Filed under: Sem categoria
8162 palavras
As bestas que emergem do mar e da terra – o número 666
“Apocalipse 13 fala de forças satânicas que estão tentando obter a adesão de todo ser vivente. A decisão de cada pessoa determinará o seu destino eterno. Cristo assegura a Seu povo o vigilante cuidado e a aprovação divina. A fidelidade dos seguidores de Cristo em resistir à tirania de Satanás será reconhecida e recompensada pelo Céu.
“O Apocalipse deixa claro que há dois poderes no Planeta, cada um com um plano específico para unir a raça humana. Esses dois planos globais ou projetos são essencialmente incompatíveis um em relação ao outro, de tal forma que um tem de eliminar o outro.” – LES963, lição 8, p. 5A.
“Os capítulos 13 e 14 confrontam duas grande questões: 1) O capítulo 13 retrata a atuação do diabo por meio de poderes terrestres para exigir a nossa ‘adoração’. O capítulo 14 apresenta o convite de Deus para que ‘adoremos’ só a Ele. A questão correlata, tanto no capítulo 13 como no capítulo 14, é a quem prestará a humanidade total lealdade, mesmo em face da morte.
”…Os capítulos 13 e14 são o coração do livro do Apocalipse.
“…Uma advertência para todos. O objetivo de nosso estudo não é condenar ou difamar alguma pessoa ou organização religiosa. O propósito é chamar a atenção de todos para a importância de descobrir a verdade, e de submeter-se ao Senhor. Precisamos estar certos de que os nossos nomes se encontram no ‘livro da vida’. Nossa fé tem de ser suficientemente forte para evitarmos a blasfêmia contra Deus e o sistema de tirania que logo encherá a Terra.
“Quem é o verdadeiro inimigo? Fomos advertidos: ‘O diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta.’ Apoc. 12:12.” – LES893, p. 30.
13:1 Então vi subir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças nomes de blasfêmia.
Vi subir do mar – “O texto grego favorece a versão: ‘E ele se pôs em pé …’ A idéia é que o dragão, o qual acabou de ser apresentado pelejando contra o remanescente, ficou em pé na praia, esperando que surgisse essa nova besta que ele investiria de seu poder e autoridade (verso 2).
“A besta do verso 1 surge onde há multidões de pessoas. A besta ‘parecendo cordeiro’ … surge onde a população é mais esparsa.” – LES893, p. 30.
Sete cabeças – “Em nosso estudo do capítulo 12, verificamos que o dragão representa primariamente a Satanás, e secundariamente o Império Romano, o qual foi usado por Satanás para perseguir a Cristo. (Ver Apoc. 12:4 e 9.) Alguns comentaristas consideram as sete cabeças como sete poderes que combateram a verdade e o povo de Deus: Egito (Êxo. 5 a 14); Assíria (II Reis 17:1-8); Babilônia (Dan. 7:4); Média-Pérsia (Dan. 7:5); Grécia (Dan. 7:6); Roma pagã (Dan. 7:7) e Roma papal (Dan. 7:8, 21, 24 e 25). A opinião corrente é que as sete cabeças do dragão são as mesmas sete cabeças da besta semelhante a leopardo (capítulo 13) e da besta escarlate do capítulo 17.” – LES893, p. 31.
Os dez chifres – “O Império Romano do tempo de João dividiu-se mais tarde. A comparação com Daniel 7:7, 8 e 24 denota que os dez chifres das três bestas do Apocalipse (12, 13 e 17) representam as divisões nacionais em que se fragmentou o Império Romano.” – LES892, p. 32.
13:2 E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder e o seu trono e grande autoridade.
Leopardo/urso/leão – “Visto que a besta semelhante a leopardo tem certas peculiaridades dos três animais de Daniel 7 (o leão, o urso e o leopardo), o poder representado por ela possuiria características que se destacaram nos reinos de Babilônia, Pérsia e Grécia (SDABC, vol. 7, pág. 817). ” – LES893, p. 32.
O dragão deu-lhe o seu poder e o seu trono e grande autoridade – “Historicamente há só um poder que recebeu a sede e a autoridade da Roma dos Césares., tal como havia sido profetizado, e este poder é Roma papal.” – SRA/EP, p. 101.
“No capítulo 13 (versos 1-10), descreve-se a besta ‘semelhante ao leopardo’, à qual o dragão deu ‘seu poder, o seu trono, e grande poderio’. Este símbolo, como a maioria dos protestantes tem crido, representa o papado, que se sucedeu no poder, trono e poderio uma vez mantidos pelo antigo Império Romano… . [Citação de Apoc. 13:5-7] Esta profecia, que é quase idêntica à descrição da ponta pequena de Daniel 7, refere-se inquestionavelmente ao papado.” – O Grande Conflito, p. 438.
“No século sexto tornou-se o papado firmemente estabelecido. Fixou-se a sede de seu poderio na cidade imperial e declarou-se ser o bispo de Roma a cabeça de toda a Igreja. O paganismo cedera lugar ao papado.” – O Grande Conflito, p. 52.
Ver Apêndice: “Um Sistema de apostasia religiosa”.
“A questão é a lealdade a Deus. Três passagens bíblicas retratam o mesmo poder: o anticristo. São as que tratam da ‘ponta pequena’ (Daniel 7:25), da besta semelhante a leopardo’ (Apoc. 13:1-10) e do ‘homem do pecado’ (II Tess. 2:1-8).
“Um ponto no simbolismo de cada uma dessas profecias é muito importante para o estudo desta lição a saber: a alteração dos Dez mandamentos e a instituição da observância do domingo. Note o seguinte:
“1. A ponta pequena: ‘Cuidará em mudar os tempos e a lei.’ Dan. 7:25.
“2. O homem do pecado (ou da iniqüidade): assenta-se no templo de Deus, ‘ostentando-se como se fosse o próprio Deus’ (II Tess. 2:4).
“3. A besta semelhante a leopardo: Impõe a marca ou sinal da besta (Apoc. 13:17; 16:12).
“Foi o papado que cuidou em mudar os Dez Mandamentos introduzindo a observância do domingo em lugar do sábado do sétimo dia. Este ato exalta o papado acima de Deus e o coloca no lugar que pertence ao Senhor. (ver O Grande Conflito, pág. 445.)” – LES893, p. 44.
“A besta semelhante ao leopardo de Apocalipse 13:1-10 representa o papado, tanto em sua fase medieval quanto no final dos tempos.” – LES963, lição 9, p. 2.
13:3 Também vi uma de suas cabeças como se fora ferida de morte, mas a sua ferida mortal foi curada. Toda a terra se maravilhou, seguindo a besta,
Ferida mortal curada – “No ano 1798, ao terminarem os 1.260 anos de poder perseguidor (538 + 1.260 = 1.798), o general napoleônico Berthier fez uma ferida mortal no papado. Anulou o código de Justiniano, desapropriou o papado dos cinco Estados que este tinha no centro da Itália e tirou-lhe os poderes temporais. A ferida foi tão profunda que parecia que o papado não se recuperaria mais dela. O papa Pio VI foi levado para o cativeiro (Apocalipse 13:10) e seus sucessores se autorecluíram no cativeiro, negando-se a aparecer em público até que se lhes restituíssem os poderes temporais. …
“Em 1929 Benito Mussolini assinou a célebre concordata com o papado, dando-lhe os 44 hectares que hoje constituem o Estado do Vaticano, recuperando-se assim o poder temporal dos papas. Desde aquela época voltaram-se a mostrar-se em público com poder e autoridade crescentes, fazendo viagens e sendo aclamados por multidões, inclusive em países protestantes como os E.E.U.U., em outros do bloco comunista e mesmo das Nações Unidas.” – SRA/EP, p. 103.
“Embora Napoleão negociasse um tratado com o papado em 1801, que deixou o papa na posse de seu principado italiano, o papado foi outra vez malsucedido em 1870, quando o recém-unificado reino da Itália tomou os territórios papais. O papa continuou sendo ‘prisioneiro voluntário do Vaticano’ até 1929, quando um tratado com Mussolini lhe deu hegemonia sobre a cidade do Vaticano, bem como outros direitos. O jornal San Francisco Chronicle noticiou o evento em manchete: ‘Mussolini e Gasparri Assinam Histórico Pacto Romano… Curando Ferida de Muitos Anos.’ – 12 de fevereiro de 1929. Citado em SDA Student’s Source Book, vol. 9, pág. 706.” LES893, p. 38.
Cura completa – “A cura completa da ferida mortal ainda está no futuro.” – LES893, p. 36.
“Houve uma restauração gradual da vida papal nos anos que se seguiram à revolução na França. O papado sofreu novo revés quando em 1870 lhe foram tirados os Estados papais. Em 1929 ocorreu um evento significativo quando o Tratado de Latrão restaurou o poder temporal do papa, o qual recebeu o domínio da Cidade do vaticano, uma parte da cidade de Roma, medindo cerca de 108,7 acres ou 0,44 km2 de superfície. O profeta previu, porém, uma restauração muito maior. Ele viu a ferida completamente curada, segundo indica o texto grego. Depois dessa cura, ele viu ‘todos os que habitam sobre a Terra’, exceto alguns fiéis, adorando a besta (v. 8; comparar com O Grande Conflito, pág. 584). Isto ainda está no futuro. Embora o papado receba homenagem de certos grupos, vastas populações não lhe mostram deferência. Mas isso irá mudar.” – SDABC, vol. 7, p. 817 e 818, citado em LES893, p. 36.
“Embora os versos 5 e 6 indiquem que a obra blasfema da besta continuaria por 42 meses (ou 1.260 anos), os versos 3 e 4 demonstram que, após a cura da ferida mortal, seria avivado esse processo blasfemador.” – LES893, p. 37.
13:4 e adoraram o dragão, porque deu à besta a sua autoridade; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? quem poderá batalhar contra ela?
Quem poderá batalhar com ela? – “Como a besta pode ser vencida. Aí é predita reverência e adoração tanto à besta como ao poder por trás dela. Os seguidores de Cristo que rejeitam essa falsa adoração serão atacados. Mas as palavras de Jesus são muito confortadoras. (ver S. João 16:33.) O segredo da vitória sobre o poder da besta é dado em Apocalipse 22:11. ‘Eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e mesmo em faze da morte, não amaram a própria vida.’” – LES893, p. 37.
13:5 Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias; e deu-se-lhe autoridade para atuar por quarenta e dois meses.
Blasfêmia – “A palavra grega blasphemia significa ‘calúnia, difamação, linguagem injuriosa’. … Todo indivíduo, exceto os Membros da Divindade, que afirma possuir o poder e o direito de perdoar pecados é blasfemador.” – LES893, p. 33.
“Essencialmente, a blasfêmia envolve a usurpação de poderes divinos. O papado efetua isso por meio de suas afirmações audaciosas de que exerce na terra a autoridade de Deus, como Sua voz infalível, e por intermédio de seu sacerdócio e sacramentos.” – LES893, p. 34 e 35.
“Há algumas ‘arrogâncias’ do papado que para Deus são blasfêmias. Por exemplo: sua pretensão de perdoar pecados. Depois da ascensão de nosso Senhor Jesus Cristo, São Pedro deixou claro que ele (Pedro) não tinha poder para perdoar pecados, que essa é atribuição de Deus (Atos 8:20-23). Evidentemente ele conhecia o princípio bíblico de que só Deus tem poder de perdoar pecados e que, quem pretende fazê-lo, blasfema. (São Marcos 2:7.) Outros exemplos: ao fazer-se chamar ‘Santo Pai’ adotou um nome que corresponde a Deus. Jesus: ‘A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque só um é vosso Pai, Aquele que está no Céu’ (São Mateus 23:9). Proclama ser cabeça da igreja, usurpando assim a função de Cristo, que é o cabeça do corpo da Igreja (Efésios 5:23). Também aceita homenagens que na Santa Bíblia são um ato de adoração que corresponde só a Deus. Referimo-nos à prática de ajoelhar-se perante o papa. São Pedro proibiu a Cornélio que o fizesse por considerar-se (Pedro) um mero ser humano (Atos 10:25, 26). Note que o santo anjo de Deus, apesar de ser superior a um santo apóstolo, proibiu a João que se ajoelhasse diante dele, explicando que isso era um ato de adoração que só corresponde praticar perante Deus (Apocalipse 19:10; 22:8, 9). Agora entendemos melhor o que quis dizer São Paulo quando escreveu na Santa Bíblia que ‘o homem da iniqüidade, o filho da perdição,… a ponto de sentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus’. (II Tessalonicenses 2:3, 4.) Por isto é ele o anticristo (ANTICRISTO, quer dizer que se põe no lugar de Cristo, e também se opõe a Cristo).” – SRA/EP, p. 102.
42 meses – “A História demonstra que esses 42 meses proféticos ou 1.260 dias proféticos (1.260 anos literais) começaram no ano 538 quando entrou em vigência o Edito de Justiniano, dando a Roma o poder legal para perseguir e entregar até à pena de morte os cristãos dissidentes. Ao findarem os 1.260 anos, cumpriu-se a outra parte da profecia.” – SRA/EP, p. 101.
“Os 42 meses de Apocalipse 13:5 constituem o mesmo período que ‘um tempo, dois tempos, e metade dum tempo’ de Daniel 7:25. Apocalipse 13:2, 3 e 5 identificam os 42 meses com 1260 dias (ou anos). E os versos 6 e 14 do capítulo 12 identificam os 1.260 dias com ‘um tempo, tempos, e metade de um tempo’. Portanto, os 42 meses são iguais aos três tempos e meio. Este é o período de 1.260 anos da supremacia papal (538 A.D. a 1798 A.D.).
“Por volta de 538 A.D., o papado havia desarraigado as nações de bárbaros conhecidos por Hérulos, Vândalos e Ostrogodos, e atingira uma posição dominante. ‘Só quando foi quebrado o domínio dos godos, pôde o papado ficar livre para desenvolver completamente o seu poder. Em 538, pela primeira vez desde o fim da sucessão imperial do Ocidente, a cidade estava livre do domínio de um rei ariano. Nesse ano, o reino dos ostrogodos recebeu o seu golpe fatal (embora os ostrogodos subsistissem mais alguns anos como um povo). – SDABC, vol. 4, pág. 827. Depois de 538 A.D., o papado continuou a obter poder e popularidade durante séculos.
“Com a chegada da Reforma do século dezesseis, o poder do papado enfraqueceu-se consideravelmente em muitos países europeus. Alguns países rejeitaram a Reforma, retendo a dominância eclesiástica e a influência política papal até o século dezoito. A França foi um desses países. A crescente oposição ao poder da Igreja papal constituiu uma das causas da Revolução Francesa (1789). Em 1798, Berthier desferiu-lhe um golpe de morte ao aprisionar o papa. O papado continuou depois de 1798, mas com poder diminuído. Em 1870, os Estados Papais foram absorvidos pelo reino unido da Itália. O poder temporal do papado chegou ao fim.” – LES893, p. 35 e 36.
13:6 E abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome e do seu tabernáculo e dos que habitam no céu.
Blasfemar do Seu nome – “O próprio poder representa pela besta semelhante a leopardo adotou títulos divinos. (Comparar com II Tess. 2:4.) Historicamente, ele foi responsável pela rejeição do sábado do sétimo dia, o qual chama especialmente a atenção para o nome e autoridade de Deus. (Comparar com Dan. 7:25.) Desde o segundo século Roma tem sido o centro da veneração do domingo. Como Criador, Supremo Governante, e Santificador, Deus tem o direito de receber nossa adoração ao honrarmos o Seu dia sagrado.” – LES893, p. 37.
Blasfemar do tabernáculo – “Desde a ascensão de Cristo tem sido dada muita atenção ao ministério que Deus e Cristo realizam no santuário celestial. (Ver Hebreus 7 a 10.) O ‘sacerdócio de todos os crentes’ é importante e significativo. (ver Apoc. 1:6.) Todo ser humano tem o privilégio de dirigir-se diretamente a Deus e, pela fé no sacrifício todo-suficiente realizado por Cristo, receber perdão e cabal aceitação na família de Deus.
“O poder da besta de Apocalipse 13:1-10 estabeleceu seu próprio ‘templo’ na Terra, e por meio do seu ritual tem procurado desviar a atenção das pessoas das coisas sumamente importantes e vitais que Deus está efetuando no Céu. ‘O ministério celestial do sacrifício de Cristo é menosprezado, sendo substituído pelo sacrifício da missa, na terra.’ – SDABC, vol. 7, pág. 818.” – LES893, p. 37 e 38.
Blasfemar dos que habitam no Céu. “isto certamente se refere à blasfêmia contra os membros da Trindade ou aos anjos que auxiliam os seres humanos. Em certo sentido, constitui uma blasfêmia dizer que estão no Céu determinados seres que não se encontram ali. A adoração dos santos é blasfêmia porque só Deus deve ser adorado. (ver Apoc. 19:10.)” – LES893, p. 38.
“O papa atual ‘defende os ensinos que separaram o protestantismo do catolicismo romano. As principais verdades protestantes de só as Escrituras, só Cristo, só a graça e só a fé ainda são inaceitáveis para Roma e o catolicismo.
“’Em suas mensagens João Paulo II tem reiterado seu forte apego à interpretação das Escrituras pelo magisterium da Igreja, à função intercessora de Maria e dos santos, à transubstanciação, à infalibilidade papal, à função sacramental dos sacerdotes, ao perdão só através do sacramento da penitência, à salvação pela fé mais obras meritórias e às missas pelos mortos. Estes são alguns dos ensinos católicos que João Paulo II encara como não sendo negociáveis.’ – Samuele Bachiochi, Signs of the Times (dezembro de 1987), pág. 21. (Ver O Grande Conflito, pág. 602.)” – LES893, P. 39.
13:7 Também lhe foi permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe autoridade sobre toda tribo, e povo, e língua e nação.
Guerra aos santos – “A História registra abundantes atos sanguinários produzidos pelo poder papal durante os 1.260 anos em que legalmente teve poder de perseguir. Por exemplo, os ciclos de perseguições contra os valdenses, nos vales de Piemonte; a cruel noite de São Bartolomeu, que se prolongou em Paris por sete dias e no país por cerca de dois meses. Pereceram, na ocasião 70.000 pessoas.
“Mas a Inquisição não só foi terrível na França, Espanha e Europa. Chegou a atuar com mão de ferro em lugares distantes como nas colônias americanas. No México e em Lima, Peru, funcionaram tribunais do ‘Sant-Ofício da Inquisição’. Quem vai a Lima pode visitar o Museu da Inquisição, onde se conservam instrumentos de tortura e os arquivos do dito tribunal.” – SRA/EP, p. 102.
13:8 E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.
Escritos ou não no livro da vida – “Ao adorar a besta, também se adora o dragão, do qual é instrumento (Apocalipse 13:4) e de quem recebe seu poder (Apocalipse 13:2). Não estar inscrito no livro da vida, significa estar perdido. Por isso é que nosso Senhor Jesus Cristo disse que por cima de toda alegria deveríamos regozijar-nos porque nossos nomes estão escritos no Céu (São Lucas 10:20).” – SRA/EP, p. 104.
“Nossa relação com Cristo determina a questão.” – LES893, p. 39.
“Os nomes de todos aqueles que uma vez se entregaram a Deus são escritos no livro da vida, e seu caráter está agora sendo examinado perante Ele. Anjos de Deus estão avaliando o valor moral. Observam o desenvolvimento do caráter naqueles que vivem agora, para ver se os seus nomes podem ser retidos no livro da vida. É-nos concedido um tempo de graça para lavarmos e alvejarmos as vestes de nosso caráter no sangue do Cordeiro.” – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 960, citado em LES893, p. 39. (Ver ainda Heb. 12:23; Luc. 10:20; Apoc. 3:5.)
“O poder representado pela besta semelhante a leopardo, em Apocalipse 13, será o grande inimigo do povo de Deus até que Jesus venha. Mas aqueles cujos nomes permanecerem no livro da vida experimentarão a vitória final e verão a volta e Cristo para levá-los ‘ao lar’.” – LES893, p. 40.
Morto desde a fundação do mundo – “Todo o que se salvar, será salvo por Jesus (São João 14:6). Não houve um plano de redenção para o Antigo Testamento , pois o sacrifício que Jesus faria já estava disponível desde o princípio do mundo. E São Pedro declara que já estava destinado desde antes da fundação do mundo (I São Pedro 1:18-20). …
“Os crentes do Antigo Testamento se salvaram por meio do sangue que Cristo haveria de derramar na Cruz (simbolizado pelo sangue dos sacrifícios desde os dias de Adão, incluindo os serviços do Santuário), e os neotestamentários são salvos pelo mesmo sangue de Cristo que já foi derramado na cruz (Atos 15:10, 11). ‘Porque é impossível que sangue de touros e bodes remova pecados’ (Hebreus 10:4).” – SRA/EP, p. 30 e 31.
13:9 Se alguém tem ouvidos, ouça.
13:10 Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto. Aqui está a perseverança e a fé dos santos.
Ver Apêndice: “Semelhanças entre a ponta pequena de Daniel 7 e a besta de Apoc. 13:1-10”.
13:11 E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como dragão
“A segunda metade de Apocalipse 13 prediz os enganos e a perseguição que o povo de Deus enfrentará nos últimos dias. Poder-se-ia esperar que a besta semelhante a leopardo realizasse tal coisa, mas não uma besta ‘parecendo cordeiro’. Isto é surpreendente.” – LES893, p. 43.
Subiu da terra – “A segunda besta de Apocalipse 13 ‘emergiu da terra’. Os quatro animais de Daniel 7 e a primeira besta de Apocalipse 13 emergiram do mar (verso 1). Na profecia bíblica simbólica, o ‘mar’ representa uma região muito povoada. (Ver Apoc. 17:15.) Visto que o mar simboliza os povos e nações do mundo, a terra deve simbolizar uma região relativamente pouco povoada.” LES893, p. 44.
Lugar – “Mas a besta de cornos semelhante aos do cordeiro foi vista a ‘subir da terra’. Em vez de subverter outras potências para estabelecer-se, a nação assim representada deve surgir em território anteriormente desocupado, crescendo gradual e pacificamente. Não poderia, pois, surgir entre as nacionalidades populosas e agitadas do Velho Mundo – esse mar turbulento de ‘povos, e multidões, e nações, e línguas’. Deve ser procurada no Continente Ocidental.” – O Grande Conflito, p. 439.
“Se o mar representa povos e nações (Apoc. 17:15), a terra representa uma região menos povoada. Isto desvia a atenção da Europa para o Novo Mundo.” – LES893, p. 45.
“Sobre a besta que sobe da terra, em Apocalipse 13:11, convém notar: Essa é a única besta das visões apocalípticas que sobe da terra. Temos interpretado a palavra terra nesse texto como região pouco povoada. Isso é verdade, mas observando melhor essa imagem usada por João e procurando um paralelo na Bíblia pode-se chegar a Gênesis 1:24, onde diz que Deus criou bestas e animais fazendo-os sair da terra, pela Sua Palavra.
“Uma besta que brota da terra sugere um ato divino de criação. Foi Deus quem criou essa besta, Lamentavelmente, entretanto, quando ela começou a falar, falou como um dragão. Essa besta se apostatou e se transformou no falso profeta a serviço da besta que surgiu do mar e a serviço do dragão. (Apoc. 16:13). O símbolo representa apropriadamente os Estados Unidos como nação protestante, que surgiu como se fosse por Deus. Desafortunadamente, essa nação protestante se tornou parte de Babilônia, traindo o propósito de sua existência.” – LES963, lição 8, p. 5A.
Parecendo cordeiro – “O Cordeiro representa a Cristo (Apoc. 5:6 e 9). Por causa de sua aceitação do evangelho, os primitivos colonos americanos chegaram a refletir a pureza de Cristo. ‘Seu pequeno Estado [de Roger Williams] – Rhode Island – tornou-se o refúgio dos oprimidos, e cresceu e prosperou até que seus princípios básicos – a liberdade civil e religiosa – se tornaram as pedras angulares da República Americana.’ – Ellen G. White, O Grande Conflito, pág. 295.” – LES963, lição 8, p. 6.
Chifres semelhantes aos de cordeiro – “Nas Escrituras, chifres ou cornos são muitas vezes símbolo de força. (Ver Deut. 33:17; I Sam. 2:1.) Em Daniel e no Apocalipse, os chifres às vezes se referem a nações que emergiram de outras nações. (Ver Dan. 7:8; Apoc. 12:3;17:3.) Evidentemente, em Apocalipse 13:11 eles são usados para representar os dois meios pelos quais é manifestada a força da besta semelhante a um cordeiro. (Comparar com os chifres do Cordeiro em Apocalipse 5:6.) Esses dois chifres não são nações separadas que precederam da besta, mas importantes características da própria besta que a tornam uma nação diferente das outras. Como os chifres são semelhantes aos de um cordeiro, podemos deduzir que representam a força que advém da liberdade civil e religiosa. (Ver O Grande Conflito, pág. 440.)” – LES893, p. 45.
Voz de dragão– “Que contraste entre a aparência da besta e sua maneira de falar! ‘Na aparência ela é delicada e parece ser inofensiva, mas na ação é perseguidora e cruel, segundo revelam os versos 12 a 18.’ – SDABC, vol. 7, pág. 820. Ela fala como o dragão que Apocalipse 12:9 identifica com Satanás.” – LES893, p. 45.
Fala – “A ‘fala’ da nação são os atos de suas autoridades legislativas e judiciárias. Por esses atos desmentirá os princípios liberais e pacíficos que estabeleceu como fundamento de sua política. A predição de falar ‘como o dragão’, e exercer ‘todo o poder da primeira besta’, claramente anuncia o desenvolvimento do espírito de intolerância e perseguição que manifestaram as nações representadas pelo dragão e pela besta semelhante ao leopardo.” – O Grande Conflito, p. 441.
“Uma nação ‘fala’ por meio de suas leis. Nesse país que ama a liberdade serão promulgadas leis perseguidoras. A opressão não parece ser possível numa nação protegida por um documento como a Constituição dos Estados Unidos, com sua Declaração de Direitos. O contraste entre os característicos semelhantes aos de um cordeiro e os semelhantes aos de um dragão é impressionante. A erosão de liberdades civis e religiosas, acompanhada de modificações repentinas, poderá resultar na supressão de liberdades da minoria, por ordem da maioria.
“A profecia indica que leis opressivas não advirão necessariamente de pressões políticas e militares, mas de pressões religiosas, para causar a destruição dos fiéis seguidores de Deus (Apoc. 12:17; 13:11-17).” – LES893, p. 47.
Identificação – “Que nação do Novo Mundo se achava em 1798 ascendendo ao poder, apresentando indícios de força e grandeza, e atraindo a atenção do mundo? A aplicação do símbolo não admite dúvidas. Uma nação, e apenas uma, satisfaz às especificações desta profecia; esta aponta insofismavelmente para os Estados Unidos da América do Norte.” – O Grande Conflito, p. 439.
“Todas as características da segunda besta assinaladas na profecia se cumprem nos Estados Unidos. Surgiram como nação em 1776 em um território não habitado por outra nação civilizada (na profecia surge da terra e não do mar, o qual em Apocalipse 17:15 simboliza zonas densamente povoadas). Em seu começo fala como cordeiro, belo símbolo de seus ideais de liberdade, porém chegará o momento em que a profecia diz que falaria como dragão.” – SRA/EP, p. 107.
“J. N. Andrews foi o primeiro adventista do sétimo dia a sugerir que essa profecia está sendo cumprida pelos Estados Unidos. Desenvolvendo-se como nação na América do Norte, que então era pouco povoada, os Estados Unidos começaram a ser regidos pela Constituição em 1789 e aceitaram sua Declaração de Direitos em 1791. De governo republicano, sua autoridade está na mão do povo, é um país em que a maioria dos habitantes não adota a religião católica, e sua fonte de poder se encontra na prática da liberdade civil e religiosa – um Estado sem rei;uma Igreja sem papa.” – LES893, p. 46.
“A besta semelhante ao cordeiro (Apoc. 13:11-18) representa o protestantismo apostatado, o qual, em cooperação com o papado, irá provocar o governo dos Estados Unidos para aprovar leis religiosas em oposição às verdades bíblicas.” – LES963, lição 9, p. 2.
13:12 Também exercia toda a autoridade da primeira besta na sua presença; e fazia que a terra e os que nela habitavam adorassem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada.
Tempo – “Apocalipse 13:12 dá a entender que a segunda besta começou a atuar depois de 1798, quando a primeira besta recebeu a ferida mortal. Que grande nação iniciou sua existência nacional perto do fim do século dezoito, como defensora da liberdade religiosa e política? Visto que a cura da ferida mortal ocorre quando é restaurada a religião papal e restabelecida a união da Igreja e do Estado (verso 12), podemos deduzir que será então que a segunda besta desempenhará seu principal papel profético” – LES893, p. 45.
Religião – “Essencialmente, não é católica, porque acabará exercendo a autoridade para levar seu povo a adorar a primeira besta (o poder católico). Não precisaria fazer isso se a nação já pertencesse a essa comunidade religiosa (Apoc. 13:12).” – LES893, p. 45.
Cuja ferida mortal fora curada – “As últimas palavras deste versículo revelam a identidade da ‘primeira besta’. É aquela ‘cuja ferida mortal fora curada.’ O poder da besta semelhante a um cordeiro pressiona as pessoas em todas as partes da Terra a adorarem essa besta (Apoc. 13:1-10), cujo poder terá sido restaurado. Visto que a besta semelhante a leopardo representa Roma papal, a besta semelhante a um cordeiro estará profundamente envolvida em atividade religiosas. Ela imporá supremo respeito por Roma papal e exigirá que todos os habitantes da Terra prestem culto de acordo com os ditames papais.” – LES893, p. 46.
“A profecia aponta aí para a aprovação de alguma medida religiosa cuja observância seria considerada um ato de adoração, pois que o adorador, observando-a, reconhece a autoridade da primeira besta em assuntos de religião.” –SDABC, vol. 7, p. 821, citado em LES893, p. 46.
“A profecia prediz que os Estados Unidos irão finalmente imitar e cooperar com o poder da primeira besta (Apoc. 13:1) para estabelecer uma união entre igreja e Estado que imponha o tipo de culto que caracterizou a igreja medieval da Europa Ocidental. A última frase de Apocalipse 13:12 (‘cuja ferida mortal fora curada’) demonstra que essa segunda besta age depois de 1798, ocasião em que a primeira besta foi mortalmente ferida. A cura maravilhosa ocorre quando a religião papal é restaurada e a união igreja-Estado é restabelecida. Seguramente essa segunda besta vai cumprir o seu papel profético… Ao ‘falar com dragão’ (Apoc. 13:11), a besta que já foi parecida com um cordeiro apóia o culto apóstata, realizando milagres para persuadir a todos para que apóiem e ‘adorem a imagem da besta’ (verso 15). As igrejas apóstatas irão convencer o governo a aprovar leis para reforçar o culto não-bíblico.” – LES963, lição 8, p. 6.
13:13 E operava grandes sinais, de maneira que fazia até descer fogo do céu à terra, à vista dos homens;
Sinais – “A profecia é clara. Espíritos de demônios dominarão esses poderes [a besta semelhante a leopardo e a besta de dois cornos] e serão a fonte da operação de prodígios. O espiritismo moderno originou-se nos Estados Unidos em 1848, por meio da família de John D. Fox, em Hydesville, Nova Iorque. A partir daí, ele desenvolveu-se cada vez mais até transformar-se num gigantesco movimento mundial.
“’O espiritismo…, que conta centenas de milhares, e na verdade, milhões de adeptos, que teve ingresso nos meios científicos, invadiu igrejas e alcançou favor nas corporações legislativas e mesmo nas cortes reais, esse grande engano – não é senão o reaparecimento, sob novo disfarce, da feitiçaria condenada e proibida na antiguidade.’ – O Grande Conflito, pág. 562.
“Em anos recentes, o espiritismo tem-se popularizado na América por meio do difundido Movimento da Nova Era – uma mistura de ocultismo ocidental e misticismo oriental. Ele se desenvolveu nos Estados Unidos nas duas ou três últimas décadas. De acordo com a Ênfase mais recente, o médium afirma ser um conduto entre este mundo e o além. O ‘condutor’ declara que algum espírito está transmitindo uma mensagem baseada numa fonte de sabedoria antiga.” – LES893, p. 49
Fogo do céu – “O teste do Monte Carmelo será falsificado. Satanás fará parecer que através de um teste bíblico sua divindade fique comprovada.
“’Sabeis que Satanás virá para enganar, se possível, os próprios escolhidos. Ele alega ser Cristo, e se apresenta, pretendendo ser o grande médico-missionário. Ele fará com que desça fogo do céu à vista dos homens, para provar que é Deus.’ – Ellen G. White, Medicina e Salvação, págs. 87 e 88.
“’Impossível é dar qualquer idéia da experiência do povo de Deus que estiver vivo na Terra quando as tribulações passadas e a glória celestial se mesclarem. Eles andarão à luz procedente do trono de Deus. Haverá, por intermédio dos anjos, constante comunicação entre o Céu e a Terra. E Satanás, rodeado de anjos maus, e pretendendo ser Deus, operará milagres de toda espécie para enganar, se possível os próprios escolhidos. O povo de Deus não encontrará sua segurança na operação de milagres, pois Satanás havia de falsificar qualquer milagre que fosse feito.” – Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, vol. 2, págs. 54 e 55.” – LES963, lição 10, p. 5.
13:14 e, por meio dos sinais que lhe foi permitido fazer na presença da besta, enganava os que habitavam sobre a terra e lhes dizia que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia.
Sinais – tempo – “Precisamos lembrar-nos de que essas formas de engano estão vinculadas às considerações do apóstolo João sobre a formação de uma ‘imagem à besta’ (verso 14, última parte). A segunda besta não impõe a adoração de índole papal até que seja curada a “ferida mortal” (verso 12). A cura dessa ferida resultará na restauração da união da Igreja e do Estado que constituía a fonte da influência papal no período de 538 A.D. a 1798 A.D. Não podemos esperar que os sinais ou milagres mencionados aí ocorram até que tenha sido restaurado o poder da Igreja-Estado.
“Atualmente, estamos vendo, porém, certos acontecimentos que convergem para esse ponto. O Movimento da Nova Era, o misticismo oriental, o espiritismo e o espiritualismo estão contribuindo para levar o mundo à aceitação dos enganos de que fala Apocalipse 13.” – LES893, p. 47 e 48.
Sinais – genuinidade – “Milagres não são prova de genuinidade cristã” – LES893, p. 48.
“Não se acham aqui preditas meras imposturas. Os homens são enganados por sinais que os agentes têm poder para fazer, e não pelo que pretendam realizar.” – História da Redenção, p. 395.
“Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes. Satanás também opera com prodígios de mentiras, fazendo mesmo descer fogo do céu, à vista dos homens. (Apocalipse 13:13.) Assim os habitantes da Terra serão levados a decidir-se.” – O Grande Conflito, p. 617. (Grifo acrescentado.)
“Simples conhecimento da verdade não protege necessariamente a humanidade contra o engano. De acordo com II Tessalonicenses 2:10, os que serão protegidos ‘amam a verdade’.” – LES893, p. 48.
“A teoria da verdade não acompanhada do Espírito Santo, não pode vivificar a alma, nem santificar o coração. Pode estar-se familiarizado com os mandamentos e promessas da Bíblia, mas se o Espírito de Deus não introduzir a verdade no íntimo, o caráter não será transformado. Sem a iluminação do Espírito, os homens não estarão aptos para distinguir a verdade do erro, e serão presas das tentações sutis de Satanás.” – Parábolas de Jesus, p. 408 e 411. (Grifo acrescentado.)
“Fica evidente que poucas vezes Satanás se apresentará abertamente. Sua estratégia mais bem-sucedida consiste em cobrir-se de um manto de piedade, inclusive milagrosa. Devemos cuidar-nos para que não tenha vantagem sobre nós. (Ver II Coríntios 2:11.) …
“Satanás é tão sutil em seus enganos que inclusive é capaz de citar as Santas Escrituras, isolando-as de seu contexto, como fez com Cristo nas tentações do deserto. Porém ali Jesus demonstrou que o correto uso das Escrituras é a arma que nos dará a vitória. Já no Antigo Testamento Deus dizia: ‘À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva’ (Isaías 8:20).” – SRA/EP, p. 26.
“Você se surpreende com a idéia de que Satanás tratará de enganar a respeito da segunda vinda de Cristo? Ele já o fez quando ocorreu o primeiro advento. Apesar de existirem não menos de trezentas profecias do Antigo Testamento sobre a primeira vinda de Cristo, Satanás conseguiu fomentar a ignorância, o erro e o desinteresse, e o povo foi tomado de surpresa, sem se preocupar.” – SRA/EP, p. 39.
Os que habitavam sobre a Terra – “Apocalipse 13:14 deixa claro que a obra da besta semelhante ao cordeiro é mundial. ‘Seduz os habitantes sobre a terra.’ Todas as classes da humanidade ao redor do mundo são confrontadas com a ordem de receber a marca da besta (verso 16).”
Fonte de autoridade – “Forma republicana de governo. Ela pede que seu povo faça ‘uma imagem à besta’ (Apoc. 13:14.)” – LES893, p. 46.
Que é a imagem da besta? – “A imagem da primeira besta seria uma organização que operasse mais ou menos de acordo com os mesmos princípios que os da organização representada por essa besta. Entre os princípios de acordo com os quais atuava a primeira besta pode ser mencionado o uso do poder secular para apoiar instituições religiosas. Como imitação disso, a segunda besta repudiará seus princípios de liberdade. A Igreja induzirá o Estado a impor os seus dogmas. O Estado e a Igreja se unirão, e o resultado será a perda de liberdade religiosa e a perseguição das minorias dissidentes.” – SDABC, vol. 7, p. 821 e 822, citado em LES893, p. 50.
“União da Igreja e do Estado. A profecia indica claramente que as maravilhas realizadas pelo poder do espiritismo visam a persuadir o povo dos Estados Unidos a formar uma imagem da besta que representa o papado. A profecia é simbólica, e isso significa que essa nação estabelecerá uma organização semelhante à que constitui o papado. Este, em seu desenvolvimento completo, é a união da Igreja e do Estado. Mesmo em sua forma reduzida, o papa continua a ser reconhecido como chefe de Estado e como dirigente religioso do catolicismo romano.
“A profecia predisse a confederação de três forças poderosas, a qual fará com que seja estabelecida nos Estados Unidos uma união da Igreja com o Estado, que resultará nas últimas perseguições. Outras nações do mundo seguirão o seu exemplo. Dois erros espirituais tornam essa união um movimento natural: a imortalidade da alma e a santidade do domingo. (Ver O Grande Conflito, pág. 592.)” – LES893, p. 51.
Ver Apêndice: “Os perigos da união da Igreja e do Estado”.
13:15 Foi-lhe concedido também dar fôlego à imagem da besta, para que a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta.
A fala da imagem da besta – “O profeta fala em nome de outra autoridade. Assim, a profecia prediz um tempo em que influências religiosas nos Estados Unidos impelirão suas legislaturas a ‘falarem’ em defesa do papado e promoverem seus interesses. Por muitos anos temos visto indicações dessa espécie de cooperação. Quando isso se cumprir plenamente, a América protestante mostrar-se-á infiel ao seu encargo e poderá ser considerada apropriadamente como ‘falso profeta’.” – LES893, p. 49.
Adoração à imagem da besta – “O livro do Apocalipse, de modo coerente, faz distinção entre a adoração da besta e a adoração da imagem da besta. (ver Apoc. 14:9 e 11; 15:2; 16:2; 19:20; 20:4.) A dedução é que não somente o papado estará envolvido no estabelecimento da ‘imagem’, mas também outras corporações que professam ser cristãs, as quais, como o papado, estarão coligadas com o governo. Apocalipse 19:20 refere-se à segunda besta de Apocalipse 13 chamando-a de ‘falso profeta’. Falso profeta é aquele que pretende falar em nome de Deus, mas aceita a orientação de um poder estranho. O ‘falso profeta’ é o poder religioso na ‘imagem’ que está ligado ao poder político. Visto que esse ‘falso profeta’ é distinguido no Apocalipse da primeira besta do capítulo 13 (o papado), e como é um falso sistema cristão, podemos dizer que representa o protestantismo apostatado.”
“Igreja unidas influenciarão o Estado. ‘A imposição da guarda do domingo por parte das igrejas protestantes é uma obrigatoriedade do culto ao papado – à besta… . Mas, no próprio ato de impor um dever religioso por meio do poder secular, formariam as igrejas mesmas uma imagem à besta; daí a obrigatoriedade da guarda do domingo nos Estados Unidos equivaler a impor a adoração à besta e à sua imagem.’ – O Grande Conflito, pág. 449.
“’Quando as igrejas de nosso país, unindo-se em tais pontos de fé que elas mantém em comum, influenciarem o Estado a impor seus decretos e amparar suas instituições, então a América protestante terá formado uma imagem da hierarquia romana. Nesse tempo a Igreja Verdadeira será atacada pela perseguição, como sucedeu com o antigo povo de Deus.’ – Ellen G. White, Spirit of Prophecy, vol. 4, pág. 278.” – LES893, p. 50.
13:16 E fez que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, lhes fosse posto um sinal na mão direita, ou na fronte,
Marca – “Quem responde à voz do Espírito, aceitando a Cristo como seu Salvador e Senhor e faz Sua vontade conforme revelada nas Escrituras, recebe o selo de Deus do tempo do fim. Quem aceita o controle dos demônios em sua vida, dá as costas a Cristo, rejeita Sua lei e recebe a marca da besta.” – LES963, lição 9, p. 1.
“Satanás escolheu uma contrafação do dia de adoração como o sinal ou marca de sua autoridade. A observância do domingo é considerada pelo papado como a marca de sua autoridade religiosa.” – LES963, lição 9, p. 3.
“Os católicos romanos reconhecem que a mudança do sábado foi feita pela sua igreja, e declaram que os protestantes, observando o domingo, estão reconhecendo o poder desta. No ‘Catecismo Católico da Religião Cristã’, em resposta a uma pergunta sobre o dia a ser observado em obediência ao quarto mandamento, faz-se esta declaração: ‘Enquanto vigorou a antiga lei, o sábado era o dia santificado, mas a igreja, instruída por Jesus Cristo e dirigida pelo Espírito de Deus, substituiu o sábado pelo domingo; assim, santificamos agora o primeiro dia, e não o sétimo dia. Domingo quer dizer, e agora é, dia do Senhor.’ “ – Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 447 e 448.
Mão-testa – “A alternativa à marca da besta é o selo de Deus (Apoc. 7:1-8; 14:1-5). O selo de Deus é colocado apenas sobre a testa dos fiéis. A ‘mão’ faz contraste com a ‘testa’ (Apoc. 13:16) e isso indica que algumas pessoas estarão aceitando mentalmente a legislação que apóia a marca da besta e outras não. Alguns irão aceitar as exigências por medo de represálias.” – LES963, lição 9, p. 2.
“A testa representa a mente, com a qual servimos a Deus (Romanos 7:25). A mão é símbolo de trabalho (Eclesiastes 9:10). Os que aceitam o domingo intelectualmente receberão o símbolo em sua mente, aqueles que trabalharem no sábado para não serem boicotados ou mortos, receberão o sinal em sua mão. A marca será imposta quando se decretar uma lei proibindo comprar ou vender àqueles que não tiverem a marca da besta. É lógico que quem viola o sábado na realidade é culpado de violar a santa lei de Deus e, portanto, está em pecado (I São João 3:4). Aqueles que conscientemente aceitam a substituição do sábado pelo domingo se encontram em rebelião contra a lei divina, com a mesma responsabilidade que terão aqueles que receberem a marca da besta na crise final que precede o retorno de Cristo.” – SRA/EP, p. 108
13:17 para que ninguém pudesse comprar ou vender, senão aquele que tivesse o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.
“Daniel 7:25 e Apocalipse 13:1-10 se referem ao papado. A profecia declara que o poder papal cuidaria ‘em mudar os tempos e a lei’ (Dan. 7:25).
“A besta ‘parecendo cordeiro’ (Apoc. 13:11-17) impõe a observância dessas leis modificadas. A lei de Deus será posta de lado, e um decreto civil emitido pelo poder representado pela segunda besta imporá práticas religiosas inventadas pelo homem. Os Dez Mandamentos não serão mais honrados, pois esse poder ordenará que o mundo aceite a substituição religiosa efetuada por Roma.(Comparar com II Tess. 2:3-12.)” – LES893, p. 46.
Conseqüência de receber o sinal ou nome da besta – “O livro do Apocalipse trata do tema da marca da besta com uma seriedade impressionante e, quando fala daqueles que a recebem, usa a linguagem mais forte e ameaçadora que poderíamos imaginar. Se você quiser tirar as dúvidas, leia as três mensagens angélicas (Apocalipse 14:6-12), especialmente a terceira. Segunda a revelação, os que receberem a marca da besta se perderão. O mais terrível é que a maioria das pessoas a receberá, a menos que saiba do que se trata e decida colocar-se ao lado de Deus, custe o que custar.
“Outro fato que se torna claro no Apocalipse, é que a humanidade se está dividindo rapidamente em dois grupos: aqueles que seguirão a besta e sua imagem e que receberão sua marca, e ‘os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus’. Deus o ajude a estar entre estes últimos, pois eles receberão a vida eterna.” – SRA/EP, p. 106.
Preparação para a possível perda de liberdade religiosa – “É fácil ir a extremos nessa questão. Isto deve ser evitado. Jesus disse: ‘Ocupai-vos até que Eu venha’ (S. Luc. 19:13, KJV). Os cristãos devem continuar a ser fiéis em suas profissões seculares, aproveitar as oportunidades para obter boa educação, estabelecer o lar e criar os filhos no temor do Senhor. A melhor preparação que podem fazer para o conflito final é manter comunhão diária com Jesus por meio da oração e do estudo da Palavra de Deus (Apoc. 12:11).
“Precisamos lembrar-nos também de que os conflitos acerca da liberdade religiosa podem prover oportunidades para que a Igreja dê testemunho da verdade.” – LES893, p. 53
“’Não vem muito distante o tempo em que, como os antigos discípulos, seremos forçados a buscar refúgio em lugares desolados e solitários. Como o cerco de Jerusalém pelos exércitos romanos era o sinal de fuga para os cristãos judeus, assim o arrogar-se nossa nação [EUA} o poder no decreto que torna obrigatório o dia de repouso papal será uma advertência para nós. Será então tempo de deixar as grande cidades, passo preparatório ao sair das menores para lares retirados em lugares solitários entre as montanhas.’ – Ellen G. White, Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 166. (Comparar com O Grande Conflito, págs. 30 e 31.)” – LES963, lição 10, p. 6.
União de religiões falsas – “Em Apocalipse 13:11-18 são apresentadas algumas das forças que Satanás lançará contra o povo de Deus nos últimos dias: 1) Milagres enganosos realizados por diversas formas de espiritismo (Apoc. 13:13 e 14;II Tess. 2:9 e 10); 2) leis opressivas que imporão falsas crenças religiosas contrárias à Palavra de Deus, sob pena de boicote e morte (Apoc. 13:15-17); e 3) as ‘mulheres’ de Apoc. 14:4, que devem referir-se à coalizão de elementos religiosos – cristãos professos – que usarão de pressões e seduções para levar os santos a renunciarem a Deus e Seus mandamentos.” – LES893, p. 64.
13:18 Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.
Número da besta – “Esse número místico representa um sistema, antes que um homem. O dragão, ou a serpente – o paganismo – deu à besta ‘o seu poder, e o seu trono, e grande poderio’. Apoc. 13:2
“O paganismo é em grande medida uma religião de culto á natureza, ao Sol e à Lua, estes como divindades preeminentes; o Sol, geralmente divindade masculina, e a Lua feminina. Na mitologia antiga a serpente era universalmente o símbolo do Sol. O culto ao Sol e o culto à serpente começaram lado a lado, sendo o Sol considerado como a fonte de toda vida física e a serpente de toda vida espiritual. …
“Depois que o império babilônico caiu, todo o sistema de mitologia egípcia e babilônica foi transferido para Pérgamo na Ásia Menor. … Não admira que o Senhor, escrevendo à igreja de Pérgamo, disse: ‘Eu sei as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás’. Apoc. 2:13. …
“Os mistérios babilônicos, sempre envolvidos em segredos, desde os mais antigos tempos têm desafiado a verdade de Deus. …
“Quando este sistema foi estabelecido em Roma, a ‘cidade das sete colinas’, Itália se tornou a terra de mistérios ocultos e foi por séculos conhecida como ‘Terra Satúrnia’, ou Terra de Mistério.” – O Apocalipse Revelado, p. 142, 144 e 145.
Número de um homem – “O número 666 é um número ‘humano’ (RSV). O texto grego básico pode ser traduzido corretamente ‘o número de um homem’ ou ‘o número de homem.’…Será que 666, com seus três 6, aponta então para o homem voltado para si mesmo e para sua própria maneira de realizar as coisas …?
“Em contraste com isso, o dia culminante da Criação é o sétimo dia, em que Deus Se deleita em Sua obra (Êxodo 31:17) e convida o homem a participar de Sua alegria (Isaías 58:13 e 14) – em que Deus descansa (Gênesis 2:2) e o homem entra no Seu descanso (Hebreus 4:10).” – Maxwell, God Cares, vol. 2, p. 415, citado em LES893, p. 52 e 53.
“Há muito tempo, desde a igreja primitiva, tem-se demonstrado grande interesse em identificar quem é o 666. Tem havido nomes cuja soma dos valores numéricos de suas letras dá esse valor. Mas não podemos ignorar que o 666 não é a única característica do anticristo. Se não se cumprissem todas as outras características teríamos que aceitar que não se trata de uma coincidência. No caso do poder papal, tendo em conta que se cumpriram todas as outras características que as profecias apresentam como identificadoras do anticristo, não estaríamos diante de mera casualidade, e sim frente ao poder representado em Apocalipse 13.” – SRA/EP, p. 103.
“Sendo que o anticristo se coloca em lugar de Cristo e se opõe a Ele, é lógico supor que a marca, o selo ou sinal do anticristo seja oposta à de Cristo, ou uma substituição dela.” – SRA/EP, p. 106.
“Desde o começo do século dezessete, a interpretação usual tem sido que 666 representa o valor numérico das letras de um dos títulos do papa: Vicarius Filii Dei.
V … 5, I … 1, C … 100, A … 0, R … 0, I … 1, U … 5, S … 0
F … 0, I … 1, L … 50, I … 1, I … 1
D … 500, E … 0, I … 1
Total = 666” – LES893, p. 52.
“O latim é a língua oficial da Igreja Católica. O papa, na teologia católica, representa toda a Igreja. Um dos títulos do papa é Vicarius Filii Dei (‘Vigário do Filho de Deus.’) Em resposta à pergunta de um leitor, a revista católica Our Sunday Visitor para 18 de abril de 1915, declarou: ‘As letras inscritas na mitra do papa [sua coroa sacerdotal] são estas: Vicarius Filii Dei, que é a forma latina para Vigário do Filho de Deus. Os católicos afirmam que a Igreja, a qual é uma sociedade visível, precisa ter uma cabeça visível.’” – C. Mervyn Maxwell, God Cares (Boise, Idaho: Pacific Press, 1985), vol. 2, p. 413 e 414., citado em LES893, p. 52.
“O Comentário Bíblico Adventista, volume 7, pág. 823, diz que o diário católico Our Sunday Visitor, de 18 de abril de 1915, respondendo a uma pergunta, publicava o seguinte: ‘Qual é a inscrição que se encontra na coroa do papa, e que significa, se é que tem algum significado? As letras escritas na coroa do papa são: Vicarivs Filii Dei, que em latim quer dizer Vigário do Filho de Deus. Os católicos sustentam que a igreja que tem uma sociedade visível deve ter uma cabeça visível.’ Algumas vezes se tem argumentado que a inscrição não está na tiara, mas que aparece na mitra. Isto não faz diferença.” – SRA/EP, p. 103.
“Visto que a besta é o papado medieval, renovado nos últimos dias, não é desarrazoado supor que o número seria proveniente de um dos títulos dados ao papa na Idade Média. Um desses títulos era, de fato, Vicarius Filii Dei, e a forjada Doação de Constantino foi um documento medieval que usou esse título. (Ver Henry Bettenson, ed., Documents of the Christian Church [Londres: Oxford University Press, 1943 e 1963], pág. 138.)” – LES893, p. 52.
Bibliografia
Anderson, Roy A., O Apocalipse Revelado, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
LES892 – Battistone, Joseph J. – Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
LES893 – Coffman, Carl – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1989, nº 375, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
LES963 – Gulley, Norman R. – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
SRA/EP – Belvedere, Daniel – Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.
White, Ellen G., Primeiros Escritos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., 1987.
Seventh Day Adventist Bible Commentary.
White, Ellen G., Atos dos Apóstolos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .
White, Ellen G., Grande Conflito, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .
Strand, Kenneth A., Interpreting the Book of Revelation. Ann Arbor Publishers, Naples, Florida.
White, Ellen, G., Caminho a Cristo, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
Originalmente em: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com/2015/07/apocalipse-13_6.html
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/apocalipse/ap-capitulo-12/
Apocalipse 12 apresenta o tema do Grande Conflito a partir de Gênesis 3. Observe que há uma mulher com dores de parto e sofrimento (v. 2; Gn. 3:16), há o filho desta mulher que vencerá (v. 4; Gn. 3:15) e a antiga serpente (v. 9; Gn. 3:15). Apocalipse 12 nos relembra a promessa dada aos nossos primeiros pais e nos assegura que ela será cumprida. Mas, até a derrota final da serpente, a igreja seria perseguida (v. 13). Contudo Deus esteve ao lado dela, e como Deus protegeu o povo de Israel no deserto também protegeu sua igreja nos 1260 dias proféticos (v. 14).
Hoje olhamos para este mundo, um mundo no qual a antiga serpente exerce seu poder, um mundo que para muitos já não tem solução. Apocalipse 12 está nos dizendo que Deus não se esqueceu da promessa dada aos nossos primeiros pais. O Resgatador já veio, já derrotou a Satanás na cruz e muito em breve dará fim à antiga serpente e ao pecado. Mas, enquanto isso Ele cuida de você. Por mais difícil que seja o dia de hoje, mesmo que se pareça com uma jornada pelo deserto, lembre-se, Deus está ao seu lado.
Flávio da Silva de Souza
Professor de Teologia Sistemática
SALT – Seminário Latino Americano de Teologia
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1425
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Gisele Quimelli e Jeferson Quimelli
Audio online [voz: Valesca Conty]:
Filed under: Sem categoria
1 Abençoou Deus a Noé e a seus filhos. Noé e sua família receberam uma bênção que era semelhante à que foi pronunciada sobre Adão e Eva após a criação (1.28). … Uma parte da bênção anterior, porém, não foi incluída nessa nova bênção: a ordem “sujeitai-a”, referindo-se à Terra. Essa omissão sem dúvida implica que, por causa do pecado, o domínio do mundo atribuído ao homem na criação tinha sido perdido. O pecado havia sido perturbado o relacionamento original entre seres humanos e animais, e estes foram liberados da sujeição ao homem, até certo ponto pelo menos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 252.
2 medo de vós. A referência ao “medo” sublinha as mudanças com relação à situação antes da queda, quando o homem era vegetariano. Agora o domínio humano sobre a criação inclui a exploração do reino animal para alimentação. Bíblia de Genebra.
O medo que todos os animais terrestres, alados e aquáticos deviam ter não excluiria sua rebelião ocasional contra o domínio humano. Por vezes, eles iriam se levantar e destruir o homem. Na verdade, Deus ocasionalmente os usou para executar a justiça divina (ver Êx 8:6, 17, 24; 2Rs 2:24). CBASD, vol. 1, p. 252.
3 ser-vos-á para alimento. Isso não significa que as pessoas tenham começado a comer carne pela primeira vez nessa ocasião, mas que pela primeira vez Deus as autorizou, ou melhor, permitiu fazer o que o dilúvio tornou uma necessidade. … Com a destruição temporária de toda a vida vegetal durante o dilúvio e a exaustão dos suprimentos alimentícios colocados na arca, surgiu uma emergência que levou Deus a permitir a ingestão de alimentos cárneos. Além disso, a alimentação carnívora encurtaria a vida pecaminosa dos homens (CRA, 373). CBASD, vol. 1, p. 253.
O fato de não ser apresentada aqui a distinção entre animais limpos e imundos, no que diz respeito à alimentação, não significa que Noé a desconhecesse. Que Noé estava familiarizado com essa distinção fica claro pela ordem prévia de levar na arca mais animais limpos do que imundos (Gn 7:2) e por ele oferecer apenas animais limpos em holocausto (8:20). CBASD, vol. 1, p. 253.
4 não comam carne com sangue, que é vida [NVI]. Lv 17.14 ressalta a estreita relação entre sangue e vida ao declarar duas vezes que “a vida de toda carne é o seu sangue”. A vida é dádiva preciosa e misteriosa de Deus, e o homem não deve buscar preservá-la ou aumentar a força vital dentro de si comendo a “vida” que está “no sangue” (Lv 17.11) – o que muitos povos pagãos no decurso da história acreditaram que podiam conseguir. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Esta proibição é mencionada na carta redigida para as igrejas novas, por ocasião do Concílio de Jerusalém (At 15.20, 28). Bíblia Shedd.
5 requererei a vida do homem. O mandamento “não matarás” é tão amplo em suas implicações que todo tipo de encurtamento da vida é proibido. CBASD, vol. 1, p. 254.
de todo animal o requererei. O estatuto de que um animal que matasse um ser humano devia ser destruído foi posteriormente incorporado ao código mosaico (Êx 21:28-32). Essa ordem não foi dada para punir o animal assassino, que não está sujeito à lei moral e, portanto, não pode pecar, mas para a segurança das pessoas. CBASD, vol. 1, p. 254.
6 derramar o sangue. Expressão idiomática que frequentemente quer dizer assassinato (Gên 37.22; 1Rs 2:31; Ez 22.4). Andrews Study Bible.
pelo homem. A capacitação dos seres humanos por Deus, com esta autoridade judicial, mostra que estes permanecem diante de Deus como dominadores (1.26) e lança fundamentos para o governo pelo Estado (Rm 13.1-7). Bíblia de Genebra.
Ao matar um ser humano, o assassino demonstra desprezo para com Deus e para com o próximo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
9 minha aliança. Como todos os outros concertos da Escritura, o concerto é baseado na graça de Deus e em Sua iniciativa, não pela performance humana ou comportamento. Andrews Study Bible.
12 sinal. As alianças bíblicas são geralmente confirmadas por símbolos visuais; estes incluem a circuncisão na aliança com Abraão (17.11), o sábado com Moisés (Êz 31.13,17), e a Ceia do Senhor na nova aliança (Lc 22.20). … Muitas vezes, estes sinais já existiam (p. ex., o sábado e a circuncisão), mas receberam novo significado. Bíblia de Genebra.
17 este é o sinal. A aliança entre Deus e Noé concluiu os eventos ligados à maior catástrofe que o mundo já experimentou. A Terra, uma vez bela e perfeita, apresentava, então, até onde alcançava a vista, uma imagem de completa desolação. Os seres humanos haviam recebido uma lição sobre os terríveis resultados do pecado. Os mundos não caídos viriam o fim terrível a que se chega ao seguir as propostas de Satanás. Devia haver um novo recomeço. Uma vez que somente os membros fiéis e obedientes haviam sobrevivido ao dilúvio, havia razões para se esperar que o futuro apresentasse um quadro mais feliz do que o passado. Depois de haverem sido salvos, pela graça de Deus, do maior cataclismo imaginável, era de se esperar que os descendentes de Noé aplicassem para as gerações futuras as lições aprendidas do dilúvio CBASD, vol. 1, p. 255, 256.
18 Cam é o pai de Canaã. Deve ter sido propósito de Moisés dirigir a atenção dos hebreus de seu tempo para o desagradável acontecimento descrito nos versos seguintes, a fim de que compreendessem por que os cananeus, que eles logo conheceriam, eram tão profundamente degradados e moralmente corruptos. CBASD, vol. 1, p. 256.
21 embriagou-se. O pecado de Noé proporciona aos cristãos a seguinte admoestação: 1) Não estará jamais imune ao pecado e às tentações; 2) Pequeninos deslizes cometidos durante o curso normal da existência poderão acarretar perigos graves; 3) O crente poderá dar ocasião a que outros cometam pecados, mesmo entre os familiares; 4) Cumpre que o crente esteja consciente da imparcialidade com que Deus pune o pecado. Bíblia Shedd.
O registro do pecado de Noé mostra a imparcialidade da Bíblia, que registra tanto as virtudes dos grandes servos como as suas faltas. A idade e as vitórias espirituais anteriores não são garantia contra a derrota na hora da tentação. Quem pensaria que um homem que andara com Deus por séculos e que resistira às tentações de multidões, cairia sozinho? Um momento de descuido pode macular a mais pura vida e desfazer grande parte do bem que se faz no decorrer de anos. CBASD, vol. 1, p. 256, 257.
22 vendo a nudez do pai, fê-lo saber, fora, a seus dois irmãos. Divulgou, em vez de encobrir, a indecência do pai. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O pecado de Cam não foi uma transgressão involuntária. Talvez ele tenha visto acidentalmente a condição vergonhosa do pai, mas, em vez de ficar cheio de tristeza pela insensatez do pai, ele se alegrou com o que viu e se deleitou em divulgá-lo. CBASD, vol. 1, p. 257.
25 maldito seja Canaã! Orígenes, um dos pais da igreja, menciona a tradição de que Canaã foi quem primeiro viu a vergonha do avô e contou a seu pai. Não é impossível que Canaã tenha participado da má ação do pai. … A maldição de Noé não parece ter sido pronunciada por ressentimento, mas como uma profecia. … É simplesmente uma predição do que Deus viu de antemão e o anunciou através de Noé. CBASD, vol. 1, p. 257.
Canaã e seus descendentes seriam castigados por serem ainda piores que Cam (Lv 18.2,3,6-30). … A profecia de Noé não pode ser usada para justificar a escravidão da raça negra, pois os amaldiçoados eram cananeus, da raça caucásica – brancos, portanto. Bíblia de Estudo NVI Vida.
27 habite ele nas tendas de Sem. Quando o evangelho foi pregado em grego, uma língua jafetita, o povo de Israel, que era descendente de Sem, em borá subjugado por Roma, descendente de Jafé, tornou-se o vencedor espiritual dos jafetitas, e assim, figuradamente, recebeu-os em suas tendas. CBASD, vol. 1, p. 258.
27 todos os dias de Noé. A história de Noé termina como uma bem conhecida fórmula do cap. 5, sugerindo que os relatos contidos nos cap. 6-9 pertencem à história de Noé. Embora Noé fosse um homem justo e andasse com Deus, não atingiu a estatura espiritual de seu bisavô Enoque. Depois de testemunhar o crescimento e a expansão de uma nova geração, e de ter visto quão rapidamente esta seguiu as ímpias inclinações do coração, Noé morreu. CBASD, vol. 1, p. 258.
Filed under: Sem categoria
6521 palavras
A mulher e o dragão – Guerra no Céu
“No capítulo 12 começa nova seqüência profética que continua até o fim do livro do Apocalipse. Estes capítulos no mostram que a Igreja de Deus está continuamente em conflito com o mal durante a grande controvérsia entre Cristo e Satanás. Nosso Senhor também retrata a impressionante vitória da Igreja. Em linguagem simbólica, Ele descreve a volta do Rei dos reis para livrar Seu povo, o Milênio e a recriação da Terra. Promete viver com Seu povo (Apoc. 21:1-3) e ter mais íntima comunhão com eles do que mantinha com os nossos primeiros pais no Jardim do Éden.” – LES893, p. 3.
“Por meio de símbolos, Apocalipse 12 desdobra a profecia que Deus fez no éden depois da queda. (Ver Gênesis 3:15.) Aí o Senhor fala à serpente (Satanás) a respeito de Eva – a mulher e seus descendentes (a igreja de Deus) e seu principal Descendente (Cristo). Haveria ‘inimizade’ entre os seguidores de Satanás e a Igreja. Satanás ‘feriria’ o calcanhar de Cristo (o Calvário), mas Cristo esmagaria finalmente a cabeça da serpente (a destruição de Satanás e de todos os efeitos do pecado).
“Em Apocalipse 12 vemos esta profecia desenrolar-se na História. Os personagens são os mesmos: a mulher (a Igreja); a serpente (Satanás como o dragão, a ‘antiga serpente’, v. 9); o Descendente (o ‘Filho varão’, vs. 5 e 13). Vemos a ira e perseguição de Satanás contra a Igreja e seu Senhor. Além dessas agressões esperadas, devemos dar, porém, especial destaque á intervenção de Deus e Seus bondosos atos em favor de Seu povo. Deus jamais abandona Sua Igreja. Ela é a ‘menina do Seu olho’ (Zac. 2:8)” – LES893, p. 5.
12:1 E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.
A mulher – “A mulher pura representa a Igreja verdadeira.” – SRA/EP, p. 95.
“…a ‘mulher’ de Apocalipse 12 … representa os verdadeiros seguidores de Deus – Sua Igreja no decorrer da História, especialmente a partir do tempo em que Cristo viveu aqui com a humanidade.” – LES892, p. 17.
“Compare a mulher simbólica de Apocalipse 12:1 com a mulher simbólica de Apocalipse 17:1-6. Elas são tão diferentes como a linguagem humana é capaz de descrevê-las. Leia então Jeremias 6:2 e II Coríntios 11:2, e resuma o que o Antigo e o Novo Testamentos dizem sobre o tipo de mulher que representa o povo de Deus. (Compare Isaías 54:5 e 6 com Oséias 2:19 e 20.)
“Se a mulher de Apocalipse 12:1 tem um nome, deve ser o seguinte: ‘A Igreja Fiel do Cordeiro de Deus.’ – LES893, p. 139.
“A verdadeira Igreja em toda as épocas. ‘Visto que ela é apresentada como prestes a dar à luz a Cristo (versos 2, 4 e 5) e, mais tarde, como sendo perseguida depois da ascensão de Cristo (versos 5 e 13-17), essa mulher representa a Igreja tanto do Antigo como do Novo testamento.’ – SDABC, vol. 7, pág. 807.
“Sendo que a profecia de Apocalipse 12 foi dada no primeiro século da história da Igreja Cristã, a ênfase recai principalmente sobre o período da Igreja no Novo Testamento.” – LES893, p. 5.
“Usando o símbolo de uma mulher pura, em contraste com a mulher impura do capítulo 17, Cristo descreve as lutas e a perseverança da Igreja Cristã, especialmente durante os séculos depois de Sua encarnação. Embora o diabo se oponha a nós com grande ira, devemos lembrar-nos de que Cristo o derrotou. Em Apocalipse 12 é dada a fórmula para vitória sobre o maligno.
“A história do povo de Deus, desde o tempo em que nossos primeiros pais caíram em pecado até o fim do tempo da graça, é uma cena de contínuo molestamento causado por Satanás e suas forças. O dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, tem tido o mesmo alvo através da História: combater a Deus, a Cristo, ao Espírito Santo, a Sua Igreja e seus dirigentes, e a Seu povo fiel. A História relata derramamento de sangue, calabouços, prisões, decapitações, fogueiras, oposição de dentro e de fora. É lamentável que a história da Igreja nem sempre constituiu o cumprimento da oração de Cristo: ‘A fim de que todos sejam um.’ S. João 17:21.” – LES893, p. 4
Vestida do Sol – “O Sol representa a Cristo (Salmo 84:11).” – SRA/EP, p. 95.
“Que é simbolizado pelo Sol de que está vestida a mulher descrita em Apocalipse 12:1? Sal. 84:11; S. Mat. 13:43; S. João 8:12; Rom. 13:12-14.
“A justiça de Cristo nos é concedida pelo Espírito Santo quando aceitamos a Jesus como Salvador e Senhor. (Ver Efés. 3:16 e 17; S. João 14:17 e 20; Ezeq. 36:27.)
A luz de Cristo é para todos. “Deus é luz; e nas palavras: ‘Eu sou a luz do mundo’, Cristo declarou Sua unidade com Deus e Sua relação para com a família humana. Fora Ele que, no princípio, fizera com que ‘das trevas resplandecesse a luz’. II Cor. 4:6.” – O Desejado de Todas as Nações, ed. Popular, p. 448.
Lua – “Assim como a Lua reflete a glória do Sol, as Escrituras, escritas por ‘homens santos de Deus …, inspirados pelo Espírito Santo’ (II S. Ped. 1:21), refletem a glória de Cristo. (Ver S. João 5:39; S. Luc. 24:27 e 44.) Dizer que a Igreja está firmada sobre a Palavra de Deus (a Bíblia) é apenas outra maneira de dizer que ela está fundada sobre Jesus Cristo. A Igreja está firmada em toda a Palavra de Deus – tanto o Antigo como o Novo Testamento. Não é convincente afirmar que, estando a mulher prestes a dar à luz de Cristo, a Lua representa somente o Antigo Testamento. Segundo indica Apocalipse 12, a mulher representa a Igreja no decorrer da Era Cristã. Esta Igreja expõe a pessoa de Cristo ao mundo da maneira pela qual Ele é apresentado nas Escrituras e do Novo Testamentos. …
“A Lua constitui um símbolo apropriado do fundamento sobre o qual se encontra a Igreja. Assim como a Lua reflete a luz do Sol, as Escrituras, usando linguagem humana, refletem as grandes verdades que Deus revelou sobre Si próprio e sobre o plano da salvação
“O Antigo Testamento era a Bíblia usada tanto por Jesus como pelos apóstolos. Seu sistema cerimonial temporário deixou de Ter validade na cruz, mas as suas permanentes verdades morais e espirituais continuam sendo nossa herança cristã.” – LES893, p. 6, 7 e 8.
“A lua, que reflete a luz do Sol, poderia ser o sistema de sacrifícios do Antigo Testamento que refletia a obra de Jesus (Hebreus 9:9-12, 23, 24).” – SRA/EP, p. 95.
Coroa de 12 estrelas – “Apoc. 3:11; comparar com Heb. 11:12; Apoc. 21:12 e 14.
“A Coroa representa a vitória espiritual e a vida eterna concedidas aos crentes no tempo presente. (Ver S. João 3:36; 5:24; I S. João 5:4 e 11-13.) Estrelas, na Escritura, freqüentemente simbolizam o fiel povo de Deus como um todo. (Ver Dan. 8:10; 12:3.) O número 12 comumente se refere às doze tribos de Israel ou aos doze apóstolos que representam a Igreja Cristã. Esse número não se aplica, porém, exclusivamente aos doze patriarcas e aos doze apóstolos. Muitas vezes é usado para abranger todo o povo de Deus que é simbolizado pelos patriarcas e apóstolos. (Comparar S. Mat. 19:28 com I Cor. 6:2; ver também S. Tia. 1:1.)
“As doze estrelas de Apocalipse 12:1 são um símbolo da totalidade do fiel povo de Deus que está seguindo os princípios divinos dados a Israel e à Igreja Cristã, e que permite que a luz da verdade brilhe por seu intermédio. ‘Como no Antigo Testamento os doze patriarcas ocupavam o lugar de representantes de Israel, assim os doze apóstolos representam a igreja evangélica.’ Atos dos Apóstolos, pág. 19. (Grifo acrescentado.) …
“Apocalipse 12:1 retrata a Igreja inteira iluminada com a presença de Deus. É tal espécie de Igreja que moverá o mundo e suscitará a ira do diabo.” – LES893, p. 6 e 7.
12:2 E estando grávida, gritava com as dores do parto, sofrendo tormentos para dar à luz.
Gravidez – “Assim como há um longo período de desenvolvimento no ventre materno antes do nascimento de uma criança, houve também um longo período de espera pelo Redentor prometido. ‘Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho.’ Gál. 4:4.” – LES892, p. 9.
Dores de parto – “Apocalipse 12:2 se refere à Igreja sofrendo dores de parto para apresentar a mensagem do evangelho ao mundo. (Ver Gál. 4:19.) Em todas as eras, crentes cristãos, em diversos lugares, tiveram de enfrentar oposição espiritual e política em seus esforços para apresentar a Cristo aos que não O conhecem.” – LES893, p. 8
12:3 Viu-se também outro sinal no céu: eis um grande dragão vermelho que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas;
Dragão – “No sentido primário o dragão é Satanás (verso 9). No sentido secundário, o dragão representa os poderes terrestres usados por Satanás para combater a Cristo, Sua verdade e Seu povo. Satanás agiu por meio do Império Romano para matar a Cristo e atacar o evangelho e a Igreja primitiva (verso 4). Ele usou também o papado medieval para impelir a Igreja ao deserto, onde ela foi perseguida por 1.260 anos (de 538 A.D. a 1798 A.D.). Versos 6 e 13-16. Ao nos aproximarmos do fim do tempo, Satanás usará uma união político-religiosa apóstata, na tentativa de destruir a Igreja cristã remanescente. (Apoc. 12:17; comparar com o capítulo 17.) Visto que o dragão de Apocalipse tem essa quádrupla aplicação (Satanás, O Império Romano, o papado e ‘Babilônia’ antitípica), ele se equipara aos poderes da ponta pequena mencionados em Daniel 7 e 8.” – LES893, p. 10 e 11.
“A interpretação do ‘dragão’. O verso 9 claramente identifica o símbolo com Satanás. Ele age, porém, por meio de instrumentalidades secundárias. No livro de Daniel, animais e cabeças de animais são usados para simbolizar reinos (Dan. 7:23; 7:6; 8:8 e 22). Cornos ou chifres também representam poderes dominantes (Dan. 7:24 e 25; 8:8 e 22). Por isso, o dragão vermelho com várias cabeças e chifres pode ser interpretado como um poder político ou como uma variedade de poderes pelos quais Satanás, em tempos diferentes, opera para a realização de seus objetivos. ” – LES893, p. 11.
Sete cabeças e dez chifres – “Satanás planejou destruir a Cristo e a Igreja cristã primitiva por meio de Roma pagã, dos Césares, pelo que este dragão também a representa como instrumento de Satanás. Ajudam-nos a entende-lo assim, as 7 cabeças (Apocalipse 13:2) que representam os 7 montes (Apocalipse 17:9) onde estava edificada Roma, cidade das 7 colinas. Os 10 chifres (Apocalipse 12:3) são os 10 reinos que surgiram da desintegração de Roma pagã (Daniel 7:24, 25), onde também nos diz que, depois do surgimento das nações européias, apareceria o anticristo.” – SRA/EP, p. 96.
“Parece razoável deduzir que as sete cabeças do dragão representam poderes políticos que têm defendido a causa do dragão e por meio dos quais o dragão tem exercido o seu poder perseguidor… . A besta do capítulo 13 e a do capítulo 17 tinham também dez chifres cada uma. Alguns afirmam que os dez chifres do dragão são idênticos aos dessas duas bestas, e que os últimos são idênticos aos dez chifres do quarto animal de Daniel 7.” – SDABC, vol.7, p. 808, citado em LES893, p. 11.
“As mesmas sete cabeças e dez chifres são mencionados em três capítulos do Apocalipse: capítulos 12, 13 e 17. Sabemos que cinco das cabeças do dragão se referem a reinos ou nações que haviam caído por volta do tempo do apóstolo João. (ver Apoc. 17:10.) O Antigo Testamento expõe cinco poderes que, antes do tempo de João, atacaram e subjugaram sucessivamente o povo escolhido de Deus, procurando destruir suas crenças religiosas. Alguns declaram que essas nações foram o Egito, a Assíria, Babilônia, Média-Pérsia e Grécia. As sexta cabeça é considerada o poder político que existia no tempo do apóstolo João – o Império Romano. A sétima cabeça seria, portanto, o poder mundial mais significativo que se seguiu ao Império Romano: o Papado medieval. Como é salientado no livro de Daniel e no Apocalipse, o Império Romano foi dividido em numerosos fragmentos políticos, e o papado tomou o seu lugar como a principal influência no Ocidente.
“Ao passo que as cabeças são representadas por poderes mundiais sucessivos, os chifres representam poderes que existem simultaneamente. (Ver Apoc. 17:12-14; comparar com Dan. 7:7, 20 e 24.) Devido à óbvia relação entre Apocalipse 12, 13 e 17, e Daniel 2 e 7, podemos dizer que os dez chifres representam as partes em que finalmente foi dividido o Império Romano. Essas partes tornaram-se Estados soberanos, os quais no fim do tempo desempenham importante papel em apoiar a Babilônia antitípica, ‘até que se cumpram as palavras de Deus’ (Apoc. 17:17).” – LES893, p. 11.
12:4 a sua cauda levava após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que estava para dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe devorasse o filho.
Estrelas – “’Estrelas’ aqui significa anjos (Apocalipse 1:20). Existe um antecedente que nos permite dar dita interpretação a este símbolo apocalíptico. Jó, utilizando o estilo antigo da poesia hebraica de repetir a idéia a fim de ampliar seu sentido, declarou que ‘… as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus (Jô 38:7). Em Judas 6, é-nos dito que Deus tem guardado asses anjos de indigna rebelião para o dia do juízo, o que confirma o fato de que foram expulsos do Céu com Satanás. ” – SRA/EP, p. 25.
Dragão – “Satanás, que arrastou a terça parte das estrelas, ou anjos (Apocalipse 1:20), os quais converteu em demônios, usou a Herodes que governava por conta de Roma, para tentar matar a Jesus tão logo Ele nasceu em Belém (São Mateus 2:1-18). São José e a bem-aventurada Virgem Maria foram avisados por um anjo e fugiram para o Egito, cumprindo as profecias do Antigo Testamento (Jeremias 31:15; Oséias 11:1).” – SRA/EP, p. 96.
“Fácil será encontrar o poder simbolizado pelo dragão, porque o dragão representa algum poder que tentou destruir [a Cristo] ao nascer. Fez-se alguma tentativa nesse sentido? E quem a fez? Não é necessário dar uma resposta formal a estas perguntas, para quem tenha lido como Herodes, num esforço hostil por destruir o infante Jesus, mandou matar todas as crianças em Belém, até a idade de dois anos. Mas quem era Herodes? – Um governador romano. De Roma procedia o poder de Herodes.” – Uriah Smith, As Profecias do Apocalipse, p. 188, citado em LES893, p. 11 e 12.
12:5 E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.
Filho – “O Filho da mulher (Apoc. 12:2) é a fonte de sua luz. Como será evidente, o Apocalipse apresenta diversos pontos muito significativos a respeito do Senhor da Igreja.
“O Messias estava prometido à Igreja desde os dias do Antigo testamento. Por exemplo, foi escrito no século VII A.C.: ‘Porque um Menino nos nasceu, um Filho se nos deu; o governo está sobre os Seus ombros; e o Seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz’ (Isaías 9:6). No Salmo 2:7-9 é profetizado que haveria de reger as nações com vara de ferro, assim como é revelado em Apocalipse 19:13-16, que o fará no final.” – SRA/EP, p. 95.
“O Filho da mulher era Deus encarnado. O Filho de Deus esteve disposto a ‘esvaziar-Se’ (Fil. 2:7), a pôr de lado, durante certo tempo, o uso de Seus atributos divinos de onisciência, onipotência, onipresença e glória. Ele tornou-Se um ser humano como nós, nascido de mulher. Isto é condescendência que está além de nossa compreensão.” – LES893, p. 8.
“As três razões para identificar o filho com Cristo, são as seguintes:
“* Cristo foi Aquele a quem o diabo procurou destruir (Apoc. 12:4; S. Mat. 2; S. João 18 e 19).
“* Cristo regerá ‘todas as nações com cetro de ferro’. (Apoc. 19:15; 2:27; Sal. 2:9; 89:23.)
“* Cristo ‘foi arrebatado para Deus e para o Seu trono’ (S. Mar. 19:15; 2:27; S. Luc. 24:50 e 51; Atos 1:6-11.) – LES892, p. 9.
12:6 E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.
No deserto por 1260 dias – “Assim como o mar representa multidões (Apocalipse 17:15), o deserto significa lugares despovoados e secretos. Os fiéis de Cristo não podiam se reunir publicamente porque os matavam. Se aplicarmos aos 1.260 dias proféticos o princípio de um dia por um ano (Ezequiel 4:6, 7; Número 14:34), estamos frente a um período de 1.260 anos de perseguição que se localizam historicamente desde que entrou em vigência o Edito de Justiniano, no ano de 538, até o ano de 1798, quando por intervenção napoleônica caduca o código de Justiniano. Durante este período existiam muitas igrejas cristãs que funcionavam abertamente como organizações; não obstante, não podemos assinala-las como verdadeiras porque Deus disse que durante esse período Sua verdadeira Igreja estava sendo mantida em segredo (Apocalipse 12:6, 14).” – SRA/EP, p. 96.
12:7 Então houve guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão. E o dragão e os seus anjos batalhavam,
Miguel – “Miguel é o nome dado a Cristo. (Comparar com Dan. 10:13, 21; 12:1; Jud. 9.) Apocalipse 12 dá um resumo do grande conflito, através de quatro batalhas, nas quais Cristo e Satanás são as personagens principais.” – LES963, lição 11, p. 4.
“Miguel, que significa ‘Quem é como Deus?’, é um dos nomes de Cristo. Em Judas 9 Miguel aparece como o Arcanjo (chefe dos anjos). Jesus usa o nome de Miguel só quando aparece enfrentando decididamente a Satanás, o qual queria ser como Deus (Isaías 14:14). Encontramos um exemplo disto em Apocalipse 12:7. Nos versículos … (Daniel 12:1, 2) se menciona a ressurreição que ocorrerá quando Jesus voltar para os Seus (São João 5:28, 29; I Tessalonicenses 4:16). Jesus mesmo Se levantará em favor de Seu povo e os libertará.” – SRA/EP, p. 109.
“Nessa profecia Cristo é retratado tanto em Seu estado preexistente como Miguel, Capitão do exército do Senhor (ver Jos. 5:13-15; comparar com Dan. 12:1; I Tim. 2:5), quando no Seu estado encarnado como “Filho varão” (verso 5). A expulsão inicial e física de Satanás e seus anjos por Cristo (Miguel) é agora plenamente confirmada pela expulsão moral efetuada pela morte expiatória de Cristo. Os versos 10 a 12 enfatizam esta expulsão moral realizada pela morte do Salvador.” – LES893, p. 10.
12:8 mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou no céu.
12:9 E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo; foi precipitado na terra, e os seus anjos foram precipitados com ele.
Satanás – “No livro de Ezequiel, Satanás é apresentado sob o símbolo do perverso rei de Tiro. Ali é mencionado que ele foi criado perfeito (Ezequiel 28:15), o que nos ajuda a entender que Deus não criou o diabo perverso, como o é na atualidade.
“Nos versículos seguintes, descreve-se um processo de autocorrupção que transformou esse ser perfeito, Lúcifer, em diabo (anjo mau) sublevado contra Deus. A vaidade, o orgulho e a ambição foram os passos degradantes que o levaram ao pecado (Ezequiel 28:16, 17), e fizeram dele o pai e iniciador do erro, da mentira e do pecado (São João 8:44).
“Outro aspecto importante que se destaca em Isaías 14:12-14, sob o símbolo do rei de Babilônia, foi sua intenção de ser semelhante a Deus, estabelecendo seu trono ali onde está o trono do Altíssimo. Ali começa a rebelião cósmica cujo grande conflito é revelado no Apocalipse. …
“Por usurpação, Satanás se constituiu o príncipe deste mundo (São João 14:30), e os seres humanos, ao pecar, chegaram a ser seus cativos (Romanos 6:16; II Timóteo 2:26), a quem reclama como propriedade (I São João 3:8). Cristo põe ao alcance de cada filho Seu armas para vencer os enganos de Satanás.” – SRA/EP, p. 25.
“A rebelião de Satanás é inexplicável. Muitos têm, inutilmente, procurado explicar como um anjo perfeito e santo, e que, ‘abaixo de Cristo, fora o mais honrado por Deus’ (Patriarcas e Profetas, pág. 15), podia ter-se rebelado contra um Deus amoroso, perfeito e santo. …‘Provou-se que sua desafeição era sem causa’ (pág. 21), o que indica que não tem explicação. Sabemos que ele teve inveja da posição de Cristo (pág. 17) e insinuou dúvidas com respeito á lei de Deus (página 17), a qual constitui uma revelação do Seu caráter (O Grande Conflito, pág. 468). Satanás foi expulso do Céu com todos os anjos que concordaram com ele (II S. Ped. 2:4).” – LES963, p. 12.
12:10 Então, ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e o poder, e o reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo; porque já foi lançado fora o acusador de nossos irmãos, o qual diante do nosso Deus os acusava dia e noite.
Hino – “Alusão à crucifixão de Cristo. Os versos 10 a 12 de Apocalipse 12 são considerados como um hino que interpreta o significado da grande batalha descrita nos versos 7 a 9.” – LES893, p. 9.
Lançado fora -“Apocalipse 12:10 não se refere exclusivamente à expulsão original de Satanás do Céu. O revelador está enaltecendo os eternos benefícios do Calvário. O Cordeiro conquistou a salvação por Sua morte. (Comparar com Apoc. 5:9 e 10.) A vitória da cruz resultou na expulsão do ‘acusador de nossos irmãos’. Agora a vida eterna pode ser concedida a todas as pessoas arrependidas, quer tenham vivido antes ou depois da cruz. (Ver I. Cor. 15:17-23; Heb. 9:15.) O Calvário não somente é fundamental para a nossa salvação, mas constitui também a garantia de que o Universo será para sempre purificado dos resultados da rebelião de Satanás.” – LES893, p. 8 e 9.
“Precisamos compreender claramente as duas ocasiões em que Satanás foi expulso: a)antes da criação do mundo; b) quando Cristo o derrotou na cruz. Vivemos no tempo na ‘grande ira’ de Satanás (Apoc. 12:12), pois ele sabe muito bem qual é o seu destino e que só lhe resta ‘pouco tempo’. Mas a sua destruição definitiva é inevitável.” – LES893, p. 12.
12:11 E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte.
Venceram – “Nosso grande segredo para vencer é apegar-nos a Cristo, pois Ele já venceu a Satanás ns tentações do deserto, na cruz e demonstrou Sua vitória ao ressuscitar dos mortos. O diabo sabe que está perdido, por isso se apresenta como um leão que ruge (I São Pedro 5:8), pois ao final do milênio apocalíptico será destruído no lago de fogo e enxofre (Apocalipse 20:10, 14; Ezequiel 28:18, 19).” – SRA/EP, p. 27
12:12 Pelo que alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Mas ai da terra e do mar! porque o Diabo desceu a vós com grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta.
“A destruição final de Satanás tornou-se certa em virtude do sacrifício de Cristo no Calvário. Apocalipse 12 revela que, desde a morte de Cristo na Cruz, o diabo tem estado ‘cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta’ (verso 12). Sabemos hoje que seu tempo quase se esgotou. Não é de estranhar que ele opere nestes últimos dias por meio de pessoas, por meio de organizações políticas e religiosas, e por todos os outros meios acessíveis, para enganar e destruir o povo de Deus. Satanás odeia a Cristo e todos os que aceitaram Seu sacrifício pelos pecados eles. São ‘tições tirados do fogo’ (Zac. 3:2), e as acusações de Satanás são repelidas pelo Senhor.” – LES893, p. 43.
12:13 Quando o dragão se viu precipitado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão.
12:14 E foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente.
12:15 E a serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para fazer que ela fosse arrebatada pela corrente.
12:16 A terra, porém acudiu à mulher; e a terra abriu a boca, e tragou o rio que o dragão lançara da sua boca.
“A que período da história da Igreja Cristã se refere Apocalipse 12:14-16?Comparar com Dan. 7:25; 12:7; Apoc. 11:2 e 3; 12:6 e 14; 13:5.
“No verso 14, a mulher ‘é sustentada durante um tempo, tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente’. No verso 6, ela está no deserto por 1.260 dias. … Usando princípio de que um dia representa um ano na profecia simbólica, os adventistas ensinam que esse período começou em 538 A.D. e terminou em 1798 A.D. Durante esses 1.260 anos, o papado foi eclesiasticamente supremo nalguns países europeus. Durante a Idade Média, a Europa ocidental prestou homenagem ao Bispo de Roma. Os cristãos que preferiram seguir a Palavra de Deus foram perseguidos por causa de sua fé. A Igreja e o Estado uniram-se para destruí-los. A mão de Deus esteve Sua Igreja verdadeira, livrando-a da extinção.” – LES893, p. 12 e 13.
“’A Terra ajudou a mulher’, abrindo a boca e tragando o rio. A Reforma do século dezesseis começou a sua obra. … E em breve houve suficiente terreno protestante na Europa e no Novo Mundo para engolir o rio da fúria papal e tirar-lhe o poder de danificar a Igreja. A Terra ajudou assim a mulher, e tem continuado a ajuda-la até hoje, nutrindo o espírito da reforma e de liberdade religiosa pelas principais nações da cristandade.” – Uriah Smith, Daniel and the Revelation, p. 558 e 559, citado em LES893, p. 13.
Os primeiros dezesseis versos terminam em 1798 A.D., quando findaram os 1.260 anos que a Igreja passou no ‘deserto’. Em todas as épocas, até esse ponto, Deus teve verdadeiros seguidores que muito sofreram por Ele. Nalgumas ocasiões parecia que eles seriam eliminados da Terra, mas o diabo não teve permissão para extingui-los.” – LES893, p. 17.
“A primeira besta se ergue ‘do mar’ (Apoc. 13:1). O mar representa a massa de humanidade da qual as nações se formam. (ver Apoc. 17:15; comparar com Dan. 7:2 e 3.) A terra representa a região relativamente livre de população humana.. Na Idade Média, e início da era moderna, a ‘mulher’, os fiéis seguidores de Cristo, tiveram de fugir para os lugares desabitados para escapar da perseguição (Apoc. 12:14 e 16). Dessa forma é que foram fundados os Estados Unidos.” – LES963, lição 8, p. 6.
12:17 E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra aos demais filhos dela, os que guardam os mandamentos de Deus, e mantêm o testemunho de Jesus.
Foi fazer guerra – “Os versos 1 a 16 salientam várias vezes que o diabo atacou furiosamente a Cristo e Sua Igreja no decorrer da História. O contexto do verso 17 indica que a ira de Satanás é manifestada contra a Igreja depois de 1798. A Igreja do ‘tempo do fim’ (Dan. 12:7 e 9) é o alvo especial dos ataques demoníacos.” – LES893, p. 18.
As investidas de Satanás contra o povo de Deus nos últimos dias (Ver Dan. 11:44; 12:1) – “As pontas pequenas de Daniel 7 e 8, e o ‘assolador’ de Daniel 9:26 e 27, em suas aplicações no fim do tempo, são denominados ‘rei do Norte’ (Daniel 11:40-45). Satanás usa esse poder terrestre ‘para destruir e exterminar a muitos’ (Dan. 11:44), antes do fim do julgamento que precede o Segundo Advento. Quando terminar o tempo da graça e os justos houverem sido vindicado legalmente (Dan. 7:26), Cristo Se levantará para executar as decisões do tribunal. Então se intensificará a ira de Satanás, pois ‘haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo’ (Dan. 12:1). Mas a ira do dragão, que ameaça exterminar o povo de Deus, é restringida por intervenção divina.” – LES893, p. 18.
Remanescente – “A palavra grega traduzida por ‘remanescente’, nalgumas versões, significa ‘os restantes’. O verbo correspondente quer dizer ‘deixar de resto’, ou ‘deixar ficar’. O ‘remanescente’ de Apocalipse 12:7 re refere aos verdadeiros seguidores de Cristo (Sua Igreja) que restariam após o fim dos 1.260 anos em 1798. de acordo com Daniel 12:7 e 9, essa data assinalou o começo do ‘tempo do fim’.” – LES893, p. 21.
“Apocalipse 12:17 ensina que o dom profético se manifestaria na Igreja remanescente.” – LES893, p. 26.
“Deus sempre preserva um remanescente fiel. Em todas as épocas da História, quando a maioria se afastou de Deus, o Senhor teve um ‘remanescente’ fiel. O remanescente pode ser a minoria, mas não é necessariamente um grupo pequeno. Por vezes ele foi um grupo bem grande. O remanescente tem sido constantemente incumbido da missão especial de levar avante a obra de Deus na Terra, preservando Sua verdade e transmitindo-a aos que os rodeiam.” LES893, p. 19.
“Desde o começo, os adventistas do sétimo dia têm proclamado audazmente as três mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12, as quais constituem o último apelo de Deus para que os pecadores aceitem a Cristo, e crêem humildemente que o seu movimento é o ‘remanescente’ [de Apoc. 12:17]. Nenhuma outra denominação religiosa está proclamando essa mensagem em conjunto, e nenhuma outra cumpre as especificações delineadas nessa passagem. Por isso, nenhuma outra possui bem fundada razão bíblica para afirmar que é ‘o remanescente’ do verso 17.
“No entanto, os adventistas rejeitam enfática e inequivocamente toda idéia de que só eles são filhos de Deus e têm direito ao Céu. Crêem que todos aqueles que adoram a Deus com toda a sinceridade, isto é, de acordo com toda a vontade de Deus revelada, de que têm conhecimento, são presentemente possíveis membros desse ‘remanescente’ final mencionado no capítulo 12, verso 17.” – SDABC, vol. 7, p. 815, citado em LES893, p. 21.
“O remanescente fiel deve ser fiel. Que diria você se sua esposa lhe dissesse: ‘Vou ser-lhe fiel do domingo à sexta-feira, mas no sábado serei infiel.’? A igreja (mulher profética) que não é fiel no sábado, não é a igreja de Apocalipse 12.” SRA/EP, p. 97.
Ver Apêndice: “Identificação do Remanescente”.
Os que guardam os mandamentos de Deus – “O remanescente é identificado aí com ‘os que guardam os mandamentos de Deus’ muito tempo depois da crucifixão de Cristo, em que numerosos cristãos dizem ter sido abolida a lei. O Novo Testamento ensina que os Dez Mandamentos, da maneira exemplificada na vida de Cristo, são a norma de justiça para os cristãos. (ver Rom. 3:31; 7:7, 12 e 14; I S. João 2:4; S. Tia. 2:10-12.)” – LES893, p. 22 e 23.
“Ann Landers disse: ‘Se Deus não considerasse importante nossa obediência a Ele, teria nos dado apenas dez sugestões.’ Muitas pessoas consideram os Dez Mandamentos como um conjunto de leis que não se aplicam aos dias atuais. Alguns chegam a dizer que a tentativa de guardar os Dez Mandamentos é uma forma de legalismo. Pensam que a lei do amor nos leva a agir, algumas vezes, de forma contrária aos Dez Mandamentos. ” – LES963, lição 5, p. 1.
“O caráter de Deus não muda. Nos tempos eternos, antes que nosso mundo fosse criado, Deus já era perfeitamente justo. Ele estava em perfeita conformidade com a lei da vida, por Ele estabelecida. Essa lei define Sua maneira de ser e a dos seres perfeitos criados por Ele. Se a lei de Deus pudesse ser abolida ou mudada, o padrão de Seu caráter também seria mudado. Em tais circunstâncias, Ele não poderia ser reconhecido como tendo uma justiça imutável. A lei de Deus é tão imutável quanto o Seu caráter justo.” – LES963, lição 5, p. 2. (Nota do compilador: textos citados pela referência: Mal. 3:6; Heb. 13:8; Tia. 1:17; Sal. 119:142 e 152; 111:7 e 8.)
“’Os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus’ (Apoc. 12:17), não procuram excluir o mandamento do sábado da lista dos preceitos de Cristo. A frase na mensagem do primeiro anjo: ‘E adorai Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas’ (Apoc. 14:7), é uma alusão a Êxodo 20:11, que faz parte do quarto mandamento. A mensagem do primeiro anjo nos convida a adorar o criador lembrando-nos do santo sábado do sétimo dia.” – LES893, p. 24.
“O mesmo apóstolo João, que desmascarou Satanás, diz: ‘Para isto Se manifestou o Filho de Deus, para destruir as obras do diabo’ (I S. João 3:8). Nosso Senhor Jesus disse que Ele não veio mudar a lei (São Mateus 5:17); que ninguém tem, nem terá autoridade para mudar a lei (São Mateus 5:18); apesar de que o anticristo intentaria faze-lo (Daniel 7:25). Jesus demonstrou ante o Universo que é possível guardar a Santa lei de Deus. Seus méritos (se O aceitamos) nos dão salvação (Romanos 5:19; 10:11). Uma vez redimido, o crente vive regido pela ética de Cristo. Por isso São Paulo diz: ‘Anulamos, pois a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma, antes confirmamos a lei’ (Romanos 3:31). …
”Satanás odeia a Deus e Sua santa lei, expressão de Seu caráter. Por isso é que quem vive segundo a carne em certa medida está reproduzindo a conduta de Satanás, ‘pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar’ (Romanos 8:7). Nosso Senhor Jesus Cristo disse: ‘Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos’ (São João 14:15). Ao guardar os mandamentos, demonstramos nossa identificação com Cristo. Isso explica porque Satanás ataca o remanescente fiel que guarda Seus mandamentos. Fá-lo como uma prolongação da luta que iniciou no Céu contra Cristo (Apocalipse 12:7). Mas é na hora da perseguição que se torna mais agradável a promessa: ‘Sê fiel até à morte e dar-te-ei a coroa da vida’ (Apocalipse 2:10).” – SRA/EP, p. 50.
“Você nota que muitas igrejas guardam a maioria dos mandamentos. Mas aqui não diz ‘a maioria’. Deus revela que aqueles que são da descendência da Igreja pura ‘Guardam os Mandamentos de Deus’, ou seja, todos os mandamentos. Desde o momento que Jesus disse que não mudou, nem autorizou mudança alguma, nem sequer um ‘j’ ou um til da lei enquanto houvesse céus e terra (São Mateus 5:17, 18), e que, se O amamos devemos guardar Seus mandamentos, assim como Ele nos deu o exemplo guardando os mandamentos do Pai (São João 14:15; 15:10), não poderíamos demonstrar que realmente temos a fé de Jesus se somos contrários à observância da lei, ou aceitamos a modificação de algum dos mandamentos. Jesus disse: ‘Por que Me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?’ (São Lucas 6:46). E São João confirma: ‘Ora, sabemos que O conhecemos por isto: se guardamos os Seus mandamentos. Aquele que diz: Eu O conheço, e não guarda os mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade’. (I São João 2:3, 4). Não podemos invocar o amor para desobedecer. ‘Porque este é o amor de Deus, que guardemos os Seus mandamentos; ora, os Seus mandamentos não são penosos’ (I São João 5:3).
“Quando foi a última vez que leu serena e detidamente os Dez Mandamentos com o desejo de obedecer a tudo o que dizem? Estão em Êxodo 20:3-17.
“É provável que descubra, pesaroso, que a maioria dos cristãos não estão respeitando o segundo mandamento (Êxodo 20:4-6) eliminado da lei que aparece nos catecismos. Ou, talvez, veja com pena que as igrejas não estão respeitando o dia de repouso que Deus santificou, o santo sábado (Êxodo 20:8-11). Mas, ao mesmo tempo, terá a comovedora emoção de descobrir qual é a Igreja verdadeira; esse remanescente fiel que resta na Igreja de Cristo. Não há como equivocar-se. O Apocalipse diz que são cristãos (têm a fé de Jesus) os que ‘guardam os mandamentos de Deus’ (Apocalipse 14:12). Por isso é que Satanás desata intransigência e perseguição contra eles (Apocalipse 12:17).” – SRA/EP, p. 97.
“Deus deseja que todos nos salvemos (I Timóteo 2:3, 4) e Satanás quer desesperadamente que nos percamos. Expressamos nossa decisão por meio da obediência. A Santa Bíblia ensina que somos escravos daquele a quem obedecemos, ‘seja do pecado, para a morte, ou da obediência, para a justiça’ (Romanos 6:16). Nisto não existe neutralidade. Jesus disse claramente: ‘Quem não é por Mim, é contra Mim; e quem comigo não ajunta, espalha’ (São Mateus 12:30). Mas não se esqueça de que, assim como todas as promessas do Apocalipse são para os vencedores, em São João 14:1-3 o Senhor Jesus promete uma morada celestial para os fiéis.” – SRA/EP, p. 110.
Obediência e salvação – “A obediência aos mandamentos nunca é apresentada na Bíblia como meio de salvação. Mas é muitas vezes apresentada como resultado e evidência da salvífica graça de Deus no coração. Está você desfrutando a salvação em Cristo no tempo presente? Em caso afirmativo, viver de acordo com os Seus mandamentos é uma alegria e um privilégio para você.” – LES893, p. 25.
“Assim como a figueira não produz frutos para receber méritos e chegar a ser uma figueira, mas produz figos porque é figueira, o cristão não faz o que é bom para pagar a salvação. Cristo já pagou o resgate. O cristão guarda os Dez Mandamentos porque é uma nova criatura em Cristo. Os frutos demonstram que ele não é mais rebelde.” – SRA/EP, p. 98.
O testemunho de Jesus – “… testemunho procedente ou da parte de Jesus; isto é, o testemunho dado por Ele pela revelação profética.” – LES893, p. 26.
“O dragão faz guerra contra os que ‘têm o testemunho de Jesus’ (Apoc. 12:17). A frase é traduzida de várias maneiras: ‘se mantêm fiéis ao testemunho de Jesus’ (NVI), ‘são fiéis à verdade revelada por Jesus’ (BLH). O verbo ter significa, no grego, ter, sustentar, guardar, possuir, preservar, colocar no coração. O remanescente tem o testemunho de Jesus como sua posse.
“Sobre o significado da frase ‘testemunho de Jesus’, deve-se estudar Apocalipse 19:10. João queria adorar o anjo que fora enviado a ele para lhe dar um testemunho a respeito de Jesus (Apoc. 1:1 e 2). O anjo se identificou com aqueles que, como João, tinham recebido o testemunho de Jesus. Quem eram essas pessoas? O anjo explicou: ‘o testemunho de Jesus é o espírito de profecia’ (Apoc. 19:10). Assim como João e seus companheiros profetas receberam o testemunho de Cristo a respeito dEle mesmo, o anjo também recebeu e aceitou. Como Cristo era a Fonte da mensagem, somente Ele podia ser adorado.
“Apocalipse 22:8 e 9 fala de outra ocasião em que João tentou adorar o anjo. A resposta do anjo foi: ‘Vê, não faças isso; eu sou conservo teu, dos teus irmãos, os profetas e dos que guardam as palavras deste livro’ (Apoc. 22:9). Os que têm o testemunho de Jesus (Apoc. 19:10) são ‘os profetas’ (Apoc. 22:9). O ‘espírito de profecia’ possuído pelo anjo, João e seus companheiros profetas é o testemunho que Jesus lhes deu a respeito de Si mesmo. Então, o ‘testemunho de Jesus’ (Apoc.12:17) é basicamente o dom de profecia,e, secundariamente, as mensagens dadas pelos profetas.
“O dragão tenta afastar as pessoas das mensagens dos profetas e da verdade de que o dom profético tem sido manifesto nos últimos dias. (ver Joel 2:28-32; Efés. 4:11-14; Mat. 24:24.)” – LES963, lição 8, p. 3.
“No Novo testamento há um sentido muito real em que o testemunho de Jesus se refere á especial revelação divina dada pessoalmente por Ele e por intermédio dos profetas. (Ver S. João 3:11, 31 e 32; S. João 15:27; Atos 10:43.) João atestou ‘o testemunho de Jesus Cristo’, que lhe foi dado em visão na ilha de Patmos (Apoc. 1:2, 9 e 10).
“O Espírito de Profecia. Apocalipse 19:10 define claramente ‘o testemunho de Jesus’ como ‘o espírito de profecia’. Que é o ‘espírito de profecia’? Esta expressão pode referir-se à compreensão das profecias pelos que as estudam. Nesse versículo, refere-se ao dom especial possuído pelo anjo, por João e por outros profetas. Esta conclusão tem o apoio de Apocalipse 22:8 e 9, uma passagem paralela. Assim como o anjo recebeu a revelação necessária para transmitir ao mundo o testemunho de Cristo, João também a recebeu.
“Revelação especial na Igreja remanescente. No livro de Apocalipse, ‘o testemunho de Jesus’ se refere a algo mais do que ao testemunho sobre Cristo que é aceito e dado pelos cristãos. ‘O testemunho de Jesus’ se refere à obra de profetas inspirados que receberam visões, sonhos e comunicações verbais de Deus para serem transmitidas aos habitantes da Terra. Apocalipse 12:17 ensina que o dom profético se manifestaria na Igreja remanescente.
“… A Igreja Adventista do Sétimo Dia crê a respeito da obra de Ellen G. White (1827-1915): ‘Um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Esse dom é uma característica da Igreja remanescente e foi manifestado no ministério de Ellen G. White.’ – ‘Crenças Fundamentais dos Adventistas do Sétimo Dia’, Seventh Adventist Yearbook, 1987, pág. 7. Esta crença se baseia no fato de que a obra de Ellen G. White está à altura das provas bíblicas de quem um profeta é verdadeiro. Esta evidência inclui a harmonia de seus escritos com as Escrituras, os frutos de sua obra, o cumprimento de suas predições, sua exaltação de Cristo, bem como a natureza oportuna e prática e a exatidão de suas mensagens. Seu estado físico enquanto se achava em visão também constitui um fator corroborante. (Ver Arthur L. White, Ellen G. White, 6 volumes. Review and Herald, 1981-1986.) (Ver ainda Joel 2:28-32; Efés. 4:11-14).” – LES893, p. 25 e 26.
“…provas de um profeta verdadeiro…: Isa. 8:20; Apoc. 22:18 e 19; S. mat. 7:15-20; Deut. 18:21 e 22; Jer. 28:9; I S. João 4:1-3.” – LES893, p. 27.
Ver ainda Apêndice: “O testemunho de Jesus”.
12:18 E o dragão parou sobre a areia do mar.
Bibliografia
Anderson, Roy A., O Apocalipse Revelado, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
LES892 – Battistone, Joseph J. – Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
LES893 – Coffman, Carl – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1989, nº 375, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
LES963 – Gulley, Norman R. – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
SRA/EP – Belvedere, Daniel – Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.
White, Ellen G., Primeiros Escritos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., 1987.
Seventh Day Adventist Bible Commentary.
White, Ellen G., Atos dos Apóstolos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .
White, Ellen G., Grande Conflito, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .
Strand, Kenneth A., Interpreting the Book of Revelation. Ann Arbor Publishers, Naples, Florida.
White, Ellen, G., Caminho a Cristo, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
Publicado originalmente em: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com/2015/07/apocalipse-12.html
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/apocalipse/ap-capitulo-11/
Apocalipse 11 aumenta nosso entendimento de como a proclamação aos “povos, nações, línguas e reis” (v. 11) aconteceria. A restauração da mensagem do santuário (v. 1-2) é a base dessa proclamação final. A mensagem do santuário tem três aspectos básicos: a provisão do sacrifício para a salvação, o juízo divino para dar fim ao problema do pecado e a preparação do povo de Deus para o retorno de Cristo.
As duas testemunhas são descritas com imagens que lembram dois grandes profetas do Antigo Testamento: Moisés e Elias (v. 3-14). Por um lado, essas duas figuras são representativas de toda a revelação profética, o que atualmente entendemos como as Sagradas Escrituras, o Antigo e o Novo Testamento. Ao mesmo tempo, as duas testemunhas descrevem o sofrimento e eventual martírio daqueles que proclamam as mensagens de Deus.
Como mensageiros de Deus, nossa mensagem deve estar baseada na revelação divina. A proclamação dessa mensagem muitas vezes exigirá sacrifícios. Contudo, assim como as duas testemunhas são arrebatadas e levadas ao céu, os mensageiros do Senhor nos últimos dias terão sua recompensa desfrutando da companhia eterna de Jesus no céu.
Clacir Virmes Jr.
Professor de Novo Testamento
SALT – Seminário Latino Americano de Teologia
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1424
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Gisele Quimelli e Jeferson Quimelli
Filed under: Sem categoria
4371 palavras
As duas testemunhas – A sétima trombeta
“Apocalipse 11 [mostra] as duas testemunhas que estiveram de luto durante os 1.260 anos de perseguição e que haveriam de ser mortas durante o período do terror, na Revolução Francesa e que ressuscitariam, crescendo até o céu.” – SRA/EP, p. 140.
“Apocalipse 11 começa com a ordem para medir o templo, o altar e os adoradores. Deus mede Seu povo antes de permitir que passem pelo penoso período da provação. Durante esse tempo eles proclamam a última mensagem de advertência ao mundo. O conflito dos séculos terminará de modo dramático e decisivo, numa admirável manifestação da ira de Deus. Apocalipse 11 termina em triunfo. Deus vindicará Seu nome na Terra e estabelecerá Seu domínio de justiça para todo o sempre.” – LES892, p. 169.
“A mensagem do capítulo [Apoc. 11] é a de plena certeza em Cristo. É-nos dada uma idéia da vitória no fim do tempo, quando os poderes do mal serão derrotados definitivamente, e começará o reinado de Cristo.
“Apocalipse 11 antecipa o que virá em seguida. Nalguns aspectos o capítulo 11 resume o que é considerado na segunda metade do livro. A ordem para medir o templo, o altar e os adoradores antecipa os acontecimentos retratados simbolicamente nos capítulos 12 a 14, especialmente o apelo para perseverança em Apocalipse 14:12. A referência às duas testemunhas profetizando vestidas de pano de saco por 1.260 dias (Apoc. 11:3) corresponde à fuga da mulher para o deserto durante o mesmo período de tempo (Apoc. 12:13 e 14). A besta que sobe do abismo para pelejar contra as duas testemunhas (Apoc. 11:7-10) prefigura os esforços do dragão para fazer guerra à descendência da mulher (Apoc. 12:17). O diabo usa a besta que emerge do mar (Apoc. 13:1), e depois, a que emerge da terra (Apoc. 13:11).
“O poder das testemunhas para ferir a Terra com pragas (Apoc. 11:6) encontra sua parte correspondente nas sete últimas pragas (capítulos 15 e 16). O grande terremoto que precede a sétima trombeta e destrói a décima parte da grande cidade (Apoc. 11:13), é um presságio da destruição causada pela sétima praga: ‘e ocorreu grande terremoto, como nunca houve igual desde que há gente sobre a Terra’ (Apoc. 16:18). A declaração de triunfo que se segue à sétima trombeta (Apoc. 11:15) é semelhante ao louvor que ocorre após a condenação de Babilônia (Apoc. 19:1-8). O derramamento da ira divina sobre o mundo provocador (Apoc. 11:18) prenuncia a atitude de Deus para com Gogue e Magogue (Apoc. 20:7-10). Finalmente, a visão do templo e da arca do concerto (Apoc. 11:19) antecipa a habitação de Deus com seu povo, para que possam ver-Lhe a glória e viver para sempre na luz de Sua presença (Apoc. 21:1-4 e 22-27).” – LES892, p. 160.
11:1 Foi-me dada uma cana semelhante a uma vara; e foi-me dito: Levanta-te, mede o santuário de Deus, e o altar, e os que nele adoram.
“Medir o santuário (ou templo): Ter clara compreensão do santuário no Céu e do juízo investigativo.” – LES892, p. 155.
“Medir: Esta palavra é usada com o significado de avaliar e julgar, mas pode ser considerada também como uma promessa de restauração e preservação.
”Altar: Visto que o átrio exterior do santuário não devia ser medido, este altar deve referir-se ao altar do incenso [interno] e ao ministério intercessor de Cristo, apresentando Sua justiça para cobrir os nossos pecados. Medir o altar é verificar se aceitamos a justiça de Cristo e Sua intercessão por nós.” – LES892, p. 161.
”Medir o altar: Como isto se refere ao altar do incenso (verso 2), o povo de Deus deve ter mais clara compreensão da maneira pela qual o ministério intercessor de Cristo traz justiça pela fé.” – LES892, p. 155.
“Medir os que adoram: A obra do evangelho só poderá ser terminada quando o povo de Deus refletir o caráter de Cristo.” – LES892, p. 155.
“Apocalipse 11:1 liga este capítulo a Apocalipse 10, mostrando o que deve ser profetizado novamente, e qual é a importância que a Bíblia terá no testemunho a ser dado nos últimos dias.” – LES892, p. 160.
“A ordem para medir tem aplicação especial ao ministério de julgamento efetuado por Cristo no santuário celestial. As razões para esta aplicação podem ser enunciadas da maneira como segue: a) O templo é o santuário no Céu. (ver Apoc. 1:12-16; 2:1; 4:1-11; 5:1-14; 6:9-11; 7:9-17; 8:1-5.) b) A medição dos adoradores precede o selamento dos servos de Deus )Apoc. 7:1-8). A mediação é o juízo investigativo, que prepara o povo de Deus para a luta final nos últimos dias. (Comparar com Daniel 8:14.)
“Medição é julgamento. ‘Essa restauração e preservação do templo de Deus parece ter também especial aplicação à compreensão mais ampla do significado do ministério de Cristo no santuário celestial, que adveio desde 1844… A medição dos adoradores denota uma obra de julgamento.” – SDABC, vol. 7, págs. 800 e 801.” – LES892, p. 162.
“Por que Deus mede Seu povo? Deus mede Seu povo a fim de prepará-los para o desafio dos últimos dias e habilitá-los para o Céu. A mediação não produz qualidade de caráter, mas nos indica os recursos divinos que Deus torna acessíveis para crescimento e desenvolvimento. Nossa segurança nos últimos dias está inseparavelmente ligada a nossa relação com o Senhor Jesus Cristo. O objetivo da medição é determinar a qualidade dessa relação e preparar-nos para a luta à frente. (Ver Amós 7:7-9; S. Mat. 7:21 e 22.)” – LES892, p. 162 e 163.
11:2 Mas deixa o átrio que está fora do santuário, e não o meças; porque foi dado aos gentios; e eles pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses.
Átrio – “Representa a Terra e a obra de expiação que Jesus realizou quando esteve neste mundo.” – LES892, p. 161.
A medição e seu significado –“… Apocalipse 11 é a continuação da cena descrita no capítulo anterior, na qual foi ordenado que João tomasse e comesse o livrinho. No capítulo 11 verificamos que o apóstolo recebeu uma vara de medir e, com ela, a tríplice ordem de medir o templo, o altar e os que naquele adoram. Foi-lhe recomendado que não medisse o átrio exterior do templo, pois esse átrio seria dado aos gentios, que por quarenta e dois meses calcariam aos pés a cidade santa. Mais uma vez estamos lidando com profecia simbólica.
”…Leia Ezequiel 41:1-4; 43:1-9; Daniel 8:9-14; Zac. 2:1-7… As profecias de Ezequiel, Daniel e Zacarias lançam luz sobre o estudo de Apocalipse 11. A visão de Ezequiel, de medição do templo, é uma profecia da restauração espiritual após o período de cativeiro. Tanto Daniel como João enfatizam a mesma verdade. A mensagem do santuário seria restaurada. O ministério mediador de Cristo seria compreendido novamente. Será avaliado o caráter do povo de Deus, e eles serão preparados para o encontro com o Senhor, em Sua volta.” – LES892, p. 160 e 161.
42 meses (1260 dias) – “Os 42 meses e os 1.260 dias são uma referência ao período da supremacia papal (538 A.D. a 1798 A.D.). Durante esse tempo, as duas testemunhas (as Escrituras Sagradas) profetizaram vestidas de pano de saco. Esse foi um tempo em que as forças do mal “calcaram aos pés” verdades da palavra de Deus e perseguiram os que procuraram perseverantemente estudar as Escrituras por si mesmos.” – LES892, p. 165.
“As profecias dos 1.260 Anos [42 meses]:
“Esta profecia de tempo é mencionada sete vezes na Bíblia, duas das quais em Apocalipse 11. Para compreender melhor a significação desse período de tempo, analise este diagrama:
| TEXTO | PERÍODO DE TEMPO | O QUE ACONTECEU? |
| Dan. 7:25 | Um tempo, dois tempos e metade de um tempo | A ponta pequena persegue |
| Dan. 12:7 | Um tempo, dois tempos e metade de um tempo | Segue-se o tempo do fim |
| Apoc. 11:2 | 42 meses | Pés a cidade santa |
| Apoc. 11:3 | 1.260 dias | Duas testemunhas vestidas de pano de saco |
| Apoc. 12:6 | 1.260 dias | A Igreja foge para o deserto |
| Apoc. 12:14 | Um tempo, tempos e metade de um tempo | A Igreja no deserto |
| Apoc. 13:5 | 42 meses | A besta semelhante a leopardo exerce seu poder |
” – LES892, p. 161.
11:3 E concederei às minhas duas testemunhas que, vestidas de saco, profetizem por mil duzentos e sessenta dias.
Duas Testemunhas – “O Antigo e o Novo Testamentos.” – LES892, p. 164.
“O Antigo e o Novo Testamento. Os Adventistas do Sétimo Dia têm interpretado tradicionalmente as duas testemunhas de Apocalipse 11 como referência simbólica ao testemunho das Escrituras Sagradas – o Antigo e o Novo testamento. … As duas testemunhas não são membros da divindade (versos 3 e 4). Podem ser atacadas por seres humanos, mas são capazes de defender-se (verso 5). Têm poder para produzir calamidade e pragas, e profetizam (verso 6). Podem ser mortas (versos 7 e 8), mas ressuscitam (verso 11). São ‘dois profetas’ (verso 10). Ao serem ressuscitadas, sobem ao Céu para que todos os seus inimigos as contemplem (verso 12).
“As duas testemunhas constituem algo que pode continuar existindo na presença de Deus, e ser ao mesmo tempo atacado na Terra. A interpretação de que as ‘testemunhas’ são a Palavra de Deus – o Antigo e o Novo testamentos – é a única que se ajusta às especificações dadas na profecia.” – LES892, p. 164.
“Ambos são importante testemunhas quanto à origem e à perpetuidade da lei de Deus. Ambos são também testemunhas do plano da salvação. Os tipos, sacrifícios e profecias do Velho Testamento apontam para um Salvador por vir. Os evangelhos e as epístolas do Novo Testamento falam acerca de um Salvador que veio exatamente da maneira predita pelos tipos e profecias.” – O Grande Conflito, p. 264 e 265.
Pano de Saco – “As Escrituras estão de luto quando a tradição está em ascendência. ” – LES892, p. 164.
11:4 Estas são as duas oliveiras e os dois candeeiros que estão diante do Senhor da terra.
“As duas oliveiras e os dois candeeiros se referem à mesma coisa e no contexto dos 1.260 dias devem ser identificados como o Velho e o Novo Testamentos, revelados pelo Espírito Santo (São João 14:26; 15:26; 16:13-15; São Pedro 1:21).
“Nosso Senhor Jesus Cristo disse que as Escrituras dão testemunho dEle (São João 5:39) e Davi declarou que a Palavra de Deus é uma lâmpada que ilumina o caminho (Salmo 119:105).” – SRA/EP, p. 129.
“Como podemos identificar a obra do Espírito Santo em relação com as duas testemunhas? Zac. 4:1-6 e 11-14.” – LES892, p. 163.
11:5 E, se alguém lhes quiser fazer mal, das suas bocas sairá fogo e devorará os seus inimigos; pois se alguém lhes quiser fazer mal, importa que assim seja morto.
Importa que seja morto – “Nos versículos 5 e 6 do capítulo 11 declara-se que aqueles que interferem com estas testemunhas (a Palavra de Deus) ou as atacam devem morrer. A mesma admoestação é dada no cap. 22:18, 19. Também se destaca o poder da Palavra de Deus quando usada legitimamente, e são mencionados milagres realizados por Elias e Moisés, que usaram sincera e fielmente a Palavra de Deus.” – SRA/EP, p. 129.
11:6 Elas têm poder para fechar o céu, para que não chova durante os dias da sua profecia; e têm poder sobre as águas para convertê-las em sangue, e para ferir a terra com toda sorte de pragas, quantas vezes quiserem.
11:7 E, quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra e as vencerá e matará.
Besta que sobe do abismo – “A besta que sobre do abismo é Satanás (Apocalipse 20:1-3) e também simboliza os reinos do mundo que estão sob seu domínio. Em 11:8, 9 aparecem Sodoma e Egito para destruir as testemunhas de Deus, pois como nações inimigas do povo de Deus no passado, servem como símbolo eloqüente.” – SRA/EP, p. 129.
“Ateísmo, e, de modo mais específico naquele ponto do tempo profético, A Primeira República Francesa. ” – LES892, p. 164.
“A influência do ateísmo que começou nos dias da Primeira República da França se espalhou para o norte e oriente, estendendo-se até a Rússia. A revolução russa de 1917 se constituiu em parte em um ataque contra a religião, uma vez que favorecia o ateísmo. Esse vírus ateu se espalhou através de todo o mundo, ganhando adeptos, infiltrando-se inclusive nos currículos educativos e sob um disfarce científico pretende desafiar a auto-revelação de Deus na Bíblia. O ateísmo já envolveu a terça parte do mundo e continua crescendo.” – SRA/EP, p. 130.
11:8 E jazerão os seus corpos na praça da grande cidade, que espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado.
Sodoma e Egito – “Símbolos de degeneração moral e de desafio aos mandamentos de Deus. ” – LES892, p. 164.
11:9 Homens de vários povos, e tribos e línguas, e nações verão os seus corpos por três dias e meio, e não permitirão que sejam sepultados.
Três dias e meio – “Ataque à Bíblia. Perto do fim dessa opressão espiritual [42 meses – verso 2], foi feito um ataque contra a Bíblia na França, sob a influência de um regime ateu. Houve uma tentativa para destruir a Palavra de Deus, mas foi inútil. … O período de três dias e meio de tempo profético simbolizava três anos e meio.” – LES892, p. 165.
“Três Dias e Meio: O período de tempo profético que se estendeu de 26 de novembro de 1793, quando um decreto, promulgado em Paris, aboliu a religião, até 17 de junho de 1797, quando o governo francês removeu as restrições à prática da religião. (Ver SDABC, vol. 7, pág. 803.) ” – LES892, p. 164.
“Como a Bíblia o desmascara, Satanás procura silenciar seu testemunho, quer mantendo-a oculta quer destruindo-a. Se aplicamos a estes três dias e meio o princípio bíblico de um dia por um ano (Ezequiel 4:6), chegaremos à conclusão de que o testemunho bíblico reviveria três anos e meio depois de ter sido aniquilado. Esta profecia se cumpriu de um modo muito preciso e surpreendente na história da França. Os três anos e meio foram exatamente o Reinado de Terror da revolução Francesa. Esse período começou a 26 de novembro de 1793 quando a França, por decreto se sua assembléia legislativa, declarou que não há Deus, o que foi motivo de regozijo para todos os seus habitantes, e durou até 17 de junho de 1797, quando o governo francês anulou o decreto e outra vez se permitiu a prática da religião na França. Durante este tempo a Bíblia foi queimada e abolida na França, foi ‘morta’. Todas as igrejas foram fechadas e proibiu-se a adoração de Deus por decreto da assembléia, que era o corpo legislativo da França. Também se decidiu que a semana seria de dez dias. O dia de descanso foi abandonado e em seu lugar se consagrava um dia em cada dez para a orgia e a blasfêmia. Negou-se abertamente a existência de Deus. Uma mulher imoral foi nomeada a deusa da razão, e as pessoas deviam adora-la. Ficou proibido todo tipo de culto religioso. Tudo isto durou exatamente três anos e meio, como o disse a profecia. Porém, o testemunho bíblico não só ressuscitaria, mas se elevaria e sua fama subiria ao Céu. Em 1804 e 1816 foram organizadas as primeiras e maiores sociedades bíblicas e o livro de Deus inundou o planeta, constituindo-se no livro mais difundido de toda a história da humanidade.” – SRA/EP, p. 130
11:10 E os que habitam sobre a terra se regozijarão sobre eles, e se alegrarão; e mandarão presentes uns aos outros, porquanto estes dois profetas atormentaram os que habitam sobre a terra.
11:11 E depois daqueles três dias e meio o espírito de vida, vindo de Deus, entrou neles, e puseram-se sobre seus pés, e caiu grande temor sobre os que os viram.
11:12 E ouviram uma grande voz do céu, que lhes dizia: Subi para cá. E subiram ao céu em uma nuvem; e os seus inimigos os viram.
Subiram para o Céu – “Importância e exaltação das à Bíblia depois da supressão indicada mais acima [11:9]. ” – LES892, p. 164.
Testemunhas revividas e exaltadas – “Diz-se que Voltaire havia declarado: ‘Se foram necessários doze pescadores ignorantes para levar adiante o Evangelho de Jesus Cristo, eu mostrarei que basta um francês para destruí-lo. Daqui a 50 anos ninguém se lembrará da Jesus Cristo.’
“Paradoxalmente, 25 anos depois as Sociedades Bíblicas compravam a casa que havia sido de Voltaire e a converteram em um depósito de Bíblias. As duas testemunhas haviam ressuscitado e estavam subindo cada vez mais, como diz a profecia.” – SRA/EP, p. 130.
11:13 E naquela hora houve um grande terremoto, e caiu a décima parte da cidade, e no terremoto foram mortos sete mil homens; e os demais ficaram atemorizados, e deram glória ao Deus do céu.
Grande terremoto – “Esse terremoto não é o final da História, porque ruiu apenas a décima parte da cidade. Deve ser entendido como o derramamento de um juízo parcial de Deus para conduzir os homens ao respeito de Sua Palavra. Alguns crêem que a cidade mencionada aqui é símbolo da França; outros, que representa o papado, o qual era apoiado pelos dez reis ou nações (Apocalipse 17:18, 12, 13). O terremoto seria o aprisionamento do papa em 1798. A França é um destes dez reis e seria a décima parte que caiu por um curto tempo; que se levantou contra toda manifestação religiosa. As 7.000 pessoas que morreram poderiam ser entendidas como a realeza que perdeu seus títulos de nobreza e foram mortos. Isto despertou terror a princípio, e os levou mais tarde a glorificar a Deus quando voltaram a aceitar a Bíblia e a religião.” – SRA/EP, p. 130.
Décima parte – “Uma das dez pontas ou divisões do Império Romano. Neste caso, a França.” – LES892, p. 164.
11:14 É passado o segundo ai; eis que cedo vem o terceiro.
11:15 E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: O reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos.
A sétima trombeta – “O fim do mundo.” – LES892, p. 125.
“A sétima trombeta apresenta o tempo do fim quando o remanescente fiel proclamaria o evangelho eterno e a mensagem dos três anjos a todo o mundo.” – SRA/EP, p. 134.
11:16 E os vinte e quatro anciãos, que estão assentados em seus tronos diante de Deus, prostraram-se sobre seus rostos e adoraram a Deus,
11:17 dizendo: Graças te damos, Senhor Deus Todo-Poderoso, que és, e que eras, porque tens tomado o teu grande poder, e começaste a reinar.
11:18 Iraram-se, na verdade, as nações; então veio a tua ira, e o tempo de serem julgados os mortos, e o tempo de dares recompensa aos teus servos, os profetas, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra.
Graças Te damos – “O Hino de Ações de Graça. Após a declaração de triunfo, os vinte e quatro anciãos entoam um hino de agradecimento a Deus pela vitória que Ele alcançou sobre os poderes do mal (Apoc. 11:16-18). A vitória da ira de Deus é um assunto importante no livro do Apocalipse. (Comparar com Apoc. 6:12-17; 14:9-11 e 17:20; 15:5-8; 16:17-21.)
“Em suas ações de graça, os anciãos fazem alusão ao julgamento dos que morreram. O texto se refere à recompensa da vida eterna para os justos e da pena de morte para os ímpios.” – LES892, p. 166.
11:19 Abriu-se o santuário de Deus que está no céu, e no seu santuário foi vista a arca do seu pacto; e houve relâmpagos, vozes e trovões, e terremoto e grande saraivada.
Abriu-se o santuário – “As palavras de São João no sentido de que ‘abriu-se… o santuário de Deus, que se acha no Céu, e foi vista a arca da aliança no Seu santuário’, descrevem o lugar santíssimo, pois era ali que a arca estava. Foi ali que Jesus entrou ao se cumprirem os 2.300 dias, em 1844, o que nos permite entender que a partir dessa época entramos no período da sétima trombeta. Quando cristo sair do lugar santíssimo, terão terminado o juízo investigativo, Sua obra mediadora e o tempo da graça, e terão lugar as bodas do Cordeiro.” – SRA/EP, p. 134.
“O começo do julgamento que precede o Segundo Advento. …’A arca do concerto de Deus está no santo dos santos, ou lugar santíssimo, que é o segundo compartimento do santuário. No ministério do tabernáculo terrestre, que servia como ‘exemplar e sombra das coisas celestiais’, este compartimento se abria somente no grande dia da expiação, para a purificação do santuário. Portanto, o anúncio de que o templo de Deus se abrira no Céu, e de que fora vista a arca de Seu concerto, indica a abertura do lugar santíssimo do santuário celestial, em 1844, ao entrar Cristo ali para efetuar a obra finalizadora da expiação. Os que pela fé seguiram seu Sumo sacerdote, ao iniciar Ele o ministério no lugar santíssimo, contemplaram a arca de Seu concerto. Como houvessem estudado o assunto do santuário, chegaram a compreender a mudança operada no ministério o Salvador, e viram que Ele agora oficiava diante da arca de Deus, pleiteando com Seu sangue em favor dos pecadores.” – O Grande Conflito, p. 433.
Arca da Aliança – “… a lei de Deus contida na ‘arca da Aliança’ celestial é o padrão do juízo final.” – LES963, lição 5, p. 4.
“Em que outra ocasião será aberto o templo de Deus no Céu, e revelado o conteúdo da arca?
“Imediatamente antes da volta de Jesus. ‘Quando for aberto o templo de Deus no Céu, que ocasião triunfante será essa para todos os que têm sido fiéis e sinceros! No templo será vista a arca do concerto em que foram colocadas as duas tábuas de pedra, nas quais está escrita a lei de Deus. Essas tábuas de pedra serão tiradas de seu esconderijo, e nelas serão vistos os Dez Mandamentos gravados pelo dedo de Deus. Essas tábuas de pedra, que agora se encontram na arca do concerto, serão convincente testemunho da verdade e dos reclamos obrigatório da lei de Deus.” – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, pág. 972. (Ver também O Grande Conflito, p. 645.)” – LES892, p. 167.
Tempo – “Conforme foi predito nas Escrituras, o ministério de Cristo no santíssimo começou com a terminação dos dias proféticos em 1844. A este tempo se aplicam as palavras do revelador: ‘Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no Céu, e foi vista a arca da aliança no Seu santuário.’ Apoc. 11:19. A arca da aliança de Deus está no segundo compartimento do santuário. Quando Cristo ali entrou, para ministrar em favor do pecador, o santuário interior se abriu, e a arca de Deus foi posta foi posta ao alcance da vista.” – História da Redenção, p. 379. (Grifo acrescentado.)
“O começo e a terminação da mensagem do terceiro anjo estão dentro do período de tempo abrangido por Apocalipse 11:15-19. A cena se desenvolve depois do desapontamento de 22 de outubro de 1844, e culmina no fim do tempo da graça, quando os ímpios e os justos são separados para sempre (Apoc. 22:11).” – LES893, p. 98.
Santuário de Deus no Céu – “Deus ordenou a construção do santuário no deserto para que os crentes do Antigo Testamento tivessem uma lição objetiva das verdades espirituais e eternas. Os sacrifícios feitos e presenciados pelo povo eram dramáticos audiovisuais destinados a mostrar pateticamente a gravidade do pecado, assim como o preço do resgate que seria pago por nosso Senhor, a imensidade de Sua graça e os diversos aspectos do juízo divino e a erradicação final do pecado este mundo e do Universo.
“O tabernáculo do deserto foi substituído pelo templo de Salomão e este pelo de Zorobabel, que por sua vez foi substituído pelo de Herodes. No ano 70 se cumpriu a profecia de Jesus de que não ficaria pedra sobre pedra desse templo (São Mateus 24:1,1). Embora a Santa Bíblia diga que Deus deseja morar em nós, templos vivos (I Coríntios 3:16, 17), o Apocalipse fala do templo real, do qual o terrenal é só uma figura ou ilustração. O estudo do significado das diversas cerimônias do santuário terrenal e da obra de Cristo no santuário real nos dará uma compreensão mais profunda do plano de salvação e da erradicação completa do mal. …
“Existem outra referências no Apocalipse [além de 11:19] ao Santuário de Deus que está no Céu. Por exemplo: Apocalipse 7:15; 14:15, 17. São João descreve alguns móveis que viu nele, tais como o altar, a arca da aliança e o incensário (Apocalipse 8:3; 11:19). …
“Quem é o Sumo Sacerdote ministro desse verdadeiro tabernáculo? Hebreus 8:1, 2.
“Resp. São Paulo diz que é Jesus, ‘que se assentou à destra do trono da Majestade nos Céus, como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo…’
“Nota: Os sacerdotes do Antigo Testamento eram uma sobra ou ilustração do sacerdócio que cumpriria nosso senhor Jesus Cristo no santuário celestial.’ Ora, aqueles são feitos sacerdotes em maior número, porque são impedidos pela morte de continuar; este, no entanto, porque continua para sempre, tem o seu sacerdócio imutável’ (Hebreus 7:23, 24). No Novo Testamento cada crente, como integrante do corpo de Cristo (I Coríntios 12:27; Colossenses 1:18), é constituído sacerdote pelo Senhor (Apocalipse 1:6; I São Pedro 2:9, 10) com acesso direto a Deus por meio de Jesus Cristo (Hebreus 4:14-16). O único Sumo Sacerdote que temos no Novo Testamento é Jesus (hebreus 3:1; 7:24-27). …
“Os serviços do Santuário revelam, em símbolos, o grande amor de Deus e Seu plano para salvar-nos. Pois Ele nos ama muito.
“Efésios 3:18 nos fala da largura, do comprimento, da altura e da profundidade do amor de Deus. Muitos de nós acreditamos saber algo do que é o amor de Deus, mas nos séculos vindouros reconheceremos que compreendemos muito pouco.
“Colombo descobriu a América, mas que sabia ele de seus grandes lagos, rios, bosques e vales? Ele morreu sem conhecer muito do que havia descoberto. Assim também, muitos de nós descobrimos o amor de Deus, mas ele tem alturas, larguras e profundidades que não conhecemos. Esse amor é um imenso oceano e é necessário submergir nele para que conheçamos um pouco do que representa. (Moody)
“Nota: Em seu livro ‘Cristo no Santuário’, o Dr. Salim Japas mostra seis passos fundamentais da salvação que aparecem nítidos na simbologia do santuário: 1. Na porta do átrio é reconhecida a necessidade de salvação (Isaías 64:6). 2. No altar dos holocaustos é imputada a justiça de Cristo, ‘O Cordeiro de Deus’ (São João 1:29) imolado por nós. 3. No lavatório, a pureza da justiça de Cristo é comunicada no processo de santificação (Hebreus 12:6-11). 4. No altar de incenso, Jesus vive sempre para interceder por nós (Hebreus 7:24, 25). 5. No candelabro de ouro, o Espírito Santo testifica por Cristo em favor da Igreja (São Mateus 5:14-16). 6. Na arca do concerto estão a justiça e a misericórdia de Cristo (Apocalipse 22:3, 4). …
“A todo instante, Cristo intercede por nós no Santuário celestial, cancelando a dívida dos pecados pelos quais nos arrependemos, tendo-O aceitado como nosso Salvador e Mediador. Ele pode fazê-lo com eficácia, pois pagou nosso resgate com Seu sangue.” – SRA/EP, p. 71-74.
Por que foi combatida a mensagem do santuário? – “Muitos e tenazes foram os esforços feitos para subverter-lhes a fé. Ninguém poderia deixar de ver que, se o santuário terrestre era uma figura ou modelo do celestial, a lei depositada na arca, na Terra, era uma transcrição exata da lei na arca, que está no Céu; e que a aceitação da verdade concernente ao santuário celeste envolvia o reconhecimento dos requisitos da lei de Deus, e da obrigatoriedade do sábado do quarto mandamento. Aí estava o segredo da oposição atroz e decidida à exposição harmoniosa das Escrituras, que revelavam o ministério de Cristo no santuário celestial.” – O Grande Conflito, p. 435. (Destaque acrescentado.)
Publicado originalmente em: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com/2015/07/apocalipse-11.html
Bibliografia:
Anderson, Roy A., O Apocalipse Revelado, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
LES892 – Battistone, Joseph J. – Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
LES893 – Coffman, Carl – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1989, nº 375, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
LES963 – Gulley, Norman R. – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
SRA/EP – Belvedere, Daniel – Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.
White, Ellen G., Primeiros Escritos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., 1987.
Seventh Day Adventist Bible Commentary.
White, Ellen G., Atos dos Apóstolos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .
White, Ellen G., Grande Conflito, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .
Strand, Kenneth A., Interpreting the Book of Revelation. Ann Arbor Publishers, Naples, Florida.
White, Ellen, G., Caminho a Cristo, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/apocalipse/ap-capitulo-10/
Apocalipse 10 está ligado à segunda metade de Daniel (Dn 7-12). A descrição do forte anjo de Apocalipse é idêntica à do homem vestido de linho em Daniel 10. Ambos levantam a mão direita ao céu e fazem um juramento (v. 6; Dn 12:7). Contudo, enquanto o homem vestido de linho declara uma profecia de tempo, o anjo poderoso declara que “já não haverá demora [em grego, chronos; literalmente, ‘tempo’]”. Estes detalhes indicam que Apocalipse 10 aponta para um tempo em que as profecias de Daniel seriam estudadas e compreendidas (a menção ao “livrinho aberto” no v. 2).
Na visão, João come o livrinho, que é doce na boca e amargo no estômago. Essa experiência profética apontava para o desapontamento do povo de Deus quando Cristo não retornou em 1844. O capítulo se encerra com o anjo dizendo a João que, apesar da amargura vivida, ele deveria continuar profetizando (v. 11). Da mesma maneira, apesar da experiência amarga, os servos de Deus deveriam continuar pregando a mensagem de salvação.
É durante a sétima trombeta que o “mistério de Deus” (v. 10) será concluído. Ele abrange todo o plano da Salvação pela Divindade para salvar-nos e Jesus sendo recebido na glória (1 Tm 3:16). Esse “mistério de Deus”, juntamente com o Juízo Investigativo e a fase final da expiação, será concluído por Jesus ao final do soar da sétima trombeta, quando se fechará a porta da graça.
Clacir Virmes Jr.
Professor de Novo Testamento
SALT – Seminário Latino Americano de Teologia
Kenneth Mathews, Jr.
Greeneville, Tenesse, Estados Unidos
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1423
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Gisele Quimelli e Jeferson Quimelli
Audio online [voz: Valesca Conty]:
Filed under: Sem categoria
APOCALIPSE 10 – Entre a sexta e a sétima trombeta há um intervalo. A expectativa continua existindo nas profecias. Vale a pena tentar entender a mensagem deste capítulo.
Seu contexto encontra-se antes do toque da última trombeta (v. 7). Redobre tua atenção aqui:
“A sexta trombeta está situada no contexto do altar de incenso (no lugar santo: Apocalipse 9:13), e esse ministério terminou em 1844 quando a porta se abriu no lugar santíssimo em relação com a sétima trombeta (Apocalipse 11:15-19)” (Alberto R. Treiyer)
A sexta trombeta soou entre 1840 e 1844. Um grande desapontamento aconteceu “depois da conclusão da sexta trombeta que se vincula ao Lugar Santo (Apocalipse 9:13). Quando a hora do juízo correspondente a essa trombeta expirou em 1840, se anunciou o começo da sétima trombeta” (Treiyer).
Em 1844 Jesus deu início ao juízo investigativo. Entretanto, ao estudar as profecias de Daniel, os cristãos entenderam que os 2300 anos, visando a purificação do Santuário se tratava, da segunda vinda de Cristo para restaurar a Terra. Então, a expectativa para esse evento se tornou em decepção quando, em 22 de outubro daquele ano, Jesus não veio como haviam entendido.
Isso estava profetizado no capítulo em pauta:
• Aqui o livrinho refere-se ao livro de Daniel, especificamente às profecias que foram seladas em sua época. Antes, fora-lhe dito: “Feche com um selo as palavras do livro até o tempo do fim” (Daniel 12:4). Agora, o livrinho selado é trazido aberto (Apocalipse 10:1-2).
• O tempo do fim está chegando ao fim, fato confirmado pelo juramento de Cristo (vs. 3-7).
• João recebeu ordens para devorar o livrinho, representando à igreja após 1840 estudando o livro de Daniel. Porém, ao haver um equívoco quanto ao evento da purificação do santuário, pensando ser a volta de Cristo, o doce da expectativa tornou-se amargo (vs. 8-10).
• Finalmente, uma injeção de ânimo deve inflamar os crentes reavivando-os para anunciar os eventos finais (v. 11).
“Quando Cristo entrou no lugar santíssimo para consumar a obra de expiação, cessou seu ministério no primeiro compartimento. Mas quando terminou o serviço que se realizava no primeiro compartimento, começou o ministério no segundo compartimento… Só havia terminado uma parte de Sua obra como intercessor para começar outra” (Ellen G. White).
Ainda existe graça! Reavivemo-nos para compartilhá-la! – Heber Toth Armí.
Filed under: Sem categoria
3346 palavras
Os sete trovões – João e o livrinho
“Apocalipse 10 mostra o aparecimento do remanescente fiel como resultado do desapontamento de 1844.” – SRA/EP, p. 140.
“Os acontecimentos de Apocalipse 10 ocorrem entre o ponto culminante da sexta trombeta em 1840 e a conclusão da profecia dos 2.300 anos em 1844, quando começou a soar a sétima trombeta.” – LES892, p. 147.
10:1 E vi outro anjo forte que descia do céu, vestido de uma nuvem; por cima da sua cabeça estava o arco-íris; o seu rosto era como o sol, e os seus pés como colunas de fogo,
E vi outro anjo… – “João vê o anjo diretamente da presença de Deus, envolto numa nuvem. (Ver. Sal. 104:3; Dan. 7:13; S. Mat. 24:30.) Ele tem um arco-íris sobre a cabeça. (Ver Ezeq. 1:26-28.) Seu rosto brilha como o Sol (comparar com Mal. 4:2), e os pés e as pernas parecem ser colunas de fogo (comparar com Êxo. 13:21 e 22; 14:19 e 24). Ao descrever o ‘Anjo forte’, João serve-se de expressões e figuras do Antigo Testamento. Há continuidade na revelação divina.” – LES892, p. 147.
10:2 e tinha na mão um livrinho aberto. Pôs o seu pé direito sobre o mar, e o esquerdo sobre a terra,
Pés…livrinho – “O Anjo tem o pé direito sobre o mar e o esquerdo sobre a terra, simbolizando a absoluta soberania de Deus sobre a Terra. Ele segura um livrinho ou pequeno rolo que transporta uma mensagem por breve período de tempo.” – LES892, p. 147.
Cristo apareceu a João – “O Anjo forte que instruiu a João não era outro personagem senão Jesus Cristo. Pondo o pé direito sobre o mar e o esquerdo sobre a terra seca, Ele mostra a parte que desempenha nas cenas finais do grande conflito com Satanás. Essa posição denota Seu supremo poder e autoridade sobre toda a Terra.” – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 971, citado em LES892, p. 148.
“Como estas passagens identificam o Anjo de Apocalipse 10 com a pessoa de Cristo?
“Dan. 7:13: Dirige-Se ao trono do julgamento numa nuvem.
“Ezeq. 1:26-28:Há um arco-íris onde Ele Se encontra.
“S. Mat. 17:2: Rosto como o Sol.
“Apoc. 1:15: Pés como fogo.” – LES892, p. 148.
O livrinho e Daniel 12 – “Daniel 12 constitui importante pano de fundo para a visão profética relatada em Apocalipse 10. A descrição do Anjo, a referência ao Seu juramento e o livrinho ou rolo compõem os elos de ligação entre os dois capítulos. Em ambos os lugares o conteúdo atribuído ao livrinho tem que ver com o tempo. Foi ordenado que Daniel fechasse e selasse o livro até o tempo do fim. João escreveu a respeito do tempo do fim, indicando a correlação entre as duas visões.” – LES892, p. 148.
O livrinho representa o livro de Daniel – “Fora ordenado a Daniel: ‘Encerra as palavras e sela o livro, até o tempo do fim.’ Cap. 12:4. Esta admoestação se aplica particularmente à parte das profecias de Daniel que trata dos últimos dias… e, sem dúvida, especialmente ao fator do tempo dos 2.300 dias (Cap. 8:14), pois se relaciona com a pregação das mensagens do primeiro, do segundo e do terceiro anjos (Apoc. 14:6-12). Visto que a mensagem do Anjo que estamos considerando trata do tempo e presumivelmente de acontecimentos no tempo do fim, quando o livro de Daniel deveria ser desselado (Dan. 12:4), parece ser razoável deduzir que o livrinho aberto na mão do Anjo era o livro de Daniel. Com a apresentação a João do livrinho aberto, são reveladas as partes seladas da profecia de Daniel. O fator do tempo, indicando o fim das profecias dos 2.300 dias, torna-se claro. Conseqüentemente, o capítulo em apreço focaliza o tempo em que foi feita a proclamação dos versos 6 e 7, isto é, durante os anos 1840 e 1844.” – SDABC, vol. 7, p. 797, citado em LES892, p. 148.
Livrinho aberto – “As profecias de Daniel são desseladas. ‘Daniel estará na sua sorte, no fim dos dias. João vê o livrinho desselado. Então as profecias de Daniel têm seu devido lugar nas mensagens do primeiro, segundo e terceiro anjos, que devem ser transmitidas ao mundo. O desselamento do livrinho era a mensagem em relação com o tempo. Os livros de Daniel e Apocalipse são um. Um é profecia, o outro revelação; um é um livro selado, o outro um livro aberto.’ – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, pág. 971.” – LES892, p. 149.
2300 anos (Dan. 8:14; 9:24-27) – “457 A.C.: Decreto de Artaxerxes para restaurar o templo e o governo em Jerusalém.
“27 A.D.: Início do ministério de Cristo como o Messias.
“31. A.D.: A morte de Cristo na cruz fez com que cessassem os sacrifícios. Os serviços e as cerimônias do santuário terrestre encontraram o seu antítipo.
“34 A.D.: Apedrejamento de Estêvão. É transmitido o evangelho aos gentios.
“1844 A.D.: Começa o Juízo Investigativo no santuário celestial.” – LES892, p. 152
10:3 e clamou com grande voz, assim como ruge o leão; e quando clamou, os sete trovões fizeram soar as suas vozes.
Rugido de leão/vozes dos 7 trovões – “Apoc. 10:3; comparar com Oséias 11:10; Amós 3:8” – LES892, p. 147 e 148.
10:4 Quando os sete trovões acabaram de soar eu já ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, que dizia: Sela o que os sete trovões falaram, e não o escrevas.
As vozes dos sete trovões – “Historicamente, a sexta trombeta terminou em 1840 (Apoc. 9:15). A sétima trombeta, ‘o tempo determinado para que sejam julgados os mortos’ (Apoc. 11:18), quando se abriu ‘o santuário [ou templo] de Deus, que se acha no Céu’ (Apoc. 11:19), começou em 1844. Os acontecimentos de Apocalipse 10:8-10 simbolizam os eventos históricos entre 1840 e 1844. nesse período ocorreram os desapontamentos de 21 de março de 1843 e 22 de outubro de 1844. Os crentes no Advento compreenderam em parte Daniel 8:14, mas não entenderam devidamente a natureza dos acontecimentos que ocorreriam no fim da profecia dos 2.300 anos. Os sete trovões soaram antes do início da sétima trombeta com sua proclamação de que o tempo chegaria ao fim. Os trovões constituíram uma previsão divina da experiência do povo de Deus entre 1840 e 1844. João recebeu a ordem de não escrever o que ouvira porque o povo de Deus devia ser provado pelas agridoces experiências relacionadas com a sua expectativa da vinda de Cristo em 1844.” – LES892, p. 149 e 150. (destaque acrescentado)
10:5 O anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita ao céu,
10:6 e jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o qual criou o céu e o que nele há, e a terra e o que nela há, e o mar e o que nele há, que não haveria mais demora,
Já não haverá demora – “O povo de Deus seria provado. ‘A luz especial concedida a João, que foi expressa nos sete trovões, constituiu a delineação de eventos que sucederiam sob as mensagens do primeiro e segundo anjos. Não seria conveniente que as pessoas conhecessem essas coisas, pois sua fé precisava ser provada. Na ordem de Deus seriam proclamadas verdades muito maravilhosas e avançadas. As mensagens do primeiro e do segundo anjo deviam ser proclamadas, mas não seria revelada nova luz antes que essas mensagens realizassem sua obra específica. Isto é representado pelo anjo com um pé sobre o mar, proclamando com soleníssimo juramento que já não haveria demora.’ – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, pág. 971.” – LES892, p. 149 e 150.
“Renovado interesse no Segundo Advento de Cristo. No começo do século dezenove, a Europa e a América testemunharam renovado interesse na doutrina da Segunda Vinda de Jesus. Com a atenção concentrada no Novo testamento, cada vez maior número de cristãos procedentes de várias denominações começaram a questionar o conceito tradicional, que interpretava a Segunda Vinda como um acontecimento que ocorreria no futuro distante – depois do Milênio (pós-milenialismo). Após estudar meticulosamente as profecias de Daniel e Apocalipse, os adventistas rejeitaram o conceito pós-milenial sobre o Segundo Advento e começaram a proclamar com grande fervor a breve volta de Cristo.
“Entre os que ensinavam a breve volta de Cristo destacou-se um sacerdote católico romano do Chile – Manuel de Lacunza – bem como pregadores ingleses e escoceses, como Eduardo Irving, Henry Drummond e Alexandre Keith. Por meio das pregações de José Wolf, a mensagem da breve volta de Jesus foi levada ao Oriente Médio e à Ásia. Na Escandinávia, crianças foram inspiradas a proclamar as boas-novas. O clero da igreja oficial opôs-se à mensagem.
“A pregação de Guilherme Miller. O mais eminente pregador entre os primeiros adventistas foi um agricultor de Low Hampton, Nova Iorque, chamando [sic] Guilherme Miller. Suas objeções ao pós-milenialismo provieram de diligente estudo das Escrituras, com especial atenção a Daniel 8:14. Suas pregações poderosas e convincentes deram grande ímpeto ao Movimento do Advento da América. O que distinguiu as pregações de Miller não foi o seu ponto de vista pré-milenial, pois outros partilhavam do mesmo conceito, mas seu interesse no tempo profético, com Ênfase a acontecimentos e datas específicas. Ele deduziu que a profecia dos 2.300 dias de Daniel apontava para a Segunda Vinda de Jesus, e chegou à conclusão de que ela ocorreria em 1844.” – LES892, p. 149.
10:7 mas que nos dias da voz do sétimo anjo, quando este estivesse para tocar a trombeta, se cumpriria o mistério de Deus, como anunciou aos seus servos, os profetas.
Mistério – “Os textos mencionados a seguir contêm a palavra mistério…:
…
“Rom. 11:25: ‘Esse mistério’ – o trato de Deus com Israel e sua salvação futura.
“I Cor. 15:51: ‘Eis que vos digo um mistério’ – a transformação pela qual passarão os crentes quando Cristo voltar.
“Efés. 1:9 e 10: ‘O mistério da Sua vontade’ – o povo de Deus unido com Ele na herança eterna.
“Efés. 6:19: ‘O mistério do evangelho’ – a graça de Deus que tinha estado oculta aos gentios, mas agora lhes foi revelada.
“Coloss. 4:3: ‘Mistério de Cristo’ – as coisas de Deus reveladas por meio de Cristo.
II Tess. 2:7: ‘O mistério da iniqüidade’ – refere-se a um poder que se caracteriza pela ilegalidade; Satanás e seus agentes.” – LES892, p. 151 e 152.
“A palavra mistério, no Novo testamento, se refere aos segredos de que os servos de Deus se tornam conhecedores por revelação divina. Em Apocalipse 10:7, ‘o mistério de Deus’ é o Seu propósito salvífico, que será plenamente conhecido no fim da história humana. Com o toque da sétima trombeta, Deus efetuará o cumprimento do plano da redenção, que Ele concebeu antes da Criação do mundo e pôs em execução imediatamente depois que nossos primeiros pais caíram em pecado. Este plano encontrará sua finalidade no estabelecimento do reino de Deus para todo o sempre.” – LES892, p. 152.
Se cumpriria o mistério de Deus – “O fim do tempo profético. O soar da sétima trombeta anuncia a etapa final da obra redentora da parte de Deus: ‘Nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de Deus, segundo Ele anunciou aos Seus servos, os profetas. ‘ verso 7. Esta proclamação assinala o fim das profecias e inicia os últimos dias.” – LES892, p. 151.
“Esse tempo, que o Anjo anuncia com solene juramento, não é o fim da história deste mundo, nem do tempo da graça, mas do tempo profético, que deve preceder o advento e nosso Senhor; isto é, as pessoas não terão outra mensagem sobre tempo definido. Depois desse período de tempo, que se estende de 1842 a 1844, não pode haver um delineamento definido do tempo profético. O cômputo mais longo se estende até o outono de 1844.” – Comentário de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 971, citado em LES892, p. 151.
10:8 A voz que eu do céu tinha ouvido tornou a falar comigo, e disse: Vai, e toma o livro que está aberto na mão do anjo que se acha em pé sobre o mar e sobre a terra.
10:9 E fui ter com o anjo e lhe pedi que me desse o livrinho. Disse-me ele: Toma-o, e come-o; ele fará amargo o teu ventre, mas na tua boca será doce como mel.
Disse-me ele: Toma-o, e come-o – “Depois da descrição de uma solene cena de juramento em que se assinala que no tempo do fim se cumpriria o mistério da salvação de Deus (Apocalipse 10:3-7), diz-se ao apóstolo São João, representando os crentes, que entre na cena profética.” – SRA/EP, p. 86.
Comer o livrinho – “A compreensão da verdade, a alegre aceitação da mensagem é representada pelo ato de comer o livrinho. A verdade sobre o tempo do advento de nosso Senhor foi uma preciosa mensagem para nossa alma.” – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 971, citado em LES892, p. 153.
“Estas passagens contêm alusões ao ato de comer no sentido figurado…:
“Sal. 19:7-10: As palavras de Deus são mais doces do que o mel.
“Sal. 119:103: Também afirma que as palavras de Deus são mais doces do que o mel.
“Jer. 15:16: O profeta comeu as palavras de Deus e elas lhe foram gozo e alegria para o coração.
“Ezeq. 3:1-3, 7 e 10: O profeta comeu o rolo e achou que era doce como o mel.
“O salmista e os profetas afirmam que as palavras e os juízos de Deus são mais doces do que o mel. João verifica que o pequeno rolo é doce, bem como amargo. Ele teve o privilégio de conhecer os segredos do propósito redentor da parte de Deus, mas com esse privilégio veio a responsabilidade de anunciar a crise vindoura; daí a experiência doce e amarga.” – LES892, p. 153
10:10 Tomei o livrinho da mão do anjo, e o comi; e na minha boca era doce como mel; mas depois que o comi, o meu ventre ficou amargo.
O livrinho doce/amargo – “A proclamação final do evangelho eterno destina-se a preparar um povo para o juízo, declarar o fim do tempo profético e anunciar a iminência da Segunda Vinda de Cristo. A mensagem do livrinho era doce para os que a ouviram. Tornou-se amarga quando Jesus não veio no tempo esperado (1844). Devemos alegrar-nos na vitória de Cristo e na gloriosa recompensa que receberemos como resultado dela. No entanto, o caminho para o reino é o caminho da cruz. Há aflição agora, e mais tarde haverá triunfo.” – LES892, p. 146 e 147.
“A idéia de que Jesus haveria de voltar em 1844 lhes foi doce como o mel. Mas o desapontamento foi intensamente amargo. Este não ocorreu por falta de revelação, visto que a Santa Bíblia dizia que Jesus não é sacerdote do santuário da Terra, mas do celestial (Hebreus 8:1, 2, 4, 5; 9:23, 24).” – SRA/EP, p. 86.
Livrinho amargo no estômago – “Os que proclamaram esta advertência [a mensagem do primeiro anjo] deram a mensagem devida no devido tempo. Mas, assim como os primitivos discípulos, baseados na profecia de Daniel 9, declararam – ‘O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo’ – ao mesmo tempo em que deixaram de perceber que a morte do Messias estava predita na mesma passagem, de igual modo, Miller e seus companheiros pregaram a mensagem baseados em Daniel 8:14 e Apocalipse 14:7, e deixaram de ver que havia ainda outras mensagens apresentadas em Apocalipse 14, que também deveriam ser dadas antes do advento do Senhor. Assim como os discípulos estiveram em reino quanto ao reino a ser estabelecido no fim das setenta semanas, também os adventistas se enganaram em relação ao fato a ocorrer à terminação dos 2.300 dias. Em ambos os casos houve aceitação de erros populares, ou antes, uma aderência a eles, cegando o espírito à verdade. Ambas as classes cumpriram a vontade de Deus, apresentando a mensagem que Ele desejava fosse dada, e ambas, pela sua própria compreensão errônea da respectiva mensagem, sofreram desapontamento.” – O Grande Conflito, p. 352.
“A mensagem da breve volta de Cristo atraiu milhares de pessoas para o movimento milerita na América do Norte. Quando se aproximou o outono de 1844, os crentes labutaram intensamente e com grande expectativa para levar avante a mensagem do Segundo Advento. Para muitos, nenhum sacrifício era demasiado grande. Suas esperanças e aspirações centralizavam-se no iminente retorno de Jesus. 22 de outubro de 1844 chegou e passou, deixando milhares de pessoas em profundo desapontamento.
“O fervor dos primeiros adventistas. ‘Na primeira parte do período, alguns de nossos irmãos no norte de New Hampshire ficaram tão impressionados com a crença de que o Senhor chegaria antes de outro inverno, que não cultivaram os seus campos. Em meados de julho, … outros que haviam semeado e plantado em seus campos ficaram tão comovidos com o senso do imediato aparecimento do Senhor, que não puderam, para ser coerentes com sua fé, realizar as colheitas. Alguns, ao ir para os campos cortar os cereais, sentiram-se completamente incapazes de prosseguir, e, sujeitando-se ao senso do dever, deixaram as plantações no campo, para mostrar sua fé pelas obras e condenar assim o mundo. Isto estendeu-se rapidamente pelo norte da Nova Inglaterra.’ – J. N. Loughborough, The Great Second Advent Movemet, pág. 158.
“O grande desapontamento. ‘Vi que os que estimavam a luz olhavam para o alto com ardente desejo, esperando que Jesus viesse e os levasse para Si. Logo uma nuvem passou sobre eles, e seus rostos ficaram tristes. Indaguei a causa desta nuvem, e foi-me mostrado que era o seu desapontamento. O tempo em que esperavam o seu Salvador havia passado, e Jesus não viera. Recaindo o desencorajamento sobre os expectantes, os ministros e líderes que eu havia visto antes, regozijaram-se, e todos os que haviam rejeitado a luz triunfaram grandemente, enquanto Satanás e seus anjos maus também exultavam.’ – Primeiros Escritos, p. 241.” – LES892, p. 154.
Correlação com o desapontamento da cruz – “Embora Jesus lhes tivesse dito que morreria, eles não entenderam por que esperavam que Se manifestasse com o poder que há de revelar em Sua segunda vinda. Por isso, na hora da crucifixão experimentaram um amargo desapontamento que desanimou aos insinceros mas levou os crentes honestos a uma atitude de estudo e investigação. Há vários paralelos significativos entre a experiência dos discípulos e dos que sofreram o desapontamento de 1844. Os crentes que ficaram como remanescentes do desapontamento da cruz 1) experimentaram um angustioso desapontamento que os deixou fora de sua congregação judia, 2) Jesus lhes abriu o entendimento para que compreendessem o que estava escrito (São Lucas 24:25-27), 4) Receberam a ordem de pregar o que descobriram por revelação nas Sagradas Escrituras (São Lucas 24:45-48). …
“Assim como os apóstolos amavam Sua Igreja judaica e não pensavam deixa-la, os que passaram pelo desapontamento não tinham intenção de formar uma nova Igreja. Suas congregações, porém, tinham muitos erros doutrinários introduzidos pelo anticristo durante a Idade Média, e necessitavam do conhecimento de algumas verdades bíblicas essenciais. Além disso, muitos insinceros se uniram ao movimento por temos do juízo que viria, convertendo-se em pesado lastro. Assim, não poderiam pregar o Evangelho eterno de maneira pura e completa. Por isso Deus usou o estranho método que já havia utilizado com bons resultados na hora da Cruz: 1) Permitiu que experimentassem o desapontamento. 2) Assim foram expulsos de suas diversas congregações, e ao se encontrarem fora, formaram tacitamente uma nova congregação, com um denominador comum: investigação sincera e ardente da santa Bíblia em busca de luz e resposta celestiais, e as receberam. 3) Redescobriram as verdades lançadas por terra. 4) Estiveram em condições de cumprir a ordem de pregar (como o fizera a Igreja primitiva) a todo mundo, e o estão fazendo, em obediência à ordem divina expressa na profecia.” – SRA/EP, p. 86 e 87.
10:11 Então me disseram: Importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas, e reis.
Profetizes outra vez – “A última mensagem. ‘A dispensação do evangelho é o último período de graça que será concedido aos homens. Os que vivem sob esta dispensação de testes e provas, e, contudo, não são levados a arrepender-se e a obedecer, perecerão com os infiéis. Não haverá uma segunda prova. … Cristo comunica Sua justiça aos que consentem que Ele lhes tire os pecados.’ – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, págs. 971 e 972.” – LES892, p. 155.
“Depois do grande desapontamento de 1844, os crentes genuínos não abandonaram sua crença na Segunda Vinda de Cristo, ou a convicção de que o seu movimento era de origem divina. Renovado interesse no estudo da Bíblia resultou em mais clara compreensão da profecia. A breve volta de Jesus tornou-se uma grande certeza. A Igreja Adventista do Sétimo Dia foi estabelecida com a missão mundial de avisar o mundo de que Cristo voltará. Fundaram-se instituições médicas e educacionais em muitas partes do Globo. Foram erigidas igrejas, escolas, hospitais e casas publicadoras para ajudar a levar o evangelho eterno a toda nação, tribo, língua e povo. Os Adventistas do Sétimo Dia consideram sua vocação um cumprimento da profecia bíblica. Eles devem desempenhar uma parte muito importante no soar da sétima trombeta (Apocalipse 11). Encaram com seriedade a ordem de Apocalipse 10:11: ‘Importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas e reis.’ – Almeida, antiga.” – LES892, p. 155 e 156.
Bibliografia
Anderson, Roy A., O Apocalipse Revelado, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
LES892 – Battistone, Joseph J. – Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
LES893 – Coffman, Carl – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1989, nº 375, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
LES963 – Gulley, Norman R. – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
SRA/EP – Belvedere, Daniel – Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.
White, Ellen G., Primeiros Escritos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., 1987.
Seventh Day Adventist Bible Commentary.
White, Ellen G., Atos dos Apóstolos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .
White, Ellen G., Grande Conflito, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .
Strand, Kenneth A., Interpreting the Book of Revelation. Ann Arbor Publishers, Naples, Florida.
White, Ellen, G., Caminho a Cristo, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/apocalipse/ap-capitulo-9/
Enquanto Apocalipse 6 descreve os juízos de Deus sobre os rebeldes dentro de Seu reino, as sete trombetas (Ap 8:7-13; 9:1-21; 11:15-17) descrevem o julgamento divino sobre os opressores de Seu povo. O pano de fundo das sete trombetas é o texto de Números 10:8-10. O soar das trombetas lembraria Deus de salvar os israelitas de seus inimigos. Com a cena introdutória de Apocalipse 8:1-6 focaliza a intercessão de Cristo no Céu e enfatiza o cuidado divino por Seu povo. Mesmo sendo afligidos pelos inimigos, o Senhor ouve a oração de Seus filhos e age para protege-los e livrá-los.
A sexta trombeta (v. 13-21) está ligada ao contexto da descrição dos 144.000 (Ap 7:1-3). Mencionam-se os quatro anjos e as ações de segurar e soltar. De um lado, os salvos são contados; do outro, os inimigos de Deus. A expressão “eu ouvi o seu número” aparece em ambos os textos. Assim, a sexta trombeta mostra o tempo em que o selamento mencionado em Apocalipse 7 acontece. Enquanto a descrição dos 144.000 mostra Seu status diante de Deus, os próximos dois capítulos mostrarão o que o povo escolhido estará realizando nos últimos momentos da história do mundo.
Clacir Virmes Jr.
Professor de Novo Testamento
SALT – Seminário Latino Americano de Teologia
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1422
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Gisele Quimelli e Jeferson Quimelli
Audio online [voz: Valesca Conty]: