Reavivados por Sua Palavra


APOCALIPSE 9 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS
29 de setembro de 2018, 0:05
Filed under: Sem categoria

2678 palavras

A 5ª e a 6ª trombetas

9:1 O quinto anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que do céu caíra sobre a terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo.

                A quinta trombeta – “Os sarracenos (tropas islamíticas) invadiram a parte oriental do Império Romano (sétimo século).” – LES892, p. 125.

                “Ao ser observada no palco da história humana, a quinta trombeta tem sido relacionada com a difusão da fé muçulmana, no sexto século da Era Cristã em diante. Este conceito é apresentado por Uriah Smith em As Profecias do Apocalipse, págs. 139-152; por Stephen N. Haskell, em The Story of the Seer of Patmos, págs, 161-173; por W. A. Spicer, em Beacon Lights of Prophecy, págs. 225-233; e por Roy Allan Anderson, em O Apocalipse Revelado, págs. 103-105.”

                Estrela caída do Céu – “Pode referir-se a um falso profeta ou a Satanás.” – LES892, P. 135.

A estrela representaria o islamismo, fator que uniu esses homens do deserto como uma poderosa máquina militar, a qual em poucos anos conquistou a Pérsia, Síria, Egito, África e Espanha. Esses guerreiros converteram com sua guerra santa dois terços dos cristãos da África em muçulmanos. Com seu Alcorão e sua guerra santa exerceram tão grande influência que ameaçaram apagar a luz do Evangelho. Basicamente suas guerras afetaram Roma oriental.” – SRA/EP, p. 139 e 140.

                A estrela=uma pessoa – “A devastação sobre a Terra, que João viu como resultado do toque da quinta trombeta, foi muito mais terrível do que aquilo que ele presenciou nas cenas relacionadas com as primeiras quatro trombetas. Mais uma vez precisamos lembrar-nos de que as cenas contempladas pelo profeta são descritas em linguagem simbólica, e não devem receber, portanto, uma interpretação literal. João quer salientar que por trás dos acontecimentos da História está a funesta atividade do diabo e seus anjos.

                “Em Apocalipse 9:1 e 2, João declara que viu uma estrela cair do Céu. Ele deduz que a estrela representa uma pessoa a quem foi dada a chave para abrir o poço do abismo.” – LES892, p. 134

                Poço do abismo – “As vastas extensões dos desertos da Arábia; ou a habitação de Satanás.” – LES892, p. 136.

                “O poço do abismo representaria a vasta região do deserto do Saara, na Arábia, de onde vieram os guerreiros que representam as trombetas. Seria referente à conquista sangrenta do maometismo.” – SRA/EP, p. 139.

“O toque da quinta trombeta desvia a atenção do reino da Natureza para o abismo dos demônios – o poço do abismo. Os juízos proclamados pelas primeiras quatro trombetas foram descrito simbolicamente como calamidades cósmicas. A quinta e a sexta trombetas prevêem ataques satânicos contra professos seguidores de Cristo.

”Os textos que seguem contêm referências ao poço do abismo. … Apoc. 9:1  Apoc. 9:2  Apoc. 9:11  Apoc. 11:7  Apoc. 20:1 e 3.” – LES892, p. 134.

9:2 E abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço, como fumaça de uma grande fornalha; e com a fumaça do poço escureceram-se o sol e o ar.

                Trevas – “O obscurecimento do sol da cristandade ou as trevas da quinta praga.” – LES892, p. 135.

9:3 Da fumaça saíram gafanhotos sobre a terra; e foi-lhes dado poder, como o que têm os escorpiões da terra.

                Gafanhotos – “Eles têm sido identificados com a difusão do poder dos árabes muçulmanos. Também podem ser equiparados às hostes da destruição, no Dia do Senhor (Joel 1:6 e 7; 2:4-11).” – LES892, p. 135.

                “Os gafanhotos simbolizariam os árabes nômades.” – SRA/EP, p. 139.

9:4 Foi-lhes dito que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não têm na fronte o selo de Deus.

                Dano aos que não tem o selo – “Sob a quinta trombeta, foi ordenado que as forças da destruição não deviam causar dano aos que tinham o selo de Deus em suas frontes (Apoc. 9:4). Ellen White diz o seguinte quanto ao que acontecerá durante as sete últimas pragas: ‘O povo de Deus não estará livre de sofrimento; mas conquanto perseguidos e angustiados, conquanto suportem privações, e sofram pela falta de alimento, não serão abandonados a perecer.’ – O Grande Conflito, pág. 634.” – LES892, p. 139.

                “Através de Apocalipse 9:4 sabemos que durante a quinta trombeta é dada a ordem de proteger os que têm o selo de Deus em sua fronte, o que mostra Deus atuando em favor de Seu remanescente fiel e cumprindo Sua promessa do Salmo 119:165: ‘Grande paz têm os que amam a Tua lei; para eles não há tropeço.’ “ – SRA/EP, p. 109.

                “Os que terão na fronte o selo de Deus no fim do tempo são crentes que permanecem fiéis a Cristo em meio à apostasia. Eles observam o verdadeiro dia de descanso. Em todas as épocas Deus teve pessoas que honraram o sábado do quarto mandamento, recusando a transigir com a grande maioria dos cristãos. Pouco antes de Jesus voltar, aqueles que, por Sua graça, forem vencedores espirituais, serão fiéis observadores do sábado. (Ver Ezeq. 20:12 e 20; Apoc. 14:7, última parte.)” – LES892, p. 139.

9:5 Foi-lhes permitido, não que os matassem, mas que por cinco meses os atormentassem. E o seu tormento era semelhante ao tormento do escorpião, quando fere o homem.

                Cinco meses – “Período profético de 27 de julho de 1299 a 27 de julho de 1449.” – LES892, p. 135.

                “Os cinco meses proféticos (5 x 30 = 150 dias proféticos), mencionados aqui são 150 anos que começam em 27 de julho de 1200 d.C., com a invasão da Nicomédia pelos otomanos, e terminam em 27 de julho de 1449 d.C. Exerceram tanto poder, que o imperador grego, Constantino, teve que pedir autorização deles para estabelecer seu trono.” – SRA/EP, p. 140.

                “Os cinco meses são um importante período profético que estabelece a cronologia profética de modo maravilhoso. Reconhecendo o bem provado princípio em cronologia profética de que um dia representa um ano, temos o seguinte: 5 meses de 30 dias cada, seriam 150 dias. Mas reconhecendo um dia como um ano (Núm. 14:34; Ezeq. 4:6), este período de 150 dias torna-se de 150 anos literais, tempo esse em que o Império Otomano atormentaria e destruiria os homens. O historiador E. Gibbon diz: ‘Foi a 27 de julho, no ano 1299 da Era Cristã, que Otman invadiu primeiro o território da Nicomédia; e a singular exatidão das datas parece indicar alguma previsão do rápido e destrutivo crescimento do monstro.’…

                “Partindo, portanto, dessa data, contamos 150 anos, e isto nos leva a 1449 A. D. Durante esses 150 anos o Império Otomano empenhou-se em quase contínua guerra contra o Império Grego [Império Romano Oriental]. Ele não o conquistou antes de 1449 A.D., quando o último dos imperadores gregos, Constantino [Paleólogo], assumiu o trono, mas somente depois de obter permissão do sultão do Império Otomano! – palpável cumprimento da profecia segundo a qual eles deviam ferir os homens por cinco meses, ou 150 anos. Seu crescente poder agora capacitá-los-ia a ‘matar’ sob a próxima trombeta, o que fizeram até seu declínio.” – O Apocalipse Revelado, p. 105.

9:6 Naqueles dias os homens buscarão a morte, e de modo algum a acharão; e desejarão morrer, e a morte fugirá deles.

                Forças demoníacas – “Nos primeiros seis versículos do capítulo, o apóstolo nos informa da origem da origem e missão das forças que se opõem ao cristianismo. Afinal de contas, elas recebem suas ordens de Satanás. Nos versos 7 a 11, João descreve as forças demoníacas. Sua aparência é grotesca. Têm cabelo comprido, seu aspecto é semelhante a cavalos, parecem ser gafanhotos com caudas de escorpiões, usam coroas de ouro, têm rostos de homem e dentes de leões. Por meio desse simbolismo estranho, João representa eventos bélicos que ocorreriam na História.” –LES892, p. 139.

9:7 A aparência dos gafanhotos era semelhante à de cavalos aparelhados para a guerra; e sobre as suas cabeças havia como que umas coroas semelhantes ao ouro; e os seus rostos eram como rostos de homens.

9:8 Tinham cabelos como cabelos de mulheres, e os seus dentes eram como os de leões.

9:9 Tinham couraças como couraças de ferro; e o ruído das suas asas era como o ruído de carros de muitos cavalos que correm ao combate.

                Descrição dos conquistadores – “Notai a acurada descrição desses conquistadores em Apoc. 9:7-9. ‘Os seus rostos eram como rostos de homens’ (Usavam barba). ‘Tinham cabelos como cabelos de mulheres’ (Cabelos longos). Em suas cabeças havia ‘coroas semelhantes a ouro’ (Referência aos turbantes brilhantes que usavam). ‘Seus dentes eram como dentes de leões’ (Guerreiros destemidos). A semelhança dos gafanhotos era como de ‘cavalos aparelhados para a guerra’ (Os cavalos árabes são ainda sinônimo de qualidade entre os entendidos). Quão exata é a Palavra de Deus!” – O Apocalipse Revelado, p. 104.

9:10 Tinham caudas com ferrões, semelhantes às caudas dos escorpiões; e nas suas caudas estava o seu poder para fazer dano aos homens por cinco meses.

                Cinco meses – “Eles deveriam ferir os homens ‘por cinco meses’ (verso 10). Por centenas de anos, as tribos maometanas e tártaras foram divididas em bandos sob líderes distintos, com pouca ou nenhuma organização. Próximo ao século treze, Otman fundou um governo que desde então tem sido conhecido como o Império Otomano. Este se desenvolveu até que se estendeu sobre todas as principais tribos maometanas, consolidando-as numa monarquia.” – O Apocalipse Revelado, p. 104.

9:11 Tinham sobre si como rei o anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadom e em grego Apoliom.

                Rei – “Alguns acham que isto se refere a Osmã (ou Otman) I, o tradicional fundador do Império Otomano.” – LES892, p. 136.

                Abadom ou Apoliom – “A destruição personificada.” – LES892, p. 136.

9:12 Passado é já um ai; eis que depois disso vêm ainda dois ais.

9:13 O sexto anjo tocou a sua trombeta; e ouvi uma voz que vinha das quatro pontas do altar de ouro que estava diante de Deus,

                A sexta trombeta – “Tropas turcas destroem o Império Romano Oriental (séculos catorze e quinze).” – LES892, p. 125.

9:14 a qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatro anjos que se acham presos junto do grande rio Eufrates.

                Soltar os quatro anjos atados junto ao Rio Eufrates – “Assim como em Apocalipse 7:1-3 os anjos segurariam os ventos, na sexta trombeta estão soltos favorecendo o avanço do Império Otomano. Poder-se-ia interpretar que está falando dos quatro sultões do Império Otomano que exerceram o controle do império.” – SRA/EP, p. 140.

“O toque da sexta trombeta põe em movimento os esquadrões de cavalaria que agora têm permissão para destruir a terça parte dos habitantes da Terra. Com o soar da trombeta, é dada a ordem para soltar os quatro anjos atados junto ao Rio Eufrates. Assim como a quinta trombeta assinalou a soltura dos gafanhotos diabólicos do poço do abismo, a sexta trombeta liberta os quatro anjos para que cumpram sua missão de destruição.

Estas passagens contém referências ao Rio Eufrates. Resuma cada uma das passagens […]

Gen. 15:18

Deut. 11:24

Isa. 8:5-8

Apoc. 16:12-16

“O Rio Eufrates marcava o limite entre Israel e seus principais inimigos. Isaías 8:5-8 retrata a invasão assíria de Judá como grande inundação que se alastrou pelo país com pavorosa intensidade. O Eufrates também assinalava os limites orientais do Império Romano. O Eufrates também assinalava os limites orientais do Império Romano. A referência a cavaleiros invasores era um indício de destruição para a Igreja Cristã, visto que ela se volvia para o Estado em busca de amparo e proteção. ” – LES892, p. 140.

                Invasão do turcos – “Quando a sexta trombeta soou, João declara que quatro anjos, que estavam presos junto ao Rio Eufrates, foram libertados. Verso 14. Os estudiosos têm entendido esta expressão como se aplicando aos quatro sultanatos principais: Alepo, Icônio, Damasco e Bagdá, que compreendiam o Império Otomano. Eles estavam situados na região do Rio Eufrates. Deviam ser libertados por um período específico: uma hora, um dia, um mês e um ano.” – O Apocalipse Revelado, p.  105 e 106.

                “Na profecia bíblica, o Rio Eufrates simboliza a terra do inimigo, a residência do paganismo, um lugar  que está que está contaminado espiritualmente, e dominado por forças satânicas. O diabo não está livre para mover esses poderes pagãos à vontade. Ele ainda se acha sujeito à suprema soberania do Senhor.” – LES892, p. 141.

9:15 E foram soltos os quatro anjos que haviam sido preparados para aquela hora e dia e mês e ano, a fim de matarem a terça parte dos homens.

                Hora, Dia, Mês e Ano – “Hora, dia, mês e ano proféticos, seriam 391 anos e 15 dias. O Império Otomano foi estabelecido no dia 27 de julho de 1449. Se lhe acrescentarmos os 391 anos e 15 dias chegaremos a 11 de agosto de 1840. Nesse dia a Turquia aceitou, por meio de seus embaixadores, a proteção das potências aliadas da Europa e se colocou sob a tutela das nações cristãs. O acontecimento se cumpriu com exatidão.” – SRA/EP, p. 140.

“391 anos e quinze dias de tempo profético. ‘Esta supremacia dos maometanos sobre os gregos devia continuar…por trezentos e noventa e um anos e quinze dias. Começando, terminados os cento e cinqüenta anos, em 27 de julho de 1449, o período devia estender-se até 11 de agosto de 1840. A julgar pela maneira como começou a supremacia otomana, que foi por um voluntário reconhecimento por parte do imperador grego de que reinava só com permissão do sultão turco, devíamos naturalmente concluir que a queda ou perda da independência otomana se efetuaria da mesma maneira; que no fim do período indicado, isto é, em 11 de agosto de 1840, o sultão submeteria voluntariamente a sua independência às mãos dos poderes cristãos, justamente como, havia trezentos e noventa e um anos e quinze dias, o tinha recebido das mãos do imperador cristão, Constantino XIII.’ – Uriah Smith, As Profecias do Apocalipse, p. 157.” – LES892, p. 142.

                “No ano de 1840 outro notável cumprimento da profecia despertou geral interesse. Dois anos antes, Josias Litch, um dos principais ministros que pregavam o segundo advento, publicou uma explicação de Apocalipse 9, predizendo a queda do Império Otomano. Segundo seus cálculos esta potência deveria ser subvertida  ‘no ano de 1840, no mês de agosto’; e poucos dias apenas antes de seu cumprimento escreveu: ‘Admitindo que o primeiro período, 150 anos, se cumpriu exatamente antes que Deacozes subisse ao trono com permissão dos turcos, e que os 391 anos, quinze dias, começaram no final do primeiro período, terminará no dia 11 de agosto de 1840, quando se pode esperar seja abatido o poderio otomano em Constantinopla.’ …

                ‘No mesmo tempo especificado, a Turquia, por intermédio de seus embaixadores, aceitou a proteção das potências aliadas da Europa, e assim se pôs sob a direção de nações cristãs. O acontecimento cumpriu exatamente a predição.” – O Grande Conflito, p. 334.

9:16 O número dos exércitos dos cavaleiros era de duas miríades de miríades; pois ouvi o número deles.

                “’Vinte mil vezes dez milhares‘ (ou 200 milhões) de cavaleiros: Exército inumerável que avançava rapidamente.” – LES892, p. 142.

9:17 E assim vi os cavalos nesta visão: os que sobre eles estavam montados tinham couraças de fogo, e de jacinto, e de enxofre; e as cabeças dos cavalos eram como cabeças de leões; e de suas bocas saíam fogo, fumaça e enxofre.

                Fogo, Fumaça e Enxofre – “Alguns consideram isto uma representação do uso de fogo de artilharia.” – LES892, p. 142.

9:18 Por estas três pragas foi morta a terça parte dos homens, isto é, pelo fogo, pela fumaça e pelo enxofre, que saíam das suas bocas.

Pragas (ou flagelos) – “Possível ligação com as sete últimas pragas.” – LES892, p. 142.

9:19 Porque o poder dos cavalos estava nas suas bocas e nas suas caudas. Porquanto as suas caudas eram semelhantes a serpentes, e tinham cabeças, e com elas causavam dano.

9:20 Os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras das suas mãos, para deixarem de adorar aos demônios, e aos ídolos de ouro, de prata, de bronze, de pedra e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar.

                Ídolos – “Outra alteração que o papado fez na lei de Deus foi tirar do catecismo o mandamento que proíbe adorar ou reverenciar as imagens (êxodo 20:4-6). Durante a sexta trombeta, junto com uma série de graves pecados, é apresentada a adoração de imagens (Apocalipse 9:20, 21). Deus é muito claro em dizer que não aceita que O adorem por meio de imagens (Isaías 42:8). Por isso é que em Apocalipse 21:8 e 22:15 se diz que os idólatras não se salvarão. Deus é Espírito e só aceita uma adoração espiritual (São João 4:23, 24).” – SRA/EP, p. 107.

9:21 Também não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos. 

 

                5ª e 6ª trombetas: Uma analogia – “A quinta e a sexta trombetas predisseram a devastação causada por forças opostas ao cristianismo na Idade Média e no período moderno. Essas forças podem ser consideradas como figura ou analogia das instrumentalidade satânicas que afligirão os seguidores de Cristo antes de Sua Segunda Vinda.” – LES892, p. 142 e 143.

Publicado originalmente em: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com/2015/07/apocalipse-9.html



APOCALIPSE 8
28 de setembro de 2018, 1:00
Filed under: Sem categoria

Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/apocalipse/ap-capitulo-8/

Apocalipse 8:1 encerra a série de sete selos do livro. Em seguida, no verso 2, João vê um grupo de sete anjos que se preparam para tocar sete trombetas. Antes que isso aconteça, porém, o profeta é novamente levado a contemplar o santuário celestial, dessa vez focalizando o altar de incenso. Para entender a descrição feita em Apocalipse 8:3-6 é necessário lembrar o que acontecia no ritual típico do santuário terrestre. É ela que dá o tom para os eventos descritos pelo soar das sete trombetas entre os capítulos 8 e 9.

O fim das atividades diárias no santuário era anunciado pelo toque de trombetas. O cordeiro do sacrifício contínuo era colocado sobre a grelha, seu sangue aspergido à base do altar e o sacerdote designado se colocava diante do altar de ouro no lugar santo para oferecer incenso. No santuário celestial, nosso sumo-sacerdote, tendo feito Seu sacrifício eterno de uma vez por todas para nossa salvação (Hb 7:27), Cristo intercede por nós, por nossas orações (Ap 5:8), junto ao trono divino. Ele ouve nossas orações. Ao orar, saiba que há um Deus vivo no céu que para e ouve você.

Clacir Virmes Jr.
Professor de Novo Testamento
SALT – Seminário Latino Americano de Teologia

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1421
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Gisele Quimelli e Jeferson Quimelli

Audio online [voz: Valesca Conty]:



APOCALIPSE 8 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
28 de setembro de 2018, 0:45
Filed under: Sem categoria

APOCALIPSE 8 – Quando pensamos que o livro esplendoroso do capítulo 5 se abriria na ruptura do sétimo selo, encontramos apenas: “…houve silêncio no Céu por volta de meia hora” (v. 1). Então, imediatamente começou outra séria de sete: As trombetas.
Há suspense nas profecias. A revelação é gradativa, com conteúdo progressivo. A didática divina visa nossa compreensão. O contexto revela que o texto refere-se ao tempo de João na ilha de Patmos; e, descreve a oração dos santos/crentes das igrejas da Ásia Menor (vs. 2-3), em resposta à tribulação (Apocalipse 1:9), quando clamam por intervenção divina.
O objetivo é mostrar que, em meio à tribulação, as orações dos fieis são atendidas por Cristo (8:4), no Santuário Celestial. Ou seja, Cristo está atento ao sofrimento de Seus seguidores, em todas as épocas, embora geralmente imperceptível (Apocalipse 6:10).
Há uma íntima relação entre a profecia dos selos e das trombetas:
• Ambas estão divididas na mesma proporção: um bloco de 4 com os cavalos (selos) e, um bloco de 3, com os ais (trombetas, Apocalipse 8:13).
• Ambas possuem um intervalo/parêntese/interlúdio (Apocalipse 7 // Apocalipse 10-11:15).
• Ambas iniciam e terminam simultaneamente: Vão desde a época de João até a volta de Jesus (6:14; 8:1; 11:15).
O capítulo 8 visa apresentar rapidamente apenas as quatro primeiras trombetas, no qual temos:
1. Como as orações de fato chegam a Cristo que intercede no Céu, a resposta é evidente quando o anjo toma fogo do altar e o atira à Terra (v. 5).
2. Expectativa (v. 6). O que vem a seguir acontece como reação divina às fervorosas orações dos crentes:
• A primeira trombeta anuncia um julgamento com uma prévia pequena de destruição da vegetação (v. 7);
• A segunda trombeta proclama, com uma destruição parcial na fauna e comércio marítimos, um futuro julgamento total (vs. 8-9);
• A terceira trombeta revela a vinda de um juízo mediante a contaminação das fontes de água potável (vs. 10-11);
• A quarta trombeta prenuncia o juízo vindouro ao atingir a terça parte do sol, da lua e das estrelas (v. 12).
Desde que Jesus assumiu a intercessão no Céu, a profecia das trombetas foram, na história, prenúncios de um juízo final!
Nossa oração promove ação no Céu, com grandes resultados na Terra! Então, vamos orar mais? – Heber Toth Armí.



APOCALIPSE 8 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS
28 de setembro de 2018, 0:05
Filed under: Sem categoria

2590 palavras

O sétimo selo – As quatro primeiras trombetas

8:1 Quando abriu o sétimo selo, fez-se silêncio no céu, quase por meia hora.

Rompimento do sétimo selo –  “O sétimo selo só será rompido depois que Cristo vier e os ímpios forem mortos pela glória de Seu aparecimento. Então haverá silêncio no Céu durante cerca de ‘meia hora’ (Apoc 8:1).” – LES892, p. 72.

“Quando for rompido o sétimo selo, tornar-se-á conhecido o conteúdo do livro do destino (Apoc. 5:5 e 9). O povo de Deus será reunido pelos anjos e levado para o Céu. (Ver S. Mat. 25:31; S. João 14:1-3.)” – LES892, p. 116.

“O sexto selo do Apocalipse nos ajuda a descobrir quando começaria o tempo do fim e conclui com a descrição da segunda vinda de Jesus.” – SRA/EP, p. 58.

Silêncio no Céu – “Temor reverente e silencioso do dia do juízo. A paz e a calma que se segue à tormenta.” – LES892, p. 92.

“Deus não guardará silêncio até que os ímpios recebam a punição e Seu povo esteja eternamente redimido. O silêncio em Apocalipse 8:1, que ocorrerá imediatamente após o aparecimento de Cristo (Apoc. 6:12-17), representa o descanso, a paz e o regozijo entre a hoste celestial e os salvos depois que o veredicto do tribunal celestial começar a ser posto em execução. Quando for rompido o sétimo selo [Volta de Cristo], tornar-se-á conhecido o conteúdo do livro do destino (Apoc. 5:5 e 9). O povo de Deus será reunido pelos anjos e levado para o Céu. (Ver S. mat. 25:31; S. João 14:1-3.)” – LES892, p. 116

“Quando vem para destruir Seus inimigos terrestres, Jesus ‘não guarda silêncio; perante Ele arde um fogo devorador, ao redor esbraveja grande tormenta’ (Sal. 50.3…)  … O silêncio não virá até que sejam mortos os ímpios, ressuscitados os justos falecidos, e os justos vivos sejam arrebatados juntamente com eles. O silêncio é a grande bonança depois da tempestade. É um símbolo da grande alegria do Senhor, das hostes celestiais e de Seu povo redimido, ao viajarem para o Céu. […] Alguns afirmam que esse silêncio no Céu, que vem depois dos terríveis acontecimentos que ocorrem na Terra imediatamente antes do Segundo Advento (Apoc. 6:14-16) é causado pela partida das hostes angélicas das cortes celestiais para acompanhar Cristo à Terra (ver S. Mat. 25:31). ” – LES892, p. 72.

“Esse silêncio se produzirá por ocasião da segunda vinda de Cristo, quando os anjos virão com Jesus (São Mateus 25:31). Alguns têm aplicado a essa meia hora o princípio profético de dia-ano e dizem que poderá representar uma semana literal.” – SRA/EP, p. 56.

 “Outra opinião explica esse silêncio no Céu como um silêncio de reverente expectativa (comparar com as referências ao silêncio em Primeiros Escritos, págs. 15 e 16; O Desejado de Todas as Nações. Pág. 664). Até este ponto as cortes celestiais têm sido retratadas como cheias de louvores e cânticos. Agora tudo está quieto, em solene expectativa das coisas que estão prestes a ocorrer. Interpretado desta maneira, esse silêncio do sétimo selo forma uma ponte entre a abertura dos selos e o toque das trombetas, pois denota que com o sétimo selo a revelação não está completa – ainda há algo mais a ser explicado a respeito do programa de Deus no tocante aos acontecimentos no grande conflito com o mal.” SDABC, vol. 7, p. 787, citado em LES892, p. XXX.

Meia hora – 1 dia profético = 1 ano literal = 360 dias literais  è   ½ hora profética=7 dias literais.

“Todos nós entramos na nuvem, e estivemos sete dias ascendendo para o mar de vidro, aonde Jesus trouxe as coroas, e com Sua própria destra as colocou sobre nossa cabeça.” – Primeiros Escritos, p. 16, citado em LES892, p. 116.

8:2 E vi os sete anjos que estavam em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas.

8:3 Veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para que o oferecesse com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que está diante do trono.

8:4 E da mão do anjo subiu diante de Deus a fumaça do incenso com as orações dos santos.

8:5 Depois do anjo tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar e o lançou sobre a terra; e houve trovões, vozes, relâmpagos e terremoto.

                “Vi anjos indo aceleradamente de um lado para outro no Céu. Um anjo com um tinteiro de escrivão ao lado voltou da terra, e referiu a Jesus que sua obra estava feita, e os santos estavam numerados e selados. Então vi Jesus, que havia estado a ministrar diante da arca, a qual contém os Dez Mandamentos, lançar o incensário. Levantou as mãos e com grande voz disse: ‘Está feito.’ E toda hoste Angélica tirou suas coroas quando Jesus fez a solene declaração: ‘Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo…” – Ellen G. White, Primeiros Escritos, p. 279 e 280.

                “Embora a mediação de Cristo em favor dos pecadores tenha cessado com o fechamento da porta de graça, Seu povo selado será conservado sem pecar através da habitação do Espírito Santo.” – LES963, lição 11, p. 5.

                “Não há dúvida de que nosso Planeta vai passar pela sua pior experiência após o fim do tempo da graça. Felizmente será um tempo muito curto. Note o que se sabe: ‘Vi então Jesus depor Suas vestes sacerdotais e envergar Seus mais régios trajes. Sobre Sua cabeça estavam muitas coroas, estando uma coroa dentro da outra. Cercado pela hoste Angélica, deixou o Céu. As pragas estavam caindo sobre os habitantes da Terra.’ – Ellen G. White, Primeiros Escritos, pág. 281.

                “Esse pensamento sugere que o período de tempo durante o qual as pragas estarão sendo derramadas sobre os impenitentes corresponde ao tempo em que Cristo, após concluir Sua obra de mediação, voltará para Seu povo. Ora, esse tempo será muito curto. ‘Quando Jesus deixar o Santíssimo, Seu Espírito refreador será retirado dos dominadores e do povo. Serão deixados ao controle dos anjos maus. Então serão feitas, por conselho e direção de Satanás, leis que, se não fosse muito breve o tempo, nenhuma carne de salvaria.’ – Ellen G. White, Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 74.

                “O fato de que o tempo da provação é descrito como ‘muito breve’ significa que Deus está muito interessado no que acontecerá no Planeta e quer colocar um fim nisso tudo muito rapidamente. Deus não tem prazer na dor e sofrimento que Satanás causa a seus próprios seguidores.” – LES963, lição 11, p. 3A.

                “Ao acabar o tempo da graça, o remanescente de Deus na Terra terá sido selado (Apoc. 7:1-4); terá dado a mensagem final (Apoc. 18:1-4) e estará pronto para ser transladado (I Tess. 4:16-18). Então começa o grande tempo de angústia (Dan. 12:1). Passarão por angústia os salvos e os não-salvos.” – LES963, lição 11, p. 1.

8:6 Então os sete anjos que tinham as sete trombetas prepararam-se para tocar.

                Sete trombetas: mesmo período das sete igrejas e sete selos – “Jesus nos dá, em Sua revelação do Apocalipse, uma visão profética tridimensional do que finalmente chegaria a ser a história desde os dias apostólicos até o tempo do fim: 1) as sete igrejas, 2) os sete selos, e 3) as sete trombetas. A profecia das sete igrejas nos revela a história religiosa da era cristã, salientando suas faltas e prometendo o galardão aos vencedores. Nessa profecia Deu destaca Seu interesse e amor por Seu povo. Os sete selos profetizam a história social da era cristã, expondo principalmente o triste processo da apostasia. Também se apresenta a Deus controlando a História e dando fim à dor e ao sofrimento. As sete trombetas pintam a história militar que ocorreria na era cristã em relação com a igreja.” – SRA/EP, p. 134.

                “O conceito tradicional adventista. As trombetas abrangem a história da Era Cristã, como fazem as sete igrejas (Apoc. 2 e 3), mas de uma perspectiva diferente. As trombetas são interpretadas como os acontecimentos na História que tiveram influência sobre a história da Igreja. (Ver Uriah Smith, As Profecias do Apocalipse, págs. 123-182; W. A. Spicer, Beacon Lights of Prophecy, págs. 215-267; Roy Allan Anderson, O Apocalipse Revelado, págs. 97-127.)

                “Sete Trombetas Assinalam o Colapso do Império Romano … Este conceito das trombetas se concentra na História como palco da ira de Deus. O Império Romano é destacado como objeto da ira divina por causa do papel que Roma desempenhou na perseguição do povo de Deus e na supressão de Sua Palavra. Tal conceito é compatível com a interpretação profética da História como a esfera em que Deus revela tanto Suas ações salvíficas como Suas manifestações de ira. Quando a Era Cristã é encarada do ponto de vista do grande conflito entre Cristo e Satanás, o livro do Apocalipse assume especial relevância e significação.” – LES892, p. 125 e 126.

                “Os adventistas do sétimo dia estão constantemente estudando a profecia das trombetas. Como admitimos que não possuímos toda a luz, precisamos volver-nos para o Senhor e pedir a iluminação do Espírito Santo ao procurarmos compreender essa profecia.” – LES892, p. 127.

                “No Antigo Testamento, o toque de trombeta apontava para o dia do Senhor – um dia de livramento para os fiéis, mas de destruição para os infiéis. …  Leia estas passagens e indique se expressam salvação ou destruição:

Isa. 27:13 [Salvação]

Jer. 4:5 [Salvação]

Joel 2:1 [Destruição (segundo se pode ver nos versos que vêm em seguida).]

 Amós 3:6 [Destruição]

“Que é anunciado pelo toque de trombeta mencionado nestas outras passagens?

“S. Mat. 24:31 [A Segunda Vinda de Cristo.]

“I Cor. 15:52 [A primeira ressurreição.]

“I Tess. 4:16 [A segunda vinda e a primeira ressurreição.]” – LES892, p. 138 e 139.

                “No Antigo Testamento, o soar da trombeta com freqüência anunciava algum acontecimento bélico ou militar. Advertia os habitantes da cidade do avanço de exércitos inimigos, e convocava os homens para a batalha.

                “As passagens do Novo Testamento citadas mais acima têm que ver com o conflito espiritual entre os exércitos do Céu e as hostes do mal. O som da trombeta constitui boa nova para os fiéis. Assinala a bem-sucedida arremetida final contra os poderes do mal. Os que morreram em Cristo serão libertados da prisão de Satanás e se reencontrarão com os entes queridos no eterno reino de Cristo, de justiça e paz.” – LES892, p. 138.

                Ver Apêndice: “Comparação entre as sete trombetas e as sete pragas”.

8:7 O primeiro anjo tocou a sua trombeta, e houve saraiva e fogo misturado com sangue, que foram

lançados na terra; e foi queimada a terça parte da terra, a terça parte das árvores, e toda a erva verde.

                A primeira trombeta – “Invasão gótica do Império Romano do Ocidente (‘a terça parte’) (410 A.D.).” – LES892, p. 125.

                “A maioria dos comentários bíblicos explicam que esse granizo, fogo e sangue representariam o ataque selvagem dos ostrogodos contra Roma, sob o comando de Alarico. Eles apareceram como granizo e fogo derramando sangue de seus opressores. Com crueldade e violência quase arrasaram com a Grécia, na Ásia Menos, Itália, Espanha e o sul da França. No ano 410 d.C., Roma foi invadida e saqueada por seis dias. …

“As árvores, aqui, têm sido interpretadas como o povo de Deus, e a queima delas representaria a severa perseguição e massacre a que foram submetidos. A erva também seria interpretada neste contexto como os filhos de Deus. Queimar a erva seria entendido como o exílio e ruína que vêm repentinamente sobre os cristãos.” – SRA/EP, P. 139.

8:8 O segundo anjo tocou a sua trombeta, e foi lançado no mar como que um grande monte ardendo em fogo, e tornou-se em sangue a terça parte do mar.

8:9 E morreu a terça parte das criaturas viventes que havia no mar, e foi destruída a terça parte dos navios.

                A segunda trombeta – “Os vândalos atacam a Roma pelo mar, destruindo a frota romana pelo fogo (455 A.D.).” – LES892, p. 125.

                “A grande montanha [ou monte] tem sido entendida como nação ou reino. Esta grande montanha ardendo tem sido identificada como os vândalos comandados por Genserico. A embarcação indicaria um exército marítimo. Seus barcos controlavam o Mediterrâneo. Os piratas chegaram a destruir 1.100 barcos romanos numa só noite. Em terra saquearam e roubaram. A palavra ‘vandalismo’ se deriva da terrível conduta que tiveram os vândalos. No ano 445.d.C. saquearam a cidade de Roma por 14 dias, tomando cativos a imperatriz e seus filhos.” – SRA/EP, p. 139.

8:10 O terceiro anjo tocou a sua trombeta, e caiu do céu uma grande estrela, ardendo como uma tocha, e caiu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas.

                A terceira trombeta – “Roma é atacada pelos hunos, sob a liderança de Átila (quinto século).” – LES892, p. 125.

                “A estrela meteórica tem sido interpretada como Átila, general dos hunos, que com suas tropas dominou e ocupou a Europa desde o Volga até o Danúbio. Seus exércitos destruíam, matavam e subjugavam cruelmente os sobreviventes. Átila se autodenominou o ‘açoite de Deus’ e dizia-se que onde pisava seu cavalo não crescia mais pasto. Seus guerreiros usavam máscaras para infundir mais medo.” – SRA/EP, p. 139.

8:11 O nome da estrela era Absinto; e a terça parte das águas tornou-se em absinto, e muitos homens morreram das águas, porque se tornaram amargas.

                “O nome ‘absinto’ reflete a amarga crueldade manifestada pelos hunos.” – SRA/EP, p. 139.

8:12 O quarto anjo tocou a sua trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, a terça parte da lua, e a terça parte das estrelas; para que a terça parte deles se escurecesse, e a terça parte do dia não brilhante, e semelhantemente a da noite.

                A quarta trombeta – “O governo romano é destruído sucessivamente: primeiro os imperadores, depois os senadores e então os cônsules (quinto e sexto séculos).” – LES892, p. 125.

                “Há quem creia que o Sol, a Lua e as estrelas se referem aos imperadores romanos e a seus senadores que foram mortos ou eliminados. Também se pensa que poderia significar a luz do Evangelho que também foi destruída, deixando o mundo quase em trevas espirituais.

                “A quarta trombeta simboliza o poder dos hérulos, comandados por Odoacro, que destronou Rômulo Augusto, último imperador romano. Odoacro deu o golpe de morte no império romano, no ano de 476 d.C. Os oficiais do governo romano (Sol, Lua e estrelas) foram eliminados. Como conseqüência desse golpe e a invasão das outras tribos bárbaras, Roma se dividiu em dez partes, dando origem às atuais nações européias. Essas tribos também perseguiram os cristãos.

                “Dos primeiros dez reinos sucessores de Roma, três foram hostis ao surgimento do papado, dos quais, em cumprimento da profecia de Daniel 7 foram arrancados da raiz: Hérulos, vândalos e ostrogodos. Isso favoreceu o surgimento de Roma Papal em substituição de Roma dos Césares.” – SRA/EP, p. 139.

8:13 E olhei, e ouvi uma águia que, voando pelo meio do céu, dizia com grande voz: Ai, ai, ai dos que habitam sobre a terra! por causa dos outros toques de trombeta dos três anjos que ainda vão tocar.

                “As últimas três trombetas também são chamadas ‘ais’ porque são extensas e devastadoras.” – SRA/EP, p. 139.

                “Apocalipse 8:2-13 chama nossa atenção para o fim do tempo da graça e para as primeiras quatro trombetas. Cremos que as trombetas predisseram acontecimentos que ocorreriam durante a história da Era Cristã. Esses acontecimentos têm tido muitas semelhanças com a história da Igreja.” – LES892, p. 129 e 130.

                “As primeiras quatro trombetas (Apocalipse 8:6-13) mostram a desintegração do império romano (tanto do oriente como do ocidente), fustigado pelas tribos bárbaras, as quais prepararam caminho para Roma papal. Tanto Daniel como o Apocalipse profetizam que este poder religioso perseguiria durante 1.260 anos os que cressem na Bíblia.

                “A quinta e sexta trombetas (Apocalipse 9:1-21) descrevem a investida das tribos maometanas, sob o comando de vários líderes, constituindo-se em outro poder que lutaria contra o cristianismo.” – SRA/EP, p. 134.

                “A quinta e a sexta trombetas tratam de acontecimentos que afetaram principalmente o Império Romano Oriental, mas atingiram toda a cristandade.” – LES892, p. 134.

Os três ais – “’O ai é repetido três vezes por causa dos três juízos que ainda ocorreriam ao soar das três trombetas restantes.’ – SDABC, vol. 7, págs. 789 e 790. Cada um deles seria tão devastador que recebe a designação especial de ‘ai’.” – LES892, p. 133.

Bibliografia

Anderson, Roy A., O Apocalipse Revelado, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES892 – Battistone, Joseph J. – Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES893 – Coffman, Carl – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1989, nº 375, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES963 – Gulley, Norman R. – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

SRA/EP – Belvedere, Daniel – Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

White, Ellen G., Primeiros Escritos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., 1987.

Seventh Day Adventist Bible Commentary.

White, Ellen G., Atos dos Apóstolos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .

White, Ellen G., Grande Conflito, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .

Strand, Kenneth A., Interpreting the Book of Revelation. Ann Arbor Publishers, Naples, Florida.

White, Ellen, G., Caminho a Cristo, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

Publicado originalmente em: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com/2015/07/apocalipse-8.html



APOCALIPSE 7
27 de setembro de 2018, 1:00
Filed under: Sem categoria

Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/apocalipse/ap-capitulo-7/

Apocalipse 6 termina com a seguinte pergunta: “porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?” O sexto selo descreve os fenômenos que levam à volta de Jesus e acontecem em conexão com o aparecimento de nosso Senhor. Ao verem Sua glória, os ímpios fogem e se perguntam quem pode enfrentar em paz esse momento.

Apocalipse 7 é a resposta a essa pergunta. A descrição dos 144.000 e da grande multidão nos ajudam a entender quem será capaz de presenciar os eventos finais como vencedores.

Há muita especulação quanto a se o número 144.000 é literal ou simbólico. Certo pregador costumava dizer que isso era irrelevante: o que realmente importa é que nós precisamos estar nesse grupo se quisermos desfrutar das bênçãos eternas de Deus.

Apocalipse 7:14 apresenta o segredo para ser vitorioso nos últimos dias – os vitoriosos “lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro”. Na vida cristã a vitória não é garantida por nossos próprios esforços. Uma vez que Jesus venceu e Se assentou no trono (Ap 4-5), é Sua vitória que garante a nossa. Ligados a Ele, nos tornamos mais que vencedores.

Clacir Virmes Jr.
Professor de Novo Testamento
SALT – Seminário Latino Americano de Teologia

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1420
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Gisele Quimelli e Jeferson Quimelli

Audio online [voz: Valesca Conty]:



APOCALIPSE 7 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS
27 de setembro de 2018, 0:20
Filed under: Sem categoria

6046 palavras

Os 144.000 selados – A visão dos glorificados

“Selados antes de Jesus venha. A cena do selamento de Apocalipse 7 é apresentada como um parênteses entre os acontecimentos do sexto selo (6:12-17) e os do sétimo selo (8:1). Cronologicamente, a obra do selamento ocorre entre o verso 13 e 0 verso 14 de Apocalipse 6. O capítulo 7:1-8 responde à pergunta do capítulo 6, verso 17. A resposta é que, pela graça de Deus, os 144.000 conseguirão subsistir. Os que forem selados antes do fim da graça permanecerão em pé quando Jesus vier.

Apocalipse 7 retrata os 144.000 na Terra, antes de sua severa provação e da destruição do mundo. Apocalipse 14 os apresenta com Cristo no Céu, depois dos acontecimentos finais da história terrestre.” – LES893, p. 58.

 

7:1 Depois disto vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma.

Depois destas coisas vi – “A obra de selamento dos crentes no fim do tempo é relatada depois da descrição da Segunda Vinda de Jesus (Apoc. 6:12-17). Mas o selo de Deus não é dado depois do Segundo Advento de Cristo. A razão para essa seqüência nesta parte do Apocalipse é simplesmente que o capítulo 6:17 faz uma pergunta importante: ‘Quem poderá subsistir?’ A resposta a essa pergunta é que aqueles que forem selados antes do Segundo Advento poderão subsistir ou ficar de pé quando Jesus vier. Apocalipse 7:1-8 responde à pergunta de Apocalipse 6:17.” – LES892, p. 97.

Quatro cantos – “O mundo inteiro.” – LES892, p. 99.

“Na Bíblia, a expressão ‘quatro cantos’ denota universalidade ou inteireza.” – LES892, p. 97.

Quatro anjos – “Os ‘quatro anjos’ de Apocalipse 7:1 simbolizam todos os anjos do Céu que se empenham em ajudar a humanidade. (Ver Heb. 1:14.)” – LES892, p. 97.

Quatro ventos – “Contendas e pragas do tempo de angústia final.” – LES892, p. 99.

“Que é simbolizado pelo ‘ventos da Terra’ detidos pelos anjos? Apoc. 7:1. Leia cada uma destas passagens e mencione o que ela diz sobre o vento ou sobre os ventos: Dan. 7:2 e 3  Jer. 49:36  Jer. 23:19  Osé. 13:15.” – LES892, p. 98 e 99.

“Que significariam esses ventos? Há antecedentes proféticos na Bíblia que nos dão a chave. Representam guerras (Ex.: Jeremias 49:36, 37). O fato de que a guerra que se está retendo em Apocalipse 7 viria dos quatro pontos cardeais da Terra, dá a entender que se trata de uma guerra mundial.” – SRA/EP, p. 58.

“Apocalipse 7:1-3 indica que os anjos estão retendo os ventos dos conflitos apenas enquanto o selamento dos santos está sendo efetuado. Quando o selamento termina, os anjos soltam os ventos. ‘Satanás mergulhará então os habitantes da Terra em uma grande angústia final. Ao cessarem os anjos de Deus de conter os ventos impetuosos das paixões humanas, ficarão às soltas todos os elementos de contenda. O mundo inteiro de envolverá em ruína mais terrível do que a que sobreveio a Jerusalém na Antigüidade.” – LES963, lição 11, p. 2.

“Pouco antes de termos entrado [no tempo de angústia], todos teremos recebido o selo do Deus vivo. Então, vi os quatro anjos deixarem de segurar os quatro ventos. E vi a fome, a peste e a espada, e nação contra nação, e todo o mundo estava em confusão.” – Ellen G. White, SDA Bible Commentary, vol. 7, p. 968, citado em LES963, lição 9, p. 6.

“Anjos acham-se hoje a refrear os ventos das contendas, para que não soprem antes que o mundo haja sido avisado de sua condenação vindoura; mas está-se formando uma tempestade, prestes a irromper sobre a Terra; e, quando Deus ordenar a Seus anjos que soltem os ventos, haverá uma cena de lutas que nenhuma pena poderá descrever.” – Educação, p. 179, citado em LES892, p. 98.

“Apesar de que na Segunda Guerra Mundial morreram 98.000.000 de pessoas, a estrutura da terra não foi danificada, nem a vida marítima, nem o reino vegetal. Contudo, as bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki, que destruíram essas duas cidades ao final da Segunda Guerra Mundial, nos ajudam a compreender o que poderia ocorrer. …

“Evidentemente, a guerra de que se está falando aqui não está no passado. Não é a Primeira Guerra Mundial, nem a segunda, pois os danos que são profetizados se aplicam com mais propriedade a uma guerra termonuclear, capaz de danificar a Terra, a vida no mar e a vida vegetal. Portanto, refere-se a uma guerra mundial como a que poderia ocorrer se fossem usadas armas como as atuais.” – SRA/EP, p. 58.

Ver Apêndice: “Ventos a ponto de se soltarem”.

7:2 E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, tendo o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, quem fora dado que danificassem a terra e o mar,

O selo do Deus vivo –  “O selo de Deus é concedido a quem vive em íntima união com Cristo e recebe continuamente o dom gratuito da Sua justiça. O selo é ‘o seu nome e o nome do Pai’ (Apoc. 14:1). O nome de Cristo e o nome do Pai são símbolos do Seu caráter. (Ver Parábolas de Jesus, p. 330.)” – LES963, lição 4, p. 6.

“O selo não é alguma ‘marca que pode ser vista, mas a consolidação na verdade, para que eles [o povo de Deus] não possam ser abalados’ (Comentário de Ellen G. White, SDABC, vol. 4, p. 1.161).” – LES892, p. 101.

“O selo de Deus é o nome de Cristo ‘e o nome de Seu Pai’ escritos na fronte (Apoc. 14:1). Aquele que vence o pecado pela graça de Cristo tem o nome dEle e o nome do Pai inscritos em sua pessoa (Apoc. 2:17; 3:12; 22:4).  …Muitos nomes visavam a indicar o caráter daqueles que os recebiam.” – LES892, p. 100.

“Somente as vestes que Cristo proveu, podem habilitar-nos a aparecer na presença de Deus. Essas vestes de Sua própria justiça, Cristo dará a toda alma arrependida e crente. ‘Aconselho-te’, diz Ele, ‘que de Mim compres … vestidos brancos, para que vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez.

“Esse vestido fiado nos teares do Céu não tem um fio de origem humana. Em Sua humanidade, Cristo formou caráter perfeito, e oferece-nos esse caráter.” – Parábolas de Jesus, p. 311.

“Apocalipse 7 não está falando do selo do evangelho que é aplicado pelo Espírito Santo para dar-nos a certeza de que somos filhos de Deus. Os de Apocalipse 7 já o receberam. Como sabemos? Porque o selo de Apocalipse 7:1-3 é aplicado sobre os servos de Deus, o que demonstra que já são convertidos.

“…Onde, revela Deus, está o Seu selo para os crentes? Isaías 8:16 … .

“ ‘…sela a Lei no meio dos Meus discípulos.’

“… Alguns cristãos se surpreendem ao ler este versículo. Não obstante, ele se harmoniza plenamente com o Novo Testamento, onde diz: ‘Ora, sabemos que O temos conhecido por isto, se guardamos os Seus mandamentos. Aquele que diz: Eu O conheço, e não guarda os Seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade’ (I São João 2:3,4). São Paulo disse que a obediência da lei distingue o cristão espiritual do carnal, ‘por isso o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar, portanto os que estão na carne não podem agradar a Deus’ (Romanos 8:7, 8).

“Seria bom fazermos uma análise para comprovar a firme certeza do que acabamos de descobrir. Busquemos na lei de Deus (Êxodo 20:3-17) as três características básicas de um selo completo: 1. Nome; 2. Cargo; 3. Jurisdição. Encontraremos no mandamento que estabelece o dia de repouso.[1. Senhor Deus; 2. Criador; 3. Universo]” – SRA/EP, p. 59.

“No Apocalipse, o selo de Deus está associado com o caráter do remanescente, semelhante ao de Cristo. O selo colocado na testa do povo de Deus em Apocalipse 7 é definido em Apocalipse 14:1 como os nomes de Cristo e do Pai. Na Bíblia, o nome de uma pessoa corresponde à própria pessoa, ou seja, ao seu caráter. O nome de Deus indica como Ele é. Portanto, ostentar o nome de Deus significa não apenas pertencer a Ele, mas ter desenvolvido, pela Sua graça, um caráter semelhante ao dEle.

“Neste ponto, pode ser interessante lembrar que há uma identidade muito próxima entre Cristo e Sua lei. A lei é a expressão escrita do caráter de Deus. É também importante destacar que, no Apocalipse, o remanescente é caracterizado por guardar os mandamentos de Deus. Isso fica claro em Apocalipse 12:17 e 14:12. Os que ouvem e aceitam a mensagem dos três anjos são descritos como os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus (Apoc. 14:12). Esses são os selados.

“As duas características mencionadas são extremamente significativas. Poderiam ser chamadas de fé e obediência, evangelho e lei. Os selados reconhecem que sua salvação só é uma realidade através da fé em Jesus, e confiam inteiramente nEle. Mas sabem também que Jesus deseja ser o seu Senhor. Eles reconhecem a soberania de Jesus ao guardar Sua lei como expressão de amor e gratidão.

“O selo de Deus está associado com Sua lei e, de maneira muito especial, como sábado. O primeiro anjo de Apocalipse 14:7 convida os habitantes da Terra a adorarem a Deus, o criador do Céu e da Terra. Isso é exatamente o que o sábado nos convida a fazer. Quando imitamos a nosso Criador e Redentor, nos tornamos como Ele é.” – LES963, lição 9, p. 5A.

“Tendo em conta que Jesus disse que não mudou a lei e que não autoriza muda-la (São Mateus 5:17, 18), e que o remanescente que receberia o selo de Deus seria obediente a Seus mandamentos (Apocalipse 14:12), fica claro que Deus não mudou Seu sinal (o santo sábado). Ainda mais: no Apocalipse há uma séria advertência para os que alteram a Palavra de Deus (Provérbios 30:5, 6) e terríveis maldições de Deus para quem acrescente algo a Sua Palavra ou dela tire alguma coisa (Apocalipse 22:18, 19).“ – SRA/EP, p. 106 e 107.

“Visto que a observância do sábado é um sinal de santidade (Êxo. 31:13), ela constitui uma parte importante da experiência de justiça pela fé em Cristo. …’De todos os dez preceitos, só o quarto contém o selo do grande Legislador, Criador dos céus e da Terra.’ – Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 17. (Comparar com Patriarcas e Profetas, págs. 313 e 315; Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 232.). …O mandamento do sábado é o selo de Deus porque contém o nome, a autoridade e o domínio do Legislador divino (Êxo. 20:8-11; comparar com I Reis 21:8; Ester 3:12).” – LES892, p. 102.

“Nosso Senhor Jesus Cristo foi muito enfático ao declarar que Ele não veio mudar a lei (São Mateus 5:17) e que não autoriza a mudança sequer de uma letra ou sinal enquanto durarem os céus e a Terra (São Mateus 5:18). Portanto, qualquer mudança da lei de Deus não obedece à vontade divina, mas a daquele que se rebelou contra Deus e foi expulso do Céu (Apocalipse 12:7-9). Por isso é que a obediência ao mandamento do sábado se constitui num sinal ou selo de lealdade a Deus (Ezequiel 20:20).” – SRA/EP, p. 61.

“Selo de Deus Vivo: O caráter de Deus gravado na alma dos que se dedicaram inteiramente a Cristo. O sinal exterior é a observância do sábado.” – LES892, p. 99.

“A observância do sábado é o sinal exterior de que nos entregamos tão completamente a Deus e estamos tão firmados na verdade, que não podemos ser abalados, mesmo quando for decretada a pena de morte para os que observam o sábado.” – LES892, p. 103.

“O sinal de Deus, ou selo, de Sua obra criativa e redentiva é o sábado. O sábado é um sinal de que Ele é o Criador. (Gen. 2:1-3; Êxo. 20:8-11).

“O sábado é também um sinal de santificação ou consagração (Êxo. 31:13; Ezeq. 20:12). O dom da santidade se tornou possível através da morte de Cristo e pela dotação do Espírito Santo (I Pedro 1:2). Então o sábado é um sinal ou selo da justificação e salvação.” – LES963, lição 9, p. 3.

“Assim como Êxodo 31:16, 17 diz que o sábado seria sinal perpétuo entre Deus e Seu povo, Isaías 56 demonstra claramente que o sinal seria para todo crente, independente de sexo, nacionalidade, raça ou qualquer outra diferença humana. Note que Jesus aplicou esta profecia aos dias do Novo Testamento. (S. Mateus 21:13; São Marcos 11:17; São Lucas 19:46). …

“Apesar da tremenda emergência que significou a morte de seu amado Filho, a bem-aventurada … Maria não fez as compras dos aromas para embalsamar a Jesus no sábado, mas esperou o domingo para ungir o Seu corpo [São Lucas 4:16, 31; 23:52-56]. Isto mostra que ela guardava o mandamento do sábado, no qual está o selo de Deus. Outras mulheres piedosas, as quais não puderam comprar na sexta-feira, guardaram o sábado e fizeram suas compras no domingo. (São Marcos 16:1-2.)  O mesmo exemplo encontraremos na vida de Paulo, …

“Muitos católicos chamam o sábado de dia da Virgem. Na realidade é o dia que a bem-aventurada … Maria guardava, e o Novo Testamento nos revela que ela repousava no sábado, ‘conforme o mandamento’ de Deus. Nós faríamos bem em imitar seu piedoso exemplo, guardando o sábado tal qual ela fazia.

“Não sei se você já pensou nisso, mas o que significa ser cristão? Ser cristão é imitar a Jesus; ser semelhantes a Ele, viver a vida que Ele viveu. Por exemplo: Não devemos odiar, porque Ele perdoava e mesmo na cruz orou: ‘Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.’ Do mesmo modo, um cristão guarda o sábado porque Jesus, nosso exemplo, também o guardou.” – SRA/EP, p. 61.

Ver também comentário sobre Apoc. 14:1.

Da banda do sol nascente (oriente, leste) – “O anjo do selamento (Apoc. 7:2) e os reis que destroem a moderna Babilônia (Apoc. 16:12) vêm do leste, ou do “lado no nascimento do sol” (Isa. 41:25). A origem disso é que Ciro, que destruiu a antiga Babilônia veio do Leste.” – LES963, lição 7, p. 2.

“O Oriente é um símbolo importante na Bíblia. O tabernáculo original e o templo da visão de Ezequiel estavam voltados para o Oriente (Êxo. 27:13-15; Ezeq. 40:16). A tribo de Judá, da qual descendia Jesus, acampava-se no lado oriental do acampamento de Israel no deserto (Núm. 2:3). …O ‘Oriente’ ou ‘Sol nascente’ desceu do Céu à Terra quando Jesus veio remir a humanidade. Malaquias refere-se ao Messias dizendo que ‘nascerá o Sol da Justiça, trazendo salvação nas Suas asas’ (Mal. 4:2).” – LES892, p. 98 e 99.

“Ciro e seu exército eram tipos de Cristo e os anjos celestiais que derrotarão a Babilônia moderna (Apoc. 17:14).” – LES892, p. 98 e 99.

O anjo do selamento (o outro anjo) – “O anjo do selamento é Cristo. O anjo do selamento em Apocalipse 7:2 pode ser considerado como a própria pessoa de Cristo. É Ele quem sela Seu povo e traz o raiar do dia espiritual para os pecadores que crêem. Assim como a vitória de Ciro tornou possível o seu decreto libertando Israel do cativeiro em Babilônia, a vitória de Cristo (Apoc. 5:5, 9 e 10) possibilita que Ele separe Seu povo da ‘Babilônia’ moderna e que os sele para a eternidade.” – LES892, p. 99.

7:3 dizendo: Não danifiques a terra, nem o mar, nem as árvores, até que selemos na sua fronte os servos do nosso Deus.

Não danifiqueis a terra, o mar, as árvores – “João contemplou em visão o quadro da terrível destruição que ocorrerá nos últimos dias. Nesse tempo de terror universal, todos os poderes do mal efetuarão um violento ataque final contra o mundo e especialmente contra o povo de Deus.” – LES892, p. 105.

“Em sua rebelião contra Deus, Satanás trata de danificar e destruir tudo o que pertence ao Criador, incluindo o mundo e suas criaturas.” – SRA/EP, p. 50.

Até – “A preposição até sugere que, quando o último sincero receber o sinal do sábado em sua vida, os ventos se soltarão em meio à violência descrita em Apocalipse 11:18, e o Senhor virá para destruir ‘os que destroem a Terra’”. – SRA/EP, p. 62.

Até que hajamos assinalado – “Cristo quer que os crentes vivos entrem numa relação com Ele que suporte o escrutínio (ou exame minucioso) do Universo…. O juízo que precede o Segundo Advento não terminará antes que os servos de Deus sejam selados definitivamente (Apoc. 7:3). Então o caráter deles estará inteiramente de acordo com a vontade de Deus (Apoc. 14:1). Eles cumprirão o que é declarado em Apocalipse 14:5: ‘Não se achou mentira em sua boca; não tem mácula’.” – LES892, p. 74 e 75.

“O selo do Deus vivo só será colocado sobre os que são semelhantes a Cristo no caráter.” – LES892, p. 100.

“A obra de Deus, de selar o Seu povo, livra-os da destruição iminente, e os preserva para Seu reino. Se vivermos até que Jesus venha, precisamos receber o selo de Deus no fim do tempo para ser salvos. Não ser selado é estar perdido. As sete últimas pragas só ocorrerão quando o povo de Deus já estiver selado.” – LES892, p. 96.

“Satanás está agora usando cada artifício neste tempo de selamento a fim de desviar a mente do povo de Deus da verdade presente e levá-los a vacilar. Vi que Deus estava estendendo uma cobertura sobre o Seu povo a fim de protegê-lo no tempo de angústia; e que cada alma que se decidia pela verdade e era pura de coração devia ser coberta com a proteção do Todo-poderoso. …Satanás estava procurando lançar mão de todas as suas artes a fim de mantê-los onde estavam, até que o selamento passasse, até que a proteção fosse tirada de sobre o povo de Deus e este ficasse desprotegido da ardente ira de Deus nas sete últimas pragas.” – Primeiros Escritos, p. 43 e 44.

Selo nas testas – “…Apocalipse 7:2,3 diz que o selo ou sinal de Deus teria que ser aplicado na fronte dos servos de Deus, o que na profecia significa na mente, ou seja, aceitação plena. Em Ezequiel 20:20 nos é dito que não o conseguiremos pelo saber, mas por praticar a observância do sábado de Deus. ‘Santificai os meus sábados, pois servirão de sinal entre Mim e vós, para que saibais que Eu sou o Senhor vosso Deus.’ O selo de Deus (sábado) na lei, demonstra a autoridade de quem promulgou a lei. O selo no crente (eu decido guardar o sábado como dia de repouso) demonstra a quem pertence esse servo, tem o nome de Deus em sua fronte, lhe pertence.

“É tal e qual quando você põe seus dados num livro, uma Bíblia por exemplo. Tem seu nome escrito, por isso se distingue das demais. Ela lhe pertence. O Senhor também faz assim. Coloca em nós o selo para diferenciar-nos dos que dizem ser cristãos, e quando (bem logo) chegar o momento de Seu retorno, virá buscar-nos e nos levará para casa. Mas pensemos um pouco: O diabo nos roubou, porém Jesus não é um ladrão. Ele não pega o que não é dEle. Por isso nos comprou e nos lavou com Seu sangue, e agora que pôr em nós Seu selo distintivo a fim de que os anjos nos levem e nos entreguem a Jesus, como sua propriedade legítima. Se eu rejeitar o selo, negando a Jesus Seu direito sobre mim, Ele não me levará para a Sua casa.” – SRA/EP, p. 60.

“A única esperança de qualquer homem, reside em Jesus Cristo… Todos quantos entrarem [pelas portas da cidade] trajarão o vestido da justiça de Cristo, e o nome de Deus estará em sua testa. Esse nome foi o símbolo que o apóstolo viu em visão, e significa a entrega da mente a uma obediência inteligente e leal a todos os mandamentos de Deus.” – Ellen G. White, Filhos e Filhas de Deus, P. 370, citado em LES963, lição 9, p. 6.

“O antigo sumo sacerdote israelita usava um turbante que continha na frente uma lâmina de ouro na qual estavam escritas as palavras: ‘Santidade ao Senhor’ (Êxo. 28:36-38; Lev. 8:9). Este fato e a cena descrita em Ezequiel 9 constituem os antecedentes do Antigo Testamento do simbolismo usado em Apocalipse 7 e 14. …Quando o nome de Cristo e do Pai são inscritos nos crentes, eles recebem a dádiva do caráter divino. É declarado que estão selados na fronte porque dedicaram a mente a Cristo de modo cabal e completo. O Espírito Santo veio habitar neles. São ‘participantes da natureza divina’ (II S. Ped. 1:4).” – LES892, p. 100.

“Qual é a relação entre o anjo do selamento (Apoc. 7:1-3) e o terceiro anjo (Apoc. 14:9-11)?

                “Dois aspectos da mesma mensagem. Nessas duas cenas temos dois anjos simbólicos ministrando ao mesmo tempo – pouco antes do Segundo Advento. Um aplica o selo do Deus vivo, o que resulta no selamento dos 144.000. O outro adverte as pessoas de que não devem receber a marca ou o sinal da besta. Isto resulta num grupo leal que estará livre dessa marca, mas guardará os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. Esse grupo se compõe dos 144.000, com o nome do Pai escrito na fronte. O fato é que, nessas duas profecias, vemos o mesmo anjo ou movimento e dois aspectos correlatos da mesma mensagem. ‘O anjo com o selo do Deus vivo, mencionado no capítulo sete, é, portanto, o mesmo que o terceiro anjo do capítulo catorze.’ – Uriah Smith, As Profecias do Apocalipse, p. 115.” – LES893, p. 59.

7:4 E ouvi o número dos que foram assinalados com o selo, cento e quarenta e quatro mil de todas as tribos dos filhos de Israel:

144.000 – “O número simbólico de 144.000 são os resgatados de todas as nações. Suas vestiduras foram alvejadas no sangue do cordeiro.” – LES892, p. 96.

“…os 144.000 são o fiel e selado povo de Cristo que estará vivendo na Terra quando Ele vier.” – LES892, p. 103.

“…[símbolo da] última geração vivente do povo de Deus.” – LES893, p. 57.

“Este número é simbólico porque se acha contido numa profecia que é distintamente simbólica. Os ‘quatro anjos’, os ‘quatro ventos’, ‘o Oriente’’, e ‘o selo’ são símbolos proféticos (Apoc. 7:1-3). As doze tribos representam a última geração de crentes fiéis que participaram da experiência de justiça pela fé em Cristo. (Comparar com Gál. 3:27-29.) As tribos literais não existem mais, e é inconcebível que só 144.000 judeus ‘poderão subsistir’ (Apoc. 6:17) na segunda vinda de Jesus.” – LES893, p. 58.

“O número 144.000 representa inteireza e perfeição, e constitui o resultado da multiplicação de 12 por 12 e então por 1.000. Seria um erro deduzir que João estava pensando em termos literais. A menção dos 144.000 está contida numa profecia muito simbólica. Apocalipse 7 usa tais símbolos como ‘quatro anjos’, ‘quatro cantos’, ‘quatro ventos’, ‘Oriente’, ‘o selo’ na fronte dos que constituem o povo de Deus. Interpretar literalmente esses símbolos seria omitir o ponto principal da passagem. O simbolismo tem muita significação para os cristãos dos últimos dias. … As pessoas seladas que serão preservadas durante a grande tribulação nos últimos dias não pertencem literalmente às doze tribos de Israel. As tribos não existem mais. Elas são mencionadas porque em sua totalidade representam o povo de Deus, e abrangem tanto judeus como gentios. No Novo Testamento, a Igreja estabelecida por Jesus e organizada pelos doze apóstolos constitui o novo Israel. …Em sua carta aos Romanos, Paulo demonstra que verdadeiro judeu é aquele que experimentou uma transformação espiritual em Cristo Jesus (Rom. 2:28 e 29; 9:6 e 7). … Podemos dizer, portanto, que ao falar dos 144.000 sob o aspecto das doze tribos de Israel, João se referia a cristãos que estariam vivendo no fim do tempo. Os que estão em Cristo Jesus são de fato o novo Israel.” – LES892, p. 103.

“As evidências indicam que os 144.000 são cristãos. Comparar com S. Mat. 21:43; I. S. Ped. 2:9; Gál. 3:29; 6:15 e 16. Em primeiro lugar, o apocalipse é um documento cristão (1:1) enviado a cristãos (1:11). Em segundo lugar, o Israel nacional rejeitou o Messias e o governo de Deus. (Ver S. João 19:15.) Agora o povo de Deus se compõe de cristãos de todas as nacionalidades. Todo crente genuíno é um membro do verdadeiro ‘Israel de Deus’ (Gál. 6:15 e 16). De acordo com o ponto de vista do Novo testamento, os 144.000 são cristãos que vivem para Deus durante a crise final da história humana.” – LES893, p. 58 e 59.

“Estes, tendo sido transladados da Terra, dentre os vivos, são tidos como ‘as primícias para Deus e para o Cordeiro’. Apocalipse 14:1-5; 15:3. ‘Estes são os que vieram de grande tribulação’ (Apocalipse 7:14); passaram pelo tempo de angústia tal como nunca houve desde que houve nação; suportaram a aflição do tempo de angústia de Jacó; permaneceram sem intercessor durante o derramamento final dos juízos de Deus. Mas foram livres, pois ‘lavaram os seus vestidos, e os branquearam no sangue do Cordeiro’.” – O Grande Conflito, p. 654.

“Eles [os 144.000] são identificados com base em seu serviço ao Senhor. Caracterizam-se por sua fidelidade, obediência e lealdade. Demonstram ao mundo que são povo de Deus por sua fé em Cristo e conduta cristã. … Não devemos meter-nos em discussões acerca de quem são os 144.000. ‘Não é Sua vontade que eles se metam em discussões acerca de questões que os não ajudam espiritualmente, tais como: Que pessoas vão constituir os cento e quarenta mil? Isto, aqueles que forem os eleitos de Deus hão de sem dúvida, saber em breve.’ – Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 174, citado em LES892, p. 104.

“Passagens bíblicas que tratam dos 144.000: Apoc. 7:2-4 e 15; 14:1-5; 15:2.” – LES892, p. 104.

“A verdadeira questão é a espécie de pessoas que eles são. ‘Não é … vontade de [Deus] que eles [a Igreja] se metam em questões que os não ajudam espiritualmente, tais como: Que pessoas vão constituir os cento e quarenta e quatro mil? Isto, aqueles que forem os eleitos de Deus hão de sem dúvida, saber em breve.’ – Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 174. (Manuscrito 26, 1901.)” – LES893, p. 58.

7:5 da tribo de Judá havia doze mil assinalados; da tribo de Rúben, doze mil; da tribo de Gade, doze mil;

Característicos nas doze tribos – “No seu livro: The Cross and Its Shadow (‘A Cruz e Sua Sombra’),  S. N. Haskell adota o conceito de que cada pessoa que fizer parte dos 144.000 será incluída na tribo que corresponda melhor ao seu caráter e experiência. Ao considerarmos as sugestões que se seguem, talvez tenhamos uma idéia da tribo a que pertenceremos se fizermos parte dos 144.000.” – LES892, p. 104.

Da tribo de Judá – “Os componentes desta tribo são reconhecidos como dirigentes de confiança em ocasiões de perplexidade.” – LES892, p. 104, citando o livro The Cross and Its Shadow.

Da tribo de Rúben – “As pessoas incluídas nesta tribo têm sido ‘inconstantes como a água’, sem força de vontade para fazer algo de bom. Mas examinam sinceramente o coração para descobrir suas próprias debilidades, e pela graça de Deus, essas fraquezas são transformadas em força.“ – Idem.

Da tribo de Gade – “Estes se erguem acima da apostasia e da derrota, reconhecem suas transgressões, reivindicam as promessas de Deus, lavam suas vestiduras no sangue do Cordeiro e entram na cidade de Deus como vencedores.“ – Ibidem.

7:6 da tribo de Aser, doze mil; da tribo de Naftali, doze mil; da tribo de Manassés, doze mil;

Da tribo de Aser – “Acham-se tão repletos do Espírito Santo que permitem que Ele suavize as asperezas de sua vida. Proferem palavras de conforto e animação para os outros.” – Ibidem.

Da tribo de Naftali – “Estes proferem ‘palavras formosas’. Em ocasiões e situações difíceis, eles permanecem destemidamente no posto do dever, preferindo sacrificar a vida a comprometer a causa de Deus.” – Ibidem.

Da tribo de Manassés – “Amam a paz e se alegram por terem sido libertos do mal. Tem grande prazer nas coisas espirituais.” – Ibidem.

7:7 da tribo de Simeão, doze mil; da tribo de Levi, doze mil; da tribo de Issacar, doze mil;

Da tribo de Simeão – ”Este filho de Jacó era agressivo, chegando até a cometer homicídio. Os seus pecados foram, porém, confessados e perdoados. Os salvos desta tribo talvez se caracterizem por grandes pecados que foram perdoados.” – LES892, p. 105, citando o livro The Cross and Its Shadow.

Da tribo de Levi – “Quando Israel caiu em apostasia no Sinai, esta tribo se distinguiu por sua fidelidade. Aqueles que serão incluídos na tribo de Levi permanecerão fiéis à Causa de Deus quando outros estiverem vacilando e caindo.” – Idem

Da tribo de Issacar -”Os característicos desta tribo consistem principalmente em abnegação e boa vontade para levar fardos pesados. Visto que desempenham muito bem as suas responsabilidades, são colunas na Causa de Deus. Não são pessoas impulsivas, mas equilibradas e dignas de confiança.” – Ibidem.

7:8 da tribo de Zebulom, doze mil; da tribo de José, doze mil; da tribo de Benjamim, doze mil assinalados.

Da tribo de Zebulom -”Quando os inimigos do Senhor são numerosos e agressivos, este grupo se expões ao opróbrio e à morte. Alguns deles, como Zebulom no passado, talvez sejam hábeis no manejo da pena e exercerão grande influência, trazendo vitória para a Causa de Deus.” – Ibidem.

Da tribo de José -”Os componentes desta tribo se distinguem pela integridade. Nunca deixam de ser leais a Deus e têm prazer em realizar Sua vontade.”- Ibidem.

Da tribo de Benjamim -”Paulo foi o benjamita típico: zeloso e dedicado. Os que pertencerem a esta tribo terão feito tudo que estava ao seu alcance para propagar o evangelho.” – Ibidem.

“NOTE que, devido aos pecados de sua vida, Dã e Efraim não são incluídos na lista das dez tribos em que serão divididos os 144.000.” – LES892, p. 105

7:9 Depois destas coisas olhei, e eis uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, que estavam em pé diante do trono e em presença do Cordeiro, trajando compridas vestes brancas, e com palmas nas mãos;

Depois destas coisas – “A visão dos remidos no Céu é uma cena de vitória e celebração. A visão é apresentada fora da ordem cronológica. O sexto selo (Apoc. 6:12-17) descreve a Segunda Vinda de Jesus. …o sétimo selo (Apoc. 8:1) só se refere sucintamente à trasladação dos remidos para o Céu. O capítulo 7 é um intervalo entre o sexto e o sétimo selo. … Assim, a visão dos santos no Céu é seguida por uma breve explicação da maneira pela qual eles chegaram ali” – LES892, p. 109.

A multidão inumerável – “Os remidos de todas as épocas.” – LES892,  p. 115

“Em contraste com os 144.000, a multidão é como a areia do mar. Alguns estudantes da Bíblia consideram isso uma referência à promessa de Deus à Abrão, de que os seus descendentes seriam tão numerosos como as estrelas nos céus (Gen. 15:5), e à promessa a Jacó, de que a descendência dele seria como a areia do mar (Gen. 32:12). A visão traz coragem àqueles que tendem a preocupar-se com os bancos vazios nos cultos da igreja, ao passo que os estádios de futebol e outros jogos esportivos se acham lotados. A visão torna claro que o propósito redentor da parte de Deus não será frustrado.” – LES892, p. 110

De todas as nações, tribos, povos e línguas –“Isto cumpre a grande comissão de Cristo e, nos últimos dias, o repto da proclamação mundial das mensagens dos três anjos de Apocalipse 14:6-12. … A multidão inumerável abrange os fiéis de todas as épocas.” – LES892, p. 109 e 110.

Em pé diante do trono – “Na presença de Deus no santuário celestial.” – LES892, p. 115.

Vestes brancas – “As vestiduras brancas usadas pelos remidos representam a justiça de Cristo recebida pela fé (Apoc. 19:7 e 8).”” – LES892, p. 110.

“A justiça de Cristo dada de graça ao crente é representada nos símbolos do Apocalipse por roupas e vestimentas. (Ex.: Apocalipse 7:9, 13, 14). Os que acompanham a Cristo estão vestidos de roupas brancas, os quais lavaram suas roupas e as alvejaram no sangue do Cordeiro. Há preciosas promessas de vida eterna para os que lavam suas roupas no sangue de Cristo (Apocalipse 22:14; 3:4, 5).” – SRA/EP, p. 51.

Em pé, diante do trono – “O santuário celestial também é o espaço no qual Deus se encontra com o Seu povo (Apoc. 7:9-11 e 15), o lugar no qual eles têm acesso a Ele. No lugar específico dentro da criação, no qual Deus está disponível, Ele pode ser alcançado de qualquer ponto do Universo.” – LES963, lição 3, p. 3A.

“Palmas” ou folhas de palmeira – “Símbolos de regozijo e vitória.” – LES892, p. 115.

“No décimo quinto dia do sétimo mês, e durante os sete dias que vinham em seguida, os israelitas deviam viver em cabanas ou barracas … As colheitas do outono haviam terminado, e o Dia da Expiação estava no passado. Aliviados de pecados e ansiedades, o povo de Deus podia ter uma festa de descanso e regozijo espiritual. Habitavam em cabanas feitas de ramos de palmeiras para comemorar a direção de Deus durante o período no deserto (Deut. 16:12-15) e Suas maravilhosas bênçãos desde então.” – LES892, p. 110 e 111.

“A festa dos tabernáculos antitípica começará quando os justos forem arrebatados para o encontro com Jesus. E continuará até que sejam recebidos no Céu, na grande diante do trono de Deus. – LES892, p. 116.

7:10 e clamavam com grande voz: Salvação ao nosso Deus, que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro.

                A multidão louva a Deus por Sua salvação – “As exclamações de alegria e triunfo dos remidos atribuem a salvação a Deus. Não há nenhuma indicação de auto-elogio, nenhuma referência a realizações humanas. Eles enfrentaram o inimigo, lutaram contra ele e saíram vitoriosos unicamente pela graça de Deus.” – LES892, p. 110.

7:11 E todos os anjos estavam em pé ao redor do trono e dos anciãos e dos quatro seres viventes, e prostraram-se diante do trono sobre seus rostos, e adoraram a Deus,

7:12 dizendo: Amém. Louvor, e glória, e sabedoria, e ações de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém.

                Louvor dos anjos – “Os milhares de milhares de anjos que rodeiam o trono de Deus participam espontaneamente do júbilo da grande multidão. Eles se prostram diante de Deus e Lhe prestam perfeito e sétuplo tributo ou preito de louvor.” – LES892, p. 111

Para sempre – “’Para sempre’ não é suficiente para louvar a Deus pela salvação que Ele proveu.” – LES892, p. 115.

7:13 E um dos anciãos me perguntou: Estes que trajam as compridas vestes brancas, quem são eles e donde vieram?

7:14 Respondi-lhe: Meu Senhor, tu sabes. Disse-me ele: Estes são os que vêm da grande tribulação, e

levaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.

                Vieram de grande tribulação – “Perseguição através dos séculos, mas especialmente no tempo de angústia final.” – LES892, p. 115.

                Objetivo da visão/grande tribulação– “A visão dos remidos destina-se a trazer encorajamento e conforto à Igreja dos últimos dias. Em Seu sermão no Monte das Oliveiras (S. Mateus 24 e 25), Jesus disse aos discípulos que, antes de vir o fim, haveria tal aflição que o mundo nunca havia testemunhado. Por meio dessa mensagem a Seus discípulos, ele fala a nós hoje. Seu objetivo não era produzir terror, mas salientar a necessidade de estar espiritualmente alerta. … devemos concentrar a atenção no futuro triunfo que Cristo promete para a Igreja, e não na tribulação terrestre que está à nossa frente. Devemos visualizar-nos pela fé com os remidos no Céu e expressar uns aos outros a certeza que Cristo provê em Sua Palavra. Isto será benéfico para a nossa experiência espiritual.” – LES892, p. 109.

Purificação por meio do sangue de Cristo – “Devido ao pecado, nossa condição não é natural, e deve ser sobrenatural o poder que nos restaure, do contrário, não tem valor. Existe unicamente um poder capaz de quebrar o domínio do mal no coração dos homens, e esse é o poder de Deus em Jesus Cristo. Unicamente por meio do sangue do Crucificado existe purificação do pecado. Sua graça, tão-somente, nos habilita a resistir e subjugar as tendências de nossa natureza caída.” – A Ciência do Bom Viver, p. 428, citado em LES892, p. 113. Ver ainda Tito 3:5-7.

                “…passagens …sobre veste ou vidas manchadas…: Êxo. 19:10 e 14  Sal. 51:1-7  Isa. 1:18  Isa. 64:6  Zac. 3:1-5.” – LES892, p. 112.

7:15 Por isso estão diante do trono de Deus, e o servem de dia e de noite no seu santuário; e aquele que está assentado sobre o trono estenderá o seu tabernáculo sobre eles.

                Santuário (ou templo) – “No templo celestial os justos se ocuparão no julgamento dos ímpios durante o Milênio (Apoc. 20:4-6; I Cor. 6:2). Por mil anos os salvos de todas as épocas servirão a Deus ‘de dia e de noite no Seu santuário [ou templo]’ (Apoc. 7:15).

”No fim dos mil anos não haverá nenhum templo na Nova Jerusalém, aqui na Terra. João declara: ‘Nela não vi santuário; porque o seu santuário é o Senhor, o Deus Todo-poderoso e o Cordeiro.’ Apoc. 21:22. A eterna Cidade dos salvos na Terra renovada não conterá nenhum templo ou santuário porque o problema do pecado terá sido eliminado definitivamente. O santuário ou templo celestial é o lugar de mediação e julgamento, devido ao pecado. Visto que o pecado será completamente destruído no fim do Milênio (Apoc. 20:9), não haverá mais necessidade de um lugar de intercessão e julgamento. … Todas as vezes que é mencionado no livro do Apocalipse, o templo de Deus se encontra no Céu.” – LES892, p. 114

Deus habita entre eles – “Nunca mais estarão sem a Sua presença.” – LES892, p. 115.

7:16 Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem cairá sobre eles o sol, nem calor algum;

                Isaías 49:10 – “Nunca terão fome nem sede; não os afligirá nem a calma nem o sol; porque o que se compadece deles os guiará, e os conduzirá mansamente aos mananciais das águas.”

7:17 porque o Cordeiro que está no meio, diante do trono, os apascentará e os conduzirá às fontes das águas da vida; e Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima.

O Cordeiro os apascentará e os guiará – “(Ver Isa. 40:11; 49:10); O Cordeiro será o Pastor.” – LES892,p. 115.

 

Publicado originalmente em: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com/2015/07/apocalipse-7.html



APOCALIPSE 6
26 de setembro de 2018, 1:00
Filed under: Sem categoria

Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/apocalipse/ap-capitulo-6/

Depois de ser entronizado, normalmente o rei israelita estabelecia seu reino punindo os rebeldes que poderiam afetar o bem-estar de sua nação (1Rs 2). Em Apocalipse 6, esse aspecto da entronização de Cristo no santuário celestial é enfatizado. Primariamente, os símbolos utilizados nos selos (Ap 6:1-17; 8:1) mostram o Senhor punindo aqueles que dizem pertencer ao Seu povo, mas vivem em desacordo com Seus princípios.

Os sete selos tem como pano de fundo as maldições da aliança (Dt 28:15-68). Elas foram estipuladas por Deus como uma maneira de chamar Seu povo de volta para si, caso eles se afastassem por seus pecados. Da mesma maneira, desde o estabelecimento da igreja até a consumação final, o Senhor tem se utilizado muitas vezes de guerras, fomes e doenças para chamar a atenção dos desatentos dentro do Seu arraial. Deus pode utilizar em nossos dias diferentes situações, problemas, percalços e perplexidades, para chamar-nos para termos um relacionamento real e fiel com Ele.

Mesmo não sendo Deus o originador dos males que nos afligem, Ele os permitirá para nos acordar para a realidade do mal e de que somente nEle podemos encontrar paz.

Clacir Virmes Jr.
Professor de Novo Testamento
SALT – Seminário Latino Americano de Teologia

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1419
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Gisele Quimelli e Jeferson Quimelli

Áudio online [voz: Valesca Conty]:



APOCALIPSE 6 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
26 de setembro de 2018, 0:20
Filed under: Sem categoria

1 Abriu um dos sete selos. Assim como as mensagens às sete igrejas, as cenas reveladas quando os selo são abertos podem receber tanto uma aplicação específica quanto geral (ver com. de Ap. 1:11). As cenas podem ser interpretadas como episódios significativos nas etapas sucessivas da história na Terra. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 858.

2 Um cavalo branco. Um grupo [de comentaristas] entende que este símbolo representa a igreja da era apostólica (c. 31-100 d.C.), quando a pureza de sua fé (sugerida pela cor branca) a impulsionou a fazer uma das maiores conquistas espirituais da história cristã. É provável que nenhum século desde o primeiro da era cristã tenha testemunhado uma expansão tão ampla do reino de Deus. O arco na mão do cavaleiro simbolizaria conquista e a coroa (stephanos; ver com. de Ap 2:10), vitória. O evangelho foi propagado com tal rapidez que, ao escrever para os colossenses por volta de 62 d.C., Paulo afirmou que as boas-novas haviam sido pregadas “a toda criatura debaixo do céu”(Cl 1:23; cf. AA, 4, 578). CBASD, vol. 7, p. 858.

3 Segundo ser vivente. Sucessivamente, cada um dos seres viventes anuncia um dos quatro cavaleiros. CBASD, vol. 7, p. 859.

4 Vermelho. O simbolismo do segundo cavaleiro retrata as condições nas quais a igreja se encontrava em cerca de 100 a 313 d.C. (ver com. de Ap 2:10). As perseguições violentas que sofreu nas mãos dos césares são bem caracterizadas por um cavaleiro que carrega uma “grande espada”e tem poder para “tirar a paz da terra”. Se o branco representa pureza de fé (ver com. de Ap 6:2), então o vermelho pode ser interpretado como uma corrupção da fé por meio da introdução de heresias. CBASD, vol. 7, p. 859.

Um cavalo preto. Se o cavalo branco sugere vitória, e sua cor, pureza (ver com. do v. 2), pode-se pensar no cavalo preto como u indício de derrota, e sua cor, de mais corrupção da fé. CBASD, vol. 7, p. 859.

Uma balança. Pode-se entender que este símbolo caracteriza a condição espiritual da igreja após a legalização do cristianismo no 4o. século, quando igreja e estado se uniram. Após essa reunião, grande parte da preocupação da igreja se voltou para questões seculares e, em muitos casos, seguiu-se uma carência de espiritualidade (sobre a história desse período, ver p. 4-11). Essa balança também pode ser interpretada como símbolo de preocupação indevida comas necessidades da vida. A batalha n!ao mais resulta em vitória, … mas agora tem um resultado temível: a fome. CBASD, vol. 7, p. 859. CBASD, vol. 7, p. 859.

6 Um denário. O denário romano representava o salário de um dia do trabalhador comum (ver Mt 20:2). Logo, a porção diária de trigo por um dia de trabalho mal representava o alimento suficiente para um trabalhador e sua família. … Quando aplicadas ao período da história da igreja cristã posterior à legalização do cristianismo, por volta de 313-538 d.C. (cf. p. 832, 833), as palavras do interlocutor anônimo podem ser interpretadas como um indicativo da preocupação geral com as coisas materiais. CBASD, vol. 7, p. 859, 860.

Cevada. A cevada era a comida comum dos pobres e era também usada para alimentar animais (er com. de Jo 6:9). CBASD, vol. 7, p. 860.

O azeite e o vinho. Estes eram os dois líquidos comuns usados como alimentos no mundo antigo. Alguns os interpretam como símbolos de fé e de amor, que deveriam ser preservados diante do materialismo que dominou a igreja após sua legalização no 4o. século. CBASD, vol. 7, p. 860.

8 Amarelo. A cor do medo e da morte. Com o cavalo amarelo, o tempo de aflição chega a um terrível clímax. CBASD, vol. 7, p. 860.

Espada. A série – espada, fome, morte (ou peste) e bestas – pode ser interpretada como a representação da deterioração progressiva da civilização que se segue à guerra. A devastação da espada, matando pessoas e destruindo plantações, produz fome; a fome resulta no colapso da saúde, causando peste; e quando a peste cobra seu preço, a sociedade humana se enfraquece tanto que não consegue se proteger dos ataques de bestas selvagens. Quando aplicado a um período específico da história cristã, o quarto cavaleiro parece representar uma situação característica do período de 538  1517, o período de dominação de Roma papal (cf. p. 832-834; ver com. de Ap 2:18). CBASD, vol. 7, p. 860.

9 Altar. O altar representado na visão devia lembrar o altar de bronze do santuário hebraico, e os mártires podem ser entendidos como sacrifícios oferecidos a Deus. Assim, como o sangue dos animais era derramado na base desse altar (ver Lv 4:7) e “a vida [LXX, psyche, “alma”] da carne está no sangue”(Lv 17:11), pode-se entender que a vida dos mártires se encontra debaixo do altar. CBASD, vol. 7, p. 860.

Almas. O simbolismo do quinto selo foi apresentado para encorajar aqueles que enfrentaram martírio e morte, com a certeza de que, apesar do aparente triunfo do inimigo, chegaria a hora da vindicação. Tal incentivo seria particularmente animador para os que viveram nos tempos terríveis de perseguição do fim da Idade Média, sobretudo durante a época da Reforma e depois dela (c. 1517-1755; ver p. 27-52; ver com. do v. 12). Para eles, deve ter parecido que o longo período de opressão nunca chegaria ao fim. A mensagem do quinto selo era uma garantia de que a causa de Deus triunfaria afinal. O mesmo encorajamento virá àqueles que enfrentarem o último grande conflito (ver T5, 451). Qualquer tentativa de identificar essas “almas” como espíritos desencarnados dos mártires mortos viola as regras de interpretação das profecias simbólicas. João não teve uma visão do Céu como ele é de fato. Lá não há cavalos nas cores branca, vermelha, preta e de igual modo, não há “almas” debaixo de um altar no Céu. Toda a cena consiste em uma representação pictórica e simbólica, cujo objetivo é ensinar as li;óes espirituais destacadas acima. CBASD, vol. 7, p. 861.

Daqueles que tinham sido mortos. O foco da revelação …passa a descrever a condição dos santos em si. CBASD, vol. 7, p. 861.

10 Clamaram. Isto é, na representação pictórica (ver com. do v. 9). Figurativamente, ouvem-se as “almas” falando. CBASD, vol. 7, p. 861.

Vingas. Os mártires não buscam vingança para si; em vez disso, procuram vindicar o nome de Deus (ver Rm 12:19; ver com. de Ap 5:13). CBASD, vol. 7, p. 861.

 

 



APOCALIPSE 6 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS
26 de setembro de 2018, 0:05
Filed under: Sem categoria
4052 palavras

Apocalipse 6

A abertura dos seis primeiros selos

6:1 E vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos, e ouvi um dos quatro seres viventes dizer numa voz como de trovão: Vem!

E, havendo o Cordeiro aberto um dos selos – “…só o Cordeiro é digno de abrir o rolo em virtude de Seu triunfo sobre Satanás. Quando Ele abre o rolo, são transmitidas à Terra mensagens de Deus. Essas mensagens destinam-se a suprir as necessidades espirituais da Igreja e da humanidade em geral. Acontecimentos na Igreja e no mundo ameaçam desviar almas de Cristo. Deus envia mensagens de luz e de advertência para enfrentar a situação.” – LES892, p. 84.

Selos – “Do mesmo modo que algum historiador poderia decidir escrever a história da igreja em 7 volumes (cada um abordando uma época) Deus nos revelou por antecipação as características básicas de cada período ou época pelos quais a igreja passaria. Cada selo seria equivalente a um volume. Ao abrir cada um dos selos, São João viu como que um impressionante audiovisual profético através do qual Deus lhe indicava o que haveria de suceder desde seus dias até o fim. … O primeiro selo revela as características básicas do século apostólico, e o sexto selo termina falando da segunda vinda de Cristo, chegando à culminação com o sétimo que é a vinda do Senhor.” – SRA/EP, p. 53.

“A abertura do rolo na mão do Pai revela o apelo de Deus à humanidade devido aos acontecimentos terrestres. Com o rompimento de cada um dos selos, podemos ver os eventos e ouvir as mensagens do Céu que precedem a Segunda Vinda de Cristo.” – LES892, p. 92 e 93.

“A profecia dos sete selos (Apoc. 6:1 a 8:1) não somente delineia o declínio espiritual da Igreja no decorrer da História, mas também a atitude de Deus para com isso. … Os selos de Apocalipse 6 não são meramente uma lição de História. Eles provêem mensagens para hoje, ao enfrentarmos os desafios de viver no tempo do fim.” – LES892, p. 84.

Verso Sete Selos Período Sete Igrejas
Apoc. 6:2 1. Cavalo branco Primeiro Século A.D. Éfeso
Apoc. 6:3 e 4 2. Cavalo vermelho Até Constantino Esmirna
Apoc. 6:5 e 6 3. Cavalo preto 313-538 A.D. Pérgamo
Apoc. 6:7 e 8 4. Cavalo amarelo Idade Média até a Reforma Tiatira
Apoc. 6:9 e 11 5. Almas debaixo do altar Pós Reforma Sardes
Apoc. 6:12 e 13

Apoc. 6:14-17

Apoc. 7:1-8

Apoc. 7:9-17

6. Sinais do fim

Volta de Cristo

Selamento

Santos no Céu

Últimos dias

Futuro

Últimos dias

Futuro

Laodicéia
Apoc. 8:1 7. Silêncio no Céu Futuro Nenhuma

Diagrama dos períodos da abertura dos sete selos – baseado em LES892, p. 84.

Ouvi um dos quatro animais (ou criaturas viventes) dizer… – “As ordens são dadas pelas ‘criaturas viventes’, que são querubins.” – LES892, p. 86.

Vem! -”Algumas versões dizem: ‘Vem, e vê’, mas a tradução mais correta do texto grego é ‘Vem’ (ou ‘Vai’?). – LES892, p. 86.

“Muitos copistas dos manuscritos gregos entendiam que isso era um convite para que João viesse contemplar a seqüência da abertura do selo, e acrescentaram portanto as palavras: ‘e vê’. A Versão Autorizada [em inglês] segue essa tradução incorreta. No entanto, os melhores textos gregos só contém o convite: ‘Vem’.” – George Eldon Ladd, Commentary on the Revelation of John (Grand Rapids, Mich.: Wm. B. Eerdmans, 1972), p. 96, citado em LES892, p. 86.

6:2 Olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava montado nele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vencendo, e para vencer.

Cavalos – “…os cavalos e cavaleiros retratados nos quatro primeiros selos representam a Igreja em suas várias etapas de desenvolvimento e declínio.” – LES892, p. 85.

Cavalo branco – “O cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco e uma coroa saem ‘vencendo e para vencer’. Simbolicamente, isto descreve a Igreja em sua condição inicial de pureza quando, sob a liderança do Senhor ressurreto, ela levou o evangelho avante, a despeito da oposição dos poderes pagãos.” – LES892, p. 85.

“A época dos santos apóstolos (século I) coincide com a igreja de Éfeso. Eles receberam a doutrina pura da Bíblia para prega-la (São Marcos 16:10-16). Enfrentaram muitas lutas (Atos 4:1-3, 18-20, 24-30; 5:17-20, 26-29; 6:8; 7:60) mas não permitiram que a doutrina fosse maculada. Houve  também grandes vitórias para Cristo: 3.000 conversos no Pentecostes; poucos dias depois já havia 5.000; a conversão de Saulo e o evangelho a todo o mundo conhecido (Colossenses 1:6, 23). Se queremos conhecer a doutrina pura de Cristo devemos estudar a Santa Bíblia, pois nela está escrita pelos apóstolos a época do cavalo branco. … Foi escrita pelos santos apóstolos, deixando-nos o registro dessa doutrina pura, branca de Jesus Cristo.” – SRA/EP, p. 53.

Branco – “pureza; justiça.” – LES892, p. 87.

Arco – “Símbolo de guerra ou peleja.” – LES892, p. 85.

Coroa – “Símbolo de recompensa.” – LES892, p. 85.

Vencendo e para vencer – “Contínua vitória espiritual.” – LES892, p. 85.

Mensagem do cavalo branco – “A mensagem do primeiro anjo (Apoc. 14:6 e 7).” – LES892, p. 87.

6:3 Quando ele abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizer: Vem!

6:4 E saiu outro cavalo, um cavalo vermelho; e ao que estava montado nele foi dado que tirasse a paz da terra, de modo que os homens se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.

Cavalo vermelho – “O cavalo vermelho com o cavaleiro que carrega uma espada para tirar vidas humanas simboliza a perda da pureza espiritual na Igreja do período pós-apostólico. Cristãos apóstatas procuraram impor suas idéias aos outros pela conquista militar e perseguição religiosa, e não pela persuasão pacífica. […] Igreja de 100 a 313 A.D. A cor vermelha simboliza tanto perseguição como gradual corrupção da fé.” – LES892, p. 85.

“Sangue; pecado; advertências de Deus devido ao pecado.” – LES892, p. 87.

“A cor vermelha e os símbolos deste selo falam indiscutivelmente de derramamento de sangue. É o período das dez perseguições gerais desatadas pelo império romano contra os cristãos que preferiam morrer a renunciar à fiel obediência aos princípios bíblicos. Este selo começa com a morte do último apóstolo (São João, fim do século I) e chega até o ano 313, quando Constantino assina em Milão o Edito da Tolerância. Coincide com o período da igreja de Esmirna.” – SRA/EP, p. 54.

Tirasse a paz da Terra – “Se a mensagem do cavalo vermelho, assim como a do cavalo branco provém de Deus, como se explicam as palavras: ‘foi-lhe dado tirar a paz da Terra”? (Apoc. 6:4; comparar com S. Mat. 10:34-36.) […] O evangelho divide o mundo em duas partes: os que servem a Deus e os que se rebelam contra Ele. “- LES892, p. 86 e 87.

N.C: Joseph Battistone, em LES892, sugere as possíveis interpretações para a espada do cavaleiro do cavalo vermelho: a) “Tentativa de impor conceitos e opiniões a outros.”; b) O sentido dados nos versos: Efésios  :17; Heb. 4:12; c) O sentido dos versos: Isa. 1:19 e 20; 65:11 e 12.

6:5 Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizer: Vem! E olhei, e eis um cavalo preto; e o que estava montado nele tinha uma balança na mão.

Cavalo preto – “O cavalo preto com o cavaleiro que tem na mão uma balança representa a Igreja do começo da Idade Média, a qual se afastou da revelada vontade de Deus. A Igreja adotou os métodos do mundo para levar adiante sua missão, e ocasionou um período de intensa fome espiritual.” – LES892, p. 85.

“A igreja que enfrentou lutas para manter a pureza de suas doutrinas e que viu ser derramado o sangue de seus membros por não renunciar a fidelidade, agora é representada  pelo preto, antítese do branco. A negrura muitas vezes representa na Santa Bíblia as trevas, o pecado, a apostasia, ou o erro. Corresponde ao período que vai desde 313 a 538. São Paulo profetizou acerca do tempo em que se mudariam as doutrinas por um processo de paganização (Atos 20:27-31; II Tessalonicenses 2:3-6; II Timóteo 4:1-4). São Pedro também profetizou como um dia a igreja haveria de se corromper (II São Pedro 2:1-3).” – SRA/EP, p. 54.

Balança – “União da Igreja e do Estado; a Igreja volveu-se para o materialismo.” – LES892, p. 85.

“A balança, o espírito de comercialização e materialismo que penetraria na igreja.” – SRA/EP, p. 54.

6:6 E ouvi como que uma voz no meio dos quatro seres viventes, que dizia: Um queniz de trigo por um denário, e três quenizes de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho.

Medida – “Porção diária de alimento para o trabalhador comum.” – LES892, p. 86.

Dinheiro ou denário – “A remuneração de um dia de trabalho. O amor ao dinheiro tornou-se o espírito predominante.” – LES892, p. 86.

“Um dinheiro era o salário de um dia de trabalho, com o qual comprariam apenas 654 g de trigo ou menos de 2 quilos (1.962 g) de cevada.

“Isto é o símbolo da tremenda escassez da Palavra de Deus, proibida nesse tempo (Amós 8:11, 12), que produziu fome de ouvir a Palavra. Muitas doutrinas começam a morrer e entram crenças pagãs (Ex.: Em 7 de março de 321, Constantino emite a lei dominical mais antiga que se conhece). A maioria acompanha o processo de deterioração doutrinal. Uns poucos fiéis (remanescentes) seguem respeitando a verdade bíblica.” – SRA/EP , p. 54.

“É declarado o preço do trigo e da cevada em Apocalipse 6:6, mas não a renda média das pessoas. Essa informação é suficiente para deduzir que estava havendo fome ou carestia? Um denário foi o pagamento por um dia de trabalho na parábola contada por Jesus (S. Mat. 20:2, 9, 10 e 13).” – LES892, p. 87.

Azeite e Vinho – “O azeite representa o Espírito Santo (Zacarias 4:2-6). O vinho representa o sangue de Cristo derramado pelos pecadores (São Mateus 26:27-29).“ – SRA/EP , p. 54.

“Líquidos comuns usados como alimento no mundo do Novo Testamento; representam a fé e o amor que deviam ser preservados em meio ao materialismo.” – LES892, p. 86.

“O materialismo que impregnou o cristianismo na Idade Média encontra seu paralelo na igreja Laodicéia, que não reconhece sua grande necessidade espiritual, pois se considera rica e abastada e diz que não precisa de coisa alguma (Apoc. 3:17). O azeite e o vinho de genuína espiritualidade correm o risco de ser danificados. Mas a mensagem a Laodicéia indica que muitos na Igreja aceitarão os remédios de Cristo antes que seja tarde demais.” – LES892, p. 88.

N.C.: Textos adicionais, citados em LES892, p. 87, sobre trigo, cevada, azeite e vinho enquanto símbolos: Osé. 2:8; Joel 2:19, 23 e 24; Zac. 4:1-6; S. Mat. 9:17; Gên. 49:10-12.

6:7 Quando abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizer: Vem!

6:8 E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava montado nele chamava-se Morte; e o inferno seguia com ele; e foi-lhe dada autoridade sobre a quarta parte da terra, para matar com a espada, e com a fome, e com a peste, e com as feras da terra.

Cavalo amarelo (ou pálido) – “O cavalo amarelo, cujo cavaleiro de chama ‘Morte e Hades’, representa a Igreja da Idade Média. A fome espiritual resultou em morte espiritual. A Igreja se afastara tanto do amor e humildade de Jesus, que deixou de  ser a Sua Igreja. Cristãos apóstatas perseguiram os cristãos fiéis. A morte e o inferno representam a sentença divina sobre a Igreja apóstata.” – LES892, p. 85.

Amarelo – “Morte e destruição para os que rejeitaram as advertências de Deus.” – LES892, p. 87.

Inferno – “A sepultura personificada.” – LES892, p. 87.

A quarta parte da Terra – “A grande parte do mundo sobre a qual dominava a Igreja.” – LES892, p. 86.

Espada – “Devastações causadas pela guerra; o martírio de cristãos.” – LES892, p. 86.

Mortandade – “A peste (neste contexto).” – LES892, p. 86.

“A simbologia expressa a aflição espantosa da época da inquisição predita por Jesus (São Mateus 24:21), também profetizada por Daniel (Daniel 7:21, 25; 12:7) e que será estudada em Apocalipse 13:5. Corresponde ao período que vai de 538, quando entra em vigência o decreto de Justiniano, até 1517, o começo da reforma. As doutrinas puras são pisoteadas cada vez mais e os cristãos paganizados perseguem implacavelmente o pequeno remanescente fiel à doutrina bíblica.” – SRA/EP , p. 55.

Branco Vermelho Preto Amarelo ou

Verde-claro

Arco Coroa Espada Balança
Apoc. 3:4, 5 e 18; 19:7 e 8 Isa. 63:1-5; 1:18 Jer. 4:27 e 28; Isa. 50:2 e 3 II Reis 19:26; Eze. 17:24 Gên. 49:22-24; Zac. 10:1 e 3-7 Apoc. 3:11; Lev. 8:9; Êxo. 28:36-38 Efés. 6:17; Heb. 4:12; Isa. 1:19 e 20; 65:11 e 12 Jó 31:6; Dan. 5:27; Sal. 62:9

Simbolismo das quatro cores dos cavalos e objetos dos cavaleiros – LES892, p. 86 e 87.

6:9 Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que deram.

Quinto selo – “O quinto selo cobre o período que vai de 1517 a 1755.” – SRA/EP, p. 55.

Almas debaixo do altar – “Devemos lembrar-nos de que no livro do Apocalipse estamos lidando com linguagem simbólica. A tentativa de interpretar essa passagem literalmente deturpará a mensagem profética. A visão pode ser compreendida mais claramente se for comparada com o ritual dos sacrifícios do Antigo Testamento. …

“O que estas passagens ensinam sobre o sangue e o sacrifício? Lev. 4:7; 17:11; Êxo. 29:12. No ritual do santuário, os sacerdotes derramavam o sangue dos novilhos à base do altar do holocausto. A vida do animal era considerada como estando no sangue. Quando derramava o sangue do animal dessa maneira, o sacerdote estava devolvendo a vida a Deus por meio do ritual do sacrifício.” – LES892, p. 88.

“No altar de bronze do santuário do Antigo Testamento se ofereciam os sacrifícios de animais. O sacrifício era queimado e o sangue era derramado na base do altar (Levítico 4:7). A vida ou a alma está no sangue (Levítico 17:11; Deuteronômio 12:23). O símbolo é claro: O sangue dos mártires do pequeno remanescente fiel que não aceitou a paganização doutrinal é derramado como um sacrifício ao pé do altar. Esse sangue simbolicamente clama a Deus, como o fez o sangue de Abel que foi morto por seu irmão (Gênesis 4:10).” – SRA/EP, p. 55.

“Os mártires receberão a vida eterna. Em simbolismo profético, João viu os mártires que haviam dado a vida por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus Cristo. Ele não viu almas desencarnadas no Céu, e, sim, uma representação simbólica do fato de que Cristo reservara os justos mortos para a vida eterna que será outorgada na manhã da ressurreição. (Ver I Tim. 6:16; I Cor. 15:51-54.)” – LES892, p. 88 e 89.

“Especialmente aqueles que foram martirizados nos períodos da pré-Reforma e da Reforma; mas se aplica aos mártires de todas as épocas, incluindo a nossa.” – LES892, p. 89.

6:10 E clamaram com grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano, santo e verdadeiro, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?.

Até quando não julgas e vingas? – “O clamor dos mártires é na realidade um pedido de justiça – não num sentido frio e legalista, mas com genuína paixão pela justiça e paz. O clamor dos mártires não é um desejo de vingança pessoal, mas um pedido de vindicação divina.” – LES892, p. 89.

Vingas o nosso sangue – “Milhões baixaram ao túmulo carregados de infâmia, porque recusaram render-se às enganosas pretensões de Satanás. Por tribunais humanos os filhos de Deus foram condenados como os mais vis criminosos. Mas próximo está o dia em que ‘Deus mesmo é o juiz’. Sal. 50:6. Então as sentenças dadas na Terra serão invertidas. Então ‘tirará o opróbrio do Seu povo de toda a Terra’. Isa. 25:8. Vestes brancas dar-se-ão a todos eles. Apoc. 6:11. 1E chamar-lhe-ão: povo santo, remidos do Senhor.’ Isa. 62:12.” – Parábolas de Jesus, p. 179 e 180, citado em LES892, p. 91.

6:11 E foram dadas a cada um deles compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda por um pouco de tempo, até que se completasse o número de seus conservos, que haviam de ser mortos, como também eles o foram.

“Apocalipse 6:11 se cumpre quando é aberto o quinto selo do rolo que Cristo tomou das mãos do Pai (Apoc. 5:6 e 7; 6:9). Os mortos são vindicados no juízo pré-advento (Apoc. 6:11). Seus irmãos vivos são ‘completados’ ou ‘aperfeiçoados’, no sentido de obterem vitória sobre o pecado, durante esse mesmo juízo pré-advento. Então, Cristo volta (Apoc. 6:12-17).” – LES963, lição 9, p. 6.

Compridas vestes brancas – “Manto comprido usado  como sinal de distinção. O manto da justiça de Cristo.” – LES892, p. 89.

“As vestiduras brancas simbolizam a dignidade que lhes confere a justiça de Cristo (Apocalipse 19:8; 3:5; 7:14). Mas, embora tivessem ganho a vitória em Cristo, deviam descansar na tumba um pouco de tempo até que Jesus venha e lhes dê a recompensa (Heb. 11:39, 40).” – SRA/EP, p. 55.

“As ‘vestes brancas’ simbolizam sua vindicação [dos mártires justos] no julgamento celestial que precede o Segundo Advento. Visto que eles morreram possuindo a justiça de Cristo, podem ser julgados dignos da vida eterna.” – LES892, p. 90.

“No trajeto encontramos uma multidão que também contemplava as belezas do lugar [Nova Terra]. Notei a cor vermelha na borda de suas vestes, o brilho das coroas e a alvura puríssima dos vestidos. Quando os saudamos, perguntei a Jesus quem eram eles. Disse que eram mártires que por Ele haviam mortos.” – Primeiros Escritos, p. 18 e 19, citado em LES892, p. 89.

Por pouco tempo­ – “Até que o caráter de Deus seja vindicado no juízo e os santos possam receber sua recompensa.” – LES892, p. 89.

Completasse o número dos seus conservos – “Apocalipse 6:11 pode ser traduzido: ‘E foi dada a cada pessoa uma roupa branca, e dito que deveria esperar um pouco mais, até que seus companheiros e irmãos, que estavam para ser mortos como eles o foram, pudessem ser completos (chegassem à perfeição).’ Os que morreram salvos serão vindicados no juízo pré-advento. Seus irmãos vivos serão feitos completos em Cristo antes de receberem o selo de Deus no tempo do fim (Apoc. 7:1-3).” – LES963, lição 4, p.6.

“Pelo poder do Espírito Santo, o povo de Deus do tempo do fim será feito completamente vitorioso em Cristo, durante ‘as bodas do Cordeiro’, o juízo pré-advento (Apoc. 19:2, 7 e 8). Então, eles são selados em suas frontes. Seus nomes serão conservados para sempre no livro da vida e Satanás não terá mais poder sobre eles. (Ver Primeiros Escritos, págs. 270 e 271.)” – LES963, lição 9, p. 5.

“Como nos tornamos espiritualmente completos? Col. 2:10-13; Efés. 3:16-19. […] ‘O forte poder do Espírito Santo efetua uma transformação completa no caráter do instrumento humano, tornando-o nova criatura em Cristo Jesus. Quando alguém está cheio do Espírito, quanto mais severamente for provado e afligido, tanto mais claramente demonstrará que é um representante de Cristo. … Estamos buscando Sua plenitude sempre prosseguindo para o alvo colocado diante de nós – a perfeição de Seu caráter? Quando o povo do Senhor atingir esse alvo, eles serão selados em suas frontes. Cheios do Espírito, estarão completos em Cristo, e o anjo relator declarará: ‘Feito está!’” – Comentário de Ellen G. White, SDABC, vol. 6, p´. 1.117 e 1.118, citado em LES892, p. 90.

“A maioria das traduções de Apocalipse 6:11 parecem indicar que os mártires não poderão ser ressuscitados até que certo número de pessoas tenham sido mortas por sua fé. … O verbo grego para ‘sejam completados’ não denota necessariamente a completação de determinado número de mártires.” – LES892, p. 90.

6:12 E vi quando abriu o sexto selo, e houve um grande terremoto; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua toda tornou-se como sangue;

O sexto selo – “A abertura do sexto selo revela uma série de acontecimentos que assinalam o começo do fim.” – LES892, p. 91.

“O sexto selo culmina com a segunda vinda de Cristo. Por isso podemos adequadamente chamá-lo o tempo do fim.” – SRA/EP, p. 55.

“O sexto selo representa a Segunda Vinda de Cristo (Apoc. 6:15-17).” – LES892, p. 72.

Grande terremoto – “O terremoto de Lisboa, em 1º de novembro de 1755. Também o paralelo, nos últimos dias, com o terremoto de que fala Apocalipse 16:18. (Ver o Grande Conflito, pág. 304.)” – LES892, p. 92.

“O grande terremoto tem sido identificado por muitos teólogos como o grande terremoto de Lisboa, de 1º de novembro de 1755.” – SRA/EP, p. 55.

O Sol tornou-se negro – “O dia escuro de 19 de maio de 1780.” – LES892, p. 92.

“O escurecimento do Sol ocorreu em 19 de maio de novembro de 1780. E a Lua se tornou em sangue na noite do mesmo dia.” – SRA/EP, p. 55.

6:13 e as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira, sacudida por um vento forte, deixa cair os seus figos verdes.

A queda das estrelas – “A chuva de estrelas foi em 13 de novembro de 1833.” – SRA/EP, p. 55.

“A grande chuva de meteoros em 13 de novembro de 1833.” – LES892, p. 92.

“Essa profecia teve cumprimento surpreendente e impressionante na grande chuva meteórica de 13 de novembro de 1833. Aquela foi a mais extensa e maravilhosa exibição de estrelas cadentes que já se tem registrado. …Deste modo a atenção do povo foi dirigida para o cumprimento da profecia, sendo muitos levados a dar atenção à advertência do segundo advento.” – O Grande Conflito, p. 333 e 334.

“O dia escuro e a queda das estrelas foram sinais notórios para essa geração. Mas outras coisas estão acontecendo nesta geração. Faz poucos anos a Ciência arremessou a humanidade para dentro da era atômica. O poder do átomo conduziu um submarino por sob a calota polar, e agora o homem se atirou para dentro do espaço exterior. O fato de poder o homem agora viajar a aproximadamente 32 mil quilômetros por hora, mais de 300 quilômetros acima da superfície terrestre, tem qualquer significado para nós? O Senhor virá precedido por sinais no céu e na Terra.” – Roy Allan Anderson, O Apocalipse Revelado, p. 85.

“Embora só Deus … conheça o dia e a hora (São Mateus 24:36), podemos identificar a época. Entre outros muitos sinais para conhecer o tempo do fim, identificaremos os seguintes: (São Mateus 24:7); grandes calamidades e terremotos (São Mateus 24:7); luta entre o capital e o trabalho (São Tiago 5:1-8); o comportamento social distorcido de nossa época (II Timóteo 3:1-5). O último sinal a cumprir-se será a pregação do evangelho em todo o mundo (São Mateus 24:14). Esses sinais nos permitem conhecer a época em que virá Jesus. Em São Lucas 21:28 Jesus nos dá Seu sábio conselho para este tempo.” – SRA/EP, p. 56.

6:14 E o céu recolheu-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares.

O céu recolheu-se como um livro que se enrola – “Isto não pode referir-se ao Céu onde está Deus, mas ao céu atmosférico, pois a atmosfera ou firmamento é também chamado ‘céu’. Ver Gen. 1:8. … É significativo compreender que nossa geração se encontra bem entre os versos 13 e 14.” – O Apocalipse Revelado, p. 85.

6:15 E os reis da terra, e os grandes, e os chefes militares, e os ricos, e os poderosos, e todo escravo, e todo livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas;

6:16 e diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos da face daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro;

6:17 porque é vindo o grande dia da ira deles; e quem poderá subsistir?

Grande dia – “O dia do juízo de Deus, especialmente a Segunda Vinda de Cristo.” – LES892, p. 92.

“‘O dia do Senhor’ nas profecias do Antigo Testamento é o dia em que Deus vindicará o Seu nome na Terra. Será um dia de luz para os justos, mas de trevas para os ímpios. (Ver Isa. 13:9 e 10; Joel 2:1 e 2; Amós 5:18-20.)” – LES892, p. 91.

Quem poderá subsistir? – “Qual será a reação dos infiéis e dos justos diante da vinda de Jesus? Apocalipse 6:14-17; Isaías 25:8 e 9. Resp.: a. Os infiéis: ‘…E disseram aos montes e aos rochedos: caí sobre nós, e escondei-nos da face dAquele que Se assenta no trono…’ b. Os fiéis. ‘…Naquele dia se dirá: Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e Ele nos salvará; …na Sua salvação exultaremos e nos alegraremos.’ …

“A diferença não obedece a discriminações. Está determinada pela aceitação ou rejeição de Cristo. (Veja a importante revelação feita por Jesus e registrada por João o autor do livro do Apocalipse em São João 3:16-18.) A aceitação de Cristo é expressa pelo respeito e fidelidade a Suas leis (São Mateus 7:21-23) e a Sua palavra (São Mateus 7:24-27).” – SRA/EP, p. 41.

“Diante da segunda vinda de Cristo, aqueles que se amparam na graça salvadora receberão a vida eterna, aqueles que recusaram a salvação em Cristo terão de enfrentar as circunstâncias. Jesus disse: ‘Porquanto Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele. Quem nEle crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus’ (São João 3:17, 18).” – SRA/EP, p. 56.

“Com esta pergunta penetrante chega ao fim a cena… [da abertura do sexto selo]. Cada um dos seis selos que foram abertos mostra um aspecto diferente do grande conflito entre Cristo e Satanás, e cada um deles ajuda a demonstrar a justiça de Deus perante o Universo espectador. Agora há uma pausa na abertura dos selos, pois tem de ser respondida uma pergunta. Até este ponto na descrição dos terríveis acontecimentos que precedem o Segundo Advento não foi dada nenhuma indicação de que alguém sobreviverá a eles. Daí a comovente pergunta: ’Quem poderá subsistir?’ O capítulo 7  interrompe a seqüência dos selos, a fim de dar a resposta.” – SDABC, vol. 7, p. 780, citado em LES892, p. 97.

“A pergunta feita no verso 17 é respondida em Apocalipse 7:1-8. Quem pode permanecer em pé sem temer a volta de Jesus são os selados antes que os ventos sejam soltos e antes de terminar o tempo da graça.” – LES963, lição 9, p. 6.

 

Publicado originalmente em: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com/2015/07/apocalipse-6-abertura-dos-seis.html



APOCALIPSE 5
25 de setembro de 2018, 1:00
Filed under: Sem categoria

Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/apocalipse/ap-capitulo-5/>

Depois de descrever o santuário celestial no capítulo 4, em Apocalipse 5 a atenção de João é chamada para um livro, ao lado direito do trono. Um poderoso anjo faz a pergunta: “Quem é digno de abrir o livro”? Em todo o universo, ninguém foi achado com direito de abrir o livro. João chora. A razão desse choro está relacionada com o ritual de entronização dos reis israelitas (Dt 17:18-20; 2Rs 11:12). Ao ascender ao trono, todo rei israelita deveria receber uma cópia da lei para que governasse de acordo com seus princípios. João entende que o trono de Davi está vazio porque nenhum dos seus descendentes pôde cumprir as promessas de Deus.

Um dos anciãos consola o profeta: há alguém, o leão da tribo de Judá, o grande vencedor, que pode tomar o livro. Um cordeiro com aparência de ter sido morto se aproxima e toma o livro; e todos os anjos e criaturas do universo passam a louvá-Lo. Ele é digno, porque com Seu sacrifício Ele comprou para si todos aqueles que aceitam Sua oferta de graça. O soberano do universo não é um ser distante; antes, é o Senhor Jesus Cristo que viveu e morreu por nós. Assim como o universo, Ele é digno de dirigir nossa vida.

Clacir Virmes Jr.
Professor de Novo Testamento
SALT – Seminário Latino Americano de Teologia

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1418
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Gisele Quimelli e Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr. Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosB/Reavivados25-09-2018.mp3

Áudio online [voz: Valesca Conty]: