Reavivados por Sua Palavra


ISAÍAS 48
7 de julho de 2017, 1:00
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Comentário Devocional

Quando os exércitos de Nabucodonosor avançassem sobre Judá, aqueles seus filhos rebeldes não poderiam reclamar que Deus lhes havia deixado sem proteção. Há muito tempo, Ele já lhes tinha dito o que iria acontecer e por quê. Ele até lhes disse como lidar com a invasão (Jer 27:6-11).

Deve ter sido muito doloroso para o Senhor ver Seu povo não dar ouvido a Seus conselhos. “Desde a antiguidade o seu ouvido tem se fechado” (v. 8, NVI). Nada é mais mortal para a alma do que a teimosa recusa em ouvir a Deus e Sua vontade. “Se tão-somente você tivesse prestado atenção às minhas ordens”, diz Deus: “sua paz seria como um rio”. No entanto, “não há paz alguma para os ímpios” (v.18).

Quantas vezes perdemos a paz interior porque respondemos mais rapidamente às vozes das circunstâncias do que à voz segura do Senhor. Precisamos admitir que confiar em Deus não acontece naturalmente. Enquanto estivermos nesta terra, sempre teremos que escolher acreditar mais em Deus do que em nossos sentimentos. Mas todo o Céu estará do nosso lado!

Ron E M Clouzet
Pastor ministerial na Divisão Norte da Ásia e do Pacífico

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/48, https://www.revivalandreformation.org/?id=972 e http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/48/
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/04/13
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Isaías 48 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/



ISAÍAS 48 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
7 de julho de 2017, 0:55
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1 Ouvi isto. Isaías se dirige aos hipócritas de Israel, aqueles que professavam servir a Deus, mas na verdade faziam o que queriam (ver com. de Mt 6:2). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 288.

2 Da santa cidade tomam o nome. Esses traidores professavam ser cidadãos de Sião, mas o eram apenas no nome … Eles buscavam os benefícios que resultavam da lealdade a Deus, mas não estavam dispostos a pagar o preço da obediência (ver com. de Mt 7:21-27). Queriam todos os privilégios do discipulado, mas se recusavam a assumir as responsabilidades. CBASD, vol. 4, p. 288.

3 As primeiras coisas … anunciei. Não os pagãos, mas o infiel povo de Judá é chamado a reconhecer a presciência de Deus.  CBASD, vol. 4, p. 288.

De repente. Deus predisse esses eventos, mas os hipócritas infiéis foram pegos de surpresa (ver Mt 24:39). Em 1 Tessalonicenses 5:1 a 8, há um conselho semelhante para os que aguardam a vinda do Senhor. CBASD, vol. 4, p. 288.

5 O meu ídolo fez estas coisas. Israel tinha acabado de sair do Egito quando atribuiu sua libertação a um ídolo (Êx 32:4). CBASD, vol. 4, p. 288.

8 Eu sabia que procederias mui perfidamente. Deus conhecia o caráter perverso dos israelitas e sabia que não queriam acreditar e que, até o fim, tentariam justificar sua rebeldia. A seguir, ele apresenta uma série de predições incomuns, incluindo o cativeiro por vir, a missão de Ciro um século antes de sua época, a libertação do jugo babilônico e outros eventos que culminariam com a vinda do Messias. CBASD, vol. 4, p. 288, 289.

9 Por amor ao Meu nome. Por causa da perversidade …, o povo de Judá não merecia a misericórdia ou o favor de Deus. Sua queda, porém, traria opróbrio sobre seu santo nome, pois O considerariam caprichoso, vingativo e incapaz de cumprir seus próprios planos. O nome de Deus representa Seu caráter: um Deus “compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade” (Êx 34:6). CBASD, vol. 4, p. 289.

11 Por amor de Mim. Se não tivesse redimido Israel, o nome do Senhor teria sido profanado entre os pagãos. Deus restauraria os filhos de Israel, não por mérito deles, mas por Sua misericórdia. CBASD, vol. 4, p. 289.

16 Agora, o SENHOR Deus Me enviou a Mim e o Seu Espírito. De acordo com o contexto … Cristo é Quem fala. Foi Deus Quem enviou Jesus em Sua missão. Jesus tem estado com o Pai desde o início (Jo 1:1-3); mas, quando o Pai Lhe deu uma obra a realizar neste mundo de pecado, Ele deixou o Céu para cumpri-la (Jo 1;14; 3:34; 6:29, 57; 17:3, 4). Quando Jesus veio ao mundo como o Messias, Deus enviou o Espírito Santo para estar sobre Ele (Is 11:2; 42:1; 61:1-3; Mt 3:16; Lc 4:18-21; Jo 1:32, 33; At 10:38). Aqui são mencionados os três membros da Divindade (ver com. de Is 42:1). CBASD, vol. 4, p. 289.

17 Que te ensina o que é útil. Cristo veio para ensinar à humanidade os segredos da paz e das bênçãos … e guiá-la no caminho da vida eterna. CBASD, vol. 4, p. 289.

18 Ah! Se tivesses dado ouvido aos Meus mandamentos! Os mandamentos de Deus foram dados para guiar a humanidade nos caminhos da paz e da justiça (Sl 119:1, 2, 6, 9, 165; Pv 3:1, 2). Todas as leis de Deus são para o bem do ser humano, para guiá-lo no caminho da retidão e protegê-lo do pecado e do sofrimento. CBASD, vol. 4, p. 290.

19 Os teus descendente, como a areia. ver Gn 22:17; 32:12. A obediências resultaria numa descendência numerosa; mas a desobediência causaria extinção. CBASD, vol. 4, p. 290.

20 Saí da Babilônia. Esta é uma antecipação do tempo quando Deus chamaria Seu povo para sair de Babilônia [literal], a fim de não ter o mesmo destino dela (jr 50:8; 51:6, 45). Nos últimos dias, faz-se o mesmo convite urgente ao povo de Deus; contudo, com respeito à Babilônia espiritual (Ap 18:4). CBASD, vol. 4, p. 290.

22 Não há paz. Paz é o resultado seguro da justiça (ver com. de Is 32:17), e é completamente inatingível para os que andam nos caminhos do mal. No v. 18, a paz está associada à obediência aos mandamentos de Deus. Embora o ser humano busque a paz com sinceridade, não pode assegurá-la a não ser pelos meios instituídos por Deus. CBASD, vol. 4, p. 290.



ISAÍAS 48 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
7 de julho de 2017, 0:45
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ISAÍAS 48 – Ser negligente espiritual, relaxado na religião, morno na prática da fé, relapso no cumprimento da missão significa estar enredado nas teias do mal pensando que tudo está bem.

Os judeus se acomodaram em Babilônia, afrouxaram no propósito divino para eles e perderam o foco espiritual, que era a vinda do Messias. A única forma de resolver nossa apatia espiritual, nossa letargia religiosa e nossa indisposição para cumprir a missão resume-se em ouvindo a Palavra de Deus.

O capítulo em pauta foi divido por John N. Oswalt da seguinte forma:

ESCUTA AO SENHOR:
1. A palavra de Deus:
a) Coisas do passado (vs. 1-5).
b) Coisas novas (vs. 6-11).
2. Escuta-me:
a) O Senhor da eternidade e do tempo (vs. 12-16).
b) Se houvesses atendido (vs. 17-22).

“Seria de se pensar que os judeus estivessem ansiosos para deixar sua ‘prisão’ e voltar para sua terra, a fim de ver Deus fazer coisas novas e grandiosas por eles. Porém, haviam se acostumado com a segurança do cativeiro e se esquecido dos desafios da liberdade. Não é difícil para a igreja de hoje se acomodar com seu conforto e fartura. Deus pode nos colocar na fornalha [assim como enviou os judeus para o exílio] para nos lembrar de que estamos aqui para ser servos e não consumidores ou espectadores” (Warren W. Wiersbe).

Neste maravilhoso texto, “o Senhor se apresenta como Deus absoluto e eterno (o primeiro e também o último), o criador e sustentador do universo, o organizador de sua história, o Deus da profecia, e anuncia que suscitará alguém a quem ele ama (Ciro) para derrotar os babilônios e libertar o povo de Israel. Observe as três pessoas da Trindade no versículo 16: O Senhor Deus, Seu Espírito e a mim (i.e., Cristo). Aqui ocorre uma transição quase imperceptível de Ciro para seu antítipo, o Senhor Jesus Cristo” (William MacDonald).

Deus não nos quer estagnados numa forma exterior de religiosidade (v. 1) nem desviados da religião verdadeira (v. 5). Por isso, bondosamente, Ele oferece graça e anseia que abandonemos a Babilônia espiritual, isto é, os princípios, filosofias e práticas que não Lhe agradam (Apocalipse 18).

A obediência a Deus promove tudo o que a desobediência roubou. Paz e alegria são proporcionais à obediência. Obedeceremos? – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 47
6 de julho de 2017, 1:00
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Comentário Devocional

Isaías 47 descreve a queda de Babilônia. Se este capítulo soa familiar é porque muitas de suas frases, palavras e pedaços são também mostrados no livro do Apocalipse. Isaías e Jeremias falam da Babilônia histórica, enquanto Apocalipse refere-se à Babilônia espiritual no tempo do fim.

Uma das coisas mais intrigantes a respeito de Deus é como Ele usa os maus para cumprir Seus propósitos, em benefício de Seus filhos. Grande parte da miséria que nos cerca pode ser o meio que Deus usará para o nosso bem. Não é de admirar que sejamos aconselhados a não nos preocuparmos, pois ”a ansiedade é cega, e não pode discernir o futuro; mas Jesus vê o fim desde o começo. Em toda dificuldade tem Ele um caminho preparado para trazer alívio.” (O Desejado de Todas as Nações, p.330).

E agora, atente e aplique à sua vida o encerramento deste pensamento: “Os que aceitam como único princípio tornar o serviço e a honra de Deus o supremo objetivo, hão de ver desvanecidas as perplexidades, e uma estrada plana diante de seus pés.”

Fale para si mesmo as promessas de Deus até que você confie nEle.

Ron E M Clouzet
Pastor ministerial na Divisão Norte da Ásia e do Pacífico

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/47, https://www.revivalandreformation.org/?id=972 e http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/47/
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/04/12
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Isaías 47 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/



ISAÍAS 47 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
6 de julho de 2017, 0:45
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ISAÍAS 47 – Babilônia está novamente nos escritos do profeta Isaías. Antes de extrair preciosas lições de vida, considere esta análise:

“Segundo a tradição antiga, o profeta Isaías foi serrado em pedaços. Não podemos ter certeza da veracidade da tradição, mas sabemos que um dos primeiros feitos da alta crítica foi fazer algo parecido com sua profecia. A teoria de uma profecia dividida está ganhando tanto terreno que ninguém pode ter erudição se hesita em aceitar a autoria dupla de Isaías. Do capítulo 40 até o final, somos informados com cansativa repetição, temos uma passagem que não foi escrita por Isaías, mas por um profeta do exílio – o grande desconhecido” (J. Sidlow Baxter).

Mas, Isaías continua falando de Babilônia neste capítulo – tema que teve início nos capítulos 13, 14 e 21. Babilônia, que, inicialmente pequena, ao crescer, aumentou sua arrogância, crueldade, orgulho, egoísmo e amor à luxúria (vs. 1-8), recebeu a sentença divina (vs. 9-15).

O mesmo Isaías “passa a expandir agora o tema que mencionou brevemente em 13:10. O Senhor condena a astrologia da Babilônia, sua adoração as estrelas e sua apreciação pela magia (47:9-13)” diz Edouard Kitoko Nsiku. Sim, “o texto censura a crueldade da Babilônia (v. 6), sua arrogância (v. 7,8,10) e a sua devoção à astrologia e às práticas da magia (v. 12,13)”, explica David F. Payne.

“Estas coisas”, afirma Nsiku, “além de causarem a ira de Deus, não tem utilidade alguma. Para os babilônios, não serviram para protegê-los do julgamento de Deus (47:14-15)”.

A condenação da Babilônia seria a salvação do povo remanescente de Deus. Apesar das notas pessimistas, os humildes as entenderam como boas-novas.

As lições que extraímos para nossa vida são as seguintes:

• Quando a injustiça é praticada na Terra, Deus vê, julga e redime os injustiçados.
• A crueldade, orgulho (arrogância), presunção e práticas religiosas antibíblicas são todos pecados que levarão àqueles os amarem à destruição.
• Aqueles que permitem que a humildade e a submissão a Deus sejam suas características principais certamente serão livres da desgraça dos pecados de Babilônia.

Deus quer salvar todas as pessoas que estão enraizadas na cultura de Babilônia apocalíptica. Por isso Seu apelo:

“Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes de seus flagelos” (Apocalipse 18:4) – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 47 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
6 de julho de 2017, 0:25
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Leitores atentos observam a surpreendente semelhança entre parte do simbolismo e da linguagem do Apocalipse e passagens de Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel. Fica claro que João, sob inspiração divina, usou muito da linguagem dos profetas antigos, a fim de apresentar as experiências da igreja numa terminologia familiar e significativa ao leitos do AT. A opressão causada pela Babilônia histórica e sua subsequente desolação ofereceram a João uma descrição vívida da opressão do povo remanescente de Deus pela Babilônia espiritual e da final desolação da mesma. O simbolismo e a linguagem do Apocalipse se tornam mais claros e significativos quando estudados à luz do que os profetas antigos escreveram com respeito aos acontecimentos de seus dias. Vários aspectos do castigo de Babilônia histórica ajudam a entender o castigo da Babilônia espiritual. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4. p. 284, 285. [Ver quadro comparativo entre Isaias 47 e Apocalipse 16 a 19 nesta referência, à p. 285.]

1 Virgem filha. Babilônia era prostituta (cf. Ap 17:1, 5). As prostitutas ligadas aos antigos templos orientais eram chamadas de “virgens santas”, mas não eram nem virgens nem  santas. Babilônia se jactava de sua religião, que aparentemente tinha glória e beleza, mas na verdade era abominação. O profeta desmascara a “virgem filha” e revela sua vergonha. em vez de se sentar num trono, ela assumiria seu lugar, no pós da terra, símbolo de luto e desolação (cf. Is 3:26; comparar com Ap 17:4). CBASD, vol. 4. p. 284.

2 Mói a farinha. Tarefa braçal realizada pelas mulheres [em especial, as escravas]. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Babilônia se considerava uma senhora (Is 47:7; cf. Ap 18:7), mas se tornaria uma escrava (cf. Êx 11:5;Jó 31:10). Seria privada dos ornamentos e das roupas finas com que se enfeitava, e todos veriam a figura de uma escrava, deformada por anos de trabalho pesado. CBASD, vol. 4. p. 285.

Desnuda a perna. Literalmente, “tira a saia”. Assim as imagens assírias retratam as mulheres cativas. CBASD, vol. 4. p. 285. [Nota: Não necessariamente retratando as escravas babilônicas. Esta arte da época, imagens em artefatos e inscrições assírias, retratava o tratamento dado às escravas naquela época. Possivelmente escravas do próprio império assírio, feitas muito antes da queda de Babilônia, frente aos persas. na época da queda de Babilônia, a Assíria já não existia como nação dominante do Oriente.]

Atravessa. O quadro é de um grupo de escravas tristes, despojadas de suas vestes, de pés descalços e nuas atravessando um riacho a caminho da terra do cativeiro. CBASD, vol. 4. p. 285.

5 Assenta-te calada. Em vez de alegria e regozijo, haveria silêncio de desolação e morte (ver Jr 50:12, 13, 39; 51:26, 29, 43, 62). CBASD, vol. 4. p. 286

rainha dos reinos. Babilônia era cidade belíssima (ver 13.19 e nota). Bíblia de Estudo NVI Vida.

6 Muito me agastei. Deus permitiu que Babilônia punisse o povo ímpio de Judá (ver Jr 5:15; Hb 1:6), mas não sancionou as crueldades que Babilônia lhe infligiu. Por causa da crueldade e voracidade, Deus destruiria Babilônia, a destruidora (Jr 50:10, 11; 51:25). Deus lidou com a Assíria d forma semelhante (Is 10:5-15). CBASD, vol. 4. p. 286.

profanei a minha herança. Deus permitiu a invasão de Samaria e de Jerusalém. Bíblia Shedd.

7 Eu serei senhora para sempre! Com jactanciosa confiança, Babilônia pensava que seria sempre a principal cidade e senhora do mundo. Da mesma forma, Roma se considerava a “cidade eterna”. Nos últimos dias, a Babilônia espiritual também se considerará uma rainha destinada a jamais prantear (Ap 18:7). CBASD, vol. 4. p. 286.

Nem te lembraste do teu fim. Em sua prosperidade e glória, Babilônia não ponderou o resultado de sua conduta ímpia e de sua arrogância. Felizes os que se lembram de que “aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6:7), e que os caminhos do mal são sempre “caminhos de morte” (Pv 14:12). CBASD, vol. 4. p. 286.

8 Além de mim não há outra. Só Deus pode afirmar isso (Dt 4:35, 39; Is 44:8; 45:5), mas Babilônia logo declarou isso de si mesma. Nínive também havia se vangloriado de forma semelhante (Sf 2:15). CBASD, vol. 4. p. 286.

Não ficarei viúva. Comparar com Ap 18:7. CBASD, vol. 4. p. 286.

Tuas feitiçarias. O misticismo de Babilônia não a salvaria da destruição. Na última noite da história de Babilônia, os astrólogos e videntes chamados diante de Belsazar foram incapazes até de ler a escrita na parede, sem falar na incapacidade de salvar a cidade de sua sorte (Dn 5:7, 26-31). É por meio da feitiçaria que a Babilônia espiritual consegue enganar e desviar as nações da terra (Ap 18:23). Pela prática do ocultismo, os feiticeiros babilônicos professavam ter contato com os deuses. Contudo, quando suas declarações foram postas à prova puderam apenas admitir vergonhosamente que não possuíam tal poder. CBASD, vol. 4. p. 286.

11 Por encantamentos não saberás conjurar. Deus predisse a queda de Babilônia um século e meio antes, de fato antes de surgir o império neobabilônico. Mesmo assim, todos os sábios da Babilônia ficaram surpresos quando essa hora chegou (Dn 5:4-9; cf Mt 24:39). Os feiticeiro não tinham encantamentos contra o decretos dos céus e o poder de Ciro. CBASD, vol. 4. p. 286.

12 Tirar proveito. As palavras de Isaías tinham um tom irônico. Como sabia que Babilônia recorreria à feitiçaria a despeito de qualquer advertência, Isaías propôs, com evidente ironia, que continuasse com sua tolice. CBASD, vol. 4. p. 286.

13 Os que dissecam os céus. Literalmente, “os que dividem os céus”. A astrologia … era forte na antiga Babilônia. Estudava-se o céu com atenção bem como sinais de eventos futuros. Mas de nada valeriam os esforços dos astrólogos babilônios. CBASD, vol. 4. p. 286, 287.

Os que em cada luz nova te predizem. Literalmente, “os que fazem saber [o tempo das] luas novas”, um campo da antiga ciência da astronomia. CBASD, vol. 4. p. 287.

14 Aqui não existem brasas para aquecer ninguém. Referência sutil à lenha, material do qual os pagãos às vezes faziam ídolos (ver 44.15). Bíblia de Estudo NVI Vida.

15 Aqueles com quem negociaste. Babilônia era “terra de comerciantes” e “cidade de mercadores” (Ez 17:4). A Babilônia espiritual também está intimamente ligada aos “mercadores da terra” (Ap 18:11-19). O grande interesse da Babilônia antiga estava em coisas materiais e em ganho financeiro. O uso ilegítimo de bênçãos materiais sempre prova ser uma maldição para aqueles que as acumulam (ver Dt 8:10-18; Os 2:5-9; Lc 12:13-21; ver p. 19-20). CBASD, vol. 4. p. 287.



ISAÍAS 46 – COMENTÁRIO PR ADOLFO SUÁREZ
5 de julho de 2017, 21:31
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ISAÍAS 46
5 de julho de 2017, 1:00
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Comentário Devocional

Neste capítulo, o maravilhoso Deus de Israel, através de Isaías, contrasta os deuses incompetentes da Babilônia consigo mesmo. Enquanto os deuses dos pagãos precisavam ser carregados de um lugar para outro por animais de carga (v. 1b), o próprio Deus carrega Seus adoradores no colo, desde o nascimento até a morte!

“Escute-me, ó casa de Jacó, todos vocês que restam da nação de Israel, vocês, a quem tenho sustentado desde que foram concebidos, e que tenho carregado desde o seu nascimento. Mesmo na sua velhice, quando tiverem cabelos brancos, sou eu aquele, aquele que os susterá. Eu os fiz e eu os levarei; eu os sustentarei e eu os salvarei. ” (v. 3-4 NVI).

Como é difícil para nós lidar com o silêncio de Deus! Quão natural é para nós a ceder ao desânimo quando as coisas ao nosso redor parecem dar errado, quando a noite escura da alma parece habitar em nosso coração! Deus, através de Seu servo Isaías, recorda-nos que fazer deuses a partir daquilo que Ele criou não é razoável nem trará a solução aos nossos problemas (v. 5-7). Apeguemo-nos Àquele que conhece o fim “desde o princípio” (v. 10 ARA), tendo a certeza de que a Sua salvação “não está distante” (v.13 NVI).

Concentremo-nos diariamente em Deus e lembremo-nos de que Sua libertação está próxima.

Ron E M Clouzet
Pastor ministerial na Divisão Norte da Ásia e do Pacífico

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/46, https://www.revivalandreformation.org/?id=971 e http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/46/
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/04/11
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Isaías 46 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/



ISAÍAS 46 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
5 de julho de 2017, 0:57
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1 Bel se encurva. Em Isaías 40:19, 20; 41:23, 24; 44:9-20; 45:16, o profeta enfatiza a tolice de se adorar ídolos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 282.

Bel era um dos principais deuses dos babilônios. Bel, assim como Baal, significa “senhor”, e era também o título aplicado ao principal deus deles, Marduk (Jer. 50:2 ), e a seu filho Nebo, o deus do conhecimento e da literatura. Os babilônios costumavam peregrinar até à cidade de Bel, no início de cada ano, levando as imagens em carroças puxadas por animais (v. 1). Mas esses deuses e todo esse esforço não conseguiriam evitar a queda de Babilônia. Pr Ron M E Clouzet, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/04/11/.

O nome Bel ocorre nos nomes de Beltessazar (Dn 1:7) e Belsazar (Dn 5:1). CBASD, vol. 4, p. 282.

Nebo. Ou, Nabu, o deus babilônico do conhecimento e da literatura. Seu centro de adoração era em Borsipa, próximo a Babilônia. Depois de Marduque, este era o mais importante dos deuses, e era considerado seu filho. Nebo honrava seu pai com uma visita anual a Babilônia, durante a celebração do Ano Novo. Em retribuição, Marduque acompanhava Nebo em parte do caminho de volta para Borsipa. O nome Nebo faz parte dos nomes de Nabucodonosor (ver com. de Dn 1:1) e Nabopolassar. CBASD, vol. 4, p. 282.

2. Entram em cativeiro. A história revela que quando o rei assírio Senaqueribe destruiu Babilônia cerca de um século antes, levou o ídolo Marduk como despojo de guerra. Deus estava dizendo através de Isaías que o mesmo que acontecera no passado aconteceria de novo com os deuses de babilônia: “eles mesmos vão para o cativeiro” (v. 2b NVI). Pr Ron M E Clouzet, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/04/11/.

Sobre os animais. Nas viagens mencionadas, Bel e Nebo eram levados por homens ou nos lombos de animais. Em contraste, o Deus de Israel tinha levado e libeertado Seu povo (v. 3). Enquanto Bel e Nebo precisavam da ajuda de seus devotos, o verdadeiro Deus ajudava aqueles que O adoravam. CBASD, vol. 4, p. 282.

4 Até à vossa velhice. O Senhor jamais deixaria de cuidar dos Seus. Enquanto houvesse vida, Ele os protegeria como pais amorosos protegem seus filhos. CBASD, vol. 4, p. 282.

Você já ouviu falar do Poema das Pegadas? Certamente já. “Uma noite eu sonhei que estava andando na praia com o Senhor…” Às vezes, o autor (quem quer que seja), ao olhar para trás, só podia discernir um par de pegadas na areia, e isso o incomodava, porque ele imaginava que o Senhor o tinha deixado a andar sozinho durante o período mais difícil de sua vida. Finalmente, o Senhor lhe sussurrou: “Quando você viu apenas um par de pegadas, foram os momentos em que Eu te carreguei no colo.”  Pr Ron M E Clouzet, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/04/11/.

7 Nenhuma resposta. Quando a madeira ou o ouro assume  forma de um ídolo, ela continua sendo um material inanimado, incapaz de ouvir o clamor de uma alma. Nas horas de desespero, o ser humano procura um deus que ossa ouvir o clamor de seu coração e que possa suprir sua necessidade (ver Sl 107:9). Ídolos deixam apenas um doloroso vazio na alma de que os adora. CBASD, vol. 4, p. 283.

8-11 Quando somos tentadosa seguir atrás de qualquer coisa que nos promete prazer, conforto, paz ou segurança à parte de Deus, devemos lembrar do compromisso que fizemos com Deus. Life Application Study Bible Kingsway.

8 Lembrai-vos disto. Deus advertiu Israel dos males da transgressão …, contudo, não foi ouvido … Isaías reitera essa mensagem … , na esperança de salvar a nação da tragédia. CBASD, vol. 4, p. 283.

O Meu conselho permanecerá de pé. Deus tem um propósito para o mundo, e esse propósito prevalecerá. CBASD, vol. 4, p. 283.

11 A ave de rapina desde o Oriente. Esta expressão representa Ciro … . Ciro foi um “pastor” para o rebanho disperso de Israel, mas uma ave de rapina para Babilônia, a inimiga do povo de Deus. CBASD, vol. 4, p. 283.

12 Vós, os que sois de obstinado coração. O professo povo de Deus se mostrou teimoso e voluntarioso. Não ouvia a Deus nem à razão. a teimosia é o arqui-inimigo da justiça, ao passo que a mansidão leva à bondade (ver com. de Mt 5:5). CBASD, vol. 4, p. 283.

13 Faço chegar a Minha justiça. Isto é, Deus libertaria Seu povo de Babilônia, por meio de Ciro (Is 45:3). A libertação do cativeiro babilônico é um símbolo da grandiosa libertação dos grilhões do pecado por meio de Criso. CBASD, vol. 4, p. 283.



ISAÍAS 46 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
5 de julho de 2017, 0:45
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ISAÍAS 46 – A sabedoria de Deus é infinita. Seu saber não é limitado como o nosso. Deus conhece o fim desde o princípio. O Deus verdadeiro é onisciente. Ele conhece tudo, sabe tudo sobre tudo. Deus nos conhece, inclusive nossas decisões antes mesmos delas serem pensadas. Deus também conhece quais decisões tomaremos lá no futuro.

As profecias relacionadas com gente possuindo o livre arbítrio provam que Deus é verdadeiramente onisciente. Conhecer o futuro de forma infalível é característica exclusiva de Deus que O distingue dos ídolos e tantos outros deuses falsos (ver Salmo 147:5; Isaías 41:21-24).

Em Isaías 46 encontramos esta informação dada por Deus: “Eu sou o Eterno, o único Deus que já tiveram e terão – incomparável, insubstituível – Desde o começo dizendo a vocês como será o fim, ao longo de toda a caminhada revelando a vocês o que irá acontecer… ‘Conheço tudo há muito tempo, vou fazer exatamente o que me propus a fazer” (vs. 9-11).

Ninguém consegue atrapalhar os propósitos de Deus (Jó 42:2). Além de onisciente, Deus é onipotente. Consequentemente, Ele…

1. …Faz o que, quando e onde quiser. No presente Ele prediz o futuro e no futuro Ele age como falou no passado – sem que ninguém interfira: nem o diabo com suas hostes demoníacas O impedem executar Seus extraordinários planos para um mundo decadente (vs. 1-4).

2. …Chama as pessoas à responsabilidade, incentiva os pecadores a serem sábios, aos incrédulos a crerem, aos injustos a serem justos, aos pagãos a se converterem. Sua oferta de salvação é um presente para todos os que estão presos a um destino de total perdição (vs. 5-13).

Além destas, o texto inspirados transmitem-nos as seguintes verdades:

• O Deus verdadeiro é onipotente, todos os outros são absolutamente impotentes.
• O Deus verdadeiro conhece e sustenta os Seus seguidores, os outros deuses precisam ser transportados por seus seguidores.
• O Deus verdadeiro cuida e protege; os outros deuses precisam de cuidado e proteção para não quebrarem ou caírem.
• O Deus verdadeiro conhece o passado, o presente e o futuro; os outros deuses nada sabem.
• O Deus verdadeiro age, interage e executa obras impossíveis aos humanos; os deuses falsos não fazem nem o que é possível aos humanos fazerem.

Conheça melhor o Deus que te conhece bem! Anime-se! – Heber Toth Armí.