou-nos a partilhar uma mensagem de arrependimento do pecado e de esperança em Seu breve retorno .

Ore comigo: 
“Querido Deus, obrigado por antecipar minha existência antes de meus pais inclusive pensarem em ter um filho. Obrigado por me abençoar no ventre de minha mãe. Abençoe-me hoje enquanto procuro compartilhar sua mensagem de arrependimento e esperança através de minhas atividades comuns. Que minhas ações sejam um sermão vivo a Seu respeito. Amém.

Andrew McChesney
Jornalista na Rússia

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/1/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Jeremias 1



Isaías 64 by Jeferson Quimelli
29 de abril de 2014, 0:00
Filed under: Amor de Deus, cuidado de Deus | Tags: ,

Comentário devocional:

O profeta Isaías, na seção compreendida entre 63:11 a 64:7 do seu livro, lança um olhar retrospectivo para a história de Israel lembrando como Deus fielmente tem guiado o Seu povo (63:13,14) e como, de bom grado, Ele ajuda aqueles que alegremente fazem o certo e obedecem aos Seus caminhos (64:5). O profeta está cheio de admiração pelo caráter de Deus. “Desde os tempos antigos ninguém ouviu, nenhum ouvido percebeu, e olho nenhum viu outro Deus, além de ti, que trabalha para aqueles que nele esperam” (v. 4 NVI; ver tb 1Co 2:9).

Isaías lembra, também, quão teimoso Israel tem sido e se sente mortificado pelo modo como esta nação tem agido para com o seu terno e paciente Deus. “Em Seu amor e em Sua misericórdia Ele os resgatou; foi Ele que sempre os levantou e os conduziu nos dias passados. Apesar disso, eles se revoltaram e entristeceram o Seu Espírito Santo. Por isso Ele Se tornou inimigo deles e lutou pessoalmente contra eles.” (Is 63:9,10 NVI).

A experiência de Israel ilustra a condição moral da humanidade como um todo. “Somos como o impuro [leproso] – todos nós! Todos os nossos atos de justiça são como trapo imundo [trapos que cobriam o corpo em decomposição do leproso]. Murchamos como folhas, e como o vento as nossas iniqüidades nos levam para longe. Não há ninguém que clame pelo teu nome, que se anime a apegar-se a ti…” (Is 64:6-7, NVI).

Então ocorre uma mudança no discurso. O profeta, de repente, intercede em nosso favor. Ele pede para Deus Se lembrar! “Lembre-se, Senhor”, diz ele, “Tu és o nosso Pai. Nós somos o barro; Tu és o oleiro” (v.8 NVI), somos mortais frágeis e mesmo nossos melhores atos não são nada além de “trapo imundo” (v.6 NVI). Por três vezes ele lembra o Senhor: “Tu és nosso Pai” (63:16 a, b; 64:8); lembra também que Ele é nosso criador (v.8) e que Seu nome, desde o início, é “Redentor” (63:16). 

Como Moisés, Isaías implora a Deus para não desistir de seu povo, para não esconder Seu rosto deles (v.7), mesmo que seja só por causa do Seu nome e reputação (63:14; 64:10,11).

Quando nos sentimos distantes de Deus, podemos clamar como Isaías: “Não te ires demais, ó Senhor! Não te lembres constantemente das nossas maldades. Olha para nós! Somos o teu povo! … Ficarás calado e nos castigarás além da conta?” (v. 9,12 NVI). Em resposta às nossas humildes súplicas já conhecemos de antemão a promessa de Deus: “Antes de clamarem, eu responderei; enquanto ainda estiverem falando eu os ouvirei” (65:24 NIV). Que conforto e segurança nos traz o amoroso, justo e misericordioso Deus a quem servimos em Sua Palavra!

Aleta Bainbridge
Sydney, Austrália

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/64/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Isaías 64



Isaías 59 by Jeferson Quimelli
24 de abril de 2014, 0:00
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Comentário devocional:

Este capítulo é composto de duas seções: as más notícias e as boas notícias. 

Primeiro, vamos às más notícias: Todos nós somos pecadores, culpados de quebrar a lei de Deus. Isaías fala acerca da enorme força que o pecado exerce sobre nós e da devastação que ele causa em nossos relacionamentos, especialmente nosso relacionamento com Deus. O pecado nos separa do Criador (v. 1-3). 

Ao longo dos tempos os seres humanos têm tentado encobrir seus pecados sob o disfarce de rituais religiosos. Antes que possamos apreciar a Salvação, responder a ela, ansiar por ela, temos de perceber como o pecado é horrível. Isaías 59 retira a máscara para revelar a maldade insidiosa e desesperada do coração humano. 

No entanto, vemos neste capítulo dois grupos de pecadores. O que os torna diferentes?

As pessoas descritas nos versos 4-8 são aqueles que rejeitam a Deus desafiadoramente. O profeta de Deus se afasta deles. São aqueles cujos pecados intencionais se endureceram em maldade. Eles não tem paz (v. 8).

Por outro lado, vemos um grupo de pessoas que reconhecem que são pecadores mas se entristecem por causa disso. Isaías se inclui no segundo grupo, assim como Esdras e Daniel o fizeram. “… buscamos claridade, mas andamos em sombras …, tateamos como quem não tem olhos … são muitas as nossas transgressões diante de ti, e os nossos pecados testemunham contra nós“ (v. 9-12a NVI). Não há, aqui, justiça própria ou negação da verdade. Eles pararam de fingir e admitem: “Não temos sido fiéis, temos nos revoltado contra ti e nos afastado de ti, o nosso Deus. Temos falado de crimes e de revoltas e temos feito planos para enganar os outros” (v. 13 NTLH).

Agora, as boas novas: para estes é estendida a promessa de Jesus: “Bem-aventurados os que choram” por seus pecados “porque serão consolados” (Mt 5:4 ARA).

Existe justiça nessa terra? O veredito do “Justo Juiz da Terra” é: “Não!” E temos que concordar! Não é preciso viver muito tempo neste planeta para percebermos que a vida não é justa. Quatro vezes neste capítulo (v. 4, 9,11,14), e muitas vezes ao longo do livro, Isaías lamenta este fato: a sociedade não tem mispat. Esta palavra hebraica para a justiça representa o modo como as coisas deveriam ser em uma sociedade governada por Deus e obediente à Sua Lei do Amor – o modo como Ele na criação planejou que as coisas fossem. A desobediência resulta num espírito de ilegalidade, de falta de justiça, de separação de Deus (e dos outros) que é representado por palavras como revolta, iniquidade, transgressão e pecado. 

Deus fica consternado, cheio de fúria divina, quando vê o estado do homem nas garras deste inimigo cruel chamado pecado; quando vê a luta agonizante que Seus filhos têm consigo mesmos. Ele decide então ajudar a humanidade a qualquer custo (v. 15b, 16). Nosso Poderoso Guerreiro vem pessoalmente em nosso socorro. Ele usa a arma mais drástica e poderosa de todas – o amor! Na forma do Servo Sofredor que usa sua própria armadura (v.17; Ef 6:10-18), Ele vence de forma surpreendente: ele próprio fornece justiça e salvação para o livramento de Seu povo, restabelece a justiça e a misericórdia como o fundamento de Seu trono e com vingança e zelo castiga e destrói o mal (v. 17, 18).

Louvai ao Senhor, todos os povos reverenciem o Seu nome para sempre (v.19)! A aliança de Deus com o homem é eterna. Sua intervenção e envolvimento com os assuntos dos homens nunca cessam. Em todas as épocas Deus tem pessoas guiadas pelo Espírito, que proclamam a sua palavra (v.21). Com Deus, a libertação nunca será apenas uma coisa do passado; Sua maior intervenção ainda está por vir quando Ele exterminará o mal completamente e dará início ao seu reino de glória.

Aleta Bainbridge
Sydney, Austrália

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/59/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Isaías 59 



Isaías 53 by Jeferson Quimelli
18 de abril de 2014, 0:00
Filed under: Amor de Deus | Tags:

Comentário devocional:

Escrever sobre esse capítulo me faz tremer. Quem pode dizer uma palavra sobre as profundezas da dor sofrida por Jesus, como servo de Deus, em favor dos pecadores? Anos atrás, ao ler sobre o que o Filho de Deus passou por mim na cruz [O Desejado de Todas as Nações, p. 755-756] e meditar sobre a profundidade do amor de um Deus santo e justo, chorei compulsivamente. Como pode ser possível Deus amar de tal maneira  pecadores como nós? Ao longo dos anos, devo ter pregado mais de 3.000 vezes, mas o sermão que mais toca as pessoas, em minha opinião, é quando prego sobre Isaías 53. 

Isaías 53 é o quarto dos Cânticos do Servo deste livro (além de 42:1-9, 49:1-13 e 50:4-11). Ele é composto por cinco seções, três versos cada, começando com Isaías 52:13. Foi sobre essa passagem que Jesus fez perguntas aos rabinos com a tenra idade de 12 anos. Foi a meditação sobre Isaías 53 que trouxe a Ele a primeira luz da Sua missão como substituto para a humanidade pecadora. Esta é a passagem que o etíope estava lendo que lhe desvendou o mistério do Messias,  graças ao oportuno estudo bíblico feito por Filipe (Atos 8:26-40). Este é o capítulo que, nas palavras de um conhecido evangelista aos judeus, “mais do que qualquer outro tem sido usado por Deus para trazer o povo judeu a Si mesmo.” Ele tem a ver com a essência da missão de Jesus e Sua morte substitutiva na cruz pela humanidade. O Novo Testamento cita esta parte mais do que qualquer outra do Antigo Testamento (Marcos 15:17, João 10:11; 12:37, Rm 3:25 a 4:25, 2 Coríntios 5:21; Fil 2:9).

O relatório de boas notícias de Isaías 52:7 é recebida com incredulidade: “Quem creu em nossa pregação?” (Is 53:1 ARA), Isaías exclama. Os seres humanos rejeitaram o Filho de Deus porque Ele não apresentava a beleza de um príncipe ou “qualquer … majestade que nos atraísse, nada havia em sua aparência para que o desejássemos” (v.2 NVI). Jesus foi desprezado e rejeitado ao longo de toda a Sua vida, não apenas durante o Seu julgamento e crucificação. Ele realmente está familiarizado com a tristeza e o pesar (v.3). Quando sentimos que o mundo está contra nós, não devemos esquecer que ele também estava contra Jesus. Por experiência própria, Ele certamente se identifica com nossos sentimentos.

O que se pode dizer sobre o que Jesus fez por nós? Ele levou sobre Si “nossas enfermidades” e suportou “nossas dores” (v. 4 ARA). Ele foi ferido por causa das nossas transgressões e “esmagado por  causa de nossas iniquidades” (v. 5 NVI) . Ele foi “eliminado da terra dos viventes”, e pelas nossas transgressões “Ele foi golpeado” (v.8 NVI). Ele foi feito “oferta pelo pecado” em nosso benefício (v.10 ARA), e ” derramou a Sua alma na morte” ( v.12 ) por você e por mim.

Quando penso nas muitas vezes que tenho ignorado ou desconsiderado esse , grande sacrifício feito em meu favor, não consigo compreender por que Ele ainda continua se importando comigo. Mais ainda, este infinito amor mostrado na cruz tanto preenche a alma que ela fica a ponto de explodir, se não fosse a misericordiosa mão de Deus que mede Seu  esmagador amor em doses que podemos receber. Clamamos, com o autor de um poema escrito há mil anos atrás: “Oh, amor de Deus, quão rico e puro! Quão imensurável e forte!”

Leia Isaías 53. Leia-o novamente, e de novo. Não podemos permanecer os mesmos quando contemplamos o amor infinito de Deus por Seus inimigos (Rom 5:10). Há muitos anos escrevi esta citação em minha Bíblia, pois quero mante-la bem vívida em minha mente até ve-lo em glória: “Aquele que contempla o incomparável amor do Salvador, será elevado no pensamento, purificado no coração, transformado no caráter. Sairá para servir de luz ao mundo, para refletir, em algum grau, este misterioso amor” (O Desejado de Todas as Nações, p. 661).

Que seja assim comigo, Senhor Jesus.

Ron E M Clouzet
Seminário da Universidade Andrews, EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/53/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Isaías 53