Reavivados por Sua Palavra


Hebreus 2 – Comentários Selecionados

1 Importa que nos apeguemos, com mais firmeza. Ou, “prestemos mais atenção”. É o Filho, o próprio Deus, que tem falado. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 431.

3 Tão grande salvação. É grande pelo fato de Deus ser o autor da mesma e por causa do custo, a vida do Filho de Deus. A salvação é grande por sua realização: a renovação do corpo, alma e espírito, e a exaltação da humanidade a um lugar no Céu. CBASD, vol. 7, p. 432.

5 O mundo que há de vir. Uma referencia ao reino da glória que será inaugurado no segundo advento de Cristo. CBASD, vol. 7, p. 433.

10 Conduzindo muitos filhos à glória. Assim como Cristo foi glorificado após a humilhação, Sua morte expiatória resulta na glorificação de todos os que creem. O título é escolhido para mostrar a relação entre Cristo, o Filho, e Seus irmãos redimidos. CBASD, vol. 7, p. 434.

13 Que Deus Me deu. Em sua oração antes da experiência do Getsêmani, Cristo Se referiu oito vezes aos discípulos como Lhe tendo sido dados por Deus. Ele não atribuiu honra a Si mesmo, mas deu glória a Deus pelo resultado de Sua obra. CBASD, vol. 7, p. 435.

15 O pavor da morte. Esta é a condição dos não redimidos. Milhões são escravos do pecado e anseiam por libertação. Temem o presente, o futuro, a vida e a morte. Existe esperança, conforto ou libertação? Sim, porque Cristo destruiu o poder de Satanás e aboliu a morte. CBASD, vol. 7, p. 436.

16 A descendência de Abraão. Aqui, provavelmente sinônimo de “ser humano”. A descendência mencionada é a espiritual. CBASD, vol. 7, p. 436.

17 Em todas as coisas. Cristo devia Se tornar homem tão completa e plenamente que nunca se pudesse dizer que Ele desconhecia qualquer tentação, tristeza, provação ou sofrimento pelos quais as pessoas passam. CBASD, vol. 7, p. 437.

Sumo Sacerdote. O tema de Cristo como sumo sacerdote é introduzido aqui e detalhado à frente (Hb 3; 5; 7-10). CBASD, vol. 7, p. 437.

18 Tendo sido tentando. Do gr. peirazo, “testar”, “provar”, “tentar”. A natureza humana de Cristo sentiu a força da tentação. Caso contrário, Ele não teria entendido a luta terrível de um pobre pecador poderosamente tentado a ceder. Cristo foi tentado em todos os aspectos “à nossa semelhança” (Hb 4:15). Na verdade, Ele sofreu sob a tentação. O cálice não foi removido, apesar de sua oração. Ele precisava bebê-lo. CBASD, vol. 7, p. 437.

Poderoso em socorrer. Ou, “capaz de ajudar”. Ao resistir com sucesso à tentação e suportar pacientemente o sofrimento, Cristo venceu o tentador. Agora, lutamos com um inimigo derrotado. A vitória de Cristo é a nossa vitória. CBASD, vol. 7, p. 437.



Tito 2 – Comentários Selecionados
22 de maio de 2015, 1:00
Filed under: Cartas de Paulo | Tags: , ,

1 Fala. Paulo descreve a tarefa tripla de Tito: (1) organizar a igreja e familiarizar os irmãos de Creta com essa organização, (2) refutar os que ensinavam doutrinas falsas e arruinavam a moral da igreja e (3) comunicar a verdade do evangelho com clareza e precisão. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 386.

2 Constância. Do gr.  hupomone. “fortaleza’, “resistência” (Rm 5:3) qualidades que sempre devem ser mantidas. CBASD, vol. 7, p. 387.

3 Mulheres idosas. O cristianismo elevou o status da feminilidade a uma posição até então desconhecida. No entanto, essa nova condição exigia um compromisso correspondente das mulheres cristãs. Elas deviam cumprir o propósito original de Deus como baluartes de ternura e devoção. Deviam definir o padrão de pureza e devoção para o lar e os filhos, tanto para os seus próprios quanto para os vizinhos pagãos. CBASD, vol. 7, p. 387.

6 Criteriosos. Talvez Tito, sendo jovem, fosse mais bem-sucedido no aconselhamento aos de sua idade. CBASD, vol. 7, p. 388.

11 Graça. Do gr. charis. Somente pela graça de Deus podem os homens idosos, as mulheres idosas, as moças, os rapazes, Tito e os escravos assumir as responsabilidades de sua posição particular na vida. Todos os mandamentos de Deus são acompanhados por Sua graça, que capacita o crente a cumprir os propósitos divinos. CBASD, vol. 7, p. 389.

Todos os homens. A todos são oferecidas oportunidades suficientes para a salvação, mas a obstinada recusa de muitos em aceitar a graça de Deus resulta em morte eterna. CBASD, vol. 7, p. 389.

12 Educando. A graça salvadora não só ajuda as pessoas a eliminar as práticas pecaminosas, mas leva a cultivar hábitos novos e dignos. Essa instrução diária de Deus pode ser descrita como o processo de santificação. CBASD, vol. 7, p. 389.

14 Exclusivamente Seu. Do gr. periousios, “escolhido”, isto é, por Deus para Si mesmo. CBASD, vol. 7, p. 391.

Zeloso. Enquanto aguarda o segundo advento, a igreja deve cumprir a missão, designada no passado à nação judaica, de revelar os princípios do governo de Deus por palavras e atos. CBASD, vol. 7, p. 391.

15 Despreze. Tito devia apresentar seus ensinos de maneira tão convincente que seus ouvintes não pudessem ignorar o que ele pregava nem perder a confiança por achar seus argumentos destituídos de lógica. CBASD, vol. 7, p. 391.



Tito 1 – Comentários Selecionados
21 de maio de 2015, 17:16
Filed under: Cartas de Paulo | Tags: , ,

1 Pleno conhecimento. Do gr. epignosis. Paulo se refere não só à compreensão intelectual, mas a um conhecimento experimental do evangelho. Com base na fé, o conhecimento é construído e fortalecido. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 381.

2 Vida eterna. A vida eterna é a meta do ministério de Paulo e o objetivo do verdadeiro cristão, que constrói sua vida sobre os princípios da verdade. CBASD, vol. 7, p. 381.

5 Presbíteros. A nomeação de presbíteros incluía a cerimonia de ordenaçãoCBASD, vol. 7, p. 382.

6 Filhos crentes. Ou seja, filhos que sejam cristãos e que, por seu comportamento, demonstrem lealdade aos princípios cristãos. CBASD, vol. 7, p. 382.

8 Domínio de si. Esta é uma pedra angular apropriada às qualidades positivas a serem exercidas. Pelo fato de uma boa qualidade poder ser prejudicada pelo excesso, o domínio próprio em todas as coisas é um requisito para a bem-sucedida liderança da igreja. CBASD, vol. 7, p. 383.

13 Severamente. Assim como o bisturi do cirurgião corta o tecido doente, em benefício da preservação da saúde, as palavras e a disciplina de Tito e dos anciãos cretenses deveriam cortar o que expunha o bem-estar da igreja ao perigo. CBASD, vol. 7, p. 385.

14 Fábulas judaicas. A pratica judaica de interpretar o AT pelo método alegórico obscurecia a verdade e gerava especulações e conflitos. Esse método agradava o coração, mas deixava a mente estéril. As fabulas judaicas davam origem a contendas e não mantinham o poder regenerador do Espirito Santo. CBASD, vol. 7, p. 385.

Mandamentos de homens. A igreja crista sempre enfrentou o problema de ensinos falsos que se apresentam como verdades. Satanás sempre faz mais danos ao avanço da verdade, trabalhando dentro da igreja do que atacando-a de fora. CBASD, vol. 7, p. 385.

15 Mente. Os “impuros e descrentes” têm a mente governada pelos desejos não santificados (Rm 12:2). CBASD, vol. 7, p. 385.

Consciência. O discernimento do certo e errado fica entorpecido quando a pessoa se entrega a desejos não santificados. Sob essas circunstâncias, a consciência não pode funcionar de forma eficaz. Como uma bússola defeituosa, ela deixa de ser um guia preciso e confiável. CBASD, vol. 7, p. 385.

16 São abomináveis. A pretensa fé dos mestres religiosos corrompidos e dos membros da igreja “insubordinados” constituía uma ofensa aos olhos de Deus. Seria melhor que tais pessoas nunca tivessem ouvido falar do cristianismo. CBASD, vol. 7, p. 385.



II Timóteo 4 – Comentários Selecionados
20 de maio de 2015, 11:04
Filed under: Cartas de Paulo | Tags: , , , ,

1 Conjuro-te. Paulo dá início à exortação final dirigida a seu jovem colaborador, Timóteo. O capítulo está pleno da linguagem do coração. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 364.

2 Prega. Paulo começa a lista de deveres e, com fervor, pede a Timóteo que a cumpra. CBASD, vol. 7, p. 365.

3 Haverá tempo. O apóstolo estava pensando na grande apostasia prestes a envolver a igreja e que continuaria a ameaçá-la até a segunda vinda de Cristo. CBASD, vol. 7, p. 366.

5 Sê sóbrio. Paulo exorta Timóteo a buscar em primeiro lugar aquela calma e o equilíbrio que o prepararão para lidar com qualquer dificuldade que sobrevenha. O ensino correto da verdade exige uma atitude sóbria e tranquila. CBASD, vol. 7, p. 367.

6 Partida. Paulo fala de sua esperada execução, comparando sua morte ao desarmar de um acampamento ou à saída de um navio do porto. CBASD, vol. 7, p. 367.

7 Combati. O compromisso de Paulo de ser embaixador de Cristo envolvia uma vida de combate constante contra as forças do mal, humanas ou demoníacas. O apóstolo usava bem “toda a armadura de Deus”, enquanto resistia bravamente “contra as astutas ciladas do diabo” (Ef 6:11). CBASD, vol. 7, p. 367.

11 Marcos. Este versículo revela o ministério bem-sucedido de alguém a quem Paulo havia anteriormente considerado um fracasso, bem como o espírito magnânimo de Paulo, que não havia guardado ressentimento contra Marcos por causa de seu fracasso anterior (At 13:13). CBASD, vol. 7, p. 369.

17 Pregação. Enquanto era julgado, Paulo teve a oportunidade de pregar o evangelho, assim como ele havia feito perante Félix e Agripa. CBASD, vol. 7, p. 370.

Boca do leão. Os comentaristas geralmente consideram que o apóstolo aqui cita o Salmo 22:21 e que suas palavras devem ser entendidas em sentido figurado, que simplesmente expressam um grande perigo. Alguns sugerem que ele se refere à ira  de Satanás, que foi incapaz de silenciar seu intrépido testemunho da verdade. CBASD, vol. 7, p. 371.

22 Convosco. Este pronome no plural indica que essas palavras se aplicam a toda igreja. CBASD, vol. 7, p. 371.



Colossenses 3 – Comentários Selecionados
1 de maio de 2015, 0:00
Filed under: Cartas de Paulo | Tags: , , ,

1 Buscai. Isto é, formar o hábito de buscar, como indica o grego (Mt 6:33). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 205.

4 Cristo, que é nossa vida. Jesus não é apenas o autor da vida cristã e o objetivo final dos esforços humanos; Ele também é a fonte diária de força e orientação para os filhos e filhas de Deus e a garantia da vida futura imortal. A vida do cristão é inseparável de Cristo. CBASD, vol. 7, p. 206.

10 Que se refaz. Melhor, “que está sendo renovado”, a forma grega da palavra indica um processo contínuo. A palavra traduzida como “renovada” enfatiza novidade em qualidade. A imagem se refere ao desenvolvimento gradual no pleno conhecimento de Deus. O crescimento é o produto e a evidência na vida natural e na espiritual. O poder do Doador da vida é o único meio de se manter o crescimento. CBASD, vol. 7, p. 207.

13 Perdoai-vos mutuamente. No relacionamento entre cristãos não deve ser habitual apenas a longanimidade ou domínio próprio em palavras ou ações, mas também deve ser normal desconsiderar interiormente as faltas, os erros ou a fraqueza dos outros.  Isso é perdão verdadeiro. CBASD, vol. 7, p. 208.

15 Sede agradecidos. Ser agradecido é um dever cristão. A gratidão a Deus pode ser assemelhada ao solo em que floresce a tenra planta da paz. CBASD, vol. 7, p. 209.

17 Dando por Ele graças. O louvor deve acompanhar tudo o que o cristão pensa e faz. CBASD, vol. 7, p. 210.

22 Temendo ao Senhor. Ele é o mestre principal. Seus princípios impelem os cristãos por onde quer que andem a agir reconhecendo que o Senhor é o único a quem devem prestar contas. CBASD, vol. 7, p. 211.

25 Receberá. Paulo se refere ao juízo final, quando o mestre opressor e o escravo infiel receberão a recompensa pela conduta injusta. CBASD, vol. 7, p. 206.



Filipenses 3 – Comentários Selecionados
27 de abril de 2015, 5:27
Filed under: Cartas de Paulo | Tags: , ,

1 Segurança. As admoestações paulinas eram para a segurança dos filipenses, que estavam expostos a perigos. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 152.

8 Sublimidade. Literalmente, “excepcionalidade”. Paulo percebeu que o conhecimento pessoal de Cristo sobressaia em valor a todas as outras realizações. CBASD, vol. 7, p. 154.

10 Sofrimentos. Aquele que esta unido com Cristo e experimenta a operação do poder de Sua ressurreição inevitavelmente compartilha os sofrimentos de Cristo. CBASD, vol. 7, p. 156.

15 Tenhamos esse sentimento. Literalmente, “pensar assim” ou “ter esta mente”. O apóstolo chama todos os crentes maduros a ter a mesma atitude que ele tem em relação ao crescimento cristão. Paulo admoesta a continuar progredindo com o propósito de ganhar o prêmio. CBASD, vol. 7, p. 158.

18 Inimigos da cruz. Se estas pessoas fossem inimigas declaradas da cruz ou se negassem que Cristo morreu para fazer expiação pelo pecado, não seriam perigosas para a igreja. No entanto, eles professavam ser seguidoras do Salvador, enquanto sua vida demonstrava que eram estranhas ao poder do evangelho. A mente estava nas coisas terrenas e “a amizade do mundo é inimiga de Deus”. Uma vida imoral é inimizade para com a cruz, porque Cristo morreu para nos fazer santos. CBASD, vol. 7, p. 159.

21 Todas as coisas. A transformação dos corpos e caracteres humanos é apenas uma manifestação do poder soberano de Cristo. Sua obra total abrange a sujeição de todas as fases da criação ao governo divino. CBASD, vol. 7, p. 160.



Filipenses 1 – Comentários Selecionados
25 de abril de 2015, 1:00
Filed under: Cartas de Paulo | Tags: , , , , , ,

1 Servos. Do gr. douloi. Alguns sugerem que ao aplicar esse termo a si mesmo, Paulo podia ter em mente a prática grega frequente de se libertar um escravo ao comprá-lo para um dos deuses. Uma transação de negócios fictícia era arranjada, e o escravo deveria pagar ao tesouro do templo seu preço de compra, dinheiro que ele teria poupado. O proprietário e o escravo iam juntos ao templo. O senhor recebia o preço de compra, e o escravo era supostamente vendido para o deus. Assim, o escravo se tornava propriedade particular daquele deus. Contudo, para fins práticos, ele estava livre. Paulo se considerava de Cristo comprado por preço. Sabia que não pertencia a si mesmo, pois fora comprado por Cristo, que o amava e por ele dera a vida. Essa compra não era ilusória, mas uma realidade viva. Ele estava sob pleno controle do Mestre. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 125.

6 Aquele que começou. Isto é, Deus. O apóstolo espera que seus conversos lembrem que Deus é o autor da salvação deles. CBASD, vol. 7, p. 126.

12 Coisas que me aconteceram. Paulo assegura aos filipenses que seu confinamento tem resultado em bênçãos, em vez de prejuízos. Os filipenses deviam compreender que, pela providência de Deus, as provas estavam sendo utilizadas para fazer a pregação do evangelho avançar. Como ocorre com frequência, a ira das pessoas termina por produzir glória para Deus. CBASD, vol. 7, p. 128.

15 Inveja e porfia. Ou, “inveja e rivalidade”. O apóstolo não menciona a causa da rivalidade. Mesmo em Roma devia haver um partido que tinha ciúmes da influência de Paulo; e, supostamente, sua prisão seria uma boa oportunidade para diminuir a influência de Paulo e fortalecer a posição deles. Paulo estava aprisionado, e eles tinham acesso ao povo. Os opositores podiam até concordar com Paulo na doutrina, mas procuravam prejudica-lo com inimizade. Como esses homens professavam pregar a Cristo, era difícil discernir os motivos deles. CBASD, vol. 7, p. 129.

18 Sempre me regozijarei. O regozijo de Paulo não era apenas momentâneo. Ele continuaria a se regozijar nos pregadores opositores assim como se alegraria na pregação daqueles que a faziam de boa vontade. CBASD, vol. 7, p. 130.

21 Lucro. O cristão não tem nada valioso para perder diante da morte, mas tem muito a ganhar. Ele perderá tentação, provação, labuta e tristeza, e ganhará, na ressurreição, a imortalidade. CBASD, vol. 7, p. 132.

30 Combate. Do gr. agõn, “uma competição”, expressão utilizada para competições atléticas ou entre gladiadores. Aqui se refere a conflitos com o inimigo. Os filipenses estavam enfrentando perseguições semelhantes ás que sobrevieram a Paulo. CBASD, vol. 7, p. 135.



Efesios 6 – Comentários Selecionados
24 de abril de 2015, 1:00
Filed under: Cartas de Paulo | Tags: , ,

1 Filhos. O apóstolo faz uma transição natural de maridos e esposas para filhos. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1154.

Obedecei. Isto é mais forte do que a palavra “sujeitai-vos”, que é usada para expressar a relação da mulher para com o marido (Ef 5:22), e indica uma relação diferente. Em toda a Escritura, a desobediência aos pais é tratada como um dos piores males (Rm 1:30; 2Tm 3:2). A obediência por parte dos filhos é razoável e justa. O bebê, ao nascer, é o mais indefeso de todos os seres e, durante anos, depende completamente do amor e ternura dos pais. Não pode haver vida em uma família sem a obediência dos filhos, pois a criança não é competente para julgar o motivo de certas formas de ação. Ainda mais importante, a criança desobediente aos pais certamente será desobediente a Deus, pois não conhece as disciplinas e restrições essenciais ao crescimento cristão. A palavra “obediência” não soa agradável aos ouvidos modernos, mas os que se ressentem dela como uma “imposição” devem assumir sua parcela de culpa pelo alarmante aumento da delinquência juvenil nos últimos tempos. CBASD, vol. 6, p. 1154.

4 Pais. O termo pode ser usado,genericamente para incluir pais e mães. No entanto, a primeira responsabilidade para a disciplina geralmente recai sobre o pai e, além disso, os pais com frequência precisam seguir esse conselho mais do que as mães. Às vezes, as mães tendem a ser indulgentes, e os pais, à severidade. CBASD, vol. 6, p. 1155.

Não provoqueis. Este conselho negativo é essencial para que a necessária obediência dos filhos se apoie em uma base moral. A passagem paralela de Colossenses dá o motivo para esta exortação: “Para que não fiquem desanimados” (Cl 3:21). A presente condição de baixa autoridade paterna, por vezes, se origina de posturas injustas e irritantes, até mesmo brutais cometidas pelos pais sobre os filhos, especialmente os indesejáveis. Muitas vezes, os filhos são considerados “perturbadores da paz” do lar, um aborrecimento. Outra causa comum de ressentimentos entre os filhos são as exigências caprichosas e incoerentes de alguns pais. Até mesmo obediência exterior é obtida por meios violentos, à custa da honra e do respeito. CBASD, vol. 6, p. 1155.

Admoestação. Do gr. nouthesia, “colocar na mente”. Esta palavra implica instrução ou disciplina que se transmite por meio da palavra, em forma de advertência. A admoestação ou conselho incentiva a criança quando está correta e avisa quando procede de forma errada. Tem sido seriamente sugerido por alguns educadores que a criança deve ser deixada para formar suas próprias ideias e convicções religiosas, uma vez que é injusto impor a religião a ela quando está despreparada para pensar por si mesma. Este raciocínio é enganoso, pois é impossível a uma criança crescer sem nenhum tipo de convicção religiosa. Se os pais ou responsáveis não instruírem seus filhos na verdade, alguém vai instruí-los no erro. Não há neutralidade nessa questão. CBASD, vol. 6, p. 1156.

8 Certos. O escravo pode ter a certeza de que sua vida e seus atos são observados pela Providência, e que as recompensas que sobrevêm a outros também serão suas. As grandes promessas de ordem espiritual são para todos os crentes. CBASD, vol. 6, p. 1157.

11 Revesti-vos. Paulo usa frequentemente a figura de “revestir-se”. Aqui, refere-se a colocar a armadura que protege o cristão. CBASD, vol. 6, p. 1159.

Toda a armadura. Do gr. panóplia“armadura completa”. A armadura é de Deus, porque Ele é o único que fornece cada equipamento em particular (Ef 6:14-17). O cristão é convidado a se revestir dela e lutar bravamente na batalha. Aquele que fez a armadura garante sua eficácia. CBASD, vol. 6, p. 1159.

Do diabo. Do gr. diabolos. Se o conflito fosse apenas com seres humanos, a necessidade da armadura não seria tão evidente, mas é preciso enfrentar as artimanhas e astúcias do diabo. As tentações que Cristo sofreu revelam as sutilezas dos métodos do diabo, sempre dirigidos para os pontos mais frágeis da pessoa. É muito mais fácil lidar com a hostilidade aberta do que com a fraude. A armadura de Deus é planejada para defender contra os ataques cheios de astúcia que, de outra maneira, destruiriam o guerreiro cristão. CBASD, vol. 6, p. 1159.

12 Dominadores deste mundo. Literalmente, “governantes do mundo das trevas deste século”. É evidente que Paulo se refere aos espíritos malignos, que exercem certo grau de autoridade sobre o mundo. CBASD, vol. 6, p. 1159.

22 Console. Paulo sabia o quanto seus leitores estavam preocupados com seu bem-estar e desejava aliviá-los de toda preocupação desnecessária, bem como mostrar-lhes como um cristão pode suportar os sofrimentos com alegria. CBASD, vol. 6, p. 1162.

24 Sinceramente. Literalmente, “em incorruptibilidade”. Em suas palavras finais, Paulo dirige a atenção dos leitores às realidades eternas. CBASD, vol. 6, p. 1163.



Efesios 4 – Comentários Selecionados
22 de abril de 2015, 1:00
Filed under: Cartas de Paulo | Tags: , , , , , ,

1 Rogo-vos, pois. Com este versículo começa o que pode ser denominado de seção prática da epístola, embora o apóstolo Paulo não considerasse a doutrina e a prática como aspectos separados da fé. A teoria e sua aplicação estão entretecidas na apresentação que Paulo faz do grande tema da unidade dos crentes. Porém, nesta seção são dadas exortações especiais sobre os deveres e privilégios cristãos, devido à graça recebida e às responsabilidades mútuas entre os irmãos. A ênfase aqui é colocada mais nos efeitos do que nas causas da vida espiritual. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1132.

2 Suportando-vos. Do gr. apechõ, “sustentar”. CBASD, vol. 6, p. 1133.

Em amor. A paciência somente se manifesta em um coração que ama. CBASD, vol. 6, p. 1133.

9 Regiões inferiores da terra. Pode-se entender este enunciado como se referindo à própria Terra, no qual “Terra” está ligada a “regiões inferiores”, ou a “inferno”, para onde se diz ter ido a alma de Cristo ao morrer. Esta última interpretação requer que a passagem seja referente à morte e ao sepultamento de Cristo. Foi a humilhação de Cristo que O levou à exaltação. Por meio dessa experiência, Ele Se tornou um sumo sacerdote compreensivo e eficaz, familiarizado com todas as vicissitudes da vida humana, inclusive com a morte. CBASD, vol. 6, p. 1134.

14 Agitados de um lado para outro. Literalmente, “atirados pelas ondas”. A falta de firmeza, muitas vezes associada à juventude, não deve ser a característica do crente, mas a paciência, a resistência e a estabilidade. Os que sempre buscam algo novo e são atraídos por ideias sensacionalistas, colocam uma base frágil para a vida da igreja. Da mesma forma, a especulação teológica e filosófica além dos limites legítimos produz instabilidade de crença e de caráter. CBASD, vol. 6, p. 1136.

Vento de doutrina. Paulo não menospreza a doutrina ou a teologia, como uma expressão sistematizada de conhecimentos a respeito de Deus, mas adverte contra a indecisão, incerteza e imprecisão que, com frequência, acompanham a reflexão teológica. Sem dúvida, ele também se refere à especulação ociosa que geralmente marca os debates religiosos. Os dois extremos são elementos perturbadores da vida da igreja. CBASD, vol. 6, p. 1136.

Artimanha. Literalmente, “jogo de dados”. Os “ventos de doutrina” são projetados para enganar, como quando um jogador ingênuo é vítima da astúcia de um trapaceiro. Não é apenas uma questão de acaso, pois os dados estão viciados; o que parece ser ensino de Cristo, em realidade não o é. CBASD, vol. 6, p. 1136.

17 Vaidade. Do gr. mataiotes. A ideia não é de presunção, mas de objetivos frívolos e vazios. O gentio sem Cristo vagueia sem objetivo, sem esperança, e descuidadamente. CBASD, vol. 6, p. 1137.

22 O velho homem. Esta expressão parece significar mais do que simplesmente antigos atos ou hábitos; inclui a própria mente e a natureza humana, de onde se originam os atos. O velho eu morre (Rm 6:6) e não deve reviver. CBASD, vol. 6, p. 1139.

25 Membros uns dos outros. A mentira tende a destruir a unidade da irmandade; o engano opõe um membro ao outro (ICo 12:15). Não pode haver verdadeira união entre as pessoas a não ser na base da absoluta confiança (Zc 8:16). CBASD, vol. 6, p. 1140.

26 Não pequeis. O texto grego indica que se trata de uma ordem. Esta advertência é feita para evitar que ira justificável produza reações de ressentimento pessoal, vingança e perda de domínio próprio. Alguém comentou que “às vezes, fazemos bem em demonstrar ira, mas temos confundido essas vezes”. CBASD, vol. 6, p. 1140.

Não se ponha o sol. Aqui está uma salvaguarda contra o abuso da indignação. Embora deva sempre haver indignação contra o pecado, o ressentimento acalentado é destrutivo. CBASD, vol. 6, p. 1140.

29 A que for boa. Não é suficiente que o cristão se abstenha da linguagem obscena. Suas palavras devem cumprir um propósito útil. Jesus advertiu contra o uso de palavras ociosas ou sem propósito útil (Mt 12:36). CBASD, vol. 6, p. 1141.

32 Perdoando. A bondade e a ternura são de pouco proveito, a menos que se expressem no espírito de perdão. A bondade pode ser meramente uma espécie de cortesia ou polidez, se não estiver disposta a dar o passo do perdão. O espírito de perdão é mais do que um ideal ou mesmo uma virtude, é uma decidida atitude do coração e da mente. O Senhor Jesus é o único modelo que devemos seguir (Mt 6:12; Lc 6:36). O perdão foi comprado a um preço infinito, porém, não custa nada ao pecador, exceto o sacrifício do orgulho pessoal de perdoar os outros. CBASD, vol. 6, p. 1142.



Efesios 2 – Comentários Selecionados

1 Mortos. O ser humano sofre algo mais do que desajustes sociais ou incômodos complexos. O seu estado é de morte espiritual. A situação de degradação humana é parecida com a morte física. Na morte, falta o princípio da vida, essencial ao crescimento e à disposição, e esta é precisamente a condição dos espiritualmente mortos. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1115.

2 O príncipe. Isto é, o diabo. Jesus o chama de príncipe deste mundo (Jo 12:31). Os racionalistas creem que Satanás seja apenas uma figura mitológica. O diabo está muito desejoso de que as pessoas creiam que ele não existe. Porém, as Escrituras o apresentam claramente como um ser real (Mt 4:3). CBASD, vol. 6, p. 1115.

Do ar. Provavelmente, significando os céus atmosféricos. A expressão pode destacar o fato de que os seres demoníacos são invisíveis e habitam o ar que rodeia o planeta. CBASD, vol. 6, p. 1115.

8. Pela graça […] mediante a fé. E a graça da parte de Deus e a fé da parte dos seres humanos. A fé aceita o dom de Deus. Somos salvos quando confiamos em Cristo e nos entregamos a Ele. A fé não é a causa da salvação, mas apenas o meio. CBASD, vol. 6, p. 1117.

12 Sem Cristo. Ou, “longe de Cristo”, separados dEle. Paulo não condena os gentios, apenas diz que, como estavam desconectados do Messias, careciam da fonte do poder regenerador. “Sem Cristo” é a antítese trágica da expressão tema repetida muitas vezes: “em Cristo”. CBASD, vol. 6, p. 1118.

14 De ambos fez um. Assim, já não há judeu nem grego, nem escravo nem livre (GI 3:28). CBASD, vol. 6, p. 1118.

Parede da separação. Literalmente, “parede divisória do muro”. A imagem pode ter sido tomada da barreira que no templo separava  o átrio dos gentios do pátio dos judeus. Além desse limite, nenhum gentio se atrevia a passar. CBASD, vol. 6, p. 1119.

15 Aboliu. Do gr. katargeõ, “cancelar”, “tornar nula e sem efeito”. Este verbo é utilizado em referência à figueira infrutífera que “ocupava inutilmente” (katargeõ) a terra (Lc 13:7) e também para a incredulidade que “torna nula” a fidelidade de Deus (Rm 3:3). CBASD, vol. 6, p. 1119.

Lei dos mandamentos. Geralmente, considera-se que se refere à lei cerimonial. É verdade que a lei cerimonial chegou ao fim na cruz, mas se deve lembrar que o sistema cerimonial, como Deus o deu, não se destinava a criar a inimizade que Paulo descreve nesta passagem. Foram a interpretação que os judeus lhe acrescentaram, as adições que lhe fizeram e as atitudes exclusivistas e hostis que adotaram, como resultado, que se tornaram a base da hostilidade. Os regulamentos adicionais, juntamente com as interpretações envolvidas, serviram para modificar a força e a função dos mandamentos originais ou então para anulá-los. O judaísmo, com seu sistema intrincado de mandamentos e decretos, perdera sua eficácia. Ao aceitar a Cristo e tendo sido removida essa barreira, os gentios, que estavam “longe”, foram “aproximados”. Porém, o término do sistema cerimonial judaico não significou a revogação de todas as leis que Deus havia dado aos judeus. A lei cerimonial, que apontava para Cristo, naturalmente, chegou ao fim quando Cristo cumpriu seus tipos. A lei civil judaica já havia se tornado sem efeito em grande parte com a perda da soberania nacional. Mas os preceitos morais, que são uma transcrição do caráter de Deus, são tão eternos quanto o é o próprio Senhor, e não podem ser revogados. Em todos os seus ensinos sobre o fim do sistema legal judaico, Paulo enfatizou que a lei moral não foi revogada (Rm 3:31). Falando do fim da circuncisão, Paulo teve o cuidado de acrescentar, “mas o que vale é guardar as ordenanças de Deus”. CBASD, vol. 6, p. 1119 e 1120.

22 Sendo edificados. Ou, “sendo construídos em conjunto”, indicando um processo contínuo, quando novos acréscimos são feitos à igreja. CBASD, vol. 6, p. 1122.